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sexta-feira, 12 de abril de 2024

Como medir a pressão arterial de forma precisa? O que mudou na maneira de se obter um diagnóstico correto?

 

Para responder a estas questões tão importantes para cardiologistas, médicos de outras especialidades, gestores, profissionais da saúde e, principalmente, pacientes, a Sociedade Brasileira de Cardiologia lançará, neste mês de abril, as Diretrizes Brasileiras de Medidas da Pressão Arterial Dentro e Fora do Consultório.

O documento, elaborado por 67 profissionais que estão entre os principais especialistas do país, será divulgado no 1° Encontro de Departamentos da Cardiologia, que acontece entre os dias 12 e 13 de abril, no Centro de Convenções Frei Caneca.

A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco modificáveis para morbidade e mortalidade em todo o mundo, sendo um dos maiores fatores de risco para doença arterial coronária, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal.

Quase 24% (23,93%) da população brasileira é hipertensa, de acordo com o relatório Estatística Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia de 2023. A prevalência entre as mulheres supera a registrada entre os homens, com 26,45% e 21,06%, respectivamente.

Quanto aos grupos etários, a mais alta prevalência de hipertensão no país, 61%, foi observada em indivíduos com idade a partir de 65 anos. Por outro, lado estima-se, entre crianças e adolescentes, que cerca de 10% desta fatia relevante da nossa população já conviva com a hipertensão arterial.

 

Como medir a pressão arterial em 2024?

De acordo com as novas Diretrizes Brasileiras de Medidas da Pressão Arterial Dentro e Fora do Consultório, o diagnóstico definitivo da Hipertensão Arterial não deve considerar apenas os resultados obtidos nas medidas realizadas em consultórios.

“Orientar médicos e pacientes para aumentar a eficácia de métodos para avaliação da pressão arterial também fora dos consultórios é uma agenda fundamental para uma abordagem populacional efetiva sobre este fator importante de risco cardiovascular no Brasil e no mundo”, afirma o coordenador destas Diretrizes, o cardiologista Audes Feitosa.

A Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) e a Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) e Automedida da Pressão Arterial (AMPA) são as principais metodologias para se monitorar a Pressão Arterial fora do consultório médico.

A utilização destas técnicas e equipamentos auxiliam na elaboração de um diagnóstico mais complexo e assertivo, detectando variações comuns como a hipertensão do avental branco (HAB), hipertensão mascarada (HM), alterações da pressão arterial no sono e hipertensão arterial resistente (HAR), condições não detectadas com acompanhamento restrito aos consultórios.

“O acesso a estes equipamentos e profissionais capacitados nos serviços de saúde se faz necessário e merece um olhar atento na formulação de políticas de saúde. Estas Novas Diretrizes oferecem um embasamento técnico e científico altamente qualificado para orientar gestores, médicos e demais profissionais da saúde”, avalia Feitosa.

 

No Consultório

A medida da pressão arterial é um procedimento obrigatório em qualquer atendimento médico ou realizado por diferentes profissionais de saúde.

As Novas Diretrizes demonstram que o emprego de técnicas e/ou equipamentos inadequados podem levar a diagnósticos incorretos, tanto subestimando quanto superestimando valores e levando a condutas inadequadas e grandes prejuízos à saúde e à economia das pessoas e dos sistemas de saúde.

Considera-se hipertensão se PAS ≥ 140 mmHg ou PAD < 90 mmHg, e deve ser classificada em estágios 1, 2 e 3.


Tabela 01

Classificação da pressão arterial de acordo com a medida no consultório a partir de 18 anos de idade

Classificação

PA sistólica (mmHg)

PA diastólica (mmHg)

Ótima

< 120 e

< 80

Normal

120-129 e/ou

80-84

Pré-hipertensão

130-139 e/ou

85-89

Hipertensão estágio 1

140-159 e/ou

85-89

Hipertensão estágio 2

160-179 e/ou

100-109

Hipertensão estágio 3

≥ 180 e/ou

≥ 110

 

Maior complexidade no diagnóstico

As Novas Diretrizes Brasileiras de Medidas da Pressão Arterial Dentro e Fora do Consultório apontam que o diagnóstico final não deve se embasar em uma única medida, considerando que os indicadores são variáveis.

“Níveis pressóricos que não se enquadrem em estágio 3 em ambiente de consultório, por exemplo, devem ser reavaliados em medidas subsequentes para a confirmação diagnóstica, bem como para a definição do estágio de hipertensão”, explica.

Ainda assim, com alguma frequência, os valores obtidos nos consultórios não são suficientes para a caracterização da hipertensão arterial. As medidas de consultório estão sujeitas a inúmeros vieses (erros sistemáticos) e a utilização de outros métodos de medida para o diagnóstico são necessários.

Olhar para a jornada de pacientes a partir de suas características como gênero, faixa etária, classe social e condições diversas de saúde também foi outro aspecto relevante trazido pelas novas Diretrizes.

