Pesquisa indica que 100% dos pais dos alunos que têm educação financeira nas escolas acreditam que o tema pode ser absorvido pela família e observam que os filhos poupam dinheiro em casa ou gastam parcialmente em algo que valorizam.
Os dados são da 1ª Pesquisa de Educação Financeira nas
Escolas, realizada em parceria entre o Instituto de Economia da UNICAMP, por
seu Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia (NEIT), o Instituto Axxus e a
Abefin.
Ela também aponta que a grande maioria (71%) dos alunos que
têm aulas sobre o tema nas escolas ajudam os pais a fazerem compras
conscientes. A pesquisa foi relaizada com 750 pais/responsáveis de cinco
capitais brasileiras, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Vitória.
Mais de 85 mil alunos aprendem educação financeira nas
escolas
As iniciativas de educação financeira estão se multiplicando
no país, principalmente após o tema se tornar obrigatório nas salas de aulas
por definição da Base Nacional Comum Curricular, exemplo é que apenas a empresa
DSOP Educação Financeira, que atende alunos em escolas em todo país estão com o
programa desenvolvido em centenas de escolas, o que representa mais de 100 mil
alunos.
O programa criado pela DSOP já vem sendo aplicado nas escolas
a cerca de dez anos, tratando a educação financeira como um tema que vai muito
além de números, abordando o assunto também de forma comportamental e incluindo
todos os que participam da educação dos alunos no tema, como professores e
pais.
"Os resultados são surpreendentes, pois vemos que
realmente conquistamos mudanças em todo o grupo que está envolvido nesses
ensinamentos. E, hoje, é fundamental a criação de hábitos mais saudáveis e a
motivação do consumo consciente para os alunos, tratando isso de forma lúdica e
leve, mostrando que o dinheiro não é um inimigo, mas sim uma ferramenta que
passará pelas mãos e que precisa ser tratado com respeito", explica o
presidente da DSOP, Reinaldo Domingos.
Desenvolvidos por educadores e especialistas os materiais são
adequados a cada fase de aprendizado, que contemplam desde o maternal e a
educação infantil até o ensino médio e profissionalizante.
"Enxergo no projeto um grande diferencial não apenas
para os alunos, mas para as famílias e para a comunidade. A DSOP vai muito além
da Educação Financeira. Através do trabalho que é feito em sala de aula estamos
revolucionando aquilo que entediamos como educação. Educação também é sonhar, é
entender que o futuro é repleto de sonhos e que podemos realizá-los",
afirma o Coordenador pedagógico do Colégio Santa Terezinha, na Zona Sul de São
Paulo.
De acordo com a diretora pedagógica da DSOP, Ana Rosa
Vilches, a ideia é habilitar as instituições para inserir um tema que, apesar
de ainda não ser consenso no país, é de grande importância para um futuro com
mais sustentabilidade financeira.
"A educação financeira nunca foi pauta nos lares e muito
menos nas escolas, por isso, é uma das maiores carências da nossa sociedade.
Nosso objetivo não é só fornecer material didático, mas também possibilitar aos
educadores vivenciar essa aplicação em sala de aula e também aprenderem esses
conceitos para suas vidas", ressalta.
Para 2020, a expectativa é de um grande aumento no número de
escolas adotantes, principalmente em função da obrigatoriedade do tema pela Base
Nacional Comum Curricular (BNCC), o que faz com que o movimento de escolas pela
procura de informações sobre o projeto esteja aumentando consideravelmente.
Fonte: Associação Brasileira de Educadores Financeiros
(Abefin).
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