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sexta-feira, 3 de julho de 2020

Educação Corporativa: Qual o papel das empresas na pandemia?



Rebeca Toyama comenta sobre a nova forma de se relacionar com os colaboradores neste momento


Sem nenhuma exceção, todas as organizações têm sentido os impactos causados pela pandemia do COVID-19, e um fator importante a ser analisado neste momento é trazer um novo olhar e uma nova forma de se relacionar com os colaboradores. Além dos impactos como a redução de renda e extinção de algumas atividades, a rotina profissional já foi impactada seja pelo novo ambiente ou pela pressão de inúmeros fatores em conjunto.

Com isso, Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira traz algumas reflexões para as organizações, a fim de utilizar a pandemia como uma oportunidade de transformar a visão de mundo das empresas.

De acordo com o artigo divulgado no início deste ano pela Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial, as principais habilidades para se aprender estão ligadas à tecnologia, relações interpessoais que são praticamente impossíveis de automatizar, criatividade, persuasão e colaboração, além dos desafios da revolução de requalificação.

Diante da pandemia, as empresas tiveram que pensar na requalificação muito mais rápido do que se imaginava, mas por um outro lado trouxe a consciência e a responsabilidade que as organizações têm pela continuação da formação de seus colaboradores. Pensando nisso, Rebeca explica que um dos principais desafios é requalificar os profissionais para conseguirem atender aos desafios do novo mercado de trabalho, a 4ª revolução industrial, que é preparar o ser humano para se relacionar com a inteligência artificial.

“Com toda essa mudança, temos o desafio de requalificar toda a mão de obra, e falamos de requalificar desde o presidente ao office boy. Toda a cadeia dentro de uma empresa precisa ser qualificada para transitar neste novo mundo.”, afirma Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira.

As empresas são responsáveis por formarem em seus colaboradores os hard skills, mas também cabe desenvolver os soft skills, e agora é o momento onde as organizações precisam ensinar aos seus funcionários a gestão de tempo e como lidar e ter controle com o estresse, angústia e pânico. A educação corporativa neste momento vem como o ponto-chave para ter uma equipe engajada e com níveis saudáveis de bem-estar.

Para a especialista, a pandemia trouxe a oportunidade das empresas lembrarem seus propósitos e valores, e assim estabelecer um vínculo mais saudável com os seus colaboradores. “A importância da empresa estar em sintonia com seus colaboradores é garantir que eles estejam aptos a responder os desafios presentes no cenário atual sem colocar em risco sua saúde mental. ”, conta, Rebeca.


Inteligência Emocional

Outro papel das organizações é entender que o colaborador tem diversas dimensões dentro dele, portanto, é importante se investir em inteligência emocional. Principalmente neste momento, onde as empresas precisam estar prontas para acolher as demandas emocionais de seus funcionários, o que significa ter empatia e mostrar que a situação está complexa para todos.

“Muitos gestores, às vezes por não saber resolver o problema pessoal de um colaboador, entendem que não devem acolher a demanda emocional, mas é somente demonstrar empatia. Se a empresa não olhar para seus colaboradores como ser humano, não conseguirá extrair a melhor versão dele ”, reforça, Toyama.

O vínculo com os colaboradores vai muito além do engajamento, faz o indivíduo ter um propósito maior junto a empresa e eleva autoestima e autoconfiança, assim reduz os quadros de ansiedade, estresse e instabilidade emocional dos colaboradores. “Cuidar dos colaboradores não é uma escolha, e sim, uma necessidade! E criar esse vínculo mesmo à distância, fará seu colaborador se sentir engajado por sentir-se importante para a empresa. ”, finaliza, Rebeca Toyama.

A especialista em estratégia de carreira, Rebeca Toyama traz 4 principais dicas de Educação Corporativa para auxiliar as organizações neste momento de pandemia:


1- Entender seu papel enquanto educador social: Dê continuidade na formação do ser humano. Desenvolva em seus colaboradores os hard skills e soft skills;


2- A importância de ter uma visão de mundo claro: Cuidar dos colaboradores não é uma escolha, e sim, uma necessidade. Entenda os geradores de estresse e angústias. Mostre para os colaboradores o quão são importantes para a empresa neste momento;


3- Momento importante para revisitar seus valores e visão: Aproveite esse momento para resgatar seus valores e propósitos. A empresa precisa estar alinhada com os valores e a visão de seus colaboradores, pois esse é o caminho para descobrir o valor que se tem neste momento;


4- Colocar sua visão de mundo pós-pandemia: Tente resgatar e adaptar o propósito da empresa após essa pandemia.






Rebeca Toyama - fundadora da RTDHO empresa com foco em bem-estar e educação corporativa. Especialista em estratégia de carreira e saúde financeira. Atua há 20 anos como coach, mentora, palestrante, empreendedora e professora e atualmente é mestranda em psicologia clínica. Colaboradora do livro Tratado de psicologia transpessoal: perspectivas atuais em psicologia: Volume 2; Coaching Aceleração de Resultados e Coaching para Executivos. Integra o corpo docente da pós-graduação da ALUBRAT (Associação Luso-Brasileira de Transpessoal), Instituto Filantropia e Universidade Fenabrave. Coach com certificação internacional em Positive Psychology Coaching e nacional em Coaching Ontológico e Personal Coaching com o Jogo da Transformação.

A Certeza do incerto: uma análise sobre o futuro do mercado de shopping centers no novo normal



Agora nos deparamos com a frase da atualidade: O novo normal. É emblemática, carrega nas letras um significado de mudança, comportamento, atitudes, mas traz consigo também a incerteza. O novo assusta, porém também mexe com as sensações e sentimentos do ser humano. A imprevisibilidade dá um toque, para muitos, de redescobrimento.

