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terça-feira, 7 de outubro de 2025

A Geração Z prega inclusão, mas lidera cancelamentos virtuais


A Geração Z cresceu sob o discurso da diversidade, da representatividade e da inclusão. É a geração que mais pressiona empresas por pautas sociais, exige transparência e cobra líderes por coerência. No entanto, quando se trata do comportamento nas redes, essa mesma geração é também a mais ativa em promover o chamado cancelamento virtual. A contradição salta aos olhos: se de um lado a bandeira da inclusão é levantada com força, do outro o tribunal digital se torna palco de exclusão e linchamentos públicos. 

Este paradoxo ganhou relevância no debate político brasileiro com a tramitação do Projeto de Lei 1873/23, que propõe criminalizar o cancelamento virtual. O texto prevê penas de detenção que variam de 6 meses a 2 anos para quem atacar a honra ou a imagem de alguém nas redes, podendo chegar a 3 anos em casos com perfis falsos ou quando o ataque acontece em grupo. Também inclui agravantes quando houver prejuízo econômico para a vítima.
 

Na prática, o cancelamento virtual funciona como um tribunal paralelo. A pessoa acusada não tem direito ao contraditório, não pode apresentar defesa, nem muitas vezes tem espaço para retratação. O julgamento ocorre em tempo real, com milhares de vozes amplificando acusações, memes e ataques. O resultado pode ser devastador: danos emocionais, isolamento social, perda de oportunidades de trabalho e destruição de reputação. O Unifoa destaca que as consequências psicológicas do cancelamento digital são comparáveis às do bullying presencial, mas com alcance muito maior devido à viralização em massa.
 

A contradição da Geração Z 

A Geração Z se posiciona como a geração da inclusão, da diversidade e da justiça social. São eles que mais cobram autenticidade de marcas e líderes. Porém, estudos mostram que também são os que mais participam ativamente de movimentos de cancelamento, especialmente em plataformas como Twitter, Instagram e TikTok. 

Ricardo Dalbosco, Doutor e especialista no futuro do trabalho e comunicação multigeracional, alerta que o cancelamento pode nascer de uma boa intenção: chamar atenção para comportamentos considerados preconceituosos, abusivos ou antiéticos. Mas a prática frequentemente descamba para linchamentos digitais desproporcionais, em que o objetivo deixa de ser educar ou responsabilizar e passa a ser destruir. O discurso de empatia se perde quando a condenação coletiva substitui o diálogo e o espaço de aprendizado

Ricardo Dalbosco palestrando sobre comunicação
 intergeracional em Cuiabá-MT-
Fonte: FAMATO Mulher


O desafio jurídico e ético
 

A deputada Rogéria Santos, autora do PL 1873/23, argumenta que a internet não pode continuar sendo vista como “terra sem lei” ou tribunal onde cada um julga e condena de acordo com sua visão particular. Para ela, a liberdade de expressão não pode ser usada como escudo para humilhação pública. Críticos, no entanto, alertam que já existem instrumentos no Código Penal para punir crimes contra a honra como injúria, calúnia e difamação, e que uma lei mal formulada pode abrir brechas para a censura. O risco é transformar a tentativa de proteger vítimas em mecanismo de silenciamento de críticas legítimas.

 

O papel da Geração Z nesse cenário 

O paradoxo da Geração Z não está em defender diversidade ou inclusão, mas em não perceber que o cancelamento coletivo reproduz a mesma exclusão que criticam. Cancelar alguém sem espaço para diálogo ou reparação é antagônico ao ideal de empatia. Se a Geração Z quer de fato liderar transformações sociais, precisa transformar a energia do cancelamento em energia de construção, de educação e de responsabilização proporcional…o que seria a grande força desta geração. 

A incoerência entre discurso e prática mina a credibilidade de uma geração que tem enorme potencial de liderança cultural e política. Mas não basta exigir inclusão de empresas e instituições; é necessário praticar inclusão também nos espaços digitais. 

Por isso que para além da legislação, há medidas que a sociedade precisa adotar:

  1. Educação digital desde cedo: ensinar responsabilidade no uso das redes, destacando consequências psicológicas e sociais do cancelamento.
     
  2. Responsabilização sem destruição: separar crítica construtiva de linchamento, responsabilização de humilhação.
     
  3. Cultura de diálogo: criar espaços em que erros possam ser corrigidos com aprendizado, e não apenas com exclusão.
     
  4. Coerência entre discurso e prática: se defendemos a inclusão, precisamos praticar empatia também diante do erro alheio.
     
  5. Participação ativa no debate público: acompanhar propostas legislativas e contribuir para que leis sejam equilibradas, punindo abusos sem limitar a liberdade de expressão.

O PL 1873/23 é um reflexo da sociedade hiperconectada que vivemos. Mais do que uma lei, ele levanta um espelho para a Geração Z e para todos nós: estamos realmente praticando o que pregamos? Falar sobre diversidade é fácil; o difícil é praticar bondade, perdão e empatia em um ambiente digital onde o linchamento é tentador. Se a Geração Z deseja ser lembrada como a geração da inclusão, precisará liderar também a transição de uma cultura de cancelamento para uma cultura de diálogo e transformação.
 

O efeito do cancelamento na visibilidade da Geração Z
 

O excesso de cancelamento virtual tem levado muitos jovens da Geração Z a adotarem uma postura de retraimento digital. Para evitar o risco de serem expostos, julgados ou atacados, optam por reduzir sua presença nas redes ou permanecer em uma zona de invisibilidade. Essa escolha transmite uma sensação imediata de proteção, mas traz consequências estratégicas graves.
 

