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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Biossensor identifica na saliva proteína ligada à depressão e esquizofreni

Dispositivo custa US$ 2,19 a unidade
ilustração: Amanda H. Imamura
Sci Illustrations
Dispositivo de baixo custo detecta de forma rápida as concentrações de BDNF; cientista da USP diz que próxima etapa é obter patente

 

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Embrapa Instrumentação desenvolveram um biossensor portátil e de baixo custo capaz de identificar de forma rápida uma proteína cujos níveis alterados estão associados a transtornos psiquiátricos, como depressão, esquizofrenia e bipolaridade. No futuro, quando estiver disponível no mercado, pode contribuir para a detecção precoce, essencial no tratamento e monitoramento do quadro clínico de pacientes.

O biossensor consiste em uma tira flexível com eletrodos que, integrada a um analisador portátil, avalia gotas de saliva humana. Fornece em menos de três minutos a concentração de BDNF (sigla em inglês para Brain-Derived Neurotrophic Factor), proteína que atua no crescimento e na manutenção dos neurônios, sendo crucial no desenvolvimento de funções cerebrais, entre elas aprendizagem e memória.

Recém-publicada na ACS Polymers Au, a pesquisa mostra que o dispositivo conseguiu medir de forma confiável concentrações extremamente baixas da proteína em um grande intervalo de saliva (de 10²⁰ a 10¹⁰ gramas por mililitro) até quantidades mínimas, mas ainda detectáveis (1,0 × 10²⁰ grama por mililitro).

Com capacidade de armazenamento de longo prazo, o biossensor tem custo estimado de US$ 2,19 a unidade – menos de R$ 12,00 pelo câmbio atual. A próxima etapa, segundo os cientistas, é obter a patente.

“Existem poucos sensores que fazem esse tipo de análise e o nosso foi o que apresentou melhor desempenho. Detectou uma ampla faixa de concentração, resultado que é muito bom do ponto de vista clínico. Quando o nível da proteína está muito baixo, pode servir de alerta para doenças e transtornos psiquiátricos. Por outro lado, ao ser capaz de sinalizar aumento de BDNF, contribui como uma ferramenta para monitorar a evolução do paciente de acordo com o tratamento”, explica à Agência FAPESP o pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP) e autor correspondente do artigo Paulo Augusto Raymundo Pereira.

Com experiência nas áreas de química e biotecnologia, Pereira vem trabalhando com sensores flexíveis e biossensores eletroquímicos. No ano passado, foi um dos autores de um artigo no Chemical Engineering Journal que trouxe os resultados de um sensor portátil para autoteste de urina visando detectar marcadores de doenças como gota e Parkinson (leia mais em: agencia.fapesp.br/51163).


Ligação com transtornos

A literatura científica registra que níveis baixos de BDNF são um dos fatores envolvidos em alguns distúrbios neurológicos e psiquiátricos, associados a declínio cognitivo. É o caso, por exemplo, da depressão. Já a restauração do efeito da proteína está ligada a antidepressivos. Indivíduos saudáveis registram níveis de BDNF acima de 20 nanogramas por mililitro (ng/mL), enquanto pessoas com transtorno depressivo maior (TDM) chegam a ter menos de 10 ou 12 ng/mL.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais – ansiedade e depressão são as condições mais prevalentes. De acordo com relatórios da organização, incluindo o Atlas da Saúde Mental 2024, houve um aumento da prevalência desses transtornos em todos os países, afetando pessoas de todas as faixas etárias e rendimentos.

No Brasil, os afastamentos de trabalhadores por problemas de saúde mental cresceram 134% entre 2022 e 2024. Passaram de 201 mil para 472 mil, sendo provocados por episódios depressivos, ansiedade e depressão recorrente, segundo o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho.

“O aumento de casos de transtornos mentais e a consequente elevação do uso de medicamentos, especialmente após a pandemia de COVID-19, nos motivaram a trabalhar com o tema e buscar alternativas”, complementa Pereira, que tem apoio da FAPESP por meio de bolsas (16/01919-623/09685-8 e 22/02164-0).


O dispositivo

Os pesquisadores desenvolveram uma tira flexível serigrafada em um suporte de filme de poliéster com eletrodos – um de trabalho funcionalizado, um auxiliar de carbono puro e um de referência de prata.

O eletrodo de trabalho foi modificado com nanoesferas de carbono. Recebeu uma camada de dois compostos químicos – polietilenoimina e glutaraldeído – para aumentar a sensibilidade e atuar como uma matriz para imobilizar o anticorpo de captura específico de BDNF (anti-BDNF). Para evitar outros tipos de interação, foi colocada uma camada reagente de etanolamina.

A detecção de BDNF é feita a partir da formação de imunocomplexos anticorpo-antígeno, o que aumenta a resistência à transferência eletrônica na superfície sensora. Esse crescimento é capturado por uma técnica chamada espectroscopia de impedância eletroquímica, usada para estudar processos que acontecem na interface entre um eletrodo e uma solução.

