ONG Prematuridade.com destaca a vulnerabilidade dos
bebês e a importância da prevenção de riscos no ambiente neonatal 
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No
dia 17 de setembro é celebrado o Dia Mundial da Segurança do Paciente,
data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar o
público, reforçar a importância da prevenção de erros e adoção de práticas em
todos os níveis de cuidado e mobilizar ações globais voltadas à melhoria da
segurança em saúde.
Em
2025, o tema escolhido pela OMS é “Cuidado seguro para cada recém-nascido e cada
criança”, com o slogan “Segurança do paciente desde o início!”,
reconhecendo a vulnerabilidade dessa faixa etária aos riscos e danos causados
pelos cuidados inseguros.
A ONG Prematuridade.com,
referência nacional no apoio a famílias e na defesa dos direitos de bebês
prematuros, reforça a importância da data. O Brasil registra anualmente cerca
de 340 mil nascimentos prematuros, o que
corresponde a mais de 12% dos nascimentos. Esse grupo é especialmente mais
vulnerável a riscos como infecções, erros de medicação e diagnósticos
tardios, por isso, medidas preventivas e protocolos rigorosos
são essenciais para garantir qualidade de vida desde os primeiros dias.
Além
do ambiente hospitalar, a segurança do paciente também envolve políticas
públicas que garantam recursos adequados, infraestrutura apropriada e
investimentos em qualificação profissional. Para a ONG Prematuridade.com,
a prevenção de falhas no cuidado neonatal precisa ser encarada como prioridade
de saúde pública, já que as consequências se estendem ao longo de toda a vida
do bebê e impactam diretamente as famílias e a sociedade.
Outro
ponto fundamental é a humanização do atendimento. A associação defende práticas
como o contato pele a pele, os pais envolvidos no processo dos cuidados e o
olhar para a presença da família durante a internação. Estudos
mostram que a proximidade da família não apenas fortalece o vínculo afetivo,
mas também melhora indicadores clínicos e reduz o tempo no ambiente hospitalar.
“A segurança do paciente começa com informação, protocolos claros e
equipes qualificadas. No caso dos prematuros, cada detalhe faz diferença: desde
o manuseio adequado até o controle de equipamentos e medicamentos. Por isso, é
fundamental unir esforços para que esses bebês tenham o melhor início possível
de vida, lembrando que a segurança do paciente não deve ser apenas nos
hospitais, mas também na atenção primária à saúde. Muitos prematuros retornam
para casa com equipamentos médicos, e é essencial que tanto as equipes quanto
as famílias estejam preparadas para manter o cuidado de forma segura e
contínua”, afirma a
diretora-executiva da ONG Prematuridade.com, Denise Suguitani.
Junto
com a mobilização e aos profissionais de saúde, a entidade também reforça o
papel das famílias como parte ativa no processo de cuidado. Orientar pais e
responsáveis sobre direitos, práticas seguras e sinais de alerta é um dos
pilares da atuação da organização.
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