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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Meditação combate degeneração cognitiva e provoca aumento de massa cinzenta

A especialista em meditação Debora Garcia aponta que 30 minutos de prática diária já apresentam grandes resultados a curto prazo 

 

Paz interior. Clareza de pensamentos. No imaginário popular, a prática meditativa é apenas uma ferramenta para alcançar um estado zen, porém, a ciência vem demonstrando que há ganhos mais significativos que apenas o bem-estar.  

 

Uma pesquisa conduzida por Harvard Medical School, em parceria com o Hospital Geral de Massachusetts, comprovou que a mente dos praticantes de meditação é acometida por um aumento na densidade de massa cinzenta no hipocampo esquerdo, parte do cérebro associada ao aprendizado e armazenamento de informações.

 

“Essa região é responsável pela memória e é uma das poucas que continua ganhando novos neurônios ao longo da vida. Apesar dessa característica, fatores como estresse, por exemplo, tendem a prejudicar essa área. Quando estamos em alta e continua tensão, o corpo tende a liberar cortisol abundantemente, o que impede que o cérebro produza novos neurônios”, explica Débora Garcia.  

 

Foi identificado ainda que outras regiões do cérebro obtiveram aumento de massa cinzenta após oito semanas de prática: córtex cingulado posterior e em dois pontos do cerebelo, o que reforça a percepção dos praticantes sobre a melhora na memória, redução do stress e regulação emocional.

 

Ainda durante o estudo, os pesquisadores observaram uma manutenção cognitiva. Foi constatado que os praticantes analisados, que tinham entre 25 e 50 anos, tinham a mesma quantidade de massa cinzenta que os de 25 anos, demonstrando uma clara regressão da denegação natural dessa massa causada pela idade.

 

Debora cita que em outro estudo publicado na Journal of Cognitive Enhancement, os pesquisadores observaram que praticantes que se mantiveram meditando tiveram benefícios cognitivos, sendo menos afetados pela perda cognitiva natural do envelhecimento.

 

Outro benefício muito observado é o aumento da criatividade, que de acordo com a visão da especialista tem relação com a clareza mental que a prática proporciona. “Ao reduzir os julgamentos, visto que quem medita aprende a ser um observador de si mesmo, a pessoa tende a desenvolver uma maior receptividade as próprias ideias e assim dar vasão para esse lado mais criativo”, garante.


 

MF Press Global 

Confira dicas de saúde para tornar a vida dos idosos mais ativa e saudável

Home Angels
A coordenadora técnica da Home Angels, maior rede de cuidadores de idosos, Janaina Rosa, ressalta que manter o equilíbrio entre alimentação e atividade física são imprescindíveis para um envelhecimento com qualidade de vida

A expectativa de vida no Brasil vem aumentando gradativamente e hoje é de 75,8 anos, um aumento de mais de 30 anos se analisarmos os números do IBGE, que comparou a mortalidade dos brasileiros entre 1940 e 2016. Sobretudo em um ano tão atípico como 2020, destacou-se a importância do envelhecimento com qualidade de vida, a praticar exercícios, mesmo que leves, comer bem, ler e manter amigos e família por perto são algumas das dicas para manter uma vida saudável e feliz.

Para Artur Hipólito, sócio-diretor da Home Angels, maior rede de franquias de cuidadores de idosos da América Latina, é preciso cuidados redobrados com a saúde dos idosos. “As alterações fisiológicas próprias da idade já deixam o idoso mais propenso a sofrer, por exemplo, com a diminuição de mobilidade e reflexo ou até mesmo tempo excessivo sem nenhuma atividade”. Por isso, além dos cuidados diários oferecidos pelos cuidadores, a Home Angels oferece a seus assistidos uma equipe composta por nutricionistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e acompanhantes terapêuticos. Profissionais que tem como principal objetivo trazer maior qualidade de vida e em alguns casos auxiliar na recuperação do assistido.   

Confira algumas dicas valiosas da coordenadora técnica Janaina Rosa, que vão auxiliar os  idosos a terem mais qualidade de vida e tranquilidade para realizarem suas atividades cotidianas.


 1 - Atividades físicas

Essa é uma prática que deveria ser hábito em qualquer idade e se torna ainda mais relevante nessa etapa da vida. O exercício físico leve regular pode ajudar a prevenir doenças como osteoporose e doenças cardíacas. Além disso, durante o exercício físico, nosso corpo libera serotonina, que é o hormônio do cérebro e que regula o humor, auxiliando na prevenção de doenças como a depressão. Mas é importante atenção: lembre-se de que os exercícios mais saudáveis para os idosos são os leves, como caminhadas, hidroginástica, pilates e alongamento


 2- Boa alimentação

Depois de certa idade, como o metabolismo e até mesmo a função dos hormônios mudam, algumas necessidades nutricionais do corpo também acabam sendo afetadas. A dica, portanto, é manter uma alimentação saudável e balanceada, equilibrando nutrientes que estimulam a imunidade e preservam os músculos. Além disso, uma alimentação saudável pode prevenir ou mesmo controlar doenças como hipertensão, diabetes, osteoporose e até outras doenças.


 3- Consultar periodicamente um médico e realizar exames

Muitos problemas podem ser evitados com consultas regulares e exames médicos preventivos. O monitoramento de um geriatra é fundamental para a realização de exames periódicos, prevenindo o surgimento de possíveis doenças e controlando aquelas que já existem.


