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quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Ultraprocessados e pouco contato com natureza influenciam aumento de alergias em crianças, afirma médica do Hospital e Maternidade Sepaco

A infância mudou e, em vez de brincadeiras ao ar livre, temos crianças em casa, grudadas na telinha, comendo bobagens. Esses hábitos, além de impactar o desenvolvimento infantil, podem desencadear quadros de alergias alimentares e dermatológicas, cada vez mais observadas nos consultórios pediátricos, segundo Lara Novaes Teixeira, médica pediatra, alergista e imunologista do Hospital e Maternidade Sepaco, Lara Novaes Teixeira.

- Temos observado um aumento expressivo nas alergias infantis nos últimos anos, e isso se deve a uma série de fatores, como o uso excessivo de antibióticos, menor exposição à natureza, aumento da poluição e consumo de alimentos ultraprocessados – diz a especialista.

Entre as alergias mais comuns que afetam as crianças estão as respiratórias, como rinite alérgica e asma, além das alimentares e cutâneas, por exemplo, dermatite atópica e urticária.

O histórico familiar é um fator de risco importante: filhos de pais alérgicos têm mais chances de desenvolver algum tipo de alergia. Outros aspectos que influenciam são o tipo de parto, o não aleitamento materno exclusivo até os seis meses, e a exposição precoce a poluentes, como a fumaça do cigarro.

- Podemos ajudar a preveni-las com hábitos saudáveis, como brincar na natureza, aleitamento materno exclusivo até os 6 meses (se possível), introdução precoce (aos 6 meses com avaliação pediátrica) de alimentos alergênicos, não se expor ao cigarro e o uso de antibióticos sem necessidade – orienta a profissional.


Sintomas e diagnóstico

Os sinais de alerta para pais e responsáveis incluem coceiras, manchas vermelhas na pele, coriza, espirros, chiado no peito, tosse persistente e reações após o consumo de certos alimentos. No entanto, é importante evitar testes de alergia sem indicação médica.

- Para um indivíduo ser considerado alérgico, ele precisa ter sintomas. O que significa que exames alterados sem correlação com o que o paciente sente não têm validade. Os principais testes para avaliação de alergias, quando falamos naquelas imediatas (pouco tempo após a exposição ao alérgeno) são de sangue e cutâneos – diz ela.


Tratamento e prevenção

O tratamento das alergias infantis depende do tipo e da gravidade do quadro. A primeira medida é evitar ao máximo a exposição ao alérgeno, promovendo sempre uma higiene ambiental para controlar a proliferação dos ácaros, e não ingerir alimento suspeito/causador.  Medicamentos como anti-histamínicos e corticoides costumam ajudar, mas seu uso deve ser sempre orientado por um médico. Em situações mais graves, como anafilaxia, o uso de adrenalina intramuscular pode ser necessário.


Mitos e verdades

Se não tratadas adequadamente, as alergias podem comprometer o sono, a autoestima, o rendimento escolar e aumentar o risco de hospitalizações.

- Existem pessoas que ainda diminuem a gravidade da alergia, dizendo que se trata de uma frescura quando, na verdade, é uma condição que pode ser bem grave.

Outro mito recorrente é a retirada preventiva de alimentos da dieta apenas com base em exames, sem que haja sintomas. Essa prática, além de desnecessária, pode prejudicar a nutrição e o crescimento da criança.

Felizmente, nos últimos anos, novos tratamentos vêm melhorando a vida das crianças alérgicas, como os imunobiológicos — terapias que atuam diretamente no sistema imunológico — e a imunoterapia oral para alergias alimentares, que busca dessensibilizar o paciente ao alérgeno.

– Estar atento aos sinais e buscar avaliação médica especializada ao menor sinal de reação é essencial para garantir o bem-estar e o desenvolvimento saudável das crianças – diz a médica.

 

Atenção, pais: criança que respira pela boca pode ter problema sério de saúde

Comportamento “inofensivo” pode afetar o sono, aprendizado, crescimento e o desenvolvimento do rosto da criança, alerta especialista
 

Se você já percebeu que seu filho, sobrinho ou alguma criança próxima respira mais pela boca do que pelo nariz, principalmente durante o sono, atenção: esse comportamento não é normal e pode esconder causas que afetam diretamente o crescimento e o desenvolvimento infantil. Nesses casos, a orientação é clara — é fundamental procurar um otorrinolaringologista para investigar. 

“A respiração oral não é fisiológica. Isso significa que, quando a criança respira pela boca, algo está impedindo que a respiração nasal, que é a natural e saudável, aconteça de forma adequada. Essa condição pode provocar alterações no desenvolvimento da criança, afetando desde o sono até a estrutura facial”, explica a Dra. Kátia Virginia, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco. 

As principais causas da respiração bucal em crianças incluem rinite alérgica, hipertrofia das adenoides (aumento de tecidos localizados atrás do nariz), hipertrofia das amígdalas e desvio de septo nasal. E os sinais, segundo a especialista, são visíveis no dia a dia: “Dormir com a boca aberta, babar excessivamente à noite, roncar, fazer pausas na respiração durante o sono, apresentar sono agitado ou manter a boca constantemente aberta são alguns dos indícios. Também é comum que a criança tenha a voz fanhosa”, detalha a médica do HOPE. 