 

Fora do Consultório

Ao longo do tempo, foram agregadas alternativas a ela, mediante o uso de equipamentos automáticos pelo próprio paciente, nas salas de espera ou fora do consultório, em sua própria residência ou em espaços públicos.

Um passo adiante foi dado com o uso de equipamentos automáticos providos de memória que permitem medidas sequenciais fora do consultório (AMPA; ou MRPA) e outros automáticos que permitem medidas programadas por períodos mais prolongados (MAPA).

Alguns aspectos na medida da pressão arterial podem interferir na obtenção de resultados fidedignos e, consequentemente, causar prejuízo nas condutas a serem tomadas. Entre eles, estão: a importância de serem utilizados valores médios, a variação da pressão arterial durante o dia e a variabilidade a curto prazo.

Esse contexto tem estimulado a realização de maior número de medidas em diversas situações. Ganham cada vez mais espaço os equipamentos que realizam MRPA ou MAPA.


Tabela 02

Valores de pressão arterial considerados anormais nas medidas Casuais (consultório), pela MAPA (nas 24 horas, vigília e Durante o sono) e na MRPA para definição de diagnósticos 

 

PAS (mmHg)

 

PAD (mmHg)

Consultório

≥ 140

e/ou

≥ 90

MAPA 24 horas

≥ 130

e/ou

≥ 80

MAPA Vigília

≥ 135

e/ou

≥ 85

MAPA Sono

≥ 120

e/ou

≥ 70

MRPA – MAPA 5d*

≥ 130

e/ou

≥ 80

 

 

PAS: pressão Arterial sistólica; PAD: pressão arterial diastólica.


Gravidade da gripe é desconhecida por boa parte da população

 Segundo infectologista da Hapvida NotreDame Intermédica, estudos revelaram que, após uma infecção desse tipo, o risco de sofrer um ataque cardíaco pode ser até seis vezes maior 

 

Com a chegada do outono, os vírus da gripe tendem a prevalecer. Isto porque, com a queda das temperaturas, os ambientes ficam fechados e as pessoas costumam ficar mais próximas. Mas não apenas circula o vírus influenza ou se propaga a covid-19, como também são mais comuns os resfriados. Os sintomas são similares, daí a importância de saber quando procurar o atendimento médico, pois, apesar de comum, a gripe pode ocasionar complicações, em especial aos grupos de risco, e provocar a morte. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que haja um bilhão de casos de influenza no mundo, sendo que de três a cinco milhões serão graves, provocando a morte de 290 mil a 650 mil pessoas por doenças respiratórias. 

Assim como a covid-19, a gripe apresenta riscos significativos para adultos com 65 anos ou mais, crianças menores de 2 anos, pessoas com doenças crônicas, como asma, diabetes ou problemas cardíacos, gestantes e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido. Também quem vive em casas de repouso ou instituições de longa permanência tende a ser mais vulnerável a complicações. 

Segundo a médica infectologista da Hapvida NotreDame Intermédica, Christianne Takeda, a gripe pode estar associada a complicações de outros quadros de saúde. “A doença cardíaca é uma das condições crônicas mais comuns entre adultos hospitalizados com gripe. Estudos revelaram uma associação preocupante entre ela e o aumento do risco de ataques cardíacos e derrames. Pesquisas indicam que, dentro de uma semana após uma infecção confirmada, o risco de sofrer um infarto pode ser até seis vezes maior”, diz. 

A especialista lembrou também que complicações cardíacas súbitas e graves foram identificadas em aproximadamente um a cada oito pacientes hospitalizados com gripe. Dados do Ministério da Saúde apontam que a principal complicação em decorrência do vírus influenza é a pneumonia, responsável pela alta internação hospitalar no país.

 

Sintomas 

Com gripe, o paciente apresenta febre, calafrios, tosse, mal-estar, dores no corpo e de garganta. Os sintomas costumam aparecer de forma súbita e são mais fortes do que um resfriado, que é caracterizado por coriza e espirros, sendo uma infecção mais branda e de menor duração, podendo ser confundido com um quadro alérgico. Já na covid-19, é comum febre, tosse e falta de ar. 

“A covid-19 pode levar a complicações graves, como a formação de coágulos sanguíneos em várias partes do corpo, a Síndrome Inflamatória Multissistêmica tanto em crianças quanto em adultos, e as chamadas condições pós-covid, que incluem uma variedade de sintomas que podem persistir por semanas ou meses após a infecção inicial, mesmo em indivíduos com casos leves ou assintomáticos”, explica a infectologista. 

É recomendado procurar assistência médica quando houver piora no quadro de saúde ou o paciente estiver nos grupos de risco. “O alerta vermelho para a covid acende principalmente quando o paciente estiver com dificuldade para respirar, dor no peito ou confusão mental. Não hesite, procure ajuda imediatamente”, aconselha a médica. 