Os resultados podem ser exibidos em tempo real em um dispositivo móvel (smartphone) por meio de comunicação sem fio (bluetooth).

Atualmente, as técnicas utilizadas para análise dos níveis de BDNF incluem ensaio imunoenzimático (ELISA), eletroquimioluminescência, fluorescência e cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), que demandam tempo, grandes volumes de amostra e laboratórios especializados.

“Estamos caminhando para uma personalização da medicina em que os tratamentos serão cada vez mais direcionados a cada indivíduo. No caso do biossensor, ele pode ser otimizado para atender a diferentes perfis”, afirma o pesquisador.

A FAPESP também apoiou o estudo por meio do Projeto Temático “Rumo à convergência de tecnologias: de sensores e biossensores à visualização de informação e aprendizado de máquina para análise de dados em diagnóstico clínico” e de outros dois projetos (23/07686-7 e 20/09587-8).

Fazem parte da equipe os pesquisadores Nathalia GomesMarcelo Luiz CalegaroLuiz Henrique Capparelli MattosoSergio Antonio Spinola Machado e Osvaldo de Oliveira Junior.

O artigo Low-cost, disposable biosensor for detection of the brain-derived neurotrophic factor biomarker in noninvasively collected saliva toward diagnosis of mental disorders pode ser lido em https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acspolymersau.5c00038.

 

Luciana Constantino

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/biossensor-identifica-na-saliva-proteina-ligada-a-depressao-e-esquizofrenia/56008


Climatério: como a suplementação pode ajudar a preservar músculos e controlar o ganho de peso

Alteração hormonal dificulta a perda de gordura e o ganho de massa magra, mas suplementos podem ser aliados, se usados com orientação profissional

 

Para muitas mulheres, chega um momento em que perder peso fica bem mais difícil — mesmo sem grandes mudanças na alimentação ou rotina. Essa fase tem nome: climatério. Ela marca a transição para a menopausa e vem acompanhada de alterações hormonais importantes, que afetam metabolismo, sono, humor e composição corporal. 

“A queda do estrogênio favorece o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal, e reduz a capacidade de ganhar massa muscular”, explica a nutricionista Juliana Teixeira, COO da Purefy Nutrition, empresa especializada em suplementação de base limpa. Segundo ela, é comum sentir que “a balança sobe sozinha”, porque o corpo passa a responder de forma diferente aos mesmos hábitos de antes. 

Outro fator que atrapalha a vida das mulheres no climatério é a chamada resistência anabólica: os músculos ficam menos sensíveis aos estímulos que antes promoviam crescimento, como treino de força e proteína da dieta. Resultado: mais dificuldade para manter a massa magra, o que reduz o metabolismo e facilita o ganho de peso. Juliana explica que, para “despertar” os músculos, é preciso combinar alimentação estratégica, treino de resistência bem planejado e, em alguns casos, suplementação. 

Para o médico e nutrólogo Pedro Dall Bello, a massa muscular deixou de ser apenas um indicador estético e passou a ser parâmetro de saúde, uma espécie de “novo sinal vital”.

“Hoje sabemos que massa e força muscular são preditores de longevidade, qualidade de vida e até de desfechos em internações e cirurgias. Preservar músculo é tão importante quanto controlar pressão ou glicemia”, explica o especialista.

 

HMB e colágeno: reforços importantes

O β-hidroxi-β-metilbutirato (HMB) é um metabólito da leucina, aminoácido importante para a síntese de proteína muscular. Ele atua reduzindo o catabolismo (degradação de músculo) e acelerando a recuperação pós-exercício. Estudos mostram que, associado a treino e dieta adequados, pode ajudar a preservar a massa magra em pessoas que enfrentam maior risco de perda muscular — como idosos e mulheres na menopausa. 

O colágeno também pode ser útil nessa fase. Pesquisas indicam que, combinado ao treino de força, ajuda na manutenção da massa magra, melhora a função articular e pode reduzir dores, facilitando a continuidade dos exercícios.


Cuidados antes de suplementar

  • Procure orientação profissional: apenas médicos ou nutricionistas podem avaliar a real necessidade.
  • Mantenha dieta adequada: sem proteína e nutrientes suficientes, os suplementos não terão efeito.
  • Invista em treino de força: musculação ou exercícios resistidos são indispensáveis para o ganho de massa.
  • Tenha expectativas realistas: suplementos ajudam, mas não fazem milagre. Resultados exigem consistência.
  • Prefira suplementos de base limpa, com menos aditivos e maior transparência nos rótulos.

“O climatério é uma fase natural, mas que traz desafios extras para o corpo feminino. Combinando alimentação estratégica, atividade física e, quando necessário, suplementação, é possível preservar músculos, controlar o ganho de gordura e manter a saúde em dia. É hora de olhar para a musculatura como prioridade. Cuidar dela significa cuidar de energia, mobilidade e longevidade”, finaliza Juliana Teixeira.