 4- Sono

Sono de qualidade é essencial para a saúde dos idosos. Quando dormimos, podemos relaxar os músculos e melhorar a nossa memória, consolidando todos os conhecimentos adquiridos anteriormente. A longo prazo, a falta de sono pode levar a efeitos negativos e complicações, como perda de memória, mal-estar, pressão alta e ansiedade.


 5- Mantenha hobbies saudáveis

Manter hobbies também contribui para a saúde mental, fazendo que o idoso se sinta feliz e útil. Vale ler livros ou jornais, assistir filmes, praticar palavras cruzadas, jogos, exercícios de memória, entre outros. De qualquer forma, qualquer atividade é bem vinda para manter o cérebro ativo o tempo todo.


Terapia de casal: como identificar o relacionamento abusivo?

 Contar com a ajuda de um especialista auxilia a lidar com relacionamentos em crise e questões que estão interferindo negativamente; a psicóloga clínica Vanessa Gebrim revela os principais mitos e verdades o assunto

 

Nos últimos tempos as pessoas foram bombardeadas com notícias nos principais veículos de comunicação sobre relacionamentos abusivos. Como o caso recente do cantor Nego do Borel e da atriz e influenciadora digital Duda Reis, que após três anos de relacionamento, o término virou caso de polícia. Com a chegada das redes sociais, onde as pessoas passaram a ter mais voz para denunciar e buscar apoio, casos sobre violência contra mulher e relacionamentos abusivos viraram protagonistas. 


Atualmente as mulheres têm sido vítimas em diversos relacionamentos. Para se ter uma ideia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual. O estudo também revela que mulheres vítimas de violência pelo parceiro têm duas vezes mais chance de ter depressão e quase o dobro de chance de desenvolver alcoolismo.Mas quais são os principais sinais para identificar um relacionamento abusivo? 


Segundo a psicóloga Vanessa Gebrim, especialista em Psicologia Clínica pela PUC de SP, existem sinais bem claros geralmente presentes nesse tipo de relacionamento. “Entre eles estão: ciúme exagerado, possessividade, necessidade de controle, comportamento agressivo, invasão de privacidade, chantagem, manipulação, controle financeiro, violência sexual, verbal, emocional e física, ameaças, entre outros”, explica.

 

Porém, a especialista ainda fala que nem sempre esses sinais são fáceis de serem enxergados pela vítima que, muitas vezes, se sente presa e com a autoestima abalada pelo parceiro. “A terapia de casal é uma ótima forma de identificar esse tipo de caso. No decorrer dos atendimentos psicológicos, o terapeuta começa a perceber os sinais de que está havendo abuso no relacionamento. O abusador vai se revelando através de comportamentos que são considerados sugestivos de um relacionamento abusivo”, complementa a especialista. 

Abaixo, confira os principais mitos e verdades sobre o assunto: 

Existem casos em que os envolvidos não sabem que estão em um relacionamento não saudável?

 

VERDADE. “Muitas vezes, o relacionamento já vem com um padrão estabelecido e o casal  pode não ter consciência de que está dentro de um relacionamento abusivo. É papel do psicólogo mostrar ao casal e orientá-lo sobre a existência desse tipo de relacionamento e isso vai ficando mais claro durante a evolução da psicoterapia”, conclui Vanessa.

 

Existem vários níveis de uma relação abusiva? 

VERDADE. “Existem vários níveis, desde um abuso psicológico ou verbal até a forma mais grave onde acontece a morte da vítima”, diz.

 

Meu parceiro faz pouco caso das minhas conquistas, é normal?  

MITO. “Um relacionamento deve ser algo positivo na vida de ambos, algo que venha complementar uma felicidade. E a base de relacionamentos saudáveis é o companheirismo, por isso, o companheiro deve vibrar pelas conquistas de sua mulher. O problema é que em um relacionamento abusivo, o homem, muitas vezes, faz de tudo para humilhar sua parceira para se sentir melhor. É doentio”, conta.

 

Uma das principais fugas de uma abusador é dizer que a mulher é “louca”.

 

VERDADE. “Uma forma deles se defenderem de possíveis percepções do abuso nas mulheres, é taxar a companheira como louca, fazendo com que a mesma se questione a própria sanidade e capacidade de analisar as situações. Nesses casos, muitas vezes eles conseguem fazer com que a vítima se sinta culpada pelas reações agressivas dele”, comenta.

 

Sou vigiada pelo meu parceiro, posso considerar isso normal?

 

MITO. “De maneira alguma. Não é porque é seu marido ou namorado que tem direito de vigiar a sua intimidade. Alguns acontecimentos comuns nesse sentido são: pedir para a mulher se afastar dos amigos e familiares - mesmo de forma indireta -, ter acesso ao celular e redes sociais, viver pedindo desculpas, dizendo que vai mudar, mas não altera o padrão de comportamento, controle da vida financeira, entre outros.”, esclarece.

 

Controle e ciúmes excessivo é normal em uma relação saudável? 

MITO. “Ciúmes é um sentimento comum do ser humano, que existem em relações saudáveis, mas nada em excesso é normal, ainda mais quando esse sentimento causa o poder de posse em cima de alguém. É considerado normal apenas quando não existe controle excessivo e não cause sofrimento tanto na pessoa que vivencia esse sentimento como naquela que é o alvo do ciúme”, salienta a psicóloga. 

 


Vanessa Gebrim - especialista e pós-graduada pela PUC-SP com mais de 20 anos de experiência clínica. Tem certificação internacional pelo EMDR Institute. É terapeuta certificada em Brainspotting pelo Institute of New York. É ainda especialista em Técnicas que otimizam o tratamento como Play of Life, Barras de Access, orientadora vocacional e consteladora familiar.