O ideal é que, uma vez doente, o paciente faça repouso, cuide da hidratação, tome a medicação indicada e evite circular para não contaminar outras pessoas. 

De acordo com especialistas, pessoas do grupo de risco tendem a ficar mais tempo hospitalizadas, com necessidade de ventilação em alguns casos, e podem ter complicações, como pneumonia e morte.

 

Vacinação 

A imunização é a mais segura e eficaz forma de prevenção, segundo Christianne Takeda. “Poucas pessoas sabem que as vacinas da gripe são atualizadas anualmente para proteger contra os vírus que causaram os últimos surtos. Por isso, a necessidade da vacinação anual, pois a proteção diminui ao longo do tempo. Estudos demonstram que a vacinação não apenas reduz o risco de adoecer com gripe, mas também atenua a gravidade da doença”, detalha. 

O Ministério da Saúde pretende imunizar 75 milhões de pessoas este ano. Crianças que vão receber a vacina pela primeira vez devem tomar duas doses, com intervalo de 30 dias. 

De acordo com a infectologista, que é mestre em saúde global e doenças infecciosas, no caso de complicações em pacientes com doenças cardíacas, “a vacinação tem sido associada a taxas mais baixas de eventos cardíacos entre esses indivíduos, especialmente aqueles que tiveram, por exemplo, um infarto no ano anterior”. 


Hapvida NotreDame Intermédica


Dia do Obstetra: você conhece a importância desse profissional?

 Obstetra explica o trabalho dessa especialidade durante a gravidez

 

No dia 12 de abril, é celebrado o Dia do Obstetra, uma data que destaca a importância vital desses profissionais na saúde materna e no cuidado com a vida que está por nascer. Os médicos, enfermeiros e outros profissionais especializados na obstetrícia desempenham um papel crucial em todas as fases da gravidez, desde o pré-natal até o parto e o pós-parto, garantindo o bem-estar da mãe e do bebê em cada etapa do processo. 

Com formação especializada em obstetrícia, esses profissionais dedicam suas vidas ao cuidado das gestantes, realizando exames, acompanhando o desenvolvimento fetal, oferecendo orientações sobre a saúde da gestante e do feto, e intervindo quando necessário para garantir uma gravidez saudável e um parto seguro. 

“A importância do médico obstetra vai além do aspecto clínico. Nosso papel acaba por nos tornar também confidentes, conselheiros e apoio emocional para as mulheres durante a jornada da maternidade. As habilidades técnicas aliadas à sensibilidade e empatia fazem toda a diferença, proporcionando às gestantes tranquilidade e confiança em um momento tão especial e delicado”, explica a Dra. Anucha Schindler, médica ginecologista e obstetra, parceria da DKT South America, empresa líder em planejamento familiar.  

Além do acompanhamento durante a gravidez, os médicos obstetras também são responsáveis por conduzir o parto, seja ele normal ou cesárea, sempre priorizando a segurança e o bem-estar da mãe e do bebê. Sua expertise e treinamento os capacitam a lidar com situações complexas e emergências obstétricas, tomando as medidas necessárias para preservar a vida e a saúde de ambos.“Além disso, é possível investigar quando alguma coisa não vai bem e buscar promover a melhor assistência possível para aquela mãe e para aquele ou aqueles bebês”. 

Por fim, a doutora finaliza resumindo que o obstetra é o profissional que cuida de duas ou mais vidas durante 9 meses, e que graças a ele é possível ter um pré-natal e um parto adequado e respeitoso com tudo de melhor para mãe e para o bebê. 



DKT South America
Para saber mais, acesse o site
DKT Salú
DKT Academy
Use Prudence


Hipertensão arterial: 27,9% da população adulta brasileira convive com a doença

O diagnóstico da hipertensão passa por dois números:
14 por 9; se ao medir no aparelho a pressão alcançar esses
números ou ultrapassá-los, é um sinal de alerta
Freepik

Dado integra Pesquisa Vigitel 2023 e mostra que problema atinge mais mulheres; cardiologista Dr. Fernando Nobre explica

 

 

A hipertensão arterial é um problema silencioso e atinge 27,9% da população adulta brasileira, segundo levantamento do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgado no ano passado. Em números absolutos, são mais de 30 milhões de pessoas.

 

Segundo a Pesquisa Vigitel, a frequência de diagnóstico médico de hipertensão arterial foi maior entre mulheres (29,3%) do que entre os homens (26,4%) e constatou-se, ainda, que em ambos os sexos, esta frequência aumentou com a idade.

 

Dados publicados pelo Ministério da Saúde em maio de 2023 apontaram que a taxa de mortalidade por hipertensão arterial no Brasil atingiu o maior valor dos últimos dez anos, com a ocorrência de 18,7 óbitos por 100 mil habitantes. O levantamento considerou a base de dados final do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) para o ano de 2021.

 

No mês de abril, o problema ganha maior destaque, com o dia 26 sendo marcado como Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial.

