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quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Relatório assinado por mais de 200 cientistas alerta sobre os pontos de não retorno do sistema climático

 

O documento destaca que é urgente a eliminação do uso
de combustíveis fósseis e a adoção de soluções capazes
de zerar o balanço de carbono de origem antrópica
para o futuro de bilhões de pessoas
(
imagem: reprodução)

Documento, coordenado pela Universidade de Exeter, no Reino Unido, em parceria com o Bezos Earth Fund, está sendo apresentado à 28ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas, a COP28. E pede medidas urgentes para reverter a “trajetória desastrosa” seguida pela humanidade

 

 Um relatório científico internacional sobre os “pontos de não retorno” do sistema climático está sendo apresentado à 28ª Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, a COP28, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O Global Tipping Points Report (Relatório Global sobre Pontos de Não Retorno) foi produzido por uma equipe internacional de mais de 200 pesquisadores, coordenada pela University of Exeter, no Reino Unido, em parceria com o Bezos Earth Fund. Entre os signatários está o pesquisador Cristiano Mazur Chiessi, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP).

O relatório é a avaliação mais abrangente sobre o tema já realizada e alerta sobre a “trajetória desastrosa” seguida atualmente pela humanidade. O documento destaca que a urgente eliminação do uso de combustíveis fósseis e a correspondente adoção de soluções capazes de zerar o balanço de carbono de origem antrópica são cruciais para o futuro de bilhões de pessoas.

“Os pontos de não retorno no sistema terrestre representam ameaças de uma magnitude nunca enfrentada pela humanidade”, diz o professor Tim Lenton, diretor do Global Systems Institute (GSI) da University of Exeter e coordenador do relatório. “Podem desencadear efeitos dominó devastadores, incluindo a perda de ecossistemas inteiros e da capacidade de cultivo de culturas básicas, com impactos sociais que incluem deslocamentos em massa, instabilidade política e colapso financeiro”, continua.


Transformações qualitativas

“Pontos de não retorno”, ou limiares críticos do sistema climático, ocorrem quando as mudanças se tornam autossustentáveis, levando a transformações qualitativas em seu modo de funcionamento.

Um exemplo é o processo de degradação da Floresta Amazônica. O bioma responde à degradação com a regeneração, mas a degradação pode atingir um tal patamar que, se não for urgentemente interrompida, a floresta tende a chegar, em pouco tempo, a um ponto no qual já não consiga mais se regenerar e manter suas feições próprias. A partir desse limiar crítico, em vez de ser predominantemente uma armazenadora de carbono, a floresta se transformaria em emissora, intensificando o aquecimento global.

Conforme o relatório, “a existência de limiares críticos e a iminência do atingimento de alguns deles concedem a este tema a mais alta importância”.

Com base em uma avaliação de 26 pontos de não retorno negativos, o relatório conclui que “continuar do jeito que está não é mais possível”, com mudanças rápidas na natureza e nas sociedades já acontecendo e outras ainda mais intensas a caminho. Com o aquecimento global na iminência de ultrapassar o patamar crítico de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais, pelo menos cinco pontos de não retorno do sistema terrestre podem vir a ocorrer, incluindo o colapso dos grandes mantos de gelo do planeta.


Circulações oceânica e atmosférica

Chiessi é o coautor dos capítulos 1.4 “Tipping points in ocean and atmosphere circulations” (Pontos de não retorno nas circulações oceânica e atmosférica) e 1.5 “Climate tipping point interactions and cascades” (Interações e efeitos cascata dos pontos de não retorno climáticos). Esses capítulos apresentam intrínseca relação com seu projeto de pesquisa “Perspectivas pretéritas sobre limiares críticos do sistema climático: a Floresta Amazônica e a célula de revolvimento meridional do Atlântico”, apoiado pela FAPESP.

“A Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico é de especial interesse, pois leva águas superficiais quentes do Atlântico Sul para o Atlântico Norte e traz da porção setentrional para a porção meridional águas profundas e frias. O monitoramento dessa circulação mostra que ela está enfraquecendo e pode ultrapassar seu limiar crítico em um futuro relativamente próximo. Se isso acontecer, uma série de consequências negativas são esperadas, como a diminuição das chuvas sobre o norte da Amazônia e a redução da capacidade de o oceano Austral capturar CO2 da atmosfera”, afirma Chiessi.

Um subtema muito importante tratado pelo pesquisador é o dos efeitos cascata entre diferentes compartimentos do sistema climático que possuem limiares críticos. O efeito cascata ocorre quando um compartimento do sistema que ultrapassou seu ponto de não retorno desestabiliza outro compartimento, que, em consequência, também ultrapassa seu limiar crítico.

“O derretimento das geleiras da Groenlândia, por exemplo, deve causar um substancial enfraquecimento da Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico, que, por sua vez, forçará o colapso das florestas tropicais localizadas no norte da América do Sul, da África Equatorial e da Oceania, além do sul da Península Asiática. As reconstituições do clima do passado geológico, que nosso grupo de pesquisa tem realizado, nos mostram claramente que o efeito cascata é uma ocorrência comum e altamente preocupante”, informa Chiessi.


Recomendações

O relatório apresenta seis recomendações-chave: interromper a utilização de combustíveis fósseis e as emissões provenientes de mudanças no uso do solo muito antes de 2050; fortalecer os mecanismos de adaptação e de governança de perdas e danos, reconhecendo as desigualdades existentes entre e dentro das nações; incluir pontos de não retorno no Inventário Climático Global e nas Contribuições Nacionalmente Determinadas; coordenar os esforços políticos para promover pontos de não retorno positivos; convocar uma reunião de cúpula global urgente sobre pontos de não retorno; e aprofundar o conhecimento dos pontos de não retorno.