Recém-nascidos do Hospital Evangélico Mackenzie precisam da doação de leite materno

Em relação a dezembro, houve queda no número de doadoras e de volume de leite coletado em janeiro


O Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM) solicita, com urgência, a doação de leite materno para atendimento de 40 recém-nascidos que estão na UTI da instituição. Em relação a dezembro, o número de doadoras diminuiu 23% no mês de janeiro, enquanto o volume de leite coletado reduziu 28%. Em contrapartida, o número de bebês que precisou de leite aumentou 27%.

Em dezembro, o banco de Leite Humano coletou 125 litros de leite materno, de 117 doadoras, para atender 51 recém-nascidos. Em janeiro, o número de doadoras caiu para 90 e o volume de leite coletado despencou para 90 litros, para atender 65 recém-nascidos.

Sem estoque suficiente, a alimentação dos bebês precisa ser complementada com fórmulas artificiais, o que acarreta mais tempo na recuperação, em especial dos recém-nascidos que estão na UTI.

"Ao ingerir leite artificial, os bebês acabam passando mais dias na UTI, pois as fórmulas não têm todos os nutrientes orgânicos encontrados no leite materno e que são fundamentais para os pequenos", explica Rosane da Silva, enfermeira responsável pelo Banco de Leite do HUEM.

Os 40 recém-nascidos que necessitam do leite materno fazem oito mamadas por dia, o que totaliza 320 mamadas em u6m só dia. Durante a pandemia, os estoques vêm baixando mês a mês. Em junho, havia 182 doadoras, o dobro do número atual, e foram coletados 234 litros.

Existe um índice de leite coletado que não passa nos testes e é reprovado, mais um motivo para a urgência em ampliar as doações.
"Quem puder ajudar, doe o leite que sobrar e ajude a diminuir o tempo de separação entre as mães e os bebês que estão em cuidados intensivos", destaca a supervisora de enfermagem do Banco de Leite da UTI Neonatal do HUEM, Ana Lúcia dos Anjos Lima da Silva.

Para doar, basta um telefonema para (41) 3240-5117 e a realização de um cadastro. Uma equipe do Hospital Evangélico Mackenzie vai até a casa da doadora. Nesta visita, são entregues os materiais e frascos para a coleta e feitas orientações. Na semana seguinte, a equipe retorna para buscar o leite coletado.

Os frascos coletados são testados e os que são considerados impróprios (cheiro de cigarro, azedo, com cabelo, etc.) são descartados. Os leites que passam nos testes do cheiro, acidez e calorias são pasteurizados para eliminar todo tipo de contaminação.

 

Leucemia em tempos de Covid-19: Fevereiro Laranja frisa importância do tratamento médico

A campanha Fevereiro Laranja é dedicada ao alerta à população sobre a leucemia, tipo de câncer que ataca os glóbulos brancos e que se inicia nas células-tronco da medula óssea. A doença se caracteriza pela quebra do equilíbrio da produção dos elementos do sangue, causada pela proliferação descontrolada de células. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de quase 11 mil novos casos por ano. Em tempos de pandemia da Covid-19, especialistas alertam para a importância de se procurar por ajuda médica em caso de suspeita e dos pacientes não interromperem os tratamentos em andamento.

 

Segundo Ana Carolina Moreira de Carvalho Cardoso, médica especialista em hematologia e transplante de medula óssea, que integra o OncoCenter Dona Helena, em Joinville (SC), portadores de leucemias, principalmente nas formas agudas, em que há necessidade de quimioterapia intensiva, ficam mais propensos a quadros infecciosos. “Deve-se avaliar caso a caso ao diagnóstico para traçar a melhor estratégia para aquele paciente, ainda mais em tempos de pandemia. É importante ressaltar que as leucemias (principalmente as agudas), têm urgência para se iniciar o tratamento, por isso, independente do momento em que estamos vivendo, todos os pacientes com suspeita de leucemia devem ser cuidadosamente avaliados”, ressalta a profissional.

 

 

Tipos de leucemia

 

De acordo com a médica hematologista, as leucemias podem ser classificadas de acordo com a evolução e o tipo de efeito nos glóbulos brancos. Quanto à evolução, existe a leucemia aguda e a crônica. Na aguda, mais comum da infância, as células malignas se encontram numa fase muito imatura e se multiplicam rapidamente, causando uma enfermidade agressiva. Já nas leucemias crônicas, rara na infância, a transformação maligna ocorre em células-tronco mais maduras. Nesse caso, a doença costuma evoluir lentamente, com complicações que podem levar meses ou anos para ocorrer.

 

Os primeiros sintomas, de acordo com a profissional, geralmente são inespecíficos e, na maioria das vezes, os pacientes não apresentam fatores de risco identificáveis. Pela redução de glóbulos vermelhos, pode ocorrer a anemia e, com ela, vem o cansaço, aumento dos batimentos cardíacos, entre outros sintomas associados. A redução das plaquetas ocasiona sangramentos, principalmente pela gengiva e pelo nariz (epistaxe), além de equimoses. Já a redução dos glóbulos brancos aumenta a taxa de infecções. Também pode haver um aumento dos gânglios linfáticos, fígado ou baço, perda de peso, febre e sudorese noturna. “Nas leucemias agudas, a doença progride rapidamente e o tratamento deverá ser iniciado o mais breve possível. Nas crônicas, os sintomas podem ser mais brandos e, por vezes, o paciente poderá ser assintomático”, ressalta a especialista.

