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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Uso de celular com cabeça inclinada para baixo pode causar lesão na cervical



Com mais de 230 milhões de celulares no Brasil, país tem crescimento de smartphones e dor crônica aumenta por má postura ao mexer nos aparelhos. Casos graves podem precisar de procedimento cirúrgico


O Brasil tem mais dispositivos digitais do que brasileiros, uma média de dois smartphones, notebooks, computadores ou tablets por habitante, de acordo com a 30ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas,  da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os celulares ativos já somam 230 milhões, um crescimento de 10 milhões em comparação com 2018.

Juntamente com esse aumento, crescem também os casos de dores provocadas pela inclinação do pescoço para baixo, o que aumenta o peso da cabeça de 5 kg para 27 kg. “A postura irregular por tempo prolongado pode acarretar mudanças no sistema de músculo esquelético. Ao contrário do que se pensa, esse é um sistema dinâmico, que se adapta e se modifica de acordo com as condições, porém há limites. No caso do celular, a Postura de Antero Flexão leva a um quadro de tensionamento dos músculos posteriores da coluna cervical e pode provocar sobrecarga dos discos cervicais e envelhecimento precoce”, explica o neurocirurgião da NeuroAnchieta, Dr. Marcus Vinícius Mendonça.

Além disso, a má postura ao manusear os aparelhos pode gerar dor crônica e uma possível corcunda. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já considera os problemas causados pelo uso excessivo dos dispositivos como uma epidemia global. No Brasil, 37% da população, cerca de 60 milhões de pessoas, convivem com a dor de forma crônica, número superior à média mundial de 35%.        

Segundo o especialista, soluções simples podem ser adotadas para evitar a dor. “Dependendo da queixa e da evolução do paciente, mudanças posturais e orientações sobre atividade física, podem resolver. A fisioterapia e RPG são aliados importantes. Já medidas caseiras, como compressas de água morna podem ajudar a relaxar a musculatura e, se for um caso pontual o repouso também auxilia. Caso a dor se torne recorrente deve-se procurar um especialista, que após diagnóstico recomendará um tratamento, em casos mais graves pode ser necessário procedimento cirúrgico”, conta o neurocirurgião.

Outra observação sentida por quem fica muito tempo com a cabeça inclinada para baixo são os estalos no pescoço. “Algumas pessoas têm uma articulação mais flexível que as outras e ao fazer o movimento gera um ruído, como estalo, mas ficar fazendo esses movimentos não é recomendado. Esses ruídos devem acontecer de forma natural para não danificar a articulação. É preciso evitar a frequência do movimento de estalar o pescoço. Adotar uma boa postura faz a diferença e previne problemas futuros”, afirma Dr. Marcus Vinícius Mendonça.


Exames utilizados para diagnóstico de lesão na Cervical

Para avaliação da coluna cervical pode-se utilizar diferentes métodos de imagem. “Nos três exames o médico radiologista avalia as alterações presentes ou não, correlacionando com os dados clínicos informados pelo médico solicitante ou pelo próprio paciente, e fornece uma descrição detalhada dos achados de imagem que poderão nortear o tratamento e manejo clínico e/ou cirúrgico do paciente”, explica o responsável técnico do Anchieta Diagnósticos, Dr. Anderson Benine Belezia.

- Exame 1: Radiografia simples da coluna cervical. Este é um exame de baixa complexidade onde é possível avaliar as estruturas ósseas como as vértebras cervicais, além de prover alguns sinais indiretos que podem sugerir uma patologia do disco intervertebral (disco presente entre um corpo vertebral e outro);

- Exame 2: Tomografia computadorizada, exame que dentre os três citados é o que tem a maior capacidade de avaliação das estruturas ósseas. Consegue também avaliar eventuais patologias dos discos interverterias, porém de forma menos acurada que o exame de Ressonância magnética.

- Exame 3: Estudo por Ressonância magnética que, atualmente, é a escolha na maioria dos pacientes com suspeita de doença e degeneração da coluna cervical por ter melhor capacidade de avaliação de patologias dos discos interverterias (hérnias principalmente), podendo, inclusive, avaliar eventuais compressões nervosas e da medula com maior precisão que os demais métodos acima descritos.


Passo a passo de cada exame

- A radiografia da coluna cervical é realizado de forma simples e rápida no aparelho de Raio-X. É bastante rápido e de fácil acesso;

- No estudo tomográfico da coluna cervical o paciente deita na maca do aparelho e em poucos segundos sua coluna é escaneada pelo aparelho;

- O estudo por Ressonância Magnética leva um pouco mais de tempo que os demais. Nele, o paciente deita na maca do aparelho, é levado para o interior do "Gantry" e em alguns minutos (entre 10 e 15 minutos a depender do protocolo do exame e do equipamento utilizado) a coluna no paciente é "escaneada".