E se focarmos no mercado de shopping centers? O que se espera dessa indústria? O que falam os estudiosos?

Estou lendo diariamente as opiniões e a visão do novo normal nos centros comerciais. Ainda não encontrei nenhuma linha de pensamento que realmente tenha o embasamento para essa árdua retomada. Será que os mais de 500 shoppings vão sobreviver? Será que o pequeno varejista - que é um grande pilar dos templos de consumo - vai ter fôlego para continuar?

Vários questionamentos e suposições estão no ar, mas no meu entendimento, nesses 30 anos de jornada, percebo que alguns sinais evidentes estão sendo deixados de lado nesse momento. Nesses primeiros momentos de retomada, a vedete foi o front de atuação na parte operacional. Com certeza havia a necessidade de aplicar os protocolos exigidos - e cada shopping de acordo, com a situação financeira, está tentando oferecer ao consumidor a sensação de segurança na parte de higiene e sanitização.

Entretanto, passados os dias, começamos a analisar os números e a performance dos empreendimentos.Já era esperado que o fluxo não voltaria, por hora, a sua normalidade. Tal qual que as lojas sofreriam, neste retorno parcial, com um caixa totalmente comprometido. Existe, também, necessidade de investimentos na contratação ou retorno das equipes, na análise do estoque e nos insumos necessários para abrirem as portas.

Mas acredito que estejamos esquecendo de uma peça importante: o marketing - o plano de ação a curto e médio prazo para sobreviver ao novo normal. Certamente as grandes administradoras já elaboraram, e vão colocar em prática, as estratégias para a manutenção do seu negócio.

No entanto, nesse universo de 500 shoppings espalhados por esse Brasil, existe uma fatia expressiva de pequenos centros comerciais que já enfrentavam situações delicadas no fluxo de caixa do condomínio e fundo de promoções. Trata-se de administradoras de pequeno porte, que não possuem estruturas internas para pensar e desenvolver o planejamento do novo marketing.

Um novo marketing dentro do novo normal. Assim que houve o fechamento obrigatório dos shoppings, essa área foi praticamente exterminada. Motivos óbvios, financeiros e de fluxo de caixa. Mas, se observarmos detalhadamente, aquele que não parar e olhar para esse departamento, provavelmente sofrerá consequências graves no futuro próximo.

É fundamental que além do “taxímetro” rodando no financeiro e operações, o marketing precise voltar a sua engrenagem - porém com uma nova leitura, como se tivéssemos que revisitar os velhos livros de Philip Kotler (considerado o mestre do marketing moderno) para construir novas estratégias de apoio ao lojista e a inteligência, visando fomentar o consumo sem estimular a aglomeração.

O desenho da área será outro. Os objetivos continuarão os mesmos, mas a forma de condução será totalmente diferente. O planejamento trivial, que até 2019 era praticado, não terá mais serventia. Variáveis importantes, como o digital e apoio direto ao pequeno varejista, serão os grandes ingredientes para ultrapassarmos essa entressafra que ainda vai perdurar por algum tempo.
Usando outra frase emblemática dos dias de hoje: "vai passar". Mas cuidado para passar e não continuar. Acredite: O incerto pode trazer bons ventos, mas evite os vendavais.





Roberta Veloso - Há 30 anos atuando no mercado de shopping centers e varejo.
Bacharel em Comunicação Social, com MBA em Gestão Estratégica de Negócios pela UFF (Universidade Federal Fluminense). Exerceu cargos de liderança como gerência, superintendência e diretoria nas principais administradoras do segmento. Especialista em administração e marketing de empreendimentos comerciais.

Lei Aldir Blanc expõe realidade do setor cultural


De repente, lá no semáforo, cinco pessoas chamam a atenção de um público fechado em seus carros que se reveza a cada sinal vermelho. Com maquiagem e perna de pau, fazendo malabarismo de todas as formas, esses personagens interpretam os brasileiros, profissionais da cultura. Na faixa, uma mensagem significativa: faça feliz quem sempre te fez sorrir.

Difícil não refletir. Com os circos fechados, artistas vivem crise sem precedente. Assim como eles, outros milhares de profissionais da cultura passam por dificuldades. Para muitos homens e mulheres embrutecidos, contrários ao poeta Ferreira Gullar para quem “a arte existe porque a vida não basta”, o cenário é irrelevante já que para esse grupo o produto do artista é visto como algo supérfluo. 

Então, vejamos alguns dados estatísticos. Embora haja contrariedade dependendo da fonte, o setor cultural influencia no PIB brasileiro.

Segundo o Banco Mundial, as atividades culturais representam 7% do PIB em todo o mundo. No Brasil, de acordo com estudos da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) a cultura equivale a 2,5% do PIB. Em dezembro de 2019, isso significou aproximadamente R$ 170 bilhões.

Em 2017, estudo do extinto Ministério da Cultura revelou que essa porcentagem era de 4%. Dois anos antes, uma pesquisa conduzida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), organizada na publicação intitulada “A Cultura na Economia Brasileira” deixou evidente tratar-se de um setor com potencialidades não dinamizadas. O documento sugere que ao incluir toda a indústria criativa como campo cultural, esse percentual pode ser ainda mais relevante.

Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos a cultura move entre 7 e 8% do PIB e é responsável por 4% da força de trabalho. Além disso, os produtos culturais formam importante item de exportação.

Dados do Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC), ferramenta de aferição criada em 2007 para fazer o mapeamento dos profissionais e da produção cultural no Brasil, apontava que em 2018, 5,2 milhões de brasileiros atuavam no setor cultural. Naquele ano, o valor movimentado foi de R$ 226 bilhões.

