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sábado, 6 de setembro de 2025



A espiritualista Kelida mostra maneiras de atrair alguém para a sua cama nesse dia do sexo, 06/09

 

Historicamente, as ervas e plantas são utilizadas para chás e banhos relacionadas ao sexo, as seivas das ervas são mais conhecidas como “sangue verde” e representam a forma como o universo nutre os elementos da natureza, terra, fogo, água e ar. Ajudam a atrair e conquistar o que o indivíduo deseja. 

Por isso, nesse Dia do Sexo, a espiritualista Kelida, ensina diferentes banhos que podem ajudar a solucionar problemas sexuais. “Nosso corpo, mente e alma estão super carregados de energias negativas, e isso acarreta problemas na hora do prazer também. Esses banhos são ótimos para quem pensa em atrair uma pessoa, aumentar a potência sexual, a libido e muito mais.”, explica a mística. 

Ficou curioso? Abaixo, Kelida traz cinco banhos poderosos para você aproveitar o Dia do Sexo da melhor forma. Confira:

1. Banho para atrair alguém para a cama:

Se a intenção é seduzir uma pessoa em específico para uma boa transa, escreva o nome desse alguém, a lápis, em um pedaço de papel branco sem linhas. Depois, queime o papel até virar cinzas totalmente. Na sequência, em uma panela, coloque as cinzas, 1 folha de mamoeiro e 2 litros de água. Deixe ferver por 15 minutos e descansar por 2 horas. Após o banho de higiene normal, despeje o líquido do pescoço para baixo e espere secar naturalmente, ou seja, sem usar toalha.
 

2. Banho para sexo com amorzinho:

Quem não abre mão de ter amor envolvido na transa, deve separar a casca de 1 maçã bem vermelha, um pouco de canela em pó e de cravo-da-índia, além de óleo essencial de rosa. Ferva tudo (com exceção do óleo) em 2 litros de água por 15 minutos. Desligue o fogo, adicione 3 gotas de rosa e espere o descanso do líquido por 2 horas. Despeje o líquido do pescoço para baixo, ao final do banho higiênico e deixe secar naturalmente. Para potencializar, pingue 3 gotas de champanhe ou sidra rosé em um pouco de óleo ou creme sem perfume e use para hidratar o corpo.


3. Banho para aumentar a potência sexual:

Também há indicação para ser mais potente na cama: faça uma infusão com 1 colher (sopa) da erva marapuama em 1 litro de água. Deixe ferver por 20 minutos e, após esfriar, jogue do pescoço para baixo no fim do banho diário.

4. Banho para aumentar a libido:  

Se a vontade de transar está em baixa, ferva um punhado de folha de costela-de-adão em 2 litros de água, por 20 minutos. Deixe descansar por 24 horas. Depois, basta jogar do pescoço para baixo no final do banho diário.

5. Banho para demorar mais tempo para gozar:

Se o orgasmo tem vindo rápido demais, é possível retardá-lo com um banho especial, que precisa ser feito, pelo menos, 24 horas antes da relação, usando óleo de melissa e um punhado de erva marcela. Primeiramente, ferva a melissa em 2 litros de água por 20 minutos. Desligue o fogo e pingue 2 gotas de óleo essencial de melissa. Tome seu banho de higiene normalmente e despeje o preparo do pescoço para baixo. 

 

Kelida Marques - Detentora de um dos principais canais do YouTube sobre Espiritualidade, conta com mais de 1,27M de seguidores em suas redes. Também é psicanalista, hipnóloga e terapeuta holística reikiana realiza atendimentos online, promove rituais de cura, benzimentos e vigília, de maneira constante e gratuita. Faz previsões, rituais, responde perguntas através do baralho cigano e fala com propriedade sobre conexões entre almas, cartas psicografadas, numerologia e terapias alternativas. Com toda essa bagagem espiritual (bruxa naturalista na linhagem de São Cipriano por tradição familiar) e profissional (formada em psicologia), a mística espiritualista atua unindo corpo, mente e espírito sempre com um pouco de magia. Também é uma das comentaristas da terceira temporada de Inexplicáveis do History Channel e lançou recentemente o livro psicografado que conta a verdadeira história de Maria Padilha | kelidaoficial


Espiritualidade ressignifica a sexualidade e ajuda a curar a culpa do prazer

Em uma sociedade marcada pela repressão, ritos e entidades como Exu e Pombagira ensinam que corpo e fé não precisam ser inimigos.

 

Em um país em que 40% das mulheres afirmam sentir culpa ao falar de prazer sexual, dado revelado pelo levantamento do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, tradições espirituais que integram corpo, desejo e fé oferecem caminhos de reconciliação entre a vida íntima e a vida espiritual. Na contramão de crenças que historicamente reprimiram o prazer, o Candomblé reconhece a sexualidade como parte natural e sagrada da existência.

 

Para Eduardo Elesu, sacerdote de Esù, esse é um dos pontos que mais atraem pessoas que buscam nas religiões afro-brasileiras um espaço de acolhimento. “Exu e Pombagira não falam de pecado, mas de responsabilidade. Eles nos lembram que o corpo é templo, que o desejo é força vital e que a espiritualidade precisa caminhar junto com o prazer, não contra ele”, afirma.

 

Elesu reforça que a repressão da sexualidade gera consequências que vão além da vida íntima. “Quando alguém passa a vida inteira acreditando que sentir prazer é errado, carrega culpa e vergonha para todas as áreas da vida. Isso adoece relações, afasta a pessoa de si mesma e pode até comprometer sua saúde emocional”, explica.