 

O diagnóstico da hipertensão passa por dois números: 14 por 9. Se ao medir no aparelho a pressão alcançar esses números ou ultrapassá-los, é um sinal de alerta. A pressão alta é o principal fator de risco para complicações graves de saúde, como doenças cardiovasculares, doenças renais crônicas e morte prematura. Também está diretamente ligada a até 60% dos casos de infarto e em 80% dos casos de acidente vascular cerebral (AVC), ressalta o cardiologista e especialista em hipertensão arterial, Dr. Fernando Nobre.

 

“Entre as principais causas do avanço desse problema está o estilo de vida, com o sedentarismo, má alimentação, excesso de sal, além do sobrepeso e obesidade. Existe também o fator genético, já que a hipertensão pode ser hereditária em até 50% dos casos. A falta de diagnóstico pode levar a sérias complicações”, explica o médico.

O cardiologista comenta que em avaliação realizada, inicialmente, na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e posteriormente em todo o país, apenas 17% dos entrevistados tinham conhecimento de a hipertensão ser um fator de risco para infarto e AVC.

 

 

Mulheres X Homens

 

Segundo a American Heart Association, os riscos de doenças do coração aumentam para todos com o passar da idade. No entanto, as mulheres, após a menopausa, podem ficar ainda mais vulneráveis, ao perderem a proteção hormonal natural.

 

“No período da menopausa, os níveis de estrógeno são reduzidos e o coração e vasos sanguíneos ficam mais expostos às alterações que levam a elevação da pressão arterial e de outras doenças cardiovasculares”, fala o cardiologista.

O especialista lembra ainda que, além das alterações hormonais, outro fator importante é o estresse ao qual elas são submetidas todos os dias, com grandes jornadas de trabalho, excesso de responsabilidade e de conciliação de papeis. “Porém, há uma vantagem neste quesito, pois as mulheres costumam ir mais ao médico, o que pode favorecer a prevenção da doença”, salienta.

 

 

Crianças e Adolescentes

 

A hipertensão não poupa essa faixa da população. Embora seja muito menos frequente – 3 a 5% de prevalência – as crianças e adolescentes também são acometidas, fazendo com que a atenção deva ser instituída já nas avaliações dos pediatras.

 

 

Hipertensão arterial no mundo

 

Um em cada três adultos é afetado pela doença no mundo, segundo relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde) publicado em 2023 e que destacou os efeitos devastadores da pressão alta, chamado pela entidade de “assassino silencioso”.

 

De acordo com o documento, quatro em cada cinco pessoas com hipertensão arterial não recebem tratamento adequado e, se os países conseguirem expandir estratégias que possibilitem o controle adequado da pressão, 76 milhões de mortes poderão ser evitadas até 2050.

 

“A prevenção, a detecção precoce e o tratamento eficaz da hipertensão são algumas das intervenções mais econômicas na área da saúde e precisam ser priorizados na atenção primária, por programas governamentais, nas sociedades médicas e pela própria população”, conclui o Dr. Fernando Nobre


 

Fernando Nobre - cardiologista, Doutor em Medicina pela USP (Universidade de São Paulo), com área de concentração em Hipertensão Arterial. Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão e do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia, além de um dos autores do livro Hipertensão (junto com Celso Amodeo e Andréa Brandão), na sua 3ª. Edição. Foi criador e diretor, por mais de 20 anos, da Unidade de Hipertensão Arterial da Divisão de Cardiologia, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.


ABRIL AZUL

 Autismo leve: desafios e conquistas

Compreender e colocar em prática dicas simples contribui com a qualidade de vida para pacientes e familiares

 

Conhecido como “Abril Azul”, este mês é dedicado à conscientização sobre o autismo. Uma condição que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), atinge atualmente uma em cada 160 crianças no mundo e duas milhões de pessoas no Brasil. Geralmente diagnosticado na infância, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode ser definido como uma condição especial do neurodesenvolvimento. André Leite Gonçalves, neuropediatra do Vera Cruz Hospital, explica que a TEA tem como principais aspectos o comportamento repetitivo, a dificuldade de interação social e interesses restritos e intensos em áreas específicas. “Em geral, esses pacientes têm um bom desenvolvimento da linguagem e do raciocínio, mas podem apresentar dificuldades na comunicação não verbal (gestos e expressões faciais) e na compreensão das nuances da linguagem, como, por exemplo, uma brincadeira, ironia ou sarcasmo”, explica. 

Embora não haja cura, intervenções e apoios adequados podem ajudar a pessoa a desenvolver suas habilidades e a se integrar melhor na sociedade. “O primeiro passo é o diagnóstico, que, se realizado de forma precoce, contribui muito com a qualidade de vida do paciente”, explica. “De modo geral, envolve a avaliação de uma equipe de profissionais especializada em TEA, ou seja, psicólogos, psiquiatras e neuropediatras, e inclui a observação do comportamento infantil, entrevistas com os pais e cuidadores, e testes específicos para avaliar habilidades sociais, comunicação e padrões de comportamento característicos da síndrome”, completa. 