Considerando os números apresentados pela Firjan, é possível perceber uma queda sensível nesse campo da economia. Reflexo, muito provavelmente, da realidade política do país.

Dessa forma, a Lei Aldir Blanc, aprovada nesta semana, que fará circular R$ 3 bilhões para a cultura com destinação de recursos para artistas no modelo de auxílio e para instituições culturais a fim de promover a manutenção de espaços e projetos é muito mais do que uma proposta social. A Lei dialoga com a economia e oferece suporte a milhares de famílias brasileiras.

O tema não deve e nem pode ser debatido sob outra ótica que não a da importância deste setor.





Adriana Silva - jornalista, educomunicadora, escritora e curadora da FIL – Feira Internacional do Livro.

Para 91% da população, portadores de diplomas de medicina obtidos no exterior devem revalidar seus títulos para atuarem no Brasil



Para a população brasileira, o portador de diploma de medicina obtido no exterior deve passar por um processo de revalidação do seu título se quiser trabalhar no Brasil. É o que mostra pesquisa Datafolha. Foram ouvidas 1.511 pessoas, com mais de 16 anos, de todas as regiões e segmentos sociais. Na opinião da grande maioria (91%) dos entrevistados, o profissional formado em outro país (estrangeiro ou brasileiro) deve ser aprovado pelo exame Revalida antes de começar a atuar no País.

Os números mostram que, independentemente do sexo, idade, grau de formação ou nível de renda, é praticamente unânime a opinião de que o profissional formado no exterior deve revalidar seu diploma de médico no Brasil. “A população brasileira tem a mesma percepção do CFM de que para trabalhar no Brasil como médico, o profissional deve mostrar que tem capacitação”, afirma o presidente do CFM, Mauro Ribeiro. 

Exigência - A pesquisa revela que a percepção favorável da população sobre essa exigência está diretamente vinculada ao receio de exposição a riscos e outros problemas durante possíveis atendimentos. O levantamento mostrou que para o paciente essa aprovação atesta a posse de conhecimentos, habilidades e atitudes esperadas de um médico com registro ativo.

Além de medir a percepção dos brasileiros sobre a necessidade de aprovação no Revalida, o levantamento do CFM/Datafolha também avaliou o impacto dessa aprovação na forma como o paciente enxerga quem o atende e na sensação que manifesta após esse contato.

De acordo com os dados coletados, a aprovação se traduz em maior confiança em quem faz o atendimento no diagnóstico e na prescrição de tratamentos. Da mesma forma, para os entrevistados, gera um impacto positivo na relação médico-paciente. Ou seja, para eles a consulta com profissional que tenha sido aprovado em exame de revalidação permite que o vínculo se estabeleça de forma mais satisfatória.


CONFIRA ALGUMAS DAS PRINCIPAIS CONCLUSÕES DA PESQUISA

  1. Com relação à importância de ter aprovação no Revalida
Os números mostram que, independentemente do sexo, idade, grau de formação ou nível de renda, é praticamente unânime a opinião de que o profissional formado no exterior deve revalidar seu diploma de médico no Brasil.
- Por sexo - Para 91% dos homens e mulheres, a revalidação deve ser exigida dos portadores de diplomas de medicina obtidos no exterior e que desejam trabalhar no Brasil. 

- Por idade - Por faixa etária, esse entendimento se destaca no grupo com idades de 25 a 34 anos e de 45 a 59 anos (ambos 92%), seguido dos que têm 16 a 24 anos (91%), da faixa de 35 a 44 anos (90%) e de quem tem 60 anos ou mais (89%).

- Por escolaridade - Para 92% dos que possuem nível superior e fundamental, o Revalida deve ser obrigatório. Entre as pessoas com nível médio, esse percentual é de 89%.

- Por renda - A pesquisa também mostrou que quanto maior a renda, maior a percepção de que a revalidação é necessária. Para 95% dos entrevistados com renda mensal maior do que dez salários mínimos, os médicos formados no exterior devem passar pelo Revalida. Já nos extratos de dois a cinco e de seis a dez salários mínimos, o percentual dos que defendem o exame foi ligeiramente menor (92%).

- Por região - Do ponto de vista geográfico, não há diferenças entre as regiões do país quando o assunto é a percepção sobre a necessidade de exigência da revalidação dos diplomas de médicos. Em todas, o entendimento de que essa aprovação é fundamental predomina. Para 92% dos moradores do Nordeste, a prova deve ser exigida. No Sudeste e no Norte, o percentual é em ambos de 91%. Já no Sul e no Centro-Oeste, 90%. Tanto nas regiões metropolitanas quanto no interior, o índice também é o mesmo (91%).

  1. Com relação ao impacto da aprovação no Revalida no sentimento de confiança no tratamento
De acordo com os dados coletados, o fato do portador de diploma de medicina ter sido aprovado em exame do Revalida, se traduz em maior confiança em quem faz o atendimento

- Por sexo -  Na avaliação de 72% dos brasileiros, ser atendido por alguém que passou pelo Revalida aumenta a confiança no médico. Tanto homens e mulheres responderam que sentiriam mais confiança em um médico com diploma revalidado.

- Por idade - Esse sentido é maior na faixa etária de 35 a 59 anos (75%). No grupo com idades de 16 a 24 anos o percentual foi de 71% e de 25 a 35 anos, 73%. No segmento com 60 anos ou mais, o percentual chegou a 64%.

- Por escolaridade - A pesquisa também perguntou se as pessoas se sentiam mais seguras com os tratamentos prescritos por médicos com diplomas revalidados. Aqueles com ensino superior (74%) foram os que mais expressaram seu entendimento de que isso os fariam se sentir mais seguros. Entre os brasileiros de nível médio, o percentual foi de 73% e os com ensino fundamental, 64%.

