Pesquisar no Blog

sábado, 25 de abril de 2026

Botox é só para mulheres? Entenda como o procedimento vem conquistando os homens e quais são as diferenças

Botox para homens, naturalidade e mais autoestima 
Banco de Imagens

A procura masculina cresce e, segundo a médica especializada em Dermatologia Flávia Villela, o objetivo é suavizar sinais do tempo sem perder a identidade dos traços 

 

A busca por botox entre homens vem crescendo de forma consistente e reflete uma mudança no comportamento masculino em relação ao autocuidado. Antes associado majoritariamente ao público feminino, o procedimento passa a integrar a rotina de quem procura suavizar sinais do envelhecimento sem alterar características naturais do rosto. Nesse contexto, a pergunta que ainda persiste é direta: o botox também é para homens? A resposta passa menos pelo gênero e mais pela forma como a técnica é aplicada.

Segundo Flávia Villela, médica especializada em Dermatologia, a diferença está justamente na personalização do tratamento. A toxina botulínica, utilizada para promover o relaxamento dos músculos faciais, atua em regiões como testa, glabela e ao redor dos olhos, reduzindo a contração muscular e suavizando rugas de expressão.

O Botox também ajuda a controlar o suor excessivo nas axilas
 
Banco de Imagens

Diferenças na aplicação e no resultado

Um dos pontos mais relevantes no tratamento masculino é a dosagem. Devido à maior densidade muscular, os homens geralmente necessitam de uma quantidade maior da substância para alcançar o efeito desejado.

Outro fator importante é o desenho final. A intenção não é modificar a expressão, mas suavizar marcas que podem transmitir cansaço ou envelhecimento. A região da testa e da glabela são as mais procuradas, seguidas pelas linhas ao redor dos olhos. “A naturalidade é fundamental. Muitos homens buscam melhorar a aparência sem que o procedimento seja perceptível”, comenta Flávia Villela.

Além disso, muitos homens aplicam a toxina botulínica também nas axilas para eliminar a hiperidrose, eliminando a sudorese e melhorando a autoestima.


Imagem pessoal

O aumento da procura também está relacionado à mudança na forma como os homens encaram o autocuidado. A preocupação com a aparência deixou de ser um tabu e passou a ser vista como parte do bem-estar.

Além da melhora estética, a toxina botulínica pode contribuir para a confiança no ambiente social e profissional, refletindo diretamente na autoestima. “Cuidar da pele e da aparência não está ligado à vaidade excessiva, mas sim à forma como a pessoa se sente consigo mesma”, afirma a médica.


Quando investir no procedimento

O tratamento pode ser indicado tanto para suavizar rugas já existentes quanto de forma preventiva, evitando que as linhas se tornem mais profundas com o tempo.

Por ser realizado em consultório, com aplicação rápida e sem necessidade de afastamento das atividades, é uma alternativa prática para quem busca resultados eficazes e discretos. “O mais importante é que o paciente se reconheça no resultado. A ideia não é transformar, mas valorizar os traços de forma equilibrada”, finaliza Flávia Villela.

 

  

Mastopexia: conheça a cirurgia para levantar a mama

 

Mastopexia é o nome da cirurgia que levanta e remodela os seios, oferecendo nova aparência e firmeza aos tecidos da mama.  

Existem dois tipos de mastopexia: com prótese e sem prótese. 

 

Hoje falaremos da mastopexia sem prótese, que tem como objetivos remover o excesso de pele da região e até reduzir o tamanho da aréola. 

 

Como é feita e quem pode fazer? 

A mastopexia sem prótese tem um valor relativamente mais barato comparado àquela que envolve o uso de prótese de silicone.  

A técnica utilizada na cirurgia de levantamento da mama depende das especificidades da paciente (peso, idade, tamanho e formato dos seios) e os resultados desejados após a cirurgia.  

