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Condição de saúde silenciosa, alterações na
tireoide exigem atenção e acompanhamento médico
Celebrado
nesta segunda-feira (25), o Dia Internacional da Tireoide chama a atenção para
o papel essencial dessa pequena glândula no funcionamento do organismo,
especialmente na saúde da mulher em diferentes fases. Responsável pela produção
de hormônios que regulam o metabolismo, o humor, a fertilidade e o desempenho
de diversos órgãos, a tireoide interfere diretamente no equilíbrio físico e
emocional feminino, da maternidade à menopausa.
“Cuidar
da saúde hormonal é cuidar da qualidade de vida. A atenção à tireoide é um
passo essencial para garantir mais saúde, energia e bem-estar ao longo de toda
a vida da mulher”, afirma a endocrinologista Hanna Andrade, preceptora da
Clínica Integrada de Saúde (CIS) da Universidade Salvador (UNIFACS), vinculada
ao curso de Medicina, integrante da Inspirali, ecossistema que atua na gestão
de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil.
Neste
Mês das Mães, o tema ganha ainda mais relevância ao destacar a influência dos
hormônios tireoidianos na gestação e no desenvolvimento do bebê. Alterações
como hipotireoidismo e hipertireoidismo, quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente,
podem trazer riscos tanto para a gestante quanto para o feto, incluindo
complicações na gravidez, parto prematuro e prejuízos ao desenvolvimento
neurológico da criança.
Segundo
a especialista, o acompanhamento médico é fundamental desde o planejamento da
gravidez. “Os hormônios da tireoide são essenciais para o desenvolvimento
saudável do bebê, principalmente no primeiro trimestre, quando ele ainda
depende totalmente da mãe. Por isso, o diagnóstico precoce e o controle
adequado fazem toda a diferença”, explica Hanna Andrade.
Desafios da menopausa
Além
da gestação, outro período que exige atenção é a menopausa, fase marcada por
intensas mudanças hormonais que podem se confundir com sintomas de disfunções
da tireoide. Cansaço excessivo, alterações de peso, queda de cabelo, ansiedade
e distúrbios do sono estão entre os sinais tanto da menopausa quanto das
doenças tireoidianas, o que pode dificultar o diagnóstico correto.
“O
grande desafio é não normalizar sintomas que podem estar relacionados à
tireoide. Muitas mulheres associam tudo à menopausa e acabam deixando de
investigar alterações hormonais importantes, que têm tratamento e podem
melhorar significativamente a qualidade de vida”, alerta a endocrinologista.
Dados
da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia indicam que as doenças
da tireoide são mais frequentes em mulheres, especialmente após os 35 anos, e
tendem a se tornar mais comuns com o envelhecimento. Por isso, a realização de
exames periódicos e a atenção aos sinais do corpo são fundamentais para o
diagnóstico precoce.
“Na
maioria dos casos, o tratamento das disfunções tireoidianas é simples e eficaz,
podendo incluir reposição hormonal ou medicamentos específicos. Com
acompanhamento adequado, é possível manter o equilíbrio emocional e o bem-estar
ao longo dos anos”, frisa a educadora da UNIFACS/Inspirali, Hanna Andrade.
Universidade Salvador - UNIFACS)
www.unifacs.br
Inspirali
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