Por região – No Norte do país, 75% dos entrevistados afirmaram que se sentem mais seguros em realizar tratamentos prescritos por pessoas que se formaram no exterior, mas revalidaram seus diplomas. No Sudeste, o percentual foi de 69% e no Sul, 68. No Nordeste e Centro Oeste, o índice foi de 72%. Nas regiões metropolitanas, o índice foi de 73% e no interior, 69%.


Bares e restaurantes perderão mais de R$30 bilhões até o final de 2020 no Estado de São Paulo



Mesmo com reabertura de bares e restaurantes a partir desta segunda (6), o setor deve contabilizar, até o final de 2020, uma queda em suas receitas de 44,7% na Capital e de 41,9% no Estado de São Paulo, em comparação a 2019. É o que aponta a Pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo dos brasileiros há mais de 25 anos, com base em dados oficiais.

Segundo o levantamento, os paulistanos irão consumir cerca de R$ 12,2 bilhões em bares e restaurante, contra os R$ 22,1 bilhões desembolsados no ano passado. No Estado paulista, a projeção é que esse valor caia de R$ 78,1 bilhões em 2019, para R$ 45,4 bilhões neste ano.

Esse é apenas um recorte da pesquisa, finalizada em maio último, e que leva em consideração todo o cenário de pandemia, destacando que o consumo nacional nos diversos setores econômicos se igualará a índices de 2012, com a maior retração desde 1995. Abaixo, segue release na íntegra com dados nacionais. Caso interesse, podemos disponibilizar dados de outros setores e/ou regiões específicas.   

Em baixa, consumo nacional sofre efeitos da pandemia e deve se igualar a índices de oito anos atrás.

Pesquisa IPC Maps estima retração de 5,39%, a maior desde 1995 

Com a pandemia do novo coronavírus, o consumo das famílias brasileiras ficará comprometido ao longo de 2020, se igualando aos patamares de 2010 e 2012, descartando a inflação e levando em conta apenas os acréscimos ano a ano. A projeção é uma movimentação de cerca de R$ 4,465 trilhões na economia — um crescimento negativo de 5,39% em relação a 2019 —, a uma taxa também negativa do PIB de 5,89%. A previsão é do estudo IPC Maps 2020, especializado há mais de 25 anos no cálculo de índices de potencial de consumo nacional, com base em dados oficiais.

Segundo Marcos Pazzini, sócio da IPC Marketing Editora e responsável pela pesquisa, esse crescimento negativo após a pandemia cria um efeito déjà-vu, já que a economia “retomará os índices dos últimos anos em que houve um progresso vigoroso”. O especialista ressalta que no início de março, antes desse cenário de pandemia e isolamento social, “a previsão do PIB para 2020, conforme o Boletim Focus do Banco Central, era de +2,17%, o que resultaria numa projeção do consumo brasileiro da ordem de R$ 4,9 trilhões, superando os R$ 4,7 trilhões obtidos no ano passado.”

O levantamento aponta que, a exemplo de 2019, as capitais seguirão perdendo espaço no consumo, respondendo por 28,29% desse mercado. Enquanto isso, o interior avançará com 54,8%, bem como as regiões metropolitanas, cujo desempenho equivalerá a 16,9% neste ano.

Esta edição do IPC Maps destaca, ainda, a redução na quantidade de domicílios das classes A e B1, o que elevará o número de residências nos demais estratos sociais. Para Pazzini, “essa migração das primeiras classes impactará positivamente o consumo da classe B2, com uma vantagem de 6,8% sobre os valores de 2019”, explica. As outras classes, por sua vez, terão queda nominal do potencial de consumo de 2,94% em relação a 2019.

Perfil básico – O Brasil possui mais de 211,7 milhões de cidadãos, sendo 179,5 milhões só na área urbana, que respondem pelo consumo per capita de R$ 23.091,50, contra os R$ 9.916,75 gastos individualmente pela população rural. 
   
Base consumidora – Como já citado, neste ano a classe B2 lidera o cenário de consumo, representando mais de R$ 1 bilhão dos gastos. Junto à B1, estão presentes em 20,9% dos domicílios, sendo responsáveis por 41,1% (R$ 1,7 trilhão) de tudo que será desembolsado pelas famílias brasileiras. Se para a classe média a migração da classe alta para os demais estratos é positiva, para quase metade dos domicílios (48,7%), caracterizados como classe C, o total de recursos gastos cai para R$ 1,475 trilhão (35,6% ante 37,5% em 2019). Já a classe D/E, que ocupa 28,3% das residências, consome cerca de R$ 437,9 bilhões (10,6%). Mais enxuto, em apenas 2,1% das famílias, o grupo A reduz seus gastos para R$ 528,6 bilhões (12,8% contra 13,68% do ano passado).

O mesmo acontece na área rural que, embora no ano passado tivera uma evolução significativa, neste ano perde de R$ 335,9 para R$ 319,6 bilhões.

Cenário Regional – O destaque vai para a Região Centro-Oeste que, ampliou em 7,9% sua participação no consumo, respondendo por 8,86% dos gastos nacionais. Encabeçando a lista, embora com pequenas contrações, aparece o Sudeste com 48,42%, seguido pelo Nordeste, com 18,53%. A Região Sul, que em 2019 tinha reduzido sua fatia, volta a subir para 17,97% e, por último, aparece a Norte, representando 6,23%.