A equipe de pesquisa apoia convocatórias para um evento especial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas, sobre pontos de não retorno. “O relatório é resultado de um grande esforço de mais de 200 cientistas dedicados ao tema. Ele faz um alerta urgente aos governos e também chama todos os cidadãos e cidadãs para diminuir as emissões de gases do efeito estufa e evitar que limiares críticos negativos sejam atingidos”, resume Chiessi.

O relatório pode ser acessado na íntegra em https://global-tipping-points.org/.


José Tadeu Arantes
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/relatorio-assinado-por-mais-de-200-cientistas-alerta-sobre-os-pontos-de-nao-retorno-do-sistema-climatico/50391


Inovações além dos veículos elétricos: 2024 chega com inteligência artificial e novidades em carros autônomos

Créditos: Envato
Seguindo as principais tendências e transformações ao redor do mundo, mercado automotivo terá novidades no próximo ano

 

Após um 2022 marcado por um aumento significativo na produção de veículos e uma retração nas vendas, o setor automotivo projeta o restante do ano de 2023 com otimismo. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículo (Fenabrave) apontam que o segmento segue em alta com um crescimento de 12,35% sobre os primeiros 11 meses de 2022. O setor espera encerrar o ano com resultados positivos. 

De acordo com o vice-presidente da Fenabrave e diretor-executivo da Ford Slaviero, Luís Antônio Sebben, o setor automotivo sempre esteve na vanguarda da inovação e da mudança, adaptando-se constantemente para atender à evolução das necessidades dos consumidores e aos avanços tecnológicos. “Ao olharmos para o ano de 2024, espera-se que diversas tendências e desenvolvimentos moldem o cenário do setor. Desde o surgimento dos veículos elétricos até as mudanças nas preferências dos consumidores e as considerações ambientais, o setor está pronto para um crescimento transformador.”

Carros elétricos ou autônomos, novas tecnologias como inteligência artificial, questões ambientais e preferências dos consumidores são alguns dos temas em destaque no setor automotivo em 2024. Confira:


Aumento de veículos elétricos

A quantidade de carros elétricos no Brasil aumentou quatro vezes mais do que no ano passado, segundo uma pesquisa da NeoCharge, empresa especializada em infraestrutura para veículos elétricos sustentáveis, que utilizou dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). A Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) afirma que o interesse pelo processo de eletrificação está crescendo, com quase o dobro de vendas de veículos desse tipo em 2022, totalizando 126 mil unidades movidas a energia elétrica vendidas no último ano. “Com o rápido crescimento, estima-se que em 2024 os carros elétricos continuem com uma trajetória ascendente, impulsionada pela redução dos custos das baterias, pela melhoria da infraestrutura de recarga e pelas políticas governamentais de apoio. Os principais fabricantes de automóveis estão investindo muito em tecnologia para os elétricos, com o objetivo de oferecer uma gama mais ampla de modelos para atender às diversas necessidades dos consumidores”, explica Sebben.

A previsão é que em 10 anos os automóveis elétricos se tornem mais acessíveis, representando um em cada quatro carros vendidos. Além disso, já existem os carros híbridos, que possuem um motor elétrico e um de combustão interna, utilizando  gasolina comum. Nestes modelos, o motor elétrico reduz o trabalho do motor de combustão normal, economizando gasolina e também a emissão de partículas e poluentes.


Carros autônomos

Uma das inovações que as montadoras já começaram a colocar em prática é o lançamento de carros com “direção automática”, ou seja, capazes de dirigir por conta própria. Embora ainda não existam no mercado carros totalmente autônomos, diversas montadoras estão testando essa tecnologia. “Ainda que esses modelos não estejam à venda em 2024, podemos esperar mais avanços na tecnologia de direção autônoma. As empresas estão investindo em pesquisa e desenvolvimento para aprimorar os recursos de segurança, melhorar a comunicação veículo a veículo e superar os obstáculos regulatórios”, conta o diretor da Ford Slaviero. Ele ainda comenta que os possíveis benefícios dos veículos autônomos, como maior segurança nas estradas e maior eficiência, estão impulsionando o foco do setor nessa direção. Os carros autônomos funcionarão controlados por um computador que recebe dados de sensores, podendo detectar objetos a uma grande distância. A vantagem é que são considerados mais seguros do que os dirigidos por pessoas.


Tecnologia e conectividade

Atualmente, possuir um carro vai muito além de ter um meio de transporte confortável. Na era da “internet das Coisas”, os carros estão cada vez mais conectados. Por essa razão, a tecnologia é uma das maiores tendências do mercado automotivo. Para o vice-presidente da Fenabrave, a conectividade desempenha um papel crucial no aprimoramento do desempenho, da segurança e da conveniência dos veículos. “A inteligência artificial (IA) e o aprendizado de máquina (ML) estão revolucionando vários setores. Em 2024, podemos esperar uma maior integração dessas tecnologias nos veículos, permitindo sistemas avançados de assistência ao motorista, manutenção preditiva e experiências de usuário personalizadas. Os assistentes de voz e os sistemas de infoentretenimento alimentados por IA proporcionarão uma experiência de direção perfeita e intuitiva.”


Meio ambiente e os veículos ecológicos

À medida que as preocupações com o meio ambiente continuam a crescer, os fabricantes de automóveis estão se concentrando cada vez mais em práticas de fabricação sustentáveis. Luís Antônio Sebben afirma que, em 2024, veremos mais iniciativas para reduzir a pegada de carbono da produção automotiva. Isso inclui a adoção de fontes de energia renováveis, sistemas eficientes de gerenciamento de resíduos e o uso de materiais reciclados. Ao implementar práticas de fabricação sustentáveis, o setor visa minimizar seu impacto ambiental e criar um futuro mais sustentável.