O tratamento envolve terapias comportamentais e educacionais, que têm o objetivo de desenvolver habilidades sociais, de comunicação e comportamentos adequados. Também podem exigir o uso de alguns medicamentos. “O fundamental é que o tratamento seja individualizado e leve em consideração as necessidades de cada paciente diagnosticado com a síndrome”, destaca. 

O médico destaca que a medicina tem apresentado diversos avanços e abordagens cada vez mais eficazes para tratar pacientes com autismo leve e outros transtornos do TEA. O que representa esperança para quem convive com o diagnóstico. Dentre os avanços, ele destaca o uso da tecnologia. “Atualmente, há aplicativos de comunicação e dispositivos de apoio que podem ser úteis para melhorar a comunicação e a autonomia dos pacientes. Outro ponto importante que constitui um avanço significativo são os programas educacionais existentes em diversas instituições que têm equipe especializada e capacitada para ajudar as pessoas com o transtorno a se desenvolver e alcançar um bom potencial acadêmico e profissional”, ressalta.

 

Dicas para estimular bons avanços

Além do acompanhamento especializado o paciente com TEA necessita do apoio familiar; a família, por sua vez, precisa ter suporte e orientação para entender e lidar com os desafios que o TEA apresenta. Por isso, o especialista sugere algumas dicas que podem ajudar no convívio diário: 

1 – Apoio profissional: procurar um profissional especializado em autismo para a orientação, acompanhamento e suporte;

2 – Comunicação clara: use linguagem simples e direta ao se comunicar, evitando ambiguidades e metáforas;

3 – Crie rotina: estabelecer uma rotina previsível e estruturada, contribui para reduzir a ansiedade e o estresse;

4 – Habilidades sociais: estimule e pratique habilidades sociais específicas, como manter o contato visual e entender as expressões faciais;

5 – Evite estímulos excessivos: ambientes barulhentos, luminosos ou agitados podem causar uma sobrecarga sensorial; por isso, é importante evitar;

6 – Respeite os limites pessoais: tanto os seus, quanto os dos outros, para que o convívio seja o menos estressante possível;

7 – Desenvolva interesse específicos: explorar e desenvolver atividades artísticas, assuntos específicos e esporte, por exemplo, pode ser uma fonte de prazer, conforto e realização;

8 – Pratique o autocuidado: estimule a dedicação para atividades que promovam o bem-estar físico e emocional;

9 – Estabeleça metas realistas: defina pequenas metas alcançáveis e celebre cada conquista, por menores que sejam;

10 – Seja paciente: lembre-se de que é normal enfrentar desafios e que está tudo bem em buscar ajuda quando necessário. 

Ao colocar em práticas essas dicas simples e rotineiras, o convívio se torna mais leve e os progressos se tornam mais eficientes.

 

Vera Cruz Hospital


17 de abril - Dia Mundial da Hemofilia

 

Veja mitos e verdades dessa doença que acomete a coagulação sanguínea


Manchas roxas pelo corpo, sangramentos sem traumas e ferimentos que demoram para cicatrizar podem sinalizar a condição; Brasil é o quarto país com maior população de pessoas com hemofilia do mundo


Para a maioria das pessoas é comum sangrar após algum tipo de lesão, mas o próprio organismo entra em ação e acaba por estancar este sangramento por meio do sistema de coagulação sanguínea. Para os cerca de 13 mil brasileiros com hemofilia, porém, este processo não acontece, o sangramento não cessa, ocasionando hemorragias que acometem diferentes órgãos e resultam em dores e, em casos graves, no comprometimento da mobilidade. 

17 de abril é o Dia Mundial da Hemofilia, distúrbio genético hereditário que pode se manifestar em um a cada 10 mil nascimentos. O Brasil possui a 4ª maior população mundial de hemofilia, sendo que 36,1% dos pacientes têm a forma mais grave desta enfermidade, segundo a World Federation of Hemophilia (Federação Mundial de Hemofilia). 

Embora não tenha cura e precise de acompanhamento contínuo, a hemofilia pode ser controlada por tratamentos que são disponibilizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Para esclarecer a população sobre essa doença, a Dra. Priscilla Mattar, vice-presidente da área médica da Novo Nordisk, empresa líder global em saúde, elencou alguns mitos e verdades sobre a hemofilia.
 

A hemofilia é exclusivamente um distúrbio de origem genética. Mito.

Há dois tipos de hemofilia: a congênita e a adquirida. A congênita é causada por uma alteração genética ligada ao cromossomo X e transmitida pela mulher aos filhos homens. A hemofilia A representa 80% dos casos e ocorre devido à baixa atividade do fator VIII de coagulação sanguínea. Já a hemofilia B está relacionada ao fator IX de coagulação. Dependendo das quantidades de fatores VIII e IX, a doença pode ser classificada como leve, grave ou moderada. 

