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sábado, 2 de novembro de 2024

Você é Ocupado ou Produtivo? Como diferenciar e combater o estresse da pseudo-produtividade

Especialista explica os efeitos negativos que o excesso de tarefas pode causar nas pessoas e aponta caminhos para reverter a situação.

 

No mundo corporativo atual, ser multitarefa e estar sempre atarefado tornou-se sinônimo de produtividade. No entanto, uma nova visão vem ganhando força: a de que estar ocupado não significa, necessariamente, ser produtivo. O excesso de tarefas pode aumentar o estresse e comprometer a saúde mental e emocional. De acordo com a especialista em felicidade, saúde mental e bem-estar Renata Rivetti, entender a diferença entre estar ocupado e ser produtivo é essencial para empresas e indivíduos que buscam eficiência e equilíbrio.

“A pseudo-produtividade é um fenômeno cada vez mais comum. As pessoas estão sempre ocupadas, mas entregando pouco resultado significativo. Passamos horas em reuniões improdutivas, lidamos com excesso de comunicação e retrabalho e, no final do dia, há pouca ou nenhuma entrega de valor. Precisamos parar de medir produtividade apenas pelo tempo dedicado e focar na qualidade do trabalho realizado”, afirma Rivetti.


Cenário de estresse e saúde mental

Dados recentes reforçam a gravidade desse problema. Segundo a pesquisa Ipsos, 62% da população mundial afirma já ter se sentido estressada, e 60% das pessoas indicaram que esse estresse afetou suas rotinas diárias pelo menos uma vez. No Brasil, a situação é ainda mais alarmante: o país é o quarto mais estressado do mundo e, de acordo com a OMS, lidera o ranking mundial de ansiedade, sendo também o segundo em casos de burnout e o quinto em depressão.

A saúde mental também se consolidou como uma preocupação crescente no Brasil: 54% dos brasileiros apontaram o tema como o maior problema de saúde atual, segundo a Ipsos, marcando um aumento significativo em relação aos 18% registrados em 2018. A sobrecarga no trabalho é uma das principais causas desse cenário. Rivetti explica que “a pressão constante para estar ocupado está nos levando à exaustão. Precisamos repensar a forma como trabalhamos e priorizar o bem-estar para garantir eficiência e sustentabilidade a longo prazo”.


Como sair do modo ocupado e atingir a produtividade real

Renata propõe algumas práticas essenciais para reduzir a sobrecarga e aumentar a produtividade de forma sustentável. Ela defende a necessidade de reuniões mais curtas e objetivas, com pré-trabalho e pautas claras, além de blocos de hiperfoco na agenda para garantir momentos sem distrações, permitindo maior concentração em tarefas estratégicas. 

"Precisamos organizar o tempo de forma inteligente, trabalhando com foco e evitando desperdícios", afirma Rivetti. O uso de inteligência artificial também é destacado como uma forma de automatizar tarefas repetitivas, liberando os profissionais para se dedicarem a atividades mais criativas e estratégicas.

Outro ponto crucial é a priorização consciente das tarefas, utilizando ferramentas como a Matriz Eisenhower para distinguir o que é urgente e importante. "Se tudo é prioridade, nada é prioridade", alerta a especialista. Renata também reforça a importância de incluir pausas programadas na rotina para evitar exaustão e defende a adoção do trabalho assíncrono, que permite maior flexibilidade e menos ansiedade ao evitar a necessidade de respostas imediatas.


O Impacto do bem-estar nas empresas

A pesquisa "Cabeça de Dono", realizada pelo Itaú Empresas, em parceria com o Instituto Locomotiva, aponta que 52% dos empreendedores brasileiros já enfrentaram problemas de saúde relacionados ao trabalho. E mais: 62% afirmaram desejar mais tempo com a família, reforçando a necessidade de um equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

“Reduzir o estresse e a sobrecarga deveria ser prioridade em qualquer organização. Ao fazer isso, não apenas promovemos saúde e bem-estar, mas também aumentamos a eficiência e os resultados. Trabalhar melhor, e não mais, é o verdadeiro caminho para a produtividade sustentável”, conclui Rivetti.

 


Renata Rivetti - fundadora da Reconnect Happiness At Work, parceira exclusiva da 4 Day Week Global, liderando o piloto da semana de 4 dias no Brasil. Formada em administração pela FGV-EAESP, é pós-graduada em psicologia positiva pela PUC-RS, com especialização em estudos da Felicidade na Happiness Studies Academy, além de ter diversas certificações em bem-estar e saúde mental no trabalho em Harvard, Penn, entre outras. Também é palestrante e professora do MBA Isec Lisboa de Felicidade Organizacional.



A complexidade de identificar o Narcisismo

Pexels

Por ser adquirido na infância, o conceito de Narcisismo é um dos mais difíceis de ser percebido. Ao ver um filme ou ler um livro, é comum considerá-lo peça de ficção, algo fora da realidade. Mas ele causa espanto no espectador ao descobrir que o que viu em cena está acontecendo também em si. 

Tolstói fez enorme sucesso com suas grandes obras, Anna Kariênina e Guerra e Paz. Na época, ele estava “bem casado” e “bem de vida”, mas não se deu conta que narrava sobre si mesmo. Estava, talvez, tão separado do que produzia que não percebia como aquela ficção representava a ele mesmo. Em 1878, passou por uma crise existencial, então publicou Uma confissão e logo a seguir A morte de Ivan Ilitch. Mas havia uma diferença essencial entre as obras: nestas últimas, os textos eram mais pessoais, o eu lírico era o autor. 