 

Purefy Nutrition

 

Idosos brasileiros estão vivendo mais e com menor índice de edentulismo

Divulgação - Imagem Ilustrativa
No Dia Nacional do Idoso, o CFO reforça a importância dos cuidados com a saúde bucal dessa parcela da população, destacando o papel da Odontogeriatria para o atendimento aos pacientes


De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas com 60 anos ou mais duplicou no Brasil entre os anos 2000 e 2023, passando de 8,7% para 15,6% da população. A projeção é de que, em 2070, os idosos cheguem a 38% dos brasileiros. Com base nisso, em celebração ao Dia Nacional do Idoso, 1º de outubro, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e os 27 Conselhos Regionais (CROs) do país destacam a importância dos cuidados em Saúde Bucal voltados aos pacientes dessa faixa etária, que estão se refletindo em menores índices de edentulismo no país. 

Há 20 anos, a expectativa de vida dos brasileiros era de 71 anos; agora é de 76. Apesar do crescimento no número de idosos, as estatísticas oficiais apontam que as pessoas estão envelhecendo com mais dentes na boca. A SB Brasil (Pesquisa Nacional de Saúde Bucal), utilizada para subsidiar a Política Nacional de Saúde Bucal, integrada ao Brasil Sorridente, tem mostrado melhoras do índice CPO-D no país. A perda dentária dos idosos caiu cerca de 4 pontos, diminuindo de 27,53 em 2010 para 23,55 na edição mais recente, realizada em 2023. 

O secretário-geral do CFO, Roberto Pires, ressalta que a redução na perda dentária pode ser atribuída à modificação do modelo de atenção básica dentro das políticas públicas de Saúde Bucal, que estão, cada vez mais, incluindo ações de promoção, proteção, prevenção, tratamento, cura e reabilitação, seja individual ou coletiva. “Décadas atrás, o atendimento odontológico ao idoso era muito negligenciado, sendo que os tratamentos eram predominantemente voltados às extrações. Na atualidade, essa realidade mudou e o Sistema Único de Saúde lança um olhar mais humanizado a esses pacientes”, pontua. 

A odontogeriatra e presidente da Câmara Técnica de Odontogeriatria do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Denise Tibério, destaca que essa evolução pode ser percebida nos pacientes, de acordo com a idade, sendo que quanto maior for a idade, maior também é o índice de edentulismo. Ela traçou um perfil dos idosos brasileiros, trazendo a diferença entre a época de nascimento e permanência de dentes em boca, prevenção e reabilitação: 

• Entre os idosos que nasceram em meados de 1930, muitos estão completamente desdentados e conformados com a ideia de que a perda de dentes faz parte do envelhecimento; 

• Os que nasceram em meados de 1935-1945 são parcialmente dentados, com grandes reabilitações, mas não exercitaram a prevenção; 

• Os que nasceram em 1950-1960 vieram de uma Odontologia restauradora, onde grandes cavidades eram vistas como prevenção; 

• A partir de 1970, começou-se a observar que os pacientes estão sendo beneficiados por ações de valorização da saúde bucal, com recursos que fortaleceram a permanência dos dentes em boca, sendo que um dos exemplos disso é o flúor, grande aliado para evitar a cárie dentária.
 

A importância da Odontogeriatria

A tendência de crescimento da população idosa faz surgir uma demanda urgente para atendimento a essa parcela da população e coloca em evidência a especialidade da Odontogeriatria. Esse cenário faz com que os cirurgiões-dentistas especialistas em cuidados com a saúde bucal dos idosos, os odontogeriatras, estejam atentos a quais mudanças precisam ser feitas em relação a planejamentos, previsões e tratamentos. 

Ao realizar o atendimento da pessoa idosa, o odontogeriatra leva em consideração as características próprias do envelhecimento, que provocam mudanças sensoriais, cognitivas e funcionais no organismo. O profissional também vai indicar os melhores cremes dentais e escovas dentárias, a depender das características clínicas de cada paciente. Os cuidados odontológicos voltados aos idosos incluem ainda especial atenção à prevenção da doença periodontal, que é um fator de risco para doenças sistêmicas, como cardiopatias e diabetes. 

“Outro ponto de atenção é em relação à cárie, pois a escovação pode ficar comprometida pelo envelhecimento das articulações, da força muscular, da visão, da hipossalivação e de mudança de hábitos alimentares, com a maior ingestão de alimentos cariogênicos, e a diminuição da frequência da escovação diária”, frisou Denise Tibério. 

Além disso, o profissional fará abordagens que vão além do atendimento odontológico convencional, realizando também treinamento de cuidadores referentes às técnicas de higiene oral específicas para uma cavidade bucal envelhecida, além de orientar sobre os efeitos de medicamentos de uso contínuo na cavidade bucal.
 

