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quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Ter um carro elétrico pode te isentar de pagar IPVA! Entenda

Foto: Mike Bird/Pexels
Alguns estados dão uma porcentagem de isenção como um incentivo à tecnologia e  inovações saiba onde você pode ter esse direito

 

O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é uma obrigação de todo proprietário, mas existem algumas exceções.

Uma dúvida comum é se o carro elétrico paga IPVA. Este tipo de veículo ganha cada vez mais popularidade em todo o mundo – mesmo aqui, onde o preço ainda continua salgado para a maior parte da população. 

No entanto, suas vantagens e alguns incentivos fiscais atraem um número crescente de motoristas, principalmente a chance de não ter que pagar IPVA em alguns estados brasileiros. Entenda mais sobre a seguir:

 

Carro elétrico: uma tendência sustentável 

Carro elétrico é um tipo de automóvel 100% movido por um motor elétrico que usa a energia armazenada em baterias recarregáveis para mover as rodas. 

“E há também os carros híbridos que combinam, em maior ou menor grau, o motor elétrico com um motor a combustão, aquele que queima combustível (gasolina,  álcool ou diesel) para movimentar o veículo”, explica Paulo Loffreda, sócio e fundador da Zignet. 

Assim, na comparação com os carros a combustão, como o carro elétrico converte eletricidade em energia para se locomover, produzem muito menos emissões de gases poluentes, sendo uma opção significantemente mais sustentável. Além disso, são mais silenciosos, reduzindo os índices de poluição sonora, e a energia, que é recarregável, pode ser produzida a partir de fontes limpas. 

De acordo com a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), há mais de 315 mil veículos eletrificados rodando no país, sendo 38% deles elétricos. E o interesse dos brasileiros só aumenta. De janeiro a julho foram emplacados 94.616 carros de passeio eletrificados e a estimativa é que ultrapassem a marca dos 150 mil até dezembro.

 

Carros elétricos são isentos de IPVA? 

O IPVA é um imposto estadual e cada estado tem autonomia para ditar suas regras. Assim, a alíquota, o calendário de pagamento, parcelamento e descontos mudam de estado para estado. 

“E isso também funciona para determinar se há isenção, descontos ou IPVA integral para os veículos eletrificados. Em alguns estados o imposto sofreu mudanças para funcionar como incentivo para a adoção de tecnologias mais sustentáveis, mas em outros ainda há leis em trâmite sobre o assunto ou as condições são as mesmas dos veículos tradicionais a combustão”, afirma.

 

Quais são os estados que oferecem isenção ou descontos de IPVA para carros elétricos? 

O Distrito Federal é a única região que dá 100% de isenção do IPVA para carros elétricos e híbridos que estão registrados em seu território. Na Região Norte é exatamente o oposto: nenhum estado oferece qualquer tipo de isenção ou desconto para o imposto de carros eletrificados. Nessa região, a quantidade de emplacamentos do tipo ainda é pequena, assim como é precária a infraestrutura de recarga.

 

Veja o que acontece nas demais regiões do país:

 

Nordeste 

Apenas Alagoas, Maranhão e Pernambuco oferecem algum tipo de incentivo:

 

Alagoas – 100% de isenção do IPVA no primeiro ano de uso, 0,5% nos veículos 100% elétricos e 0,75% aos híbridos no segundo ano de uso e 1% para os elétricos e 1,5% híbridos a partir do terceiro ano.

 

Maranhão – Se a compra ou o faturamento do veículo tiver sido em uma concessionária do estado, há 100% de isenção do IPVA. Para os híbridos a alíquota é de 2,5% para os modelos de até R$150 mil.

 

Pernambuco – Oferece isenção total de IPVA para os veículos elétricos registrados no estado, mas não há qualquer desconto para os carros híbridos.

 

Centro-Oeste

 

Na Região Centro-Oeste apenas o Mato Grosso do Sul oferece incentivo.

Nesse estado, os carros eletrificados (elétricos e híbridos) têm 70% de desconto no IPVA.

 

Sudeste 

Minas Gerais – Em Minas Gerais a lei já existe, mas não há como ser posta em prática por enquanto. O estado determinou isenção de IPVA para os carros eletrificados em geral, mas apenas para aqueles produzidos dentro do estado – o que ainda não é possível. Por isso, os proprietários de carro elétrico ou híbrido registrado em Minas precisam pagar o valor integral do imposto.

 

Rio de Janeiro – O Rio de Janeiro oferece desconto de 0,5% no IPVA dos carros elétricos e 1,5% dos híbridos.

São Paulo – Apesar de ter a maior frota de carros eletrificados do Brasil, não há incentivo para carros elétricos ou híbridos por parte do Estado de São Paulo. Porém, está em tramitação um Projeto de Lei que prevê a isenção de IPVA para veículos híbridos que custam até R$250 mil, com alíquota progressiva partindo de 1% em 2027, 2% em 2028, 3% em 2029 e 4% a partir de 2030.

 

No entanto, a Prefeitura de São Paulo decidiu reembolsar sua parte no IPVA para os carros elétricos ou movidos a hidrogênio em 2024. O dinheiro pode ser usado para desconto no IPTU ou ser recebido em conta bancária.

 

Quanto maior o preço do veículo, maior o reembolso, cujo teto é de 103 Ufesp, cuja unidade em 2024 equivale a R$ 35,36.O valor restituído é a quota-parte disponível do IPVA pertencente ao município, descontado o percentual destinado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

 

Sul

 

Na Região Sul só o Rio Grande do Sul oferece incentivo no IPVA, mas apenas para os carros 100% elétricos, que estão isentos do imposto. Os híbridos pagam a mesma alíquota que os movidos a combustão: 3%.