 

Segundo o sacerdote, ritos como ebós e trabalhos com entidades ligadas à sexualidade ajudam a transformar essa relação. “Um ebó pode ser tão libertador quanto uma conversa de terapia, porque ele rompe padrões de energia e abre espaço para que a pessoa se veja com mais amor. É um trabalho espiritual que ressoa no corpo e na alma”, acrescenta.

 

Especialistas em saúde sexual apontam que a repressão histórica da sexualidade, sobretudo feminina, está associada a índices mais altos de ansiedade, depressão e dificuldade de estabelecer relações afetivas saudáveis. Ao oferecer uma visão integrativa, a espiritualidade afro-brasileira tem se tornado, para muitos brasileiros, um caminho de libertação.

 

“Quando uma mulher acessa Pombagira, ela encontra um reflexo que valida seu desejo, sua voz e sua autonomia. Ela aprende que ser firme, desejar e escolher não é pecado, é potência. Isso é revolucionário em uma sociedade que ainda tenta domesticar o corpo feminino”, reforça Elesu.

No contexto atual, o debate ganha ainda mais relevância, já que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 52% da população mundial enfrenta algum grau de insatisfação sexual. “Reconhecer que espiritualidade e sexualidade andam juntas não é banalizar a fé, mas devolver às pessoas a liberdade de se relacionar com o divino sem medo do próprio corpo”, conclui o sacerdote.

 

Eduardo Elesu - sacerdote de Esù e dirigente do Ilê Odé Nlá Axé Alagbará. Sua trajetória espiritual começou na infância, marcada por experiências de dor e superação, tendo encontrado acolhimento no candomblé. Frequentador do Candomblé desde os três anos de idade, é filho da Yalorixá Siwalejó (Noemi) e de Carlos Eduardo. A perda repentina de seu pai reforçou o vínculo da família com a espiritualidade afro-brasileira. Iniciado em nome de Oxóssi, Eduardo sempre teve uma forte conexão com Esù, assumindo responsabilidades rituais desde jovem. Foi acolhido no Ilê Obá Ketu Axé Omi Nlá, onde se aprofundou sob a orientação do Babalorixá Rodney William. Após cumprir todas as etapas iniciáticas, foi consagrado como Elesu, sacerdote de Esù. Atualmente, como Oluwo, lidera seu próprio Ilê e é amplamente reconhecido pela precisão nos Jogos de Búzios, rituais de Ebó, encantamentos e processos iniciáticos.




Eclipse lunar de 7 de setembro traz reflexões profundas, segundo astróloga

 

Na noite de 7 para 8 de setembro, ocorrerá um eclipse lunar total, também conhecido como "Lua vermelha", marcando um momento astrológico de grande impacto, mesmo sem visibilidade no céu brasileiro. Segundo a astróloga Mônica Brandão, os efeitos simbólicos desse fenômeno serão sentidos por todos, com mais intensidade nos 15 dias que antecedem e nos 15 dias posteriores ao eclipse, e podem reverberar por até seis meses. 

“O eclipse acontece no eixo dos signos de Peixes e Virgem, representando um chamado à conexão entre o mundo invisível e o cotidiano”, explica Mônica. “Com a Lua em Peixes, o último signo do zodíaco, encerramos um ciclo ligado à área do mapa astral na qual esse signo está presente para cada pessoa.” 

De acordo com a astróloga, este eclipse tem um forte impacto espiritual, ampliando nossa sensibilidade coletiva. “Estamos diante de uma oportunidade de contato com o numinoso, esse mundo invisível e incompreensível que nos chama à transcendência. Isso pode nos aproximar do sofrimento coletivo, fazendo com que nos vejamos como parte de uma humanidade ferida, ora vítimas, ora algozes”, diz. 

O Sol, posicionado em Virgem no momento do eclipse, atua como um contraponto à energia pisciana. “Virgem nos convida a valorizar a rotina, a saúde do corpo e a nossa capacidade de servir. É um momento para reequilibrar o espiritual com o prático”, destaca Mônica. “Cuidar de nós mesmos e dos outros com atenção aos detalhes será fundamental para preservar a saúde mental individual e coletiva”. 

Os signos mais impactados pelo eclipse serão Peixes, Virgem, Gêmeos e Sagitário. Pessoas com o Sol, a Lua, o ascendente ou planetas pessoais nesses signos podem sentir os efeitos de forma mais direta. “Mesmo quem não possui planetas nesses signos deve observar em que casas astrológicas eles caem em seu mapa natal. Essas áreas da vida serão as mais sensibilizadas pelo eclipse”, orienta. 

Embora não visível no Brasil, o eclipse lunar total de setembro promete ser um marco para quem busca compreender os ciclos internos e a relação entre o espiritual e o cotidiano. “É um convite para olhar para dentro e entender que transformação também passa pela compaixão, pelo serviço e pelo cuidado”, conclui a astróloga.

 

Mônica Brandão - Comunicóloga, produtora cultural, corretora de imóveis e astróloga com mais de quatro décadas de dedicação, Mônica Brandão é carioca e vive atualmente em Ribeirão Preto (SP). Atua com leitura e reinterpretação de mapas astrais, trânsitos, sinastrias, revolução solar e oficinas temáticas. Seu trabalho integra astrologia, filosofia, psicologia analítica, saberes ancestrais e ciência, com o objetivo de despertar indivíduos para si mesmos e para sua conexão com o cosmos.