  • Essa cirurgia se destina a mulheres que possuem seios “caídos”, com pele flácida.
  • A paciente pode realizar a cirurgia mesmo antes de passar pela maternidade.
  • A mastopexia, assim como a maioria das cirurgias plásticas, não tem idade-limite para ser realizada. Ou seja, mulheres mais velhas podem passar pelo procedimento

 

Em resumo, a cirurgia é feita da seguinte forma: 

  • Para iniciar, é feito um corte ao redor da aréola, se estendendo até a frente do seio, em forma de T. 
  • A mama é remodelada e o excesso de pele é retirado. 
  • Pontos e suturas são feitos para concluir o procedimento. 
  •  

Preparação e riscos da cirurgia

 

Como qualquer cirurgia, a mastopexia tem riscos. 

 

Os principais são:

  • Formação de coágulos(representa risco de trombose): por esse motivo, as pacientes, em geral, devem interromper o uso de anticoncepcionais, pois essa medicação aumenta o risco de trombose durante a cirurgia e no pós-operatório.
  • Perda de sensibilidade nos seios:em razão dos cortes na região. A maioria das mulheres recupera a sensibilidade após o pós-operatório, porém a perda permanente da sensibilidade é um risco.
  • Infecção dos pontos: em função de má cicatrização, da falta de limpeza da região ou até infecções não detectadas antes da cirurgia (infecção urinária, por exemplo). 

Converse com o seu cirurgião sobre todos os riscos que você corre, pois cada paciente pode ter um quadro específico, de acordo com idade, peso, hábitos alimentares, etc.  

Alguns sintomas comuns de infecção são: 

  • Seios vermelhos e quentes. 
  • Febre.
  • Vazamento de líquido amarelado através dos pontos.
  • Muita dor na área operada.
  • Dificuldade para respirar. 

Os riscos podem ser evitados ou diminuídos, e por isso é importante informar ao seu cirurgião sobre seus hábitos alimentares e de consumo de álcool, tabaco e medicamentos. 

 

Atente-se aos seguintes pontos: 

  • Anticoncepcional:O uso de anticoncepcionais aumenta o risco de desenvolvimento de coágulos no sangue. Coágulos causam trombose, uma condição que pode ser fatal.  

A interrupção ou não dos anticoncepcionais vai depender do tipo de anticoncepcional utilizado pela paciente. 

Alguns anticoncepcionais oferecem maior propensão ao desenvolvimento de trombose. 

Para checar qual o risco que o seu anticoncepcional oferece, converse com o seu ginecologista ou pesquise no Google “anticoncepcionais que mais oferecem risco de trombose”. 

 

  • Tabaco:O consumo do tabaco pode interferir na capacidade de cicatrização da pele e deixar o organismo mais propenso a inflamações e infeções.  

Por isso, é recomendado a interrupção do uso dessa substância antes e depois da cirurgia. 

 

  • Álcool: O consumo de álcool leva à desidratação e pode interferir na anestesia da cirurgia. Recomenda-se interromper o consumo de álcool pelo menos 72 horas antes do procedimento 

Avaliações pré-operatórias são realizadas antes da cirurgia e podem envolver exames de sangue e de imagem, para a checagem da saúde dos tecidos mamários.  

Após os exames, a data da cirurgia é marcada. 

 

Além dos exames, existem boas práticas para quem deseja se preparar para uma mastopexia.  

São elas: 

  • 1. Cultive hábitos saudáveis:Pode parecer clichê, mas uma boa alimentação pode, sim, influenciar no resultado.  

Portanto, beba muita água, faça refeições saudáveis ​​e equilibradas. 

Se possível, procure um nutricionista: ele pode lhe ajudar inclusive a planejar uma dieta para o pós-operatório.

 

  • 2. Fortaleça seus músculos do abdômen:Esses músculos serão utilizados com mais intensidade no pós-operatório, pois seus braços e peitoral precisarão de repouso.  

Portanto, fortaleça essa musculatura no pré-operatório.

 

  • 3. Planeje o seu pós-operatório: Você precisa ter seu período de repouso planejado. 

 Dê atenção aos seguintes itens:  

  • Quem vai cozinhar e limpar a casa durante o seu repouso?  
  • Quem vai dirigir para lhe levar nas consultas médicas?  
  • Se você tiver filhos pequenos, quem vai lhe ajudar com eles durante o pós-operatório? 