Como evitar a dor

- Não fique muito tempo com a cabeça inclinada para baixo e tente levantar o celular de forma que o maxilar fique em um ângulo de 90° graus;

- Faça repousou com um suporte confortável para o pescoço;

- Utilize travesseiros confortáveis que beneficiem a anatomia do corpo, isso pode influir no envelhecimento precoce;

- Faça alongamentos de duas a três vezes por dia, com movimentos de olhar para o teto, retornar a um ângulo de 90° graus com o pescoço;

- Exercite-se e fortaleça os ombros, com músculos mais fortes as chances de ter dor e problemas de postura são menores;
- Por último, deixe o celular um pouco de lado e se dedique a outras atividades.



Agosto verde: Sintomas vagos dificultam diagnóstico do linfoma


A boa notícia é que o paciente com câncer hematológico conta com novos medicamentos, inclusive para os casos mais raros


- O câncer pode acometer diferentes partes do organismo, sendo uma delas o sangue. Por isso, agosto é o mês reservado para falar sobre o combate a uma das neoplasias mais comuns relacionadas: o linfoma¹. Trata-se, na verdade, de uma série de doenças e subtipos com características e graus de agressividade distintos. “Para ter uma ideia, existe mais de 60 tipos de linfoma não-Hodgkin, o que também torna o diagnóstico mais complicado, comprometendo muitas vezes as possibilidades de cura²”, enumera o hematologista Carlos Chiattone, Professor Titular da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador do setor de onco-hematologia do Hospital Samaritano de São Paulo

Além da existência de uma gama diversa, um dos impasses envolvendo esse cenário é que os sintomas nem sempre são evidentes, sendo até confundidos com outras doenças. Por vezes, o paciente sente apenas fadiga, perda de apetite e de peso, tem quadros de infecções recorrentes, entre outras manifestações3.

Segundo o especialista, como o diagnóstico precoce costuma ser importante para os bons resultados no tratamento, um dos diversos desafios da comunidade médica é conscientizar e informar a população sobre essas doenças, que ainda são pouco conhecidas.

Segundo o Dr. Chiattone, os cânceres hematológicos geralmente afetam a produção e a funcionalidade dos glóbulos vermelhos ou brancos. “ Muitas vezes, com o progredir da doença ocorre o comprometimento da medula óssea, onde o sangue é produzido, e implica na interrupção do processo de desenvolvimento dessas células por um crescimento descontrolado de células anormais e cancerígenas”, esclarece. “Esse desequilíbrio impede as células do sangue de realizar algumas de suas funções, como por exemplo, combater as infecções, tornando o organismo mais suscetível”, complementa.

O linfoma afeta o sistema linfático, responsável pela remoção de fluídos corporais entre outras funções bem importantes, como a defesa do organismo. Esse tipo de câncer ocorre quando certas células do sistema linfático, que deveriam nos proteger contra as ameaças, se proliferam de forma descontrolada, afetando o sistema linfático. “Divididos entre linfoma de Hodgkin (LH) e linfoma não-Hodgkin (LNH), ambos apresentam comportamentos, sinais e graus de agressividade diferentes”, informa o hematologista.

Por razões ainda desconhecidas, o número de casos do linfoma não-Hodgkin (LNH) duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos¹. Diante de um cenário tão diverso e complexo, a boa notícia é que hoje é possível encontrar mais opções de tratamento, alguns bem específicos, indicados para determinados tipos de cânceres hematológicos raros. Com essas novas opções, cada vez mais seletivas, o prognóstico dos pacientes diagnosticados com algum tipo de câncer hematológico melhorou4.



Referências:
  1. INCA - Estimativa 2018 - Incidência de Câncer no Brasil. Disponível em: http://www1.inca.gov.br/estimativa/2018/
  2. World Network of Lymphoma Patient Groups. Disponível em: https://lymphoma-action.org.uk/types-lymphoma. Acesso em junho de 2019.
  3. Mayo Clinic. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/leukemia/symptoms-causes/syc-20374373. Acesso em junho de 2019.
  4. Leukemia & Lymphoma Society. Disponível em: https://www.lls.org/sites/default/files/file_assets/facts.pdf. Acesso em junho de 2019.

Agosto Dourado


Febrasgo aponta que desinformação é o principal fator do baixo percentual de amamentação no Brasil


Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, menos de 40% dos bebês de até seis meses de idade são alimentados exclusivamente por leite materno. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) vão além e apontam que no sexto mês de vida, apenas 9,3% das crianças mantém a alimentação baseada somente no leite da mãe. Em meio a dados alarmantes que impactam diretamente a saúde e a mortalidade infantil, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) destaca que a desinformação é o principal fator ligado ao baixo acesso das crianças ao aleitamento materno e que a chegada do Agosto Dourado (mês dedicado à promoção do aleitamento materno) surge como grande oportunidade de ampliar o acesso a informações de qualidade e desmistificar crenças que persistem na sociedade.

Tendo em vista que 60% das gravidezes não são planejadas, a entidade aponta a conscientização sobre a amamentação precisa ocorrer desde a assistência pré-natal, sobretudo, em meio a gestantes nulíparas (mães de primeira viagem). Dentro deste perfil, as adolescentes, gestantes com antecedentes cirúrgicos mamários, as obesas, as que foram submetidas à cirurgia bariátrica e as grávidas de gêmeos carecem de atenção ainda mais especial.