Ao evitar a exposição, esses jovens também deixam de construir uma marca pessoal visível e admirada, que é a base para reputação sólida e geração de oportunidades. Sem presença consistente, a chance de conquistar convites, parcerias e negócios se reduz. Na prática, o medo do julgamento digital empurra a Geração Z para o anonimato profissional, enquanto outras gerações, menos ativas em movimentos de cancelamento, ocupam espaços de influência e liderança.
 

Esse paradoxo revela o preço da reclusão: a proteção aparente pode até evitar críticas momentâneas, mas impede que a credibilidade e a autoridade se consolidem a longo prazo. Reputação é resultado de consistência, e quem se esconde não é lembrado, muito menos convidado a ocupar posições de destaque.
 



Ricardo Dalbosco, PhD. - Palestrante referência em Comunicação Multigeracional e o Futuro do Trabalho, sendo estrategista de marca pessoal, referência nacional e com experiência em projetar marcas pessoais de profissionais de sucesso de quatro continentes, além de marcas corporativas. É Doutor com foco em influência digital, escritor Best-Seller, conselheiro de empresas, vencedor de prêmios, além de colunista e consultado por diversas mídias de renome nacional. É o maior formador de LinkedIn Top Voices e Creators no Brasil, trabalhou em diversos lugares pelo mundo e é considerado o profissional de confiança de vários executivos, empresários e board members no país.
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Segurança cibernética é prioridade na era da inteligência artificial


A ascensão da inteligência artificial tem sido um divisor de águas para o mundo corporativo. A IA já está presente em processos de decisão, modelos de negócios e até em interações cotidianas. Porém, ao mesmo tempo em que cria oportunidades, essa tecnologia também amplia os riscos de ataques cibernéticos. Junto aos ganhos de eficiência e competitividade, cresce também a sofisticação das ameaças digitais.

 

Os ataques cibernéticos hoje não são apenas mais frequentes, mas também mais inteligentes, velozes e difíceis de identificar. Já não lidamos com invasões simples, mas com golpes sofisticados, baseados em deepfakes, phishing avançado e ataques automatizados que usam dados com precisão para manipular sistemas. Infelizmente, a inteligência artificial ampliou de forma significativa o poder de ação dos criminosos digitais.

 

Somado a isso, o crescimento do ecossistema de dispositivos conectados amplia a superfície de ataque das empresas. A integração de sensores, câmeras, wearables e outros equipamentos IoT em redes corporativas aumenta a vulnerabilidade, principalmente quando esses dispositivos carecem de atualizações ou estão mal configurados. Cada brecha se torna uma porta aberta para invasões.

 

Nesse cenário, a segurança cibernética tornou-se questão de sobrevivência para as empresas. E o desafio vai além da tecnologia. A cibersegurança deixou de ser responsabilidade exclusiva das equipes de TI e passou a envolver toda a corporação. Exige uma cultura organizacional sólida, engajamento das equipes e liderança comprometida com a proteção da informação. Não basta investir em firewalls ou antivírus; é necessário adotar um modelo robusto de proteção, baseado em monitoramento constante, gestão de riscos e, sobretudo, uma postura voltada à segurança.

 

Dados recentes da Brasscom mostram que 79% das empresas brasileiras estão expostas a ataques digitais, apesar de reconhecerem a gravidade do problema. Há um descompasso claro entre consciência e ação. Essa lacuna precisa ser superada com investimentos consistentes em soluções de ponta e integração da inteligência artificial na própria defesa.

 

Esse panorama precisa mudar. A IA pode e deve ser uma aliada poderosa na detecção de anomalias em tempo real, na automatização de respostas e até na antecipação de ameaças antes que elas ocorram. No entanto, tecnologia sem capacitação humana perde impacto. Treinamentos regulares, simulações práticas e campanhas de conscientização são fundamentais para que os colaboradores estejam preparados para identificar riscos e agir de forma proativa. Afinal, a segurança não é responsabilidade apenas da TI, mas de todos na empresa.

 

Construir uma cultura de segurança sólida significa transformar cada profissional em um guardião da informação. Isso só acontece quando há educação contínua, responsabilidade compartilhada e liderança comprometida. Empresas que entendem isso conquistam não apenas proteção, mas também a confiança de clientes e parceiros. Não se trata apenas de proteger dados, mas de preservar a reputação, a fidelidade dos clientes e a continuidade dos negócios.

 

O futuro da cibersegurança será inevitavelmente desafiador. As ameaças impulsionadas por IA se tornarão cada vez mais sofisticadas e frequentes. Contudo, as mesmas tecnologias que ampliam os riscos também oferecem caminhos para defesa mais ágil, inteligente e eficaz. O Brasil já ocupa a 12ª posição no mercado global de segurança e projeta investimentos superiores a R$ 100 bilhões até 2028. É um movimento que mostra maturidade, mas que precisa avançar com rapidez. 


A segurança cibernética não pode ser vista como custo, e sim como investimento indispensável. Proteger redes, sistemas e dispositivos é garantir a sustentabilidade dos negócios em um mundo cada vez mais digital. Na era da inteligência artificial, inovar com responsabilidade e compromisso com a cibersegurança é o verdadeiro diferencial competitivo.