Esse fenômeno de disjunção acontece pelo fato de o Narcisismo não ser inerente ao ser humano, ele vem de fora, sem que seja percebido no período de formação, que vai de zero a cinco anos. Uma vez adquirido, a inconsciência do Narcisismo estará em ação no sujeito, que segue adiante sem perceber ter assimilado um conceito necessário para o cuidado de si, para a responsabilidade e o desejo de ter sucesso na vida - mas que também é fonte de doenças. 

Essa aquisição inconsciente do Narcisismo faz com que ele seja um dos conceitos mais difíceis de ser percebido.   

Na literatura, Machado de Assis introduziu, desde bem jovem, o conceito de Narcisismo como princípio de seu pensamento, o que o protegeu de surpresas. E ele passou oculto junto com sua psicologia sem que tivesse sido até hoje descoberto, e apresentado no recém-lançado “O Imortal Machado de Assis – Autor de si mesmo”. 

O conceito de Narcisismo foi percebido logo cedo por Machado, aos 17 anos, ao estudar o relacionamento humano, e o combinou com outras perspectivas – Petalogia, Rubicon, Diógenes, Caiporismo, Ponto de Admiração, Prometeu no Cáucaso, Espelho –, posteriormente descobertas por Freud. 

No lado de Freud, ele não tinha uma escolha profissional definida. Por acidente, tornou-se médico aos 26 anos, vindo a criar, depois dos 40, uma psicologia dentro da medicina para atender aos pacientes. Nesse campo, que nomeou psicanálise, tomou como princípio o inconsciente. Em 1914, aconteceu uma reviravolta quando Freud se deu conta de que o que se encontrava oculto por detrás das doenças era, na verdade, a inconsciência do Narcisismo

Para perceber isso, Freud partiu das doenças causadas pela inconsciência do Narcisismo que empurra a se fazer notar a qualquer custo - engolindo fogo, como os artistas de circo -, e não de um inconsciente que existe por si mesmo. É aí que está o diferencial de Machado de Assis: ter tomado o Narcisismo como princípio de seu pensamento protegeu-o de ser surpreendido como aconteceu com Tolstói ou Freud. 

 

Adelmo Marcos Rossi - psicólogo, filósofo e escritor. Coordena o Grupo de Pesquisa do Narcisismo e publicou “A Cruel Filosofia do Narcisismo” (2021) e “O Imortal Machado de Assis – Autor de si mesmo” (2024).



A arte de ser infeliz na vida amorosa: focar no que falta

Ah, a codependência! Essa habilidade quase artística de encontrar o lado negativo em qualquer situação e transformar pequenos inconvenientes em grandes tragédias pessoais. Quem nunca, não é mesmo? Mas, se você está cansado de ser o maestro de uma sinfonia de infelicidade, talvez seja hora de repensar essa estratégia.


A lista infinita de "e se..."

Quem sofre de codependência emocional é mestre em criar uma lista interminável de "e se". "E se eu não encontrar alguém?", "E se meu parceiro deixar de me amar?", "E se ele não me entender?". É como se estivéssemos sempre prontos para um concurso de lamentações, onde o prêmio é um troféu de infelicidade perpétua. Mas, convenhamos, viver assim é como assistir a um filme de comédia romântica esperando um final trágico. E, embora todos gostemos de uma boa reviravolta, talvez seja hora de mudar o roteiro.


E qual é o segredo?

Sim, há um segredo, e ele é mais simples do que descobrir a fórmula da Coca-Cola! Trata-se de usar e abusar do nosso poder pessoal para nos fazer felizes, independentemente das circunstâncias. Como fazemos isso? É tudo uma questão de ajustar o foco e aprender a direcionar a nossa atenção para o que já temos. Ao invés de esperar que a felicidade bata à porta como um entregador de pizza, que tal começar a encontrá-la nas pequenas coisas que já estão ao seu redor? 


  1. O desafio dos Três Minutos

Imagine que sua mente é como um rádio antigo, daqueles que precisam ser sintonizados manualmente. Às vezes, sem perceber, acabamos deixando a estação no modo "Reclamação FM", onde só toca aquela música triste sobre o que está faltando em nossas vidas. Mas, felizmente, podemos girar o dial e mudar para a estação "Gratidão FM", onde a trilha sonora é bem mais animada!

Comece pequeno, como um treino de academia, mas para a mente. Reserve três minutos antes de dormir para listar mentalmente ou em um papel três coisas pelas quais você é grato. Pode ser o sorriso que você recebeu do barista, o fato de que sua planta ainda não morreu (apesar das suas habilidades questionáveis de jardinagem), ou aquele momento em que o ônibus chegou exatamente quando você chegou no ponto.


2.          O Jogo do "Que bom que..."

Transforme as situações do dia a dia em um jogo. Para cada pensamento negativo, encontre um "Que bom que...". Por exemplo, "Perdi o ônibus... que bom que agora tenho tempo para ouvir aquele podcast que adoro!" ou "Queimei o jantar... que bom que agora tenho uma desculpa para pedir pizza!"


3.          A arte de descomplicar

Se você tiver tendência a complicar, adote a prática da simplificação consciente: sempre que se deparar com uma situação que pareça complexa, faça uma pausa e pergunte a si mesmo(a) qual é o objetivo principal ou a essência do que está enfrentando. 

Em seguida, divida o problema em partes menores e mais gerenciáveis, focando em resolver uma coisa de cada vez. Pergunte-se: "Isso realmente importa agora?" ou "Estou adicionando camadas desnecessárias a essa questão?" Ao cultivar essa habilidade de questionamento e priorização, você poderá reduzir a sobrecarga mental e encontrar soluções mais claras e diretas para os desafios do dia a dia.