O presidente da Comissão Nacional Especializada de Aleitamento Materno da Febrasgo, Dr. Corintio Mariani Neto, explica que “amamentar na adolescência costuma se acompanhar de grande carga emocional. Preocupação com a estética (como flacidez), medo, imaturidade, ansiedade e inexperiência coma nova condição de mãe podem resultar, com frequência,       em isolamento – o que pode levá-las a amamentar seus filhos por tempo inferior ao preconizado pela OMS”.

Para ajudar a combater a desinformação, a Febrasgo elucida alguns dos principais mitos ligados ao aleitamento. A entidade acrescenta que os dados abaixo não substituem o contato com o profissional de ginecologia e obstetrícia, uma vez que além de esclarecimentos gerais, poderá transmitir informações específicas de acordo com as características e condições de saúde de cada paciente.


05 fatos que você não sabia sobre amamentação


Mamada pós-parto

Indica-se que a primeira mamada ocorra na primeira hora de vida, se mãe e bebês estiverem bem após o parto. Esse primeiro leite que a mãe produz, o colostro, é rico em proteínas e anticorpos e tem menos gordura. É considerada a ‘primeira vacina do recém-nascido’.

   
Bebê recusa o leite

Nos três primeiros dias, após o nascimento, é comum os bebês ficarem mais sonolentos e mamarem menos. Isso ocorre porque eles chegam ao mundo com uma reserva natural de energia e não estão preparados para ingerirem grandes quantidades de leite, nesse momento.


Leite fraco

“Não existe leite fraco. O leite materno tem aspecto mais ralo do que o leite de vaca. Mas isso não significa que ele seja fraco ou que não tenha valor nutritivo”, explica a Dra. Monica Fairbanks de Barros, membro da Comissão Nacional Especializada de Aleitamento Materno da Febrasgo.


Benefícios para as mães

O ato de amamentar traz inúmeros benefícios também para as mães. A amamentação melhora a imagem corporal, reduz o estresse e ansiedade, auxilia na perda de peso, além de contribuir para a involução uterina. Em longo prazo, a mulher ainda apresenta menor risco de desenvolver câncer de mama, além de outros ganhos.


Suplementos lácteos

“Nenhuma fórmula artificial, por mais sofisticada e enriquecida que seja, se compara ao leite materno nos aspectos nutricionais, imunológicos e psicológicos, garantindo, assim, o melhor crescimento e desenvolvimento mais adequado para a criança”, destaca o presidente da Comissão Nacional Especializada de Aleitamento Materno da Febrasgo, Dr. Corintio Mariani Neto.

 


Neurodegeneração: como essa condição afeta idosos e crianças



Mais conhecida por se desenvolver ao longo da terceira idade, as doenças neurodegenerativas são provocadas por fatores genéticos e podem atingir também crianças


Com cerca de 10 milhões de novos casos a cada ano, a demência afeta 50 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo (SBGG)6. Nos idosos, esse problema é comumente causado devido à doença de Alzheimer1. Nas crianças, os distúrbios neurodegenerativos incluem um grupo de doenças graves que determinam perda gradual de funções motoras, sensoriais e cognitivas previamente adquiridas2. “Uma das doenças neurodegenerativas raras e de rápida progressão, a CLN2 (do inglês: ceroid lipofuscinosis neuronal type 2, ou Lipofuscinose Ceroide Neuronal do tipo 2), é uma das maiores causadoras desta condição” diz a neurologista infantil Dra. Maria Luiza Manreza.

A CLN2 é uma das 14 formas da Lipofuscinose Ceroide Neuronal (LCN) – também conhecida como Doença de Batten – e, mesmo sendo uma doença rara, com cerca de uma a cada 50 mil crianças com esse diagnóstico no mundo3, ela ainda é a principal causa de neurodegeneração na infância, tornando importante alertar a população sobre a existência desse tipo de doença e seus principais sintomas nos primeiros anos de vida.

“A neurodegeneração causada pela CLN2 é diferente da observada em idosos, principalmente pela forma em que acontece”. A Dra. Mara Lucia Schmitz explica que, “enquanto em idosos o avanço da idade e uma vida desregrada possam ser fatores para o desenvolvimento da demência, as crianças com CLN2 nascem com uma mutação genética que impossibilita a eliminação correta de algumas substancias indesejáveis das células, causando acúmulo de um material anormal que prejudica o funcionamento cerebral, ocasionando uma involução do desenvolvimento neuropsicomotor”, completa a médica.


Sintomas

Uma das maiores diferenças está, com certeza, em como a neurodegeneração se manifesta entre pacientes mais novos e mais velhos. Em idosos, a degeneração começa com sinais sutis de falta de memória, normalmente ignorados pelo avanço da idade. Já em crianças, os primeiros sintomas da CLN2 são o atraso da linguagem e as crises epilépticas a partir dos dois anos de idade seguidos por perda de habilidades motoras e cognitivas já adquiridas 5.