A hemofilia adquirida não é uma condição genética, mas uma doença autoimune que pode aparecer na vida de um indivíduo em qualquer idade, com maior frequência em idosos e mulheres na gestação e até um ano após o parto. Não é possível identificar uma causa na maioria dos casos, mas acredita-se que algumas enfermidades pré-existentes podem estar associadas a esse tipo de hemofilia, como doenças autoimunes, cânceres, doenças de pele, além do uso de medicações, a gestação e o pós-parto. 

Estima-se que menos de 15% dos casos da hemofilia adquirida sejam diagnosticados e tratados. Sua incidência é de 1,5 a 6 casos a cada 1 milhão de habitantes. “A hemofilia adquirida é uma condição que aparece em algum momento na vida de uma pessoa que não tem antecedente ou histórico de sangramento. Normalmente, a doença se manifesta de forma lenta e gradual, então a pessoa demora para procurar atendimento médico”, alerta a vice-presidente da área médica da Novo Nordisk.
 

Manchas roxas na pele podem ser sintomas de hemofilia. Verdade.

O aparecimento de manchas roxas (equimoses) e avermelhadas (petéquias) sem motivo aparente é um dos sintomas da hemofilia, mas os sinais característicos da doença são os sangramentos que acometem principalmente as articulações. Nestes casos, nota-se inchaços nas articulações (tornozelos, joelhos e cotovelos), aumento de temperatura, dor e restrição de mobilidade. Pacientes com hemofilia também costumam apresentar feridas que demoram para cicatrizar e episódios de sangramento no nariz, gengiva, trato digestivo e urinário.
 

O diagnóstico da hemofilia é apenas clínico. Mito.

Primeiramente o paciente passa pela análise clínica realizada pelo médico que solicita exames laboratoriais para a confirmação da doença. Esses exames fazem a dosagem do nível dos fatores de coagulação sanguínea (VII e IX).
 

A hemofilia não tem cura. Verdade.

Embora a doença não tenha cura, ela pode ser controlada. A terapêutica da hemofilia está basicamente fundamentada na administração (infusão endovenosa) de concentrados de fatores deficientes (VIII ou IX) por meio de estratégias de prevenção (profilaxia) ou em resposta aos episódios hemorrágicos. Hoje, uma pessoa com hemofilia pode ter uma vida normal e exercer seu papel na sociedade. Inclusive, o tratamento está disponível em todos os Centros de Tratamento de Hemofilia do Brasil, gratuitamente.
“Vale ressaltar que quanto mais precoce o início do tratamento, menores serão as sequelas para o paciente. Por isso, é importante procurar ajuda médica para que a doença seja devidamente diagnosticada, tratada e acompanhada ao longo da vida do paciente”, destaca a Dra. Priscilla Mattar.
 

Pacientes com hemofilia não podem praticar atividade física. Mito.

Com o tratamento adequado em dia e acompanhamento médico, quem tem hemofilia pode e deve praticar exercícios físicos leves. Pessoas com hemofilia têm necessidades específicas de exercícios e precisam fortalecer seus músculos e articulações de uma forma direcionada, para diminuir o risco de danos nas articulações e reduzir o risco de sangramento. Além disso, a prática regular de uma atividade física também influencia no bem-estar emocional, resultando em impactos positivos na saúde mental e controle da ansiedade. Antes de iniciar algum exercício, consulte-se com o médico. 

Visando auxiliar os pacientes com hemofilia congênita a praticarem exercícios físicos de forma segura, a Novo Nordisk lançou, em 2021, o aplicativo HaemActive. O aplicativo é gratuito, foi desenvolvido por fisioterapeutas e médicos especializados, e permite que o paciente realize atividade física em qualquer horário e local, sem a necessidade de ir a uma academia, com exercícios para que crianças e adultos possam fortalecer e alongar os músculos e melhorar o equilíbrio. O aplicativo também pode ser usado como planejador de treinos, permitindo montar uma rotina própria de exercícios pessoais e gravar vídeos.
 

É possível ter qualidade de vida após o diagnóstico da hemofilia. Verdade.

Quando falamos de uma condição crônica e rara, pode-se ter a falsa impressão de que ela é um fator limitante que impede o paciente de ter uma vida ativa; logo, é preciso atuar em diversas esferas para conscientizar as pessoas de que é possível conviver bem com a doença. 

“É fundamental ver o paciente e, que ele também se veja, além da hemofilia. Por meio de tratamento adequado e acompanhamento regular, a qualidade de vida do paciente aumenta consideravelmente, permitindo que realize seus sonhos e tenha uma vida ativa, inclusive praticando esportes”, comenta a Dra. Priscilla Mattar.
 