O paciente em foco

A odontogeriatra Denise Tibério explica que o primeiro passo para um bom atendimento às pessoas idosas é a identificação do perfil e idade de cada paciente, com as classificações de 60 a 70, 70 a 80, 80 ou mais. “Cada faixa etária possui uma característica, uma história de vida e vieram de uma época da Odontologia diferente. Quando se fala em idosos, também devemos levar em conta qual tipo desse idoso: independente da idade, existe o idoso dependente e o independente, seja funcional ou cognitivo. Tendo em vista tudo isso, podemos dizer que o idoso é singular, o que o torna único”, justifica. 

Com os avanços das tecnologias e dos estudos científicos nas mais diversas áreas da Saúde, cada vez mais a área da saúde tem, à sua disposição, recursos que visam facilitar e melhorar a promoção da saúde. Isso está diretamente ligado ao aumento da expectativa de vida. “A saúde bucal passou de uma fase mutiladora para uma fase reabilitadora, funcional e hoje estamos vivendo uma fase estética. Porém, quando se pensa em saúde bucal dos idosos, a reabilitação da função mastigatória e a prevenção serão o carro-chefe da saúde, pois a saúde bucal está intimamente ligada à saúde geral”, destaca Denise. 

As vantagens de envelhecer com dentes preservados é que eles possuem um efeito biopsicossocial. Biologicamente, os dentes são importantes porque trituram os alimentos, facilitando a digestão; além disso, psicologicamente, eles são importantes fatores para preservação da autoestima e dos pacientes. Deve-se destacar ainda que a presença dos dentes pode garantir uma maior atividade social e melhores condições de comunicação que podem influenciar na fonética.

 

Prevenção

O programa CFO Esclarece, voltado à divulgação de informações orientativas aos profissionais da classe e à população em geral, destaca que as ações de prevenção em Saúde Bucal são a chave para a preservação dos sorrisos na população idosa. Para isso, é fundamental que os pacientes se conscientizem sobre a importância das visitas regulares aos cirurgiões-dentistas, que serão capazes de realizar os atendimentos e orientações necessários de forma individualizada. Além disso, no caso de pessoas com menor grau de independência, familiares e cuidadores devem estar atentos e compreender que uma boca bem cuidada é sinônimo de saúde e dignidade.


Dormir mal pode sabotar a dieta: veja 6 hábitos que aceleram o emagrecimento

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Sono inadequado aumenta a fome, reduz saciedade e desacelera o metabolismo, especialista da Clínica Seven explica como reverter o efeito 

 

Um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), de 2023, revelou que 72% dos brasileiros sofrem com distúrbios do sono, como insônia e apneia. Para além do impacto no humor e na disposição, dormir mal compromete o metabolismo e pode dificultar a perda de peso, segundo especialistas.

“A falta de sono altera hormônios ligados à fome e à saciedade, como a grelina e a leptina, aumentando o apetite e dificultando a redução de gordura corporal. Pessoas que dormem menos de seis horas por noite têm mais propensão a ganhar peso, mesmo mantendo uma dieta equilibrada e praticando exercícios”, explica Carolina Faiad, coordenadora de nutrição da Clínica Seven, referência em emagrecimento saudável.

Os efeitos negativos vão além da balança. O sono inadequado prejudica a recuperação muscular, a regulação hormonal e a disposição para atividades físicas, pontos-chave para quem busca emagrecer de forma saudável e duradoura. Além disso, reduz a sensibilidade à insulina, comprometendo o metabolismo da glicose e favorecendo o acúmulo de gordura abdominal, considerado um dos principais fatores de risco para diabetes e doenças cardiovasculares.


Como dormir melhor e emagrecer com saúde

Segundo Carolina, mudanças simples de hábito podem melhorar a qualidade do sono e, consequentemente, apoiar o processo de emagrecimento:

  1. Estabelecer uma rotina regular, deitar e acordar em horários semelhantes;
  2. Reduzir o uso de telas como celular e televisão antes de dormir;
  3. Criar um ambiente escuro e silencioso, que favoreça a produção de melatonina;
  4. Evitar cafeína no fim do dia e optar por refeições leves no período noturno;
  5. Incluir alimentos ricos em triptofano, como banana e aveia,  para estimular o relaxamento;
  6. Praticar exercícios físicos regularmente, equilibrando hormônios e aumentando a energia diária.

“Dormir bem é tão importante quanto se alimentar corretamente e treinar. O descanso noturno é o momento em que o corpo se recupera, regula hormônios e otimiza o metabolismo. Sem isso, qualquer processo de emagrecimento fica comprometido”, conclui a especialista.

  

Clínica Seven

 

Corrida de rua: termos relacionados movimentam 1,5 milhão de pesquisas no Google

 Buscas revelam crescimento na procura por informações sobre provas, rotinas de treino e equipamentos entre corredores amadores


 

 

Um levantamento realizado pela Esfera, programa de recompensas do Grupo Santander, mostrou que a corrida de rua segue como uma das modalidades esportivas mais buscadas no Brasil. Isso porque, entre agosto de 2024 e julho de 2025, foram registradas 1,5 milhão de pesquisas no Google relacionadas ao tema.