 

Como é o pós-operatório da mastopexia 

O pós-operatório como um todo é uma fase de desconfortos e adaptações, visto que a paciente deverá usar sutiãs cirúrgicos, terá os movimentos limitados e precisará ficar em repouso absoluto por pelo menos duas semanas. 

 

Os principais cuidados no período são: 

  • Posições para dormir:A paciente precisará dormir de costas apoiadas em travesseiros para manter o peito levantado: dormir de lado e de bruços é proibido durante as primeiras semanas de recuperação. 
  • Exercícios:Levantamento de peso, mesmo que fora do contexto de exercícios físicos, é uma atividade proibida nas primeiras semanas de recuperação. 

 

Outras atividades que devem ser evitadas nas primeiras duas semanas são: 

  • Dirigir, cozinhar e realizar faxinas, pois exigem força nos braços e no peitoral. 

Cada paciente terá recomendações específicas de acordo com a velocidade de recuperação: seu tempo de recuperação será único.

 

É possível amamentar depois da mastopexia?  

As principais preocupações das pacientes que passam pelo procedimento são:  

  • Posso amamentar após a mastopexia? 
  • Como o reposicionamento da aréola afeta minha capacidade de amamentar?

 

A resposta para essas perguntas é:  

  • Sim,é possível amamentar após a mastopexia.O objetivo desta cirurgia é simplesmente oferecer uma aparência firme aos seios, sem afetar as glândulas mamárias. 
  • A aréola (ou mamilo) deve recuperar suas funçõesnormais pouco tempo depois da cirurgia.   

Algumas pacientes preferem realizar a mastopexia após passarem pela experiência da maternidade, pois esse é um período em que pode haver caimento das mamas em razão da amamentação e da perda de colágeno da pele (dependendo da idade da paciente). 

 

Consulte o seu cirurgião para saber quais técnicas serão utilizadas durante a sua mastopexia. E lembre-se de que nenhuma cirurgia desnecessária deve ser realizada, a saúde é sempre nossa maior preocupação!

  

Fonte: Dr. Alexandre Kataoka - Cirurgião Plástico. Perito concursado da Secretaria da Justiça de São Paulo – Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo. Diretor Adjunto do DEPRO – órgão fiscalizador da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Consultor Jurídico da SBCP-SP. Representante da SBCP no CODAME/CFM. Membro Efetivo da Câmara Técnica em cirurgia plástica – CFM. Conselheiro Responsável da Câmara Técnica do Cremesp. Coordenador da Comunicação do Cremesp.



Saúde mental se torna a maior preocupação dos brasileiros

Freepik

Com 52% da população em alerta, especialista detalha como identificar sobrecargas e sugere estratégias para enfrentar o estresse crônico


 

O cotidiano acelerado, marcado por prazos exíguos e excesso de estímulos, deixou de ser um desafio eventual para se tornar o novo normal de milhões de brasileiros. E essa combinação de fatores reflete em dados alarmantes.

 

Um levantamento feito pela Ipsos Health Service Report 2025 revelou que 52% dos brasileiros consideram a saúde mental sua maior preocupação. Em 2018, esse índice era de apenas 18%. Isso significa que, atualmente, o bem-estar psíquico já é uma prioridade dos brasileiros maior do que o combate ao câncer. 

Para Thais Carolina Ferreira, professora do curso de Psicologia do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), esse aumento indica não apenas maior conscientização, mas um sofrimento real. “O corpo e a mente formam uma unidade. Quando a realidade impõe demandas excessivas, o organismo sinaliza que a relação com o meio está adoecedora”, explica.

 

Sinais de alerta: quando o “automático” se torna perigoso

A especialista alerta que o desgaste vai além do cansaço físico. O primeiro sinal crítico é a perda de sentido. “A pessoa começa a executar tarefas de forma mecânica, com apatia e desconexão em relação ao propósito do que faz”, conta Thais. 

O corpo também manifesta a tensão por meio de:

 

·         Sintomas Físicos: Dores musculares, distúrbios gastrointestinais e alterações de apetite.


·     Falhas Cognitivas: Esquecimentos frequentes e dificuldade de concentração.


