Urologista do São Cristóvão Saúde aborda incidência, mais comum em mulheres, que atingiu ao menos 72% das brasileiras
Considerada
uma das infecções mais comuns, principalmente em mulheres, a ITU - Infecção do
Trato Urinário (ou infecção urinária) é associada à bactéria “Escherichia coli”
em cerca de 8 a cada 10 casos, segundo dados da Sociedade Brasileira de
Urologia. Além disso, conforme aponta um estudo mais recente da Famivit, 72%
das brasileiras já tiveram infecção urinária, principalmente mulheres dos 25
aos 29 anos (76% das entrevistadas).
De acordo com o urologista do São Cristóvão Saúde, Dr. Cristóvão
Barbosa Neto, a maior incidência de infecções urinárias no público feminino
ocorre devido a diferenças anatômicas e hormonais. “A uretra feminina é mais
curta e está mais próxima do ânus, tornando mais fácil para as bactérias
intestinais alcançarem o trato urinário. Além disso, o contato sexual pode
facilitar a entrada de bactérias na uretra. As alterações hormonais ao longo do
ciclo menstrual podem afetar o ambiente vaginal, tornando-o mais suscetível a
infecções”, esclarece.
Para evitar contaminações, algumas práticas mencionadas pelo
urologista podem ajudar a reduzir o risco de infecções urinárias, como:
- Higiene adequada: Manter uma boa
higiene é essencial para prevenir infecções urinárias;
- Beber água suficiente: A ingestão
adequada de água ajuda a diluir a urina, o que pode ajudar a reduzir o
risco de infecções urinárias;
- Esvaziar completamente a bexiga;
- Urinar após a relação sexual;
- Consumir cranberry:
“Pesquisas sugerem que o consumo de suco ou suplementos de cranberry pode
ajudar a prevenir infecções urinárias”;
- Reforçar o sistema imunológico: Dieta equilibrada, exercícios regulares e uma boa qualidade
de sono podem ajudar a fortalecer o sistema imunológico.
Sintomas
e consequências de uma infecção não tratada
Segundo Dr. Cristóvão, os sintomas de infecções urinárias podem
variar, sendo os mais comuns “dor ou ardor ao urinar; aumento da frequência
urinária; urgência para urinar; sensação de bexiga não completamente vazia;
urina turva ou com odor forte; presença de sangue na urina; dor no baixo ventre
ou na região lombar”. Em casos mais graves, o especialista aponta que podem
ocorrer febre e calafrios.
Além disso, infecções urinárias de repetição, quando não tratadas
adequadamente ou quando ocorrem frequentemente, podem levar a várias
complicações: “A infecção constante pode danificar o revestimento da bexiga e
uretra, tornando essas áreas mais suscetíveis a infecções futuras”. Em casos
mais graves, a infecção pode se espalhar para os rins, causando pielonefrite,
uma infecção renal grave que pode levar à perda da função renal.
Quando recorrentes, as infecções urinárias podem afetar
negativamente a qualidade de vida, causando dor, desconforto e impactando a
saúde emocional e psicológica da pessoa afetada. “A prevenção e tratamento
adequados são fundamentais para evitar essas complicações”, finaliza o
urologista do São Cristóvão Saúde.
Grupo São Cristóvão Saúde

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