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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Intercâmbio: recomendações financeiras para quem estuda no exterior

Entenda quais são as melhores estratégia de pagamento para viver fora do Brasil

 

O intercâmbio segue em expansão entre brasileiros, e a expectativa é de que o setor cresça 17% até o final de 2025, segundo a Associação Brasileira das Agências de Intercâmbio (Belta). Destinos como Irlanda, Canadá e Estados Unidos continuam entre os mais procurados, reunindo quem busca aprendizado acadêmico, vivência cultural e também o desafio de se organizar financeiramente em um ambiente marcado por moedas estrangeiras, tarifas bancárias e novos padrões de custo de vida. 

Nesse cenário, o aspecto financeiro pode ser decisivo para que a experiência seja tranquila ou repleta de imprevistos. Antes mesmo do embarque, surgem dúvidas práticas: quanto realmente custa viver em cada destino? O que vale mais a pena levar do Brasil? A melhor forma de pagamento é com dinheiro em espécie ou cartão pré-pago? Como se organizar para pagar aluguel, transporte e alimentação? 

Responder a essas questões é muito importante, pois uma boa gestão financeira não se resume a economizar, mas sim a garantir previsibilidade e segurança. É justamente no início do intercâmbio que os estudantes definem hábitos de consumo e estratégias de pagamento que influenciarão todo o período no exterior. 

De acordo com Jorge Arbex, diretor do Grupo Travelex Confidence, maior especialista em câmbio do mundo, o ideal é diversificar os meios de pagamento entre dinheiro em espécie e cartão pré-pago. “Levar um pouco da moeda do destino em espécie pode ajudar a chegar preparado para os pequenos gastos, como táxis, metrôs e alimentação na rua”, explica o executivo. 

Para as demais despesas, o cartão pré-pago internacional pode ser uma boa alternativa, pois oferece praticidade e segurança, além de possibilitar carregamentos em diversas moedas. “Considere também as transferências internacionais para gastos mais altos como pagamento do curso e aluguel”, complementa Jorge Arbex. 

Para economizar, é necessário realizar um planejamento financeiro bem estruturado. De acordo com Jorge Arbex, duas práticas podem auxiliar na hora de diminuir os custos da experiências: evitar a dupla conversão de moedas estrangeiras e adquirir a divisa do país de destino gradualmente. 

Muitos estudantes ainda levam dólares para depois trocar pela moeda local, independentemente do destino, o que implica pagar duas vezes pelo câmbio e taxas envolvidas no processo. “Sempre que possível, o ideal é adquirir e gastar diretamente na moeda do país de destino. Essa prática reduz custos e traz maior previsibilidade, já que o orçamento não fica sujeito a variações de moedas intermediárias”, comenta Jorge. 

Mesmo com um planejamento cuidadoso, imprevistos acontecem. Por isso, a recomendação é manter uma reserva na moeda local, para cobrir as despesas básicas. E pensando em prevenir emergências, contratar um seguro viagem internacional é imprescindível. Esses serviços oferecem uma gama de suportes, desde extravio de malas, até assistência médica e, além de facilitadores, asseguram que demandas de saúde não se tornem uma bola de neve de gastos. 

Outro item essencial é um eSIM internacional, que permite ter internet em qualquer parte do mundo sem precisar trocar de chip ou depender de Wi-Fi público. A conexão móvel permite uma maior liberdade e segurança para o intercambista, tanto nos deslocamentos quanto na busca por informações práticas. 

Por fim, antes do embarque, é recomendável que o estudante pesquise sobre a economia local e o custo de vida no país de destino. Informações como valores médios de aluguel, transporte, alimentação e lazer ajudam a montar um orçamento realista e evitam surpresas. Parte desses dados pode ser obtida junto à própria agência de intercâmbio, garantindo uma preparação mais completa e segura.

 

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