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quarta-feira, 6 de agosto de 2025

A importância vital do aleitamento materno: benefícios para mães, bebês e sociedade

Especialista da Afya Educação Médica de Goiânia explica a importância do aleitamento materno e oferece dicas nutricionais para mães que amamentam ou vão amamentar 

 

O aleitamento materno é amplamente reconhecido como uma das estratégias mais eficazes para a promoção da saúde infantil e materna. Seus benefícios vão além da nutrição, com impactos significativos no desenvolvimento cognitivo das crianças, na prevenção de doenças e na redução dos custos para os sistemas de saúde pública. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância  (UNICEF) recomendam que a amamentação seja iniciada ainda na primeira hora após o parto, mantida de forma exclusiva até os seis meses de vida e continuada, juntamente com a introdução alimentar adequada, até os dois anos ou mais.


Os efeitos positivos do aleitamento materno são amplos e duradouros, beneficiando tanto o bebê quanto a mãe. Para os pequenos, o leite materno representa a principal fonte de proteção imunológica nos primeiros meses de vida, reduzindo comprovadamente o risco de infecções respiratórias, diarreias, otites, obesidade, asma, diabetes tipo 1 e até a síndrome da morte súbita infantil (SIDS), além de promover melhorias no desempenho cognitivo e no desenvolvimento emocional. 


Para as mães, amamentar diminui o risco de câncer de mama e ovário, diabetes tipo 2, hipertensão e síndrome metabólica, além de auxiliar na recuperação pós-parto e fortalecer o vínculo afetivo com o bebê. Diante de tantos benefícios, a amamentação deve ser entendida não apenas como uma escolha individual, mas como uma prática que precisa ser incentivada, protegida e apoiada por toda a sociedade. 


Segundo Marcela Rages de Faria, médica e professora de Nutrologia na Afya Educação Médica de Goiânia, garantir que mães recebam orientação adequada e apoio durante o pré-natal e o pós-parto é essencial para o sucesso do aleitamento. “O leite materno é um recurso natural, completo e acessível, com potencial de salvar vidas e transformar o futuro de milhares de crianças. Ele é considerado o alimento mais completo para o bebê nos primeiros meses de vida, pois contém todos os nutrientes necessários, anticorpos que fortalecem a imunidade e é de fácil digestão”.


Além disso, a especialista destaca a importância na promoção do vínculo afetivo entre mãe e filho, que reduz riscos de doenças respiratórias, diarreias e até obesidade no futuro. “Nosso papel como profissionais de saúde é oferecer informação de qualidade e apoio contínuo para que mais mulheres possam amamentar de forma segura, tranquila e com confiança”, afirma a médica da Afya Goiânia.


Para auxiliar as mães que amamentam e também as que estão se preparando para este momento, a Dra. Marcela compartilha algumas dicas fundamentais:


1. Priorize uma alimentação equilibrada

 Durante a gravidez e o período de amamentação, é fundamental que a mãe mantenha uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes essenciais. Isso significa consumir boas fontes de proteínas magras, como ovos, carnes magras, peixes e leguminosas, além de incluir gorduras saudáveis presentes no abacate, azeite de oliva, castanhas e sementes. Os carboidratos devem ser preferencialmente integrais, como arroz integral, aveia e batata-doce, sempre acompanhados de uma boa variedade de frutas e vegetais, que são importantes para fornecer vitaminas, minerais e fibras.


2. Hidratação é essencial

A hidratação também merece atenção especial. Como a produção de leite aumenta a necessidade de líquidos, recomenda-se que a mãe beba pelo menos 2,5 a 3 litros de água por dia. Chás leves como camomila e erva-doce podem ser bons aliados, mas o consumo de refrigerantes, bebidas açucaradas e cafeína deve ser limitado, pois podem afetar tanto a saúde da mãe quanto o bem-estar do bebê.


3. Suplementação pode ser necessária

Durante o período de amamentação, a suplementação pode ser necessária para garantir a saúde da mãe e o pleno desenvolvimento do bebê, mas sempre deve ser feita com acompanhamento médico. Nutrientes como ferro, vitamina D, cálcio, ômega-3 (especialmente o DHA), iodo e vitamina B12 podem precisar ser suplementados conforme as necessidades específicas de cada mulher. O ferro, por exemplo, é essencial para prevenir anemia, sobretudo em casos de perda sanguínea no parto. Já a vitamina D contribui para a imunidade e o metabolismo ósseo, enquanto o DHA é fundamental para o desenvolvimento neurológico do bebê, especialmente se a mãe não consome peixes com regularidade. O iodo, por sua vez, é importante para o bom funcionamento da tireoide, que tem papel direto na produção de leite. Mulheres vegetarianas ou veganas devem ter atenção especial à vitamina B12, cuja suplementação costuma ser indispensável. Em alguns casos, pode-se indicar um polivitamínico pós-natal, desde que fundamentado em exames laboratoriais e na avaliação clínica. 