Campanha Sinais Raros

A jornada do paciente, desde identificar os sintomas até encontrar o diagnóstico, é de extrema importância e fará toda a diferença durante o processo de tratamento. Por isso as campanhas são tão importantes, pois ajudam a difundir o assunto e conscientizar a população sobre as doenças – sintomas, causas e tratamentos -, o que é fundamental para amenizar o sofrimento prolongado pela falta ou pela dificuldade de diagnóstico. A Novo Nordisk, empenhada em impulsionar mudanças para derrotar doenças crônicas graves, promove campanhas em prol de levar informação para a população e promover o debate saudável. 

A campanha “Sinais Raros”, promovida pela Novo Nordisk, tem como objetivo educar e conscientizar sobre os distúrbios hemorrágicos raros e seus sintomas de maneira didática. No site da campanha é possível encontrar informações sobre as diferentes patologias e realizar uma avaliação inicial. 

Além dos pontos positivos já mencionados sobre as campanhas, a vice-presidente da área médica da Novo Nordisk também ressalta que promover a conscientização e disseminar informações aproxima os pacientes que possuem a mesma condição. “As doenças raras podem fazer com que as pessoas que as têm se sintam muito solitárias e invisíveis durante a jornada de tratamento, e as campanhas trazem essa mensagem de que eles não estão sozinhos”. 



Novo Nordisk
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Preocupante projeção de aumento dos casos de câncer


Inspirada no Dia Mundial da Luta contra o Câncer, celebrado em 8 de abril, trago aqui dados preocupantes e reflexões necessárias sobre o assunto. Recentemente, houve uma publicação feita pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa em Câncer) trazendo uma projeção de aumento em 98,6% de mortes por câncer no Brasil em 2050. Este aumento se deve a inúmeros fatores como a transição epidemiológica em que vivemos. Com o avanço de antibióticos e vacinas, a redução de mortes por doenças infecto contagiosas está dando espaço para mortes por doenças crônicas. 

Atualmente, o aumento numérico da população, seu envelhecimento e industrialização são os vilões para estes achados. O aumento da idade gera dano celular através de alterações no DNA, a industrialização leva a poluição, e o sedentarismo, ingestão de alimentos processados, consumo de álcool, drogas e tabaco levam a um estilo de vida não saudável. Também tem a questão da obesidade e sobrepeso, presente em mais de 2 bilhões de pessoas no mundo, e que está relacionada ao aparecimento de, no mínimo, 13 tipos de câncer e, ao que tudo indica, quanto mais jovem e quanto maior o tempo de exposição ao excesso de peso, maior o risco. Os cânceres de intestino, vesícula, bexiga, mama após menopausa, além de câncer renal, útero e esôfago são os mais comuns. 

A poluição e uso de tabaco está relacionada a casos de câncer de pulmão (o mais frequente mundialmente). Também há estudos relacionando poluição com aumento de casos de câncer em crianças e adolescentes. As mudanças climáticas pioram a qualidade do ar, havendo intersecção entre clima e aumento dos casos de câncer. 

No entanto, atualmente, acredita-se que metade dos cânceres podem ser evitados. Existem ações que podem reduzir o risco de aparecimento de neoplasias e consecutivamente a mortalidade. São elas: realizar atividade física reduz em até 20% o aparecimento de alguns tipos de câncer como mama, endométrio, esôfago e pulmão. Uma alimentação rica em vegetais e pobre em açúcar, farinha branca e carne vermelha chegam a reduzir em 65% o risco de câncer de mama, além de reduzir o aparecimento de outros tipos. O rastreamento para câncer de colo de útero reduz 95% a mortalidade, da mesma forma que a vacinação contra papiloma vírus a reduz em 100%. Parar de fumar reduz em 62% a mortalidade por câncer de pulmão e tomografia de tórax para tabagistas de alto risco, para o desenvolvimento de câncer pulmonar, consegue reduzir em 20% a mortalidade pela detecção precoce e possibilidade de tratamento da neoplasia. 

A vacinação contra o vírus da Hepatite B reduz em 90% a mortalidade por hepatopatia crônica e câncer de fígado. A colonoscopia reduz a mortalidade por câncer de cólon quando indicada como rastreamento em indivíduos assintomáticos em 10% se comparada aos indivíduos que não se submetem ao exame. Com base nestes dados, há muito o que se fazer para impedir este aumento. Instituições governamentais, escolas, sociedade e profissionais da saúde terão mais um desafio a ser enfrentado. 

Temos dados, agora nos resta agir em todas as esferas, aprovando leis de proteção ambiental, taxando e regulamentando produtos e alimentos nocivos, capacitando profissionais em escolas e agentes comunitários para disseminarem práticas de mudança do estilo de vida, aumentando o acesso da população a uma alimentação saudável diminuindo os custos de vegetais e frutas. Incentivar espaços para prática de atividade física e orientação em postos de trabalho. Oferecer tratamento para tabagismo, álcool e drogas e capacitar médicos para a abordagem correta dos casos. 