Mercados potenciais – O desempenho dos 50 maiores municípios brasileiros equivale a 38,7%, ou R$ 1,759 trilhão, de tudo o que é consumido no território nacional. No ranking dos municípios, os principais mercados permanecem sendo, em ordem decrescente, São Paulo e Rio de Janeiro, seguido por Brasília, que recuperou a 3ª posição, deixando Belo Horizonte atrás. Já, Curitiba sobe para o 5º lugar, ultrapassando Salvador. Na sequência, Fortaleza, Porto Alegre, Manaus e Goiânia — esta em 10º —, ocupam os mesmos lugares de 2019. Cidades metropolitanas ou interioranas como, Campinas (11º), Guarulhos (13º), Ribeirão Preto (18º), São Bernardo do Campo (19º) e São José dos Campos (21º), no Estado paulista; São Gonçalo (16º) e Duque de Caxias (24º), no Rio de Janeiro; bem como as capitais Belém (14º), Campo Grande (15º) e São Luís (17º) também se sobressaem nessa seleção.

Perfil empresarial – Houve declínio de 13% no número de empresas instaladas no Brasil, totalizando hoje 20.399.727 unidades. Deste montante, mais da metade (10,6 milhões) tem atividades relacionadas a Serviços; seguida pelos setores Comércio, com 5,7 milhões; Indústrias, 3,3 milhões e, por último, Agribusiness, com 703 mil estabelecimentos.          

Geografia da Economia – Como de costume, a Região Sudeste concentra 51,98% das empresas nacionais, seguida novamente pelo Sul, com 18,15%. Em caminho inverso, as demais regiões reduziram suas atividades: O Nordeste conta com 16,96% dos estabelecimentos, Centro-Oeste com 8,27%, e o Norte com apenas 4,65% das unidades existentes no País.
     
Partindo para a análise quantitativa das empresas para cada mil habitantes, o levantamento aponta uma retenção geral. As Regiões Sul e Sudeste seguem liderando com folga, respectivamente, 122,63 e 119,12 empresas por mil habitantes; o Centro-Oeste aparece com 102,17 e, ainda muito aquém da média, vêm as regiões Nordeste, com 60,30, e Norte, que tem apenas 50,77 empresas/mil habitantes.

Hábitos de consumo – A pesquisa IPC Maps detalha, ainda, onde os consumidores gastam sua renda. Dessa forma, os itens básicos aparecem com grande vantagem sobre os demais, conforme a seguir: 25,6% dos desembolsos destinam-se à habitação (incluindo aluguéis, impostos, luz, água e gás); 18,1% outras despesas (serviços em geral, reformas, seguros etc); 14,1% vão para alimentação (no domicílio e fora); 13,1% a transportes e veículo próprio; 6,6% são medicamentos e saúde; 3,7% materiais de construção; 3,4% educação; 3,4% vestuário e calçados; 3,3% recreação, cultura e viagens; 3,3% em higiene pessoal; 1,5% eletroeletrônicos; 1,5% móveis e artigos do lar; 1,1% bebidas; 0,5% para artigos de limpeza; 0,4% fumo; e finalmente, 0,2% referem-se a joias, bijuterias e armarinhos.   




Faixas etárias Em crescimento, a população de idosos supera a margem de 30 milhões em 2020. Na faixa etária economicamente ativa, de 18 a 59 anos, esse índice passa de 128 milhões, o que representa 60,5% do total de brasileiros, sendo mulheres em sua maioria. Já, os jovens e adolescentes, entre 10 e 17 anos, vem perdendo presença e somam 24,1 milhões, sendo superados por crianças de até 9 anos, que seguem a média de 29,4 milhões.


O HOLOCAUSTO DOS POSTOS DE TRABALHO


        Há dois dias a Folha de São Paulo abriu manchete para a informação de que "a pandemia aniquilou 7,8 milhões de postos de trabalho no Brasil", acrescentando que, pela primeira vez na história, menos da metade das pessoas em idade de trabalhar está empregada. Indo um pouco mais fundo, sem sair da superfície, a matéria informava estarem incluídos naquele número pavoroso 5,2 milhões de trabalhadores por conta própria, ou sem emprego formal. Os dados foram fornecidos pelo IBGE.

        Agora, digo eu: Uau! Quem poderia imaginar uma coisa dessas? E respondo: algo assim era perfeitamente previsível por quem tem um mínimo de objetividade; basta, simplesmente, assistir como, há quatro meses, empresas e postos de trabalho vêm sendo assassinados a sangue frio. Imagine cinco milhões e 200 mil pessoas, numa situação de trabalho vulnerável por natureza, sendo obrigadas a fechar, apagar a luz, desligar o  computador, fechar a porta e dar bilhete azul a seus sonhos e meios de subsistência. Imagine essa pessoa, depois, trancada em casa pela simultânea necessidade e inutilidade de sair, ligada nos noticiários que só contam mortos, à espera de algum burocrata disposto a pintar amarelo sobre o vermelho que cobre sua região no mapa do Estado.

        Aqui no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, de onde escrevo, durante um curto período de "flexibilização" que se seguiram a três meses de isolamento, fui com minha mulher a três restaurantes que habitualmente frequentamos. Queria falar com os donos, cumprimentar os garçons conhecidos de muitos anos, ter notícias sobre o período de travessia em que esses estabelecimentos, sempre movimentados, passaram a atender por tele entrega. Num deles, com o salão todo rearranjado para o distanciamento, não havia ninguém; quando saímos, apenas um cliente entrara. Noutro, uma família com cinco ou seis pessoas era a única ocupante de uma das salas; nós fomos os únicos, também, no compartimento ao qual nos conduziram. No terceiro, a situação estava um pouco melhor, menos lugares, mesas afastadas, e, ainda assim, nesse arranjo, sequer uma terça parte das cadeiras ocupadas. Pois nem com isso, nem assim, lhes foi permitido manter o estabelecimento em operação. Porto Alegre fechou seus restaurantes dois ou três dias mais tarde.