Como obter isenção de IPVA para carros elétricos?

Cada estado faz suas próprias regras, portanto é preciso entrar no site dos órgãos oficiais para conhecer o processo de solicitação da isenção ou desconto no IPVA e seus prazos.

Dessa forma, é preciso que o proprietário do veículo consulte a Secretaria da Fazenda (Sefaz) ou o Detran de sua região para obter informações específicas. É importante observar todos os detalhes para garantir que o veículo se encaixe no benefício.

 

É sempre bom lembrar que o não pagamento do IPVA pode resultar em penalidades, como multas e impedimentos para licenciamento do veículo. E, sem o licenciamento não é possível renovar o CRLV, que é de porte obrigatório – e sua falta ou atraso é uma infração gravíssima, acarretando 7 pontos na carteira e uma multa de R$ 293,43.

 

Zignet

 

COMO SABER SE MEUS DADOS FORAM VAZADOS NA INTERNET? PERITO EM CRIMES DIGITAIS EXPLIC

Está na dúvida se golpistas podem ter acesso às suas informações pessoais? Wanderson Castilho mostra formas de se proteger online

 

O Brasil se tornou o sexto país com o maior número de vazamento de dados pessoais no mundo, deixando pelo menos 10% da população com o risco de sofrer alguma fraude digital a qualquer momento, segundo informações da empresa holandesa de privacidade e segurança digital SurfShark. O dado alarmante apenas mostra como nosso país ainda não está totalmente preparado para lidar com os avanços tecnológicos, principalmente no quesito de fraudes virtuais às pessoas físicas. 

Segundo o Banco Central, o maior interesse dos criminosos são e-mails, números de celular e CPF, pois estas são as informações normalmente utilizadas para cadastrar as chaves PIX, fazendo com que sejam os grandes alvos dos delinquentes. “Boa parte dos golpes virtuais visam apenas o dinheiro. Embora também haja ocorrência de sequestro de informações ou de vídeos e fotos íntimas com o intuito de fazer chantagem, muitos buscam o lucro rápido e o PIX e a forma mais fácil de se ter este acesso”, diz o perito em crimes digitais, Wanderson Castilho. 

A situação se agrava no nosso país, principalmente, devido à falta de leis mais severas para a punição de crimes virtuais, pois a Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD) não prevê a responsabilização da instituição bancária que permitiu o vazamento, apenas aplica multa, que pode variar entre 2% a 10% do faturamento anual global, mas está limitada ao teto de R$ 50 milhões, apenas. 

“A falta de sanções mais severas às instituições e a impunidade dos criminosos gera uma sensação generalizada de que a fraude virtual é um crime sem consequências. Isso contribui para o crescimento desse tipo de atividade criminosa, pois muitos acreditam que podem agir sem serem punidos. Por isso, é fundamental que os cidadãos adotem medidas de proteção online”, alerta o perito. 

Para saber se seus dados foram vazados na internet e pedir a remoção, Castilho aconselha usar o recurso MyActivity, do Google. “Nesta ferramenta, o usuário pode monitorar todas as suas informações pessoais e receber alertas sempre que um dado for vazado virtualmente podendo, assim, pedir para que seja removido”. Este ato garantirá que, pelo menos, a informação esteja sob controle do usuário, reduzindo o risco de fraudes. 

O perito também recomenda estar atento aos sinais de possíveis vazamentos, como notificações de acessos não reconhecidos a contas e mensagens que possam parecer suspeitas e que solicitem informações pessoais. “Além disso, é essencial manter as boas práticas de segurança digital, como usar senhas fortes e ativar a autenticação de dois fatores para todas as contas. Essas medidas são fundamentais para fortalecer a segurança e dificultar o acesso de criminosos às suas informações”, finaliza.
 

Wanderson Castilho: O perito cibernético e físico utiliza estratégias de detecção de mentiras e raciocínio lógico para interpretar os algoritmos dos crimes digitais. Autor de quatro livros importantes no segmento e há 30 anos no mercado, Wanderson Castilho refaz os passos dos criminosos virtuais para desvendar a metodologia empregada no crime digital. Certificado pelo Instituto de Treinamento de Análise de Comportamento (BATI) da Califórnia, responsável por treinar mais de 30 mil agentes policiais, entre eles profissionais do FBI, CIA e NSA ). Também possui certificados em Certified Computing Professional – CCP – Mastery, Expert in Digital Forensics, é membro da ACFE (Association of Certified Fraud Examiners ). E sua recente certificação como Especialista em investigação de criptomoedas pelo Blockchain Intelligence Group, ferramenta usada pelo FBI, o coloca hoje em um patamar de um dos maiores profissionais em crimes digitais do mundo sendo um dos especialistas mais cotados para resolver crimes cibernéticos. Saiba mais em: www.enetsec.com


Começa nova fase de inscrições para pós-graduação gratuita em Educação Matemática

 

Resultado de parceria entre Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e o Sesi-SP, curso é oferecido em mais sete cidades paulistas; inscrições vão até 18 de novembro 

 

Estão abertas inscrições para novas turmas do curso de pós-graduação lato sensu promovido pela Faculdade Sesi de Educação e pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP). As inscrições podem ser registradas até 18 de novembro de 2024. 


Oferecido de forma gratuita, o curso é voltado para professores da rede estadual e do Sesi-SP. Iniciativa do programa Sesi Para Todos, a especialização visa aprimorar as habilidades dos docentes de matemática dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, com um enfoque especial na promoção da equidade educacional. 