Quanto a sociedade, cabe a nós termos papel ativos nestas mudanças, começando por nós mesmos. Agora pergunto a você: O que você tem feito para reduzir seus riscos de adoecimento? Você tem feito boa alimentação, cuidado de seu peso, feito atividade física, evitado excessos? Seu acompanhamento médico e exames de rotina estão em dia? Vamos começar?

 

Dra. Danielli Haddad - Embaixadora Inspirali na área de Medicina Preventiva e Qualidade de Vida


Nova estratégia de combate ao HPV depende de orientação médica

Em uma decisão emblemática e potencialmente transformadora para a saúde pública, o Brasil adotou a administração de dose única da vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV), marcando um novo capítulo na luta contra um dos principais causadores do câncer de colo do útero.

Esta mudança, baseada em evidências científicas emergentes, promete não apenas simplificar o esquema de vacinação, mas também aumentar sua eficácia em termos de cobertura e proteção populacional. No entanto, para que essa estratégia atinja seu potencial máximo, enfrenta-se o desafio de superar a hesitação e a falta de recomendação por parte de profissionais da saúde, um obstáculo não menos significativo na jornada para erradicar a infecção por HPV.

O HPV é responsável por uma série de doenças genitais, incluindo o câncer de colo do útero, o terceiro mais comum entre mulheres globalmente. No Brasil, apesar de avanços significativos no rastreamento e prevenção, as taxas de incidência e mortalidade ainda são preocupantes. A vacinação surge como a ferramenta mais eficaz para prevenir a infecção por HPV e, consequentemente, reduzir a carga do câncer de colo do útero. Estudos mostram que a vacina tem elevada eficácia na prevenção de infecções persistentes e lesões pré-cancerosas associadas aos tipos de HPV mais comuns.

A decisão de transição para a dose única reflete uma adaptação às evidências que sugerem uma proteção robusta e duradoura com uma única dose da vacina. Esse esquema simplificado tem o potencial de aumentar significativamente as taxas de vacinação, especialmente em comunidades com difícil acesso aos serviços de saúde ou onde a conclusão do esquema de múltiplas doses é baixa. Além disso, a economia de recursos pode permitir a realocação de fundos para outras áreas críticas da saúde pública.

Apesar dos benefícios claros da vacinação contra o HPV, muitos médicos ainda hesitam em recomendá-la, seja por falta de informação atualizada ou por crenças pessoais. Esta hesitação contribui para a baixa taxa de vacinação e perpetua o ciclo de infecção e doença. É imperativo que os profissionais de saúde estejam equipados com informações científicas atualizadas e baseadas em evidências para que possam orientar corretamente seus pacientes.

Para mudar o cenário atual, é essencial que os conselhos federais de medicina e enfermagem desempenhem um papel proativo. Isso inclui a promoção de campanhas de educação continuada para profissionais de saúde, a implementação de diretrizes claras sobre a vacinação contra o HPV e a responsabilização daqueles que, sem justificativa baseada em evidências, deixam de recomendar a vacina. Afinal, a saúde pública é uma responsabilidade coletiva e os profissionais da saúde têm um importante papel na prevenção de doenças e na promoção da saúde da população.

Para avançar, é necessário um esforço coordenado que envolva o governo, o setor de saúde, as escolas e a sociedade como um todo. A vacinação contra o HPV deve ser vista não apenas como uma medida preventiva individual, mas como parte de uma estratégia de saúde pública para combater o câncer de colo do útero.

A simplificação do esquema vacinal para uma dose única é um passo significativo nessa direção, mas seu sucesso depende da superação da hesitação vacinal, do fortalecimento da recomendação médica e do compromisso contínuo com a educação e a conscientização.

O Brasil está diante de uma oportunidade sem precedentes para liderar o caminho na eliminação do câncer de colo do útero como um problema de saúde pública. Ao abraçar essa mudança e trabalhar para superar os obstáculos à vacinação contra o HPV, o país pode alcançar uma vitória significativa para a saúde de suas cidadãs.

 

Alessandro Castanha da Silva - biólogo, especialista em Microbiologia Clínica e professor dos cursos da Área da Saúde do Centro Universitário Internacional Uninter

 

BOLETIM DAS RODOVIAS


Tráfego congestionado no Corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto na chegada à capital

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta sexta-feira (12). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Tráfego normal, sem congestionamentos.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330) apresenta tráfego normal nos dois sentidos. Já a Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), apresenta congestionamento do km 15 ao km 13+360 no sentido capital, para o sentido interior, tráfego normal. 

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270) apresenta tráfego normal nos dois sentidos. Na Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido interior, o tráfego está lento do km 21 ao km 23, sentido capital, o tráfego é normal.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto (SP-070) apresenta congestionamento do km 25 ao km 15  no sentido capital. Para quem segue para o interior, o tráfego é normal. 

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamentos.


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