O impacto da respiração bucal vai além do incômodo noturno. A falta de respiração nasal adequada pode comprometer o crescimento da face e da arcada dentária. “Sessenta por cento do crescimento craniofacial ocorre até os 4 anos de idade, e 90% até os 12 anos. Quando a criança respira pela boca, há aumento da resistência nasal, o que afeta diretamente esse processo. Isso pode resultar em alterações na estrutura do rosto, da dentição e também prejudicar o sono, o humor, o aprendizado, o comportamento e até o crescimento físico, o chamado crescimento pondoestatural”, reforça a Dra. Kátia. 

Um dos quadros mais preocupantes é a Apneia Obstrutiva do Sono, que pode surgir nesses casos. Trata-se de uma condição em que a respiração é interrompida repetidamente durante o sono, prejudicando a oxigenação adequada. “Esse distúrbio pode reduzir a produção do hormônio do crescimento, que é liberado principalmente durante o sono profundo. Como consequência, pode haver impacto direto no desenvolvimento físico da criança. Além disso, diferentemente do adulto, que apresenta sonolência durante o dia, a criança com apneia pode manifestar sintomas como hiperatividade, agressividade, isolamento social e dificuldades de aprendizagem”, alerta Virginia. 

Diante de tantos riscos, a atenção dos pais é essencial. “Se a criança está respirando pela boca com frequência, sem estar gripada, apresenta dificuldades escolares, alterações de comportamento, dificuldades de socialização ou de crescimento, é hora de procurar um otorrinolaringologista”, orienta a especialista do HOPE. 

O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada. “Um dos exames mais utilizados é a nasolaringofibroscopia, procedimento realizado no consultório com uma fibra óptica flexível, que permite visualizar as vias aéreas de forma confortável e segura. Outros exames, como tomografia, testes alérgicos, polissonografia (estudo do sono), avaliação auditiva, ortodôntica e até neurológica ou psicopedagógica podem ser necessários, dependendo do caso”, comenta a Dra. Kátia. 

O tratamento é sempre individualizado e pode envolver diversos profissionais. “A depender da causa da obstrução respiratória, o plano terapêutico pode incluir otorrinolaringologista, odontopediatra, ortodontista, fonoaudiólogo, alergologista, pneumologista e neurologista. É um cuidado conjunto, pois estamos lidando com uma fase crítica do desenvolvimento infantil”, afirma a otorrino do HOPE. 

Por fim, a médica reforça a importância da observação em casa como forma de prevenção: “Observar como a criança respira enquanto brinca, dorme, se alimenta ou conversa pode ajudar a identificar o problema precocemente. E manter as vias nasais sempre limpas, com o uso de soro fisiológico ou medicações prescritas pelo médico, também contribui para a saúde respiratória”, finaliza a Dra. Kátia Virginia, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco.

 

Canetas emagrecedoras ganham versões brasileiras e reacendem debate sobre uso consciente e avaliação médica

Com novos produtos fabricados no Brasil, como Olire e Lirux, a Dra. Patrícia Torres destaca que os injetáveis devem ser usados com critério médico e foco na saúde, e não como solução estética imediata. 

 

Com o início da comercialização das primeiras canetas emagrecedoras produzidas no Brasil — como Olire e Lirux, da farmacêutica EMS —, os medicamentos à base de análogos de GLP-1 voltaram ao centro do debate público. Esses fármacos, que já incluem opções amplamente conhecidas como Ozempic, Saxenda, Wegovy, Mounjaro e Victoza, ganharam popularidade no combate à obesidade. Agora, com a entrada das versões nacionais no mercado, o tema reacende discussões sobre acesso, regulação e, principalmente, o uso consciente e criterioso dessas substâncias.

Desde junho de 2025, uma nova norma da Anvisa passou a exigir a retenção da receita médica para a dispensação dessas medicações. A medida foi motivada pelo crescimento do uso indiscriminado dos agonistas de GLP-1 — como semaglutida, liraglutida, tirzepatida, entre outros —, muitas vezes utilizados com foco apenas estético, sem avaliação clínica adequada.

“O que deveria ser um recurso terapêutico para casos específicos e bem avaliados virou uma promessa de emagrecimento rápido e sem esforço — o que é um equívoco perigoso”, alerta a Dra. Patrícia Torres, médica da Integrative Ipatinga e pós-graduada em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). “Esses medicamentos podem ser aliados valiosos, mas seu uso deve estar ancorado em um plano terapêutico personalizado, que respeite a complexidade da obesidade”, destaca.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, mais de 60% da população brasileira vive com excesso de peso. Para esses casos, as canetas são formalmente indicadas em quadros de obesidade (IMC acima de 30) ou sobrepeso com comorbidades associadas, como hipertensão, diabetes tipo 2 ou apneia do sono. No entanto, segundo a médica, não é incomum encontrar pacientes que iniciam o uso sem prescrição, sem exames e sem acompanhamento, colocando a saúde em risco.


Além do peso: a Medicina Integrativa e o uso consciente das canetas

Na prática, as canetas emagrecedoras atuam promovendo saciedade, retardando o esvaziamento gástrico e reduzindo o apetite — o que, combinado a outras estratégias, pode favorecer a perda de peso. “A ação dessas moléculas sobre o centro do apetite é bem documentada, mas é um erro acreditar que isso resolve o problema por si só. O corpo se adapta. Por isso, o uso precisa vir acompanhado de mudanças reais no estilo de vida: nutrição ajustada, rotina de sono, suporte emocional e atividade física regular”, explica a Dra. Patrícia.