·   Instabilidade Emocional: Irritabilidade constante e reações desproporcionais a pequenos problemas.

 


Estratégias de alívio imediato

Em picos de estresse, a psicóloga sugere três ações práticas para retomar o controle:

 

1.       Ruptura Física: Sair do ambiente estressor por alguns minutos para reorganizar a percepção.


2.     Nomeação do Afeto: Verbalizar o que está sentindo (raiva, frustração ou medo). “A linguagem ajuda a sair da reatividade automática e organiza a emoção”, afirma a professora.


3.       Buscar apoio: Conversar com alguém de confiança funciona como um suporte imediato, embora não substitua o acompanhamento profissional quando o sofrimento se torna persistente.

 


A proteção no longo prazo


Para evitar que a tensão se torne crônica, a construção de uma rotina equilibrada é essencial. Thais destaca que atividades culturais, esportivas e momentos de desconexão digital são vitais para a “recuperação biológica”, pois sem sono e alimentação adequados, não há estrutura psíquica que se sustente.

 

Freepik

Quando é hora de buscar ajuda?

De acordo com a psicóloga, o acompanhamento profissional torna-se indispensável quando o estresse compromete a vida prática e as relações. A sensação de que ‘nada vai mudar’, rigidez mental e prejuízos no trabalho são sinais graves.

 

Para além das estratégias pontuais, Thais destaca a importância de construir uma rotina que vá além das obrigações profissionais ou acadêmicas. “Investir em atividades culturais, artísticas, esportivas e comunitárias contribui para a elaboração emocional e para a criação de novos sentidos para a vida”.

 

Para quem enfrenta alta tensão de forma recorrente, especialmente no trabalho ou nos estudos, a professora do curso de Psicologia faz um alerta: o problema nem sempre é individual. “Se a tensão é constante, provavelmente é estrutural e a solução precisa passar pelo coletivo”, afirma.

 

“É importante aprender a dizer ‘não’, dialogar com os colegas, propor mudanças, definir prioridades e estabelecer limites. Embora pareça difícil inicialmente, essas atitudes preservam a saúde mental e são essenciais para aliviar o sofrimento, que não deve ser naturalizado”, completa a professora do curso de Psicologia do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Thais Carolina Ferreira.



Centro Universitário Integrado
Campo Mourão–PR


DOR NO SEXO

  

Muitas mulheres não sentem prazer com o sexo por causa de dor ou desconforto durante o sexo. As causas são inúmeras e podem estar relacionadas com doenças ou ser de fundo psicológico.

O ginecologista Carlos Alberto Politano, primeiro tesoureiro da SOGESP (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo) nos ajuda a entender os motivos físicos e emocionais mais comuns:
 “Chamamos de dispareunia a dor ou o desconforto durante o ato sexual. Pode ser física ou psicológica e entre as causas físicas podemos citar infecções, tumores, ressecamento vaginal, endometriose (quando partes do endométrio saem do útero e se expandem a outras partes da região pélvica gerando uma infecção) e até diabetes. As doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) também estão entre as causas de dispareunia”.

Uma causa corriqueira de dor é a falta de lubrificação vaginal na mulher. Segundo Politano, essa lubrificação é indispensável para evitar desconforto e também para o prazer na relação.
Se por algum motivo, durante o sexo, a mulher não estiver lubrificada o suficiente, seja por falta de desejo, menopausa ou por algum incômodo no ato, é muito provável que haja dor.

Existe quem acredite que o formato da vagina seja outro motivador, no entanto, Politano assegura que não.

“Em alguns casos, quando o pênis se choca com o colo do útero, a mulher sentirá dor, mesmo sem que tenha algum problema físico. Se sofrer de endometriose, é provável que sinta dor, pois a mudança na anatomia pode levar a isso”.

Politano afirma que em situações de dor pelo toque do pênis no colo do útero, uma mudança na posição pode resolver o problema, mas destaca que cada caso é diferente do outro e é preciso consultar um ginecologista para descobrir a origem do problema.

 Mas, a causa principal de descomodidade durante a relação sexual é mesmo psicológica.  O ginecologista com especialização em sexologia é um dos profissionais que pode auxiliar.