4.          O poder do aqui e agora

Vamos imaginar que a felicidade é um daqueles aplicativos de celular que você nunca usa, mas que está lá, prontinho para ser aberto. A chave é focar no que você já tem. Sim, eu sei, isso soa como uma daquelas frases clichês de autoajuda, mas ouça só: é mais fácil do que parece!

Comece com pequenas coisas. Permita-se realmente sentir o sabor daquele café quentinho pela manhã. Escute, com atenção, o barulho relaxante da chuva. Ao tomar banho, sinta a água morninha passando por todo o seu corpo. Ou até mesmo o fato de que você ainda consegue ver suas séries favoritas sem interrupções (pelo menos até que o Wi-Fi resolva tirar um dia de folga).


5.          A arte de se desapegar do drama

A verdade é que a felicidade não é um destino, mas uma jornada. E, como em qualquer boa viagem, é importante não levar bagagem extra. Então, que tal deixar para trás as exigências e esse fardo de expectativas irreais?

A vida é como um jogo de tabuleiro, às vezes você avança, outras vezes volta algumas casas, mas o importante é continuar jogando. E, se por acaso você cair na casa do "drama", lembre-se: você sempre pode rolar os dados novamente. Permita-se avançar no fluxo da vida, desenvolvendo a capacidade de aceitar a realidade.


Conclusão: rir ainda é o melhor remédio

No final das contas, a felicidade é uma escolha. Claro, há dias em que tudo o que você quer é se enrolar em um cobertor e assistir a filmes tristes, mas, na maioria das vezes, rir é realmente o melhor remédio.

Portanto, da próxima vez que você se pegar focando no que falta, tente encontrar o humor na situação. Afinal, se não podemos rir de nós mesmos, de quem podemos rir? E, quem sabe, ao fazer isso, você descubra que a felicidade estava ali o tempo todo, esperando apenas que você a notasse.

 



Elizabeth Zamerul (@elizabethzamerul) - psiquiatra e psicoterapeuta, uma das maiores autoridades nacionais em Dependência Emocional, Codependência e Relações Abusivas. Possui uma carreira de mais de 30 anos dedicados ao estudo e tratamento de Dependência Emocional / Codependência e de relacionamentos abusivos. Formada em Medicina pela USP e com Mestrado pela UNIFESP, onde desenvolveu o projeto "Violência entre Parceiros Íntimos", é conhecida por sua abordagem prática e compassiva. Além de sua atuação como terapeuta, ela tem se destacado como escritora, palestrante e influenciadora digital, com mais de 300 mil seguidores no YouTube e redes sociais. Relançou recentemente a obra "Juntos Porém Livres – Harmonizando Amor e Individualidade".



As cinco fases do luto: saiba quais são e o que acontece em cada uma

 Os indivíduos podem ter diferentes reações emocionais durante esses momentos 


O luto é um processo delicado e complexo que ocorre após a perda de algo ou alguém especial. Seja pessoas, cargos ou circunstâncias, esse momento é marcado pela dor de uma ausência significativa. Embora cada um viva esse período de maneira única, há alguns estágios comuns. Segundo um estudo da psiquiatra suíça Elisabeth Kübler-Ross, existem cinco fases nas quais os indivíduos podem passar. 

De acordo com a psicóloga e professora do curso de Psicologia da Uninassau Rio de Janeiro, Denise Rodrigues,, a primeira fase é a negação. Ela consiste em uma forte tendência em negar explicita ou implicitamente a perda. Nesse momento, é comum que não haja êxito ao tentar se desfazer de tudo que tenha ligação com o falecido ou a situação, como os pertences do finado ou o crachá do antigo emprego. Além disso, constantemente, a pessoa pensa em um suposto retorno. 

A segunda é a raiva, na qual pode-se experimentar uma intensa indignação pelo sentimento de “abandono” e/ou uma forte irritação, que será descontada em outro alguém devido ao sentimento de saudade. A negociação é o terceiro momento. Nele, o indivíduo busca negociar consigo mesmo algumas formas de se livrar da dor da ausência, caracterizando a imaginação de novos rumos e maneiras de superar o sofrimento. 

Já na fase da depressão, há a conscientização da enorme tristeza pela qual está passando. Esse momento é marcado por sentimentos de desesperança, vazio, melancolia e profundo abatimento. A última é a aceitação, estágio no qual as circunstâncias do ocorrido passam a ser aceitáveis, embora exista a possibilidade da dor continuar existindo. Ela não significa necessariamente a superação completa do luto, mas o reconhecimento da perda e a busca por maneiras de seguir adiante com a vida. 

Segundo Denise, a ordem pode variar. “Eu, particularmente, não acredito em fases fixas. Já vi as pessoas passarem por elas em ordens distintas. Cada uma também tem um tempo de duração específico. Isso depende muito do indivíduo”, afirma a psicóloga.

Ainda existe a possibilidade de estagnação em algum estágio, podendo levar ao desenvolvimento de um estado depressivo prolongado devido à incapacidade de superar a tristeza. “Neste momento, a psicoterapia se torna importante, pois a psicóloga saberá como conduzir o tratamento de maneira que a pessoa passe para outra fase, rumo à aceitação”, ressalta Denise.

 

Será que terapia por CHATGPT, funciona?


A tecnologia e o avanço das ferramentas de inteligência artificial, é muito evidente e incrível, agregando valor e até mesmo praticidade. O ChatGPT é uma dessas alternativas que veio para ficar, contribuindo com muitas informações sobre os mais diversos temas, inclusive sobre a saúde mental.

 

Porém, precisamos entender com muita cautela, qual a contribuição efetiva e a função que essas ferramentas vão desempenhar em nossas vidas. Municiar de dicas e informações teóricas é uma coisa. Pretender fazer o papel do Psicólogo ou Psicoterapeuta, é outra, completamente diferente.

