De acordo com Tiago Diana, diretor do Sigma Asa Norte, ficar sem celular durante a aula, tornou o aluno mais atento, menos ansioso e principalmente fortaleceu as interações presenciais
O ano letivo de 2026 começa com um marco simbólico para a educação
brasileira: a proibição do uso de celulares nas escolas completa um ano de
vigência após atravessar um ciclo escolar inteiro. A medida, que no início
gerou debates e resistência, hoje é avaliada de forma positiva por gestores
educacionais, que destacam impactos diretos no aprendizado, no comportamento e
no bem-estar dos alunos.
Segundo Tiago Diana, diretor do Sigma Asa Norte, a experiência ao longo
desse primeiro ano reforça que a decisão foi acertada. “Cada vez mais ouvimos
gestores falando sobre os ganhos observados nos alunos, como o aumento da
atenção em sala de aula, a diminuição dos processos de ansiedade e da sensação
constante de urgência”, afirma.
De acordo com o diretor, o afastamento do celular durante o período
escolar ajuda os estudantes a estarem mais presentes no momento da aula e menos
imersos no ambiente digital. “Antes, muitos alunos pareciam não contemplar o
que estava acontecendo na sala, como se estivessem vivendo muito mais o mundo
digital do que o mundo real. Hoje, isso mudou de forma significativa”, avalia.
No Sigma Asa Norte, a percepção é de que a proibição contribui
diretamente para o desenvolvimento integral das crianças e dos jovens. “A nossa
avaliação é clara: a proibição fez e faz sentido. Ela permite que crianças
sejam crianças e que os jovens vivenciem experiências próprias da idade que
têm”, destaca Tiago Diana.
O diretor ressalta ainda que a medida fortalece aspectos essenciais da
formação humana. “Quando o celular sai de cena, a vida real passa a ser mais
celebrada. Os alunos passam a olhar mais para as interações, para o
desenvolvimento pessoal, para os processos de convivência e crescimento como
pessoas”, completa.
Após um ano de
aplicação da lei, a discussão sobre o uso consciente da tecnologia segue
presente no ambiente educacional, mas com um consenso crescente de que o espaço
escolar deve priorizar a atenção, a convivência e a aprendizagem plena. Para
gestores e educadores, o desafio agora é consolidar essa cultura e aprofundar
os benefícios observados ao longo desse primeiro ciclo sem celulares nas salas
de aula.

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