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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014


PREVENÇÃO

Em São Paulo, devem ser vacinadas um milhão de meninas contra HPV


Para o estado, serão enviadas 2,1 milhões de doses. Em 2015, a vacina passa a ser oferecida para as adolescentes de 9 a 11 anos e em 2016 às meninas de 9 anos.

 A partir de 10 de março, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), usada na prevenção do câncer de colo do útero. Neste ano, serão vacinadas meninas de 11 a 13 anos. Em São Paulo, 1 milhão de adolescentes deverão ser imunizadas, apenas em 2014. A estratégia de vacinação nas unidades da rede pública do país e nas escolas, além da campanha de mobilização ao público-alvo, foram apresentadas, nesta quarta-feira (22), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A vacina estará disponível nos 36 mil postos da rede pública durante todo o ano, como parte da rotina de imunização. O Ministério da Saúde, no entanto, está incentivando às secretarias estaduais e municipais de saúde que promovam, em parceria com as secretarias de educação, a vacinação em escolas públicas e privadas. Para orientar esta mobilização, já foi distribuído informe técnico aos estados e municípios e, em fevereiro, inicia a capacitação a distância aos profissionais de saúde e professores. Também está previsto reforço nas escolas sobre a importância da vacina para adolescentes, pais e professores, com distribuição do Guia Prático sobre HPV.
Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção, sendo que a segunda seis meses depois e a terceira cinco anos após a primeira dose. Em 2015, a vacina passa a ser oferecida para as adolescentes de 9 a 11 anos e em 2016 às meninas de 9 anos. A meta do Ministério da Saúde é atingir 80% do público-alvo, composto por 5,2 milhões de meninas. A vacina contra HPV garante proteção de 98% contra o câncer de colo do útero.  
Para o primeiro ano de vacinação, o Ministério da Saúde adquiriu 15 milhões de doses. Em São Paulo, serão enviadas 2,1 milhões de doses ao longo de 2014. Será utilizada a vacina quadrivalente, que confere proteção contra quatro subtipos (6, 11, 16 e 18). Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo mundo. O vírus HPV é uma das principais causas de ocorrência do câncer do colo de útero - terceira maior taxa de incidência entre os cânceres que atingem as mulheres.

 

CAMPANHA - O Ministério da Saúde preparou uma campanha informativa para orientar a população sobre a importância da prevenção contra o câncer do colo de útero. Com tema “Cada menina é de um jeito, mas todas precisam de proteção”, as peças convocam as meninas para se vacinar. Na campanha, as mulheres também são alertadas de que a prevenção do câncer de colo do útero deve ser permanente. As informações serão veiculadas por meio de cartazes, spot de rádio, filme para TV, anúncio em revistas, outdoors e campanhas na internet, especialmente nas redes sociais.

 

SEGURANÇA - A vacina contra HPV tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus. Hoje, é utilizada como estratégia de saúde pública em 51 países. A sua segurança é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS).
O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.  Estimativa da Organização Mundial da Saúde aponta que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18.  O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, anualmente. A vacina não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais. 

 

Carlos Américo
Agência Saúde – Ascom/MS

Iamspe alerta para doenças ginecológicas no verão

 

Uso de roupas leves e cadeiras de praia podem prevenir infecções, afirma especialista
No verão, período em que a proliferação de bactérias é maior, doenças que comprometem a saúde íntima da mulher são mais comuns. Por conta disso, o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) faz um alerta para as infecções e doenças ginecológicas que ocorrem em períodos de alta temperatura.

O uso de roupas de banho úmidas, o calor em excesso e o suor são fatores que geram bactérias, fungos e protozoários. Dentre as doenças ginecológicas que surgem no verão, destacam- se as vulvovaginites, principalmente a candidíase, além das vulvovaginites virais, em especial as por herpes.

Cada uma delas tem um tratamento específico e medidas gerais de apoio, como, por exemplo, alcalinizar a região genital, no caso de candidíase.


Segundo Reginaldo Guedes, diretor do Serviço de Ginecologia do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), escolher o tipo correto de vestuário é fundamental para evitar possíveis infecções.

“As roupas devem ser folgadas, de preferência de algodão. Também é aconselhável não usar peças de tecidos sintéticos. Outro cuidado importante é a hidratação oral, com ingestão de pelo menos 2 litros de água por dia, além do uso de preservativos nas relações sexuais”, ressalta.


O médico destaca que o consumo de antibióticos e corticóides (tipos de medicamentos) deve ser cauteloso, por conta de efeitos secundários que podem afetar a flora normal da vagina e selecionar bactérias resistentes e fungos, favorecendo infecções.


Confira algumas dicas de como prevenir doenças ginecológicas no verão:

- Dê preferência a cadeiras de praia em vez de cangas e toalhas;
- Não fique mais de três horas com roupas de banho úmidas ou molhadas;
- Não compartilhe sabonetes, peças íntimas ou toalhas;
- Use roupas mais leves e evite calça jeans justa;
- Use sabonete neutro ou sabonete higiênico íntimo indicado pelo seu ginecologista;
- Não use absorventes de uso diário;
- As condições do mar precisam ser avaliadas antes de entrar na água;
- Lave roupas íntimas com água e sabão e seque-as ao sol.