Agora, o curso passa a ser oferecido em mais sete cidades: Cubatão, Guarulhos, Jundiaí, Mogi das Cruzes, Osasco, Santa Bárbara e São Bernardo do Campo, além dos polos já existentes na capital, em Campinas e em Sorocaba. Nessa pós-graduação, os professores da rede estadual de São Paulo terão a oportunidade de complementar sua formação em Educação Matemática. 

 

Ao longo dos próximos 10 anos, a pós-graduação será implementada de forma gradual, com expansão dos polos e abertura de novas turmas a cada semestre, até que alcance todas as regiões do estado de São Paulo. Ao todo, estão previstas 810 vagas para professores dos anos finais do Ensino Fundamental e Médio da rede estadual.

 

O curso é gratuito, presencial e tem duração de 18 meses (360 horas). Com início previsto para março de 2025, o conteúdo programático é estruturado em 60% de conhecimentos específicos de Matemática, 20% de metodologias pedagógicas e 20% focados no planejamento e prática de ensino, além do desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). 

 

Os professores do estado interessados em participar, e que atendam aos critérios dispostos em edital, poderão se inscrever no site faculdadesesi.edu.br/posmatematica. Os professores do Sesi-SP, habilitados de acordo com a regional em que atuam, serão notificados pela entidade e poderão se inscrever via secretaria.


Como a transformação digital está redefinindo o futuro do agronegócio?

O agronegócio é um dos principais pilares da economia mundial. Demonstrando sua relevância, só no Brasil, em 2023, o setor correspondeu a 23,8% do PIB do país, de acordo com dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Um dos grandes aliados para esse desempenho, é o uso da tecnologia, que apoia em todo o processo, desde a produção de insumos até a comercialização da produção.

O segmento já utiliza inovações como a Internet das Coisas (IoT), Big Data, automação, machine learning e Inteligência Artificial, demonstrando assim como os demais setores, que o agronegócio também sente os impactos da transformação digital e precisa se adaptar às novas tendências.

Cada vez mais temos visto a aplicação de tecnologias que antes eram destinadas para grandes empresas do setor, sendo aplicadas de forma crescente no campo e na agroindústria, com o intuito não apenas de apoiar na maior eficiência, mas também aprimorar a adoção de práticas sustentáveis.

A utilização dos recursos tecnológicos também ganha força, considerando o fato de que cada vertical dentro do segmento, possui suas especificidades e regulamentações que precisam ser atendidas. Desta forma, a tecnologia torna-se uma grande aliada na execução de tarefas, bem como no cumprimento das obrigatoriedades previstas para o setor.

Além do aspecto operacional, o uso da tecnologia também pode ser estratégico para auxiliar o segmento a superar outros desafios, como por exemplo, garantir a segurança alimentar do planeta. Trata-se de uma missão desafiadora, tendo em vista que até 2050, segundo as projeções da ONU, o mundo deve atingir a marca de 9,7 bilhões de pessoas.

Outro ponto ganha destaque nessa jornada: unir tecnologia, inovação e gestão. Como citado anteriormente, cada frente do setor possui suas particularidades e a medida que os desafios do segmento aumentam é primordial buscar por estratégias que ajudem a obter diferenciais competitivos.

É justamente neste ponto, que se destaca a importância de uma plataforma de gestão integrada. Ou seja, mais do que produzir em larga escala, o agronegócio precisa observar as frequentes transformações, buscar sempre por uma melhor eficiência operacional, atender as demandas e estar em conformidade com a legislação e órgãos regulatórios.

A melhor maneira de garantir sua completa administração é por meio da tecnologia embarcada no uso de um ERP (Enterprise Resource Planning), software que auxilia a gestão empresarial. A ferramenta torna-se uma importante aliada, agregando para a organização, uma melhor governança, estruturação de processos, controle operacional, visibilidade e controle de custos.

Utilizar um sistema de gestão garante desde uma maior assertividade, mitigação de riscos, otimização de recursos e a inovação, visto que estimula a criação e implementação de ideias, baseados em dados e informações confiáveis. Além disso, o software ajuda na melhor compreensão do negócio, elimina operações manuais repetitivas e apresenta indicativos em tempo real.

Sua utilização de uma plataforma de gestão inovadora, ganha ainda mais relevância considerando a atual era da valorização dos dados, os quais, mais do que serem coletados, precisam ser analisados e administrados em favor da geração de valor para o negócio. Vale destacar que, no ato da escolha da ferramenta, é importante investir em uma solução referência no mercado que ofereça as melhores práticas de processos.

Perceber a importância deste investimento é o primeiro passo na mudança da mentalidade organizacional, ainda que o caminho nem sempre seja fácil. Afinal, esse processo impacta a cultura da empresa, que precisa se adaptar com um novo modelo de gestão. Por isso, ter a presença de uma consultoria especializada em plataformas de gestão e conhecimento de negócio, será o fator chave para indicar o caminho mais adequado para a empresa, observando sua estrutura atual, capacidade de absorver a mudança e observando os investimentos necessários.

Novas tecnologias surgem a todo instante e, o grande desafio dos setores, entre eles o agronegócio, será justamente de fazer escolhas e aderir soluções irão contribuir para o seu desempenho. Mais do que entregar, o setor precisará internalizar cada vez mais uma gestão eficiente e que acompanhe o atual momento disruptivo, propondo soluções rápidas e efetivas.

O agro irá se manter como uma potência econômica mundial, e o uso da tecnologia continuará sendo um aliado importante na entrega de resultados e amplo desempenho. Deste modo, a missão do setor está em utilizar a inovação não apenas para a produção, mas também em favor da gestão administrativa e financeira. Para aplicar essa mudança internamente, o segmento precisa o quanto antes deixar de classificar a utilização de plataformas de gestão como um custo, e compreender que se trata de um investimento que trará retorno a curto, médio e longo prazo.