A Medicina Funcional Integrativa avalia múltiplas variáveis que podem influenciar no ganho de peso: saúde intestinal, desequilíbrios hormonais, qualidade do sono, carências nutricionais e impacto do estresse crônico. “Só com essa escuta ampliada conseguimos prescrever com responsabilidade. É comum que o paciente tenha fatores ocultos que dificultam o emagrecimento e até contraindicam o uso dos injetáveis”, afirma.

Além disso, evidências recentes alertam para o risco de efeito rebote. Uma metanálise publicada em 2025 pela revista científica Obesity Reviews, com mais de 2.300 pacientes, mostrou que cerca de 50% dos usuários voltam a ganhar peso após a suspensão do tratamento. Em média, usuários de liraglutida recuperaram 2,2 kg, enquanto aqueles que utilizavam semaglutida ou tirzepatida voltaram a ganhar até 9,7 kg.

“Esse dado precisa ser discutido com os pacientes. O objetivo do tratamento não é apenas perder peso temporariamente, mas reprogramar o organismo para sustentar um novo equilíbrio metabólico. É aí que entra a medicina integrativa, com uma proposta de transformação real, baseada na individualidade e na construção de hábitos duradouros”, conclui a médica.


O ouro da vida é a amamentação

Chegou a campanha Agosto Dourado, que simboliza a luta pelo incentivo à amamentação e pela conscientização sobre a importância do leite materno para a saúde do bebê e da mãe. Mas além da dimensão social e de saúde pública, o aleitamento materno também é uma pauta jurídica com proteções legais garantidas à mulher que amamenta, especialmente no ambiente de trabalho.

Isso porque a legislação brasileira é clara ao assegurar direitos à lactante. O artigo 396 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), por exemplo, garante à mulher dois descansos especiais de meia hora durante a jornada de trabalho para amamentar o próprio filho até os seis meses de vida. Esse período pode ser ampliado mediante recomendação médica.

Além disso, a amamentação é considerada parte dos direitos fundamentais relacionados à dignidade da pessoa humana e à proteção da infância, previstos na Constituição Federal. Trata-se de um direito social, de dupla dimensão: protege a criança e também garante condições adequadas à mãe trabalhadora.

Importante ainda destacar que impedir ou constranger a mulher a amamentar em locais públicos ou no trabalho pode configurar prática discriminatória e gerar responsabilização. O advogado também reforça que, apesar da legislação, ainda há barreiras culturais que dificultam o pleno exercício desse direito.

É preciso desmistificar a ideia de que amamentar é um ato que deve ser restrito ao espaço privado. O aleitamento é natural, essencial e protegido por lei. O Agosto Dourado é, acima de tudo, uma oportunidade para conscientizar empresas, instituições e a sociedade como um todo sobre esse tema.

Entretanto, apesar da proteção legal, mulheres ainda enfrentam constrangimentos ao amamentar em público, uma prática que, embora natural e respaldada por leis estaduais e municipais em várias partes do país, continua cercada de preconceito. Em São Paulo, por exemplo, a Lei nº 16.161/2015 estabelece multa para estabelecimentos que tentarem impedir o ato.

Amamentar em público é um direito e não pode ser cerceado. Qualquer tentativa de impedir esse ato pode configurar violação à dignidade da mulher e da criança, além de responsabilização civil e até administrativa do agente ou da instituição. Enfim, garantir o direito de amamentar onde for necessário é também uma forma de combater a sexualização indevida do corpo feminino e fortalecer políticas de inclusão e respeito.

 

Fonte - Thayan Fernando Ferreira - advogado especialista em direito público e direito de saúde, membro da comissão de direito médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados - contato@ferreiracruzadvogados.com.br

 

Suplementação em formatos lúdicos ajuda crianças autistas com seletividade alimenta

  

Profissionais mostram suplementos em formatos
lúdicos voltados a crianças com TEA.
Divulgação
Quality

Fórmulas adaptadas como pirulitos, gomas e sopas podem melhorar adesão ao tratamento em crianças com TEA, reduzindo impactos de deficiências nutricionais


A seletividade alimentar é uma das manifestações mais recorrentes entre crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), atingindo entre 50% e 90% desse público. Essa condição restringe a aceitação de grupos alimentares essenciais e contribui para deficiências nutricionais com repercussões importantes no crescimento, imunidade, cognição e comportamento da criança. Segundo especialistas, a adoção de fórmulas de suplementação em formatos mais atrativos é uma estratégia para contornar a resistência à ingestão de nutrientes. 

De acordo com o nutrólogo Felipe Xavier, da Clínica Neoliv, a seletividade alimentar no TEA compromete principalmente a ingestão de ferro, zinco, magnésio, vitaminas do complexo B, vitamina D e cálcio. "Essas carências podem desencadear sintomas como irritabilidade, fadiga, déficit de atenção, alterações neurológicas e imunológicas, além de problemas osteomusculares”, explica. A reposição nutricional, quando individualizada e baseada em avaliação clínica, dietética e laboratorial, pode trazer melhorias significativas em aspectos como sono, atenção, comportamento e imunidade.