Hematofobia: conheça os sintomas de quem possui este distúrbio

De acordo com a Colsan, sintomas como desmaio ao ver sangue podem estar associados à predisposição genética ou traumas vivenciados

Patologia psicológica caracterizada pelo medo exagerado ou irracional de ver sangue, a hematofobia varia de indivíduo para indivíduo. De acordo com o hematologista e hemoterapeuta Fábio Lino, gerente médico da Associação Beneficente de Coleta de Sangue (Colsan), algumas pessoas desmaiam ao ver sangue, outras ficam trêmulas, fracas, enjoadas, tontas, a pressão cai, têm dor de cabeça, calafrios, falta de ar, boca seca e transpiração excessiva. Muitos ainda desenvolvem medo a todo tipo de objeto cortante e pontiagudo, como facas e agulhas, pois estão associados com sangramento.

De acordo com o gerente, a hematofobia está associada à predisposição genética e/ou traumas vivenciados, no qual o indivíduo teve uma experiência negativa com sangue, sofreu alguma lesão forte ou teve doenças que causaram grande perda de sangue.

“Na Colsan, alguns doadores de sangue apresentam sinais e sintomas sugestivos dessa alteração, isto é, ao se depararem com a visão do próprio sangue, quer no teste simples de anemia na pré-triagem ou no momento da doação de sangue propriamente dita, apresentam sinais de ansiedade extrema que podem culminar em uma síncope”, explica Lino. O gerente regional da Colsan ressalta que casos mais extremos deste distúrbio devem ser tratados com médico psiquiatra e/ou psicólogo.

Colsan - Associação Beneficente de Coleta de Sangue é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que atua na área de hemoterapia, promovendo a captação de doadores, coleta, análise e processamento do sangue e a distribuição dos hemocomponentes a todos os hospitais da prefeitura do município de São Paulo, e hospitais das regiões do ABC, Jundiaí e Sorocaba.

Locais para doação de sangue


Hospital Estadual Mário Covas
Rua Dr. Henrique Calderazzo,321
Santo André - SP - Tel: 2829-5162 / 2829-5144
Segunda a sábado das 8h às 13h (exceto feriado)
Estacionamento no local





Centro Hospitalar Santo André
Av. João Ramalho,326
Santo André - SP - Tel: 4433-3718
Segunda a sábado das 8h às 13h (exceto feriado)





Hemocentro Regional São Bernardo do Campo - Colsan
Rua Pedro Jacobucci, 440 - Jardim das Américas
São Bernardo do Campo - SP -Tel: 4332-3900
Segunda a sábado das 8h às 13h (exceto feriado)
Estacionamento: Rua: Olavo Bilac, 240 - Estádio Primeiro de Maio





Núcleo Regional de Hemoterapia Dr. Aguinaldo Quaresma
Rua Peri, 361 - Oswaldo Cruz
São Caetano do Sul - SP - Tel: 4227-1083
Segunda a Sexta das 8h às 12h (exceto feriado)





Hospital Municipal Dr. Carmino Caricchio - Tatuapé
Av. Celso Garcia,4815 - Tatuapé
São Paulo - SP - Tel: 2942-8094 / 3394-7081
Segunda a sábado das 8h às 13h (exceto feriado)
 

Hospital Municipal Alípio Correa Neto – Ermelino Matarazzo
Al.Rodrigo de Brum, 1989
São Paulo - SP – Tel: 2545-4652
Segunda a sábado das 8h às 13h (exceto feriado)





Hospital do Servidor Público Municipal – Aclimação
R. Castro Alves , 60 – 4º andar
São Paulo – SP – Tel: 3277-5303
Segunda a sábado das 8h às 13h (exceto feriado)





Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro P. da Rocha - Campo Limpo
Estrada Itapecerica 1661
São Paulo - SP - Tel: 5812-1379
Segunda a sábado das 8h às 13h (exceto feriado)





Colsan Jundiaí
Rua XV de Novembro 1848
Jundiaí - SP -Tel: (11) 4521-4025
Segunda a sábado das 7h30 às 12h30 (exceto feriado)
Estacionamento: Av. dos Ferroviários, 2100





Colsan Sorocaba
Rua Comendador Pereira Inácio, 564
Sorocaba – SP – Tel: (15) 3224-2930 / 3332-9461
Segunda a sábado das 7h30 às 12h30 (exceto feriado)
Estacionamento no local



Câncer de mama: procedimento evita 70% de biópsias cirúrgicas

O segundo tipo mais frequente de câncer no mundo, o câncer de mama, é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). No Brasil, uma estimativa divulgada recentemente pelo Ministério da Saúde aponta que o país deverá ter 576.580 novos casos de câncer em 2014.

Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%. Por esse motivo é que a detecção precoce ainda é um fator que proporciona maiores chances de o tratamento ser bem-sucedido, fazendo com que as campanhas de prevenção do câncer de mama enfatizem tanto a importância de as mulheres acima dos 40 anos serem submetidas anualmente ao exame de mamografia.