Luiz Fabiano Mendes - atua com tecnologia para o Agronegócio a mais de 13 anos. É formado em Sistemas de Informação, Especialista em Logística Empresarial e Diretor de Agronegócios da SEIDOR Brasil.

SEIDOR


Líder ou mentor?

Combinação de habilidades pode impulsionar desenvolvimento de equipes e corporações

 

No mundo profissional e na vida pessoal, a liderança e a mentoria desempenham papéis cruciais no desenvolvimento das pessoas e das organizações. Embora as duas funções muitas vezes se sobreponham, é importante distinguir entre um líder e um mentor. Cada um tem um impacto diferente no crescimento individual e no progresso de uma equipe ou organização.

 

Um líder é uma pessoa que guia e influencia os outros para alcançar objetivos específicos. O foco principal de um líder é a gestão da equipe e dos resultados. Ele ou ela inspira, motiva e orienta os seus colaboradores a seguir uma visão ou estratégia, tomando decisões em nome do grupo e assegurando que os objetivos sejam alcançados. Um líder tem uma posição de autoridade formal dentro de uma organização, com responsabilidades diretas sobre a equipe.

 

Em geral, o líder está focado nos objetivos da organização, traçando o caminho para alcançar resultados desejados. Tem a responsabilidade de gerenciar as atividades e o desempenho dos colaboradores, assegurando que estão alinhados com as metas da empresa. É também responsável por tomar decisões estratégicas que afetam a equipe ou o negócio e pelos seus resultados, tanto em termos de sucesso quanto de fracasso.

 

Um bom líder sabe equilibrar as necessidades do negócio com as necessidades da equipe, utilizando diferentes estilos de liderança, conforme a situação.

 

Já um mentor desempenha um papel mais focado no desenvolvimento pessoal e profissional do indivíduo. Um mentor não precisa ter uma posição formal de autoridade sobre o mentorado. O seu papel é mais informal e é baseado numa relação de confiança e respeito mútuo. O mentor compartilha o seu conhecimento, experiência e dá conselhos, ajudando o mentorado a desenvolver as suas capacidades, identificar os seus pontos fortes e fracos, e tomar decisões de carreira ou vida.

 

O mentor dedica-se ao crescimento e sucesso do mentorado a longo prazo, tanto pessoal como profissionalmente. Oferece conselhos baseados na sua experiência, ajudando o mentorado a navegar por desafios e tomar decisões mais ponderadas.

 

A mentoria geralmente envolve uma relação duradoura, onde o mentor ajuda o mentorado a desenvolver-se ao longo do tempo. Ao contrário de um líder, o mentor não tem controle direto sobre o desempenho ou os resultados da pessoa. A sua influência é mais sútil, baseada na confiança.

 

Embora sejam papéis distintos, líderes e mentores muitas vezes se complementam no desenvolvimento das pessoas. Um bom líder pode também ser um mentor, ajudando os seus colaboradores a crescerem e alcançarem o seu potencial máximo. Da mesma forma, mentores podem fornecer conselhos valiosos que capacitam as pessoas a se tornarem melhores líderes no futuro.

 

Liderança e mentoria, quando combinadas, criam uma dinâmica poderosa que pode transformar indivíduos e organizações. A liderança garante que as metas são alcançadas e que as equipes estão trabalhando de forma eficaz, enquanto a mentoria contribui para o crescimento a longo prazo e o sucesso individual.

 

Compreender a diferença entre líder e mentor é essencial para o sucesso no desenvolvimento de talentos e na gestão de equipes. Cada papel desempenha uma função única, e ambos são necessários para cultivar um ambiente de crescimento, motivação e produtividade.

 

Andrea Petrillo -sócia e mentora da Santé. Engenheira formada pela Escola de Engenharia Mauá, tem MBA em Logística e Supply Chain pela FGV e pós-graduada em Neurociência pelo Einstein. É Practitioner pela Sociedade Brasileira de PNL. Possui mais de 17 anos de experiência em gestão de pessoas e processos, com objetivo de aumentar produtividade, lucratividade e reduzir custos. Acredita que os melhores resultados acontecem quando o foco é colocado nos talentos individuais. Possui excelente comunicação e empatia nata, que contribuem para potencializar a performance das pessoas.



Confiança do consumidor cai 8,9% em São Paulo, refletindo insegurança com economia

Incertezas sobre o cenário fiscal e possíveis ajustes na política monetária diminuem o otimismo dos lares e a intenção de consumo  


 

Às vésperas de duas das datas mais relevantes para o varejo, como a Black Friday e o Natal, os consumidores paulistanos se mostram menos seguros para consumir, como  aponta o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP),que registrou queda de 8,9%, em outubro, quando comparado ao mesmo período do ano passado. O ICC, que registrou 132,8 pontos em 2023, agora está com 121 pontos. No comparativo mensal, a retração foi de 1,8% [gráfico 1].

 

[GRÁFICO 1]
ÍNDICE DE CONFIANÇA DO CONSUMIDOR (ICC)

12 meses
Fonte: FecomercioSP

 


O indicador — que varia entre 0 e 200 pontos, apontando pessimismo ou otimismo total dos consumidores em relação às condições econômicas atuais e futuras — é composto pelo Índice de Expectativa do Consumidor (IEC) e pelo Índice das Condições Econômicas atuais (ICEA). Todos os componentes do ICC apontaram quedas no comparativo anual.

O principal motivo está no subíndice Expectativa do Consumidor, que apresentou retração de 12% no comparativo anual, registrando 126 pontos. Em comparação a setembro, a retração foi de 1,2%. Já a variável Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) sofreu queda de 3,2% na relação interanual, alcançando 113,4 pontos. No comparativo mensal, a redução foi de 2,8%.