Primavera dos aromas: aromaterapeuta explica como óleos essenciais florais podem beneficiar corpo e mente


 

Segundo a aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência Daiana Petry, cada óleo extraído das flores carrega propriedades únicas que podem ajudar tanto na saúde física quanto no equilíbrio emocional. “A primavera é um convite para reconectar-se com a vitalidade da natureza, e os óleos essenciais florais são grandes aliados nesse processo. Eles trazem calma, promovem energia, aliviam tensões e até equilibram hormônios”, explica a especialista.
 

Benefícios dos óleos essenciais florais

  • Ylang Ylang – Conhecido como “flor das flores”, o óleo essencial de ylang ylang tem efeito afrodisíaco e calmante para o sistema nervoso. “É excelente para momentos de excesso de pensamentos, estresse e para promover autoestima e confiança”, diz Daiana.

Ele deve ser usado sempre em pequenas quantidades, pois seu aroma é intenso: em difusores, pingue de 3 a 5 gotas em água para perfumar o ambiente e trazer relaxamento; em massagens, dilua 2 gotas em 1 colher de sopa (15 ml) de óleo vegetal para aplicar em regiões como nuca, ombros ou pés; nos cuidados com a pele, use apenas 1 gota diluída em uma colher de sopa de óleo vegetal, evitando aplicação pura; para os cabelos, misture 1 gota em uma colher de óleo de semente de uva e passe nas pontas; e em banhos aromáticos, dilua 3 gotas em uma colher de sabonete líquido neutro antes de adicionar à água.

  • Lavanda – Um dos mais populares, é considerado “coringa” da aromaterapia. “A lavanda ajuda a acalmar, melhorar o sono, aliviar dores de cabeça e até irritações na pele. É um óleo essencial que traz sensação de acolhimento”, ressalta a aromaterapeuta.

O óleo essencial de lavanda é versátil e pode ser usado de várias formas: em difusores, pingue de 3 a 5 gotas para relaxar, melhorar o sono e reduzir a ansiedade; em massagens, dilua 2 gotas em 1 colher de sopa de óleo vegetal para aliviar dores musculares ou tensões; nos cuidados com a pele, utilize 1 gota diluída em óleo vegetal para acalmar irritações ou pequenas queimaduras; nos cabelos, misture 1 gota em uma colher de óleo de jojoba para nutrir e dar brilho; e em banhos aromáticos, dilua 3 a 5 gotas em uma colher de sabonete líquido neutro para um efeito relaxante.

  • Rosa – Além do aroma marcante, é reconhecido por sua ação antidepressiva e de equilíbrio emocional. “O óleo essencial de rosa ajuda em quadros de tristeza profunda, ansiedade e também é aliado do cuidado com a pele”, explica.

O óleo essencial de rosa é delicado e potente, devendo ser usado sempre em pequenas quantidades: em difusores, basta 2 a 3 gotas para promover bem-estar emocional e aliviar tristeza ou ansiedade; em massagens, dilua 1 gota em 1 colher de sopa de óleo vegetal para estimular autoestima; nos cuidados com a pele, adicione 1 gota em 1 colher de sopa de óleo vegetal ou creme neutro para suavizar linhas finas; e em banhos aromáticos, dilua 2 gotas em uma colher de sabonete líquido para criar um momento de relaxamento e acolhimento.

  • Camomila-Romana – Tradicional no combate à insônia, também auxilia no alívio de cólicas, tensão muscular e irritabilidade. “É um óleo que acalma corpo e mente, indicado inclusive para crianças em momentos de agitação”, orienta Daiana.

O óleo pode ser usado para acalmar corpo e mente: em difusores, pingue 3 a 5 gotas para reduzir ansiedade e facilitar o sono; em massagens, dilua 2 gotas em 1 colher de sopa de óleo vegetal para aliviar cólicas, tensão muscular e irritabilidade; nos cuidados com a pele, use 1 gota diluída em óleo vegetal ou creme neutro para acalmar inflamações e sensibilidade; e em banhos aromáticos, dilua 3 gotas em uma colher de sabonete líquido neutro para promover relaxamento profundo.

  • Sálvia Esclareia – Um poderoso aliado feminino, conhecido por aliviar os sintomas da TPM e da menopausa. “Além disso, auxilia em casos de ansiedade e falta de clareza mental”, afirma a especialista.

Sálvia esclareia reduz os sintomas de estresse: em difusores, utilize 3 a 5 gotas para aliviar ansiedade, fadiga mental e trazer clareza; em massagens, dilua 2 gotas em 1 colher de sopa de óleo vegetal para amenizar cólicas, sintomas da TPM ou da menopausa; nos cuidados com a pele, aplique 1 gota diluída em óleo vegetal ou creme neutro para ajudar no equilíbrio da oleosidade; e em banhos aromáticos, adicione 3 gotas diluídas em sabonete líquido neutro para promover sensação de bem-estar e relaxamento.

  • Jasmim – Um dos óleos mais luxuosos, ligado ao bem-estar emocional e sensualidade. “Ele promove sensação de otimismo, eleva a autoestima e é usado há séculos para aumentar a sensação de alegria”, destaca Daiana Petry.