O pompoarismo (técnica que serve para melhorar e aumentar o prazer sexual durante o contato íntimo, através da contração e relaxamento dos músculos da região pélvica), outras ginásticas íntimas e ainda alguns tratamentos alternativos podem ser benéficos para a saúde sexual da mulher, quando com acompanhamento de profissional com capacitação adequada.


Raiva em excesso faz mal ao corpo e à alma

 Há dias em que nada está ao seu favor. Os faróis no trânsito estão vermelhos. Todos esbarram em você. Tudo é mais lento e demorado. Você se atrasa. Leva bronca do chefe, da mãe, do pai e até do seu bichinho de estimação. Mesmo levantando da cama com o pé direito, o mundo desabou nas suas costas e é inevitável: a raiva aparece acompanhada de um turbilhão de emoções.


Em pequenas doses é inofensiva, até nos ajuda a mobilizarmo-nos para uma ação; em excesso, esse sentimento é prejudicial e pode colocar sua saúde em risco
 

 

De acordo com a dra. Sonia Brucki, neurologista da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), vários neurotransmissores são envolvidos, como noradrenalina, serotonina, acetilcolina e substancia P, cuja ação em diferentes receptores cerebrais provocam ações distintas nos locais do circuito envolvido na geração e controle da raiva. “As estruturas são o hipotálamo, amígdala e os lobos frontais. Estas áreas são ligadas à sobrevivência das espécies, responsáveis pelos comportamentos de defesa e ataque”, explica.
 
O problema começa quando sentimos raiva demais, prejudicando o convívio social e a saúde, acarretando sintomas mentais, como depressão, e até físico. De forma constante, os males ao indivíduo podem surgir ao longo do tempo em manifestações como cansaço, falta de memória e até problemas gastrointestinais.
 
“Em geral, as situações geram estresse crônico, afetando a imunidade e, em casos agudos, pode reativar herpes labial, por exemplo. Inclusive queda da imunidade pode ser secundária a alterações no corticoide endógeno do próprio organismo”, informa a especialista.
 
Aliás, a expressão popular “o sangue subiu” é verdadeira, como afirma a neurologista: “Temos uma vasodilatação periférica, deixando a pele mais rosada e quente. Ocorre, ainda, descarga de adrenalina e aumento da frequência cardíaca, que dilatam as pupilas”.
 

Abrace a raiva
 
O primeiro passo para lidar bem com esse sentimento é não o negar. Já que está raivoso, procure entender e avaliar claramente suas razões, prestando atenção aos pensamentos que o levam a desenvolver esta emoção. Identificar o que estamos sentindo e se o motivo é real é a chave para o sucesso – sobretudo, precisamos ser conscientes para enxergar quando demonstramos reações desproporcionais aos eventos.
 
Sabemos que é difícil, mas respire fundo e olhe o cenário de vários ângulos, não somente o seu. Se não conseguir sozinho, consulte um terapeuta, que ensinará a lidar melhor com a raiva e a reconhecer o que desencadeia essa animosidade em você. Agir impulsivamente, por exemplo, pode levar a excessos desnecessários e a diminuir a assertividade das ações da vida.


Menos telas, mais interação: famílias buscam alternativas para equilibrar o tempo de crianças nos games

Freepik
Cresce a procura por experiências que unem diversão, movimento e desenvolvimento cognitivo fora do ambiente digital

 

O avanço das tecnologias digitais transformou a forma como as crianças brincam, e também acendeu um alerta entre famílias sobre o excesso de tempo diante das telas. Em resposta a esse cenário, cresce a busca por alternativas que mantenham o interesse pelos games, mas tragam mais interação física, estímulos cognitivos e experiências fora do ambiente exclusivamente digital.

 

De acordo com a American Academy of Pediatrics, o equilíbrio entre atividades digitais e brincadeiras ativas é essencial para o desenvolvimento saudável na infância. A recomendação reforça que, mais do que limitar o uso de telas, é importante diversificar as experiências, incluindo atividades que estimulem movimento, criatividade e interação social.