Nesse sentido, o mercado está caminhando em direção a um futuro mais verde, impulsionando a demanda por veículos ecológicos. “No próximo ano, teremos uma variedade maior de veículos ecológicos no mercado, incluindo carros híbridos e movidos a hidrogênio. Esses veículos oferecem emissões reduzidas e maior eficiência de combustível, atraindo consumidores preocupados com o meio ambiente”, finaliza.


Preferência dos consumidores: personalização e customização

Atualmente, os consumidores buscam experiências únicas e personalizadas, e esse desejo se estende ao setor automotivo. Em 2024, os fabricantes de automóveis continuarão a se concentrar nas tendências de personalização e customização. De opções de design da parte interna a recursos avançados de conectividade, os fabricantes oferecem uma gama de opções para atender às preferências individuais. Além disso, a integração de tecnologias inteligentes permite configurações personalizadas e conectividade com outros dispositivos, aprimorando a experiência geral de dirigir.

 

Ford Slaviero
fordslaviero.com.br


Eficiência operacional para startups

2023 ainda não terminou, mas deixará muitas lições aprendidas para o mercado brasileiro em especial. Herança de 2022, o tema eficiência esteve em pauta nas principais apresentações e propostas de valor das companhias no Brasil internacionalmente. A ressignificação de múltiplos de valuation, a alta de juros norte americana, instabilidade politica mundo a fora no pós pandemia tracionaram o mercado a ter uma nova leitura de o que considerar Growth / Lucro futuro. 

Lá em Janeiro, a NRF A National Retail Federation,  a maior associação de comércio varejista do mundo,  já trazia um tema que se ampliaria em eventos menores ao longo do ano. “Fazer o básico bem feito” ou “Fazer mais com menos”, crescer com responsabilidade, o cashburn ( indicador que aponta quanto capital é consumido em um período, descontando a receita da startup) super aceitável por anos se tornou, como num passe de magica, a não ter mais sentido. 

Meses a fio presenciei discussões sobre eficiência que trouxeram  alguns insights importantes. Por exemplo, Eficiência não é um Milestone, que ao ser conquistado deve-se comemorar, mas sim uma estrada sem fim, numa direção muitas vezes dúbias, com retornos, bifurcações e paradas obrigatórias para calibragem. 

Outro aprendizado importante é quem não sabe lidar com o erro não inova. Quem nunca ouviu “Só não erra quem não tenta” na prática mais importante que errar, ajustar rápido a rota, tem sido aprender com o erro e, acima de tudo, lidar bem com ele. As equipes se sentem mais fortes quando sabem que estão juntas no sucesso e no erro. Como você trata alguém do seu time que arriscou e errou? – com a licença poética de se monitorar e ter clareza do objetivo por trás desta ação. Eu não falhei. Apenas descobri 10 mil maneiras que não funcionam. Thomas Edison”. 

Colaboração é um dos pontos que mais deve ser reforçado  na cultura de qualquer empresa.  Ser eficiente é fazer mais com menos, ou fazer melhor com os mesmos recursos, as chances de acerto se tornam mais prováveis quando mais pessoas pensam e colaboram juntas, com visões diversas e complementares, com a mesma agenda. Já vi alguns gestores dividindo equipe e promovendo conflitos em discussões como “Quem nasceu primeiro, o ovo ou o dinossauro?” (Sim, aposentaram a galinha neste exemplo...). 

Na prática, sabemos que a  eficiência operacional é um fator crítico para o sucesso de qualquer empresa, incluindo startups. Não só o sucesso, mas a própria sobrevivência da empresa no mercado, na medida em que ela se refere à capacidade de uma organização utilizar seus recursos de maneira eficaz para alcançar seus objetivos. 

A conclusão é que a eficiência está muito ligada a um processo continuo de melhoria, boa gestão de riscos, erros e unidade, com  colaboração numa mesma agenda, é no que acreditamos por aqui. 

 

Luiz Fernando Dias Guedes - possui MBA em gestão estratégica de comércio eletrônico e especialização em mobile marketing pela Fundação Getúlio Vargas, é sócio Fundador e COO da CRM&BONUS, maior empresa de bonificação e cashback do mundo, investida pelo Softbank e Riverwood avaliada em 2021 em R$1 BI.

 

Nesta semana, o Nube oferece 9.864 vagas em diversas regiões do Brasil

O estágio é um grande diferencial no mercado para quem está iniciando a carreira


Segundo uma pesquisa do Nube - Estagiários e Aprendizes, com cerca de 16 mil respondentes, 83% sacrificariam alguma área da vida em prol de ter mais oportunidades na carreira. Esse número é alarmante. Porém, também é entendível quando o cenário do Brasil é analisado. Afinal, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em agosto, os índices de desocupação entre os jovens, de 18 a 24 anos, alcançaram 30,3%. 

 

Mediante essa realidade, o estágio é uma oportunidade para abrir portas e já incluir o estudante diretamente no mercado de trabalho. Consoante a Seme Arone Jr., presidente do Nube, basta dois requisitos principais para pleitear vagas nesta modalidade. “É preciso ter mais de 16 anos e estar regularmente matriculado em uma instituição de ensino, seja do nível médio, técnico, superior ou dos anos finais da educação de jovens e adultos, EJA”. Logo, quem faz pós-graduação, mestrado, doutorado ou MBA (Master Business Administration) também está apto. 

 

Em geral, quem se torna estagiário tem mais chances de conseguir a carteira assinada e garantir um futuro estável para si mesmo. Conforme pesquisas da Abres (Associação Brasileira de Estágios), dos 900 mil estagiários no Brasil, cerca de 40% a 60% deles superam as expectativas de seus gestores e se tornam parte do quadro fixo da empresa. Nesse cenário, o Nube é um grande aliado, pois divulga diariamente milhares de vagas por todo o Brasil. 