Esse óleo deve ser usado sempre em pequenas quantidades: em difusores, pingue 2 a 3 gotas para estimular otimismo, confiança e elevar o humor; em massagens, dilua 1 gota em 1 colher de sopa de óleo vegetal para promover relaxamento e aumentar a sensação de bem-estar; nos cuidados com a pele, adicione 1 gota em óleo vegetal ou creme neutro para elevar o humor; e em banhos aromáticos, dilua 2 gotas em sabonete líquido neutro para criar um ambiente acolhedor e revigorante.

Para a aromaterapeuta, essa estação é ideal para trazer novos hábitos de autocuidado. “Assim como a natureza floresce, nós também podemos florescer em equilíbrio físico e emocional. Os óleos essenciais florais são um caminho natural para despertar essa energia vital”, finaliza Daiana.

 


Daiana Petry @daianagpetry - Aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência. Professora dos cursos de formação em aromaterapia, perfumaria botânica e psicoaromaterapia. Autora dos livros: Psicoaromaterapia, Cosméticos sólidos e Maquiagem ecoessencial. Fundadora da Harmonie Aromaterapia.
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Dia do Sexo: como a alimentação, os exercícios e a saúde mental podem impactar a libido

Entenda como seus hábitos e estilo de vida podem impactar o seu desejo sexual 

 

A libido não depende apenas de desejo ou conexão emocional com alguém, mas também da saúde e do bem-estar do corpo e da mente! 

“A saúde e a qualidade da vida sexual estão relacionadas com as emoções, hormônios, circulação, força muscular e, sobretudo, com os hábitos de vida — como alimentação, exercícios e a forma de lidar com as situações do dia a dia”, explica o médico nutrólogo Nataniel Viuniski, membro do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife. 

Em comemoração ao Dia do Sexo, celebrado em 6 de setembro, entenda como essas questões referentes ao estilo de vida estão relacionadas ao desejo sexual e o que colocar em prática desde já para potencializá-lo:
 

Invista em uma alimentação equilibrada

Uma dieta nutritiva, rica em gorduras boas (ácidos graxos ômega 3), vegetais e fibras (grãos integrais, frutas e vegetais), como a Dieta Mediterrânea, ajuda a regular hormônios e a melhorar o desempenho sexual. Estudos, como o publicado no Journal of Sexual Medicine, associa essa dieta a uma melhor função sexual e satisfação em mulheres com diabetes tipo 2. 

Uma revisão de estudos ainda aponta que dietas “low-fat” podem diminuir os níveis de testosterona em homens — hormônio diretamente ligado à libido. Portanto, evite dietas restritivas e desequilibradas.

 

Estimule o desejo com exercícios físicos

A atividade física moderada e regular contribui para a melhora da libido em mulheres, de acordo a revisão de estudos publicada no Sexual Medicine Reviews. “Atividades feitas pouco antes da relação — como uma caminhada rápida ou pedalar — parecem aumentar a excitação, pois estimulam o sistema nervoso e hormônios ligados ao desejo. Já a prática regular, ao longo de semanas ou meses, contribui de forma mais indireta, ao melhorar o humor, a autoestima e a saúde cardiovascular, fatores que ajudam na satisfação sexual”, explica Viuniski. 

Nos homens, os efeitos do treino ainda contribuem para melhorar a função erétil, conforme o estudo. “Mas cuidado com exageros, pois o excesso pode ter o efeito contrário”, comenta o médico. 

Exercícios para o assoalho pélvico (conhecidos como Kegel) também ajudam na resposta sexual tanto em homens quanto em mulheres, uma vez que fortalecem os músculos da região, possibilitando à pessoa desenvolver maior controle sobre suas sensações. Vale tentar!

 

Cuide da saúde mental

Estresse, ansiedade e depressão estão entre os fatores que mais impactam negativamente a libido, tanto em homens quanto em mulheres. Uma metanálise publicada no Journal of Sexual Medicine mostrou que pessoas com depressão têm maior risco de desenvolver problemas sexuais, e indivíduos com disfunção sexual têm maior chance de apresentar depressão. “Isso acontece porque condições emocionais afetam a produção e a regulação de hormônios, como a testosterona e o estrogênio, além de aumentarem os níveis de cortisol — hormônio do estresse, que inibe a excitação”, coloca Viuniski. 

Estratégias como a prática regular de meditação, respiração profunda e mindfulness podem ajudar a reduzir o estresse e melhorar a consciência corporal. Um estudo da University British Columbia constatou que programas de mindfulness voltados à sexualidade ajudaram mulheres a recuperar a excitação e a satisfação sexual. 

“Assim como cuidamos do corpo, precisamos cuidar da mente. Uma rotina que inclua momentos de descanso, lazer e autocuidado é essencial para preservar a saúde sexual”, finaliza o médico.



Herbalife
www.Herbalife.com

 

É normal sentir tristeza após o parto?

 

Especialista do CEJAM explica diferenças entre a depressão pós-parto e o baby blues e reforça a importância do diagnóstico precoce para proteger mãe e bebê 

  

​​ O nascimento de um bebê costuma ser cercado de expectativas positivas, mas, para muitas mães, a experiência é atravessada por sentimentos de ​​medo e desesperança. Segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), essa é a realidade de cerca de 25% das mulheres brasileiras nos primeiros 18 meses após o parto. ​​​ 

Trata-se da depressão pós-parto, um transtorno que pode surgir semanas ou até meses depois, com impacto direto na saúde física e mental da mãe, no desenvolvimento da criança e no equilíbrio de toda a família.