 

CAUTELA DOS CONSUMIDORES

Como consequência, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), índice também produzido pela FecomercioSP, despencou 6,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, chegando a 104,8 pontos. Na comparação mensal, o indicador apresentou uma retração de 1,1% — revelando um consumidor mais cauteloso, principalmente entre as famílias de menor renda. 

[GRÁFICO 2]
ÍNDICE DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS (ICF)

12 meses
Fonte: FecomercioSP 

 


 

Três componentes do ICF — Nível de Consumo Atual (78,8 pontos), Perspectiva de Consumo (92,7 pontos) e  Acesso ao Crédito (95,4 pontos) — estão abaixo dos 100 pontos, apontando pessimismo dos lares paulistanos sobre o consumo, especialmente nos setores que dependem de crédito, como o de bens duráveis.

Considerando as variações anuais, as maiores quedas foram observadas nos componentes Perspectiva de Consumo (-20,2%), Nível de Consumo Atual (-12,7%) e Perspectiva Profissional (-10,7%). No entanto, dois componentes do ICF apresentaram sinais de melhoria: Renda Atual (5%) e Emprego Atual (1,4%). 

Segundo a FecomercioSP, os dados refletem uma transição do cenário econômico que contrasta com o otimismo observado no período pós-pandemia, marcado pela recuperação econômica e por estímulos fiscais. Além disso, o aumento da Selic e o encarecimento do crédito têm enfraquecido o consumo, em especial entre as famílias menos abastadas. 

Essa queda é um sinal de alerta para os empresários, já que as pessoas estão cada vez mais cautelosas quanto ao futuro, o que pode resultar na necessidade de mais promoções e liquidações, indicando também que os empreendedores precisam ter mais cuidado com a gestão de estoques para evitar excessos que comprometam a margem de lucro.

Mesmo com a inflação e o nível de desemprego controlados, além das expectativas do consumo desse período (com a Black Friday e o Natal), há uma queda da confiança dos consumidores em decorrência da incerteza acerca do cenário econômico, inclusive de possíveis ajustes na política monetária.



Notas metodológicas


ICF


O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde janeiro de 2010, com dados de 2,2 mil consumidores no município de São Paulo. O ICF é composto por sete itens: Emprego Atual; Perspectiva Profissional; Renda Atual; Acesso ao Crédito; Nível de Consumo; Perspectiva de Consumo e Momento para Duráveis. O índice vai de zero a 200 pontos, no qual abaixo de cem pontos é considerado insatisfatório, e acima de cem pontos, satisfatório. O objetivo da pesquisa é ser um indicador antecedente de vendas do comércio, tornando possível, a partir do ponto de vista dos consumidores e não por uso de modelos econométricos, ser uma ferramenta poderosa para o varejo, para os fabricantes, para as consultorias, assim como para as instituições  financeiras.

 

ICC


O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde 1994. Os dados são coletados com aproximadamente 2,1 mil consumidores no município de São Paulo. O objetivo é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura. Esses dados são segmentados por nível de renda, sexo e idade. O ICC varia de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Sua composição, além do índice geral, se apresenta como: Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e Índice das Expectativas do Consumidor (IEC). Os dados da pesquisa servem como um balizador para decisões de investimento e para formação de estoques por parte dos varejistas, bem como para outros tipos de investimento das empresas.

 

FecomercioSP
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A arte e a cultura na formação curricular: o caminho para o autoconhecimento e a cidadania


No cenário educacional contemporâneo, falar sobre a importância da arte na formação dos alunos transcende o lazer e o treino de habilidades nos cursos extras. O ensino de artes visuais, música, teatro e dança constitui a educação estética, ou seja, a educação das sensibilidades, das formas que temos de perceber a nós mesmos e o mundo em que vivemos. Educar os sentidos nos coloca no caminho certo para extrairmos mais prazer e significado das experiências, em qualquer fase da vida. Além disso, é parte essencial de um processo formativo que visa não apenas à expansão cultural como também ao desenvolvimento de indivíduos mais críticos, criativos e empáticos. Para crianças e jovens, o contato com a arte é, ao mesmo tempo, uma janela para dentro e para fora, ou seja, para o autoconhecimento e para a diversidade do mundo, sendo assim um caminho para a cidadania global. 

Diversas pesquisas reforçam esse ponto. Um levantamento do Instituto Alana, realizado em 2019, revelou que 80% dos educadores acreditam que o ensino de artes impacta positivamente o desenvolvimento cognitivo e emocional dos alunos. Ao explorar a expressão artística, as crianças aprendem a lidar melhor com as próprias emoções, desenvolvem a habilidade de trabalhar em grupo e são estimuladas a pensar de maneira criativa para solucionar problemas. Pesquisas como a conduzida pelo educador estadunidense James S. Catterall indicam que, por seu caráter interdisciplinar, a arte é a área que mais promove o que ele denominou “transferência cognitiva”, ou seja, é a que aprimora habilidades cognitivas de forma mais abrangente, auxiliando no desenvolvimento de outras áreas do conhecimento. 

Vemos isso diariamente, na prática. Estudantes que participam de atividades relacionadas à música e às artes plásticas demonstram maior capacidade de concentração e enfrentam desafios com mais confiança, porque toleram melhor a ambiguidade, a surpresa e o improviso, mobilizando sempre seus próprios recursos e autoconhecimento para trazer soluções para suas criações. Estudos realizados pela Universidade Harvard em 2020 e pela Cultural Learning Alliance UK em 2024 mostram que crianças envolvidas regularmente em atividades artísticas apresentaram melhorias significativas na autoestima e no bem-estar emocional, bem como apresentam 38% mais probabilidade de relatar boa saúde. 