 

Quando falamos de acompanhamento terapêutico, não podemos esquecer de alguns pontos fundamentais nessa interação da prática clínica, que ocorre entre paciente x profissional de saúde mental. São eles: o vínculo que se cria é imprescindível, entre os atuantes, para não abrir espaço para a falta de empatia ou da confiança mútua que é essencial no processo de cura.

 

E, claro que o ChatGPT não consegue criar esse vínculo; A personalização também é muito importante, uma vez que somos seres individuais e nossas histórias são únicas e construídas à partir de sentimentos, emoções e percepções diferentes. E é, exatamente, essa experiência pessoal que ajuda e auxilia a adaptação e interação do profissional que está realizando o atendimento;

 

Além disso, temos o suporte emocional fornecido e instrumentalizado através de técnicas específicas, aplicadas pelo terapeuta, estimulando a exploração de emoções e do comportamento do paciente. Processo distante da realidade de um algoritmo que não possui compreensão emocional necessária. E, por fim, mas não menos importante, destacamos a ética e segurança do tratamento, como pilares inegáveis, para garantir a privacidade das informações pessoais do indivíduo. Um sigilo ético que também não se aplica ao ChatGPT.

 

Analisando todos os pontos relevantes, conclui-se que, uma inteligência artificial não é capaz de substituir o profissional de saúde mental, por não conseguir criar um plano terapêutico humanizado, que atenda a todos os requisitos de um acompanhamento psicológico eficaz e personalizado. Visto isso, é muito preocupante o avanço, nas redes sociais, de falas que pregam a possibilidade de substituição da terapia por ferramentas tecnológicas.  

 

Apesar do acesso rápido ás informações se tornar um grande atrativo, em um mundo onde tudo é urgente, não podemos esquecer que falar de saúde mental, é falar de tudo o que é subjetivo. Terapia exige tempo, acolhimento, escuta ativa e cuidadosa, interação real e humana. São esses elementos que constroem a transformação pessoal do indivíduo que busca, através da terapia, o autoconhecimento e estratégias eficientes para aprender a gerenciar suas emoções. E não é uma máquina ou um algoritmo programado que conseguirá proporcionar tais avanços.

 

Enfim, como cereja do bolo, para concluir essa análise da eficiência ou não de uma terapia realizada por ChatGPT, podemos destacar uma ação fundamental e preciosa, desempenhada pelo psicólogo ou psicoterapeuta em uma terapia, que nunca uma máquina automatizada, conseguirá reproduzir com a excelência do ser humano: escutar o que o paciente não fala, permitir que ele se escute de verdade e dar a ele o tempo necessário para olhar para si e perceber seus gatilhos.

 

Portanto, o ChatGPT é uma tecnologia muito positiva para muitas coisas, mas ela não substitui o espaço terapêutico e o trabalho do profissional de saúde mental, que é único, profundo e capaz de realizar as intervenções necessárias para alcançar a cura emocional.   


 

Dra. Andréa Ladislau - Psicanalista


Os oito principais erros cometidos na sessão de terapia

Segundo doutor em psicologia, é importante que haja ciência de que algumas práticas podem comprometer a eficácia do tratamento


Participar de sessões de terapia é uma parte vital do cuidado com a saúde mental, mas é importante que quem decide fazer esse investimento saiba que algumas ações podem comprometer os seus resultados. 

De acordo com dados do Instituto Cactus, entidade filantrópica ligada ao bem estar psíquico, somente 5,1% dos brasileiros fazem tratamento com psicoterapia; e cerca de 19% chegaram a se consultar em algum momento com um psicólogo ou um psiquiatra no decorrer do último ano, porém a grande maioria não passou de cinco encontros. 

Segundo Danilo Suassuna, doutor em psicologia e diretor do Instituto Suassuna, que oferece pós-graduação e forma psicólogos atuantes, a terapia pode não ser um processo fácil, por isso, esperar resultados rápidos ou acreditar que o terapeuta resolverá todos os problemas sem esforço pessoal do paciente pode levar à frustração. “Muitos pacientes, sem saber, acabam cometendo erros que só prolongam a obtenção de um resultado satisfatório, por isso é preciso estar consciente de que, ao iniciar a terapia, eles também precisam estar dispostos”, afirma. 

Confira as principais ações que comprometem a busca de saúde mental por meio de terapia:

  1. Falta de Honestidade - Esconder informações importantes ou não ser completamente honesto sobre sentimentos e comportamentos pode dificultar a eficácia da terapia. “Lembre-se de que o espaço terapêutico é seguro e confidencial. Ser transparente com seu terapeuta é crucial para o progresso. Sem essa sinceridade, as intervenções podem não ser tão eficazes quanto poderiam ser”, diz Danilo Suassuna.
  2. Achar que é um processo super rápido - A terapia é um processo colaborativo e gradual, por isso, estabelecer metas realistas e compreensíveis desde o início pode ajudar a alinhar expectativas e tornar o processo mais satisfatório. “Além disso, é importante entender que a terapia não é um processo de fora para dentro, mas de dentro para fora. Estar disposto a se abrir e enfrentar suas emoções pode ser doloroso, mas é essencial para o crescimento pessoal”, orienta o especialista.
  3. Não seguir recomendações - Segundo o doutor em psicologia, ignorar as sugestões e tarefas dadas pelo terapeuta pode limitar o progresso. “Tente seguir as recomendações e praticar as técnicas discutidas durante as sessões. Elas são projetadas para ajudar no seu desenvolvimento. Negligenciar esses aspectos pode resultar em um tratamento menos eficaz e mais prolongado”, explica ele.
  4. Interrupções constantes - Celular, notificações ou preocupações do dia a dia podem atrapalhar a fluidez da sessão. Além disso, Suassuna afirma que, embora seja natural ter muitos pensamentos e sentimentos durante a terapia, é importante criar um ambiente propício para a concentração.
  5. Falta de compromisso - Faltar sessões regularmente ou não levar a sério os compromissos pode comprometer o andamento do tratamento. A terapia requer um compromisso regular para ser eficaz.
  6. Resistência a mudanças - Ser resistente a novas perspectivas pode dificultar o progresso. A terapia frequentemente envolve a exploração de novos modos de pensar e comportar-se. “Mantenha a mente aberta e esteja disposto a considerar novas formas de pensar e agir. A mudança pode ser desconfortável, mas é frequentemente necessária para o crescimento pessoal”, orienta Danilo Suassuna.
  7. Foco excessivo em problemas externos - Colocar a culpa apenas em fatores externos e não reconhecer sua própria responsabilidade nas situações pode limitar o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal, segundo o doutor em psicologia. “Reconhecer sua própria responsabilidade é um passo importante para a transformação e a resolução de problemas”, avalia o especialista.
  8. Não entender que há limites profissionais e éticos - Os psicólogos seguem um código de ética rigoroso que visa proteger tanto o paciente quanto o terapeuta. Esses limites são estabelecidos para manter a objetividade, a confidencialidade e a eficácia do tratamento. “Manter uma relação profissional estritamente dentro do ambiente terapêutico é essencial para evitar conflitos de interesse e preservar a neutralidade do terapeuta. Com isso, qualquer comunicação fora do contexto terapêutico, como por redes sociais ou eventos pessoais, deve ser evitada para não comprometer a dinâmica da terapia”, finaliza Danilo Suassuna.

 


Danilo Suassuna - Doutor em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2008), possui graduação em Psicologia pela mesma instituição. Autor do livro “Histórias da Gestalt-Terapia – Um Estudo Historiográfico”. Professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e do Curso Lato-Sensu de Especialização em Gestalt-terapia do ITGT-GO. Coordenador do NEPEG Núcleo de estudos e pesquisa em gerontologia do ITGT. É membro do Conselho Editorial da Revista da Abordagem Gestáltica. Consultor Ad-hoc da revista Psicologia na Revista PUC-Minas (2011). Para mais informações acesse o instagram: @danilosuassuna.


Instituto Suassuna
Para mais informações, acesse o site
instagram e canal no youtube.


Tecnologia pode ter impacto no aumento de transtornos mentais

A frequência da Terra baixou e psicanalista revela cinco dicas para a cocriação de uma melhor realidade


A nova era da humanidade trouxe avanços tecnológicos importantes e de impacto positivo na rotina, como a inteligência artificial, mas também gerou as chamadas correntes invisíveis que aprisionam os seres humanos, reduzindo a frequência vibracional da Terra. Em geral, há uma crescente onda de insegurança, medo e desesperança, afetando diretamente a energia emitida por cada indivíduo e, consequentemente, pelo planeta como um todo.

A pesquisa "Psiquiatria e o mundo digital: de uso problemático de tecnologias a novas ferramentas em saúde mental," conduzida pelo Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Ciências do Comportamento da UFRGS, revela dados preocupantes sobre o impacto das tecnologias na saúde mental, como a prevalência global de 3,05% para o gaming disorder, um transtorno incluído na CID-11. Por outro lado, o estudo destaca o uso crescente das próprias ferramentas digitais para melhorar a precisão no diagnóstico e na predição de riscos, especialmente em áreas críticas como a prevenção ao suicídio, que atualmente é uma das principais causas de morte entre jovens.

Elainne Ourives, psicanalista e especialista em reprogramação mental, explica que as pessoas conscientes dessa realidade estão buscando entender como elevar suas próprias vibrações para cocriar uma vida mais alinhada com seus sonhos. “Em meu projeto HoloCINE, milhares de participantes já compartilharam experiências transformadoras nas primeiras horas de exibição”, comenta. Para ela, o conteúdo ajuda a mudar a percepção sobre o impacto do campo eletromagnético humano e ensina técnicas que visam ajustar essa frequência, atraindo uma realidade mais positiva.

A especialista cita cinco passos essenciais para cocriar uma realidade melhor:

  1. Compreenda o seu campo eletromagnético

Todos os seres humanos emitem uma frequência, um campo energético. Ao modificar conscientemente a energia que você envia ao universo, pode-se ajustar o retorno dessa vibração, criando novas possibilidades.

  1. Alinhe as suas quatro mentes

A mente é composta por quatro aspectos fundamentais que definem a realidade em que se vive. É crucial aprender a identificar e harmonizar esses aspectos para atingir seus objetivos e cocriar seus sonhos de forma plena.

  1. Eleve a sua frequência emocional

De acordo com estudos de Neurociência e Física Quântica, sentimentos e emoções possuem frequências vibracionais que podem ser medidas em Hertz. Vibrar em emoções de alta frequência, como amor e gratidão, eleva sua vibração e permite uma cocriação mais eficaz.

  1. Comunique-se com o Universo

Crenças limitantes podem ser os maiores impedimentos para alcançar a realidade que você deseja. É necessário reconhecer essas barreiras internas e substituí-las por padrões mais elevados de pensamento e emoção, enviando uma mensagem clara ao Universo.

  1. Desbloqueie sua felicidade

Para cocriar a vida dos seus sonhos, você deve se libertar de prisões emocionais. O primeiro passo é identificar e neutralizar esses bloqueios. A técnica Hertz, uma poderosa ferramenta de reprogramação mental e vibracional, foi desenvolvida para ajudar nesse processo.