O puerpério é um período de intensas transformações hormonais, sobrecarga física e exigências emocionais. ​​O ​​ideal​​ ​​ social de que a maternidade seja vivida unicamente com alegria pode agravar o sofrimento, ao gerar culpa e isolamento nas mulheres que não se reconhecem ness​​e​​ contexto. “A depressão pós-parto não é uma fraqueza ou falta de amor pelo bebê. É uma condição clínica que precisa ser diagnosticada e tratada, assim como qualquer outro problema de saúde”, afirma Dr. Newton Silva, ginecologista da UBS Vera Cruz, gerenciada pelo CEJAM- Centro de Estudos e Pesquisa Dr. João Amorim, em parceria com a Secretaria Municipal d​​a​​ Saúde de São Paulo (SMS-SP).

O quadro se caracteriza por tristeza persistente, perda de interesse em atividades antes prazerosas, irritabilidade, choro frequente e fadiga extrema. Podem ocorrer também sintomas físicos, como dores musculares, cefaleia, alterações no apetite e insônia. Nos casos mais graves, há risco de automutilação ou pensamentos de ferir o bebê. “Os sinais de alerta aparecem quando sentimentos de ansiedade e desespero passam a interferir na rotina e no cuidado com a criança, e quando a mãe começa a duvidar de suas habilidades maternas. Esse é o momento de procurar ajuda médica imediatamente”, reforça o especialista.

Fatores como a falta de apoio familiar e social, histórico prévio de transtornos mentais, gravidez não planejada e estresse intenso aumentam as chances de desenvolvimento da condição.

Depressão pós-parto ou baby blues? 

Segundo o ginecologista, é comum que, nos primeiros dias após o parto, a mulher apresente instabilidade emocional, choro fácil e sensibilidade aumentada, reações conhecidas como baby blues. “É uma disforia passageira, marcada por mal-estar e ansiedade. Surge, geralmente, entre o segundo e o terceiro dia após o parto e desaparece espontaneamente em até duas semanas. Apesar do desconforto, não compromete de forma significativa a funcionalidade da mãe”, ​​pontua.​​​​

Já a depressão pós-parto é mais duradoura e incapacitante, exigindo intervenção profissional. Enquanto o baby blues está diretamente ligado a ajustes hormonais e à adaptação à nova rotina, a depressão envolve um conjunto mais complexo de fatores biológicos, psicológicos e sociais. “O isolamento da puérpera, a tristeza persistente, a falta de motivação e a dificuldade em estabelecer vínculo com o bebê não são comuns no baby blues e merecem atenção redobrada de familiares e amigos”, orienta o médico.


Tratamento  

No baby blues, a principal abordagem é o acolhimento e o suporte emocional. O quadro tende a se resolver espontaneamente, mas contar com rede de apoio, descanso adequado e compreensão do parceiro e familiares é fundamental. Grupos de puérperas, rodas de conversa em Unidades Básicas de Saúde e o acompanhamento pelo enfermeiro ou médico durante o puerpério ajudam a reduzir a intensidade dos sintomas e ​​prevenir​​ agravamentos.

Já a depressão pós-parto requer intervenção profissional. Segundo Dr. Newton, a combinação de psicoterapia e tratamento medicamentoso costuma ser a mais eficaz. “A escolha de antidepressivos seguros, com baixa passagem para o leite materno, permite que a mãe mantenha a amamentação. O acompanhamento psicológico ajuda a reorganizar a rotina, reduzir a ansiedade e resgatar o prazer nas atividades diárias”.

Pesquisas indicam que abordagens integrativas, como atividade física orientada, técnicas de respiração, mindfulness e suporte de grupos terapêuticos, podem potencializar os resultados, sempre sob supervisão de profissionais de saúde. Em casos graves ou de risco para a mãe e o bebê, pode ser necessário encaminhamento para atendimento especializado em saúde mental, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

“O ponto mais importante é não normalizar a tristeza persistente no pós-parto. Quanto mais cedo a intervenção, mais rápido e completo tende a ser o processo de recuperação”,​​ reforça Dr. Newton.


Linha de Cuidados Materno-Infantil no SUS 

A Linha de Cuidados Materno-Infantil, oferecid​​a​​​ pelo SUS, integra ações desde o pré-natal até o puerpério, com protocolos específicos para identificar e acompanhar casos de depressão pós-parto. Segundo Edcley Soncin, gerente da UBS Horizonte Azul, gerenciada pelo CEJAM em parceria com a ​​SMS-SP​​, e responsável regional pela Linha de Cuidados Materno-Infantil, o objetivo é oferecer atenção integral e humanizada, com foco tanto na saúde física quanto mental da mãe. “As equipes das UBS e da Estratégia Saúde da Família são treinadas para observar sinais de sofrimento psíquico e encaminhar as mulheres para atendimento especializado, quando necessário. Esse cuidado pode incluir psicólogos, psiquiatras e outros profissionais da rede”, explica.

Durante o pré-natal, gestantes recebem orientações sobre mudanças emocionais e passam por triagens para detectar ansiedade ou tristeza intensa, acompanhamento que continua no pós-parto, inclusive em visitas domiciliares. “A articulação entre médicos, enfermeiros, psicólogos, agentes comunitários e assistentes sociais garante um cuidado multidisciplinar. Nosso compromisso é que todas as mulheres tenham acesso a um cuidado digno e contínuo”, reforça Soncin. 