Alexandre Nakano - diretor de Segurança e Networking da Ingram Micro Brasil


Halloween em Washington, DC: mistério, fantasias e diversão para todas as idade

 

Capital dos EUA se transforma em outubro com tours assombrados, festivais de rua, decorações temáticas e atrações para toda a família

 

Outubro transforma Washington, DC num cenário ideal para quem quer vivenciar o Halloween com uma dose extra de cultura e tradição. Além dos clássicos passeios noturnos de fantasmas, a capital americana celebra também o Día de los Muertos, festividade mexicana que homenageia os ancestrais. Essa combinação permite ao visitante transitar entre o sombrio e o colorido: de tours assombrados a altares decorados, de desfiles de fantasias a oficinas familiares — com opções para todas as idades e perfis.  

Em 2025, a programação oficial inclui desde tours guiados que exploram becos e cemitérios históricos, como Off the Mall Tours: Lesser-Known Notables of Oak Hill Cemetery, até eventos festivos que mesclam entretenimento e tradição. No Smithsonian American Art Museum, por exemplo, o Dia de los Muertos é celebrado com danças folclóricas mexicanas, música de mariachi, oficinas artesanais e pintura facial para crianças. O National Museum of the American Indian promove celebrações gratuitas, com máscaras, decor ação de altares e performances culturais. Já na National Portrait Gallery, a noite de El Día de los Muertos traz música ao vivo, workshops e projeções artísticas sobre a fachada do museu por artistas como MasPaz e Guache.   

Para quem prefere a celebração em grande escala, a cidade oferece festivais como o Nightmare on M Street, em Dupont Circle: um desfile vibrante de fantasias ousadas, música e performances que atraem multidões.  


Outro destaque é a oferta de eventos de Halloween para famílias e entusiastas. No Smithsonian’s National Zoo, o Boo at the Zoo oferece trick-or-treat, festas dançantes e atrações temáticas entre os recintos dos animais de 17 a 19 de outubro. No O Museum (Mansion on O), ocorre a Halloween Treasure Hunt, uma caça ao tesouro dentro da mansão decorada para o feriado, com surpresas temáticas e ambiente imersivo. Também participa da agenda o Air & Scare, no Steven F. Udvar-Hazy Center, evento gratuito com atividades de artesanato macabro e experiências interativas com tema espacial e assustador. 

Entre fantasmas, festivais e tradições 

 Para os que buscam histórias arrepiantes, os tours de fantasmas ganham força. O grupo DC Ghosts promove caminhadas guiadas pelos bairros mais antigos de DC, explorando segredos arquitetônicos e lendas urbanas que atravessaram gerações. Em Georgetown, tours no Oak Hill Cemetery organizados pela Off the Mall Tours revelam fatos sobre personalidades históricas locais e relatos fantasmagóricos entre lápides centenárias. Para quem quer ousar, há também o evento Nightmare in Navy Yard, que transforma o bairro em um espetáculo assombroso de efeitos visuais, música, DJs e decoração temática. 

 

Festival e celebrações de rua também marcam presença. O PumpkinPalooza, em NoMa (Alethia Tanner Park), é gratuito e reúne música ao vivo, oficinas, praça de alimentação e um “pumpkin patch” para os visitantes escolherem suas abóboras. Em Mount Vernon, no dia 25 de outubro, ocorre Trick-or-Treating at Mount Vernon, com coleta de doces, música, shows de mágica e experiências de época colonial. Para quem prefere misturar humor e mistério, o Halloween Whodunit 3 no DC Improv propõe uma noite de comédia interativa com teatro policial, onde público e atores tentam desvendar um assassinato mascarado.  

 

Além do entretenimento temático, outubro reserva outras atrações culturais: o National Archives Museum reabre galerias interativas com exposições que traçam 250 anos da história americana — justo no ano das comemorações do bicentenário dos EUA. Festivais sazonais como a Oktoberfest no The Wharf, com cervejas artesanais à beira do rio, o Festival do Vinho de Outono em Mount Vernon, que une degustações e história na antiga propriedade de George Washington, são algumas das atrações do mês. 


Outros destaques incluem o Tea Around Town, um tour de chá da tarde itinerante que percorre os principais monumentos da cidade acompanhado de música ao vivo, e o Georgetown Glow, festival de arte em luz que antecipa o espírito das festas de fim de ano. Museus também se reinventam nesse período: o National Archives reabre após uma renovação multimilionária, o Air and Space Museum celebra 50 anos com novas galerias, e o Hirshhorn Museum apresenta exposições que unem arte e tecnologia. A Theatre Week, que celebra a segunda maior cena teatral dos Estados Unidos com ingressos promocionais para mais de 30 produções, completa a programação. 

 

Para o público brasileiro, essa programação oferece uma vitrine de como o Halloween pode ser celebrado com criatividade e pluralidade cultural. Caminhar pelas ruas decoradas, participar de tours históricos à noite ou vivenciar ritos latino-americanos dentro de museus são experiências que agregam memória e entretenimento. Outubro, enfim, se torna um momento privilegiado para viajar a Washington, DC — e vê-la com olhos novos, entre o lúdico, o místico e o culturalmente rico. 

 

Destination DC
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Imaginadora
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Enem 2025: como organizar os estudos no último mês antes da prova

Enem 2025: como organizar os estudos no último mês antes da prova
 

O Enem 2025 será aplicado nos dias 9 e 16 de novembro e já soma mais de 4,8 milhões de inscritos confirmados. Cada um desses estudantes do Ensino Médio, sente que este é o momento em que o nervosismo aumenta e a sensação de “ainda falta muito para aprender” tomar conta. Mas, segundo especialistas, a reta final não deve ser encarada como corrida contra o tempo, e sim como um período de ajustes e revisão. 

Para Hugo de Almeida, diretor do PB Colégio e Curso, do Rio de Janeiro, a grande chave é a constância.