“Pesquisas como as conduzidas pelo Dr. David Hawkins apontam que emoções de baixa frequência, como vergonha e culpa, podem aprisionar indivíduos em ciclos negativos, enquanto sentimentos de alta frequência, como coragem e amor, são fundamentais para transformar realidades”, conclui a psicanalista. Essa conscientização é a chave para elevar a frequência global.

 



Elainne Ourives - Treinadora mental, cientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica, das Neurociências e da reprogramação mental; autora best-seller de 8 livros; mestra de mais de 200 mil alunos, sendo 120 mil deles alunos do treinamento Holo Cocriação de Sonhos e Metas, a mais completa metodologia de reprogramação mental, cocriação e manifestação de sonhos do mundo; formada pelos maiores cientistas do mundo, tais como Jean Pierre Garnier Malet, Tom Campbell, Gregg Braden, Bob Proctor, Joe Dispenza, Bruce Lipton, Deepak Chopra e Tony Robbins; multiplicadora do Ativismo Quântico de Amit Goswami; certificada pelo Instituto HeartMath; única trainer de Joe Vitale no Brasil. É ainda idealizadora do Movimento “A Vida é Incrível”, lançado para ajudar a libertar o potencial máximo das pessoas na realização de seus sonhos; e criadora da Técnica Hertz®, que surgiu a partir de descobertas da física quântica e do estudo aprofundado das mais poderosas técnicas energéticas do mundo. mais https://elainneourives.com.br
Instagram @elainneourivesoficial.


Individualidade em excesso: quando o desejo de autorrealização prejudica o casamento?

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As pequenas escolhas individuais podem sinalizar um distanciamento que, se repetido, resulta em um afastamento emocional, diz especialista


Existe uma dualidade muito natural em relacionamentos saudáveis entre o direito à individualidade e outros comportamentos que são cedidos para o bem comum da relação. Nessa dinâmica, os casais definem seus acordos e seguem mantendo o diálogo e respeito. Porém, quando o desejo de autorrealização se sobressai e a individualidade manifesta superioridade, o casamento pode apresentar sinais de distanciamento e, por conseguinte, perde cada vez mais a sua conexão.  

“É importante refletir sobre isso, porque muitos relacionamentos terminam por este motivo. Priorizar-se com excesso é também deixar de priorizar o casamento, pois quando você escolhe se relacionar com alguém, fica subentendido que é preciso aprender a ceder, a conversar, ter empatia e combinar os acordos para uma vida a dois”, diz Henri Fesa, Médium especialista em relacionamentos e fundador da Casa de Apoio Espiritual Henri Fesa. 

A busca pela autorrealização e o desejo de satisfazer anseios pessoais são valores importantes, mas quando colocados acima das necessidades do relacionamento, podem prejudicar a harmonia conjugal. Esse conflito surge, por exemplo, quando um parceiro prioriza um desejo próprio – como ir ao futebol – apesar de compromissos assumidos com o casal, criando lacunas de comunicação e ressentimento.  

Essas pequenas escolhas podem sinalizar um distanciamento que, se repetido, resulta em um afastamento emocional que se intensifica com o tempo. Embora a individualidade seja essencial em qualquer relacionamento saudável, é necessário saber o limite em que ela se sobrepõe à parceria. Manter-se alinhado com o parceiro significa abrir espaço para conversas sobre esses interesses, respeitando a liberdade pessoal, mas sem desconsiderar o outro. Uma situação que parece simples pode ser apenas o início de um ciclo de desentendimentos. 

“Esse conflito também se manifesta em atitudes mais graves, como a traição, que muitas vezes surge da insatisfação pessoal. Para evitar que a necessidade de satisfação pessoal destrua o relacionamento, é essencial que os parceiros cultivem um equilíbrio. O relacionamento deve ser um espaço para apoio mútuo, e a autorrealização precisa respeitar os limites e acordos que foram construídos juntos”, finaliza Fesa.

 

Henri Fesa - Médium auxilia pessoas com problemas espirituais, principalmente, no campo amoroso. Saiba mais aqui!


Festa de fim de ano sem ressaca moral - veja orientações para participar e se destacar positivamente


Com a proximidade do fim de ano está chegando o período das empresas realizarem seus encontros para confraternização, ou ‘festa da firma’, como alguns brincam. Hora de confraternizar e comemorar os resultados obtidos e renovar relações para o próximo ano. Contudo, são muitas as dúvidas sobre como se comportar em tais eventos – que nada a ver com as festas comuns.

Existem casos de erros de postura nesses eventos que ocasionam sérios problemas profissionais para as pessoas no futuro. Existindo até mesmo casos de que posturas erradas sejam fatores determinantes para uma demissão.
 

“É comum que as pessoas extravasem nesses tipos de eventos. Conforme nos aproximamos do fim do ano, um período em que muitos refletem sobre suas realizações anuais e estabelecem novas metas, é natural que surjam sentimentos conflitantes. Enquanto alguns encontram felicidade e satisfação, outros podem sentir-se insatisfeitos. Daí a mistura de confraternização, a chance de extravasar e, em alguns casos, a mistura com álcool, leva muitos a ações impensadas”, analisa Dr. Vicente Beraldi Freitas, médico e consultor em saúde da Moema Assessoria em Medicina e Segurança do Trabalho. 

Segundo Vicente Beraldi Freitas é sempre importante que as pessoas tenham em mente que haverá um amanhã, e que se estabeleça limites a serem seguidos. Mas, em caso de excessos e problemas, é também necessário buscar não se desesperar e ter calma e clareza para reverter a impressão negativa passada, quando possível. 

“É importante também que não se deixe levar por problemas ocorridos em um evento isolado para o dia a dia profissional. Isso pode ocasionar problemas ainda maiores e ser gatilhos para problemas como depressão e Síndrome de Burnout”, complementa Dr. Vicente Beraldi Freitas. 