O aumento de oferta de exames de triagem e o avanço tecnológico da mamografia e da ultrassonografia provocaram a elevação do diagnóstico precoce de lesões mamárias, permitindo, assim, que lesões muito pequenas e que não podiam ser percebidas no autoexame das mamas fossem visualizadas. Como as lesões visualizadas, quando suspeitas, precisam ser investigadas porque podem ser benignas ou malignas, houve o aumento da indicação de biópsia mamária. Com o objetivo de evitar uma cirurgia muitas vezes desnecessária, já que nem toda mulher que se submete à biópsia possui um tumor maligno, é que vêm sendo cada vez mais utilizadas as biópsias percutâneas, como a mamotomia. “É um recurso diagnóstico em que a retirada de material da área suspeita, a biópsia, é realizada a vácuo por uma sonda especial, um pouco maior do que uma agulha, o que favorece a coleta de fragmentos de ótimo tamanho e reduz a chance de resultado subestimado”, explica a Dra. Fernanda Philadelpho, radiologista mamária do Alta Excelência Diagnóstica. Orientada pela estereotaxia ou pela ultrassonografia, a mamotomia é eficiente em biópsias de nódulos de até 10 milímetros, em microcalcificações ou em distorções arquiteturais focais que se formaram na mama.

Outro procedimento muito utilizado e com custo até 50% menor é a core biópsia, que consiste na retirada de pequenos fragmentos da área suspeita, sobretudo de nódulos maiores que 10 milímetros, seja por estereotaxia ou ultrassonografia. A core biópsia é um procedimento realizado com agulha grossa, acoplada a um dispositivo, também chamada de pistola, que movimenta a agulha dentro da lesão. O procedimento pode ser repetido quantas vezes forem necessárias, até que se obtenham quantidades suficientes de tecido para análise.

A radiologista Dra. Fernanda complementa que, em relação à biópsia cirúrgica, o procedimento percutâneo, seja a mamotomia, seja a core biópsia, possui várias vantagens, como ser menos invasivo, não comprometer a estética mamária e evitar a formação de cicatrizes. A médica explica que, antes desses procedimentos, a lesão era sempre retirada por cirurgia. “A paciente permanecia internada por dois ou três dias, era geralmente submetida à anestesia geral e ainda ficava com uma importante cicatriz. Esse era o recurso mais utilizado de que os médicos dispunham para retirar e analisar o material e verificar se o tumor era benigno ou maligno”, afirma Fernanda. Como em 70% a 80% das biópsias realizadas o resultado era benigno, as cirurgias, apesar de preventivas, eram desnecessárias. Já a mamotomia e a core biópsia são procedimentos realizados ambulatorialmente, sem necessidade de internação. A anestesia é local e deixa uma cicatriz mínima, depois imperceptível.

Com esses procedimentos, o número de cirurgias diminuiu drasticamente: somente duas em cada dez mulheres precisam se submeter à cirurgia após a biópsia. Se o resultado da biópsia for benigno, a paciente não precisará de intervenção cirúrgica. Se for diagnosticado um tumor maligno, a precisão do diagnóstico e a identificação do tipo de tumor pela mamotomia darão ao médico a oportunidade de adotar condutas que podem incluir cirurgia ou outras formas de tratamento, com dados mais objetivos em mãos. Nesses casos, mesmo que toda a lesão tenha sido retirada no exame, haverá a necessidade de se retirar uma quantidade maior de tecido, por meio de cirurgia.

26 de janeiro é o Dia Mundial do Hanseniano

Doença tem cura e o tratamento é gratuito pelo SUS

O Dia Mundial do Hanseniano (26 de janeiro), no último domingo de janeiro, foi criado em 1954 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e tem extrema importância social, pois alarma a população para a prevenção e o tratamento da doença, a qual coloca o Brasil como o segundo país com o maior número de pessoas atingidas pela hanseníase no mundo. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde foram registrados mais de 33 mil novos casos no país em 2013.

“O Ministério da Saúde tem intensificado as ações no combate à hanseníase, mas mesmo assim ela permanece e é um importante desafio à saúde pública por ser uma doença milenar. O processo de cura está estabelecido, porém, ainda apresenta um índice acima do preconizado pelo Ministério da Saúde, que reflete vários fatores como o desconhecimento da doença, o medo de ser rejeitado pela família e sociedade, além do tratamento interrompido, gerando a cadeia de transmissão da hanseníase. Creio que para alcançar a meta de erradicar a doença seja necessário adotar medidas estrategicamente globais”, avalia Sandra Choptian, consultora em saúde do Instituto Corpore.

No geral, os sintomas da hanseníase são o aparecimento de manchas avermelhadas ou brancas, caroços e placas em qualquer local do corpo, perda de sensibilidade, fisgadas ou dormência nas extremidades, formigamento e dor nos nervos dos braços, pernas e pés, assim como a diminuição da força muscular. A transmissão é feita pelas vias respiratórias como tosse, espirro e secreções nasais, e seu diagnóstico é basicamente clínico, realizado através do exame físico procedendo a uma avaliação dermatoneurológica, ou seja, de toda a pele, olhos, palpação dos nervos, avaliação da sensibilidade superficial e da força muscular dos membros superiores e inferiores, buscando identificar sinais clínicos da doença. “Quando diagnosticado, o paciente deve procurar a unidade de saúde mais próxima e iniciar o tratamento sem interrupções. É importante lembrar que a hanseníase tem cura e todo o tratamento é garantido pelo SUS, desde o início até a alta por cura. Ele é baseado em medicações via oral e denominado de poliquimioterapia devido à constituição de dois ou três medicamentos, com duração de seis a 12 meses. Nos casos mais graves, os pacientes são encaminhados aos centros de referências”, explica a consultora.