“Quem estuda com disciplina desde cedo chega nessa fase apenas para lapidar o que já construiu. O Enem não se vence em 30 dias, mas em meses de constância. Agora é hora de organizar, revisar com qualidade e ganhar confiança para o dia da prova”, afirma.
 

O educador sugere que o estudante se coloque no papel de estrategista: 

“Se eu fosse prestar o Enem hoje, a primeira coisa que faria seria olhar para trás: o que já domino e o que ainda falta consolidar? Depois, montaria um plano semanal, equilibrando revisões, simulados e redação. A ideia é evitar improviso. Ninguém constrói conhecimento em 30 dias, mas é possível corrigir rotas, reforçar pontos frágeis e chegar mais seguro.” 

Para ajudar quem está nessa corrido, o diretor trazer dicas de como organizar os estudos no último mês antes do Enem:
 


Semana 1 — Mapeamento e foco nas prioridades

  • Liste os conteúdos que mais caem no exame.
  • Identifique os pontos fracos e encaixe revisões direcionadas.
  • Reforce leitura crítica (jornais, artigos, atualidades).

Semana 2 — Revisão equilibrada

  • Intercale disciplinas: humanas com exatas, linguagens com natureza.
  • Faça pelo menos um simulado completo, cronometrado.
  • Produza uma redação por semana, cronometrando o tempo.


Semana 3 — Intensificação leve

  • Aprofunde os pontos ainda frágeis, mas sem tentar aprender algo totalmente novo.
  • Corrija redações anteriores e analise os erros.
  • Pratique exercícios discursivos para consolidar a escrita.


Semana 4 — Organização e serenidade

  • Faça um último simulado no ritmo real, inclusive na hora que acontece o ENEM.
  • Prepare documentos e materiais para o dia da prova.
  • Descanse: preserve sono e alimentação equilibrada.

Segundo Hugo, a leitura deve ser uma aliada constante, até os dias finais.
 

“O Enem pede senso crítico. Ler de tudo, jornal, revista, livro, reportagem, amplia o repertório e fortalece a argumentação. É esse repertório que dá fôlego na redação e até nas questões de múltipla escolha, porque ajuda a interpretar melhor os enunciados”, destaca.
 

Serviço — Enem 2025


Datas

  • 1º dia — 9 de novembro: Redação, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias.
  • 2º dia — 16 de novembro: Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias.


O que levar

  • Documento oficial com foto
  • Caneta esferográfica preta (corpo transparente)
  • Cartão de confirmação da inscrição
  • Água e lanche leve


Horários

  • Portões abrem às 12h e fecham às 13h (horário de Brasília)
  • Prova começa às 13h30


Para Hugo, a reta final não é sobre quantidade, mas sobre qualidade.
 

“Estudar um pouco todos os dias, de forma organizada, é o que realmente faz diferença. O aluno que chega ao Enem sereno, descansado e confiante tem muito mais chances de transformar esforço em conquista”, finaliza do diretor do PB Colégio e Curso.

 

4 motivos explicam porque o câncer é mais comum em homens do que nas mulheres

IMAGEM: karina Lignelli/DC



A população masculina apresenta até 3 vezes mais risco para a doença

 

O câncer é a segunda enfermidade mais letal no Brasil, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares. Sua origem está nas mutações genéticas de células normais, que passam a crescer e se multiplicar de forma descontrolada. Essas mutações podem ser desencadeadas pela interação de fatores internos (como hormônios e condições imunológicas) e externos (meio ambiente), resultando no surgimento de tumores1

Estudos2 apontam que os homens apresentam de duas a três vezes mais risco de câncer do que as mulheres. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA)3 estima que a incidência desta neoplasia até o final de 2025 será 17% maior na população masculina do que na feminina, sem considerar o câncer de pele não melanoma. 

Os cânceres colorretal, de estômago e de pulmão serão os mais frequentes entre homens e mulheres, excluindo-se os tumores específicos de cada sexo. Embora não se saiba exatamente por que a incidência do câncer é mais frequente na população masculina, os cientistas suspeitam que ela esteja associada a fatores sociais, ambientais e biológicos.




Rebeca Ribeiro
https://dcomercio.com.br/publicacao/s/setor-publico-ja-gastou-r-1-trilhao-a-mais-do-que-arrecadou-no-ano


A nova língua do mercado: dominar IA já é tão essencial quanto falar inglês


Aprender inglês ou dominar a inteligência artificial? Para muitos profissionais da América Latina, a resposta é: os dois. É o que mostra a pesquisa “Work: In Progress – Descobertas de como a IA está transformando o trabalho”, realizada pelo Google Workspace em parceria com a Provokers e a IDC. Entre os 3.569 participantes, de Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e México, 32% apontaram como prioridade, nos próximos dois a cinco anos, tanto aprender um novo idioma quanto se aprofundar no uso de assistentes de IA. 

Os números refletem uma mudança clara no perfil das competências valorizadas no mercado. Enquanto o inglês sempre foi considerado um trunfo para a carreira, agora a alfabetização digital em IA assume papel equivalente. No Brasil, 74% dos entrevistados já usam assistentes de IA no dia a dia, especialmente para análise de dados (57%), busca de informações (55%), revisão e tradução de textos ou e-mails (55%) e criação de conteúdo (53%). 

O levantamento também revela um fenômeno preocupante: quase metade dos profissionais aprendeu a usar essas ferramentas por conta própria, e 45% preferem recorrer a assistentes pessoais, mesmo conscientes dos riscos de manipular dados corporativos em plataformas externas. O chamado Shadow AI surge justamente desse descompasso entre demanda e oferta de soluções seguras dentro das empresas. 

