Doença foi um dos assuntos debatidos por
especialistas durante Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia
Apesar de ser mais
conhecido como um problema de adultos e idosos, o herpes zoster, também chamado
de "cobreiro", pode sim afetar crianças, inclusive as saudáveis. O
alerta é da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que reforça a
importância de vigilância e atendimento médico, mesmo diante de um quadro que
geralmente é mais leve nos pequenos. O tema foi discutido durante o 78º
Congresso da SBD, que ocorreu entre os dias 3 e 6 de setembro, no Rio de
Janeiro.
"O herpes
zoster é decorrente da reativação do vírus da varicela, o mesmo da catapora. A
vacinação contra a varicela reduziu significativamente os casos, mas ainda
assim a infecção pode surgir em crianças, especialmente naquelas com baixa
imunidade", explica Dra. Elisa Fontenelle, médica dermatologista da SBD.
Nos adultos, o
herpes zoster é frequentemente doloroso, mas em crianças ele pode ser
assintomático ou apresentar apenas sinais leves. As lesões cutâneas são o
sintoma mais evidente.
"Ele pode
começar com dor ou coceira em uma área localizada. Nas crianças, muitas vezes
não há febre ou outros sintomas além das lesões de pele. Essas lesões
geralmente se manifestam como pequenas bolhas agrupadas sobre uma área
avermelhada, muitas vezes no tronco ou rosto, e quase sempre restritas a um
lado do corpo”, ressalta Dra. Elisa.
Mesmo quando o
quadro é brando, é essencial buscar avaliação médica. "O dermatologista
deve ser procurado sempre que forem observadas essas lesões, pois podem ocorrer
complicações, como infecções bacterianas secundárias ou cicatrizes. A dor
intensa, característica nos adultos, é rara nos pequenos, mas isso não elimina
a necessidade de acompanhamento, principalmente em casos de crianças
imunossuprimidas”, relata.
Vacina contra
o Herpes Zoster
Atualmente,
o Brasil já conta com uma nova vacina recombinante altamente eficaz contra o
herpes zoster, mas ela não é indicada para crianças.
"A
nova vacina chegou ao Brasil em 2022, substituindo a antiga de vírus vivo
atenuado, que foi descontinuada nos Estados Unidos em 2020. Além de ter uma
eficácia muito superior, ela reduz também o risco de nevralgia pós-herpética,
uma dor crônica e debilitante causada pela lesão do nervo", explica a
médica dermatologista da SBD Dra. Jane Tomimori.
Ao
contrário da antiga, que usava vírus vivo atenuado, a nova é uma vacina de
subunidade recombinante, o que a torna mais segura, inclusive para pessoas
imunossuprimidas.
"Ainda
não está indicada para gestantes nem para crianças, mas é um grande avanço para
os adultos e idosos, especialmente os que vivem com condições que afetam o
sistema imunológico", reforça a dermatologista.
Um dos
grandes destaques da vacina, segundo Dra. Jane, é a durabilidade da resposta
imunológica. "Um estudo americano com seguimento de 10 anos, mostrou que
os níveis de anticorpos se mantem até cinco vezes em relação ao
pré-vacinal", afirma.
Prevenção
Embora ainda não
exista uma vacina específica para herpes zoster infantil, a vacinação contra a
varicela, presente no calendário infantil brasileiro, continua sendo a
principal forma de prevenção indireta.
"Manter a
vacinação em dia é fundamental. E diante de qualquer lesão de pele incomum,
especialmente em faixa única e com bolhas, os pais devem buscar o dermatologista",
orienta Dra. Elisa Fontenelle.
Entre os assuntos tratados durante o 78º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia também estiveram: Complicações de procedimentos estéticos”, “Dermatologia na Saúde da Mulher”, “Produtos usados – unhas artificiais e vários tipos de esmaltes com suas composições”, “Métodos de imagem no diagnóstico precoce do câncer, entre outros.
“A diversidade de temas discutidos neste congresso reflete a complexidade e a constante evolução da Dermatologia. Nosso objetivo é ampliar o conhecimento dos dermatologistas, reforçando nosso compromisso com a atualização científica e a segurança do paciente”, diz o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui.
O Congresso conta com conteúdos teóricos e práticos. “Nosso objetivo foi proporcionar a todos uma experiência dinâmica, permitindo uma troca de conhecimentos intensa e enriquecedora, fortalecendo a união e a interação entre todos os participantes”, conta a presidente do congresso, Dra. Leandra Metsavaht.
Para mais informações sobre essas e outras condições dermatológicas, além de cuidados com a saúde da pele, cabelos e unhas, acesse as redes sociais @dermatologiasbd ou o site www.sbd.org.br. Encontre um especialista associado à SBD em sua região e cuide de sua saúde integral.
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