        Vem-me à mente o humor ferino de Grouxo Marx, creditado pela perenidade devida aos bons frutos da sabedoria: "Você vai acreditar em mim ou nos seus próprios olhos?". Ou na veracidade a pedir a nobreza do mármore enunciada por Thomas Sowel e enviada pelo amigo Dr. Luiz Marcelo Berger enquanto escrevo este texto: "Difícil imaginar maneira mais perigosa de tomar decisões do que deixá-las nas mãos de pessoas que não pagam o preço por estarem erradas".

        Você vai acreditar em seus próprios olhos, ou em quem o levou pelo nariz aonde quis e se prepara, agora, para abastecer seu desânimo e sua psicose com os péssimos números da pauta econômica.     

O vírus atingiu um índice infinitesimal da população, mas as notícias nos fizeram adoecer. Estamos todos passando mal, numa UTI psicológica cujas portas talvez nunca venham a reabrir completamente.





Percival Puggina - membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.



Cates deixam de atender pedidos de requerimento do auxílio emergencial a partir desta sexta (3)


Com o fim do prazo para solicitar o benefício do governo federal, unidades passam a atender ao público das 10h às 14h, a partir de segunda (6)


A partir desta sexta-feira, 3 de julho, as 14 unidades do Cate – Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo da Prefeitura de São Paulo, que foram reabertas em abril, deixam de realizar o pedido para requerer o auxílio emergencial. Com o fim do prazo estabelecido pelo governo federal, ocorrido nesta quinta-feira (2), os postos do Cate se voltam exclusivamente para a habilitação do seguro-desemprego, passando a atender das 10h às 14h, a partir de segunda-feira (6).

Mais de 8 mil pessoas passaram pelas unidades da rede para realizar o requerimento do auxílio emergencial desde abril. Por volta de 43% do público atendido conseguiu solicitar o serviço por estar dentro do perfil para receber o benefício do governo federal. Os demais atendimentos foram feitos a pessoas que já tinham o requerimento e precisavam de alguma orientação ou não atendiam aos critérios para receber o benefício. As unidades do Cate Itaquera e Jaçanã, respectivamente nas zonas leste e norte, foram as que mais fizeram a solicitação do auxílio emergencial, totalizando em torno de 3 mil atendimentos.

A habilitação do seguro-desemprego continua ocorrendo mediante agendamento feito pela central 156 ou portal do serviço, que orienta a população sobre os documentos necessários e também oferece a opção de realizar o pedido pelo portal do governo federal, quando o cidadão tem acesso aos recursos tecnológicos.

Tem direito ao benefício do seguro-desemprego o trabalhador formal e doméstico, dispensado sem justa causa. O trabalhador formal com contrato de trabalho suspenso em virtude de participação em curso ou programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador também tem direito.


Processo seletivo on-line

Os candidatos que buscam recolocação profissional e se dirigiam às unidades do Cate para atendimento presencial, podem participar dos processos on-line organizados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. Já foram oferecidas mais de cinco mil vagas desde março, quando iniciou a quarentena e os postos tiveram que fechar em decorrência da pandemia pelo coronavírus.

Os processos seletivos são divulgados pelas redes sociais e portal da Prefeitura de São Paulo www.prefeitura.sp.gov.br/desenvolvimento. Um site é disponibilizado para inscrições e envio do currículo atualizado e com prazo para o cadastro. As equipes do Cate fazem a pré-seleção dos candidatos que atendem às exigências das empresas contratantes e encaminham os trabalhadores para as demais fases do processo seletivo, que podem incluir provas e entrevistas. Mais de 40 mil currículos foram recebidos neste período.


Suporte a empreendedores

Para apoiar os microempreendedores, a Ade Sampa, agência vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, está atendendo os donos de negócios da capital por meio de uma central telefônica, além do e-mail e whatsapp.

Pelos canais de atendimento, o empreendedor consegue tirar dúvidas sobre emissão de nota fiscal e outros documentos, além de fazer a formalização do seu negócio como MEI – Microempreendedor Individual.



Confira todas as orientações que são oferecidas:

Formalização do MEI - Microempreendedor Individual;
Declaração Anual do Simples Nacional;
Alteração de CNAE -Classificação Nacional de Atividades Econômicas;
Cancelamento do cadastro do MEI;
Parcelamento do DAS - Documento de Arrecadação do Simples Nacional;
Emissão da senha Web;
Configuração de Nota Fiscal Paulista;
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4 de julho é Dia de Cooperar: como podemos ajudar na retomada da economia



A pandemia do novo coronavírus trouxe o holofote para conceitos como solidariedade e colaboração. Princípios sólidos e já inerentes em um sistema que nasceu também em meio a adversidades, na Alemanha de 1864: o cooperativismo. Na época, a iniciativa de Friedrich Wilhelm Raiffeisen, com a criação da Associação de Caixa de Crédito Rural de Heddesdorf, consolidou o movimento cooperativista que vem demonstrando, ao longo dos anos, a importância de unir forças em prol do bem comum. Em julho, o dia do cooperativismo é celebrado com o movimento Dia de Cooperar, Dia C, quando todas as cooperativas se unem em prol do lema “Atitudes Simples Movem o Mundo”, demonstrando que os valores do cooperativismo têm muito a contribuir neste momento de enfrentamento da crise. 

Esse modelo de negócio sustentável e colaborativo chegou ao Brasil em 1902 pela iniciativa de Theodor Amstad, padre suíço que fundou, em Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul, a primeira cooperativa de crédito da América Latina, buscando desenvolver comunidades e minimizar problemas econômicos. 
Os princípios norteadores do cooperativismo nunca foram tão necessários e fundamentais em nossa sociedade como agora. Em momentos como esse, sentimos novamente a necessidade da união, de ações éticas e de cooperação, que demonstram que não há saída fácil para poucos. A superação só será conquistada em coletividade, com iniciativas em prol da população e do bem comum.