Segundo Andre Purri, CEO da Alymente, essa lacuna representa tanto uma oportunidade quanto um desafio para as organizações. “Muitas empresas ainda não estruturaram treinamentos em IA, e os colaboradores acabam se adaptando por conta própria. Isso pode gerar ganhos de produtividade, mas também riscos de segurança e inconsistência nos processos internos”, analisa. Oferecer capacitação formal é estratégico, tanto para manter dados protegidos quanto para garantir que os times aproveitem todo o potencial das novas ferramentas. 

O movimento deixa clara uma tendência: falar inglês continua sendo importante, mas dominar a “língua da IA” já se tornou estratégico. Profissionais que não se adaptarem podem ficar para trás, enquanto empresas que não oferecem treinamentos correm o risco de ver seus colaboradores buscarem soluções externas — colocando dados e processos em risco.

Caso tenha interesse na pauta, basta nos avisar que faremos a ponte com o executivo/especialista para uma entrevista.

 

Andre Purri - CEO e cofundador da Alymente, Andre Purri vem revolucionando o mercado de benefícios corporativos. Formado em Administração de Empresas pela ESPM e com mais de 10 anos de experiência no setor de meio de pagamentos e benefícios, Andre iniciou sua carreira como Líder Comercial na Stone Pagamentos, onde desenvolveu habilidades estratégicas e de liderança. Movido pelo propósito de inovar, fundou a Alymente para oferecer soluções flexíveis que transformam a gestão de benefícios, gerando impacto positivo para empresas e colaboradores. Sua visão empreendedora reflete compromisso com inovação e excelência.


Programa Hackers do Bem abre 25 mil novas vagas para formar profissionais de cibersegurança

Divulgação/RNP

Iniciativa gratuita é destinada a qualquer pessoa que pretenda seguir carreira na área


Criado para capacitar profissionais de cibersegurança e preparar o Brasil para os desafios de um mundo cada vez mais conectado, o programa Hackers do Bem vai abrir 25 mil novas vagas para os cursos de Nivelamento e Básico. A iniciativa é totalmente gratuita e voltada a qualquer pessoa que deseje seguir carreira na área. As inscrições tiveram início em 12 de setembro, exclusivamente pelo site do programa, e podem ser feitas por interessados de todas as regiões do país que estejam cursando ou que já tenham concluído o ensino médio. Clique aqui para se inscrever.

Desde seu lançamento em janeiro de 2024, o Hackers do Bem já certificou mais de 36 mil alunos. Financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), dentro do Programa Prioritário em Informática (PPI) da Softex, o programa é executado pela RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). Sua formação é dividida em cinco módulos ou “trilhas”: nivelamento, básico, fundamental, especialização e residência (presencial), com aulas on-line e atividades interativas organizadas pela Escola Superior de Redes (ESR), braço de capacitação da RNP.

“O programa Hackers do Bem já se consolidou como uma das maiores iniciativas nacionais e internacionais de formação em cibersegurança. Os resultados até aqui demonstram o impacto positivo e a relevância da iniciativa para o fortalecimento das competências digitais no Brasil. Esse sucesso permitiu a abertura de novas vagas, ampliando o acesso de jovens e profissionais às oportunidades de capacitação e inserção no mercado de trabalho em cibersegurança. Seguimos firmes no compromisso de fortalecer a segurança digital no país e preparar talentos para um futuro mais seguro e conectado”, diz Leandro Guimarães, diretor-adjunto da ESR.

As novas vagas são para os módulos de nivelamento, com 80 horas de duração, e para o básico, com 64 horas. Na trilha de nivelamento, os alunos serão introduzidos à área de cibersegurança e irão aprender sobre componentes de hardware, compreensão de internet e elementos que compõem uma rede, além de conceitos de lógica de programação, entre outros assuntos.

Já no curso básico, serão abordados temas como computação em nuvem, conceitos de desenvolvimento, identificação de ameaças cibernéticas, compreensão de elementos associados e vulnerabilidades digitais. Os alunos também irão conhecer ferramentas de segurança, como criptografia, e elementos relacionados a governança, risco e compliance.

Ao final dos cursos, os participantes receberão certificado. Terão, ainda, acesso ao Hub Hackers do Bem, um espaço virtual que conecta especialistas, entusiastas e empresas, promovendo troca de conhecimento, desenvolvimento de projetos, networking e capacitação técnica. Nesse ambiente, os estudantes podem acompanhar as novidades da área de cibersegurança e ampliar sua rede de contatos, o que irá ajudar no avanço de suas carreiras.

Dúvidas e outras questões podem ser respondidas pelo Service Desk da RNP, pelo telefone/WhatsApp: 0800 722 0216 ou pelo e-mail: atendimento@rnp.br.


Mensalidades escolares devem subir 9,8% em 2026: especialista orienta famílias a planejar, negociar e reorganizar as finanças


O valor das mensalidades das escolas particulares deve subir em média 9,8% em 2026, segundo levantamento da consultoria Rabbit, que ouviu 308 instituições de ensino em todas as regiões do país. Esse índice é bem alto, principalmente considerando que é mais que o dobro da inflação projetada para 2025 (4,83%, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central) e deve trazer forte impacto ao orçamento das famílias brasileiras. 

Diante desse cenário, especialistas em educação financeira reforçam que não basta apenas se preparar para o pagamento das mensalidades: é essencial planejar, negociar e reorganizar as finanças familiares para absorver os aumentos sem comprometer outras áreas da vida. 