 

O Nube disponibiliza 9.864 vagas de estágio nesta semana

 

Com o objetivo de agregar ainda mais valor ao mercado, com grandes talentos, iniciantes na carreira, o Nube oferece, nesta semana, possibilidades de estágio para estudantes do ensino médio, técnico e superior. Dentre os cursos demandados, encontram-se: Administração, Arquitetura, Comércio Exterior, Gastronomia, Jornalismo, Moda, Odontologia, Psicologia, Turismo, entre outros. As bolsas auxílio oferecidas variam de R$ 1.200,00 a R$ 2.324,00.

 

Para explorar todas as vantagens da plataforma de forma totalmente gratuita, basta o interessado acessar o site e se cadastrar, registrando o seu currículo. Confira algumas das chances em destaque disponíveis:

 

Curso | Bolsa-Auxílio | Código OE

 

Administração  |  R$ 2.324,00  |  280636

Arquitetura  |  R$ 1.200,00  |  279948

Comércio Exterior |  R$ 1.900,00  |  280405

Design  |  R$ 1.800,00  |  277055

Educação Física |  R$ 1.500,00  |  280079

Engenharia Civil  |  R$ 2.800,00  |  279883

Farmácia  |  R$ 1.500,00  |  280508

Gastronomia  |  R$ 1.500,00  |  280138

Jornalismo  |  R$ 1.575,00  |  210854

Moda  |  R$ 1.400,00  |  280280

Odontologia  |  R$ 1.400,00  |  252716

Psicologia  |  R$ 1.500,00  |  279310

Turismo  |  R$ 1.450,00  |  279377

Quem tiver interesse em alguma das oportunidades, deve entrar em contato pelo número (11) 3514-9300 e mencionar o código OE. Outra opção é realizar a busca no painel de vagas do Nube ou baixar o aplicativo Nube Vagas disponível na Apple Store e Play Store.


Acelerar soluções de saneamento no Brasil é um dos grandes desafios para 2024


Setor está otimista com cenário favorável a novos investimentos, diz o executivo Francisco Carlos Colnaghi 


Os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), de 2021, apontam que 84% dos brasileiros têm cobertura de água e apenas 56% estão ligados à rede de esgoto. Isso representa que 33 milhões de pessoas vivem sem acesso à água tratada e 93 milhões ainda não têm acesso à coleta de esgoto. Dentre as principais consequências desse quadro estão as centenas de hospitalizações por doenças, além de reflexos econômicos, educacionais e sociais negativos. 

Como muitos problemas no Brasil, a questão não está na legislação, mas nas dificuldades de colocar em prática o que está no papel. A Lei 14.026, de 2020, estabeleceu o Novo Marco Legal do Saneamento, com o objetivo principal de aumentar investimentos através de universalizar os serviços até 2033 por meio de concessões ou Parceria Público-Privada (PPP) com prestadores regionais, garantindo que 99% da população do país tenha acesso à água potável e 90% ao tratamento e à coleta de esgoto. 

Desde que o marco entrou em vigor, ocorreram processos licitatórios significativos no país - com destaque para os projetos de concessão dos serviços de saneamento nos seguintes estados: Amapá, Rio de Janeiro, Ceará e Alagoas. Somados, os projetos já em curso preveem investimentos de quase R$ 68 bilhões, com cobertura para mais de 31 milhões de pessoas.

 

PAC 2023 

Lançado em agosto deste ano, o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê R$ 34 bilhões nos próximos três anos para melhorias em sistemas de água e esgoto, incluindo iniciativas de conservação e educação ambiental, além de obras, o que anima o setor. “É urgente que haja uma composição entre os setores público e privado para atrair mais investimentos e fazer deslanchar de vez esse desafio que está no dia a dia da vida dos brasileiros”, ressalta Francisco Carlos Colnaghi, vice-presidente do Conselho de Administração da Asperbras Brasil e diretor-geral da Asperbras Tubos e Conexões e Asperbras Rotomoldagem, que reúne empresas do setor agropecuário, alimentação e infraestrutura. “Temos que lidar com o fato de que há realidades diferentes nas diversas regiões do país e priorizar ações em estados onde essa carência causa inúmeros problemas básicos, como de saúde e de educação”, complementa Colnaghi.   

 

Desenvolvimento sustentável 

O debate sobre as diferentes realidades regionais e suas necessidades peculiares também foi tema da edição deste ano da Feira Nacional de Saneamento (Fenasan), maior evento do gênero na América Latina, realizada em São Paulo: “Saneamento Ambiental na Globalização do Desenvolvimento Sustentável”. Diversos palestrantes lembraram enfaticamente que o saneamento básico não inclui somente o abastecimento de água potável e esgoto sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais, mas também limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, como define a Lei 11.445, que estabeleceu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. 

Um terço dos municípios ainda mantém lixões a céu aberto. Ainda há cerca de 3 mil unidades assim no país. O primeiro prazo para erradicá-los terminou em 2014. O Marco Legal do Saneamento Básico, de 2020, prorrogou esse prazo nas capitais e regiões metropolitanas para 2021, em cidades com menos de 50 mil moradores, para 2024. “Tal cenário representa condições muito ruins de vida para a população, comprometendo o futuro do País”, reforça Francisco Carlos Colnaghi. 

Garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos é a 6ª meta dentre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Se o Brasil não acelerar os investimentos nessa área, será mais uma meta não cumprida dentre várias que não saem do papel”, alerta Francisco Carlos Colnaghi, lembrando que um dos pontos do objetivo é melhorar a qualidade de água nos corpos hídricos, reduzindo a poluição, eliminando rejeitos e minimizando o lançamento de substâncias perigosas. “Devemos começar do começo: sem água, não há qualquer forma de vida na Terra, então não há outro caminho a não ser arregaçar as mangas e trabalhar para cuidar desse recurso básico e essencial, de todas as maneiras possíveis, urgentemente, de modo a possibilitar uma vida mais digna para as pessoas” conclui Colnaghi.