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


Creatina e HMB: saiba como usar canetinhas emagrecedoras sem perder massa muscular

Nutricionista consultor da Nutrify destaca a importância da creatina e do HMB durante o uso de medicamentos à base de GLP-1  


A busca pelo emagrecimento ganhou um novo capítulo nos últimos anos com a popularização das chamadas canetas de GLP-1 - ou canetinhas emagracedoras -, como a semaglutida e a liraglutida, desenvolvidos inicialmente para o tratamento do diabetes tipo 2, esses medicamentos passaram a ser utilizados também no combate à obesidade e se tornaram um verdadeiro fenômeno em consultórios e nas redes sociais. Porém, junto com os quilos perdidos, muitos médicos e nutricionistas chamam a atenção para a perda de massa muscular, o que pode comprometer não só a aparência, mas também a saúde metabólica e funcional.

Segundo Marcelo Carvalho, nutricionista, educador físico e consultor técnico científico da Nutrify, referência nacional em suplementos clean label, “A perda de músculo durante o uso dessas medicações é um ponto que precisa ser discutido com mais seriedade, uma parte importante do peso eliminado vem da massa magra, e isso pode trazer impactos na força, no metabolismo e até aumentar o risco de reganho de peso em forma de gordura no futuro”, alerta.

Essa perda ocorre por diversos motivos. Além da redução no apetite, que costuma afetar também o consumo de proteínas, o uso contínuo das canetas pode levar a uma menor produção de hormônios anabólicos e à diminuição da taxa metabólica basal, dificultando a preservação do tecido muscular. O resultado, segundo o especialista, é um organismo mais vulnerável, com menor gasto energético e maior tendência a recuperar peso quando o tratamento é interrompido.

Para enfrentar esse efeito colateral, estratégias como o treinamento resistido e a ingestão adequada de proteínas são fundamentais, mas a suplementação também pode ajudar. “A combinação de creatina e HMB se mostra especialmente eficaz nesse contexto. Juntas, essas duas substâncias oferecem suporte tanto para preservar quanto para recuperar a massa muscular, mesmo em cenários de dieta ou emagrecimento acelerado”, explica Marcelo.

A creatina é conhecida por ajudar na produção de energia dentro das células musculares, o que se traduz em mais força, resistência e recuperação. Já o HMB atua diretamente na proteção da massa magra, reduzindo a degradação muscular e estimulando a síntese de novas proteínas. “Essa combinação oferece uma abordagem prática e eficiente para quem quer emagrecer sem abrir mão da saúde muscular”, reforça.

Pensando nisso, a Nutrify desenvolveu a Creatine HMB, suplemento que une 3g de creatina monohidratada e 3g de HMB por dose, além de nutrientes como coenzima Q10, vitaminas D e K, cálcio, selênio e zinco. A fórmula foi criada para atender tanto quem pratica atividade física quanto quem está em processo de emagrecimento ou envelhecimento natural.


Como destravar o inglês? 5 dicas que ajudam alunos tímidos a se comunicarem com confiança

Pesquisa mostra que nível de inglês no Brasil é baixo e timidez pode atrapalhar o processo 

 

O domínio do inglês está cada vez mais indispensável para crescer profissionalmente, mas continua sendo um gargalo no Brasil. Segundo o EF English Proficiency Index 2024, o país ocupa a 81ª posição entre 116 países. O relatório classifica o nível brasileiro como baixo, revelando uma lacuna preocupante em um mundo cada vez mais globalizado. Aprender o idioma vai muito além de dominar a gramática ou memorizar vocabulário, mas para muitas pessoas, o maior desafio está em falar com segurança, mas a timidez e o medo de errar se tornam barreiras mais difíceis de vencer do que a própria língua.

“Existem muitos alunos que até sabem traduzir palavras e montar frases corretamente, mas sempre travam na hora falar. A raiz disso, na maioria das vezes, não é falta de conhecimento, e sim insegurança, pouca exposição e escassez de conversação ao longo do aprendizado’’ explica Lucca Lacerda, sócio-fundador da Spaceclass, rede de franquias especializada em soluções no ensino de idiomas.

Segundo o especialista, existem estratégias práticas que podem ajudar até os mais tímidos a se soltarem e criarem confiança na hora de se comunicar:


Errar faz parte do processo

Quem está aprendendo um novo idioma acaba se sentindo inseguro por pronunciar algumas palavras de forma incorreta. Mas, segundo Lucca, com base em estudos neurocientíficos, isso faz parte do caminho até a fluência. Assim como uma criança não fala sua língua nativa de forma perfeita desde o início, nenhum adulto ou criança atinge fluência em um segundo idioma sem antes passar por erros ou dificuldades. “O medo de errar decorrente da falta de familiaridade com o idioma paralisa muita gente. Mas é um passo essencial no processo de aprendizado. Quando o aluno entende isso, começa a criar intimidade com o idioma e enxergar cada tentativa como uma etapa do processo, e não como fracasso”, afirma.


Foco na prática

Assistir filmes, ouvir e cantar músicas em inglês de maneira repetida ajuda a acostumar a mente e o corpo a compreender e reproduzir sons em inglês. O segredo está na consistência. Fazer aulas em grupo e arriscar uma comunicação, mesmo que não seja perfeita, também é fundamental para tirar essa trava.


Simule situações reais

Reproduzir diálogos práticos, como pedir comida em um restaurante ou fazer uma reunião de negócios, ajuda a criar memória de contexto e diminui a ansiedade quando o momento real chegar.