“Investir na educação dos filhos deve ser uma prioridade financeira, mas prioridade não significa desorganização. É preciso fazer um diagnóstico da vida financeira, refazer as contas mensais já considerando os novos valores e avaliar onde será possível reduzir gastos para equilibrar o orçamento. Só assim o aumento não desregula toda a estrutura financeira da família”, afirma Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN).
 

Prevenção antes da crise

Para Domingos, o grande problema é que a maioria das pessoas só se preocupa com questões financeiras quando já está enfrentando dificuldades. “Muitos pais só começam a buscar soluções depois que o reajuste já está pesando no bolso. O ideal é se antecipar, se planejar agora, e não deixar que o aumento das mensalidades vire um problema de endividamento lá na frente”, alerta. 

Segundo ele, revisar despesas fixas e variáveis, eliminar gastos supérfluos e até renegociar contratos de serviços podem ser caminhos para liberar recursos e absorver melhor o reajuste.
 

Negociação como ferramenta estratégica

Além do diagnóstico financeiro, a negociação direta com a escola é outra medida essencial.

“Negociar não é vergonha, é inteligência financeira. Pais podem propor parcelamento da matrícula, solicitar descontos ou até mesmo oferecer antecipação de mensalidades. O importante é conversar de forma transparente com a instituição e buscar soluções que sejam viáveis para ambos os lados”, recomenda Domingos. 

Ele ainda ressalta que pesquisas de mercado são aliadas. “Ter dados de mensalidades em escolas semelhantes ajuda a fortalecer a negociação, mostrando que o pedido da família não é apenas uma reclamação, mas um pleito fundamentado em informações concretas.” 

Ao escolher um colégio ou renovar a matrícula, Domingos defende que a decisão vá além de localização e tradição. “É preciso avaliar o projeto pedagógico, os valores da instituição e até diferenciais como a inclusão da educação financeira no currículo. Essa é uma habilidade fundamental para preparar jovens a lidar com o dinheiro de forma saudável e realizar seus sonhos”, diz. 

Ele também destaca a importância de envolver a família. “Ouvir os filhos é importante, mas a decisão final deve estar equilibrada com a sustentabilidade financeira do lar. Educação é um investimento de longo prazo e deve ser conduzida com consciência”, completa.

Embora o reajuste de quase 10% seja um peso considerável, Domingos defende que ele também pode ser um catalisador para mudanças positivas. “O aumento das mensalidades pode servir como um chamado à reflexão. É a chance de reorganizar as finanças, rever hábitos de consumo e colocar em prática um planejamento estruturado. A educação é um dos investimentos mais importantes da vida, mas, para que seja sustentável, precisa andar de mãos dadas com a saúde financeira da família”, conclui.


Atriz criada por IA causa preocupação em Hollywood; conheça o caso semelhante que já aconteceu no Brasil

Foto: À esquerda, atriz virtual criada por inteligência artificial em Hollywood;
 à direita, Mia Hikari, primeira modelo digital lançada no Brasil pela revista
masculina Bella da Semana.


Assim como nos EUA, no Brasil modelos também criticaram uma revista masculina após a publicação de imagens feitas com inteligência artificial.

 

A estreia de uma atriz criada inteiramente por inteligência artificial como nova promessa de Hollywood levantou alerta entre sindicatos e profissionais da indústria. A personagem digital foi apresentada como capaz de protagonizar produções sem as limitações de atrizes reais, o que reforçou o temor de substituição do trabalho humano por criações tecnológicas. Representantes do sindicato dos atores chegaram a classificar a iniciativa como “uma ameaça real ao futuro da profissão”.

No Brasil, um episódio parecido já havia causado repercussão. Em 2023, a revista masculina Bella da Semana lançou a primeira modelo de IA do país, batizada de Mia Hikari. O ensaio, com 92 imagens digitais, foi divulgado como inovação, mas também provocou forte reação. Modelos reais criticaram publicamente o projeto, afirmando que a iniciativa diminuía o espaço das profissionais de carne e osso, enquanto leitores questionavam nas redes sociais se a beleza artificial não acabava reforçando padrões inalcançáveis.

Na época, o CEO da publicação, Alexandre Peccin, defendeu a proposta. “Mia Hikari foi pensada para ser mais do que um rosto bonito: queríamos construir uma personalidade digital, com história e autenticidade próprias”, explicou. Mesmo assim, ele reconheceu o impacto imediato: “Recebemos mensagens de modelos dizendo que não queriam mais ser associadas à marca, enquanto outros leitores aplaudiram a ousadia. Ficou claro que a IA desperta fascínio e medo ao mesmo tempo.”

Mais do que uma tendência tecnológica, os casos revelam que a chegada de atrizes e modelos digitais já provoca mudanças concretas. A discussão mexe com autoestima, com o mercado de trabalho e com a percepção de autenticidade no entretenimento. Entre o fascínio e a resistência, a inteligência artificial deixou de ser uma curiosidade e se tornou um divisor de águas para a cultura pop.


Líderes brasileiros priorizam tradição e regras, aponta pesquisa


Ao contrário do estereótipo global que associa os brasileiros à informalidade e à descontração, líderes no país aparecem como mais tradicionais, disciplinados e orientados a regras. É o que revela um levantamento da Hogan Assessments, em parceria com a Ateliê RH, baseado em dados de mais de 2.800 executivos comparados a benchmarks globais. 

De maneira geral, os resultados do estudo pintam um retrato dos executivos brasileiros como líderes íntegros, motivados e socialmente sintonizados. Seu perfil motivacional reflete uma forte preferência por estrutura, tradição e profissionalismo, com ênfase em fazer as coisas da maneira "certa" e manter altos padrões de conduta. Do ponto de vista comportamental diário, eles se mostram ambiciosos e disciplinados — definindo metas ousadas, mas mantendo o foco no processo, na organização e na execução.  