Outro ponto, é a situação contrária, sendo que a pessoa pode utilizar dessa oportunidade para passar uma boa impressão para empresa. Isso muitas vezes pode até mesmo abrir caminho para crescimento profissional, quando se tem um destaque positivo. 

“A confraternização é o momento em que a empresa agradece seus colaboradores, estreita a parceria, comemora as conquistas e a conclui mais um ano de trabalho, além de propiciar um encontro descontraído. Mas, lembro que esses momentos também são grandes canais de relacionamentos “networking”, onde há uma aproximação entre todos, independentemente dos níveis hierárquicos”, reflete Celso Bazzola, consultor em recursos humanos e diretor executivo da BAZZ Estratégia e Operação de RH. 

A seguir, o consultor lista 10 dicas para não perder a compostura nas festas de fim de ano: 

1. Aceite o convite da empresa e participe da confraternização, pois isto poderá ajudar a criar um ambiente de relacionamento saudável;

2. Não sendo possível comparecer, agradeça e informe o motivo pelo qual não poderá estar presente;

3. Chegue no horário para que possa ter tempo de cumprimentar a todos, lembre-se não se trata de uma balada;

4. Não exagere em bebidas alcoólicas durante a festa, beba com responsabilidade e não dirija após o término da festa;

5. Crie um ambiente de igualdade e procure se relacionar com todos os presentes, misture-se e evite grupinhos;

6. Use roupas discretas e condizentes com o ambiente, procure utilizar roupas alegres respeitando seu visual. É importante não se destacar pelas vestimentas, mas sim pela simpatia e interação;

7. Seja cordial com todos os presentes independente se não tiver contato próximo e buscar falar de temas neutros que não prejudiquem a imagem da empresa ou das pessoas;

8. Caso perceba que algum colega esteja exagerando, ajude-o retirando de forma sutil da situação e desviando a atenção para outros temas ou postura;

9. Evite exageros, desde bebidas, até comida, comentários, piadas e danças. Dá para aproveitar de forma moderada e aproveitar. Recomendo não ser o último a sair da festa, não é uma regra, mas é de bom tom;

10. Evite sair junto com os superiores, para que não passe a impressão que estava na festa apenas por causa do mesmo. 


5 comportamentos que trazem credibilidade durante uma conversa


Saber se comunicar é um dos pilares fundamentais no mundo profissional, especialmente nos negócios. Assim como ter uma postura adequada, a comunicação eficaz influencia diretamente na percepção de credibilidade de uma pessoa.

 

De acordo com um levantamento recente do Pumble sobre estatísticas de comunicação no local de trabalho para 2024, 86% dos funcionários e executivos culpam a falta de uma boa comunicação como a principal causa de falhas no local de trabalho. Antes, em 2018, um estudo do Project Management Institute Brasil (PMI) já havia mostrado dados semelhantes: 76% das grandes empresas consideram a comunicação no ambiente de trabalho como o principal motivo para o fracasso de atividades propostas.

 

Ambas as pesquisas referenciadas também indicam que a comunicação eficaz no ambiente de trabalho não apenas previne mal-entendidos, mas também aumenta a produtividade e a motivação de gestores e colaboradores.


 

A credibilidade durante uma conversa é multifacetada

 

Existem alguns comportamentos-chave que permitem que colaboradores de todas as áreas e hierarquias possam melhorar significativamente suas habilidades de comunicação e, por consequência, suas carreiras. Afinal, uma abordagem comunicativa eficaz não só beneficia a imagem individual, mas também contribui para o sucesso coletivo da organização.

 

Quando bem-trabalhados, permitem uma interação mais fluida e eficiente durante o networking e estabelecem solidez em relações profissionais, garantindo que elas sejam duradouras e produtivas. Dessa forma, os profissionais conseguem se destacar como pessoas confiáveis e competentes capazes de construir uma reputação positiva, que pode, inclusive, abrir portas para novas oportunidades e crescimento na carreira.

 

Além do networking, as dicas a seguir podem ser aplicadas em outras situações, como apresentações formais, reuniões de equipe ou negociações com clientes. Confira:

 

1. Preparação e conhecimento do conteúdo: antes de qualquer conversa, é fundamental preparar-se e estar por dentro do assunto a ser abordado, já que a segurança transmitida pelo domínio do conteúdo é percebida e valorizada pelos interlocutores. Inclusive, um estudo da consultoria Gallup revelou que apenas três em cada dez pessoas confiam plenamente em seus líderes, destacando a importância da preparação para construir credibilidade.

 

2. Assertividade e clareza na comunicação: expressar-se de maneira confiante e direta garante que a mensagem seja passada e entendida sem ambiguidades, contudo, demonstrar assertividade e clareza não é sinônimo de agressividade. A assertividade é um indicador de confiança e competência.

 

3. Empatia e escuta ativa: essas duas posturas permitem que você se coloque no lugar do outro e entenda suas perspectivas e necessidades, prestando atenção genuína ao que está sendo dito, sem interrupções ou julgamentos precipitados. A empatia e a escuta ativa demonstram respeito e interesse pelo interlocutor e pelo que ele está apresentando.

 

4. Expressão não-verbal: manter uma postura aberta, contato visual e gestos apropriados pode transmitir confiança e engajamento. Segundo uma pesquisa do Pew Research Center, a comunicação não-verbal, como a linguagem corporal, é um componente crítico na percepção de credibilidade e confiança.

 

5. Fechamento com impacto: ao fim da conversa, é importante reafirmar a mensagem a ser passada. Dessa forma, resumir os pontos-chave discutidos e destacar os próximos passos ou ações a serem tomadas, por exemplo, reforça sua credibilidade perante o interlocutor.