 

Formatos sensoriais como aliados terapêuticos 

A adesão ao tratamento, contudo, continua sendo um desafio, especialmente quando a suplementação envolve sabores ou texturas desagradáveis. Segundo a farmacêutica e fundadora da Quality Farmácia de Manipulação, Flávia Ribeiro, fórmulas personalizadas em formatos como pirulitos, sorvetes e sopas têm ajudado a superar esse obstáculo. “Esses formatos, por serem familiares e lúdicos, reduzem a resistência e tornam a administração dos nutrientes mais prazerosa”, afirma. 

O formato e o sabor exercem influência direta na aceitação da suplementação por crianças com hipersensibilidade sensorial, como é comum no TEA. “Texturas ásperas, gostos amargos ou odores fortes podem causar rejeição imediata, náuseas e até crises comportamentais. Quando adaptamos a fórmula para um formato mais atrativo, como uma goma de fruta ou uma sopa suave, temos uma melhora expressiva na adesão”, relata Flávia.

 

Segurança e eficácia nas fórmulas 

Mesmo com formatos diferenciados, a farmacêutica ressalta que a manipulação segue critérios rigorosos de dosagem, pesagem e controle de qualidade. “Cada pirulito ou sachê é formulado para conter a exata quantidade prescrita pelo profissional de saúde, o que garante segurança terapêutica sem risco de subdose ou superdosagem.”  

Entre os ativos mais procurados por famílias de crianças com autismo, destacam-se a melatonina, utilizada para regular o sono, e suplementos de vitaminas e minerais essenciais. Os relatos mais comuns dos pais, segundo Flávia Ribeiro, incluem melhora na rotina de administração, menor resistência da criança e maior eficácia no tratamento em razão do uso regular e adequado das fórmulas.

 

Acompanhamento médico 

Para suplementação manipulada, a farmacêutica Flávia Ribeiro alerta que o acompanhamento profissional é essencial. “A orientação médica ou nutricional é fundamental. Não manipulamos fórmulas complexas sem prescrição. Com a receita em mãos, nossa equipe realiza a manipulação com rigor técnico, rastreabilidade e qualidade farmacêutica”, destaca.

“A suplementação não substitui a reeducação alimentar, mas pode ser um instrumento valioso para mitigar os prejuízos cognitivos, imunológicos e funcionais causados por uma dieta inadequada”, ressalta o nutrólogo Felipe Xavier. A abordagem deve fazer parte de um cuidado multidisciplinar que envolva médicos, nutricionistas, terapeutas e farmacêuticos, com foco nas necessidades individuais de cada paciente.


REFLUXO ALÉM DA AZIA: QUANDO É PRECISO PENSAR EM CIRURGIA

Condição que afeta milhões de brasileiros pode evoluir para complicações graves quando não tratada corretamente


A azia é um sintoma comum entre os 25,2 milhões de brasileiros que sofrem com refluxo, segundo dados do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD), especialmente após refeições pesadas ou apimentadas. No entanto, quando a queimação no peito se torna frequente e vem acompanhada de outros incômodos, pode ser sinal de algo mais sério: a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Em casos em que os sintomas são persistentes e não respondem ao tratamento clínico, a cirurgia pode se tornar a única alternativa eficaz para evitar complicações. 

Segundo o Dr. Lucas Nacif, cirurgião gastrointestinal e membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD), a DRGE ocorre quando o conteúdo ácido do estômago retorna ao esôfago com frequência anormal. “Diferentemente da azia ocasional, a doença do refluxo é uma condição crônica que pode causar danos permanentes ao esôfago”, explica. 

O problema surge quando o esfíncter esofágico inferior, uma espécie de válvula muscular que separa o esôfago do estômago, não funciona adequadamente. Isso permite que o ácido gástrico entre em contato prolongado com a mucosa esofágica, que não está preparada para essa acidez.
 

Além da queimação: os sinais de alerta do refluxo

Embora a azia seja o sintoma mais conhecido, a DRGE pode se manifestar de formas menos óbvias e nem sempre relacionadas ao estômago. Os sinais mais comuns incluem:

  • Regurgitação ácida
  • Dor no peito ou na garganta
  • Tosse seca persistente, especialmente à noite
  • Rouquidão ou pigarro constante
  • Sensação de bolo na garganta
  • Dificuldade para engolir
  • Mau hálito
  • Náuseas e vômitos

“Muitas pessoas passam anos consultando diferentes especialistas antes de descobrir que esses sintomas têm origem no refluxo”, alerta o Dr. Nacif.
 

Diagnóstico, tratamento e quando a cirurgia é necessária

O diagnóstico da DRGE é feito com base na avaliação clínica e exames como a endoscopia digestiva alta. Em alguns casos, também pode ser indicada a pHmetria esofágica de 24 horas, que mede o nível de acidez no esôfago. 

O tratamento inicial combina o uso de medicamentos, principalmente os inibidores de bomba de prótons (IBPs), com mudanças no estilo de vida. Entre as principais orientações estão: evitar refeições grandes ou gordurosas, não se deitar logo após comer, perder peso em casos de sobrepeso, parar de fumar e reduzir o consumo de álcool e cafeína. 