Por sua raridade, o diagnóstico da CLN2 é sempre tardio, uma vez que os médicos não estão acostumados a ver essa doença com frequência. “Crises epiléticas em associação com atraso no desenvolvimento da fala deveriam ser uma bandeira vermelha para os médicos, levando-os a investigar se aquela criança apresenta CLN”, explica a médica.


Diagnóstico

O teste laboratorial para identificar a CLN2 é simples e pode ser feito por meio de amostra de sangue. A demência em idosos não tem um exame especifico para identificar, seja o Alzheimer ou qualquer outra doença que leve à degeneração cerebral, e os médicos utilizam diferentes exames e avaliações para determinar se os sintomas se encaixam em certos critérios.

Apesar das diferenças entre os fatores que resultam nessa condição em crianças e idosos, a neurodegeneração e sua rápida progressão afetam aspectos fisiológicos, sociais e econômicos de toda a família do paciente.

Em todo o caso, o diagnóstico precoce de ambas as condições proporciona uma melhor qualidade de vida para grandes ou pequenos pacientes e são recebidos como uma sentença de cuidados específicos para sempre. No caso da CLN2, a doença se desenvolve devido a um distúrbio genético e, portanto, quando uma criança é diagnosticada com a doença, a família é aconselhada a realizar o teste genético para entender se o gene mutado está presente nos pais.





Referências
1.    MATIOLI, Maria Niures P.S. et al. Worries about memory loss and knowledge on Alzheimer's disease in community-dwelling elderly from Brazil. Dement. neuropsychol.,  São Paulo ,  v. 5, n. 2, p. 108-113,  June  2011 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980 57642011000200108&lng=en&nrm=iso>.
2.    Mastrangelo M. Clinical approach to neurodegenerative disorders in childhood: an updated overview. Acta Neurol Belg. 2019 Jun 3.
3.    Mole SE, Williams RE. Neuronal ceroid-lipofuscinoses. 2001 Oct 10 [Updated 2013 Aug 1]. In: Pagon RA, Adam MP, Ardinger HH, et al., editors. GeneReviews® [internet]. Seattle, WA: University of Washington; 1993-2016.
4.    (CLN2 disease): Expert recommendations for early detection and laboratory diagnosis. Mol Genet Metab. 2016;119(1-2):160-167.
5.    Schulz A, Kohlschütter A, Mink J, Simonati A, Williams R. LCN diseases – clinical perspectives. Biochim Biophys Acta. 2013;1832:1801-1806.
6.    Who Guidelines. Risk Reduction of Cognitive Decline and Dementia. Disponível em: https://www.who.int/mental_health/neurology/dementia/Dementia_Guidelines_Evidence_Profiles.pdf?ua=1.


Gestantes tem contraindicações a vacina do sarampo



Dra. Fernanda Torras explica as complicações que a imunização podem causar nos bebês


 Desde o mês de julho, diversas cidades do País, como São Paulo e Rio de Janeiro, se depararam com uma onde casos de sarampo. Algumas prefeituras inclusive emitiram alertas à população, através de suas secretarias de saúde, falando de uma possível epidemia.

Para controlar este surto, os postos de saúde iniciaram campanhas de vacinação, mas o comparecimento não tem sido suficiente. Diante deste cenário, diversas ações tem sido realizadas em estações de metrô, supermercados e locais de grande movimentação para facilitar o acesso das pessoas à imunização.

Porém nem todos podem tomar a vacina. Mulheres gestantes, por exemplo, não podem ser imunizadas. A Dra Fernanda Torras, ginecologista, obstetra e mastologista explica que durante a gravidez, a imunidade da mulher sofre alterações, e tomar a vacina pode trazer consequências graves: “A vacina contém o vírus vivo atenuado, e, devido a imunidade mais baixa na gestação, pode levar a complicações como abortos, parto prematuro, pneumonite, insuficiência respiratória, convulsões, encefalite (infecção do sistema nervoso central) e catarata congênita nos fetos que adquiriram sarampo intra-utero, por exemplo”.

Em caso da gestante ser infectada, o é dado suporte clínico e tratamento das complicações apresentadas: Em alguns casos, podem ser administrados anticorpos para evitar que o quadro se agrave”, diz.

Portanto, a prevenção é a melhor forma de controle: “Sempre lavar as mãos, evitar contato com pessoas que apresentem sintomas de gripes, não compartilhar copos e utensílios e evitar colocar as mãos na boca e nariz”, recomenda.





Dra Fernanda Torras - CRM 130332 - RQEs 72295 e 72296. Com formação pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, aperfeiçoamento em mastologia e oncoplástica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, especializações em ginecologia e obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia e mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia, Dra. Fernanda Torras é uma equipe multidisciplinar em uma só pessoa.


Estudo indica 29 mil casos de câncer por ano devido ao excesso de peso



 Imagem de TeroVesalainen por Pixabay

30% dos casos de qualquer tipo da doença estão relacionados à obesidade


Estudo epidemiológico feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em colaboração com a Universidade de Harvard, indica que pelo menos 15 mil casos de câncer presentes no Brasil atualmente poderiam ser evitados com redução do excesso de peso e da obesidade. E, até 2025, este número pode chegar a 29 mil.

