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Senso de propósito também exerce efeito protetor contra o Alzheimer e outros tipos de demência, revela estudo
Ter metas, cultivar objetivos e encontrar significado nas relações pode ir além da motivação pessoal. Um estudo da Universidade da Califórnia, publicado no American Journal of Geriatric Psychiatry , aponta que o senso de propósito também exerce efeito protetor contra o Alzheimer e outros tipos de demência.
O levantamento acompanhou 13.765 adultos, com 45 anos ou mais, ao longo de até 15 anos e revelou que aqueles com maior senso de propósito apresentaram cerca de 28% menos risco de desenvolver demência. O efeito protetor se manteve consistente entre diferentes grupos étnicos e raciais.
A análise incluiu também o impacto da variante genética APOE ε4, principal fator de risco hereditário para a Doença de Alzheimer (DA) na sua forma tardia (senil). Pessoas que possuem essa variante têm maior probabilidade de desenvolver a doença, mas, mesmo entre esses indivíduos, um senso elevado de propósito foi associado a menor risco e início mais tardio do comprometimento cognitivo.
No Brasil, cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais convivem com demência. O Alzheimer responde por mais da metade dos casos, o equivalente a aproximadamente 1,8 milhão de indivíduos. De acordo com o Ministério da Saúde, até 2050 esse número poderá chegar a 5,6 milhões de pessoas afetadas pela enfermidade no país.
Para o neurologista Eli Faria Evaristo, do Sírio-Libanês, o primeiro passo para identificar a doença é observar mudanças sutis na memória e no comportamento. "Esquecimentos ocasionais podem ser normais com a idade, mas quando passam a interferir na rotina e na autonomia do indivíduo, é fundamental buscar avaliação especializada", afirma.
“Ainda não há cura para a Doença de Alzheimer, mas o diagnóstico precoce da demência é essencial. Isso porque existem outras causas de demência que possuem tratamento potencialmente curativo e podem resultar, por exemplo, de deficiência de vitamina B12, hipotireoidismo e outros problemas hormonais, doenças autoimunes, apneia do sono, outras doenças neurológicas e efeitos colaterais de medicamentos. Identificar essas causas em estágios iniciais nos permite agir antes que o comprometimento se torne irreversível”, explica o especialista.
Segundo o médico, o melhor caminho para prevenir a doença inclui manter uma rotina de vida saudável, controlar pressão, diabetes, colesterol, obesidade, sono, evitar excesso de álcool e cuidar da saúde mental. "Manter audição e visão adequadas, alimentação saudável e prática de exercícios são estratégias efetivas de proteção cerebral, independentemente da realização de exames específicos", conclui.
Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês
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