4. Evite dietas restritivas

É importante lembrar que esse não é o momento ideal para fazer dietas restritivas ou tentar emagrecer rapidamente. O foco deve ser oferecer ao corpo todos os nutrientes necessários para a produção de leite e recuperação do parto. Dietas muito restritas podem prejudicar a qualidade do leite e a saúde da mãe. Por isso, o ideal é realizar refeições equilibradas e fracionadas ao longo do dia, garantindo energia constante e prevenindo picos de fome.


5. Limite alimentos ultraprocessados

Evite produtos com excesso de açúcar, sódio e aditivos químicos. Isso pode afetar sua saúde e, indiretamente, o bebê.


6. Atenção ao consumo de cafeína e álcool

O consumo de álcool deve ser evitado, pois pode passar para o leite; caso ocorra, é necessário respeitar um intervalo de pelo menos 2 a 3 horas por dose antes de amamentar. A cafeína também deve ser limitada, pois em excesso pode deixar o bebê mais irritado ou atrapalhar o sono dele.


7. Fique atenta a possíveis alimentos que causam desconforto no bebê

Alguns alimentos podem causar desconfortos intestinais no bebê, como cólicas ou gases, mas isso varia muito de criança para criança. Não é necessário excluir alimentos como feijão, brócolis ou repolho preventivamente. A recomendação é observar a reação do bebê e discutir com um profissional antes de fazer restrições alimentares desnecessárias.

 

8. Coma pequenas porções, várias vezes ao dia

Isso ajuda a manter a energia estável, evita picos de fome e melhora o controle do peso a longo prazo.


9. Tome cuidado com “chás milagrosos”ou receitas caseiras

Nem todo chá é seguro na amamentação (como boldo, sene, hibisco). Sempre pergunte ao seu médico ou nutróloga.

 

Afya
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‘Mesmo com sintomas debilitantes, ouvia que meu problema era psicológico’: desconhecimento sobre distonia atrasa diagnósticos

No Brasil, o Ministério da Saúde estima que há mais de 65 mil distônicos1 

 

Por volta dos 30 anos, Nilde Soares vivia uma fase estável: casa própria e emprego como consultora comercial. Mas sua vida tomou outro rumo quando pequenos espasmos faciais passaram a surgir. “Meu olho esquerdo começou a piscar sozinho e, depois, minha boca se contraía. Até que minha cabeça passou a se mover involuntariamente para o lado. Fui a vários médicos, e diziam que era psicológico”, relembra. Na época, ela já fazia acompanhamento com psicóloga por questões emocionais, mas os novos sintomas não estavam relacionados a isso. Mesmo assim, os tratamentos propostos continuavam voltados à saúde mental — e sem nenhum efeito. 

Foram mais de quatro anos até que Nilde ouvisse a palavra “distonia” pela primeira vez. Nesse período, a falta de respostas e a piora dos sintomas a levaram a duas tentativas de suicídio. “O pior era não ser levada a sério. Quando dizia que beber água aliviava os sintomas, os médicos achavam que era coisa da minha cabeça”, relata. O alívio que ela sentia é chamado de “truque sensorial”. A neurologista Sara Casagrande explica que trata-se de gestos voluntários, toques ou posturas que aliviam temporariamente os sintomas e são altamente indicativos de distonia. “No caso da Nilde, o ato de beber água ativava circuitos motores que ajudavam a interromper os movimentos involuntários por alguns instantes.” 

Sem diagnóstico e cuidado adequado, os espasmos se intensificaram. Vieram dores fortes no pescoço, sudorese, alterações de humor e uma sensação constante de perda de controle sobre o próprio corpo. “Perdi o movimento do pescoço para o lado direito. A sensação era de que o meu corpo não me obedecia mais”, conta. Em algumas das internações, as dores eram tão intensas que precisou de morfina. “Era a única forma de suportar. E, fora a medicação, precisava ficar constantemente com o pescoço encostado no ombro, pois era a posição mais confortável”, lembra Nilde. 

A suspeita surgiu quando sua cunhada encontrou na internet casos parecidos com os sintomas de Nilde, o que a motivou a retomar consultas e exames. No consultório, o neurologista analisou os resultados e disse: “Tenho uma hipótese, mas quero ouvir o que você está sentindo”. Após o relato, concluiu: “Há fortes indícios de distonia cervical”. Mesmo sem a confirmação definitiva, o momento trouxe alívio. “Foi a primeira vez que me senti ouvida e soube o que realmente estava acontecendo comigo”. 

Com a suspeita clínica, Nilde foi encaminhada a outro especialista, que solicitou uma eletromiografia. O exame confirmou a distonia. “O diagnóstico é principalmente clínico, com base nos sinais e sintomas. Mas em casos mais complexos, exames como eletromiografia com vídeo, ressonância magnética, exames laboratoriais e testes genéticos ajudam a confirmar o quadro e investigar possíveis causas”, explica a especialista. 

Após o diagnóstico, Nilde iniciou o tratamento. “Voltei a comer sem engasgar. Fui direto a uma churrascaria, porque há anos não conseguia mastigar direito. Foi um renascimento”, conta. 