                                                                                                        
Para Ricardo Nakai, educador físico e diretor de Marketing da Akmos, empresa de saúde, nutrição e bem-estar, a obesidade está crescendo muito rápido. “Precisamos começar a nos exercitar o quanto antes. Sei que com a correria do dia-a-dia é difícil encontrar espaço para a prática de atividade física, mas temos formatos que se encaixam para quem tem pouco tempo livre”. 

O formato indicado é o HIIT (High Intensity Interval Training), que é um treino intervalado de alta intensidade. Além da grande perda de calorias, esta prática proporciona ganho de condicionamento cardiorrespiratório e pode retardar o envelhecimento. É por causa de todos esses benefícios que Nakai constata: “Os treinamentos precisam estar na nossa rotina porque trazem grandes ganhos para a nossa saúde. Doze minutos é mais fácil de adicionar ao nosso dia a dia”.


Alimentação

Porém, não basta acrescentar atividade, também é preciso cuidar da alimentação. O nutricionista formado pela USP, Lucas Oliveira, afirma que o cardápio precisa ser variado, além de evitar os ultraprocessados. “Nós precisamos aliar a alimentação ao gosto da pessoa para diminuir a tendência à desistência”, destaca.

As gorduras insaturadas são uma das principais aliadas para balancear a alimentação. Alimentos como azeite, abacate e oleaginosas são exemplos que contribuem no processo de emagrecimento. Os suplementos alimentares também ajudam no processo, e são indicados para quem não consegue ter todos os nutrientes necessários no dia-a-dia. 

Um problema para a dieta são os ultraprocessados que, além de calóricos, podem ter excesso de gordura, açúcar, sódio, entre outras substâncias nocivas à saúde. “Esses alimentos estão, com certeza, na lista para evitar. Principalmente porque estão ligados ao aparecimento de doenças, como as cardíacas e, até mesmo, o câncer”, reforça Oliveira.




Akmos

Espera por transplante de córnea cresce em 2019


No primeiro trimestre deste ano a fila de transplante aumentou 7,6% comparada ao mesmo período de 2018.

Novo adesivo desenvolvido em Harvard pode restaurar a córnea sem cirurgia.


O transplante mais realizado no mundo é o de córnea, membrana transparente do olho que capta as imagens e frequentemente é comparada ao vidro de um relógio por estar localizada na frente do globo ocular. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier as lesões e doenças na córnea são a terceira maior causa global de deficiência visual. Só perdem para a catarata e glaucoma. Anualmente somam 1,5 milhão de novos casos de perda da visão. Isso porque, a escassez de doações de córnea no mundo  faz com que só uma em cada 70 pessoas que precisam do transplante consiga passar pela cirurgia.

No Brasil, a situação não é tão grave, mas a fila de espera pelo procedimento aumentou no primeiro trimestre de 2019 quando comparada ao mesmo período de 2018.   O relatório da ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos) mostra que embora o número de cirurgias entre janeiro e março deste ano tenha se mantido praticamente estável em relação ao mesmo período de 2018,  a fila de espera totalizou 9442 inscritos contra 8772 no ano passado, perfazendo um aumento de 7,6%.


Causas

Para Queiroz Neto este avanço deve estar relacionado à crise econômica. No Brasil, comenta, a maior causa de transplante é o ceratocone, doença degenerativa na córnea que responde por 70% das cirurgias. O relatório da ABTO de 2018 mostra diminuição dos transplantes de córnea em relação a 2017. Esta redução coincide com a inclusão do crosslinking, cirurgia que interrompe a progressão do ceratocone, no rol de procedimentos dos planos de saúde, comenta o médico. “São poucos os hospitais públicos que realizam o procedimento” afirma.

Em um levantamento feito pelo médico com 315 portadores de ceratocone que passaram por esta cirurgia, 85% tiveram  interrupção da progressão da doença e 45% melhora da visão.

O especialista afirma que  o transplante só é indicado quando a camada interna da córnea, o endotélio, é afetado pelo ceratocone ou perfurações, úlceras, cicatrizes, síndrome de Steven Johnson  e distrofia de Fuchs. Isso porque,  estas células são irrecuperáveis e quando sofrem lesões tornam a córnea opaca.


Novo adesivo pode restaurar a córnea

A boa notícia é que pesquisadores de Harvard estão desenvolvendo um adesivo em gel totalmente compatível com o olho para oferecer uma alternativa ao transplante e solucionar emergências. Feito de gelatina quimicamente fotossensível, o adesivo endurece e assume as características biomecânicas da córnea, após uma curta exposição à luz azul. No ensaio pré-clínico realizado pelos autores, o adesivo  aderiu a um ferimento de três milímetros numa córnea, após 4 minutos de exposição à luz azul. Passados alguns dias, a córnea já estava se regenerando. A previsão é que o novo adesivo chegue ao mercado no início do ano que vem.