 

Essa mudança de comportamento já é percebida no dia a dia das famílias, que passaram a valorizar opções de entretenimento que combinem tecnologia com participação ativa. Segundo a UNICEF, o brincar continua sendo uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento integral das crianças, contribuindo para habilidades como resolução de problemas, coordenação motora e competências socioemocionais.

 

Games além do digital

 

Nesse contexto, ganham espaço os chamados games interativos, experiências que exigem mais do que apenas atenção à tela. São jogos que envolvem estratégia, precisão e coordenação motora, estimulando a criança a participar ativamente da brincadeira.

 

Diferente dos jogos tradicionais, em que a interação acontece majoritariamente no ambiente virtual, esses formatos trazem desafios físicos e cognitivos ao mesmo tempo. O uso de controles como joystick, por exemplo, exige movimentos coordenados, foco e tomada de decisão em tempo real, contribuindo para o desenvolvimento motor e do raciocínio lógico.

 

Uma experiência que une diversão e habilidade

 

É nesse cenário que soluções como as máquinas de captura de pelúcia voltam a ganhar destaque. Populares em décadas passadas, elas ressurgem repaginadas como uma alternativa de entretenimento que alia nostalgia, desafio e interação.

 

A BR Machine, líder nacional no segmento, leva ao público gruas de pelúcia que utilizam joystick para que a criança controle a garra e tente capturar o prêmio. A dinâmica exige precisão, estratégia e controle dos movimentos, transformando a brincadeira em uma experiência que vai além da sorte.

 

Segundo Elvis Rovaris, gerente administrativo da BR Machine, esse movimento acompanha uma mudança clara no comportamento das famílias.

 

“Hoje, as famílias não querem simplesmente tirar os games da rotina das crianças, mas encontrar um equilíbrio mais saudável. A BR Machine busca justamente proporcionar experiências que mantenham o encantamento das brincadeiras, mas com mais interação, movimento e participação ativa, transformando a diversão em algo ainda mais completo.”

 

Ao contrário da percepção comum, o desempenho está diretamente ligado à habilidade do jogador, que precisa analisar o posicionamento, calcular o tempo e executar os movimentos com cuidado para alcançar o objetivo.

 

Além do aspecto lúdico, esse tipo de atividade estimula competências importantes, como persistência, concentração e capacidade de lidar com tentativas e erros, habilidades cada vez mais valorizadas no desenvolvimento infantil.

 

Equilíbrio como caminho

 

Mais do que substituir os jogos digitais, a proposta dos especialistas é ampliar o repertório de experiências das crianças. Ao integrar diferentes formas de brincar, digitais, físicas e interativas, as famílias conseguem promover um desenvolvimento mais completo, equilibrando diversão e aprendizado.

 

Nesse novo cenário, o entretenimento deixa de ser apenas passivo e passa a ser uma ferramenta ativa no desenvolvimento das crianças, acompanhando as demandas de uma infância cada vez mais conectada, mas que ainda precisa, e muito, do brincar em movimento.



Livro: veja 7 caminhos para formar leitores na era digital

Educadores apontam estratégias práticas para estimular a leitura de crianças e adolescentes em meio à disputa com as telas  

 

Com a atenção cada vez mais disputada por telas e conteúdos instantâneos, formar leitores tem se tornado um dos principais desafios de pais e educadores. Em abril, mês em que é celebrado o Dia Mundial do Livro, especialistas apontam que o caminho não está em combater o ambiente digital, mas em criar estratégias que tornem a leitura relevante, prazerosa e presente na rotina de crianças e adolescentes. 

 

Muito além da alfabetização, o contato com os livros desde a infância é determinante para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Em um cenário marcado pelo avanço das tecnologias e pela redução do tempo dedicado à leitura, incentivar o hábito de ler, com equilíbrio entre o físico e o digital, é essencial para formar indivíduos críticos, criativos e preparados para o futuro.  