Com o diagnóstico confirmado e caminhando com os cuidados adequados, Nilde buscou se informar e se conectar com outras pessoas com distonia. Dessa vivência, surgiu o Instituto Distonia Saúde, que oferece apoio e informação sobre a condição. “A distonia ainda é pouco conhecida, o que atrasa o diagnóstico e impacta a qualidade de vida. Hoje, meu foco é levar informação confiável e acolher quem enfrenta essa realidade. Em um mundo onde a verdadeira inclusão ainda é uma utopia, conscientizar é urgente. Ações também”, finaliza.
 

O que é distonia?

Distonia é um distúrbio do movimento marcado por contrações musculares involuntárias que causam posturas anormais, espasmos ou movimentos repetitivos. Isso ocorre por uma falha no controle motor do cérebro. “A distonia pode ter diferentes origens: genética, quando há mutações que afetam áreas do cérebro responsáveis pelos movimentos; adquirida, como consequência de medicamentos, traumas, infecções ou de acidente vascular cerebral (AVC); ou idiopática, quando não conseguimos identificar uma causa específica”, explica a médica Sara. 

Segundo a especialista, a condição pode se manifestar de diferentes formas. “Na distonia focal, apenas uma região é afetada — como no pescoço, no caso da cervical, ou nos olhos, no blefaroespasmo. Já a forma generalizada compromete o tronco e pelo menos dois outros segmentos corporais.” 

O diagnóstico deve ser feito por um neurologista especializado em distúrbios do movimento. Embora exames como a ressonância não detectem a distonia diretamente, ajudam a descartar outras doenças. “A experiência do profissional e uma escuta atenta fazem toda a diferença. Também precisamos ampliar o conhecimento sobre a distonia, tanto entre médicos quanto na população”, destaca a neurologista. 

O tratamento deve ser individualizado, considerando as necessidades de cada pessoa, e multidisciplinar. “O cuidado envolve medicamentos farmacológicos e reabilitação com fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional, que também é essencial. Em casos mais complexos, indicamos a neuromodulação, como a estimulação cerebral profunda. Todo esse cuidado precisa de uma equipe integrada para melhorar a funcionalidade e qualidade de vida do paciente”, conclui a especialista.

 


Referências

1 SÃO PAULO (Estado). Assembleia Legislativa. No Brasil, a distonia afeta cerca de 65 mil pessoas. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=398554. Acesso em: 25 abr. 2025.



Dia dos Pais: só 7% dos homens falam com a família sobre incontinência urinária, aponta pesquisa TENA

Produtos desenvolvidos para a incontinência urinária da linha TENA Men
são recomendados para administrar casos de incontinência urinária
enquanto a condição não está curada, afirma especialista
 DIVULGAÇÃO TEN
 Pesquisa de TENA, marca da Essity, revela que maioria dos homens ignora os primeiros sinais da condição e evita até conversar com pessoas próximas.

 

Em um mês marcado pela celebração da figura paterna, TENA, marca número 1 em produtos para incontinência urinária em adultos e idosos, que faz parte da Essity, líder global em higiene e saúde, chama atenção para uma questão ainda cercada de tabus: a incontinência urinária em homens. Segundo a pesquisa “TENA: incontinência urinária e hábitos de saúde masculina”, realizada em 2024 pela MindMiners, apenas 7% dos homens que notaram os primeiros sinais da condição, procuraram conversar com uma parceira, parentes ou amigos. A grande maioria prefere se calar, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento adequado. 

Ainda de acordo com o levantamento, os primeiros sinais da condição são frequentemente subestimados ou ignorados. A maioria dos entrevistados (63%) afirmou não ter dado atenção aos sintomas iniciais, acreditando se tratar de um sintoma passageiro ou normal. Apenas 17% procuraram ajuda médica. 

Entre os sintomas mais comuns relatados estão: cueca molhada ou úmida (44%), sensação de urgência para urinar sem conseguir chegar ao banheiro a tempo (34%) e episódios em que outras pessoas perceberam roupas molhadas (19%). 

A dificuldade em falar sobre o assunto e a falta de informação fazem com que muitos homens deixem de buscar tratamento. “A incontinência urinária é comum, mas não deve ser encarada como algo normal. É fundamental observar os primeiros sinais e procurar avaliação profissional o quanto antes. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de tratar com eficácia e evitar impactos na qualidade de vida”, explica Maria Alice Lelis, doutora em Ciências da Saúde – Urologia pela Unifesp e enfermeira consultora de TENA. 

A especialista destaca que muitos casos têm solução e que o tratamento pode envolver mudanças de hábitos, fisioterapia pélvica, medicamentos ou até procedimentos cirúrgicos, dependendo da origem do problema. “Os escapes de urina não são apenas uma consequência do envelhecimento. Eles podem estar associados a questões como hiperplasia prostática benigna, pós-operatório de cirurgia da próstata, diabetes, ou efeitos colaterais de medicamentos. Por isso, procurar um profissional de saúde é indispensável”, completa. 