 

Entenda os desafios jurídicos na interface entre a Lei Maria da Penha e o divórcio

Proposta de implementação de Juizados Especiais de Violência em Fóruns brasileiros tem o objetivo de facilitar o acesso à Justiça de mulheres vítimas de violência doméstica 

 

A advogada Brenda Melo, do renomado escritório de advocacia Melo & Barbieri, destaca a lacuna jurídica que envolve a Lei Maria da Penha e a busca pelo divórcio nos Juizados Especiais de Violência Doméstica. Brenda observa que, embora a legislação preveja a possibilidade de requerer o divórcio nesses juizados, a falta de especialização em processos cíveis gera desafios.

Conforme a advogada, "a maioria dos fóruns não possui uma vara especializada que julgue tanto processos criminais quanto cíveis relacionados à violência doméstica. Isso demanda o encaminhamento do processo para a vara de Família e Sucessões, criando uma complexidade adicional."

"O Judiciário Brasileiro precisa implementar os Juizados Especiais de Violência em todos os fóruns, conforme previsto na Lei Maria da Penha. Isso facilitaria o direcionamento dos pedidos e o acesso à justiça das mulheres vítimas de violência doméstica", explica.

A advogada ressalta que, de acordo com a Lei Maria da Penha, a discussão sobre a partilha de bens em casos de violência patrimonial deveria ocorrer na Vara de Família e Sucessões. No entanto, Brenda enfatiza a importância de se realizar essa discussão em uma vara especializada de violência doméstica, proporcionando um olhar mais especializado para casos de divórcio nesse contexto.


Violência Patrimonial

Brenda Melo destaca ainda a gravidade da violência patrimonial, conforme definida na Lei Maria da Penha. "Muitas vezes, a mulher é lesada gravemente em sua vida financeira, não se restringindo a mulheres com pouca instrução e recursos. Infelizmente, é comum, como evidenciado recentemente pela cantora Naiara Azevedo em relação ao controle financeiro exercido por seu ex-marido."


Medidas Protetivas e Responsabilização

A Lei Maria da Penha prevê medidas protetivas específicas para casos de violência patrimonial, incluindo restituição de bens, proibição temporária de atos e contratos, suspensão de procurações e prestação de caução. Brenda Melo destaca que, dependendo da forma como a violência patrimonial é praticada, o agressor pode responder criminalmente por crimes como extorsão, apropriação indébita e estelionato.

A advogada Brenda Melo, juntamente com o escritório Melo & Barbieri, reitera a importância de aprimorar o sistema judiciário para melhor atender às necessidades das mulheres vítimas de violência doméstica, proporcionando-lhes um acesso à justiça mais eficiente e especializado.

  

MELO E BARBIERI SOCIEDADE DE ADVOGADAS

 

Aproveitar oportunidades e promoções não precisa ser sinônimo de comprometer as finanças e os investimentos

 A reserva de emergências é um recurso utilizado para cobrir os gastos inesperados, mas ela também pode ser uma aliada na hora de aproveitar boas oportunidades de economia


Você, certamente, já ouviu falar em reserva de emergências. Ela é um importante recurso do planejamento financeiro. O principal objetivo é cobrir gastos inesperados e que exigem recursos imediatos. Os imprevistos são inevitáveis, mas eles não precisam, necessariamente, desestruturar as finanças da família. Para isso, especialistas sempre recomendam que se faça a reserva de emergências. Como o nome sugere, trata-se de uma reserva para situações que fujam do planejado.

 

No caso de pessoas que não têm investimentos, a reserva de emergências evita a dependência de empréstimos financeiros, com altos juros, na hora do aperto. Para aqueles que já investem, ela serve como uma proteção para que os investimentos possam se manter intactos na presença de despesas não previstas.

 

Mas, você sabia que a reserva de emergências não é somente para emergências? Ela pode ser utilizada também para aproveitar oportunidades que vão trazer economia e não apenas para cobrir gastos inesperados.

 

“Imagine a seguinte situação: você faria o parcelamento de 12 meses para fazer uma viagem ou trocar um eletrodoméstico e, de repente, durante uma promoção, vem uma oferta de um desconto de 20%. Aparentemente, é uma boa negociação e valeria a pena pagar à vista, pois o desconto concedido vai ser superior à rentabilidade de um bom produto de renda fixa, que rende por volta de 100% do CDI. Esse é um bom momento para usar a reserva para oportunidade”, explica André Esteves, planejador financeiro da SuperRico, plataforma de saúde financeira.

 

Entretanto, é importante ressaltar que mesmo que a oportunidade seja boa, deve-se evitar utilizar a totalidade da reserva de emergências. “Além disso, é imprescindível que a reserva seja reposta o quanto antes. Assim, no caso da utilização conforme o exemplo, o valor que seria destinado ao parcelamento da compra deve ser direcionado para recompor a reserva”.

 

Vale ressaltar ainda que, tendo a reserva um papel estratégico, sempre que for utilizada, é importante adotar uma regra de compensação para substitui-la caso uma emergência ou oportunidade ocorra quando o recurso já foi utilizado. Por exemplo, deve-se redobrar os cuidados com o orçamento, cortar gastos com lazer ou deixar o carro pronto para venda (um plano B para compensar a perda de liquidez e manter a tranquilidade nesses períodos).


 

Como começar a reserva de emergências?

 

É recomendável que todos tenham uma reserva de emergências (para oportunidade também). Afinal, ninguém está livre dos imprevistos. O que varia, de acordo com a realidade de cada família, é o montante que deve ser destinado para esse fim. A reserva deve ser composta pelo equivalente a 3 a 6 meses das despesas da família. “Quanto mais instável for a renda familiar, maior deve ser a reserva”, ressalta André.