Uma das formas de prevenir a hanseníase é a vacina BCG, porém, Sandra afirma que ela é indicada apenas para as pessoas que compartilham o mesmo domicílio com o portador da doença. Entre as principais complicações estão a cegueira por destruição dos nervos na área dos olhos, alterações musculares, nos nervos, rins e pulmões, incapacidade de se movimentar adequadamente e deformidades nas orelhas, nariz, pés e mãos, as quais são irreversíveis e afetam a vida social e profissional. 

Na opinião da consultora, a maioria população brasileira ainda vê o hanseniano com certo preconceito. “Isso acontece porque a doença ainda é marcada por ser algo do passado, quando não havia tratamento com antibióticos. Antigamente a medida preventiva era isolar o doente em colônias, uma história muito triste de dor e sofrimento. Quando o paciente se descobre hansênico tudo que ele sente na pele é o preconceito que muitas vezes está dentro da própria família, e acaba se isolando do convívio familiar e da comunidade. Neste processo é fundamental a conscientização da população em geral, não somente dos pacientes, mas também das pessoas que o rodeiam, família, vizinhos e profissionais de saúde que a hanseníase tem cura e que o paciente em tratamento não transmite a doença”, afirma Sandra.

O Dia Mundial do Hanseniano será lembrado pelo Instituto Corpore com várias ações em suas unidades pelo Paraná e São Paulo. Todos os municípios parceiros estarão recebendo cartazes informativos, que serão fixados em unidades de saúde, hospitais, centro de atenção psicossocial (CAPS), vigilância epidemiológica, entre outros pontos estratégicos, assim como palestras educativas voltadas aos profissionais de saúde e população, orientações em sala de espera de forma coletiva e individual.

 

Instituto Corpore

 

É com o intuito de proporcionar qualidade de vida para o cidadão que o Instituto Corpore desenvolve projetos nas áreas de Educação, Meio Ambiente, e, principalmente, Saúde; a qual é amplamente reconhecida como o maior e o melhor recurso para o desenvolvimento social, econômico e pessoal, sendo uma das mais importantes dimensões da qualidade de vida.

Desde 2005, quando foi criado, o Instituto Corpore busca detectar problemas, identificar oportunidades e vantagens colaborativas, descobrindo potencialidades e soluções inovadoras em situações ou locais carentes de possibilidades. Com sede em Matinhos (PR), tem fortalecido e expandido suas ações, garantindo desenvolvimento qualificado em todos os municípios parceiros.

Diabetes juvenil nas escolas: orientar e prevenir

Diabetes Mellitus do Tipo 1 é o mais frequente da doença entre crianças e adolescentes 

Especialistas alertam para a orientação e prevenção no ambiente escolar

Falta de orientação e treinamento de professores e funcionários de escolas podem contribuir para a não aceitação de alunos diabéticos. Médicos alertam para necessidade de identificação de crises de descompensação diabética e como proceder em casos de emergência.

“O ideal seria um entendimento sobre o Diabetes, quais os cuidados necessários com a criança diabética, entrar em contato com a família para saber os horários dos controles e da aplicação da insulina, como se deve proceder diante de uma emergência”, alerta a Dra. Cristiane Kochi, pediatra e especialista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).

O  Diabetes mais frequente entre as crianças e adolescentes é o  Mellitus do Tipo 1. Nestes pacientes, ocorre lesão das células pancreáticas produtoras de insulina, por um processo autoimune. Como consequência desta menor produção de insulina, há um aumento dos níveis sanguíneos de glicose, a chamada hiperglicemia, cujos sintomas podem apresentar poliúria e polidipsia (urinar muito e beber muita água), emagrecimento, cansaço e visão embaçada. 

“Os membros da escola devem ter conhecimentos básicos sobre a doença e reconhecer os sintomas de hipoglicemia (açúcar baixo no sangue) ou hiperglicemia (açúcar alto no sangue) e qual o procedimento a ser adotado nessas situações. O ideal seria que tivesse um profissional habilitado a reconhecer e tomar as medidas adequadas nessas situações. A alimentação na escola deve ser saudável e equilibrada e a instituição de ensino  deve ter atitudes positivas em relação à doença e colaborar na integração social do aluno portador de diabetes”, explica a Dra. Regina Célia M. Santiago Moisés, especialista em Diabetes da SBEM-SP.

Na iminência de uma crise, a primeira ação é tentar identificar se  é hipoglicêmica, quando a criança apresenta suor frio, fome, irritabilidade, batedeira no peito, alteração do comportamento com confusão mental. Nessa situação, se a criança estiver consciente, oferecer um copo de suco, água com açúcar ou mesmo suco com açúcar. Se estiver inconsciente, deve-se acionar imediatamente o serviço de emergência médica.