A arte, no entanto, não se limita a favorecer o indivíduo. Ela desempenha um papel crucial na formação de cidadãos conscientes e engajados, que respeitam a diversidade e diferentes perspectivas. Ao trabalhar múltiplas manifestações culturais, os alunos entram em contato com realidades diversas, desenvolvendo empatia e respeito pelas diferenças. Esses valores são essenciais para a convivência em uma sociedade plural e complexa como a nossa. Não é à toa que, no Reino Unido, a pesquisa “Creative Partnerships” (2018) mostrou que jovens envolvidos em programas culturais demonstraram mais habilidades de liderança e engajamento social ao longo da vida. 

É fundamental que as escolas busquem integrar a arte e a cultura de forma orgânica à rotina dos alunos, refletindo não apenas seus talentos como também seu amadurecimento emocional e social. Esses momentos revelam como a educação artística pode transformar a maneira como os jovens veem o mundo e se posicionam nele.

Portanto, defender o espaço da arte e da cultura no currículo escolar é, antes de tudo, reafirmar o compromisso com uma educação que vai além das notas. Trata-se de buscar a realização pessoal dos estudantes e acreditar que, ao formar alunos mais conscientes de si mesmos e do mundo à sua volta, estamos contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e humana.

  


Lisie De Lucca - Mestre em Educação, artista visual e diretora de Cultura do Colégio Visconde de Porto Seguro


Do giz ao smart - como escolas podem aumentar o engajamento nas salas de aula com a tecnologia

À medida que observamos a Geração Z, os mais novos entrantes no mercado de trabalho, fica claro que as empresas estão se adaptando para engajar e motivar esses nativos digitais de forma mais eficaz. Crescendo em um mundo dominado por smartphones e redes sociais, essa geração está mais confortável em ambientes que são interativos e impulsionados pela tecnologia. O mundo corporativo está evoluindo para atender a essas necessidades, então, por que a educação não deveria seguir o mesmo caminho?

Dados do Pnad revelam um chamado urgente para ação na educação, com até 9 milhões de estudantes brasileiros incapazes de completar o ensino médio. Embora fatores socioeconômicos desempenhem um papel significativo, a falta de interesse nos métodos tradicionais de ensino também é um fator crítico. Mais de 20% dos jovens com idades entre 14 e 29 anos estão abandonando a escola devido ao desinteresse nas aulas. Isso sublinha a necessidade de uma mudança na abordagem educacional. 

Engajar estudantes na sala de aula sempre foi desafiador, e o aumento das distrações digitais só intensificou essa luta. No entanto, a solução não é resistir a essas mudanças, mas abraçá-las, transformando as salas de aula em espaços que ressoam com os hábitos digitais dos aprendizes de hoje.

 

Tecnologias interativas mantêm os alunos engajados

A pesquisa EduTec Guide 2023 descobriu que 97% dos gestores de escolas públicas apoiam o uso de tecnologias interativas nas salas de aula. Isso não é apenas uma tendência; é um método comprovado para melhorar o aprendizado. Tecnologias interativas, como telas interativas e touchscreen de grande porte, estão revolucionando a educação, tornando-a mais dinâmica e envolvente.

Essas telas interativas funcionam como smartphones gigantes, integrando elementos audiovisuais e interativos nas aulas. Elas permitem que os professores apresentem o conteúdo de maneiras que capture a atenção dos alunos e torne o aprendizado mais agradável. De anotações e apresentações até a incorporação de conteúdo multimídia, essas ferramentas criam uma experiência de aprendizado mais imersiva e colaborativa.

Softwares avançados de colaboração são outro componente vital dessa transformação. Eles possibilitam o compartilhamento em tempo real de conteúdo educacional e estimulam o trabalho em equipe, preparando os alunos para um futuro onde colaboração e comunicação são fundamentais.

 

Escolas na américa latina estão adotando tecnologias interativas

Apesar dos desafios, escolas em toda a América Latina estão adotando essas tecnologias com resultados impressionantes. Por exemplo, a Universidad San Juan Bautista no Peru substituiu os quadros-negros tradicionais por 168 telas interativas. Essa mudança levou a níveis mais altos de engajamento e a uma experiência de aprendizado mais conectada para os alunos.

No México, o Colegio Anglo Español elevou a inovação a um novo patamar ao abrir o primeiro centro acadêmico de eSports do país. Equipado com monitores de jogos, telas interativas e projetores de última geração, esse espaço é projetado para aumentar a retenção de alunos e desenvolver habilidades essenciais como programação e trabalho em equipe.

 

Oportunidades na educação pública

Embora o setor de educação pública enfrente desafios na adoção dessas tecnologias em grande escala, há um potencial significativo para a transformação. Políticas públicas que se concentram na modernização da infraestrutura escolar e na prestação de acesso de qualidade à internet são cruciais. Igualmente importante é o investimento em treinamento e integração de professores, garantindo que os educadores estejam equipados para usar essas novas ferramentas de forma eficaz.

A transição de giz para smart representa mais do que apenas um upgrade tecnológico; é uma revolução na educação. A adoção de telas interativas e softwares de colaboração pode tornar a educação mais inclusiva, dinâmica e eficaz, especialmente nas escolas públicas.

Essa transformação já está em andamento em muitas instituições privadas, e é hora da educação pública acompanhar. Ao abraçar essas mudanças, podemos ajudar a garantir que os alunos se sintam engajados e representados na sala de aula, reduzindo as taxas de evasão escolar e preparando-os para o futuro.