Para Queiroz Neto, a regeneração da córnea com este novo  novo tratamento pode reduzir o índice de portadores de ceratocone que vão para transplante no Brasil. Para não ter surpresas desagradáveis com a progressão da doença ensina prestar atenção aos seus primeiros sinais: troca frequente do grau dos óculos, visão de halos noturnos, aversão à luz do sol, maior fadiga visual e olhos irritados, enumera. Significa que pode ser necessário fazer uma tomografia da córnea para ter um diagnóstico precoce.

O oftalmologista ressalta que hoje a única alternativa para impedir a perda do globo ocular em perfurações  são os adesivos sintéticos que por serem tóxicos só podem ser aplicados em pequenas lacerações. Foi o que aconteceu com N.L.  uma paciente que chegou ao consultório com o olho vazando em um lenço depois de muitos anos convivendo com herpes ocular. Uma situação dramática até o cirurgião ter acesso a uma córnea para transplante. O novo adesivo pode melhorar muito os tratamentos de problemas na córnea, conclui.


Proteja-se: conjuntivite também é comum no inverno


Contatos com ácaros e aglomerações em locais fechados aumentam
o risco de ser contaminado pela doença


Quando se pensa em inverno, logo vem à cabeça as doenças respiratórias. Porém, outros mal-estares atacam com frequência. O tempo mais seco facilita o contato com ácaros alojados em roupas de frio e as pessoas tendem a ficar agrupadas em lugares fechados, o que favorece a propagação da conjuntivite que também pode ser transmitida pela poluição.

Somente este ano, o Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi) já foi notificado sobre surtos de conjuntivite pelas Secretarias Municipais de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, totalizando mais de 184.840 casos. E número deve aumentar, já que foram registrados mais ocorrências em outros três estados: Brasília, Espírito Santo e Rio de Janeiro.  

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana fina que reveste o branco dos olhos e o lado de dentro das pálpebras. Os sinais de alerta da doença são: olhos vermelhos, coceira, ardência e lacrimação. Quando os sintomas se manifestam é preciso consultar um oftalmologista para descobrir qual a variação da doença e como tratar corretamente.

Existem três tipos mais comuns de conjuntivite durante o inverno: a alérgica, a viral e a bacteriana. A conjuntivite viral é altamente contagiosa e pode ser transmitida pelo ar ou contato com objetos contaminados. Nesse caso não há remédios específicos recomendados para tratamento, mas, para reduzir o desconforto é importante limpar os olhos com frequência e fazer compressas com água gelada.
A bacteriana é mais delicada e altamente contagiosa quando há contato com secreções contaminadas. Já a alérgica é desencadeada por vetores alergênicos comuns em nosso dia a dia como de animais domésticos – gatos, cachorros e até baratas –, além dos ácaros da poeira domiciliar, e pode ser tratada com colírios anti-inflamatórios à base de Trometamol Cetorolaco e/ou lubrificantes, também chamados de lágrimas artificiais.

A oftalmologista Ruth Santos (CRM: 57390–SP) explica ações simples que podem prevenir a doença:

- As mãos são grandes responsáveis por transmitir a conjuntivite, seja pelo contato com locais ou objetos contaminados. É possível evitar a incidência da doença medidas de higiene simples, como lavar as mãos com água e sabão sempre que possível e, principalmente, quando passar por lugares públicos e não levar as mãos aos olhos;

- Não compartilhar toalhas, lenços ou maquiagem;

- Manter os ambientes limpos e arejados, mesmo no inverno.

Linha Oftalmológica Mantecorp Farmasa


Por que os riscos de sofrer um infarto aumentam em 30% no inverno?

Divulgação

 Dados do Instituto Nacional de Cardiologia apontam que, no inverno, o risco de sofrer um infarto aumenta em 30%. Nessa época do ano, a chance de desenvolver outras doenças vasculares, como é o caso do AVC (Acidente Vascular Cerebral), também fica elevada nesse período de temperaturas mais baixas.


De acordo com Robert Guimarães, especialista em cirurgia vascular, endovascular e angiorradiologia as complicações vasculares, como o infarto , por exemplo, são mais fáceis de aparecer no inverno por conta do aumento da pressão sanguínea, falta de hidratação e sedentarismo que o frio gera na população.

O profissional explica que, nos dias em que estão mais frios, o organismo trabalha para sustentar o calor dentro do corpo. Com isso, as terminações nervosas da pele incentivam a formação de um tipo de substância que acelera o metabolismo para proteger os órgãos internos e evitar a perda de calor.

Esse processo, por sua vez, faz com que o coração utilize mais força para conseguir bombear o sangue, pois as paredes dos vasos sanguíneos se contraem. Isso gera um aumento elevado da pressão sanguínea, o que pode levar a pessoa a ter um infarto ou até mesmo um AVC . No entanto, com alguns cuidados, é possível prevenir esses problemas.

“No inverno, quando, muitas vezes, a temperatura chega a ficar abaixo de 12ºC, as pessoas devem se prevenir de certas doenças com ao se agasalhar melhor, manter a hidratação, não deixar de praticar exercícios, não tomar vento ou chuva, descansar sempre que possível, reduzir o álcool e cigarro e manter uma alimentação saudável e balanceada”, alerta Guimarães.