Já sob pressão, os líderes brasileiros demonstram uma tendência a se tornarem excessivamente confiantes e resistentes a feedback, ao mesmo tempo, os dados sugerem que eles permanecem acessíveis, empáticos e atenciosos com os outros. No geral, esse perfil sugere um estilo de liderança focado em objetivos e orientado por valores, equilibrado por inteligência emocional e um profundo respeito pela estrutura e tradição.

 

Metodologia de estudo

Uma das maiores editoras de testes de personalidade do mundo, a Hogan Assessments, em quase quatro décadas, se especializou na criação de testes que mensuram especificamente o comportamento do indivíduo no trabalho. A empresa desenvolveu três inventários de personalidade que são base para diferentes relatórios: o HPI (Inventário Hogan de Personalidade) mede os traços de personalidade que o indivíduo apresenta no dia a dia que influencia sua reputação; o HDS (Inventário Hogan de Desafios), que mapeia como o profissional age em momentos de estresse e pressão; e o MVPI (Inventário de Motivos, Valores e Preferências), que identifica os motivadores e valores de um indivíduo. Os três inventários foram usados para realizar a comparação entre líderes brasileiros e globais. 

Com base nas escalas dos três inventários, pesquisadores da Hogan fizeram o recorte de uma amostragem de 2.800 testes respondidos por executivos brasileiros, de diferentes áreas e setores, ao longo do ano de 2023. Esses resultados foram comparados com as médias de resultados globais.  

Um dos pontos que mais se destaca na avaliação da personalidade dos líderes brasileiros é a valorização da Tradição – uma das escalas presentes no MVPI. A diferença em relação aos líderes globais é de 13 pontos percentuais. “Líderes com alta pontuação em Tradição valorizam a história e as convenções, e esses indivíduos provavelmente possuem um alto padrão de conduta e princípios bem estabelecidos que orientam sua tomada de decisões e comportamento. Além disso, são percebidos como maduros e de bom senso, e se preocupam em manter a tradição, os costumes e os comportamentos socialmente aceitáveis. Normalmente acreditam que existe uma maneira certa e uma maneira errada de fazer as coisas e incentivam abordagens estruturadas para a conclusão de projetos e tarefas”, explica Roberto Santos, sócio-diretor da Ateliê RH, que introduziu e distribui os instrumentos Hogan no Brasil há 22 anos. 

Em compensação, o motivador com menor pontuação dos líderes brasileiros é o Hedonismo, com oito pontos abaixo do benchmark global de executivos. Líderes com baixa pontuação em Hedonismo tendem a preferir ambientes de trabalho profissionais e formais. “Eles podem preferir levar o trabalho mais a sério e encontrar prazer apenas nos momentos de folga”, complementa Santos.  

Em conjunto, esses dois traços refletem um estilo de liderança baseado em princípios, disciplina e respeito à hierarquia, com menor ênfase na diversão ou espontaneidade no local de trabalho. Esses líderes provavelmente prosperam em ambientes onde as expectativas são claras, os comportamentos são guiados por padrões compartilhados e o trabalho é abordado com um senso de dever em vez de recreação. 

“Esse perfil contraria o estereótipo global de brasileiros como amantes despreocupados de futebol, praia e carnaval, com pouca consideração por estrutura ou valores conservadores. Na prática, a perspectiva baseada na ciência é confirmada por novas empresas interessadas em investir no Brasil: espera-se que os líderes brasileiros sigam regras, mantenham padrões e se concentrem diretamente no negócio” diz Santos.

 

O “jeito” brasileiro

A partir das escalas do Inventário Hogan de Personalidade (HPI), que mede como as pessoas se relacionam, trabalham, lideram e alcançam sucesso no dia a dia, o estudo revelou que os executivos brasileiros são ligeiramente mais ambiciosos que a média global, com a diferença de um ponto percentual. A escala em que eles têm maior pontuação é a Ambição, demonstrando autoconfiança, motivação e espírito de liderança. Líderes com alta pontuação em Ambição tendem a definir e alcançar metas audaciosas e, frequentemente, são altamente seguros de si e orientados para a realização. No entanto, podem parecer excessivamente competitivos e intimidadores para os outros. 

A segunda escala de maior pontuação dos líderes brasileiros é a Prudência – com 12 pontos acima do benchmark global. Líderes com alta pontuação em Prudência tendem a ser orientados por regras, confiáveis, organizados e orientados por processos. Esses líderes provavelmente são bastante focados em implementação e conformidade; no entanto, podem parecer rígidos, inflexíveis e resistentes a mudanças.  

A combinação entre esses dois perfis dá origem a um estilo de liderança orientado a objetivos e altamente disciplinado. Esses líderes provavelmente serão vistos como confiantes, motivados e capazes de definir e alcançar objetivos desafiadores, ao mesmo tempo em que valorizam estrutura, confiabilidade e cumprimento de regras. Comparados aos seus pares executivos globais, eles se destacam por seu forte foco tanto em desempenho quanto em processos. Embora essa união possa apoiar a execução eficaz e a presença da liderança, também pode apresentar riscos de serem percebidos como excessivamente controladores, rígidos ou excessivamente competitivos em ambientes de alto risco. 

“A liderança brasileira frequentemente reflete uma cultura de "Alta Tradição" — valorizando a hierarquia, a adesão a regras e a tomada de decisões centralizada e de cima para baixo. Muitas vezes, é uma mistura de autoritarismo e aversão ao risco, temperada pela flexibilidade e resiliência para navegar por fortes restrições regulatórias — personificando o jeitinho brasileiro, ou o jeito brasileiro de prosperar na complexidade”, avalia Santos. 