Enquanto o tratamento é conduzido, a recomendação é usar produtos desenvolvidos especificamente para esse tipo de condição. Segundo a pesquisa TENA Men, 41% dos homens já utilizaram papel higiênico para conter o gotejamento espontâneo de urina e 20% já utilizaram absorvente feminino, o que não é recomendado. 

TENA oferece uma linha especificamente para os homens: TENA Men, com absorventes que se ajustam à anatomia masculina e tecnologia que neutraliza odores, nas versões regular e noturna, para perdas leves a moderadas. Para incontinência em níveis mais intensos, a opção é a roupa íntima TENA Pants Men, que veste como uma cueca e conta com barreiras protetoras e controle de odor. 

“Em TENA e Essity, temos o compromisso de promover informação e conscientização. No mês dos pais, a marca reforça a importância de quebrar tabus sobre o tema e apoiar os homens em todas as fases da vida, inclusive quando o corpo dá sinais de que precisa de atenção”, completa Maria Alice.  


Essity
Saiba mais no site da Essity.


Exposição ao sol no inverno é fundamental para manter níveis adequados de vitamina

Chibelek

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) destaca que baixos níveis de vitamina D, hormônio essencial ao bom funcionamento do organismo, mostram associação a formas mais agressivas de câncer de mama 

 

A vitamina D é amplamente conhecida por seu papel na saúde óssea e na absorção de cálcio, mas também participa de diversas funções imunológicas e metabólicas. Pesquisas conduzidas pela Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu (SP), sob coordenação da professora Eliana Aguiar Petri Nahas, têm investigado a relação entre os níveis de vitamina D e o câncer de mama em mulheres na pós-menopausa. Os estudos revelaram que pacientes com câncer de mama apresentavam níveis basais de vitamina D significativamente mais baixos do que mulheres sem a doença. Além disso, foi observada uma correlação entre a deficiência desse hormônio e tumores de comportamento mais agressivo, assim como uma associação com melhores respostas à quimioterapia em casos com níveis adequados.

“Por sermos um país tropical e ensolarado, imaginava-se que a população brasileira estivesse protegida contra a deficiência de vitamina D”, comenta o mastologista Eduardo Carvalho Pessoa, presidente da SBM – Regional São Paulo. “Entretanto, dados recentes mostram que a hipovitaminose D é bastante comum, especialmente entre mulheres na pós-menopausa.” Segundo diretrizes da U.S. Preventive Services Task Force, níveis abaixo de 20 ng/mL são considerados deficientes, enquanto valores acima de 30 ng/mL refletem uma melhor disponibilidade do hormônio no organismo.

Apesar da possibilidade de suplementação, os especialistas reforçam a importância de estratégias naturais e sustentáveis para a prevenção. “Mais relevante do que apenas suplementar vitamina D é adotar um estilo de vida mais saudável, com maior prática de atividades ao ar livre”, orienta Pessoa. A justificativa é clara: cerca de 80% da vitamina D é produzida pela pele quando exposta à radiação ultravioleta B (UVB) do sol. “Durante o inverno, tendemos a passar mais tempo em ambientes fechados e com iluminação artificial, o que reduz a produção natural da vitamina. Por isso, a exposição solar, ainda que breve e segura, deve ser mantida”, complementa.

Em resumo, níveis adequados de vitamina D parecem estar associados a um cenário mais favorável em relação ao câncer de mama: menor agressividade tumoral e melhor resposta ao tratamento. Essas evidências, destaca o presidente da SBM – Regional São Paulo, motivam a continuidade e o aprofundamento das pesquisas sobre o papel da vitamina D na prevenção e no manejo da doença.


Aché lança movimento “Asma do Jeito Certo”

Campanha tem objetivo de educar, engajar e transformar a jornada do paciente com asma 

 

O Aché Laboratórios Farmacêuticos lança o movimento “Asma do Jeito Certo”, iniciativa abrangente sobre a asma, uma condição pulmonar crônica que, mesmo sem cura, possui tratamento eficaz que melhora a qualidade de vida do paciente. Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), cerca de 20 milhões de brasileiros vivem com a doença, que causa sintomas como falta de ar, tosse, aperto e chiado no peito, e leva a óbito aproximadamente duas mil pessoas por ano. 

A campanha, desenvolvida em conjunto entre o Aché e a agência WMcCann, conta com um site (Link) em que os pacientes podem realizar testes, fazer exercícios respiratórios e aprender mais sobre o assunto. Além disso, a websérie "Asma do Jeito Certo", disponível no YouTube, apresenta histórias reais de pessoas que convivem com a doença e aprenderam a lidar com ela de forma eficaz. A questão é de extrema importância, já que, ainda de acordo com a SBPT, apenas 12,3% dos pacientes com asma têm a doença sob controle. 

Ao longo de quatro episódios, a websérie desvenda a asma, provando que uma vida plena e ativa é possível ao priorizar o paciente. O primeiro episódio conta a jornada de Kisy Nascimento, atleta da seleção brasileira de vôlei que mostra como a doença pode ser gerenciada para a prática esportiva. Em seguida, a história de Jéssica Yara, uma mãe com experiência na asma dos filhos, detalha como precisou fazer grandes mudanças na rotina, enquanto um tratamento eficaz demorava a ser encontrado. 