 

A leucemia também é classificada de acordo com o efeito que causa nos glóbulos brancos: a leucemia linfoide, linfocítica ou linfoblástica afeta as células linfoides, sendo mais frequente em crianças; e a leucemia mieloide ou mieloblástica afeta as células mieloides e é mais comum em adultos. Ainda há subtipos que requerem prognóstico e tratamentos diferenciados. A origem da leucemia aguda ainda é desconhecida, porém, existem alguns fatores de risco que estão comprovadamente associados. “No caso das leucemias agudas mieloides temos alguns fatores, como tabagismo, benzeno, radiação ionizante, alguns quimioterápicos, Síndrome de Down, história familiar e idade. No caso das leucemias agudas linfoides, uso de alguns quimioterápicos, radiação ionizante, entre outras”, esclarece Ana.


 

Diagnóstico e tratamento 

 

A médica, especialista em transplante de medula óssea, frisa a importância da avaliação de um hematologista diante da suspeita de leucemia. Para realizar o diagnóstico, é preciso fazer um exame chamado hemograma e uma análise do sangue periférico. Depois, o paciente realiza o mielograma (exame da medula óssea), para avaliação da citologia, citogenética, avaliação molecular (mutações) e imunofenotipagem (avaliação do fenótipo das células).

 

O tratamento difere de acordo com o subtipo da leucemia, passando por procedimentos como uso de quimioterápicos, observação do paciente, uso de anticorpos monoclonais e uso de inibidores de tirosino quinase. No caso das leucemias agudas, o transplante alogênico de medula óssea poderá ser indicado nos casos refratários ou de subtipos mais agressivos. “Nas leucemias crônicas o objetivo é que o paciente entre em remissão, porém sabemos que, por ser uma doença crônica, pode ocorrer períodos de surtos e remissões. Já nas leucemias agudas o objetivo é a cura do paciente.”

 

 

Leucemia e Covid-19: cuidados redobrados

 

A médica hematologista frisa aos pacientes que fazem quimioterapia ou que estão na fase pós-tratamento que é preciso aumentar os cuidados habituais, como lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel, manter uma boa ingesta hídrica, uso de máscaras ao sair, além de evitar aglomerações e lugares fechados. “Qualquer sintoma apresentado pelo paciente deve ser relatado ao seu médico assistente, evitando assim idas desnecessárias às emergências”, frisa.

 

“Os estoques dos bancos de sangue tiveram uma queda durante a pandemia. Estamos sempre lembrando a população de como uma doação pode salvar algumas vidas, pois, principalmente nos primeiros meses do diagnóstico de leucemia, o paciente precisa muito dos hemocomponentes que são preparadas através do sangue total do doador”, observa Ana. “Apesar de estarmos atravessando um período difícil causado pela pandemia de Covid-19, as outras doenças não desapareceram.  Devemos manter a atenção redobrada”, finaliza a médica.

 

Stress e pele: Dermatologista fala sobre as doenças que esse esgotamento pode causar

Não é novidade que o stress é a base de várias doenças. Normalmente, ouvimos que é responsável por crises de ansiedade, depressão, enxaqueca, insônia e até infarto, mas esquecemos que a pele também sofre - e muito - com esse esgotamento físico e emocional. E com a pandemia, o stress crônico tem desencadeado cada vez mais doenças dermatológicas. 

“Não podemos esquecer que a pele é o maior órgão do corpo humano e, assim como o intestino, está intrinsecamente conectada ao sistema nervoso central e,  por isso, sempre sofre quando estamos desequilibrados. Algumas doenças já são preexistentes e desencadeiam com o stress crônico. Outras, são potencializadas”, explica a Dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SDB), Nádia Bavoso. 

Entre as principais doenças de pele causadas pelo stress, podemos destacar: 

  • Urticária: é uma irritação cutânea que pode acontecer em qualquer parte do corpo. Geralmente, já é preexistente e o stress potencializa. Quando dura menos que 6 semanas  e não deixa cicatrizes, é uma forma mais leve da doença. Quando persiste por mais tempo, pode se tornar crônica; 
  • Dermatite Atópica: é uma inflamação que causa muita coceira, manchas vermelhas e podem descamar a pele. Pode estar relacionada a outras doenças como, bronquite e rinite, mas o stress emocional é um gatilho importante para a doença; 
  • Psoríase: é uma doença inflamatória crônica. Na maioria dos casos, tem fator genético, mas é agravada com o stress. Sua característica principal são placas vermelhas e descamativas  secas na região do couro cabeludo, joelhos e cotovelos; 
  • Vitiligo: outra doença de fundo genético e que pode vir à tona quando a pessoa está passando por momentos de stress crônico. A doença ataca a produção de melanina, causando manchas brancas em diversas regiões. As áreas mais acometidas são as mãos, face e região genital. 

“Como estamos vivendo um momento de stress coletivo pela pandemia do coronavírus, é importante ficar mais atento às mudanças na pele. Percebeu alguma alteração, converse com um Dermatologista para controlar a doença e evitar ter mais um fator de srtress.”, completa Dra. Nádia.

 


Dra. Nádia Bavoso - Dermatologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem mestrado pela mesma instituição e faz parte do corpo docente da UNIFENAS (BH). É sócia da Clínica Eveline Bartels, uma das mais conceituadas em medicina estética de Belo Horizonte.