Use a tecnologia como aliada

Aplicativos, podcasts, aulas em grupo e particulares podem ser grandes aliados. Pensando nisso, a Spaceclass criou uma IA que interage com os estudantes, tira dúvidas, corrige e fala até o nível de proficiência: “A Spaceup, como foi batizada a IA da Spaceclass, é sem dúvidas, uma ferramenta poderosa e eficiente, que permite que cada aluno pratique de forma personalizada, de acordo com suas necessidades e interesses reais. Muitos estudantes que ainda sentem vergonha ou insegurança em falar o segundo idioma com outras pessoas podem usar a IA como aliada para treinar o speaking e serem corrigidos sem medo do julgamento ou do erro. A tecnologia foi desenvolvida justamente para potencializar e acelerar o aprendizado, proporcionando, acima de tudo, um ambiente seguro”, explica Lucca. 


Celebre pequenas vitórias

Fazer uma apresentação curta, participar de uma reunião em inglês e se comunicar em uma viagem já representa progresso. “Cada conquista dá confiança para o próximo passo. O segredo é trazer o inglês para o dia a dia, manter a conversação com regularidade e celebrar cada evolução”, diz o professor.

  

Spaceclass



Desmistificando a hipnoterapia

Entenda como funciona alternativa de tratamento que tem sido cada vez mais utilizada para os mais diferentes distúrbios físicos, mentais e comportamentais

 

A hipnoterapia aos poucos tem se popularizado e sido usada como alternativa de tratamento para uma série de distúrbios e males psicológicos, físicos e comportamentais, incluindo quadros de ansiedade, depressão e medos diversos. Apesar de ganhar popularidade, ela ainda é cercada de dúvidas e receios de muitas pessoas, medos que são facilmente desmistificados. 

“Para entender como a hipnose funciona, é muito importante também entender como a mente funciona, em seus três distintos e separados níveis – consciente, subconsciente e inconsciente -, cada um com suas ações”, explica a hipnoterapeuta e psicanalista Yafit Laniado. 

Yafit descreve as diferenças: “a mente inconsciente tem funções de controle do sistema imunológico e controle das funções vitais e automáticas do corpo. A mente consciente, por sua vez, é onde passamos a maior parte do tempo e é responsável por quatro ações: analisar e tomar decisões; dar a razão pela qual nos comportamos de determinada forma; nos injetar força de vontade, aquele empurrãozinho que precisamos em algumas situações; e garantir a memória funcional, aquela que precisamos diariamente.” 

Na hipnoterapia, o nível trabalhado é o subconsciente. “Se quisermos acessar o nosso ser real, é preciso ir a esse nível abaixo do consciente. É ali que todos nós somos, na mente subconsciente. Como um computador, ela é abastecida por permanentes bancos de memórias criadas desde o nosso primeiro dia de vida. É nesse nível que também se encontram guardadas as emoções, assim como as experiências e sensações negativas, e, ali, especialmente reservada, a nossa parte protetora, nos preservando dos perigos reais ou imaginários”, detalha a hipnoterapeuta. 

A hipnose é o caminho utilizado para se chegar a todo esse gigantesco banco ali intacto, preservado e pronto para ser acessado. “Na hipnose, o trajeto até este banco de memórias e sentimentos é feito por meio do relaxamento físico e do alerta mental, num estado 100% consensual. Isso, aliás, é algo fundamental, uma vez que, para acessar o nível subconsciente é necessário, por parte do paciente, a atitude mental em nível consciente, que permita a sugestão de acesso a esse computador interno”, explica. 

Diferentemente do que muitas pessoas pensam, nos níveis profundos de hipnose, a nossa consciência pode ficar até 300 vezes mais alerta do que no momento consciente, com os cinco sentidos muito mais apurados. Este, aliás, é um dos pontos mais recorrentes a ser desmistificado. 

“As pessoas acham que quem está sendo hipnotizado está dormindo em sono profundo. Erro grande, como dissemos, o estado de hipnose leva a pessoa para um dos momentos de maior alerta. Tanto que não existe acordar da hipnose. O termo correto é emergir. Aí, a qualquer momento que desejar, o paciente pode emergir, basta o menor pensamento de não querer mais estar nesse estado e, instantaneamente, estará fora dele”, diz Yafit. 

Outro conceito errado e muito divulgado é que a hipnose pode ser usada para controlar ações de outra pessoa. “Se assim fosse, a hipnose seria possível em todos, mesmo naqueles que não se permitem viver a experiência, algo que não acontece. A atitude mental de cada um é que vai mostrar se e como será a hipnose.” 

Aos poucos, mais pessoas recorrem a esse tipo de tratamento, com bons resultados e superações de dificuldades. Bem aplicada, a hipnose pode servir para fumantes que desejam deixar seus vícios, ajudar pacientes na perda de peso e até mesmo a controlar fobias. 

“Trata-se de uma alternativa para diversas idades, inclusive para o público infantil, onde é possível superar de medo de cachorro a desvios comportamentais mais graves. Essa é uma maravilhosa forma de mudar vidas”, conclui a hipnoterapeuta.

Como aprender a lidar com o que não está sob nosso controle pode transformar a vida e a carreira


 

Especialista em neurociência, Vivian Ritter, explica como compreender o funcionamento do cérebro ajuda a enfrentar imprevistos com mais leveza


Quem nunca sofreu ao se preocupar com algo que ainda nem aconteceu? No ambiente de trabalho, isso pode se manifestar de diferentes formas: a reunião que muda de horário de última hora, a meta que parece impossível ou até mesmo um conflito com colegas de equipe. A ansiedade diante do imprevisível é mais comum do que se imagina. Só no Brasil, quase 20 milhões de pessoas convivem com registros de depressão e transtornos de ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).  Em 2024, por exemplo, foram quase meio milhão de afastamentos do trabalho, segundo Ministério da Previdência Social. O maior número em pelo menos dez anos. 

