Os sinais incluem gestos repentinos e descoordenados, que podem comprometer atividades do dia a dia
Pouco conhecida pela população brasileira, a Doença de Huntington (DH) é uma
enfermidade rara, hereditária e progressiva que afeta o sistema nervoso
central, provocando alterações motoras, cognitivas e comportamentais. Não existem
estatísticas oficiais no país, mas estima-se que cerca de 13 mil a 19 mil
pessoas tenham o gene, e entre 65 mil e 95 mil apresentem risco de ter a doença
por serem descendentes de portadores, segundo a Biblioteca Virtual em Saúde do
Ministério da Saúde1.
Um
dos sintomas mais comuns da DH é a coreia, termo médico que descreve movimentos
involuntários, rápidos e descoordenados, semelhantes a uma dança irregular. A
atenção ao sintoma é fundamental para o diagnóstico, principalmente quando
surge em adultos com idade entre 30 anos e 50 anos que tenham histórico
familiar de DH. É comum a Doença de Huntington apresentar apenas sintomas
iniciais psiquiátricos e/ou cognitivos, sendo confundida com outras doenças
neurológicas como esquizofrenia e Alzheimer.
A
coreia pode afetar braços, pernas, tronco e até a musculatura facial,
interferindo em atividades cotidianas como caminhar, se alimentar e realizar o
autocuidado, impactando diretamente a autonomia dos pacientes com DH, além da
atenção demandada pelo cuidador. Inicialmente, aparece como movimentos
involuntários sutis, que podem ser confundidos com agitação motora ou falta de
coordenação. Com o tempo, se tornam mais evidentes, prejudicando a postura, o
equilíbrio, a fala e a deglutição.
“Reconhecer
o sintoma como um sinal de alerta é essencial para reduzir o tempo entre o
diagnóstico e início do tratamento. A agilidade nesse processo ajuda o paciente
e seus familiares a planejarem melhor os cuidados, prolongar autonomia e a
manter qualidade de vida desse indivíduo”, destaca Bruna Mattos, Gerente Médica
Sr. da Teva Farmacêutica.
O
diagnóstico exige uma avaliação clínica detalhada, realizada por um
neurologista, associada à investigação do histórico familiar e, por último, um
teste genético confirmatório. A Doença de Huntington tem origem na mutação no
gene HTT, localizado no cromossomo 4, que leva à produção defeituosa de uma
proteína chamada huntingtina. Essa proteína se torna tóxica para as células
nervosas, causando sua degeneração e comprometendo gradualmente as funções
cerebrais.
“Embora
a DH não tenha cura, existem formas de controlar e amenizar os sintomas da doença.
Alguns medicamentos reduzem a atividade motora excessiva e os sintomas
psiquiátricos, além disso, atividades que visam a reabilitação e apoio
psicológico para pacientes e familiares também são ferramentas importantes. Uma
rede de cuidados multidisciplinar, unindo neurologistas, fisioterapeutas,
fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos é fundamental para promover mais
independência e bem-estar para os pacientes e seus cuidadores”, reforça Bruna.
Conhecer para cuidar
Geralmente,
a DH manifesta-se entre os 30 e 50 anos, embora possa surgir em qualquer fase
da vida. O início precoce da doença (antes dos 20 anos) pode levar a uma
evolução mais rápida da condição. A doença segue um padrão de herança
autossômica dominante, o que significa que uma pessoa com uma cópia mutada do
gene HTT tem 50% de chance de transmitir a condição aos filhos.
Entre
as evidências clínicas estão os movimentos involuntários (coreia), alterações
cognitivas, mudanças de humor e comportamento, além de complicações
secundárias, como dificuldade para engolir (disfagia) e problemas
respiratórios.
O
diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica, histórico familiar e
testes genéticos. Embora ainda não exista cura, tratamentos medicamentosos e a
assistência multidisciplinar podem melhorar a qualidade de vida e retardar o
avanço dos sintomas.
Teva Pharmaceutical Industries Ltd.
www.tevapharm.com
Teva Brasil
www.tevabrasil.com.br.
Referências
1 BRASIL. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. 27/9 – Dia Nacional da Doença de Huntington. Brasília: Ministério da Saúde, [2023?]. Disponível em: Link

Nenhum comentário:
Postar um comentário