Se a criança estiver com hiperglicemia ela pode apresentar maior frequência da diurese (vai urinar mais vezes), pedir muita água e, eventualmente, iniciar quadro de vômitos e confusão mental. Na ausência de vômito, oferecer água para mantê-la hidratada. Se estiver inconsciente, deve-se acionar imediatamente o serviço de emergência médica. Nessas duas situações, mesmo que já resolvidas, a criança não pode sair sozinha da escola, os pais ou responsáveis devem ser notificados.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Diabetes Mellitus afeta mais de 200 milhões de pessoas no mundo. Estima-se que, até 2025, este número será de 380 milhões. Dentre estes pacientes, aproximadamente 10% são diabéticos do tipo 1, ou seja,  dependentes de aplicações de várias doses diárias de insulina para controlar adequadamente seus níveis glicêmicos.

O Diabetes Mellitus do Tipo 1 ainda não tem cura, mas com o tratamento adequado, mantendo os níveis glicêmicos mais próximos possíveis do normal, pode-se prevenir as complicações da doença.
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Indicação de postagem: Luiz Carlos

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014


CUIDADO NÃO CAIA NESSA ARMADILHA!

Mais de 6 milhões de usuários de planos de saúde antigos ficam de fora das novas coberturas definidas pela ANS

Eles somam 6,2 milhões de usuários de planos de saúde. E estão excluídos do novo rol de coberturas, em vigor desde o último dia 2. Muitos pagam o convênio médico há mais de 20 anos e não têm direito de usufruir dos avanços da medicina. Entre os procedimentos estão os exames mais sofisticados para o tratamento de câncer, como o PET Scan (ou PET/CT), cirurgias menos invasivas e testes de DNA para identificar e prevenir doenças genéticas. A lei de planos de saúde só garante as novas coberturas para planos adquiridos a partir de janeiro de 1999 ou contratos antigos adaptados à Lei 9656.

Adriana Leocadio – fundadora da ONG PORTAL SAÚDE, de acordo com a mesma Lei 9656/98, não há limitação acerca das modalidades de tratamentos, tipos de doença e exames clínicos ou de imagem e que devem ser cobertas pelas empresas de plano e de seguro-saúde. Portanto, claro é que as empresas atuantes no comércio de assistência à saúde devem custear tratamento independentemente da modalidade.

O novo rol é definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como a lista mínima de procedimentos que devem ser oferecidos pelas operadoras. O gerente geral de regulação assistencial da agência, Teófilo Rodrigues, é taxativo: Quem tem um plano antigo e quer as novas coberturas da lei deve migrar para um novo contrato. Segundo ele, a Resolução Normativa 254, em vigor desde maio de 2011, prevê as regras para a adaptação dos contratos.  ANS não tem como obrigar que o contrato antigo garanta as coberturas da nova, diz.

Os órgãos de defesa do consumidor consideram que os usuários devem ser tratados de forma igualitária. O argumento é que a Constituição Federal garante a isonomia e o Código de Defesa do Consumidor (CDC) prevê a nulidade das cláusulas contratuais que deixam o consumidor em desvantagem. Os planos de saúde são contratos de trato sucessivo, que se renovam ao longo do tempo. A lei tem que ser aplicada a todos os contratos, defende a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Joana Cruz.

Além disso, as negativas dos planos e seguros-saúde contrariam as normas previstas no Código de Defesa do Consumidor, uma vez que impede que o contrato firmado atinja o fim a que se destina. A recusa das operadoras coloca o consumidor em situação de exagerada desvantagem, hipótese prevista no artigo 39 da Lei 8078/90.

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste Associação de Consumidores, tem a mesma compreensão. Mesmo que o contrato exclua as novas coberturas, o consumidor deve buscar esse direito. Ela destaca que existem contratos antigos com boas coberturas, mas, de forma geral, os planos devem ser adaptados para ter os novos procedimentos.

O voto exarado pelo Saudoso Ministro Carlos Alberto Menezes Direito no Recurso Especial acima mencionado afirma que “é preciso ficar bem claro que o médico, e não o plano de saúde é responsável pela orientação terapêutica. Entender de modo diverso põe em risco a vida do consumidor”.

Portanto, é importante destacar que a verdade é que o rol de procedimentos básicos da ANS é EXEMPLIFICATIVO, não tendo como objetivo impor que tais procedimentos que ali constam são os únicos que as operadoras de saúde devem cumprir, sendo utilizado apenas como referência, relata Adriana Leocadio.

O Importante é a informação e o acesso à mesma, além disso, que o Brasileiro faça valer seus direitos! Para aqueles que desconhecem, em 24 horas, de maneira liminar é possível obter o tratamento necessário. Não esqueçam a importância de contar com auxilio de um especialista em direito e saúde.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014


Imposto cresceu 277,3% entre 2000 e 2013, diz pesquisa

A carga tributária per capita anual cresceu 277,3% entre 2000 (quando era de R$ 2.086,21) e 2013, quando chegou a R$ 7.872,14, de acordo com uma pesquisa do Instituto Assaf, que analisa a carga tributária brasileira, com base nos dados do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).Segundo o levantamento, nos últimos 14 anos, a carga tributária brasileira saltou de R$ 350 milhões em 2000 para R$ 1,53 trilhão até 13 de dezembro de 2013. Um aumento de 334%.

