A fadiga é um dos aspectos mais frequentemente estudados com referência a trabalhos em turnos em semana reduzida de atividade (com turnos diários superiores a 8h, menos de 5 dias de trabalho e mais de 2 dias de folga). Pesquisadores como Costa3 (1998) e Axelsson et al2 (1998), por sua vez, apontam para a necessidade de reavaliação, ao longo do tempo, da condição de saúde dos trabalhadores nessas situações, devido a um provável maior desgaste decorrente do tempo de exposição diário aos estressores de trabalho.
A modalidade de 4 dias na semana vai ser testada em 30
empresas no Reino Unido; (advogados alertam para custos no caso de reversão do
quadro após adesão).
A semana de quatro dias de trabalho já é uma realidade em empresas pelo mundo.
Nesses casos, os funcionários têm uma folga a mais além de sábado e domingo,
substituindo assim as 40 horas semanais de trabalho por 32 horas.
Trabalhar muitas horas por dia, segundo a ciência te
deixa menos produtivo. E quando inclui a isso, vários dias seguidos, os níveis
de estresse e cognitivos são comprometidos.
Segundo pesquisas e estudos, juntar muitos dias de
trabalho sem pausa, aumenta seu estresse, tira a sua criatividade e a qualidade
do seu trabalho. Aquela ideia de trabalhar até o limite é extremamente
prejudicial para a sua saúde.
“Claro que nem sempre podemos fazer isso e com o home
office as jornadas têm ficado mais pesadas ainda. O importante é termos
consciência desse cuidado com a nossa saúde e com a nossa mente e equilibrar a
vida pessoal e profissional o máximo que conseguimos.” ressalta Madalena
Feliciano, gestora de carreiras e especialista em desenvolvimento humano.
Em países como a Islândia, se testou uma semana de
trabalho de apenas quatro dias e segundo os pesquisadores o sucesso foi
“esmagador”. O resultado foi que a produtividade foi a mesma ou melhorou na
maioria dos locais de trabalho. Além disso, os trabalhadores relataram se
sentir menos estressados ou com menor risco de esgotamento. Houve ainda melhora
na saúde e maior equilíbrio entre vida profissional e familiar.
A jornada semanal de 40 horas passou para 32 à 36 horas,
com os trabalhadores recebendo a mesma remuneração. Os resultados levaram os
sindicatos a renegociar os padrões de trabalho, e 86% da força de trabalho
mudou as escalas para menos horas trabalhadas, mas com a manutenção dos
salários.
Um projeto-piloto implantado em 2018 incluiu 240
funcionários na nova jornada, sem alteração nos salários. Os resultados foram
os seguintes:
• O estresse diminuiu em 7%;
• A satisfação geral com o trabalho aumentou em 5%;
• O equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho subiu de 54% para 78%.
Estudos feitos com gestores de empresas relatam que
perceberam que nos últimos anos, inclusive no período de pandemia, todo mundo
estava muito cansado, mesmo com uma carga horária considerada normal. Os
funcionários chegavam sempre exaustos na segunda-feira, mesmo após o fim de
semana, isso levantou um questionamento de o que poderia ser feito para haver
uma mudança positiva para os dois lados.
Alguns desses estudos feitos afirmam ter tirado por exemplo, a sexta-feira da
escala em um período de quatro meses para analisar o rendimento e ver que nada
aconteceu de prejudicial. Todos trabalharam como tinha que ser feito. Então, em
seguida foi adotado um dia a menos de trabalho e isso tem sido muito positivo
desde então, relatam os gestores que resolveram abordar essa modalidade.
De acordo com Madalena Feliciano a finalidade da
abordagem dessa modalidade de trabalho é de trazer um pouco mais de qualidade
de vida, de saúde mental para as pessoas e entendendo que a vida hoje é muito
mais caótica, temos muito mais informações e nosso cérebro não consegue
desligar no fim de semana. “A vida é muito mais agitada do que era no passado,
temos muitos compromissos para condensar em só dois dias.” diz a especialista.
“O maior desafio é saber o que fazer com o dia útil que
na verdade não é útil. Para pessoas muito novas isso gera ansiedade porque elas
não sabem como proceder, nunca trabalharam assim. Mas com o tempo eles vão
entendendo que é um dia para relaxar, que você pode dormir o dia inteiro sem
ter que dar satisfação para alguém, ou estudar algo do seu interesse, praticar
algum hobby, resolver problemas do dia a dia, ler um livro, assistir uma série
ou simplesmente fazer absolutamente nada e descansar a mente de quaisquer
atividades.” Finaliza Madalena Feliciano.
Madalena Feliciano é
Empresária - CEO de três empresas, Outliers Careers, IPCoaching e MF Terapias,
consultora executiva de carreira e terapeuta, atua como coach de líderes e de
equipes e com orientação profissional há mais de 20 anos, sendo especialista em
gestão de carreira e desenvolvimento humano. Estudou Terapias Alternativas e
MBA em Hipnoterapia. Já concedeu entrevistas para diversos programas de
televisão abordando os temas de carreira, empregabilidade, coaching, perfil
comportamental, postura profissional, hipnoterapia e outros temas relacionados
com o mundo corporativo.
Mater Coach, Master em PNL e Hipnoterapeuta, Madalena realiza atendimentos
personalizados para: Fobias, depressão, ansiedade, medos, gagueira, pânico,
anorexia, entre muitos outro.


Nenhum comentário:
Postar um comentário