Enquanto isso, o giz e o apagador que, por muitos anos foram os "instrumentos de poder" dos professores, vão se tornando mais simbólicos do que práticos. Sentiremos saudades do tempo em que esses objetos dominavam as aulas? Talvez. Eles marcaram gerações, com o som do giz no quadro e a poeira no ar. Mas o que estamos ganhando em troca é um ensino mais acessível, inclusivo e adaptado à realidade digital das novas gerações. 

No fim, o mais importante é a forma como a educação evolui para continuar cumprindo seu papel: formar cidadãos críticos e preparados para o futuro, seja com giz e apagador ou com telas interativas e tecnologia de ponta com possibilidades infinitas de interação, integração e colaboração.

 

Paulo Cardoso - Gerente de Vendas da ViewSonic no Brasil


5 dicas práticas e eficazes para os estudantes na reta final para a 2ª etapa do Enem 2024

O estresse e a pressão do Enem podem afetar diretamente a saúde física e mental dos estudantes


Com a aproximação da segunda etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcada para o dia 10 de novembro, muitos estudantes começam a sentir a pressão e o nervosismo típicos desse momento decisivo. A primeira etapa do Enem 2024, realizada no dia 3 de novembro, foi uma verdadeira maratona para milhares de candidatos, que enfrentaram o desafio das provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias e a Redação. Agora, a ansiedade se volta para a reta final de preparação, que inclui as provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, e Matemática e suas Tecnologias.
 

Para ajudar os estudantes a manterem a calma nesta 2ª etapa e se prepararem de maneira eficiente, o Gerente de Educação do Cebrac (Centro Brasileiro de Cursos), Lissandro Falkowiski, compartilha 4 dicas valiosas para otimizar os estudos e lidar com o estresse:
 

1. Revisar conteúdos com moderação: é comum que os estudantes, na ânsia de revisar tudo o que foi aprendido, sintam a necessidade de estudar de forma excessiva nas semanas que antecedem o exame. No entanto, a revisão deve ser estratégica. “É importante revisar conteúdos já estudados, mas de maneira equilibrada. Estudar sem sobrecarregar o cérebro ajuda a fixar melhor o conhecimento e evita o cansaço mental”, destaca Falkowiski. Revisar conceitos-chave, como fórmulas matemáticas, datas importantes de história e vocabulário, é uma forma eficiente de reforçar o aprendizado sem gerar mais ansiedade.
 

2. Cuidar da saúde e do sono: o estresse e a pressão do Enem podem afetar diretamente a saúde física e mental dos estudantes. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o sono insuficiente pode prejudicar o desempenho cognitivo e a capacidade de concentração. “Manter uma rotina de sono regular é essencial para garantir o máximo de produtividade durante o dia. Dormir bem ajuda a consolidar a memória e a manter a mente fresca para os estudos”, afirma Falkowiski.
 

3. Alimentação e exercício físico: é fundamental que os jovens se alimentem bem e pratiquem atividades físicas moderadas, pois isso ajuda a reduzir o estresse e melhora a disposição para o estudo.
 

4. Treinar a gestão do tempo: na véspera das provas, muitos candidatos sentem dificuldade em administrar o tempo durante o exame. Para evitar surpresas no dia da prova, é recomendável fazer simulados em condições semelhantes às do Enem. "A gestão do tempo é uma habilidade crucial para o Enem. Fazer simulados com cronômetro ajuda os estudantes a se acostumarem com o ritmo das provas e a aprender a distribuir o tempo de forma mais eficiente”, orienta Lissandro.
 

5. Explorar alternativas antes da universidade (cursos profissionalizantes): nem sempre é necessário ingressar imediatamente em uma universidade após o Enem. Uma alternativa válida para quem ainda está em dúvida sobre o futuro acadêmico ou profissional é investir em um curso profissionalizante. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a procura por cursos técnicos e profissionalizantes cresceu 20% nos últimos cinco anos, com destaque para áreas como tecnologia e saúde, que têm mostrado uma alta demanda por profissionais qualificados. 

“Os cursos profissionalizantes são uma excelente alternativa para quem quer se qualificar de maneira rápida e garantir uma boa colocação no mercado de trabalho. Além disso, esses cursos oferecem uma experiência prática na área de interesse, o que pode ajudar a decidir sobre a futura escolha universitária”, afirma Lissandro Falkowiski. 

A reta final para a 2ª etapa do Enem 2024 exige foco, equilíbrio e organização. Embora o nervosismo seja natural, os estudantes podem se preparar de forma estratégica para o grande dia, revisando conteúdos com moderação, cuidando da saúde e treinando a gestão do tempo. Também é importante lembrar que, antes de se lançar na vida universitária, há a possibilidade de explorar o mercado de trabalho e descobrir novas áreas de interesse por meio de cursos profissionalizantes. 

Com a combinação de preparação inteligente e autocuidado, os estudantes têm grandes chances de alcançar seus objetivos e conquistar uma boa pontuação no Enem.
  

CEBRAC
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IA transforma recrutamento e aumenta a precisão das contratações

Automação e triagem inteligente são os principais ganhos para empresas que utilizam IA em seus processos de seleção


A inteligência artificial (IA) vem ganhando espaço como uma aliada para otimizar o recrutamento e seleção de profissionais, trazendo eficiência e precisão às contratações. Ferramentas de IA permitem às equipes de Recursos Humanos automatizar tarefas repetitivas, fazer a triagem dos candidatos e analisar dados, agilizando o processo e reduzindo os erros de contratação. Com isso, empresas de todos os portes se beneficiam, economizando tempo e direcionando o foco para a análise dos talentos mais adequados.