É importante também prestar atenção em qualquer sinal de mudanças no organismo. Outro ponto fundamental é a realização de exames prévios, uma vez que as complicações podem ser evitadas se forem tratadas com mais rapidez. “A maioria das doenças pode ser curada quando é descoberta e tratada com antecedência”, aponta o profissional.


Alimentação e prática de exercícios físicos 

No inverno , a alimentação deve ser saudável e balanceada, porém sem deixar de ser diversificada. “Coma um pouco de tudo, apenas não podemos exagerar nas gorduras, massas e frituras. Opções mais leves como sopas, saladas e proteínas são ótimas para manter a hidratação e equilíbrio do nosso corpo”, ressalta Guimarães.
Em relação às atividades físicas, o especialista aponta que elas são completamente importantes para a saúde, principalmente no fio, época em que o organismo necessita de mais força para se manter aquecido. No entanto, é preciso ter cuidado com a intensidade dos exercícios, que deve ser equilibrada para o corpo aguentar e estabelecer a temperatura adequada. 

De acordo com o profissional, o ideal é caminhar, no mínimo, uma hora por dia no parque ou academia, sem deixar de se agasalhar. Também é importante sempre levar uma garrafa de água para manter o corpo hidratado. 

No inverno, as pessoas devem se atentar a qualquer mudança dentro de seu corpo e organismo, desde pequenos incômodos ou dores até mesmo um resfriado ou febre. Idosos, fumantes, obesos, diabéticos hipertensos e sedentários devem redobrar o cuidado, pois o risco de infarto é ainda maior.

Especialista aponta que problemas dentários podem reduzir a autoestima e causar muitas doenças


O Dr. Robson André revela que por trás de problemas estéticos de um sorriso podem estar questões de ordem social como o bullying, insegurança e até mesmo outras questões de saúde como a depressão 


É na boca que nasce a mais humana das expressões, o sorriso. Conhecido como o nosso “cartão de visita”, ele possui um importante papel na nossa vida, pois é por meio dele que, muitas vezes, mostramos ao mundo como nos sentimos. Atualmente vivenciamos uma época de superexposição nas mídias e redes sociais, e o sorriso pode se tornar um vilão para a autoestima de pessoas com alguma deficiência estética odontológica, como dentes mal posicionados, amarelados ou com cáries. No entanto, além das aparências, estão questões que podem estar relacionadas até a uma série de problemas de saúde.

Já imaginou você ter tanta vergonha do próprio sorriso a ponto de não ter uma foto sequer sorrindo em seu perfil? O dentista Robson André relata que este não é um caso incomum: “hoje em dia, facilmente podemos quantificar o quanto o sorriso de nosso paciente está afetando sua autoestima. Uma simples visita ao seu perfil do Instagram pode revelar um histórico de imagens sem sorrir ou com sorrisos tímidos, sem exposição dos dentes, e esse quadro está ficando cada vez mais frequente.”

O especialista aponta que a linguagem do rosto é provavelmente a forma mais comum de comunicação entre as pessoas e ressalta o motivo pelo qual problemas na estética dental e facial podem acarretar em outras questões de saúde e bem estar: "a expressão facial não apenas traduz um sentimento mas também o estimula. Ou seja, quem ri porque está feliz fica ainda mais feliz porque ri e o auto condicionamento para não sorrir pode acabar tendo uma ação inversa, deixando o indivíduo ainda mais infeliz. Fatores como o Bullying e Insegurança com a própria imagem podem ocasionar a privação do indivíduo ao convívio social e até mesmo gerar o aparecimento de outras doenças, tanto cardíacas, devido a bactérias bucais viajando na corrente sanguínea, como até mesmo a depressão, considerada o mal do século 21”, revela.

O Dr. Robson André também conta que com os avanços da odontologia estética tem sido aliados para oferecer tratamento mais rápidos e eficazes: "hoje temos diversas formas de reestabelecer a função e estética de nossos pacientes. Além disso, recentes avanços permitem inclusive que o paciente mantenha a estética do sorriso mesmo durante o tratamento. Seja com o uso de aparelhos ortodônticos invisíveis ou provisórios super estéticos para os tratamentos protéticos, já iniciamos a transformação física e psicológica do paciente desde a primeira consulta”.

A exposição nas redes sociais também permitem que o profissional perceba a satisfação do paciente: “É muito gratificante quando podemos observar a primeira foto sorrindo sendo publicada pelo paciente. Constatar que a mudança no sorriso foi capaz de transformar sua autoestima é recompensador.”

Ano não eleitoral: TSE trabalha na organização das Eleições Municipais de 2020


Ao encerrar um pleito, juízes e tribunais já se preparam para a próxima votação


Todo brasileiro sabe como é intenso o trabalho da Justiça Eleitoral (JE) nos anos de eleições. Desde o julgamento dos registros de candidaturas, passando pela propaganda eleitoral até o momento da votação e da totalização dos votos, tudo envolve esse ramo especializado do Poder Judiciário. Mas nem todo mundo sabe o que acontece na Justiça Eleitoral em anos não eleitorais.