Segundo o estudo, o Produto Interno Bruto (PIB) no período de 2000 a 2012 cresceu 273,3%. Na mesma base de comparação, o aumento na carga tributária per capita foi de 284,3%. "Se analisarmos a carga tributária como porcentual do PIB, esses impostos representam cerca de 35,3%. Em 2000 este porcentual era de 30,4%", diz o levantamento.

De acordo com o Instituto Assaf, o arrocho promovido pela Receita Federal "no controle, checagem e confronto de informações cadastrais está contribuindo para que esses valores se mostrem cada vez mais altos tanto para os brasileiros quanto para as empresas".

Em relação ao salário mínimo e levando em consideração de 2000 até o ano passado, o valor passou de R$ 151 para R$ 678, um aumento de 349%. No início deste ano, o mínimo subiu para R$ 724.

O levantamento destaca que a inflação no mesmo período (2000 a 2013) medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 137,9%, "o que deixa o aumento real do salário mínimo em 88,8%", diz.

 

Exame

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Confira os endereços de locais de descarte de lixo eletrônico em SP

Associação recebe televisores, computadores e celulares.
Equipamentos contém chumbo e mercúrio que podem contaminar o solo.


A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mantém 14 postos para coleta do lixo eletrônico na capital e na região metropolitana de São Paulo. Desde que começou o trabalho, em 2011, a Associação já recolheu 240 toneladas de equipamentos. A maior parte, produtos de informática.
Equipamentos como televisores, computadores, celulares, impressoras, câmeras fotográficas e filmadoras contém metais pesados como chumbo e mercúrio que podem contaminar o solo. Os equipamentos recolhidos são encaminhados para reciclagem e tratamento, onde recebem destino socioambiental.

Veja abaixo os locais de descarte:
Sede do Ministério Público do Estado de São Paulo - Rua Riachuelo 115, Centro
ESMP - Escola Superior do Ministério Público de SP - Rua Treze de Maio, 1255, Bela Vista
Fórum João Mendes - Praça João Mendes, s/nº, Centro (só até o dia 26 de abril, em comemoração a Semana do Planeta)
Palácio da Justiça - Rua Boa Vista, 20, Centro (só até o dia 26 de abril, em comemoração a Semana do Planeta)
Postos fixos de coleta de lixo eletrônico:
Extra Itaim Bibi - Av. João Cachoeira, 889
Extra Morumbi - Av. Rio Pinheiros, 16.741
Extra Anhanguera - Marginal Tietê (Ponte Anhanguera) - Av. Samuel Klabin, 193
Extra Anchieta - Rua Garcia Lorca, 301 - São Bernardo do Campo
Praça Victor Civita - Rua Samidouro, 580, Pinheiros
Parque do Ibirapuera - Portão 3 do parque, entrada para Bienal
Câmara dos Vereadores - Viaduto Jacareí - Portão principal
Francisco Morato - Prefeitura
Cooperativa Reciclazaro - Ariston Azevedo, 10, Vila Maria
Raposo Shopping - Rodovia Raposo Tavares, km 14,5, São Paulo

G1 São Paulo
Foto de Patricia Sanches Isabella.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Foto de REDEVIDA de Televisão.
Três dicas para evitar azia depois da “comilança" de Natal

1. Entenda: a azia é a consequência do excesso de ácido produzido pelo estômago. Nestes dias de festas, o corpo recebe uma dose “extra” de calorias. Salgados, doces e bebidas. Se possível, dê uma maneirada nesta semana que antecede o Ano Novo. Evite alimentos que aumentam a produção de ácido no estômago, como: frituras, carnes gordas, álcool, refrigerantes, chocolate, café, bebidas gaseificadas ou condimentos em exce...sso. Coma leve, de preferência a cada 3 horas, em pequenas porções e inclua mais frutas (de preferência não ácidas) que o habitual. Aproveite estes dias para “desintoxicar”.

2. Se você estiver com aquela sensação de “queimação” na boca do estômago coma miolo de pão, torradas ou bolachas de água e sal. Isso deve atenuar o desconforto. Não tome leite gelado. Pode dar uma sensação momentânea de conforto, mas o leite é rico em cálcio, que estimula a produção de mais ácido depois.

3. Evite deitar logo após as refeições e nunca durma totalmente na horizontal, use sempre um travesseiro. Se você sofre sempre com o refluxo, erga um pouco a cabeceira da cama (20 cm são mais que suficientes) para diminuir a volta de ácido que pode subir para o esôfago.

Importante: consulte seu médico se os sintomas forem muito desconfortáveis. Há medicações eficientes para tratar a azia.
Ver mais
Foto de Risadaria Desenfreada.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013





A prevenção é a única arma contra a doença

A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença.
Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.