Nesse sentido, o estudo também mapeou as principais perguntas feitas sobre essa modalidade. Mas, afinal, como funciona esse esporte tão popular no país?



O que é corrida de rua?


É uma atividade aeróbica de longa distância praticada ao ar livre, geralmente em vias urbanas, parques ou trilhas. As provas vão desde percursos curtos, de 5 km, até desafios mais exigentes, como maratonas (42 km).


Além da variedade de distâncias, pode ser praticada individualmente ou em grupo e não exige equipamentos complexos, fator que contribui para sua popularidade. Para começar, o ideal é passar por uma avaliação médica completa, que inclua exames físicos e nutricionais.


Com a liberação profissional, recomenda-se iniciar os treinos de forma gradual, equilibrando corrida com fortalecimento muscular. Ademais, alongamentos antes e depois das atividades, hidratação adequada e alimentação leve completam a preparação.


Em agosto de 2025, os dados de busca no Google reforçam esse interesse, a maratona, com seus 42 km, registrou 49,5 mil pesquisas, seguida pela meia maratona (21 km), com 18,1 mil. As distâncias mais curtas também despertaram atenção, somando 2,4 mil buscas para os 5 km e 720 para os 10 km.




Principais dúvidas sobre corrida de rua no Google


Além de apontar que os termos relacionados à corrida de rua somaram 1,5 milhão de pesquisas, o estudo da Esfera também mapeou as perguntas mais recorrentes dos brasileiros sobre a modalidade.

 



 O que é pace na corrida?


Indica o tempo médio gasto para percorrer um quilômetro. Dessa forma, a métrica, expressa em minutos por quilômetro, ajuda a controlar a intensidade do treino.



O que é RP na corrida?


RP significa “recorde pessoal”. Trata-se do melhor tempo já conquistado pelo corredor em determinada distância.



O que comer antes de uma corrida de 5 km?


Muitas pessoas buscam na internet o que comer antes de uma corrida de 5 km, mas é preciso ter cuidado. A tolerância a certos alimentos, o horário da refeição, a intensidade do treino e até mesmo o histórico de saúde são fatores que influenciam diretamente na resposta. Segundo o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, é preciso beber água antes, durante e após a prática de atividade física. Também deve ter uma alimentação adequada e saudável sempre que possível.



Quantos quilômetros tem a Corrida de São Silvestre?


A tradicional Corrida Internacional de São Silvestre, realizada em São Paulo, no dia 31 de dezembro, tem 15 km de percurso. Acontece na Avenida Paulista, e em 2025, tem a expectativa de participação de 50 mil atletas.



Qual o melhor tênis para corrida?


A pergunta sobre tênis de corrida também aparece no levantamento da Esfera. Não existe um modelo ideal, assim, a escolha depende de fatores individuais. O mais importante, como destaca o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, é focar no conforto e na adaptação. A recomendação geral para qualquer atividade física é usar roupas leves e, principalmente, calçados confortáveis.


O essencial é que ele permita uma corrida segura e que seja confortável o suficiente para que você possa focar em uma prática segura da corrida.



Por que correr faz bem para a saúde?


Conforme o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, incorporar a atividade física no dia a dia é fundamental para o desenvolvimento humano e o bem-estar. Práticas como a corrida contribuem para uma vida mais plena, aumentando sua energia e disposição, além de reduzir o cansaço. Além disso, a prática ajuda a reduzir sintomas de ansiedade e depressão, e também ajuda no controle da pressão alta e reduz o risco de desenvolver doenças do coração.



Portugal aprova nova Lei de Estrangeiros: especialistas alertam para riscos

Rapidez na aprovação deixa pontos controversos sobre direitos de imigrantes


A Assembleia da República aprovou nessa terça-feira, 30 de setembro, a nova versão da Lei de Estrangeiros, menos de dois meses após o Tribunal Constitucional ter apontado vícios de inconstitucionalidade na versão anterior.

A rapidez do processo legislativo, associada à proximidade das eleições autárquicas de 12 de outubro, tem gerado críticas de especialistas, associações de imigrantes e operadores jurídicos.

Nunca se viu, nos últimos anos, uma lei tão estruturante ser submetida a alterações imediatas e reapreciação parlamentar em tão curto espaço de tempo. É um cenário inédito que exige atenção de todos, especialmente daqueles que dependem das regras para viverem e trabalharem em Portugal”, afirma Dr. Wilson Bicalho, advogado licenciado em Portugal e professor de pós-graduação em direito migratório.


Pontos controversos mantidos e modificados

Um dos elementos mais debatidos foi a tentativa do partido Chega de condicionar o acesso de imigrantes a prestações sociais apenas após cinco anos de descontos à Segurança Social. Embora esta proposta não tenha sido incluída na versão final da lei, o tema permanece sensível e poderá ser tratado em diplomas futuros.