Ainda segundo o especialista, essa tríade de Alta Tradição, Ambição e Prudência é comum entre os líderes de empresas do Brasil. “No entanto, as multinacionais tendem a favorecer uma combinação diferente, com menor Tradição e Segurança, demonstrando maior tolerância a riscos e níveis mais moderados de orientação por processos e regras,” completa.

 

Excesso de autoconfiança e informalidade podem ser um problema

Com doze pontos percentuais acima do benchmark global de executivos, o fator que mais atrapalha os líderes brasileiros é a Arrogância. Curiosamente, esta é a única escala do Inventário Hogan de Desafios em que os líderes brasileiros pontuam acima do benchmark global; todas as outras escalas variam de um a 12 pontos abaixo do benchmark de executivos. Aqueles com pontuação alta em Arrogante tendem a passar de confiantes e assertivos a arrogantes e presunçosos sob pressão e estresse. “Esses líderes podem até superestimar suas próprias habilidades, tornando-se excessivamente confiantes e deixando de receber feedback de seus chefes, colegas e subordinados. Pior ainda, sob estresse e pressão, essa arrogância pode se manifestar como abuso de poder e confiança”, pontua Santos. 

Em contrapartida, a escala de menor pontuação no HDS é o traço Reservado, com 12 pontos percentuais abaixo do benchmark global de executivos. “Esses líderes tendem a ser percebidos como educados, gentis e atenciosos. Eles conseguem ler as pessoas rapidamente e tentam entender as perspectivas dos outros. Quando questionados, conseguem lidar e apoiar as tempestades emocionais dos outros”, avalia.  

“Considerando os outros traços de personalidade, a liderança brasileira pode ser paternalista e autoritária, resumida na citação: "faça o que eu digo e eu te trato bem". Dito isso, essa liderança é temperada pelo calor, hospitalidade e informalidade, especialmente ao receber pessoas de fora. “Isso torna os líderes carismáticos e habilidosos na construção de consensos, mas pelo seu estilo informal e comunicativo, podem ser vistos como evasivos, pouco diretos ou até mesmo ‘sem filtro’, dependendo do público, complementa Santos. 

Para o especialista, os resultados da pesquisa também trazem reflexões práticas para as organizações. “Embora o estilo ‘comando e controle’ predomine na maior parte das organizações, os líderes devem considerar o efeito que esse estilo tem no engajamento dos funcionários e no planejamento da sucessão. Muitas vezes, podem bloquear inadvertidamente o sucesso daqueles sob sua liderança que são mais questionadores. É fundamental entender que receber feedback e contribuições não significa perda de autoridade; pelo contrário, a inclusão pode ampliar o poder e a influência de quem lidera”, finaliza.

 

Ateliê RH
https://atelie-rh.com.br


Tomorrowland 2025: Itaú Unibanco traz dicas de segurança úteis para quem vai participar do festival


Em grandes eventos e aglomerações, aproveitando-se do entusiasmo, da comoção e de instantes de distração dos participantes, criminosos encontram oportunidades para aplicar diferentes modalidades de golpes. Nesses momentos, é essencial estar atento e adotar atitudes preventivas para evitar situações de risco e prejuízos.

As instituições financeiras são aliadas de seus clientes no auxílio a essa necessária prevenção e, para ajudar o público a se proteger durante o Tomorrowland, que ocorre de 11 a 13 de outubro em Itu (SP), o Itaú apresenta algumas dicas práticas de segurança e as funcionalidades que podem ser ativadas no Superapp do banco. Confira!

  1. Pague por aproximação ou use carteiras digitais:dessa forma, você evita dar o seu cartão na mão de terceiros, impedindo que seja trocado sem você perceber. Caso você tenha que passar ou inserir o cartão, verifique se o seu nome está escrito quando ele for devolvido.  No Superapp do Itaú Unibanco, a carteira digital pode ser ativada em Busca > Segurança > Proteger meus cartões > Carteiras digitais.
  1. Confira sempre se o valor está correto antes de digitar a senha: é importante estar atento para que o valor não ultrapasse aquilo que foi acordado no momento da transação. Além disso, nunca coloque a senha em máquinas “com defeito” ou que não mostrem o valor na tela.  
  2. Habilite notificações de transação: ative alertas de transação em seu banco ou aplicativo de cartão de crédito para ser notificado imediatamente sobre qualquer uso não autorizado.  No Superapp do Itaú Unibanco, as notificações podem ser ativadas em Busca > Notificação.
  3. Habilite a localização do seu dispositivo: dessa forma, você consegue rastreá-lo em caso de perda ou roubo. Utilize aplicativos como “Find my iPhone” (iOS) ou “Find my Device” (Android).  
  4. Mantenha seu celular seguro: use senhas ou bloqueios de tela nos seus dispositivos móveis e guarde o celular em um lugar seguro como pochetes e bolsos internos ou com zíper.  
  5. Ajuste os limites de transferência da sua conta e do cartão de crédito: dessa forma, você reduz os riscos de um maior prejuízo em caso de furto ou roubo do celular. Além disso, ative a autenticação de dois fatores sempre que possível. No Superapp do Itaú Unibanco, o Ajuste de Limites pode ser ativado em Busca > Segurança > Proteger minhas transações > Limites transacionais e limite do cartão.
  6. Em caso de celular roubado ou furtado: entre em contato imediatamente com o banco e faça um boletim de ocorrência no departamento de polícia mais próximo.  

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