Como primeira instituição financeira cooperativa do Brasil, o Sicredi trilha, há mais de 100 anos, o propósito da colaboração que influencia positivamente a vida dos associados e gera o ciclo virtuoso nas regiões onde atua. O impacto positivo é tão forte que recentemente uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontou que 1,4 mil municípios de todo o país, que passaram a contar com uma ou mais cooperativas, entre 1994 e 2017, registraram um impacto agregado de mais de R$ 48 bilhões em um ano.

Os números demonstram que, com a cooperação, o conceito de crescimento é abrangente e envolve os associados, donos do negócio, que sentem os benefícios positivos diretos e indiretos com a distribuição de resultados das cooperativas e o fomento ao desenvolvimento regional. Os diferenciais são demonstrados no relacionamento próximo, na concessão de crédito consciente e nas ações de educação financeira, por meio de oficinas e projetos. Os gibis e desenhos animados da Turma da Mônica sobre planejamento do orçamento, lançados em 2018 e disponíveis até hoje para associados e a comunidade, são exemplos dessa interação. Atuação cooperativa que também leva projetos de educação integrada à sociedade pelo Programa a União Faz a Vida (PUFV), metodologia ativa que já envolveu mais de três milhões de crianças e adolescentes em sete estados brasileiros.   

No próximo dia 4 de julho, cooperativas celebram o Dia de Cooperar. Neste momento, a ação colaborativa está sendo desenvolvida com objetivo de reforçar a importância do cooperativismo junto às comunidades. Até agora, as cooperativas do Sicredi que atuam nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro já realizaram mais de 600 ações pelo Dia C, impactando meio milhão de pessoas. O volume pode aumentar com a continuidade das atividades durante o mês de julho.

Além do Dia de Cooperar, iniciativas positivas são realizadas durante todo o ano. Um exemplo recente é o movimento em prol dos pequenos empreendedores, o “Eu Coopero com a Economia Local” que busca engajar as pessoas, estimulando o consumo nos negócios locais, gerando mais desenvolvimento econômico e minimizando os efeitos da pandemia. O cooperativismo atua acreditando que é das cidades deste imenso país que virá a força para sairmos da crise. E o Sicredi com suas mais de 1,9 mil agências e mais de 29 mil colaboradores espalhados por todo o país, é parte integrante da engrenagem que ajuda a movimentar nossa economia.

Com ações sólidas, o cooperativismo vem demonstrando, ao longo dos séculos, que com solidariedade e cooperação, é possível construir uma sociedade mais justa, ética e colaborativa. Motivados pelos ideais dos fundadores, o cooperativismo tem como base o trabalho conjunto que, apesar de árduo, é a saída mais crível para um novo tempo que começamos a testemunhar agora, com a pandemia do novo coronavírus. É necessária uma transformação imediata, baseada em solidariedade, fraternidade e colaboração para projetarmos um futuro melhor para a sociedade e para cada um de nós.




Manfred Dasenbrock - mestre em administração, presidente do Sicredi, da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Woccu (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito)

Alterações no Código de Trânsito Brasileiro não contemplaram medidas de proteção para crianças


 Material da SBP ilustra uso das cadeirinhas
(SBP)

Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) alerta que itens importantes ficaram de fora das mudanças aprovadas pela Câmara dos Deputados

A aprovação das novas medidas, no que tange a proteção das crianças foi recebida pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) com um alívio, pela retirada do projeto da intenção de não aplicar multas para quem não usa a cadeirinha, porém os critérios do tipo de equipamento a ser usado, continuam alvo de críticas. 

"Como pediatra e pesquisador de segurança infantil, lamento que o Projeto de Lei aprovado pela Câmara de Deputados continue ignorando as recomendações atuais sobre transporte de crianças em veículos, conforme sumarizadas no último documento científico da SBP sobre esse tema”, afirma o médico associado da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Danilo Blank.

O conteúdo disponibilizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (bit.ly/sbpdocent-ocup) detalha que segundo as recomendações atuais das melhores práticas para o transporte de crianças em automóveis, apoiadas em evidências científicas, o consenso é que as limitações se baseiem no tamanho da criança – primordialmente a estatura, mas também o peso – e à capacidade do dispositivo em acomodá-la. Quando se referem a idades, tais recomendações o fazem apenas para situar mais ou menos na linha de desenvolvimento os limites determinados pelo tamanho da criança.

“A proposta de alteração do artigo 64 do Código de Trânsito Brasileiro continua omissa quanto às melhores recomendações para os tipos de assento apropriados para diferentes tamanhos de crianças. Enfim, pelo menos o projeto aprovado bloqueou a inexplicável intenção do Governo Federal de retirar simplesmente da legislação brasileira as punições pelo transporte inapropriado de crianças em automóveis”, completou.

O médico destaca que a importância de manter todas as crianças menores de 1,45m — não somente até os 10 anos — em assentos de segurança está na superioridade comprovada da proteção desses dispositivos.

Assim, cabe ao pediatra orientar os pais para que se certifiquem que seus filhos utilizem os equipamentos mais seguros e adequados, independentemente da lei.

Marcelo Matusiak

Home office: Solução ou Castigo?


Para muitos, a adoção do home office foi a solução, mas, algumas pessoas não querem nunca mais trabalhar neste modelo

O Brasil se encontra a mais de 90 dias em isolamento social proposto, os comércios fecharam e as empresas tiveram que se adequar ao momento e adotar o home office.
Para que este seja realizado com excelência, é necessário disciplina, organização e preparo também.
Madalena Feliciano, Gestora de carreira, apresenta, “Existem algumas dificuldades na execução do home office, para nós que somos mães por exemplo, é complicado cuidar dos pequenos e gerenciar o negócio em casa”.

