Entenda como funciona alternativa de tratamento que tem sido cada vez mais utilizada para os mais diferentes distúrbios físicos, mentais e comportamentais
A hipnoterapia aos
poucos tem se popularizado e sido usada como alternativa de tratamento para uma
série de distúrbios e males psicológicos, físicos e comportamentais, incluindo
quadros de ansiedade, depressão e medos diversos. Apesar de ganhar
popularidade, ela ainda é cercada de dúvidas e receios de muitas pessoas, medos
que são facilmente desmistificados.
“Para entender
como a hipnose funciona, é muito importante também entender como a mente
funciona, em seus três distintos e separados níveis – consciente, subconsciente
e inconsciente -, cada um com suas ações”, explica a hipnoterapeuta e
psicanalista Yafit Laniado.
Yafit descreve as
diferenças: “a mente inconsciente tem funções de controle do sistema
imunológico e controle das funções vitais e automáticas do corpo. A mente
consciente, por sua vez, é onde passamos a maior parte do tempo e é responsável
por quatro ações: analisar e tomar decisões; dar a razão pela qual nos
comportamos de determinada forma; nos injetar força de vontade, aquele
empurrãozinho que precisamos em algumas situações; e garantir a memória
funcional, aquela que precisamos diariamente.”
Na hipnoterapia, o
nível trabalhado é o subconsciente. “Se quisermos acessar o nosso ser real, é
preciso ir a esse nível abaixo do consciente. É ali que todos nós somos, na
mente subconsciente. Como um computador, ela é abastecida por permanentes
bancos de memórias criadas desde o nosso primeiro dia de vida. É nesse nível
que também se encontram guardadas as emoções, assim como as experiências e
sensações negativas, e, ali, especialmente reservada, a nossa parte protetora,
nos preservando dos perigos reais ou imaginários”, detalha a hipnoterapeuta.
A hipnose é o
caminho utilizado para se chegar a todo esse gigantesco banco ali intacto,
preservado e pronto para ser acessado. “Na hipnose, o trajeto até este banco de
memórias e sentimentos é feito por meio do relaxamento físico e do alerta
mental, num estado 100% consensual. Isso, aliás, é algo fundamental, uma vez
que, para acessar o nível subconsciente é necessário, por parte do paciente, a
atitude mental em nível consciente, que permita a sugestão de acesso a esse
computador interno”, explica.
Diferentemente do
que muitas pessoas pensam, nos níveis profundos de hipnose, a nossa consciência
pode ficar até 300 vezes mais alerta do que no momento consciente, com os cinco
sentidos muito mais apurados. Este, aliás, é um dos pontos mais recorrentes a
ser desmistificado.
“As pessoas acham
que quem está sendo hipnotizado está dormindo em sono profundo. Erro grande,
como dissemos, o estado de hipnose leva a pessoa para um dos momentos de maior
alerta. Tanto que não existe acordar da hipnose. O termo correto é emergir. Aí,
a qualquer momento que desejar, o paciente pode emergir, basta o menor
pensamento de não querer mais estar nesse estado e, instantaneamente, estará
fora dele”, diz Yafit.
Outro conceito
errado e muito divulgado é que a hipnose pode ser usada para controlar ações de
outra pessoa. “Se assim fosse, a hipnose seria possível em todos, mesmo
naqueles que não se permitem viver a experiência, algo que não acontece. A
atitude mental de cada um é que vai mostrar se e como será a hipnose.”
Aos poucos, mais
pessoas recorrem a esse tipo de tratamento, com bons resultados e superações de
dificuldades. Bem aplicada, a hipnose pode servir para fumantes que desejam
deixar seus vícios, ajudar pacientes na perda de peso e até mesmo a controlar
fobias.
“Trata-se de uma alternativa para diversas idades,
inclusive para o público infantil, onde é possível superar de medo de cachorro
a desvios comportamentais mais graves. Essa é uma maravilhosa forma de mudar
vidas”, conclui a hipnoterapeuta.
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