No entanto, nem todos os pacientes apresentam melhora. “Quando o paciente continua sintomático após 8 a 12 semanas de uso adequado de IBPs, ou quando surgem complicações, precisamos considerar outras opções terapêuticas”, afirma o cirurgião. Nesses casos, a cirurgia pode ser a melhor solução. Pacientes que têm sintomas persistentes, dependência contínua de medicamentos ou quadros como esofagite de repetição e esôfago de Barrett, uma condição pré-cancerosa, são candidatos ao procedimento. 

A técnica mais comum é a fundoplicatura, realizada por videolaparoscopia.“Utilizamos parte do estômago para reforçar a válvula natural entre esôfago e estômago, impedindo o refluxo de forma definitiva e com alta taxa de sucesso”, finaliza o Dr. Lucas Nacif.

 

Dr. Lucas Nacif - Médico gastroenterologista com especialidade em cirurgia geral e do aparelho digestivo. Lucas Nacif é reconhecido por sua expertise em cirurgias hepato bilio pancreáticas e transplante de fígado, utilizando técnicas avançadas minimamente invasivas por laparoscopia e robótica. O especialista é membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e está disponível para abordar temas relacionados ao aparelho digestivo, desde doenças, como gordura no fígado; câncer colorretal; doenças inflamatórias intestinais; pancreatite até cirurgias e transplantes em geral. Link e www.instagram.com/dr.lucasnacif_gastrocirurgia/

 

Dia Nacional do Combate ao Colesterol: veja os alimentos que devem ser evitados para proteger o coração

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Dia Nacional do Combate ao Colesterol: veja os alimentos que devem ser evitados para proteger o coração



Nutricionista da Faculdade Anhanguera alerta para os perigos do colesterol alto e destaca hábitos que ajudam a prevenir doenças cardiovasculares
 

Celebrado em 8 de agosto, o Dia Nacional do Combate ao Colesterol chama a atenção para os riscos associados ao excesso de colesterol LDL, o chamado ‘colesterol ruim’, no sangue. Segundo especialistas, esse desequilíbrio está diretamente ligado a problemas sérios de saúde, como infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares. 

A professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, Tatiane Araújo, explica que o colesterol, apesar de sua má reputação, tem funções essenciais no organismo, como a produção de hormônios e ácidos biliares. No entanto, o desequilíbrio entre os níveis de LDL (ruim) e HDL (bom) é o que representa perigo. 

“O colesterol é parte fundamental da estrutura celular do corpo, mas o excesso do tipo LDL pode aumentar os riscos de morte súbita, AVC e doença coronariana. É preciso manter uma alimentação equilibrada e adotar hábitos saudáveis para evitar esse desequilíbrio”, explica Tatiane. 

A nutricionista ressalta que o fator genético pode influenciar nos níveis de colesterol, mas destaca que o estilo de vida tem um papel determinante. 

“Cerca de 80% do colesterol é sintetizado pelo próprio organismo. O restante é proveniente da alimentação. Além da predisposição genética, hábitos como sedentarismo, má alimentação e excesso de peso aumentam muito o risco de colesterol alto. A boa notícia é que, com atividade física regular e alimentação balanceada, é possível controlar e até evitar esses problemas”, completa.
 

Alimentos que devem ser evitados para reduzir o colesterol LDL:

  • Gorduras saturadas: carnes gordurosas, pele de frango, manteiga, laticínios integrais, banha e frituras;
  • Carnes processadas: como bacon, linguiça, presunto e salsicha — ricas em gordura e sódio;
  • Produtos de panificação industrializados: bolos, bolachas, tortas e outros com alta carga de açúcar e gordura;
  • Excesso de açúcar: contribui para ganho de peso e desequilíbrio metabólico, elevando o risco cardiovascular;
  • Fast food e alimentos industrializados: geralmente ricos em sódio, gorduras ruins e aditivos químicos;
  • Bebidas açucaradas: refrigerantes e sucos industrializados aumentam os níveis de triglicerídeos;
  • Óleos vegetais refinados: como óleo de soja, milho ou canola em excesso, podem estimular inflamações;
  • Álcool em excesso: aumenta os triglicerídeos e favorece o acúmulo de gordura corporal.

A docente lembra que é importante manter um acompanhamento médico e nutricional constante, especialmente para quem já tem histórico familiar ou fatores de risco. “Além de cuidar da alimentação, é essencial monitorar os níveis de colesterol com exames regulares e orientação profissional. Com pequenas mudanças, é possível proteger o coração e melhorar a qualidade de vida”, finaliza.
  


Anhanguera
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6 razões para incluir suplementos no processo de emagrecimento

Clínica Seven aposta em fórmulas exclusivas para acelerar o metabolismo, preservar a massa magra e corrigir deficiências nutricionais 

 

Na busca por um emagrecimento saudável e sustentável, a combinação entre alimentação equilibrada, atividade física regular e suplementação personalizada tem ganhado protagonismo entre especialistas em nutrição. Ao lado de uma dieta estruturada, o uso de suplementos pode potencializar resultados ao estimular o metabolismo, promover saciedade e garantir a oferta de nutrientes essenciais, desde que seu uso seja bem orientado.

Diferente dos medicamentos, os suplementos alimentares atuam como aliados na otimização de funções do organismo, sem o objetivo de tratar doenças. “Eles ajudam o corpo a funcionar melhor, oferecendo suporte metabólico, imunológico e muscular, o que é crucial durante o processo de perda de peso”, afirma Carolina Faiad, coordenadora de nutrição da Clínica Seven. A rede desenvolve fórmulas próprias a partir de rigor técnico, pesquisas e matérias-primas de alta qualidade.