Fora isso, estando em ambiente domiciliar, várias distrações podem surgir, os animais domésticos também pedem atenção, as notificações das redes sociais estão sempre chegando. Nestes momentos é indicado que o profissional faça pequenos intervalos, mas sem se dispersar do trabalho.

É importante que o colaborador se organize, pelo menos, um dia antes, coloque no papel todas atividades e, se possível, quanto tempo irá desprender para realizar cada uma delas.

Então, “Comece com os trabalhos que considera mais chatos, assim você consegue ficar mais tranquilo no final do expediente e não sair arrancando os cabelos”.

Muitos, gostaram da adoção do home office, assim não precisam acordar horas antes, pegar o transporte público, se preocupar tanto com a alimentação, e conseguem passar mais tempo com a família, outros nem tanto, estão enfrentando dificuldades nesta modalidade. Para aqueles que acreditam ser um castigo, o negócio é se preparar melhor, mudar forma de pensar, sentir e agir; afinal muitas empresas irão aderir o home office mesmo pós-pandemia.

Segundo a gestora, o maior problema ainda é a procrastinação, “Procrastinar já acontecia no trabalho tradicional, agora em casa o risco é maior” – Imprevistos podem acontecer a qualquer momento, portanto ter Foco e Planejamento é fundamental, caso contrário corre se o risco de deixar para amanhã e assim vai...

Mudar o mindset e criar uma rotina de trabalho que seja confortável, elaborada e bem executada, contando sempre com o apoio de todos da equipe, depende somente do profissional, portanto ajuste-se!

Com algumas dicas a Gestora acredita que certamente o profissional será muito mais produtivo:

1 Vista se corretamente – Não é porque você está em casa que deverá relaxar com o seu visual

2 Converse com as pessoas que moram com você – Faça acordos, afinal o combinado não é caro

3 Monte o seu “cantinho’” de trabalho – Deverá ser confortável, organizado e com tudo que você precisa, afinal passará grande parte do seu dia nele

4 Faça seu check list diário – Extremamente necessário para sua organização e cumprimento de metas, tenha horário para iniciar e terminar o expediente

5 Converse sempre com seu gestor e equipe – Seja proativo, a comunicação é fundamental neste período

6 Fique longe das distrações – Redes Sociais, televisão, whatsapp, é importante ter pausas, mas avalie seu comportamento e seja sincero com você mesmo

7 Entenda as novas tecnologias – Use e abuse das novas tecnologias e plataformas, porém teste sempre antes para não “pagar mico” quando precisar
Madalena finaliza, “Em todas as situações da vida podemos tirar um ensinamento, o home office veio para ficar, e cabe a nós nos adaptarmos para toda essa inovação”.





Madalena Feliciano - Gestora de Carreira e Hipnoterapeuta
Rua Engenheiro Ranulfo Pinheiro Lima, nº 118, Ipiranga/SP.

Instituto Brasileiro da Cachaça espera queda do mercado da Cachaça de mais de 20% em 2020


Instituto sinaliza impacto negativo para um setor que gera aproximadamente 600 mil empregos diretos e indiretos no Brasil

O Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) espera queda do mercado da Cachaça de mais de 20% em 2020. A expectativa é baseada no estudo anual do provedor global de pesquisas de mercado Euromonitor International, que avalia o desempenho de várias categorias de produto, e prevê para o setor da Cachaça em 2020 uma queda de 21,7% em volume total, incluindo vendas em supermercados, bares e restaurante, em virtude da crise gerada pelo novo coronavírus. Antes de se instaurar a pandemia no Brasil, a previsão era de um crescimento de apenas 1,5%.

Segundo Carlos Lima, diretor executivo do IBRAC, entidade representativa da categoria, o setor da Cachaça possui 7% do market share do mercado brasileiro de bebidas alcoólicas, em volume, enquanto a cerveja, primeira colocada, detém 87%. Para ele, a previsão de queda afeta um setor que é constituído, em sua maioria, por micro, pequenas e médias empresas, e já enfrentava dificuldades em função da alta carga tributária, principalmente após 2016, quando foi afetado consideravelmente por aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

“O crescimento previsto já era ínfimo para um setor que gera cerca de 600 mil empregos diretos e indiretos. Um dos principais fatores para essa previsão de queda, além de todo contexto econômico que o Brasil enfrenta, foi o fechamento de bares e restaurantes, que afetou diretamente o setor da Cachaça que tem nesses locais os seus principais canais de distribuição, uma vez que representam 70% das vendas da bebida”, explica.

“Estamos falando de um setor com grande potencial, pois a Cachaça representa mais de 72% do mercado de destilados e, como outros setores, vem sofrendo todos os impactos negativos gerados pela situação econômica, demonstrados pelo número de queda trazido pela Euromonitor. O trabalho conjunto do setor privado e do governo será de suma importância para assegurar a sustentabilidade do setor, e de toda sua cadeia de valor, no cenário pós-covid”, completa.

“É importante notar também que essa queda faz parte de nosso cenário base, construído pensando em uma quarentena de dois meses e meio. Ou seja, neste momento o cenário pode se agravar, considerando que a quarentena em algumas regiões se prolonga e os impactos econômicos, como desemprego e queda do PIB, podem acentuar a queda ainda mais”, afirma Rodrigo Mattos, analista de Alcoholic Drinks da Euromonitor International.

O Brasil registra hoje cerca de 1.397 estabelecimentos produtores de Cachaça e Aguardente, distribuídos em 835 municípios, registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Esse total gera aproximadamente 600 mil empregos diretos e indiretos

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