O Home-Office pode estar danificando sua visão

Especialista do Hospital CEMA alerta para possíveis distúrbios oculares que podem ocorrer em virtude do uso excessivo de telas e mostra como evitar que os olhos sofram tanto nesse período


Embora o uso de aparelhos eletrônicos, especialmente os smartphones, tenha se disseminado amplamente nos últimos anos, nunca se usou tanto as telas quanto agora. Com a pandemia, e a necessidade de isolamento social, todas as esferas da vida passaram a ser feitas em um mesmo ambiente: em casa; e as demandas de escola, do trabalho e outros eventos precisaram se deslocar para o mundo virtual. Haja visão para tanta tela! Não à toa a procura em hospitais especializados têm aumentado muito, nesse período. "Especialmente as crianças em idade escolar e profissionais que fazem home-office têm buscado os consultórios oftalmológicos com bastante frequência", explica o oftalmologista do Hospital CEMA, Gustavo de Léo Soares.

Entre os principais distúrbios causados pelo uso excessivo de telas estão a Síndrome do Olho Seco e a Miopia. A Síndrome do Olho Seco ocorre quando há uma falta de lubrificação nos olhos, o que pode levar a sintomas, como ressecamento, visão embaçada e vermelhidão. O uso de telas em excesso pode desencadear a doença, pois as pessoas tendem a piscar menos, o que impede a correta lubrificação ocular.

Já no caso da miopia, que é um distúrbio que ocorre quando há dificuldade para enxergar objetos que estão longe, o que acontece é que ficar muito tempo em frente aos aparelhos eletrônicos pode forçar a musculatura responsável por focalizar imagens que estão perto, o que pode levar à fadiga, em longo prazo, dificultando a visão à distância. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que entre 2020 e 2050 os casos de miopia cresçam 89% no Brasil e 49% no mundo. No entanto, essa relação entre a doença e o aumento no uso de telas ainda não é comprovada.

De todo modo, o especialista do Hospital CEMA dá algumas orientações para evitar fadiga visual e possíveis complicações oculares. "É importante que as pessoas se lembrem de fazer pausas durante o uso de telas no trabalho. Utilizar colírios específicos, nos casos de Síndrome do Olho Seco, também é algo que pode ajudar muito", detalha. Além disso, é essencial deixar a área de trabalho ou estudo em local arejado e iluminado e utilizar essas pausas para exercitar a visão à distância, olhando o horizonte, por exemplo. Além disso, caso ocorram sintomas persistentes, como irritação ocular ou dores é importante procurar um oftalmologista para avaliar melhor o caso.



Dr. Gustavo de Léo - oftalmologista do Hospital CEMA - CRM: 124.475


Síndrome do pânico: Saiba o que é e como diagnosticar

Crises aumentaram durante a pandemia da Covid-19 no país

 

A Síndrome do pânico é uma condição que pode ocorrer em qualquer idade, mas costuma-se manifestar na adolescência ou início da idade adulta, sem motivo aparente. 

Esse transtorno se caracteriza pela ocorrência repentina e até mesmo inexplicável de crises de ansiedade agudas, marcadas por medo e desespero, associadas a sintomas físicos e emocionais, que geralmente duram em torno de 10 minutos. Durante esses ataques de pânico, a pessoa experimenta a sensação de que vai morrer, que perdeu o controle sobre suas ações e que vai enlouquecer.

No geral, o transtorno do pânico atinge mais as mulheres do que os homens. “Essa frequência é maior no sexo feminino pois existe a sensibilização das estruturas cerebrais pela flutuação hormonal, já que a incidência de pânico aumenta durante o período fértil da vida”, explica o médico psiquiatra Bruno Brandão. 

O ataque de pânico tem início repentino e apresenta pelo menos quatro dos seguintes sintomas, são eles: medo de morrer, palpitações, taquicardia, sudorese, despersonalização (impressão de desligamento do mundo exterior, como se a pessoa estivesse vivendo um sonho), formigamentos, sensação de falta de ar, dor ou desconforto no peito (que podem ser confundidos com os sinais do infarto).

Para o médico Bruno Brandão, um dos fatores que podem causar essas crises são as constantes incertezas. “Como muitas pessoas no início da pandemia ficaram desoladas e incertas sobre o seu futuro, elas criaram vários cenários na mente, tentando controlar os resultados. Mas como essa resolução não existe, pois tudo pode mudar, o medo, o estresse e a ansiedade aumentam”.  

Outra atitude importante para evitar que essa crise tome forma, é se informar somente em fontes seguras e confiáveis, que não causem alarmes desnecessários. A mente humana também reage a dados especulativos e imaginários, e em alguns casos, mesmo sabendo que aquilo no primeiro momento não é verdade, algumas pessoas não deixam de descartar a possibilidade do pior acontecer. Por isso, é importante evitar a busca de informações em canais que apelem para o sensacionalismo e que cause pânico. 

E, o mais importante: tentar resgatar aquilo que nos faz bem, mas que não tínhamos tempo, devido a correria do dia a dia. “Experimentar receitas, ler livros, ver filmes e séries, sem parecer que estar fazendo aquilo para apenas preencher lacunas, mas entender que está sim, vivendo. Com isso, a mente relaxa e novas formas de lazer entram no seu dia a dia, deixando de longe pensamentos negativos que podem acometer em um quadro da síndrome do pânico”, finaliza Bruno.

 

 

Fonte: Bruno Brandão Carreira, médico psiquiatra. Especialização em dependência química pela unidade de álcool e drogas pela Universidade Federal de São Paulo – USP. É sócio fundador da associação brasileira de neuropsiquiatria. Atualmente atende em consultório próprio em BH e Três Marias – MG.


Saúde mental em tempo de pandemia

A covid-19 impacta a vida das pessoas com a mudança na rotina e nas relações socioafetivas, coloca as organizações e os indivíduos diante de uma constatação: a necessidade de olhar para a saúde mental. 

