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quinta-feira, 9 de março de 2017

Vacina da gripe 2017: atenção às mudanças



Em outubro de 2.016, foi publicada a RESOLUÇÃO - RDC No- 119, que dispõe sobre a composição das vacinas Influenza a serem utilizadas no Brasil no ano de 2017


Está aberta a temporada de "caça à gripe". Em 2016, fomos surpreendidos por uma antecipação dos casos de Influenza esperados para maio, quando estava programada a campanha de vacinação do Ministério da Saúde.

Por conta dessa situação inesperada, houve um aumento do número de casos no Brasil, entre fevereiro e março, “trazidos” por conta do turismo (Disney, Canadá e Europa). No Hemisfério Norte a vacinação é aplicada no 2º semestre de um ano para que no começo do ano seguinte (período de epidemia) os habitantes já estejam protegidos.

Os brasileiros que viajaram para essas regiões em janeiro não estavam mais imunizados contra a Influenza pela vacinação de maio de 2015, realizada no Brasil, foram infectados, adoeceram e importaram os vírus.

Em outubro de 2.016, foi publicada a RESOLUÇÃO - RDC No- 119, que dispõe sobre a composição das vacinas influenza a serem utilizadas no Brasil no ano de 2017.

Essa resolução levou em conta alterações genéticas observadas no vírus H1N1, responsável pelos casos de Influenza e uma nova cepa faz parte da composição das vacinas, tanto da trivalente, que será distribuída pelo Ministério da Saúde, quanto da quadrivalente, das clínicas particulares.

Nesse caso, pela primeira vez desde 2010, sai a cepa viral semelhante ao vírus A/California/7/2009 (H1N1) e entra a do vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09.

Assim, a nova composição das vacinas recomendadas tanto pela ANVISA como pela SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) para 2.017 é:


Vacinas Influenza trivalentes

Três tipos de cepas de vírus em combinação (2 tipos de cepas do vírus Influenza A e 1 tipo do Influenza B), dentro das seguintes especificações:


·         Um vírus similar ao vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09;

·         Um vírus similar ao vírus influenza A/Hong Kong/4801/2014 (H3N2); e

·         Um vírus similar ao vírus influenza B/Brisbane/60/2008.

Vacinas Influenza quadrivalentes

As vacinas quadrivalentes com dois tipos de cepas do vírus influenza E e dois tipos do B deverão conter:

·         Um vírus similar ao vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09;

·         Um vírus similar ao vírus influenza A/Hong Kong/4801/2014 (H3N2);

·         Um vírus similar ao vírus influenza B/Brisbane/60/2008; e

·         Um vírus similar ao vírus influenza B/Phuket/3073/2013.

A previsão para uma campanha inicial de vacinação contra gripe é dia 10 de abril, podendo ser antecipada (prestem atenção às comunicações nas mídias), mas mesmo assim ainda apenas para os grupos considerados de risco:

·         Crianças entre 6 meses e 5 anos;

·         Gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto);

·         Pessoas com 60 anos ou mais;

·         Pessoas com comorbidades (doenças crônicas respiratórias, do coração, com baixa imunidade, entre outras); 

·         Trabalhadores da saúde;

·         Indígenas aldeados;

·         Público penitenciário.


Recomendações finais

“Quer a composição da vacina permaneça a mesma, quer mude de um ano para o outro, os grupos mais vulneráveis devem se vacinar todos os anos porque a quantidade de anticorpos diminui ao longo dos meses (6 a 8 meses), reduzindo o grau de proteção”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).

Para toda a população (vacinados ou não), recomenda-se a atenção a cuidados simples como formas de prevenção: lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar, evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal, entre outros.

“Se notarem os seguintes sintomas: febre, tosse ou dor na garganta, acompanhados de dor de cabeça, dor muscular e nas articulações, a recomendação é procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. Pode ser gripe, mas também dengue, Zika, Chikungunya e até febre amarela (sintomas muito semelhantes) e só o profissional de saúde, muitas vezes, apenas com o auxílio de exames complementares, poderá diagnosticar adequadamente e tomar as medidas apropriadas para cada caso”, recomenda o médico.

Falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração já podem ser sinais de agravação da doença.