A especialista destaca seis razões para considerar a suplementação individualizada como parte do plano de emagrecimento:

 

1. Estímulo ao metabolismo

“Compostos naturais como cafeína, chá verde e termogênicos auxiliam na queima calórica mesmo em repouso, favorecendo o déficit energético necessário para a perda de gordura corporal”, conta Carolina.

 

2. Controle da fome

Fibras solúveis, proteínas e ativos vegetais ajudam a prolongar a sensação de saciedade, reduzindo a ingestão calórica ao longo do dia. “É uma ajuda importante, sobretudo no início do processo, quando a adaptação à nova rotina alimentar ainda está em curso”, explica a nutricionista.

 

3. Preservação da massa muscular

Durante o emagrecimento, é comum haver perda de massa magra, o que pode desacelerar o metabolismo. Para evitar esse efeito, a Clínica Seven indica suplementos como Whey Protein, BCAA e creatina, especialmente em associação a treinos de força. “A creatina, além de preservar os músculos, melhora o desempenho físico, a capacidade cognitiva e reduz a fadiga mental”, reforça.

 

4. Saúde intestinal e imunológica

Dietas restritivas muitas vezes levam a carências nutricionais. Para evitar desequilíbrios, a Seven desenvolveu produtos como a Super Glutamina, que fortalece o sistema imunológico e melhora a integridade intestinal, e o Prime Ômega-3, potente anti-inflamatório natural. “A exposição a poluentes, agrotóxicos e estresse crônico contribui para processos inflamatórios silenciosos. O Ômega-3 ajuda a combater esse cenário”, explica.

 

5. Praticidade no dia a dia

A rotina intensa muitas vezes impede uma alimentação perfeita. “É aí que o suplemento entra como apoio estratégico, para manter a constância e cobrir eventuais lacunas nutricionais”, afirma a especialista.

 

6. Redução do estresse e mais disposição 

O magnésio tem papel fundamental no controle da ansiedade, regulação do sono e recuperação muscular, fatores diretamente ligados ao sucesso no emagrecimento. “O High Magnesium, reúne três formas biodisponíveis do mineral: bisglicinato, dimalato e taurato, promovendo equilíbrio metabólico e melhora do bem-estar”, recomenda.


Educação básica registra quase um milhão de alunos com TEA

Associação orienta que norma internacional ISO 21001 é importante para mecanismo para tornar as escolas mais inclusivas

 

O número de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) matriculados na educação básica aumentou 44,4% em apenas um ano, passando de cerca de 636 mil em 2023 para quase 920 mil em 2024, segundo dados do Censo Escolar. Esse crescimento evidencia a importância de práticas educacionais mais inclusivas, com estruturas e profissionais preparados para atender à diversidade de necessidades. 

A Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac) reforça que a norma internacional ISO 21001 é uma importante aliada nesse processo. Direcionada a organizações educacionais, estabelece um sistema de gestão voltado à melhoria contínua e à inclusão, contemplando diretrizes como acessibilidade, capacitação de educadores e participação das famílias. 

“A ISO 21001 contribui para que as instituições de ensino estejam estruturadas para oferecer um ambiente verdadeiramente inclusivo. Isso envolve desde o acolhimento até a personalização do ensino, respeitando as diferentes formas de aprendizagem e as especificidades de cada estudante”, afirma José Joaquim Ferreira, vice-presidente de Sistemas e Pessoas da Abrac. 

De acordo com o Censo Escolar, a Educação Especial também apresentou crescimento expressivo. Desde 2020, o número de matrículas aumentou 58,7%, com destaque para a inclusão em classes comuns, que saltou de 93,2% para 95,7% entre estudantes de 4 a 17 anos. O ensino médio é a etapa com maior proporção de alunos incluídos nesse formato, o que demonstra avanços, mas também exige comprometimento com padrões de qualidade. 

Instituições certificadas com a ISO 21001 devem promover a participação ativa dos alunos e familiares, adotar recursos de acessibilidade, implementar o ciclo de melhoria contínua (PDCA) e contar com profissionais qualificados para o atendimento educacional especializado. 

A norma também dialoga com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI – Lei nº 13.146/2015), que garante o direito à educação inclusiva em todos os níveis de ensino, com suporte de professores especializados, recursos pedagógicos acessíveis e tecnologia assistiva. 

“A certificação pela ISO 21001 não é apenas um diferencial competitivo para as instituições; é uma forma concreta de compromisso com o futuro educacional do país”, conclui o vice-presidente da Abrac. 

 

Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade - Abrac

 

Na Semana do TDAH, especialista em leitura dá dicas para retomar o foco e vencer as distrações digitais

Com o aumento do uso das redes sociais, ler exige mais esforço — veja estratégias para manter o hábito mesmo com TDAH 

 

Em um mundo cada vez mais barulhento, o simples ato de sentar para ler um livro tornou-se um desafio para muita gente. Para quem tem Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), esse cenário é ainda mais complexo. No Dia Mundial do TDAH (celebrado em 13 de julho), o tema ganha destaque e chama atenção para estratégias que podem ajudar na criação de novos hábitos de leitura. 

