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| Fumo é agravante em casos de COVID-19 (Freepik) |
Estes tempos de pandemia têm mostrado múltiplas facetas que precisam ser analisadas com cautela e exigem atitudes coletivas. Personagens que já deveriam ter sido afastados da política ainda conseguem influenciar decisões que nos atingem por suas consequências e imoralidade. Decisões dos poderes comprometidos, ditos constituídos, têm levado a perdas irreparáveis para a saúde, economia, educação e o futuro de todos. Nossa fragilidade veio à tona como nunca vimos antes, pois nos tornamos reféns de uma pandemia que deveria ter sido combatida desde sua origem, e vítimas de esquemas de corrupção e disputa de poder.
A expectativa de ser contaminado é ameaça constante. A espera da
vacina foi uma verdadeira tortura. E, agora, sua existência que deveria ser
solução ainda cria novos problemas, seja pela escassez, falta de organização, e
ainda a desconfiança de efeitos colaterais e ineficácia. Enquanto não houver
firmes atitudes dos responsáveis e o respaldo da maioria da população, líderes
oportunistas continuarão a destilar seu veneno. É preciso mais base científica
e ordem de comando.
O 31 de maio é o Dia Mundial Sem Tabaco. Mas, onde entra o
tabagismo nesta história? Sempre fez parte, pois um terço da humanidade fuma e
nesta pandemia o consumo que vinha declinando voltou a aumentar. A ansiedade, a
depressão e as sensações negativas pioraram neste estado de isolamento,
insegurança e medo. Dependentes de substâncias aumentaram o consumo de drogas
como nicotina e álcool, e de medicamentos psicoativos. Isto exigirá maior
controle e cuidados especiais.
As empresas do tabaco têm divulgado que cigarros eletrônicos,
tabaco aquecido, narguilé e assemelhados seriam mais seguros que cigarros,
mesmo que a ciência diga o contrário. Fazem uma mídia perversa para que
fumantes migrem para estes produtos. Tentam de todas as maneiras convencer os
jovens de que devem se iniciar no uso destes dispositivos inalatórios da mesma
forma que fizeram há quase um século para promover os cigarros
industrializados.
É preciso um alerta pois pesquisas indicam que fumantes ao se
contaminarem pelo coronavírus têm doença mais grave.
O Fumo Zero AMRIGS lança um desafio ao
fumante: tome atitude e pare de fumar!
Luiz Carlos Corrêa da Silva - Médico da Santa Casa PA. Professor
Universitário. Fumo Zero AMRIGS. Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina.

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