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| 7 medos que todo mundo sente ou vai sentir em algum momento da vida, segundo psicóloga Pexels |
O medo é um sentimento comum e, acredite se quiser,
saudável, é um instinto de sobrevivência fundamental, que protege o ser humano
de ameaças reais. Mas quando certos medos se tornam constantes, exagerados ou
mal compreendidos, eles podem gerar sofrimento psicológico, limitar escolhas e
até adoecer a mente e o corpo.
Segundo a psicologia, os medos humanos têm raízes profundas em nossa história biológica e social. E mesmo em contextos modernos, continuamos sendo guiados por emoções primitivas como alerta, angústia e ansiedade. “Muitos dos medos mais presentes hoje não têm a ver com predadores ou escassez, mas com rejeição, fracasso e exclusão, temas que afetam diretamente nossa identidade e autoestima a partir da nossa realidade cultural”, explica Blenda Oliveira, doutora em psicologia pela PUC-SP.
Os 7 medos
universais que atingem pessoas de todas as idades e culturas, e que merecem
atenção quando começam a interferir na saúde mental:
1. Medo do fracasso
Perder,
errar, não dar conta. O medo de fracassar é um dos mais comuns e paralisantes,
segundo a psicologia cognitiva. Ele está associado a padrões de perfeccionismo,
à autoexigência excessiva e ao receio de ser julgado. Em longo prazo, pode
alimentar quadros de ansiedade, procrastinação e depressão.
2. Medo da rejeição
Ser
rejeitado ativa áreas do cérebro similares às da dor física, segundo estudos de
neurociência. Esse medo tem origem na necessidade humana de pertencimento e
aceitação. Quando exagerado, pode levar à evitação de vínculos ou à dependência
emocional.
3. Medo de decepcionar os outros
Muitas
pessoas vivem tentando atender às expectativas alheias, como dos pais,
parceiros, chefes, amigos. O medo de decepcionar pode gerar uma constante
sensação de inadequação e impedir a expressão autêntica de desejos e limites.
4. Medo da solidão
Estar só é
diferente de se sentir solitário. O medo da solidão está ligado à falta de
conexão significativa e à ideia de que não somos importantes para ninguém.
Quando crônico, pode ser um fator de risco para transtornos como depressão e
ansiedade social.
5. Medo de
mudanças
Mesmo que
uma mudança prometa algo melhor, ela sempre envolve perdas. O desconhecido
ativa o nosso “cérebro reptiliano”, que interpreta qualquer quebra de rotina
como uma ameaça. Esse medo pode nos manter em situações insatisfatórias por
anos.
6. Medo da desaprovação
Ser
criticado ou desagradar é um temor frequente, especialmente em contextos onde a
imagem pública tem grande peso — como nas redes sociais. Esse medo costuma vir
acompanhado de baixa autoestima e hipervigilância sobre o próprio
comportamento.
7. Medo da
morte (ou de perder quem se ama)
Talvez o
medo mais universal de todos. A angústia diante da finitude é estudada pela
psicologia existencial, que mostra como ela influencia nossas escolhas, nossos
valores e nosso modo de viver. Em alguns casos, esse medo se manifesta como
pânico, hipocondria ou fobias.
O que fazer?
Segundo
Blenda, “reconhecer que esses medos são humanos é o primeiro passo. O segundo é
observar quando eles estão nos limitando ou causando sofrimento
desproporcional”. A psicoterapia pode ajudar a ressignificar esses sentimentos,
desenvolver recursos emocionais e construir uma relação mais compassiva consigo
mesmo. "Não é sobre eliminar o medo, mas aprender a conviver com ele sem
deixar que ele decida por nós", conclui Blenda Oliveira.

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