Veja abaixo os conselhos de 16 especialistas sobre o tema:  

 

1. Facilite ao máximo o acesso aos livros 

 

O estímulo precoce à leitura não antecipa a alfabetização formal, mas prepara o cérebro para que esse processo aconteça de forma mais natural e eficiente. Segundo Maria Cardoso, diretora da Educação Infantil do Programa Regular na Escola Móbile, o contato com livros desde cedo contribui para o desenvolvimento do vocabulário, da consciência fonológica e sobretudo do interesse espontâneo pela leitura, o “gosto de ler”.  

 

“Uma criança que tem acesso aos livros desde bebê desenvolve um interesse natural pela alfabetização, e essa motivação é um dos maiores preditores de sucesso. Oralmente, ela produz frases mais completas e entende melhor o que escuta, o que facilita bastante o início da leitura”, afirma. Além dos impactos na infância, o hábito se estende para a vida adulta. Crianças leitoras tendem a se tornar indivíduos mais críticos, com maior capacidade de interpretação, argumentação e articulação de ideias. 

 

2. Comece pela identificação 

 

Para despertar o interesse genuíno pela leitura, é fundamental que os livros dialoguem com o universo do leitor. Laís Martins, coordenadora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental doFibonacci Sistema de Ensino, destaca que a leitura deve estar conectada às experiências da criança. “Quando os pais demonstram entusiasmo pelos livros, incentivam naturalmente o gosto pela leitura, já que as crianças aprendem principalmente pela observação”, explica a profissional da educação. 

 

A representatividade também tem papel central nesse processo. De acordo com Fabiana Santana, assessora pedagógica doLíder em Mim, histórias com personagens e contextos familiares ajudam a criança a se reconhecer nas narrativas, fortalecendo autoestima e senso de pertencimento. “Quando a literatura reflete a realidade do pequeno leitor, ela valida suas experiências e transforma a leitura em um exercício de reconhecimento e acolhimento”, afirma a especialista. 

 

Luiz Cláudio de Araujo Pinho, professor de Filosofia e Sociologia e autor da Rede Pitágorascorrobora essa visão. “Para estimular o hábito da leitura entre crianças e jovens, é fundamental criar experiências envolventes, como a leitura de trechos marcantes, a conexão com filmes e temas atuais, além de promover espaços de troca, como podcasts e o contato frequente com autores e ambientes literários”, diz ele. 

 

3. Envolva a família e dê o exemplo  

 

A formação de leitores críticos depende também de uma atuação conjunta entre família e escola. Para Beatriz Tostes, coordenadora da Biblioteca da Beacon School, o exemplo dentro de casa é determinante. “Quando crianças e jovens observam o consumo literário por prazer, o livro deixa de ser um objeto distante e se torna um mediador de diálogos”, afirma a profissional. 

 

Rosane Cesari, coordenadora de Língua Portuguesa do Colégio Rio Branco, reforça que o desafio atual não é eliminar as telas, mas equilibrar o consumo. “A família é a base afetiva da leitura. Se a criança não vê os pais lendo, dificilmente entenderá o livro como fonte de prazer”, diz ela. Cesari também alerta para a necessidade de diferenciar a leitura superficial -- comum nas redes sociais --, da leitura profunda, que exige concentração e desenvolve a capacidade de pensamento crítico. 

 

4. Não elimine o digital, mas o integre  

 

Especialistas concordam que o ambiente digital pode e deve ser incorporado ao processo de formação de leitores. Jalman Lima, gestor de Negócios Acadêmicos da Casio Educaçãoexplica que o desafio é manter a leitura relevante no contexto atual. “O digital amplia o acesso, facilita a descoberta de obras e multiplica as formas de contato com o texto”, afirma. 

 

Victor Haony, assessor pedagógico da Mind Makers, destaca que o uso consciente da tecnologia deve ser ensinado. “Começamos com o livro físico para desenvolver o hábito e, depois, introduzimos a leitura no ambiente digital, mostrando que a tecnologia também pode ser ferramenta de aprendizagem”, explica. 

 

Na mesma linha de pensamento, Vinícius Fernandes, assessor pedagógico do programa de educação bilíngue da SOMOS Educação, Eduall, aponta que integrar livros ao universo digital pode aumentar o interesse dos jovens, inclusive em outros idiomas. “O alcance da leitura virtual é enorme, pode-se encontrar livros de diversos assuntos e idiomas. Para prática do bilinguismo, em muitos desses dispositivos é possível utilizar ferramentas que ajudam na definição de palavras e até mesmo na pronúncia”, afirma ele. 