Moises Chencinski




Especialista da NotreDame Intermédica esclarece dúvidas sobre a menopausa, seus sintomas e terapias



Ondas de calor, irritação, insônia, dores de cabeça, perda da libido, ansiedade e até mesmo depressão. São muitos os sintomas que podem aparecer no corpo das mulheres durante a menopausa, período que acaba gerando também muitas incertezas para a grande maioria delas. E foi com o objetivo de sanar as principais dúvidas acerca deste tema que a NotreDame Intermédica realizou, no último dia 07 de março, a Oficina de Saúde “Mulheres em um relacionamento sério com a Saúde”, onde clientes e convidadas puderam assistir a uma palestra do Dr. Gilmar Osmundo, especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Confira abaixo as orientações do especialista: 

1.   Antes da menopausa, o Climatério – O Climatério nada mais é do que o período que antecede a menopausa, quando o organismo deixa de reproduzir, de forma lenta e gradativa, os hormônios estrogênio e progesterona. Não há uma data pré-estabelecida para o início do Climatério, mas ele possui alguns sintomas, como a irregularidade menstrual, fluxos mentruais mais intensos, sensibilidade mamária e piora da TPM.

2.   A menopausa e seus sintomas – Em média, a menopausa ocorre entre os 45 e 55 anos e seu início só pode ser considerado após um ano do último ciclo menstrual. Pode causar transformações no organismo e aumentar o risco de aparecimento ou agravamento de doenças graves. Seus sintomas mais comuns são: ausência de menstruação; ressecamento vaginal e de toda a pele do corpo; ondas de calor (atingem entre 60% e 80% das mulheres); sudorese noturna; urgência e incontinência urinária; osteoporose – perda de massa óssea; diminuição da libido; insônia; alteração na distribuição da gordura corporal; diminuição da atenção e da memória; depressão; instabilidade emocional.

3.   Alívio dos sintomas –  Os chamados tratamentos não-farmacológicos, como o uso de fitoterápicos, além da realização de sessões de acupuntura e relaxamento, são ótimos aliados para a diminuição ou alívio dos sintomas da menopausa.

4.   O período pós-menopausa – Neste período, percebe-se significativa melhora dos sintomas iniciais. Contudo, há maior risco para o desenvolvimento de algumas doenças, como as cardiovasculares, que aumentam aproximadamente de três a sete vezes no sexo feminino após a menopausa. Percebe-se, ainda, o aumento dos níveis de colesterol, da pressão arterial e gordura abdominal, bem como maior incidência de casos de câncer de mama e diabetes.

5.   Prevenção – A realização de consultas regulares é ainda mais importante neste período, com exames de mamografia, que devem ser realizados anualmente, além dos exames de PAPANICOLAU, desintometria óssea (osteoporose) e avaliações cardiológicas. Manter uma dieta saudável, não fumar e praticar exercícios físicos também auxiliam de maneira siginificativa na prevenção.

6.   Reposição Hormonal – É a reposição dos hormônios que eram produzidos pelos ovários antes da menopausa: estrogênio e progesterona, visando amenizar e/ou reverter os sintomas. Esta terapia traz como benefícios o alívio das ondas de calor, reduzir os riscos de ósteoporose, reduzir o risco de diabetes tipo 2, trazer efeitos positivos no humor e na qualidade do sono, diminuir a irregularidade menstrual, melhorar a função sexual e diminuição de câncer colorretal.

7.   Contra indicações e efeitos colaterais A reposição não é indicada ou necessária para todo mundo. Ela é utilizada em pacientes com menos de 60 anos, nos anos iniciais do climatérico e pelo menor tempo possível (no máximo,  5 anos). Também não é indicada para pessoas que já tiverem ou possuem histórico familiar de câncer de mama, câncer de endométrio, sangramento vaginal de causa desconhecida, doenças coronáreas e cerebrovascular, doença trombólica ou tromboembólica venosa e lúpus eritematoso sistêmico. Para quem faz uso da reposição hormonal, os efeitos colaterais podem ser sangramentos mentruais, sensibilidade mamária, retenção de líquidos, cefaleia e enxaqueca.


Compartilhando e incentivando hábitos saudáveis
O Grupo NotreDame Intermédica mantem em seu canal no Youtube diversos vídeos com dicas e orientações valiosas que visam melhorar a qualidade de vida e auxiliar na prevenção de riscos e doenças da população em geral, além de campanhas e vídeos institucionais. O canal pode ser acessado clicando no link abaixo:
 
Site: www.gndi.com.br





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