
O conhecimento é o primeiro passo para a organização do orçamento
Créditos: StartupStockPhotos/Pixabay
O ano de 2021 começou mantendo alguns desafios de
2020, como a pandemia da Covid-19, que continua impactando toda a sociedade em
diferentes áreas. Mas o novo período também traz boas notícias, como a vacina
contra o coronavírus e esperança de dias melhores. O início do novo ciclo ainda
carrega, além das tradicionais contas de IPTU, IPVA e material escolar, a
preocupação com o planejamento financeiro. E, para muitas pessoas, esse é o
período de promessas e metas para iniciar e terminar o ano “no azul”, fazer uma
reserva financeira e ,ainda, organizar o orçamento para um futuro mais
tranquilo.
Mas, por onde começar? Quem pretende começar o ano
com o pé direito deve se preparar para colocar em prática dicas e orientações
de educação financeira. Aliás, o conhecimento é o primeiro passo para a
organização do orçamento. É importante descobrir as melhores maneiras para
administrar e investir o dinheiro. E, para isso, vale procurar publicações que
sejam referência sobre o tema ou a orientação de especialistas. O Sicredi
possui um programa nacional para educação financeira, o Cooperação na Ponta do
Lápis. A iniciativa possui um site para compartilhar práticas de forma
positiva, visando transformar a relação dos brasileiros com as finanças
pessoais.
Com a educação financeira é possível ficar atento a
um ponto crucial para o planejamento do orçamento: saber o quanto se ganha e o
quanto se gasta. Identificar o valor total da renda da família e anotar as
despesas é fundamental para cortar o que é supérfluo, estimar custos sazonais e
separar recursos para eventuais emergências. Muitas pessoas acreditam que sabem
para onde vai o dinheiro, mas não organizam as informações. A falta de um detalhamento
pode trazer percepções equivocadas sobre quanto é possível gastar.
Ainda sobre despesas, é importante refletir sobre a
necessidade de cada compra. Economizar, e só depois comprar, traz vantagens
como melhor negociação para compras à vista e a ausência de juros excessivos em
parcelamentos. A paciência e a perseverança são a chave para uma vida
financeira mais tranquila.
E se economizar ainda não é um hábito, uma boa
alternativa é a poupança, modalidade segura e que traz o benefício dos juros compostos.
A simplicidade e a liquidez são boas vantagens e o mais importante é iniciar e
manter o hábito, mesmo que com quantias mais baixas. Investidores com perfil
mais arrojado podem apostar em outras opções com maior rentabilidade a longo
prazo. Em uma instituição financeira cooperativa, não importa a solução
escolhida, o associado terá vantagens como a participação nos resultados
(lucros) gerados pela cooperativa, o relacionamento mais próximo e o modelo de
negócio sustentável, com recursos reinvestidos na área de atuação da
cooperativa para o desenvolvimento regional das comunidades. Um ciclo positivo
que começa com planejamento dentro de casa e impacta positivamente toda a
sociedade.
Eleutério Benin - diretor executivo da Sicredi
Iguaçu PR/SC/SP, cooperativa que atua na região de Campinas (SP), no interior
do Paraná e de Santa Catarina.
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