Cuidar da mente vai muito além de momentos de relaxamento ou pausas na rotina. Uma das estratégias mais simples e eficazes para manter o equilíbrio emocional está justamente no movimento do corpo: a prática regular de atividade física.
No Brasil, dados do Ministério da Saúde revelam que
cerca de 11 milhões de brasileiros convivem com a depressão. Com isso, investir
em estratégias de prevenção e bem-estar se torna essencial, e o movimento pode
ser aliado dessa solução.
De acordo com a profissional de educação física Renata Suárez,
co-fundadora do Stúdio Sattva, as pessoas ainda costumam associar exercícios
apenas à estética, mas o impacto na saúde mental é enorme. “Movimentar o corpo
ajuda a lidar com a ansiedade, melhora o humor e pode transformar a relação que
a pessoa tem consigo mesma”, afirma
O que a ciência já mostrou
Quando colocamos o corpo em movimento, desencadeamos uma
verdadeira revolução química no cérebro. "Durante o exercício físico,
nosso organismo libera neurotransmissores, como endorfina, dopamina e
serotonina que promovem sensações como alívio da dor e estresse, aumentam a
satisfação e prazer, melhoram a atenção e humor, regulam o sono e o apetite e
ajudam a combater as ansiedade e a depressão, podemos dizer que contribuem para
uma sensação geral de bem-estar e felicidade” explica Renata.
Um levantamento publicado no Journal of Psychiatric Research apontou que 30 minutos de exercício moderado, praticado cinco vezes por semana, podem reduzir em até 48% os sintomas de depressão. Já a Universidade de Harvard revelou que pessoas fisicamente ativas têm até 26% menos chance de desenvolver quadros de depressão.
A profissional de educação física ressalta que, mais do que uma
rotina de treinos, quando alguém decide se exercitar, ela cria um compromisso
de autocuidado físico e mental. “É um gesto que traz impacto imediato na
disposição e, a longo prazo, na qualidade de vida”, explica.
Exercício como prevenção e apoio
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos devem
praticar entre 150 e 300 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada
por semana, ou 75 a 150 minutos de intensidade vigorosa, para manter a saúde
geral, incluindo a saúde mental. Para que esse objetivo seja mais fácil de
incorporar à rotina, isso pode ser traduzido em cerca de 20 a 30 minutos de
exercício diário ou 50 minutos três vezes por semana.
No entanto, a Suárez destaca que a prática de exercícios não
substitui acompanhamento médico ou psicológico, mas pode ser um aliado
importante no tratamento e, sobretudo, na prevenção. Para quem deseja começar,
a recomendação é simples: comece devagar e seja consistente.
Atividades que o indivíduo goste são mais estimulantes para iniciar, seja uma caminhada, uma prática esportiva, treino de força, dança, entre tantos outros, o importante é encontrar uma modalidade que traga prazer e possa ser mantida a longo prazo, visto que o movimento que transforma é aquele que se torna hábito", finaliza Renata Suárez.
Studio Sattva
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