A saúde mental não é o contrário de doença mental, mas a capacidade de uma pessoa compreender que: ninguém é perfeito; os limites existem; as mudanças fazem parte da vida; é possível lidar com o cotidiano de forma equilibrada e vivenciar emoções como tristeza, raiva, frustração, amor, satisfação, alegria, tudo isso faz parte do dia a dia.

A quarentena coloca restrições sociais, crianças e adolescentes estudando em casa ou sem escola; pais, mães, companheiros (as) e amigos (as) fazendo tele trabalho; alguns perderam os seus empregos ou tiveram recursos financeiros alterados. O isolamento estreita os espaços, tem-se a sensação de confinamento pela pouca autonomia de mobilidade. Tal estreitamento pode acarretar conflitos familiares, dificuldade nas relações de trabalho e na relação da pessoa consigo mesmo.

Há a impressão de se estar vulnerável, o que não é sinal de fraqueza. A vulnerabilidade é uma característica do ser humano, uma vez que incerteza, risco e exposição emocional estão presentes na vida de qualquer um. A pandemia trouxe à tona, a vulnerabilidade como uma oportunidade para se acolher as emoções do cotidiano.

Essa experiência vem elevando o grau de algumas perturbações, como:

- Estresse: um conjunto de reações não específicas desencadeadas quando uma pessoa é exposta a um estímulo ameaçador. Ao chegar à fase de exaustão, pode alterar o mecanismo de adaptação promovendo esgotamento físico, mental, psicológico e o aparecimento de doenças mais graves. 

- Síndrome de Burnout: uma doença relacionada ao elevado e crônico estresse em relação ao trabalho. Está constituída de um conjunto de sintomas que afetam as condições físicas, mentais, emocionais e familiares, pode causar enfermidades graves.

- Ansiedade: refere-se à excitação no sistema orgânico, constituída por uma série de efeitos musculares como taquicardia e tremores, ligada a alguma situação ou experiência. Caracteriza-se por uma sensação de medo ou nervosismo, acarreta dificuldade de concentração, fadiga e insônia. Em estado mais grave, desenvolve-se síndrome do pânico.

- Depressão: caracterizada pela perda da autoestima, da motivação e da energia vital. Pode trazer à pessoa, a sensação de baixa possibilidade para alcançar objetivos pessoais e/ou profissionais, em razão de se sentir desorientada, triste e com vazio interior.

O que fazer? 

Identificar que algo não vai bem, é o primeiro passo. Rever rotinas, prioridades, delegar responsabilidades e aprender a dizer "não" são as próximas ações. Procurar ajuda é fundamental, pois a saúde mental é a capacidade de a pessoa buscar ajuda quando se encontra diante de alguma dificuldade para lidar com as diferentes transformações que estão acontecendo em sua vida. 

A quem recorrer?

Sugere-se que a profissionais da área de saúde, como: médico, psicólogo, psiquiatra, enfermeiro, assistente social ou, também, uma pessoa de confiança, como gestor, familiar, amigo ou um mentor religioso. 

Conflitos, dilemas e perturbações são típicos do ser humano.  O cuidado com a saúde mental precisa fazer parte do cotidiano e da vida de qualquer pessoa.

 


Ana Paula Escorsin - psicóloga e professora do Centro Universitário Internacional Uninter, especialista em psicologia analítica, com formação em coaching e mestrado em educação. 


Redução mamária ajuda a evitar lesões no ombro e na coluna

Dificuldade em manter a postura e realizar atividade física estão entre os prejuízos à saúde


Enquanto algumas mulheres sonham em aumentar o volume dos seios, outras preferem, e até precisam, reduzi-los. Nos últimos anos, foram a público muitas famosas e modelos que optaram por reduzir as mamas ou tirar próteses e deixá-las com um aspecto mais natural. Mas além da estética, a mamoplastia redutora é indicada principalmente para quem sente dores nas costas, nos ombros e no pescoço por conta do peso dos seios.

Viver com mamas pesadas pode provocar lesões na coluna e nos ombros, causadas até mesmo pelo sutiã, que acaba deixando marcas pela sustentação do peso. Além da saúde, a mamoplastia acaba impactando, inclusive, na estética, como aponta Arnaldo Korn, diretor do Centro Nacional Cirurgia Plástica: "A cirurgia visa diminuir o volume das mamas, proporcionando mais saúde e bem-estar, mas também ajuda a renovar a silhueta", afirma.

Além do incômodo pelo peso, quem possui glândulas mamárias exageradas vê dificuldades até para encontrar roupas fora dos tamanhos padronizados. Realizar atividade física é outro ponto dificultoso, que acaba prejudicando o bom funcionamento do corpo e a saúde.

A postura é outro fator levado em consideração na hora de optar pela cirurgia. "Por serem volumosas, acabam interferindo na postura da mulher, que fica mais inclinada para frente, o que pode acarretar sobrecarga e lesões futuras", comenta Korn, ressaltando que o resultado não muda com o passar do tempo, apenas se a paciente engravidar ou engordar muito.

O Sistema Único de Saúde (SUS) até oferece a cirurgia, mas para isso é preciso provar que o tamanho dos seios está prejudicando a saúde. "Caso não se encaixe na modalidade, é preciso buscar alternativas, como uma assessoria administrativa, que faz a mediação do pagamento e o adequa às condições da paciente", finaliza o diretor do Centro Nacional Cirurgia Plástica.