 

O economista-chefe da SuperRico, Jayme Carvalho, explica que para quem está começando no mundo dos investimentos, a reserva de emergências deve ser a primeira a ser composta. Ele ressalta ainda que a reserva deve ser alocada em uma aplicação que ofereça segurança e liquidez. Segurança porque é uma reserva importante para eventuais necessidades e liquidez porque é um recurso que precisa estar disponível com facilidade, afinal as emergências não têm hora para acontecer e, muitas vezes, não podem esperar. “CDB com liquidez, Tesouro Selic, Fundos DI ou mesmo poupança, são bons produtos para a reserva”, conclui.

 



SuperRico
www.superrico.com.br
canal no Youtube – SuperRico – Saúde Financeira


Guiando a conversa: estratégias para lidar gentilmente com pessoas prolixa

 


E
specialista em Comunicação e Oratória, Fernanda de Morais orienta sobre como conduzir conversas produtivas com pessoas prolixas


No universo da comunicação, frequentemente nos deparamos com indivíduos prolixos, e lidar com eles pode ser um desafio. No entanto, existem estratégias que podem transformar essas interações em experiências mais eficientes e agradáveis.

De acordo com Fernanda de Morais,  Fonoaudióloga Mentora e Especialista em Comunicação e Oratória, originado do latim, "prolixus" significa "estendido". “O prolixo é aquele que inunda suas falas com um excesso de palavras, correndo o risco de tornar a mensagem tediosa e dispersiva”.

 

Manter a paciência ao lidar com pessoas prolixas é, segundo Fernanda, um gesto de respeito, especialmente ao considerar o contexto da conversa. “Enquanto detalhes enriquecem bate-papos informais, no ambiente profissional, a moderação é essencial para evitar tornar-se cansativo e prejudicar a impressão causada”, explica.

 

Para tornar a conversa com uma pessoa prolixa produtiva, a dica da especialista é sinalizar que você compreendeu a mensagem. “Uma forma de mostrar que entendeu é através de paráfrases, que resumem as mensagens recebidas. Além de demonstrar entendimento, também direciona a conversa para um caminho mais objetivo”.


 

Como identificar uma conversa prolixa?

 

- Repetição excessiva das mesmas informações em diferentes formas.


- Frases longas e complexas que podem confundir o interlocutor.


- Detalhes irrelevantes para o ouvinte.


- Perda de foco, introduzindo tópicos não relacionados com o assunto.


- Excesso de exemplos, buscando ilustrar tudo o que fala.


- Duração prolongada da conversa.


- Monólogo, onde somente uma pessoa fala e não dá a oportunidade do outro interagir.

 

 


Fernanda de Morais - Diretora Voice Care Treinamentos e Palestras. Fonoaudióloga Mentora e Especialista em Comunicação e Oratória
Instagram: @fe.demorais


6 tipos de fraudes cibernéticas que podem ser combatidas com prevenção e IA

 Imagem ilustrativa - Divulgação Check Point Software
Além de um conjunto de esforços e estratégias para prevenir as fraudes, a conscientização de colaboradores é uma ação crucial às organizações

 

A Check Point® Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP), uma fornecedora líder de soluções de cibersegurança global, alerta para a necessidade de um esforço global para aumentar o conhecimento e a educação em torno da prevenção de fraudes. Todos os anos, as organizações perdem bilhões de dólares devido à fraude, em grande parte porque não compreendem as táticas que os fraudadores utilizam e quais as estratégias de prevenção que devem ser implementadas. 

Miguel Hernandez y Lopez, gerente de Engenharia de Segurança e membro do gabinete do CTO da Check Point Software, explica a seguir o que está acontecendo no mundo da fraude cibernética e aponta como as organizações podem adotar iniciativas mais eficazes de combate. Sua primeira abordagem é mostrar os tipos de fraudes corporativas e suas tendências atuais: 

1. Fraude cibernética. Os ataques cibernéticos estão aumentando e os cibercriminosos usam técnicas como phishing, malware ou ransomware para roubar informações confidenciais ou interromper operações comerciais. 

2. Fraude interna. Isto envolve atividades fraudulentas por parte de funcionários de uma empresa, incluindo roubo, falsificação de documentos ou apropriação indevida. 

3. Fraude em faturas. Isso envolve o envio de faturas falsas a uma empresa na esperança de que ela pague cobranças falsas sem perceber. 

4. Fraude do CEO. É aqui que os fraudadores se passam por CEO de uma empresa ou outro executivo sênior para induzir um funcionário a transferir fundos ou compartilhar informações confidenciais. É o golpe BEC (Business Email Compromise) ou Fraude do CEO. 

5. Fraude de devolução. Isto é particularmente prevalente no setor varejista, onde as pessoas abusam da política de devolução para obter ganhos financeiros. 

6. Fraude na folha de pagamento. Isso pode ocorrer quando os funcionários manipulam o sistema de folha de pagamento para receber mais remuneração que o devido. 

“É essencial que as empresas atualizem constantemente as suas medidas e políticas de segurança, eduquem os funcionários sobre potenciais fraudes e implementem controles internos robustos para prevenir fraudes”, ressalta Miguel Hernandez y Lopez. “A fraude é cara, podendo o seu custo ser substancial às empresas, tanto financeiramente como em termos de reputação.” 

Como as fraudes, existem ainda as várias formas de perdas financeiras às organizações. As perdas financeiras diretas podem atingir cifras milionárias, dependendo da escala do negócio e da fraude; há também custos de investigação e recuperação. Após a fraude, uma empresa precisa conduzir investigações e tentar recuperar os fundos perdidos. Esses processos podem ser demorados e onerosos. 

Além disso, existem custos legais que, dependendo da gravidade da fraude, podem igualmente ser significativos. Se a empresa sofrer um grande prejuízo poderá optar por processar o fraudador, aumentando as despesas. 