A exclusão direta de imigrantes do sistema de proteção social não avançou, mas a simples menção à possibilidade futura cria incerteza. É fundamental que os cidadãos e profissionais acompanhem a evolução legislativa para não serem surpreendidos”, ressalta Dr. Bicalho.

Outro ponto crítico que continua a gerar dúvidas é o regime de reagrupamento familiar. O Tribunal Constitucional já havia considerado inconstitucional a versão anterior por restringir o direito das famílias de viverem juntas em Portugal. Na nova lei, mantêm-se limites e requisitos que podem levantar questões sobre compatibilidade com a Constituição:

  • Critérios de elegibilidade: a lei define prazos e condições específicos que podem dificultar o reagrupamento de familiares.
  • Impacto sobre crianças e dependentes: restrições podem afetar diretamente o direito de convivência familiar, previsto na Carta dos Direitos Fundamentais.

O reagrupamento familiar é um dos direitos fundamentais mais sensíveis. Limitar este direito sem uma base jurídica sólida pode gerar contencioso futuro e tensões sociais desnecessárias”, alerta o especialista.


O que muda com a nova lei

Além das alterações já mencionadas, a nova versão da lei trouxe mudanças importantes em relação a regras de entrada, permanência e acompanhamento de estrangeiros em Portugal. Entre os destaques:

  • Tempo máximo de análise dos pedidos de residência: a lei estabelece prazos mais claros para a apreciação dos processos, com a intenção de reduzir atrasos.
  • Flexibilização parcial no reagrupamento familiar: embora ainda existam restrições, algumas condições foram ajustadas para permitir maior previsibilidade aos familiares.
  • Documentação e regularização: o regime passa a exigir critérios mais claros quanto à apresentação de comprovativos de rendimentos, moradia e integração no país.
  • Atenuação de restrições para trabalhadores estrangeiros qualificados: profissionais com contratos formais e comprovada contribuição para a economia nacional terão menos barreiras burocráticas.
  • Possibilidade de revisão futura de direitos sociais: o texto abre espaço para legislações futuras que detalhem o acesso a benefícios, sem alterar o princípio de universalidade da proteção social.

Estas mudanças são importantes, mas não resolvem todas as zonas de sombra. É essencial que cada pessoa avalie o seu caso específico com orientação profissional para não ter surpresas durante o processo”, destaca Dr. Bicalho.


Celeridade legislativa e contexto político

A rapidez do processo também é alvo de críticas. A nova lei foi aprovada com um calendário acelerado, sem pareceres alargados de órgãos consultivos especializados. Segundo observadores, a celeridade esteve mais ligada a estratégias políticas do que à análise técnica:

  • A direita tradicional e a extrema-direita disputam espaço no debate migratório, resultando em propostas mais restritivas.
  • A proximidade das eleições autárquicas aumenta a percepção de que decisões legislativas foram influenciadas por cálculo eleitoral.

Quando a política interfere diretamente na velocidade e no conteúdo das leis, corremos o risco de fragilizar o equilíbrio entre regulação migratória e direitos fundamentais. É essencial que a lei seja aplicada com rigor e transparência”, explica Dr. Bicalho.


Próximos passos e atenção aos direitos

A nova lei seguirá agora para promulgação pelo Presidente da República. Apesar das dúvidas sobre alguns pontos, especialistas consideram improvável que seja novamente sujeita a fiscalização preventiva pelo Tribunal Constitucional, dado que não há precedentes de um mesmo diploma ser reenviado duas vezes ao órgão.

Mesmo sem nova fiscalização preventiva, é essencial que advogados, associações e cidadãos acompanhem a implementação da lei. Orientação profissional é fundamental para evitar problemas futuros e assegurar que direitos não sejam comprometidos”, conclui Dr. Bicalho.

Além disso, organizações da sociedade civil já alertam para a necessidade de monitorar a aplicação da lei na prática, especialmente em relação ao reagrupamento familiar e ao acesso a serviços sociais. A expectativa é que surjam desafios judiciais e interpretações legais nos próximos meses, reforçando a importância de informação confiável e assessoria jurídica qualificada.

“Portugal está diante de um momento decisivo na regulação migratória. Garantir direitos fundamentais, respeitar famílias e assegurar integração efetiva dos imigrantes não deve ser subordinado a estratégias políticas passageiras”, finaliza o advogado.

 

Wilson Bicalho - Advogado e CEO da Bicalho Consultoria Legal em Portugal, Licenciado no Brasil e Portugal; Sócio na Bicalho Consultoria Legal em Portugal; Professor de Pós-Graduação em Direito Migratório; Pós-graduado em Lisboa pela Autónoma Academy de Lisboa; Sócio fundador das empresas portuguesas B2L Born to Link e RBA International.