Descubra quais são os hábitos que podem estragar o esmalte dos dentes e como evitá-los

 

 Freepik
Saiba o que causa a perda da película protetora e quais cuidados para ter um belo sorriso


Maus hábitos e uma alimentação inapropriada podem provocar a perda do esmalte do dente, mas com algumas mudanças de atitude é possível preservá-lo e manter sua função principal que é proteger a polpa dentária e a dentina, partes mais sensíveis dos dentes. “Essas duas estruturas têm terminações nervosas, então, caso não estejam devidamente protegidas, o paciente sente dores. Além disso, a corrosão do esmalte dentário contribui com o aparecimento de doenças bucais”, alerta o cirurgião dentista Paulo Zahr, também fundador e presidente da rede OdontoCompany.   

Segundo o especialista, nem sempre é possível identificar a perda no estágio inicial pois, quando os sintomas começam a aparecer é porque já houve um grande desgaste nos dentes.  “Por isso, é importante ir ao dentista a cada seis meses ou, pelo menos, anualmente”, salienta. O principal sinal de alerta é a sensibilidade ao consumir alimentos ou bebidas, quentes ou frios. Quando o problema já está bastante avançado, o quadro de dores tende a piorar, com o aparecimento de manchas ou rachaduras e os dentes podem até ficar transparentes.

Ainda segundo o dentista, a perda do esmalte dentário tem diversas origens e afeta pessoas de todas as idades, até mesmo as crianças. “Para evitar o problema é  recomendado ter uma boa higiene bucal.  Indico  evitar o uso de escovas de cerdas duras e controlar para não colocar muita força durante a escovação, pois isso agride o esmalte, causando desgaste ao longo do tempo”, pontua Zahr. Também  é bom tomar cuidado com cremes dentais abrasivos -aqueles que prometem clarear os dentes- pois eles podem trazer danos, se usados durante muito tempo.

O bruxismo, ato involuntário de ranger e apertar os dentes, é outro causador do problema. Isso acontece devido ao atrito que ocorre entre a arcada dentária superior e inferior, por isso, quem sofre com a doença deve procurar um dentista para tratá-la.  E, quando o assunto é alimentação, a recomendação é evitar o consumo excessivo de alimentos e bebidas açucaradas ou com grande teor de acidez, pois elas podem alterar o PH natural da saliva. 

Outro alerta importante é para quem sofre com refluxo gástrico que leva ácidos contidos no estômago para a boca, deixando a saliva ácida e contribuindo para o desgaste nos dentes. “Felizmente, é possível reverter o quadro e restaurar a estrutura dentária do paciente. O  tratamento varia de acordo com a causa do problema, mas os mais comuns são a aplicação de flúor, uso de produtos específicos, restaurações ou a implantação de coroas e blocos, para os casos em mais avançados”, finaliza.

 


OdontoCompany

https://odontocompany.com/


Conheça as lesões mais comuns no Futebol


O futebol é a modalidade esportiva mais popular no mundo e estima-se que cerca de 240 milhões de atletas amadores pratiquem esse esporte, abrangendo todas as faixas etárias de ambos os gêneros. É considerado também um esporte que apresenta um alto índice de lesões, pois envolve grande contato físico, movimentos curtos, rápidos e com muitas trocas de direção. “Em virtude dessas características, apresenta em termos absolutos alto número de lesões”, cita André Pedrinelli no seu Estudo Epidemiológico das lesões no futebol profissional durante a Copa América de 2011, Argentina. 

Segundo o especialista, as lesões mais frequentes ocorrem nos membros inferiores (coxas e joelhos), predominando as contusões, seguida pelas lesões musculares. Geralmente estas afecções apresentam, em sua maioria, grau leve de gravidade e acontecem de acordo com as etapas da partida, havendo discreto predomínio nos 15 minutos finais. 

Dentre as contusões, a maior parte é causada por trauma, mas também podem ser ocasionadas por sobrecarga. As lesões por sobrecarga acontecem quando sobrecarregamos demais os músculos, podendo lesionar as fibras musculares, gerando rigidez e dor no local. 

Ainda segundo o estudo, André Pedrinelli cita que as contusões, os estiramentos e as entorses são as lesões mais frequentes encontradas na literatura. É ressaltado ainda que “Como a maior parte das lesões ocorre nos músculos da coxa e da perna, houve concordância com os resultados obtidos em outros estudos, já que apontaram também os músculos da coxa (principalmente os posteriores) como o principal local da lesão”.  

A gravidade das lesões pode ser classificada como: Grau I/Insignificante: não necessita afastamento; Grau II/Mínima: 1 a 3 dias de afastamento; Grau III/Leve: 4 a 7 dias; Grau IV/Moderada: entre 8 a 28 dias; Grau V/Grave: mais do que 28 dias de afastamento e Grau VI/Muito grave, com potencial de encerrar a carreira.  Essa classificação é baseada no Consenso da FIFA de 2005.

 

Entenda cada tipo de lesão: 

 

Contusões
As contusões são lesões causadas por trauma direto no corpo, sem que isso cause uma ferida na pele. É a lesão traumática mais frequente nas atividades esportivas. Geralmente não afeta ossos e ligamentos. Um tombo ou uma pancada podem desencadear uma contusão.

 

Contraturas musculares
A contratura muscular acontece quando um grupo de fibras musculares se contrai excessivamente e de forma não voluntária e não retorna ao seu estado normal de relaxamento.

 

Estiramentos
Os estiramentos acontecem quando o músculo é alongado além do seu limite. As fibras presentes nos músculos sofrem lesões causando dor e uma espécie de estalido. O estiramento é comum quando há falta de aquecimento e alongamento, mas o cansaço também pode contribuir.