Outra forma de perda refere-se às multas regulatórias. Em alguns casos, especialmente aqueles que envolvem violações de dados, uma empresa pode enfrentar pesadas multas de órgãos reguladores por não proteger informações confidenciais. 

Embora não sejam perdas diretamente financeiras, há os casos de danos à reputação de uma empresa que podem resultar na perda de clientes, na diminuição das vendas e na queda dos preços das ações, o que contribui indiretamente para a perda financeira global. 

Por último, Lopez destaca que, após um incidente de fraude, as organizações poderão registrar um aumento nos prêmios de seguro. De acordo com a Association of Certified Fraud Examiners Occupational Fraud 2022, em seu “Um Relatório às Nações”, as organizações perdem aproximadamente 5% da receita devido à fraude a cada ano, com a perda média por caso totalizando valores superiores a US 1,78 milhão.

 

Impacto da IA no futuro da fraude corporativa 

De acordo com Miguel Hernandez y Lopez, a IA generativa pode desempenhar um papel significativo, tanto positiva como negativamente, quando se trata de fraude corporativa. 

Em termos de prevenção e detecção de fraudes, a IA pode processar enormes volumes de dados, identificar padrões e detectar anomalias com mais rapidez e precisão que os analistas. Ao utilizar algoritmos sofisticados e metodologias de aprendizagem automática, a IA generativa pode identificar potenciais atividades fraudulentas antes que se tornem prejudiciais. 

Por outro lado, segundo o gerente, o uso indevido de IA generativa poderia aumentar potencialmente os cenários de fraude sofisticados. Por exemplo, se pensarmos nas deepfakes nos quais a IA generativa pode criar áudios, vídeos ou textos hiper-realistas que são virtualmente indistinguíveis do conteúdo real. Golpistas ou fraudadores podem usar esses deepfakes para fraudes, para criar identidades falsas ou espalhar desinformação que prejudica as empresas. 

Embora a IA generativa forneça ferramentas e capacidades que as organizações podem aproveitar para a prevenção de fraudes, ela também requer melhorias nas medidas de segurança para evitar o uso indevido. Será necessária a ajuda dos órgãos reguladores, da educação e de um quadro jurídico sólido para garantir que o impacto da IA generativa permaneça positivo. 

Diante de tudo isso, Lopez reforça que a sensibilização e conscientização dos usuário é crucial para a prevenção da fraude, e as razões disso são as seguintes: 

Fator humano. Frequentemente, o erro humano ou a ignorância possibilitam a fraude. Ao aumentar a conscientização do usuário, constrói-se a mais robusta linha de defesa contra fraudes. 

Ataques de phishing. Em uma época em que as ameaças cibernéticas, como o phishing, podem levar a riscos de segurança significativos, os usuários que estão cientes destas ameaças não são tão propensos a cair nelas como os seus pares. 

Detecção precoce. Usuários conscientes podem identificar atividades suspeitas, anomalias ou alterações em sistemas ou transações que possam indicar uma potencial ameaça ou fraude. Eles podem escalar isso mais cedo, permitindo resposta e mitigação mais rápidas. 

Mitigação de ameaças internas. Os funcionários que compreendem os sinais de fraude estão mais bem equipados para detectar e denunciar possíveis ameaças internas. 

Conformidade regulatória. A conscientização do usuário ajuda as organizações a permanecerem em conformidade com as regulamentações que, muitas vezes, exigem treinamento e conscientização do usuário como parte de seus requisitos. 

Cultura de segurança. Treinar os usuários em torno da conscientização sobre segurança cibernética cria uma cultura de segurança dentro da organização, onde cada membro, e não apenas a equipe de TI ou de segurança, tem um papel fundamental na prevenção de fraudes. 

Em essência, os usuários que estão bem informados sobre os riscos de fraude e as formas de identificar e responder à fraude, bem como o impacto potencial, acrescentam uma valiosa camada de proteção na organização.

 

Check Point Software Technologies Ltd. .

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Tendências e estratégias para proporcionar um atendimento de excelência em 2024

Para o especialista em encantamento de clientes Alexandre Slivnik, valorizar ideias criativas e incentivar a busca por novas abordagens são elementos essenciais para a contínua evolução dos serviços prestados

 

Nos últimos anos, a capacidade de proporcionar uma experiência excepcional aos clientes tornou-se não apenas um diferencial, mas um movimento essencial para o sucesso nos negócios. À medida que 2024 se aproxima, é crucial antecipar as tendências e demandas que irão moldar o cenário do atendimento ao cliente para garantir os melhores resultados no próximo ano.

Dados levantados entre 2020 e 2022 pelo Capterra apontam que 70% dos consumidores brasileiros consideram que o serviço de atendimento melhorou durante o período. Aproximadamente 60% dos entrevistados sentem que são importantes para a empresa, enquanto 37% têm a impressão que estão incomodando quando entram em contato.

De acordo com Alexandre Slivnik, vice-presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e um dos maiores especialistas em excelência em serviços no Brasil, a capacitação dos colaboradores deve ser um compromisso contínuo. “Investir em treinamentos que estimulem o comportamento proativo para encantar clientes e compreender as últimas tendências no atendimento é essencial. A equipe deve estar atualizada com as melhores práticas do setor, adaptando-se constantemente para atender às necessidades em constante mudança dos clientes”, relata.

A integração de tecnologias inovadoras, como inteligência artificial, chatbots, análise de dados e automação, pode otimizar e aprimorar os processos de atendimento ao cliente. “No entanto, é crucial entender que tais avanços não substituem a importância do atendimento humanizado. A combinação inteligente entre tecnologia e habilidades humanas é o segredo para oferecer um suporte que se destaque”, pontua.