Já no terceiro episódio, Alana, uma baterista que convive com a doença, descreve como a condição a afetou desde o nascimento e como a poluição na capital paulista agravou seus sintomas. Para finalizar, o doutor Alex Lacerda, referência em imunologia e alergologia, discute a asma como uma doença crônica controlável, abordando o diagnóstico e as reações dos pacientes, cujo tratamento permite que levem uma vida tranquila. 

“Nossa campanha tem como objetivo informar e conscientizar a população sobre a asma, desmentindo que se trata de uma condição necessariamente limitante. Queremos mostrar que, com o diagnóstico precoce e o tratamento do jeito certo, é possível sim ter qualidade de vida e controlar a asma. Falar disso abertamente, em rede de televisão, em todos os canais digitais, nos conecta com o que temos de mais importante: nossos pacientes. Queremos ampliar os cuidados aos pacientes com asma e levar mais vida às pessoas.”, afirma Lohana Alonso, gerente de marketing de produto responsável pela campanha.

 

Pesquisa realizada em parceria com a Santa Casa de São Paulo sobre o tema foi destaque em conferência internacional 

Um estudo científico sobre asma desenvolvido pelo Aché em parceria com médicos da Santa Casa de São Paulo foi apresentado em um dos mais importantes congressos de saúde respiratória do mundo, a conferência internacional da American Thoracic Society (ATS), realizada em São Francisco, nos Estados Unidos. O estudo brasileiro coletou respostas de 315 médicos de todo o país e constatou que médicos não especialistas em saúde respiratória (clínicos gerais e pediatras, em sua grande maioria) pouco conhecem as recomendações das diretrizes nacionais e internacionais para o tratamento da asma, uma doença crônica de natureza inflamatória. 

O estudo apresentado reforça a importância do conhecimento das diretrizes nacionais e internacionais, com a inclusão de estratégias anti-inflamatórias, em particular o corticoide inalatório (budesonida, beclometasona, fluticasona), como base do tratamento.

“Compreender o hábito prescritivo dos nossos colegas médicos é fundamental para entender os desafios que temos na educação médica da asma no Brasil. Este estudo foi um importante passo, com relevantes achados, para podermos melhorar o cenário do tratamento da asma.” afirma Dr. Rodrigo Scabello, pneumologista e responsável pela área médica respiratória do Aché.

 


Aché Laboratórios
Link


Agosto Dourado: o leite materno é cuidado, vínculo e prevenção

 

Unsplash
Luiza Braun

Pediatra reforça 5 verdades que todos deveriam saber sobre a importância do aleitamento materno

 

Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), em 2019, apenas 45,8% dos bebês brasileiros menores de seis meses estavam em aleitamento materno exclusivo, índice distante da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde de 70% até 2030. Diante desse cenário, o Agosto Dourado, mês de conscientização sobre a importância do aleitamento materno, reforça que apoio, informação e combate a mitos são tão fundamentais quanto o próprio leite materno. 

“Amamentar é um cuidado de saúde pública. É proteger mãe e bebê hoje e também no futuro, com impactos que vão do sistema imunológico à prevenção de doenças crônicas”, afirma a médica pediatra e professora do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), Dra. Lívia Franco. Ela destaca cinco verdades que precisam ser ditas e repetidas sobre o aleitamento:
 

1. Leite materno é uma vacina natural: contém anticorpos que protegem o bebê contra infecções respiratórias, gastrointestinais e até meningites. Quanto mais o bebê mama, mais ele se protege.
 

2. Cada gota é personalizada: o leite materno muda de composição a cada mamada e, ao longo dos dias, se ajusta às necessidades do bebê como nenhum outro alimento consegue.
 

3. Amamentar também protege a mãe: reduz o risco de câncer de mama, ovário e até de diabetes tipo 2. É um cuidado de saúde para ambos: mãe e filho.

 

4. Não existe leite fraco: essa é uma das maiores fake news que ouvimos. Todo leite materno é forte, nutritivo e completo para o bebê. O que pode faltar é apoio à mãe, e não nutrientes no leite.

 

5. Amamentar faz bem ao metabolismo do bebê: bebês amamentados exclusivamente por 6 meses têm risco menor de desenvolver obesidade, asma, alergias e até diabetes no futuro.

 


Lívia Franco - médica endocrinologista pediátrica, coordenadora pedagógica e docente do curso de Medicina da UniMAX, em Indaiatuba (SP). Graduada em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (2017), realizou Residência Médica em Pediatria no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (HAOC) e em Endocrinologia Pediátrica na Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Possui MBA em Gestão em Saúde pela USP e pós-graduação em Educação Médica com foco em Metodologias Ativas (Grupo UniEduK).


Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ)

Centro Universitário Max Planck (UniMAX


Dependência química: quando o uso se torna doença

Especialista alerta para sinais, riscos e tratamentos possíveis para um problema que afeta milhões de brasileiros


Crises de abstinência, mudanças bruscas de comportamento, problemas físicos, afastamento social. A dependência química é uma condição médica complexa que vai muito além do uso abusivo de substâncias, trata-se de uma doença crônica que altera o funcionamento do cérebro, com impactos profundos na vida do indivíduo e de todos ao seu redor.

“Não se trata de falta de força de vontade ou de caráter. A dependência é uma patologia que exige atenção clínica, cuidado multidisciplinar e suporte contínuo”, explica o psiquiatra Matheus Steglich, do grupo ViV Saúde Mental e Emocional.

O problema é mais comum do que se imagina. Segundo a Fiocruz, mais de 3,5 milhões de brasileiros convivem com algum tipo de dependência química, sendo que cerca de 11,7 milhões já apresentam dependência de álcool. Além disso, o estudo Covitel aponta que 4% da população adulta apresenta padrão de consumo com risco de dependência.

“Esses dados reforçam a necessidade de olhar para a dependência como uma questão de saúde pública, que precisa ser discutida com responsabilidade e empatia”, ressalta o psiquiatra.


Do organismo à mente: os efeitos devastadores

As consequências do uso contínuo de drogas ou álcool são profundas. No corpo, há risco de danos a órgãos como fígado, pulmões e coração, além de impacto no sistema imunológico e neurológico. Já na saúde mental, os efeitos incluem depressão, ansiedade, alterações de humor e até quadros psicóticos.

“Há ainda uma relação muito estreita entre dependência química e outros transtornos psiquiátricos. Frequentemente, lidamos com comorbidades que tornam o tratamento mais desafiador”, destaca Steglich.


Riscos, sinais e quando buscar ajuda

Fatores como predisposição genética, ambiente familiar disfuncional, traumas não elaborados e início precoce do uso aumentam o risco de desenvolvimento da dependência. Os primeiros indícios incluem aumento da dose, sintomas de abstinência, isolamento social e negligência com responsabilidades.

“É preciso ficar atento quando o uso começa a comprometer a saúde, as relações e o desempenho no dia a dia. Nesses casos, a busca por ajuda profissional é urgente”, orienta o psiquiatra. O diagnóstico é feito a partir de entrevistas clínicas, avaliação multidisciplinar e aplicação de critérios internacionais como o DSM-5.


O cuidado humanizado e estruturado da ViV

A ViV Saúde Mental e Emocional oferece uma abordagem integral e personalizada para o tratamento da dependência química, que inclui medicação, psicoterapia individual e em grupo, intervenções familiares e estratégias de prevenção à recaída. Em casos mais graves, com risco à saúde ou ausência de rede de apoio, a internação pode ser indicada.

Um dos diferenciais do grupo é o Leviva, um centro de cuidado diário voltado à reabilitação psicossocial, onde os pacientes contam com uma equipe multiprofissional preparada para auxiliar na retomada da rotina e na reinserção social e familiar.

“O tratamento não se resume à abstinência. Nosso objetivo é promover autonomia, qualidade de vida e reconstrução dos vínculos afetivos. Por isso, o acompanhamento no longo prazo é essencial”, reforça Steglich.


Superar o estigma é parte do tratamento

Um dos maiores obstáculos para o início do tratamento ainda é o preconceito. O apoio de familiares e amigos também é decisivo nesse processo, seja com escuta ativa, participação em terapias familiares ou engajamento em grupos de apoio como Narcóticos Anônimos e Amor Exigente.

“Muitos pacientes se sentem envergonhados ou julgados, o que atrasa o cuidado e agrava o quadro. É fundamental tratar a dependência como o que ela é: uma doença. Quanto antes for abordada, maiores as chances de recuperação”, alerta.

 

 ViV Saúde Mental e Emocional

 

Câncer de pulmão também afeta quem nunca fumou: entenda os riscos além do cigarro

 

Quando se fala em câncer de pulmão, é quase automático pensar no cigarro como principal vilão. Mas a realidade é mais complexa, já que muitas pessoas diagnosticadas com a doença jamais colocaram um cigarro na boca. Sim, o câncer de pulmão também acomete quem nunca fumou, e as causas vão desde a qualidade do ar que respiramos até a genética familiar. 

A oncologista Bruna Carone, médica do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), reforça que o câncer de pulmão não é exclusividade dos tabagistas. “Histórico familiar, exposição a substâncias carcinogênicas (amianto, níquel, fuligem, etc), doenças pulmonares prévias e a própria poluição do ar são fatores que podem estar por trás desses casos”, afirma. 

Outro fator pouco falado, mas extremamente perigoso, é o fumo passivo, aquele em que a pessoa não fuma, mas convive com fumantes e respira as substâncias tóxicas liberadas no ambiente. “Fumo passivo é conviver com quem fuma e inalar as substâncias expelidas pela pessoa que está fumando. Ele é perigoso porque você também inala substâncias deletérias e cancerígenas”, alerta a especialista.
 