 

Entorses
As entorses são lesões que afetam os ligamentos de uma articulação. As mais comuns no futebol afetam os joelhos e tornozelos. Eles podem ser definidos conforme o grau da lesão. As entorses geralmente estão relacionadas a um movimento brusco, normalmente de torção, que lesiona os ligamentos.

 

 

Prof. Dr. André Pedrinelli - formou-se em Medicina em 1984 pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Foi neste mesmo ano, durante um estágio realizado na cidade de Colônia, na Alemanha no Institutfür Kreislaufforschungund Sportmedizin (Institute for Circulation Researchand Sports Medicine), que o interesse pela Ortopedia e Traumatologia em geral e pela Medicina do Esporte, surgiu e ele começou a dedicar-se integralmente a estas especialidades. Desde então, em 1985, como residente em Ortopedia e Traumatologia do Instituto de Ortopedia e Traumatologia, do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IOT-HC-FMUSP), Prof. Dr. André Pedrinelli teve a oportunidade de entrar em contato com as mais variadas afecções ortopédicas, desenvolver pesquisas clínicas e participar de atividades relacionadas às especialidades médicas. Logo no último ano de residência, em 1988, obteve o Título de Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). O interesse pelo Esporte sempre esteve presente em sua vida, mas foi em 1989, quando foi contratado como médico da equipe de futebol profissional da Sociedade Esportiva Palmeiras, que iniciou na Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo o curso de Especialidade em Medicina do Esporte. Depois disso, sua participação nas quadras ou nos campos sempre fez parte da sua vida profissional.

 

www.andrepedrinelli.com.br

 

Referência:

Estudo epidemiológico das lesões no futebol profissional durante a Copa América de 2011, Argentina; André Pedrinelli, Gilberto Amado Rodrigues da Cunha Filho, Edilson Schwansee Thiele e Osvaldo Pangrazio Kullak.

Confira o artigo na íntegra: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-36162013000200131&script=sci_arttext&tlng=pt


Tuberculose: um problema de saúde pública mundial

A tuberculose é uma das doenças infecciosas mais antigas da história da humanidade, causada principalmente pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Descoberta em 1882 pelo bacteriologista alemão Robert Koch, há evidências históricas de sua presença datadas de 8.000 antes de Cristo. Diante de tantas pessoas acometidas mundialmente pela doença, que somente no ano de 2018 somaram 10 milhões de novos casos, desses, 1,5 milhão vieram à óbito, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a pergunta que fica é: por que ainda não erradicamos a tuberculose?

Embora seja uma moléstia milenar, foi somente no século XX, após muitos anos de estudos, que a tuberculose passou a ser compreendida e surgiram avanços capazes de combatê-la e preveni-la. Hoje é considerada uma doença tratável e curável, principalmente a partir do uso de antibióticos específicos em longo prazo. Quanto antes diagnosticada, mais rápida a recuperação do paciente e menor é o índice de contágio e disseminação. A porta de entrada do bacilo da tuberculose são as vias aéreas e a transmissão dá-se através da tosse ou fala durante o contato prolongado como uma pessoa doente.


Por se tratar de uma doença, a princípio silenciosa, quando está em sua fase latente, o paciente dificilmente saberá que está infectado e esse quadro pode persistir por anos, até que venha apresentar algum sintoma ou por algum motivo faça um teste para detectar a doença. A metodologia atual para diagnóstico da infecção latente por tuberculose, usada há mais de 100 anos, é conhecida como teste tuberculínico (PPD - do inglês purified protein derivative). Através desse teste, a tuberculina é injetada na parte inferior da pele (subcutânea) do braço e, depois de alguns dias, o paciente retorna ao médico ou laboratório para a leitura da reação. Quando se está infectado com a tuberculose, um nódulo elevado se desenvolve onde a tuberculina foi injetada. Porém, em alguns casos, principalmente das pessoas que possuem o sistema imunológico comprometido, o resultado do PPD pode ser falso-negativo e o paciente corre o risco de ter a doença ativada por desconhecer o seu estado.


Atualmente, com a evolução da medicina atrelada à tecnologia, existem testes mais precisos para o diagnóstico da infecção latente por tuberculose, como, por exemplo, os testes IGRA (ensaio de liberação de Interferon-gama), que reduzem a margem de falsos-negativos e falsos-positivos e proporcionam um diagnóstico mais assertivo. Realizados com uma pequena amostra de sangue, requerem apenas uma visita ao médico e são muito menos afetados pelo imunocomprometimento do paciente em comparação ao teste tuberculínico. Apresentam resultado rápido e seguro, com a precisão de testes laboratoriais.


Há tempos vista como uma doença comum aos segregados da sociedade, muitas pessoas, por vergonha, não buscam a ajuda médica necessária, tão pouco realizam os testes para detecção da moléstia. Esse panorama distorcido da tuberculose é também um dos fatores que dificultam sua erradicação e somente trabalhando a consciência da população quanto a isso, conseguiremos seguir, com sucesso, esse combate. Portanto, a partir dos primeiros sintomas, não deve haver dúvidas em procurar o serviço de saúde. Passada a fase latente, o paciente pode apresentar sintomas como tosse crônica, febre, perda inexplicada de peso e, quando grave, sudorese noturna. A tuberculose é uma doença séria e requer atenção.





Dra. Denise Silva Rodrigues - médica infectologista e diretora clínica do Instituto Clemente Ferreira, Centro de Referência Terciária para tuberculose de São Paulo.

 

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