De acordo com a escritora, mediadora de leitura e curadora literária Thaís Campolina, a dificuldade atual em manter o foco para a leitura é um fenômeno coletivo. “Estamos desaprendendo a ler. Nossa vida hiperconectada tem afetado nossos neurônios, que se reorganizam a partir desse excesso de estímulos e do ritmo acelerado exigido pelo momento que estamos vivendo”, explica ela.

Se para o público neurotípico a concentração já está comprometida, para quem tem TDAH o impacto é ainda maior. “Pessoas com TDAH tendem a ter mais dificuldade em cultivar o hábito da leitura e lidar com as redes sociais. Somos mais propensos, inclusive, a nos viciar nelas. Afinal, a gente obtém dopamina facilmente assistindo reels e, em nossos cérebros, esse neurotransmissor está sempre em baixa”, afirma Thaís.

Mesmo assim, a autora garante: é possível criar o hábito de leitura, mesmo com o diagnóstico de TDAH. “Ler é bom para o cérebro, em especial para os nossos cérebros neurodivergentes. É difícil começar, mas depois que você começa, flui, ainda que vez ou outra a gente precise se esforçar um pouquinho”, diz. Thaís compara o processo à atividade física: “A gente teima, porque não quer fazer, mas depois que começa a ter o hábito, se sente bem melhor no dia a dia e isso vira uma motivação para continuar.” 

Dicas práticas para começar a ler mais 

Thaís Campolina elenca algumas estratégias que podem ajudar tanto pessoas com TDAH quanto o público em geral a desenvolver o hábito da leitura: 

  • Escolha livros que deem prazer: Segundo ela, o primeiro passo é fugir de leituras funcionais e buscar histórias que despertem interesse real. “Se divertir lendo é o primeiro passo para começar a ler mais.” 
  • Teste diferentes gêneros e formatos: Do romance à poesia contemporânea, das crônicas aos quadrinhos, a variedade de gêneros pode ajudar a encontrar o que mais se encaixa no seu perfil de leitor. 
  • Encontre o horário ideal para ler: “Ter o hábito de leitura não significa ler todo dia, mas ler com frequência”, lembra a autora. Vale testar momentos como antes de dormir, no horário de almoço ou durante o trajeto no transporte público. 
  • Diminua as distrações: Thaís recomenda estratégias como deixar o celular em outro cômodo no modo avião, usar fones de ouvido com ruído branco ou até apostar nos audiobooks. “Se você gosta de podcasts, escolha um livro que tenha esse formato e faça o teste”, sugere. 
  • Transforme suas redes sociais em espaços literários: Seguir perfis literários pode estimular o interesse por livros. “Leitores estimulam outros leitores a ler e a trocar sobre literatura.” 
  • Leia em grupo: Participar de clubes de leitura – presenciais ou online – também pode ser um grande incentivo. “As trocas que esses grupos promovem a partir do livro da vez podem ser interessantíssimas e, esses espaços, são ótimos para se fazer amizades, pensar junto sobre o mundo e experimentar gêneros e estilos literários.” 
  • Faça da leitura um momento de desconexão: Para quem sente que está sempre imerso nas telas, começar por atividades como livros de colorir ou palavras-cruzadas pode ser uma boa porta de entrada antes de avançar para a literatura. 

A mensagem final da autora, que é também mediadora de clubes de leitura e especialista em processos de formação de leitores, é simples: começar devagar, ajustar expectativas e lembrar que a leitura, assim como qualquer hábito, é construída com constância, curiosidade e acolhimento das próprias limitações.  



Thaís Campolina - (Divinópolis/MG) é poeta, redatora, mediadora de leitura e curadora literária. É autora dos livros de poesia "eu investigo qualquer coisa sem registro" (Crivo Editorial, 2021, vencedor do Prêmio Poesia InCrível) e "estado febril" (Macabéa, 2024), além de várias plaquetes e publicações digitais. Thaís é pós-graduada em Escrita e Criação pela Unifor e atua com oficinas, leitura crítica, acompanhamento de projetos literários e mediação de clubes como o Cidade Solitária, o Leia Mulheres Divinópolis e a Casa das Poetas. Também é curadora da página Bafo de Poesia, nas redes sociais.


Sesc Saúde Mulher inicia atendimentos gratuitos em Diamantino no dia 7 de agosto

Exames de mamografia e Papanicolau serão realizados até 5 de setembro, no Centro de Saúde Central

 

O projeto ‘Sesc Saúde Mulher’ chega ao município de Diamantino na próxima quinta-feira, dia 7 de agosto, oferecendo exames preventivos gratuitos de mamografia e Papanicolau, além de orientações em saúde. A carreta ficará estacionada Centro de Saúde Central, localizado na Rua Marechal Rondon, Centro, na lateral do Hospital São João Batista, até o dia 5 de setembro.

Os atendimentos serão realizados de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h, por ordem de chegada. Não haverá agendamento. O projeto oferece os principais exames preventivos referentes à saúde feminina, promovendo o acesso das mulheres aos cuidados médicos.

Os exames realizados, Papanicolau (citopatológico) e mamografia, são os principais adotados no Brasil para o diagnóstico precoce e prevenção ao câncer. Mantido com contribuições do empresariado, sem ônus para os empregados, o Sesc-MT faz parte da Fecomércio-MT, presidida por José Wenceslau de Souza Júnior, e vinculada à CNC, sob a liderança de Roberto Tadros.