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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

10 DICAS INFALÍVEIS PARA MANTER A FORMA NAS FESTAS DE FINAL DE ANO


 

 

A palavra de ordem  para as festas de fim de ano é moderação, evitar comer e beber em excesso e ficar atento à escolha correta dos alimentos que irão compor o prato. De acordo com a nutricionista da Academia Contours, Carina Amorim de Sá, o mais importante é antes de tudo tirar o foco da comilança e aproveitar ao máximo o momento de reunião com familiares e amigos. “Evite aquela sensação de mal estar e arrependimento que normalmente batem depois dos exageros cometidos”, diz a nutricionista da Academia Contours. Siga as dicas abaixo e boas festas.

1- Não pule refeições esperando a hora da ceia,  isso nunca dá certo pois leva a maior compulsão e acabamos extrapolando nas quantidades. Faça as 4 refeições que antecedem esse horário.

 
2- Comece o dia com um bom café da manhã consuma muita fibra como por exemplo farelo de aveia e farinha de linhaça, proteínas (omeletes, queijos magros e iogurtes desnatados) e se quiser um belo suco verde fonte fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes.

 
3- Na hora da festa evite os petiscos mais calóricos como queijos gordos (gorgonzola, provolone, cheddar),  salames, azeitonas e salgadinhos em geral, opte por castanhas, frutas secas e torradas e se tiver a parte mais light opte por tomate cereja, cenoura baby e enroladinho de folhas.

 
4- Faça um belo prato de salada antes do prato principal e mastigue bem,  esse processo gera mais saciedade e ajuda a evitar os exageros.

 
5- Evite as bebidas  fermentadas  como cerveja/chope e aquelas feitas com leite condensado. São aproximadamente 150kcal por copo. Não se esqueça de sempre beber água durante a festa.


6- Faça um lanche antes de sair de casa com sopas, caldos, salada ou sanduíches leves. Evite chegar com muita fome na festa e não resistir às tentações.


7- Cuidado com as sobras, normalmente a comilança se estende por um ou dois dias após a festa. Siga  a mesma regra para os dias seguintes, nada de exageros.

 
8- As sobremesas a base de frutas são boas opções, pois são menos calóricas que as tradicionais sobremesas, ricas em açúcares e gorduras.


9- Como petisco escolha um belo mix de oleaginosas como castanha do Pará, castanha de caju, amêndoas, avelãs, nozes, amendoim, passas, damascos e tâmaras. São saudáveis e vão auxiliar na redução do apetite.

 
10- Coma um pouco de tudo o que sentir vontade, mas lembre-se o segundo pedaço tem o mesmo gosto que o primeiro. Porém, o segundo pedaço, além de calorias extras, vem seguido de culpa e frustração. Por isso nada de exagerar, cuide-se!

Quase um quinto dos brasileiros tem algum tipo de deficiência visual


 

De acordo com IBGE, mais de 35 milhões de pessoas são afetadas por deficiência visual no Brasil

 A deficiência que mais frequentemente afeta o brasileiro é a visual: mais de 35 milhões de pessoas (19% da população) tem alguma dificuldade em enxergar e aproximadamente 500 mil tem o diagnóstico de cegueira, segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Porém, essa verdadeira tragédia na área de saúde pública poderia ser evitada, afirma o oftalmologista Fabrício Witzel, médico do departamento de oftalmologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina USP. No Dia Nacional do Cego, dia 13 de Dezembro, o médico lembra que as causas mais frequentes de cegueira no Brasil podem ser evitadas.
“As principais causas de cegueira são o glaucoma, catarata, diabetes e a degeneração macular relacionada à idade. Muitas vezes, o brasileiro apenas procura o oftalmologista quando essas doenças estão muito avançadas: neste ponto, infelizmente pode ser tarde demais”, analisa.



Principais doenças

O glaucoma causa cegueira irreversível através do aumento da pressão intraocular na maioria dos casos. Essa doença induz a destruição gradativa e irreversível do nervo óptico, podendo ser controlado (se diagnosticado precocemente) através do uso de medicamentos que agem nos olhos, diminuindo a produção ou aumentando a drenagem do humor aquoso.
“Por se tratar de uma doença silenciosa, o paciente só nota a diminuição visual no final do quadro, quando o dano já é muito significativo”, informa Dr. Witzel. Pode ser diagnosticado em uma consulta com o oftalmologista através da medida da pressão ocular e avaliação do fundo de olho. A partir dos 40 anos o risco é maior, principalmente para quem tem histórico familiar desta patologia.
Outra causa de cegueira muitas vezes irreversível é a retinopatia diabética, ocasionada pelo não tratamento do diabetes. Inicialmente, ela pode causar uma sutil alteração de grau dos óculos, porém, a doença pode evoluir rapidamente para sangramentos dos vasos da retina, provocando visão borrada, e cegueira. Também pode levar a um quadro do glaucoma.
“Há três tipos de tratamento: cirurgia, laser e injeções. Todas estas opções interrompem a evolução da perda de visão, podendo até reverter a situação em alguns casos. Em estágios mais avançados da doença, pouco se pode fazer”, afirma o oftalmologista . O controle da glicemia e a consulta periódica ao oftalmologista podem evitar as complicações da doença.
Já uma terceira causa de perda de visão comum entre os brasileiros é a catarata, doença totalmente reversível. “É causada pela opacificação do cristalino, que é a lente intraocular natural do olho. Durante a cirurgia, o cristalino é substituído por uma lente intraocular”, informa o Fabrício Witzel.
A degeneração macular relacionada à idade é frequente em pacientes da terceira idade. Gerada por uma alteração na região central da retina conhecida como mácula, a degeneração induz prejuízo da principal área de visão dos pacientes. Pessoas com olhos claros tem maior chance de sofrer com a doença, que tem caráter genético e hereditário. O tratamento utiliza vitaminas específicas e injeções intraoculares nos casos mais severos.



