Procedimento menos invasivo ainda gera dúvidas entre mulheres
Fertilidade pode retornar rapidamente após o procedimento, mas decisão por uma nova gestação deve considerar recuperação física e emocional
Após passar por uma Aspiração Manual Intrauterina (AMIU), muitas
mulheres ficam em dúvida sobre quando poderão tentar engravidar novamente.
Utilizado em casos como abortamento espontâneo, retenção de restos ovulares e
outras situações que exigem esvaziamento uterino, o procedimento vem ganhando
espaço por ser uma alternativa menos invasiva à curetagem tradicional e recomendada
internacionalmente em casos específicos. Ainda assim, o tema segue cercado de
dúvidas sobre fertilidade, recuperação do útero e tempo ideal para uma nova
gestação.
Segundo a Dra. Larissa Cassiano, ginecologista e obstetra parceira
da DKT South America, a fertilidade pode retornar antes mesmo da primeira menstruação
após a realização da AMIU. “A ovulação pode acontecer poucas semanas após o
procedimento, o que significa que a mulher já pode engravidar novamente antes
do retorno do ciclo menstrual. Do ponto de vista biológico, o organismo costuma
recuperar rapidamente sua capacidade reprodutiva”, explica.
A Organização Mundial da Saúde afirma que, em muitos casos, não há
necessidade de aguardar longos períodos para tentar uma nova gravidez após
perda gestacional, desde que a paciente esteja clinicamente recuperada e se
sinta preparada física e emocionalmente. A entidade também recomenda a AMIU
como método preferencial para manejo de perdas gestacionais em fases iniciais,
destacando benefícios como menor risco de complicações uterinas, menor trauma
físico e recuperação geralmente mais confortável para a paciente.
No entanto, especialistas destacam que o tempo ideal pode variar
conforme o motivo que levou à realização da AMIU, a idade gestacional,
possíveis complicações e o estado geral de saúde da paciente. Em alguns casos,
o médico pode recomendar aguardar ao menos um ciclo menstrual completo para
facilitar o cálculo gestacional e acompanhar melhor uma nova gravidez.
Além da recuperação física, o aspecto emocional também deve ser
considerado. Processos de perda gestacional ou procedimentos uterinos podem ter
impacto psicológico significativo, tornando importante respeitar o tempo
individual de cada mulher e oferecer suporte adequado nesse período.
Dados do Ministério da Saúde reforçam a importância do
acompanhamento pós-procedimento para avaliação da recuperação uterina,
prevenção de infecções e orientação contraceptiva ou reprodutiva conforme o
desejo da paciente.
Outro ponto importante é que, como a fertilidade pode retornar
rapidamente, mulheres que não desejam engravidar novamente logo após a AMIU
devem conversar com o ginecologista sobre métodos contraceptivos. “Muitas
pacientes acreditam que existe um período prolongado de infertilidade após o procedimento,
mas isso não costuma acontecer. A AMIU é uma técnica considerada segura, menos
invasiva e que tende a preservar bem a cavidade uterina quando realizada
corretamente. Por isso, tanto para quem deseja quanto para quem não deseja
engravidar novamente logo depois, o planejamento reprodutivo e o acompanhamento
médico são fundamentais”, reforça Dra. Larissa.
Com acompanhamento médico e informação adequada, a mulher pode tomar decisões mais conscientes sobre uma nova gestação após a AMIU. Além de ajudar a reduzir inseguranças em um momento delicado, ampliar o acesso à informação sobre procedimentos recomendados internacionalmente também contribui para uma assistência mais segura e humanizada em saúde reprodutiva.
DKT South America
DKT Salú, DKT Academy e Use Prudence.

Nenhum comentário:
Postar um comentário