No dia 1º de fevereiro, ao abrir o Ano Judiciário de 2019 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a presidente da Corte, ministra Rosa Weber, anunciou que JE estaria especialmente concentrada na preparação das Eleições Municipais de 2020. E é exatamente o que os tribunais eleitorais fazem em ano não eleitoral: preparam-se para o próximo pleito, além de julgar processos que restaram das eleições anteriores e de desempenhar as demais atividades conferidas a eles pela Constituição Federal.

Nas palavras da ministra Rosa Weber, “o tempo de execução não é mais importante que o tempo do preparo. Os bons frutos não prescindem de cuidadosa semeadura. Por isso, o ano de 2019 não se empalidece frente a 2018 e a 2020, anos de eleições gerais e municipais”, declarou.


Cadastro de eleitores

Uma das tarefas da Justiça Eleitoral em todo o país no primeiro semestre do ano de 2019 foi atualizar o cadastro eleitoral. No dia 25 de junho, a identificação dos eleitores por meio das impressões digitais alcançou a marca histórica de 100 milhões de registros. Esta semana, o cadastro atingiu 70,35% do eleitorado brasileiro, o que significa que mais de 102 milhões de cidadãos serão identificados de forma segura na hora do voto. Até o momento, 10 estados e o Distrito Federal já concluíram o cadastramento biométrico de eleitores.

O cadastro biométrico da Justiça Eleitoral teve início em 2008 e vem evoluindo ano a ano. Pela Etapa 2019/2020 do Programa de Identificação Biométrica, eleitores de 1.686 municípios de 16 estados deverão cadastrar suas impressões digitais até o final do próximo ano. A meta é alcançar 35 milhões de cidadãos nesta fase.

Para as Eleições Municipais de 2020, a Justiça Eleitoral espera ter cadastrado biometricamente 117 milhões de eleitores, encerrando a coleta das impressões digitais de todo o eleitorado nacional até 2022.

Durante um ano de eleição, o cadastro eleitoral é fechado por cerca de seis meses. Nesse período, não são permitidas movimentações, para que a JE tenha um retrato fiel do eleitorado que participará do pleito. O fechamento do cadastro está previsto na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), que determina que nenhum requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência seja recebido dentro dos 151 dias anteriores à data da ida às urnas. Passada a eleição, o cadastro é reaberto, e uma série de serviços fica novamente disponível aos eleitores.

Logo após as Eleições de 2018, ainda em novembro, o cadastro foi reaberto, e os serviços de emissão de segunda via de título, inscrição eleitoral, transferência de domicílio e revisão de dados voltaram a ser solicitados pelos eleitores de todo o país desde o último mês de novembro, nos cartórios eleitorais. Também foram reiniciados a emissão da Certidão de Quitação Eleitoral e o serviço de pré-atendimento via internet, por meio do Título Net. Confira no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) todas as informações.

O cadastro eleitoral é um banco de dados da JE que reúne em um sistema informações dos mais de 147 milhões de eleitores brasileiros. Nele, ficam armazenados os dados e a situação do eleitor (se está regular ou não), além de informações sobre comparecimento às urnas, justificativa eleitoral e eventual trabalho como mesário. Também há dados sobre débitos com a Justiça Eleitoral e acerca de filiação a partidos políticos.

Algumas informações são sigilosas – tais como filiação, endereço, telefone, data de nascimento e dados biométricos – e devem ser atualizadas sempre que houver necessidade, como nos casos em que o eleitor tem de alterar dados pessoais, fazer recadastramento biométrico e solicitar transferência de domicílio eleitoral. A administração desses dados está a cargo da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral, em âmbito nacional, e das corregedorias regionais eleitorais, nas respectivas circunscrições dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Todo o conteúdo do cadastro eleitoral passa por um constante cruzamento de informações biográficas e biométricas. O objetivo é excluir possíveis duplicidades ou pluralidades de inscrições eleitorais e identificar situações que exijam averiguação.


Títulos cancelados

Em maio deste ano, após a atualização do cadastro eleitoral, a Justiça Eleitoral cancelou mais de 2,4 milhões de títulos de eleitor em todo o país. A medida visa a uma depuração do cadastro, tornando inativos os documentos daqueles que ficaram mais de três eleições seguidas sem votar ou justificar a ausência.


Outras atividades

No âmbito do TSE, foram criados vários Grupos de Trabalho (GTs), que atuam em áreas diversas para desenvolver estratégias voltadas às próximas eleições. Entre esses GTs estão aqueles que cuidam do treinamento de mesários, do aperfeiçoamento dos sistemas de prestação de contas e dos registros de candidaturas, por exemplo.

Além disso, os ministros irão elaborar, ainda este ano, as resoluções que regerão o processo eleitoral de 2020. Conforme prevê a legislação, essas resoluções devem ser aprovadas até março do ano das eleições. No entanto, em geral, tais normas são aprovadas até o mês de dezembro do ano anterior.


Série

Acompanhe mais informações sobre as Eleições 2020 no Portal do TSE e saiba, ao longo desta semana, mais sobre as atividades da Justiça Eleitoral na série de matérias “Ano não eleitoral”.

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