 



Mara Leme Martins - PhD. Vice-Presidente do BNI Brasil - Business Network International - a maior e mais bem-sucedida organização de networking de negócios do mundo


Saúde Mental em Jogo: os efeitos das apostas no bem-estar social


Dados alarmantes revelaram que beneficiários do Bolsa Família gastaram impressionantes R$ 3 bilhões em apostas esportivas online apenas em agosto. Este montante, correspondente a 20% do valor total repassado pelo programa no mês, expõe uma realidade inquietante que vai além da simples escolha de entretenimento. 

Entre os 20 milhões de beneficiários, cinco milhões optaram por fazer apostas, e 70% desses apostadores são chefes de família. Esses números revelam uma profunda vulnerabilidade financeira e um desvio preocupante das prioridades essenciais. A esperança e a “solução da vida” de pessoas que vivem em vulnerabilidade estão se transformando em jogos de azar, arriscando o pouco que têm e colocando em risco o sustento de suas famílias. 

Como abordar a busca pelo verdadeiro bem-estar e dignidade quando tantos vivem à margem da esperança? Enquanto algumas filosofias enfatizam a busca por um florescimento humano autêntico, muitos se veem compelidos a arriscar tudo em apostas, na esperança de uma solução imediata para suas dificuldades. Esses gastos exorbitantes refletem não apenas uma fuga, mas uma busca desesperada por alternativas que, em última análise, oferecem apenas ilusões, enquanto as necessidades básicas e a dignidade permanecem em segundo plano. 

A atração pelas apostas online pode ser vista como uma manifestação do viés psicológico conhecido como "véu da descrença", que distorce a percepção de risco e recompensa. Essa ilusão de ganho fácil seduz muitos que ignoram as consequências devastadoras que frequentemente acompanham as perdas. 

Como Gabor Maté aponta, "a questão fundamental em todas as formas de vício não é por que o vício, mas por que a dor?" Isso revela que muitos recorrem ao vício como uma tentativa de escapar de sua dor emocional, em vez de lidarem com suas necessidades existenciais. 

Essa dor não só sufoca a esperança, mas também contamina a vida pessoal, profissional, social e familiar. O adoecimento mental de uma parte significativa da população, associado aos jogos online, impacta a vida profissional de muitos e gera consequências negativas para a economia, desviando recursos do varejo brasileiro para as empresas de apostas que têm sede no exterior. 

Dados da pesquisa feita pela UNICEF revelam que 22% dos jovens apostaram pela primeira vez aos 11 anos ou menos, e 78% começaram aos 12 anos ou mais. Essa exposição precoce ao jogo pode levar a padrões de comportamento vicioso, contribuindo para um ciclo de dependência que se agrava com o tempo.

 

Essa realidade é alarmante entre os alunos beneficiados pelo programa Pé-de-Meia, que incentiva estudantes de famílias de baixa renda a frequentar o ensino médio. Infelizmente, muitos desses jovens estão utilizando o dinheiro destinado à sua educação para jogar, exacerbando sua vulnerabilidade financeira e aumentando o risco de se tornarem dependentes dos jogos online. 

Embora a maioria dos apostadores esteja na faixa dos 20 a 30 anos, o gasto médio mensal com apostas aumenta com a idade, indicando que essa armadilha se torna cada vez mais insidiosa. Os dados apresentados pelo Banco Central são preocupantes e revelam que as apostas se tornaram uma saída tentadora para aqueles em situação de vulnerabilidade financeira, exacerbando a precariedade em que muitas famílias vivem. 

A mensagem do Banco Central é clara: o crescimento das apostas é uma preocupação significativa. Como destacado por Roberto Campos Neto, a inadimplência e as dificuldades financeiras são consequências diretas dessa cultura de enriquecimento rápido e ilusório, estimulado por influenciadores digitais irresponsáveis e de índole duvidosa. 

Os princípios de virtude que sustentam uma vida equilibrada estão sendo cada vez mais ignorados. Sem eles, o caminho para o florescimento pessoal se torna mais distante. A Psicologia Positiva destaca a importância das virtudes e das forças de caráter no florescimento humano, e aqui se evidencia uma desconexão: ao invés de cultivar a resiliência, o autocontrole e a reflexão crítica, muitos se entregam a um ciclo vicioso de expectativas irreais. 

É importante destacar que esse conceito de florescimento, embora possa parecer soft ou lúdico, implica que o indivíduo está consciente de suas habilidades e potenciais, estando capaz de realizar o melhor com seus recursos internos e externos. Esse estado emocional é crucial para mitigar as dores desta geração de jovens que vive em apatia, presa nas telas dos celulares e apresentando casos alarmantes de depressão, ansiedade e tendências ao suicídio. 

É hora de romper com esse ciclo destrutivo e redirecionar esforços para práticas que cultivem a consciência, a gratidão e a busca por um propósito significativo. Ao quebrar esse ciclo, criamos a oportunidade de gerar uma espiral ascendente de afeto, que inspire comportamentos sustentáveis e virtuosos, trazendo bem-estar e felicidade. Como observa Nora Volkow, o vício "sequestra" nossa capacidade de experimentar satisfação nas conexões autênticas e nas atividades que nutrem o verdadeiro bem-estar.

Para garantir que o florescimento pessoal se torne uma realidade, precisamos restaurar essas conexões. Reconectar-nos com nossas virtudes, com a comunidade e conosco mesmos é essencial para quebrar esse ciclo destrutivo e gerar uma espiral ascendente de afeto. Isso nos permitirá valorizar não apenas o sobreviver, mas sim o verdadeiro bem-viver. 

 

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