Panorama educacional feito pelo órgão a partir do Censo 2022 também aponta que aumentou consideravelmente a proporção de pessoas com ensino superior no Estado em relação ao Censo 2010. Proporção de formados no ensino fundamental e médio também aumentou, enquanto a daqueles com pouco ou nenhum grau de instrução caiu no período.
Os estudantes do Paraná dos últimos anos do ensino fundamental e do ensino
médio possuem o maior tempo de estudo do Brasil, períodos em que a gestão das
escolas públicas é feita pelo Governo do Estado. A informação consta nos dados
mais recentes do Censo 2022 divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o panorama da educação no
País.
Nas idades
regulares em que os alunos devem estar cursando o Ensino Fundamental II – de 11
a 14 anos – as crianças e adolescentes possuem, em média, 6,3 anos de tempo de
permanência na escola, o melhor índice do Brasil, à frente de São Paulo, Ceará,
Tocantins, Minas Gerais e Rondônia, todos com 6,1 anos, que aparecem na
sequência do ranking. A média nacional para esta faixa etária é de 5,9 anos de
estudo.
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Censo: alunos do Paraná têm maior tempo de estudo do País e instrução da população dobra Foto: Lucas Fermin/SEED-PR |
Outro fator em que
o Paraná se destaca é em relação à frequência escolar. Nos últimos anos do
ensino fundamental, o índice de comparecimentos dos estudantes é de 98,8% de
acordo com os dados mais recentes do Censo 2022, acima da média do Brasil dos
alunos nesta faixa etária, que é de 98,3%.
Entre aqueles que possuem de 15 a 17 anos, faixa etária padrão dos alunos do
ensino médio, a frequência escolar do Paraná segue a tendência nacional e é
menor em relação ao ensino fundamental. Neste segmento, a média de
comparecimento fica em 84,9% entre as unidades escolares geridas pelo Estado e
aquelas administradas pela iniciativa privada, acima de estados como Goiás,
Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.
Os indicadores
mais recentes do IBGE e os investimentos no setor, os maiores do País, ajudam a explicar, em parte, o sucesso recente da
educação no Paraná, que saltou do 7º para o 1º lugar no ranking do Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre as avaliações feitas em 2017 e
2021. No levantamento mais recente, divulgado pelo Ministério da Educação em
2023, o Estado manteve a liderança nacional tanto no ensino fundamental quanto
no ensino médio.
O Paraná também
atingiu, em 2023, o segundo maior patamar do Brasil de alfabetização de
crianças que estudam na rede pública,
de acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC). O
levantamento mostra que 73% dos alunos paranaenses sabem ler e escrever na
idade certa, ou seja, ao final do 2º ano do ensino fundamental. O Estado tem Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança
Alfabetizada.
"O avanço nos
índices é resultado direto dos investimentos em infraestrutura, tecnologia e
qualificação de professores. Este resultado demonstra que o Paraná segue um
caminho de crescimento educacional sustentado por ações concretas, educação de
qualidade e oportunidades", afirmou o secretário de Estado da Educação,
Roni Miranda.
PARANAENSES MAIS QUALIFICADOS – O panorama educacional
do Censo 2022 também trouxe novidades sobre o grau de instrução da população
brasileira. Em pouco mais de uma década, o Paraná mais do que dobrou a
proporção de pessoas com ensino superior completo em relação ao total da sua
população. No Censo de 2010, os moradores do Estado com graduação representavam
9,7% da população, índice que subiu para 19,2% no Censo 2022, totalizando agora
1,7 milhão de pessoas.
Com um em cada
cinco paranaenses maiores de idade com curso superior completo, o Paraná tem a
4ª maior proporção de pessoas com esse nível de ensino no Brasil. O índice fica
abaixo apenas do Distrito Federal, com 33,1%, São Paulo (21,5%) e Santa
Catarina (19,7%). A média nacional de pessoas com este nível de instrução é de
16,7% do total da população maior de idade.
Com 58,6% dos
formados, as mulheres representam a maioria da população paranaense que possui
diploma de graduação dentro das diferentes modalidades reconhecidas pelo
Ministério da Educação: bacharelado, tecnologia ou licenciatura.
No intervalo de 12
anos entre os levantamentos do IBGE, também houve aumento da proporção de
paranaenses com outros graus de instrução. Aqueles com ensino fundamental
completo passaram de 13,9% para 15,1%, o equivalente a 1,3 milhão de pessoas,
enquanto os que possuem ensino médio completo aumentaram de 22,5% para 35%,
somando agora cerca de 3 milhões de formados.
O percentual das pessoas que não concluíram nem o ensino fundamental no
Estado caiu de 37,2% para 30,7% no mesmo período. No Brasil, o índice de
pessoas sem instrução é de 32%.
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