Sinais de alerta 

Os sintomas do câncer de pulmão, especialmente em pessoas que não fumam, muitas vezes se confundem com quadros respiratórios comuns. Isso atrasa o diagnóstico e, consequentemente, o início do tratamento. Tosse persistente, falta de ar, dor no peito e perda de apetite estão entre os sinais que devem acender o sinal vermelho. “Se eles perduram por mais tempo, deve-se investigar mais a fundo, porque pode não ser só um quadro infeccioso. Nesse caso, precisa de uma avaliação médica, e exames de imagem”, orienta a oncologista. 

Segundo a médica, a semelhança dos sintomas com os de doenças mais simples faz com que cerca de 60% dos casos de câncer de pulmão sejam diagnosticados em estágios avançados, quando as chances de cura já estão significativamente reduzidas. O prognóstico e as possibilidades de tratamento variam de acordo com o estágio da doença no momento do diagnóstico e com o tipo específico de câncer de pulmão. Ainda assim, os avanços recentes na pesquisa e nas terapias disponíveis têm contribuído para o aumento das taxas de sobrevivência, principalmente nos casos identificados precocemente.

 

Como é feito o diagnóstico 

O diagnóstico do câncer de pulmão é realizado por meio de biópsia, após avaliação clínica e exames de imagem. Para pessoas que nunca fumaram, não há exame de rastreio indicado. Já para os tabagistas, a recomendação é de que realizem uma tomografia anual



Instituto de Oncologia de Sorocaba


Boletim da Fiocruz divulgado neste ano alerta para o crescimento de síndromes respiratórias entre crianças e adolescentes logo após o retorno escolar. Especialistas explicam os principais vírus em circulação, sintomas de alerta e como prevenir o contágio em casa e na escola

 

Com o retorno às aulas no segundo semestre, aumenta também o número de crianças e adolescentes nos consultórios e prontos-socorros por conta de doenças respiratórias. Segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado este ano, há uma tendência de crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na faixa etária entre 5 e 14 anos, especialmente nas semanas seguintes ao retorno escolar. Entre os principais motivos estão o maior tempo em ambientes fechados, com pouca ventilação e contato próximo, que favorecem a circulação de vírus.

“A cada volta às aulas, é comum vermos surtos de gripes, resfriados, viroses e até quadros mais graves como bronquiolite e pneumonia. As salas de aula fechadas, os brinquedos compartilhados e o contato próximo entre as crianças criam um cenário propício para a propagação desses agentes infecciosos”, alerta Dra. Roberta Pilla otorrinolaringologista, membro da ABORL-CCF.

Entre as doenças mais comuns nesse período, destacam-se:

  • Gripe e resfriado: causadas por vírus como Influenza e Rinovírus, geram febre, tosse, coriza e mal-estar.
  • Sinusite e rinite: associadas à inflamação nasal, causam dor de cabeça, secreção espessa e obstrução.
  • Bronquite, bronquiolite e pneumonia: afetam os pulmões, com sintomas como chiado, febre persistente e dificuldade para respirar.
  • Asma: pode ser desencadeada por infecções virais ou exposição a alérgenos como ácaros e mofo.

Dra. Maura Neves otorrinolaringologista pela USP, reforça que alergias respiratórias também são recorrentes nessa época, especialmente em crianças que frequentam escolas com acúmulo de poeira ou pouca ventilação. “Além das viroses, quadros como rinite alérgica e conjuntivite podem piorar ou surgir com mais frequência após o retorno às aulas”, explica.
 

Quando os pais devem se preocupar?

  • Febre por mais de 3 dias ou maior que 39ºC
  • Dificuldade para respirar ou respiração acelerada
  • Chiado no peito
  • Cansaço excessivo ou sonolência
  • Recusa alimentar ou dificuldade para mamar
  • Tosse persistente que piora à noite
  • Secreção nasal espessa com dor de cabeça associada

“Esses sinais podem indicar agravamento do quadro viral ou infecção bacteriana, como sinusite ou pneumonia, que exigem tratamento específico”, afirma Dra. Roberta.
 

Viroses também são vilãs no ambiente escolar? 

Sim. O termo “virose” abrange diferentes infecções virais, como gripes, gastroenterites e resfriados, que se espalham com facilidade entre os alunos. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias, contato com secreções ou superfícies contaminadas, e os sintomas mais frequentes são febre, tosse, coriza, vômitos, diarreia e mal-estar. O tratamento é apenas de suporte: repouso, boa hidratação e medicamentos sintomáticos.
 

Segundo as especialistas, a prevenção é simples, mas precisa ser constante:

  • Vacinação em dia, principalmente contra gripe e, nos bebês, contra o vírus sincicial respiratório (VSR)
  • Higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel
  • Ambientes ventilados e limpos
  • Evitar compartilhamento de objetos pessoais
  • Manter crianças doentes em casa até melhora completa
  • Boa alimentação, hidratação e rotina de sono adequada

“Além da escola, é importante que os mesmos cuidados sejam adotados em casa. Uma criança com boa imunidade e hábitos saudáveis tem mais chances de passar ilesa pelos surtos respiratórios do semestre”, finaliza Dra. Dra. Maura Neves.
 