Bicalho Consultoria Legal


A importância vital do controle de pragas no universo corporativo; mais que limpeza é uma estratégia


No atual cenário dos negócios, que é extremamente competitivo, a imagem e a reputação de uma organização são ativos de altíssimo valor e exigem muitos cuidados continuamente. Por isso, um leve vacilo por ação ou omissão pode levar a situações críticas. Um aspecto muitas vezes desconsiderado nas empresas é a existência de pragas urbanas, como baratas, ratos, insetos, pombos e outras que podem gerar um efeito destrutivo na imagem corporativa. 

O manejo de pragas no espaço empresarial ultrapassa a mera questão de higiene. Trata-se de uma tática essencial para assegurar a proteção de colaboradores e clientes, e também de preservar a imagem da organização. Além disso, indiretamente mantém a estabilidade financeira do empreendimento. Do que adianta investir hoje grande soma no marketing, se um simples tijolo mal colocado na gestão do dia a dia pode desmoronar o negócio por inteiro tal qual um frágil castelo de areia. É de conhecimento que recuperar uma imagem em crise é um trabalho bastante difícil e muitas vezes demorado. Como advertiu o megaempresário Warren Buffett: “São necessários 20 anos para construir uma reputação e apenas cinco minutos para destruí-la.” 

Imagine, por exemplo, a seguinte cena: uma cliente entra numa elegante loja de sapatos, ansiosa para encontrar o par perfeito. Ao abrir uma caixa para experimentar um modelo, pequenas baratas correm pelo fundo da embalagem, e depois se espalham imediatamente pelo chão. O que era para ser uma experiência prazerosa de compra, em questão de segundos, se torna uma situação chocante, que gera nojo, revolta e indignação.

A cliente imediatamente foge da loja e depois daquele momento dramático seguramente não irá mais voltar ao lugar. Além disso, a propaganda ‘boca a boca’ irá disseminar e amplificar a ocorrência para o ouvido de outras dezenas ou centenas de pessoas. Isso se a imprensa não vier em seguida cobrir o trágico acontecimento e inflamar mais ainda a discussão na opinião pública. Para qualquer empresário, este tipo de pesadelo é um exemplo claro do impacto negativo que a falta de controle de pragas pode gerar para a marca da empresa seja ela do comércio, indústria ou serviço.

 

Prejuízos que vão além do olhar 

Na realidade, os prejuízos gerados pelas pragas ou infestações no espaço corporativo ultrapassam a indignação, reclamações, consternações, repulsa visual ou polêmicas. Os danos podem ser classificados em diversas categorias, todas elas com potencial para abalar a estrutura de um negócio, mesmo que tenha sido próspero e sólido por muito tempo. 

Os prejuízos reais à reputação e imagem é o primeiro dos grandes estragos. A sensação de um ambiente sujo ou infestado em muitas situações se torna um golpe devastador para a vida de uma organização. Depois que essa bomba foi lançada no ambiente empresarial tanto clientes tradicionais como potenciais, e até fornecedores e parceiros comerciais, podem simplesmente evitar um novo contato ou encerrar relações com aquela organização que não apresenta cuidados com a higiene e controle adequado de pragas. As perdas nas vendas, contratos e de oportunidades de negócio se traduzem como consequência direta dessa situação lamentável. 

A simples presença de pragas pode ainda gerar desconforto, estresse e ansiedade entre os funcionários, afetando diretamente sua produtividade e bem-estar no ambiente de trabalho. Ninguém consegue se concentrar em suas tarefas com o receio de se deparar com uma barata ou um rato. 

Pela ótica dos riscos à saúde e segurança, a situação se complica muito também por colocar em risco a saúde tanto de funcionários como de clientes. Os ratos, baratas, mosquitos e outras pragas são vetores de diversas doenças, como a leptospirose, salmonelose, dengue e febre amarela, algumas delas, por sinal, fatais. 

Se houver, por outro lado, a contaminação em alimentos, por exemplo, há o risco de intoxicação alimentar. Um restaurante que passou pela situação de um cliente encontrar um inseto na comida não vai perder apenas aquele frequentador, mas outros que tomarem conhecimento da situação. Naturalmente, a Vigilância Sanitária aplicará multas severas e ficará muito mais atenta à operação do estabelecimento penalizado. 

Em relação a prejuízos materiais e estruturais, tanto pragas como cupins podem causar danos estruturais irreparáveis a móveis, documentos, instalações elétricas e até mesmo à própria estrutura do imóvel. É de conhecimento que ratos roem a capa de fios elétricos, causando curtos-circuitos e potenciais incêndios, além de danificar estoques e equipamentos. 

Um escritório com infestação de cupins, por exemplo, pode sofrer com a destruição de arquivos importantes ou ter a segurança da fiação elétrica comprometida, o que vai gerar custos elevados de reparo, além da interrupção das operações, e por consequência implicações no seu faturamento.