Cuidados com os olhos

Dr. Fabrício Witzel alerta também sobre os principais cuidados para manter os olhos saudáveis. A primeira visita ao oftalmologista deve acontecer ainda na infância, por volta dos três anos de idade. Segundo o especialista, algumas doenças oculares, como o estrabismo, podem ser recuperadas apenas nesta fase da infância – senão o dano visual gerado será para o resto da vida.
“A boa saúde ocular da criança garante seu aproveitamento escolar, que é totalmente abalado caso haja alguma dificuldade de visão”, analisa o médico do Hospital das Clínicas da USP.
Já na juventude e idade adulta, algumas das principais doenças oculares são a miopia, o astigmatismo e o ceratocone (deformação da córnea, frequente em pessoas com alergias nos olhos), dentre outros.
Cuidados básicos, válidos para todas as idades, podem evitar problemas adicionais: mesmo em dias nublados, deve-se sair à rua com óculos dotados de filtros de proteção UVA e UVB (contra radiação ultravioleta).
Menos usados, mas também muito importantes são os óculos de proteção, que deveriam ser utilizados para a realização de trabalhos domésticos corriqueiros. “É altíssimo o índice de traumas oculares na vida adulta ocasionadas por situações simples do cotidiano, que vão desde cortar a unha até colocar um prego na parede”, revela o médico.



 Dr. Fabrício Witzel - Médico do Departamento de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina USP e responsável pela Clínica Ocular Max Care. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa, Witzel se graduou e possui doutorado pela USP e pós-doutorado pela Cleveland Clinic Foundation (EUA). Publicou diversos artigos científicos e colaborou com as obras “Guia Prático de Cirurgia Refrativa”, “Ocular Therapeutics – An Eye on New Discoveries” e “Ocular Disease – Mechanisms and Management”.

BNDES recebe até o dia 18
inscrições para patrocínio
de eventos culturais

 

·        Nesta etapa, serão analisados projetos com data de realização entre 1º/3 e 30/8 de 2014

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebe até o próximo dia 18 de dezembro projetos de eventos culturais a serem patrocinados pelo Banco no período de 1º de março a 30 de agosto de 2014.
As inscrições podem ser realizadas pelo site, no endereço www.bndes.gov.br/patrocinio. As ações de patrocínio do BNDES são focadas nas áreas de Cinema, Música, Literatura e Dança. Podem ser apoiados festivais, mostras, espetáculos, feiras e outras iniciativas que contribuam para a difusão e o fomento da cultura brasileira.
As propostas são analisadas pelo Comitê Cultural, formado por equipes da área de Comunicação do Banco. A previsão é que o resultado seja divulgado em fevereiro de 2014.
Entre os itens levados em conta para a concessão do patrocínio, estão: a concepção criativa do projeto, a proposta de conteúdo, o potencial de comunicação e a contribuição para a difusão e o fomento da cultura brasileira.
Este ano, o Banco investiu cerca de R$ 15 milhões em 39 projetos de patrocínio cultural, realizados em 21 Estados das cinco regiões brasileiras. Do total de eventos, 14 foram de Cinema (36%), 11 de Música (28%), 10 de Literatura (26%) e 4 de Dança (10%). Para 2014, os recursos disponíveis devem ser mantidos no mesmo patamar de 2013.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013


Empresas podem reverte 1% do Imposto de Renda devido para doações a instituições filantrópicas


As empresas podem deduzir 1% do Imposto de Renda devido para doações aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, que são destinados a instituições filantrópicas. Para isso, a pessoa jurídica deve fazer o repasse do valor até o dia 31 de dezembro para algum fundo municipal, estadual ou federal. A doação feita até esse prazo vai constar como abatimento na declaração anual referente ao exercício de 2013. De acordo com a Lei 12.594/2012, que regulamenta a questão, a reversão do imposto pode ser feita por meio da doação em espécie ou em bens, em cada período de apuração do imposto, que pode ser mensal, trimestral ou anual. A declaração de pessoa jurídica deve ser tributada pelo Lucro Real. Outras formas tributação não valem para esse tipo de abatimento.


Pessoa Física - a norma também é valida para doações de pessoas físicas, que podem deduzir até 6% do valor do imposto, seja em espécie ou doação de algum bem até 31 de dezembro. Nesse caso, também existe a possibilidade de fazer a reversão no momento da entrega da declaração de Imposto de Renda pelo formulário completo, mas a dedução cai para 3%. O próprio programa da declaração anual emitirá uma Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) para o pagamento da doação e outra para o pagamento do imposto, ou seja, a doação é feita no ato da declaração.


Cezar Augusto Cordeiro - advogado com atuação em Direito Tributário da Sociedade de Advogados Alceu Machado, Sperb & Bonat Cordeiro. 
  www.alceumachado.com.br

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