Segundo o estudo “State of AI in Talent Acquisition 2023”, realizado pela consultoria Deloitte, cerca de 42% das empresas globais já utilizam inteligência artificial para automatizar etapas do recrutamento, desde a seleção de currículos até entrevistas iniciais, indicando um avanço no uso dessa tecnologia. O levantamento aponta ainda que 73% dos entrevistados afirmam que o uso de IA eleva a qualidade das contratações.

Alisson Souza, CEO e fundador da abler, startup dedicada a gerar empregabilidade em Consultorias de RH e PMEs, destaca o impacto que a IA oferece para simplificar o processo de seleção. “A inteligência artificial é um recurso poderoso para o recrutamento. Ferramentas como o TalentIA, que utilizamos, conseguem reduzir significativamente o tempo gasto em tarefas manuais, permitindo que os profissionais de RH se concentrem em uma análise mais estratégica. Isso faz toda a diferença na busca pelos candidatos ideais”, afirma.


A triagem automatizada de currículos acelera o processo

Com o suporte de tecnologias de IA, a curadoria de currículos passa a ser mais rápida e precisa. Sistemas como o Disc.IA, que analisam perfis comportamentais com base em dados e geram relatórios personalizados com ajuda da inteligência artificial, identificam competências e traços alinhados aos requisitos da vaga, diminuindo as chances de contratação de candidatos inadequados. Esse cruzamento inteligente de dados é um dos fatores que vêm motivando as empresas a investir em IA.

Além de agilizar essa etapa, a inteligência artificial também permite o ranqueamento de candidatos, priorizando aqueles com perfis mais próximos das exigências da função. A análise automatizada reduz possíveis vieses pessoais e erros humanos e facilita o trabalho dos recrutadores, que recebem uma pré-seleção organizada e podem aprofundar a avaliação dos talentos mais promissores.

Souza aponta que, com a IA, as empresas ganham em velocidade e em qualidade de contratação. “Quando aplicamos IA, conseguimos automatizar processos para chegar mais rapidamente aos candidatos que realmente têm potencial dentro daquele contexto, economizando tempo e aumentando a taxa de retenção. Essa precisão é fundamental para pequenas e médias empresas, que muitas vezes não dispõem de grandes equipes para processos seletivos longos”, explica.


IA facilita a experiência do candidato e do recrutador

Outra vantagem do uso de IA está na experiência do candidato, que passa por um processo mais estruturado e menos demorado, refletindo a imagem de uma empresa organizada e atenta às inovações tecnológicas. Para o recrutador, o ganho é igualmente visível, pois a automação facilita o monitoramento das etapas do processo e garante que o contato com os candidatos seja feito no momento adequado.

Além disso, a análise preditiva baseada em inteligência artificial pode sugerir etapas de desenvolvimento para candidatos que não são aprovados de imediato, oferecendo uma visão de melhoria contínua para aqueles que buscam se qualificar.

Souza pontua que, para o futuro, a integração da IA nos processos de seleção será uma necessidade para qualquer empresa que queira acompanhar o mercado. “Acredito que, em poucos anos, o uso da IA será fundamental para o RH. As vantagens já são evidentes e as empresas que se adaptarem mais rapidamente terão um diferencial competitivo na atração de talentos”, finaliza o CEO da abler. 



Alisson Souza - Trabalha há 15 anos no mercado de Tecnologia, sendo os oito últimos no mercado de Recrutamento e Seleção, onde foi Gestor de Tecnologia da Informação em uma das maiores consultorias de Recrutamento e Seleção do Brasil. Pós-graduado em Startups e Future Management pela HSM University, é apaixonado por inovação, negócios digitais e R&S. No final de 2017 co-fundou a abler, plataforma para Recrutamento e Seleção (SaaS – ATS) 100% focada no aumento de produtividade e consequentemente na redução do tempo de fechamento das vagas. Neste negócio já auxiliou mais de 300 clientes a fechar 110 mil vagas na média, em 15 dias.


abler
software de recrutamento e seleção


Estado de SP abre mais 3,5 mil vagas para curso gratuito do Google Cloud com foco em I

Programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico está com inscrições abertas até 16 de novembro 

 

A Inteligência Artificial (IA) é uma realidade em empresas de diversos segmentos, como finanças, saúde, turismo, marketing, e-commerce, entre outros. Diante de um cenário crescente de procura por profissionais da área, o Qualifica SP, programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), está com nova oferta de 3,5 mil vagas para um curso com foco na tecnologia, realizado em parceria com o Google Cloud e a Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT).

 

On-line e gratuito, o curso “Inteligência Artificial – Google Cloud” apresenta, em três módulos, um panorama dos conceitos de inteligência artificial generativa, desde os fundamentos de grandes modelos de linguagem até os princípios de responsabilidade. São 50 horas de aulas, que poderão ser realizadas durante um mês e meio. 

As inscrições devem ser feitas pelo site www.qualificasp.sp.gov.br até 16 de novembro. Podem participar residentes do estado de São Paulo maiores de 18 anos. Os candidatos deverão realizar testes classificatórios após efetivarem a inscrição. A convocação ocorrerá por e-mail, com previsão de início das aulas a partir de 4 de dezembro.

 

Demanda de mercado

De acordo com relatório recente da Microsoft e LinkedIn, a busca por profissionais com habilidades em IA aumentou 323% nos últimos oito anos. A tendência é que cada vez mais a tecnologia seja utilizada para promover inovação, aumento de produtividade, otimização na execução de tarefas, além de fornecer insights por meio de big data.

 

Serviço: 

3ª oferta de vagas da Google na área de Inteligência Artificial

Prazo: até 16/11 

Início das aulas: 4/12 (previsão)

Site: www.qualificasp.sp.gov.br

 

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