 

A dedetização é investimento, não um gasto 

É indiscutível que a dedetização e o controle de pragas não são um gasto supérfluo, na verdade é um investimento estratégico e essencial para a longevidade e o sucesso de qualquer negócio. Quando uma empresa contrata um serviço especializado em controle de pragas ela passa a ter medidas preventivas e corretivas eficazes. O cliente passa ter mais tranquilidade na operação do negócio com emprego especializado de produtos químicos seguros e técnicas adequadas para cada tipo de ambiente e infestação. 

É fundamental, portanto, um plano de manejo integrado de pragas e a execução do serviço de aplicação com regularidade. Juntamente com o uso de produtos específicos e o constante monitoramento do ambiente, deve ser feita por empresas especializadas, a identificação e eliminação de focos de proliferação, além da aplicação de boas práticas de higiene e armazenamento. 

Fica evidente que zelar pelo ambiente profissional livre de pragas é mais do que uma questão de limpeza, trata-se de um cuidado para permanecer no mercado sem surpresas ameaçadoras. Todas as empresas que se preocupam com o controle de pragas demonstram compromisso com a segurança e a satisfação de seus clientes e colaboradores. É a garantia de que a próxima caixa de sapato será aberta sem surpresas desagradáveis, e que a imagem da sua empresa brilhará livre de qualquer mancha indesejada.

  

Winther Hirofumi Watanabe - fundador e administrador da Dedetizadora Tigre, localizada em São Paulo desde 2007


De bebidas adulteradas ao ambiente de trabalho, os riscos perigosos do metanol que são ignorados

Casos recentes de intoxicação por bebidas adulteradas expõem um problema maior: a negligência com a segurança no uso do metanol, que afeta não só consumidores, mas também trabalhadores. O perito judicial Edgar Bull explica como falhas de prevenção podem custar vidas e gerar passivos milionários.

 

Um veneno disfarçado de álcool

O Brasil vem registrando uma sequência preocupante de casos de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas. Pessoas internadas em estado grave, relatos de cegueira permanente e até mortes foram confirmadas em diferentes cidades. O perigo está justamente na semelhança com o etanol: incolor, com odor parecido e sabor quase imperceptível, o metanol pode passar despercebido em destilados falsificados.

Se para o consumidor comum o risco está na procedência da bebida, para os especialistas a questão é mais ampla: a substância circula no mercado de forma legal, sendo usada em processos industriais, laboratórios e combustíveis. E é nesse ponto que a discussão ultrapassa a esfera da saúde pública e atinge também o mundo do trabalho.
 

O outro lado da intoxicação: o risco ocupacional

Segundo o professor, especialista em higiene ocupacional, especialista em Segurança do Trabalho e perito assistente técnico, Edgar Bull, o metanol não é um problema restrito a bares e adegas clandestinas. Ele está presente em rotinas industriais e, quando não há controle técnico adequado, a exposição dos trabalhadores pode ser tão perigosa quanto o consumo acidental. 

“O mesmo produto que hoje intoxica consumidores em bebidas adulteradas é manuseado diariamente em indústrias químicas e laboratórios. Sem EPI, ventilação adequada e laudos de avaliação ambiental, o risco de intoxicação ocupacional é real e grave”, alerta Edgar. 

Além de náuseas, tontura e perda de consciência, a exposição contínua pode provocar danos permanentes ao sistema nervoso e à visão. Em ambientes sem protocolos de segurança, o perigo deixa de ser invisível para se tornar um passivo jurídico certo.

 

Quando a negligência se encontra: sociedade e trabalho

Casos de intoxicação coletiva em bares e festas chamam atenção pela tragédia imediata. Já no ambiente corporativo, os acidentes muitas vezes são silenciosos: funcionários expostos a vapores, contato com a pele, armazenamento incorreto. Nos dois cenários, a raiz é a mesma: falta de prevenção, fiscalização falha e improviso no manuseio de substâncias perigosas. 

“A cultura do improviso é que conecta os dois mundos. Seja no bar que compra bebida de origem duvidosa, seja na empresa que ignora uma perícia preventiva, o resultado é o mesmo: risco elevado de tragédia e responsabilização jurídica”, explica Bull.
 

O papel da perícia técnica na prevenção

Nos casos de bebidas adulteradas, é a análise laboratorial que confirma a presença de metanol. Já no ambiente de trabalho, a perícia técnica atua antes, diagnosticando riscos químicos, verificando rotinas de segurança e recomendando medidas que evitam acidentes. 

“A perícia preventiva é o que separa uma empresa segura de um futuro processo trabalhista. O que está acontecendo hoje nas ruas, com vítimas de bebidas adulteradas, é um alerta para que os empregadores não repitam o mesmo erro dentro de suas operações”, conclui Edgar Bull. 

O metanol é uma substância legal e útil, mas de risco altíssimo. Quando usado sem controle, seja em bebidas adulteradas ou em ambientes de trabalho, transforma-se em veneno. O desafio está em reconhecer que a prevenção é sempre mais barata e eficaz que a indenização ou a tragédia.

 

Edgar Bull – Engenheiro e Perito Judicial Especialista em Segurança do Trabalho



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