 

Já para Talita Fagundes, gerente pedagógica da plataforma par, a educação midiática amplia o conceito de leitura. “Hoje, ler também significa interpretar imagens, vídeos e narrativas digitais, compreendendo seus contextos e intenções”, destaca. 

 

5. Respeite a faixa etária e escolha livros adequados para cada momento 

 

A escolha adequada das obras é essencial para manter o interesse ao longo do desenvolvimento. Especialistas do grupo editorialMultiverso das Letras explicam que, nos primeiros anos, os livros estimulam conexões neurais e o desenvolvimento da linguagem, enquanto entre os 4 e 6 anos as obras devem equilibrar ludicidade e aprendizado. A partir dos 7 anos, as narrativas mais complexas ajudam a desenvolver autonomia e pensamento crítico. Já na pré-adolescência, temas como identidade, diversidade e questões sociais passam a ganhar relevância. 

 

Alessandra Santos, pedagoga e gerente pedagógica naAmplia Plataforma de Ensino, ressalta que não basta considerar apenas a idade. “É fundamental observar o repertório cultural e as experiências da criança. Um bom livro é aquele que provoca curiosidade e convida à reflexão”, afirma. Thiago Braga, autor de língua portuguesa doSistema de Ensino pH, complementa que o desalinhamento entre livro e maturidade pode prejudicar o hábito. “Quando o conteúdo está muito além ou aquém da capacidade de compreensão, a leitura pode gerar frustração ou desinteresse”, comenta ele. 

 

6. Incentive: concursos e prêmios de literatura podem motivar futuros escritores  

 

Estratégias como clubes de leitura, debates e até concursos literários podem estimular o engajamento, desde que não sejam centrados apenas na competição. Para Vinicius de Paula, diretor do Colégio Liceu Paster Start Trilingual School, o foco deve estar no processo. “As iniciativas precisam ser apresentadas como desafios positivos, priorizando o desenvolvimento da leitura e da escrita”, afirma ele. 

 

É nessa lógica que iniciativas do próprio mercado editorial têm buscado ir além da publicação para se aproximar da formação de leitores e escritores. Um exemplo é o Prêmio Multiverso de Literatura, criado pelo grupo editorial Multiverso das Letras como forma de incentivar a produção literária e entender melhor os novos perfis de leitores no país. 

 

Para Nicolau Youssef, diretor-executivo do grupo, oferecer uma premiação dedicada à literatura também é uma forma de reafirmar seu valor cultural. “Não queremos ser entendidos apenas como fazedores de livros; queremos compreender melhor quem são as pessoas que estão consumindo nossos livros, tanto no público geral quanto dentro das escolas. O prêmio Multiverso de Literatura veio também para isso”, afirma. 

 

7. Leitura é prazer, não obrigação 

 

Associar a leitura apenas a demandas escolares pode gerar rejeição ao hábito. Jessica Lindhorst, professora do 1º ano e Líder dos anos iniciais do Ensino Fundamental I na The British College of Brazil, escola internacional em São Paulo, reforça que o incentivo deve vir acompanhado de liberdade de escolha. “Permitir que crianças e adolescentes escolham o que desejam ler é essencial para tornar o hábito consistente”, afirma a educadora. 

 

Eduardo Calbucci, autor do Sistema Anglo de Ensino, destaca que o interesse pela leitura começa pela identificação com o conteúdo e evolui gradualmente. Ele indica que crianças do Ensino Fundamental I, por exemplo, tendem a ser atraídas por obras que as levem ao mundo da fantasia. “A literatura é um dos territórios da ficção, que projeta o leitor a novos mundos e mostra realidades diferentes da cotidiana. A possibilidade de experimentar sensações por meio das obras literárias estimula o hábito de ler”, destaca. “Ninguém começa a ler por meio de grandes clássicos. O leitor se forma aos poucos, aumentando o nível de complexidade ao longo do tempo”, conclui. 


Posts mais acessados