Para o cérebro, situações inesperadas são interpretadas como uma ameaça real, acionando automaticamente mecanismos de luta, fuga ou paralisia. Essa reação explica porque ambientes previsíveis nos parecem mais confortáveis. Mas, como lembra a especialista em Neurociência, Comportamento e Desempenho, Vivian Ritter, a vida e também o trabalho, são, por natureza, imprevisíveis. “Entender como o cérebro funciona e aprender estratégias que nos ajudem a lidar com a imprevisibilidade, em vez de lutar contra ela, é fundamental. Afinal, não controlamos os fatos externos, mas podemos controlar como reagimos a eles”, explica a especialista, que é autora do livro “Assuma o (des)controle da sua vida: a arte de viver bem o que não se domina”. 

Tentar controlar o incontrolável gera enorme desgaste. Segundo Vivian, insistir nesse comportamento leva ao aumento da liberação de hormônios como cortisol e adrenalina, que podem prejudicar diretamente a saúde mental e, como consequência, impactar o desempenho profissional. “Compreender que as emoções estão no centro da nossa reatividade corporal deveria nos motivar a desenvolver inteligência emocional. Só assim conseguimos gerenciar melhor situações que fogem do esperado”, reforça. 

Ela destaca que um dos caminhos é desenvolver a chamada agilidade emocional - a capacidade de encurtar o tempo que levamos para sair de uma emoção negativa e alcançar um estado emocional mais positivo. “Todos conhecemos pessoas que ficam meses remoendo um problema que não conseguiram elaborar bem. Isso prejudica as relações e a qualidade de vida. Já quem entende que não precisa controlar tudo é mais flexível, e essa flexibilidade gera leveza tanto para a vida quanto para o trabalho”, complementa Vivian.  

Para a especialista, a neurociência mostra que o primeiro passo é reconhecer que o cérebro reage automaticamente ao inesperado, mas que é possível treinar novas respostas. Ao aceitar que não é necessário controlar tudo, evitamos gastar energia em batalhas que não valem a pena e conseguimos direcionar foco para aquilo que está sob nossa responsabilidade. “É nesse ponto que a inteligência emocional se torna a chave para uma vida mais equilibrada, menos desgastante e mais produtiva”, completa.


Para mais informações, acesse o site https://www.vivianritter.com.br/ ou siga o perfil da especialista no Instagram: @vivianritter_.

 


Pedido de casamento: 3 dicas para escolher o estilo ideal para o casal


Mais do que um anel brilhante ou um cenário cinematográfico, o pedido de casamento ideal reflete a autenticidade e a essência do casal. As gerações mais jovens, como a Geração Z, têm rompido com padrões tradicionais em busca de experiências personalizadas, optando por cerimônias menos convencionais e mais alinhadas às novas tecnologias e tendências contemporâneas. Movimentos como o anti-bride e o anti-wedding evidenciam essa preferência por celebrações que fogem das normas tradicionais, valorizando momentos autênticos e cheios de significado. 

Para Camila Piccini, sócia e fundadora do Casar.com, maior plataforma de sites e listas de casamento do Brasil, o que faz um pedido ser memorável não é a grandiosidade, mas a maneira como ele se conecta à história do casal. “Cada detalhe se torna símbolo de afeto e autenticidade neste momento, seja ao escolher um local carregado de significado ou uma música especial. O que realmente importa é criar uma memória que será lembrada e compartilhada para sempre”, complementa. 

Pensando nisso, a especialista reúne abaixo dicas de como escolher o estilo de pedido ideal. Confira:

 

Personalidade do casal - Comece se perguntando o que faz sentido para a sua relação, afinal, seja em uma praia paradisíaca ou na sala de casa, o importante é que o pedido dialogue com a história do relacionamento e crie uma memória única. “O noivado dos sonhos nasce da conexão genuína e, por isso, não possui fórmula mágica. Considere o estilo de vocês, a história quanto casal e, sobretudo, a expectativa de quem viverá esse momento ao seu lado”, pontua Piccini.

 

Significados pessoais - Aposte em significados pessoais, como um local especial que possui valor afetivo, a exemplo de onde se conheceram, o primeiro encontro ou uma viagem marcante. Os pequenos detalhes, a exemplo de uma música ou uma carta, também tornam o pedido único e autêntico. “O essencial é que cada detalhe esteja conectado à trajetória de vocês”, afirma Camila.
 

Equilíbrio das expectativas - Conversem sobre o assunto de forma sútil, com o intuito de entender como o outro idealiza este momento. Essa sintonia evita frustrações futuras e garante que o pedido seja lembrado com carinho para sempre. 


Vale destacar que intimista, grandioso, tradicional ou totalmente fora dos padrões, cada estilo pode ser perfeito desde que esteja alinhado à essência do casal. “Olhe para dentro da relação, resgate símbolos que marcaram a trajetória do relacionamento e deixe a autenticidade guiar cada escolha. O pedido perfeito não é o mais luxuoso, mas aquele que traduz, com delicadeza, a verdade de quem ama”, conclui Piccini.


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