A empatia e a capacidade de se comunicar efetivamente continuam sendo pilares essenciais para um atendimento excepcional. “Os clientes desejam se sentir ouvidos, compreendidos e valorizados. Treinar a equipe para entender suas necessidades e se comunicar de forma clara, empática e respeitosa é crucial para criar conexões genuínas”, declara Slivnik.

Para o especialista, a personalização é o futuro do atendimento ao cliente. “As expectativas dos consumidores estão evoluindo, e eles desejam experiências mais individualizadas e adaptadas às suas necessidades. Capacitar a equipe para antecipar as carências dos clientes, oferecendo soluções personalizadas, pode criar um diferencial competitivo significativo”, aponta.

O vice-presidente da ABTD acredita que encorajar a cultura da inovação dentro das equipes é crucial para se manter relevante no mercado em 2024. “Valorizar ideias criativas, incentivar a busca por novas abordagens e estar aberto ao feedback tanto dos clientes quanto dos colaboradores são elementos essenciais para a contínua evolução dos serviços prestados”, finaliza.

 

Alexandre Slivnik - reconhecido oficialmente pelo governo norte americano como um profissional com habilidades extraordinárias na área de palestras e treinamentos (EB1). É autor de diversos livros, entre eles do best-seller O Poder da Atitude. É diretor executivo do IBEX – Institute for Business Excellence, sediado em Orlando-FL (EUA). É Vice-Presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e diretor geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD). É professor convidado do MBA de Gestão Empresarial da FIA/USP. Palestrante e profissional com mais de 20 anos de experiência na área de RH e Treinamento. É atualmente um dos maiores especialistas em excelência em serviços no Brasil. Palestrante Internacional com experiência nos EUA, Europa, África e Ásia, tendo feito especialização na Universidade de Harvard (Graduate School of Education - Boston/EUA). Para mais informações, acesse o site oficial.

 

Mais de 40% dos profissionais consideram pedir demissão se obrigados a retornar ao escritório todos os dias

  

Crédito: Envato
Especialista diz que flexibilidade é essencial para manter competitividade, atrair e reter talentos

 

Uma pesquisa realizada pela empresa Offerwise, a pedido do QuintoAndar e Imovelweb, revelou que 43% dos entrevistados afirmaram que deixariam os empregos atuais caso tivessem que ir à empresa todos os dias. O levantamento foi feito em todas as capitais do país e entrevistou pessoas com 18 anos ou mais.

Para o doutor em Administração e professor do mestrado e doutorado em Administração da Universidade Positivo (UP), Fábio Vizeu, o trabalho remoto é um caminho sem volta. "Apesar do desafio de se adaptar e ajustar a cultura organizacional após a pandemia, ficou claro que o trabalho remoto é uma maneira interessante de otimizar os recursos humanos das organizações", afirma.

Ele enfatiza que, apesar de o trabalho remoto ser feito fora do ambiente tradicional, é preciso fazer algumas adaptações. “A principal mudança é encontrar um espaço adequado em casa, um cômodo que proporcione as condições ideais para o trabalho. Além disso, o colaborador precisa compreender a importância de manter em casa a mesma rotina e atitude que teria se estivesse nas dependências da empresa."


Limites no trabalho remoto

Um dos desafios cruciais é estabelecer limites entre a vida profissional e pessoal. "Quando se trabalha em casa, é fácil ceder à tentação de trabalhar além do horário ou lidar com demandas domésticas durante as horas de trabalho. Isso pode levar a problemas de produtividade, estresse e até mesmo esgotamento profissional", destaca o professor.

Para evitar tais problemas, é importante estabelecer limites claros com a família e colegas de trabalho. “Defina horários específicos para trabalhar e descansar, encontre um espaço dedicado ao trabalho em casa, comunique-se com a família e colegas sobre seus horários, e não hesite em dizer não quando solicitado a realizar tarefas durante os períodos de descanso. Ao estabelecer limites claros, você pode aproveitar os benefícios do trabalho remoto sem prejudicar a vida pessoal”, orienta o especialista. 


Flexibilidade no trabalho

O resultado da pesquisa que revela que os trabalhadores brasileiros preferem o trabalho remoto ao presencial já era esperado, segundo Vizeu, pois o trabalho remoto oferece uma série de benefícios, tanto para as empresas quanto para os funcionários. "Para as empresas, o trabalho remoto pode gerar economia de custos, aumento de produtividade e redução da rotatividade", explica. "Já para os colaboradores, oferece flexibilidade, melhoria na qualidade de vida e redução de estresse", enumera. “A liberdade para escolher os horários de trabalho, desde que as metas da empresa sejam cumpridas, assim como a liberdade para escolher o local de trabalho, contando que haja acesso à internet e a um computador, proporciona a liberdade de conciliar o trabalho com a vida pessoal. Essa autonomia pode resultar em maior satisfação profissional e mais qualidade de vida”, ressalta o especialista.


Trabalho híbrido como solução

O trabalho híbrido é uma modalidade que combina elementos do trabalho remoto e presencial. Essa abordagem visa atender às necessidades dos trabalhadores que buscam flexibilidade, mas também valorizam o contato pessoal. No modelo híbrido, os colaboradores dividem o tempo entre o remoto e o presencial, com a proporção variando de acordo com as demandas da empresa e as preferências individuais.

Empresas que adotam o trabalho híbrido podem colher benefícios como a redução de custos e o aumento da produtividade. Já para os trabalhadores, essa modalidade oferece vantagens como flexibilidade, melhoria na qualidade de vida e a oportunidade de manter o contato presencial. “O trabalho remoto é uma tendência que veio para ficar. As empresas que desejam permanecer competitivas precisam proporcionar flexibilidade aos funcionários”, enfatiza Vizeu.

 

Universidade Positivo
up.edu.br/


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