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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Dezembro vermelho: especialista do Hospital IGESP alerta sobre prevenção ao HIV

Desde 1988, a luta contra o Vírus da Imunodeficiência Humana (da sigla em inglês HIV) é lembrada mundialmente, no dia 1 de dezembro. Trata-se de um vírus que prejudica o sistema imunológico por meio da destruição de linfócitos TCD4, responsáveis por defender o organismo de doenças.

De acordo com a Dra. Ana Paula Jafet Ourives Vanderlinde, médica do SCIH do Hospital IGESP, o HIV é transmitido por meio de contato sexual desprotegido, compartilhamento de agulhas, como no caso do uso de drogas ilícitas, mães infectadas com HIV durante a gestação, no parto ou durante amamentação. O teste sorológico para diagnóstico do HIV é feito com coleta de sangue.

A especialista explica que os sinais na fase inicial ocorrem geralmente de duas a quatro semanas após contato com o vírus, duram poucos dias ou semanas e, são caracterizados por sintomas semelhantes a um quadro gripal, como febre, calafrios, dor muscular, cansaço, linfonodomegalias e úlceras orais. Entretanto, ela ressalta que existem pessoas que não apresentam sintomas iniciais e aproveita para explicar a diferença entre HIV e AIDS, que para muitas pessoas é vista da mesma forma. "Após esse primeiro estágio, o paciente se torna assintomático e, com o passar dos anos, caso não seja realizado o teste sorológico para diagnóstico do HIV e o tratamento, esse vírus começará a destruir as células TCD4, levando ao desenvolvimento da AIDS", esclarece.

Então, AIDS é a doença causada pelo vírus HIV, diagnosticada quando a contagem dos linfócitos TCD4 ficam abaixo de 200 cél/mm ou quando o paciente apresenta doenças oportunistas causadas pela baixa da imunidade, como candidíase, carcinoma invasivo de colo uterino, criptococose, histoplasmose, linfoma, tuberculose e pneumocistose. "Os sintomas de uma pessoa com AIDS podem ser diversos, como a perda de peso, diarreias, febre recorrente, infecções pulmonares de repetição, dentre outras infecções", explica.


Tratamento

A melhor forma de tratamento do HIV é com o uso diário dos medicamentos antirretrovirais, prescritos pelo médico infectologista e distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A médica explica que, atualmente, os medicamentos iniciais incluem um ou dois comprimidos ao dia, com redução dos efeitos colaterais, o que facilita a adesão ao tratamento.


Profilaxia pré-exposição

De acordo com a especialista, há uma forma de minimizar as chances de contrair o vírus antes de uma relação com indivíduo vivendo com HIV. Chamada de profilaxia pré-exposição, o tratamento consiste na administração de antirretrovirais a uma pessoa não portadora do HIV antes da exposição sexual com indivíduo vivendo com HIV. Entretanto, esse método não substitui o uso de camisinha e deve ser discutido, individualmente, com o médico infectologista.


Profilaxia pós-exposição

Caso a pessoa tenha se exposto ao risco de se contaminar, como em casos de violência sexual e relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com rompimento da camisinha), ela tem até 72 horas para receber a medicação antirretroviral, por 28 dias, para evitar a sobrevivência e a multiplicação do HIV no organismo. Essa é a chamada profilaxia pós-exposição. Nesse período, o paciente deve ser acompanhado por um médico infectologista.

Cura

Ainda não existe a cura para o HIV, porém há estudos que que caminham para chegar nessa descoberta. Uma pesquisa chefiada pelo Ricardo Diaz, diretor do Laboratório de Retrovirologia do Departamento de Medicina Da Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP), vem trabalhando em duas frentes para tentativa de cura do HIV, uma com medicamentos antirretrovirais que tentam eliminar o vírus latente e, outra, com produção de uma vacina que induz o sistema imunológico do indivíduo a eliminar as células infectadas. Porém, esse estudo ainda está em curso, sem resultados definitivos até o momento.

 

Hospital IGESP


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