Podem realizar o exame nas mamas mulheres com idades entre 40 e 69 anos ou que possuam pedido médico. Já o exame preventivo de colo uterino pode ser feito em mulheres com 18 a 64 anos, ou com vida sexual ativa.

Interessadas devem comparecer à unidade móvel com cópia do RG, CPF, comprovante de endereço e Cartão do SUS. Informações podem ser solicitadas por meio do WhatsApp (65) 99951-6825 (apenas mensagens).

 

Sesc Saúde Mulher por Mato Grosso

Desde o início do ano, a carreta do Sesc Saúde Mulher já percorreu cinco municípios, chegando ao seu sexto destino neste mês de agosto, Diamantino. As cidades atendidas foram Cuiabá, com 2.329 exames; Cáceres, 1.261; Pontes e Lacerda, 271 exames; Juína, 1.574 exames, e Juara, 1.123 exames, totalizando 6.568 exames de Papanicolau e mamografia realizados, de forma gratuita.

O projeto Sesc Saúde Mulher é composto por uma unidade móvel com uma equipe de profissionais que realizam exames e ações preventivas sobre saúde feminina.

Para solicitar o projeto, o município deverá oficializar a solicitação por meio de ofício para o presidente do Sistema Comércio de Mato Grosso, José Wenceslau de Souza Júnior.

 

Serviço:

Sesc Saúde Mulher – realização de exames preventivos

Local: Centro de Saúde Central - Rua Marechal Rondon - Centro (Ponto de referência: Na lateral do Hospital São João Batista)

Período: de 7 de agosto a 5 de setembro

Quando: De segunda a sexta, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h

Informações: WhatsApp (65) 99951-6825 (apenas mensagens)

Atendimento gratuito

 

Arritmia cardíaca é comum em crianças, mas alguns casos exigem atenção

Dr. Ricardo Ferreira fala sobre a importância das consultas de rotina e de hábitos saudáveis

 

O termo pode assustar, mas a arritmia cardíaca é uma condição bastante comum ao ser humano, podendo acometer adultos e crianças, até durante a vida uterina. Apesar de ser associada por muitas pessoas ao risco de morte súbita, a arritmia nem sempre representa um desfecho trágico. 

O Dr. Ricardo Ferreira, Cardiologista e especialista em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese, explica que arritmia é o termo usado para todas as alterações no ritmo do coração, seja mais ou menos acelerado. Algumas são benignas, ou seja, não representam risco à vida e estão geralmente relacionadas ao desenvolvimento, respiração, ações comportamentais e variações de normalidade. Outras são malignas e, normalmente, associadas a outros problemas cardíacos. 

No caso de pessoas mais jovens (crianças e adolescentes), a grande maioria das arritmias são benignas. Ou seja, não necessitam de nenhum tratamento específico. “A mais comum delas é chamada de Arritmia Sinusal Fásica, uma variação normal dos batimentos relacionada à fase do ciclo respiratório. Como é corriqueiro uma criança inspirar e expirar com mais frequência durante um exame médico, é uma condição bastante presente nos consultórios, que chama atenção dos pediatras, mas que não representa qualquer risco”, explica o Dr. Ricardo. 

Outra condição comum relacionada à arritmia é presença de um feixe anômalo no coração. Trata-se de um “fiozinho” a mais no coração que pode apresentar sintomas em qualquer época da vida, desde o recém-nascido até idosos, mas que é mais frequente em adolescentes e adultos jovens. “É um caminho elétrico a mais, além do caminho normal de condução elétrica no coração. Em sua grande maioria, a condição tem um desfecho benigno, ou seja, não está relacionada à morte súbita. Porém, as crises de palpitação podem atrapalhar bastante a qualidade de vida e até evoluir para a síncope, que é o desmaio. Por isso, é uma situação que merece mais atenção”, diz. 

O médico explica que a detecção dessa condição é feita por meio de um eletrocardiograma ou durante a crise de palpitação. “Mas, como não é comum a realização de eletrocardiograma de rotina em crianças, e fora das crises os pacientes costumam ser totalmente assintomáticos, a avaliação de rotina é fundamental para identificar o problema”, diz o cardiologista. 

Acompanhamento médico de rotina é a principal recomendação do médico para a detecção de arritmias ou outros problemas no coração. Além disso, é claro, a manutenção de um estilo de vida saudável, com prática de atividade física e boa alimentação desde os primeiros anos de vida. 

 

Dr. Ricardo Ferreira Silva - graduado em medicina pela Universidade de Uberaba (MG), fez residência em Cardiologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, em 2011, e se especializou em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo, em 2014 - título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial. Além de ter especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva no Hospital do Coração de São Paulo e concluído seu Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2018. Já em 2017, Dr. Ricardo fundou o Centro Cardiológico em sua cidade natal, Uberaba, para levar o que havia de mais moderno em tratamento de arritmia cardíaca para o interior do estado. Em pouco tempo, com a evolução do serviço e a necessidade de facilitar o acesso aos pacientes de outras localidades do país, expandiu para São Paulo. Hoje, está presente também dentro de hospitais como Beneficência Portuguesa, Samaritano e São Camilo – em São Paulo.


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