Dra. Maura Neves – Otorrinolaringologista; Formação: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP, Residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP; Fellowship em Cirurgia Endoscópica Nasal no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP; Título de especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF; Doutorado pelo Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP.


Botox é aliado na reabilitação de pacientes pós-AVC

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Hospital Orizonti tem utilizado a toxina botulínica do tipo A no tratamento da espasticidade, uma das sequelas mais incapacitantes do AVC, devolvendo autonomia e bem-estar aos pacientes

 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) permanece como uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil, com projeções globais indicando quase 10 milhões de óbitos anuais até 2050. Além da alta mortalidade, o AVC frequentemente deixa os pacientes com sequelas motoras incapacitantes, impactando profundamente sua autonomia. Para enfrentar essa complexa demanda, o Hospital Orizonti, referência em neurologia e experiência do paciente, aplica um protocolo avançado com toxina botulínica do tipo A para tratar a espasticidade, uma das complicações mais comuns e debilitantes, visando restaurar a funcionalidade e a qualidade de vida dos pacientes. 

A espasticidade é caracterizada pela rigidez e contração involuntária dos músculos, o que pode levar a posturas anormais, dor intensa e perda significativa de funcionalidade em braços e pernas. Essa condição dificulta tarefas simples do cotidiano, como vestir-se, alimentar-se e realizar a higiene pessoal, além de ser um grande obstáculo para o processo de reabilitação fisioterapêutica. 

De acordo com a Dra. Paolla de Magalhães, médica neurologista do Hospital Orizonti, a espasticidade impacta diretamente a recuperação do paciente. “Uma das principais complicações dos pacientes que sobrevivem a um AVC é a espasticidade. Trata-se de um aumento involuntário e contínuo do tônus muscular, que causa rigidez, posturas anormais e dor. Essa condição não só dificulta a movimentação de braços e pernas, mas também interfere em atividades simples do dia a dia, como se vestir, higienizar as mãos ou até mesmo caminhar, impactando profundamente a autonomia e a qualidade de vida do paciente”, explica a especialista. 

Para combater essa sequela, o Hospital Orizonti segue um rigoroso protocolo desenvolvido pelo seu Centro de Reabilitação. A equipe de Neurologia, com as médicas Paolla de Magalhães e Livia Pousas, atua em conjunto com a médica Ana Paula Fonseca, da equipe de Fisiatria do hospital, para utilizar a toxina botulínica do tipo A de forma terapêutica, um tratamento amplamente estudado e comprovado cientificamente com nível de evidência 1A. A substância é aplicada por um médico especialista diretamente nos músculos mais afetados, guiado por ultrassonografia para garantir a máxima precisão e eficácia do tratamento. 

“Esse botox age bloqueando a comunicação entre o nervo e o músculo, promovendo um relaxamento muscular localizado e controlado. O objetivo não é a paralisia, mas sim a redução da rigidez excessiva. Com isso, conseguimos diminuir a dor, melhorar o posicionamento do membro, facilitar o trabalho da fisioterapia e da terapia ocupacional e, em muitos casos, devolver ao paciente a capacidade de realizar movimentos que antes eram impossíveis”, detalha a Dra. Paolla de Magalhães. 

O tratamento é individualizado e faz parte de um plano terapêutico completo, que envolve uma equipe multidisciplinar altamente qualificada, composta por neurologistas, fisiatras, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Essa abordagem integrada garante um cuidado integral e focado nos objetivos de cada paciente, maximizando as chances de recuperação e reintegração social. 

A aplicação da toxina botulínica no Hospital Orizonti reforça o compromisso da instituição com a inovação, a pesquisa e a busca contínua por tratamentos que ofereçam maior eficácia e qualidade de vida na recuperação de seus pacientes, consolidando sua posição como referência em neurologia e reabilitação.


Estresse e ansiedade podem desregular o ciclo menstrual e afetar a fertilidade, alerta ginecologista


Estresse, ansiedade e noites mal dormidas não afetam apenas o humor e a produtividade: eles também podem ser grandes vilões da saúde ginecológica. De acordo com a ginecologista Dra. Camila Bolonhezi, CEO do Instituto Macabi, essas questões emocionais têm impacto direto na menstruação e na fertilidade das mulheres.


“Os níveis elevados de cortisol, o hormônio do estresse, interferem diretamente na produção de progesterona e estrogênio. Isso pode fazer com que o ciclo menstrual se desregule, provocando atrasos, sangramentos fora de hora, aumento de fluxo ou cólicas mais intensas”, explica a médica.


Para minimizar os efeitos do estresse no corpo, Dra. Camila recomenda estabelecer uma rotina mais saudável e regular: “Dormir e acordar sempre nos mesmos horários, jantar cedo e manter pelo menos oito horas de sono de qualidade são medidas que fazem diferença. O corpo funciona melhor com rotina — inclusive o sistema reprodutivo”.


Reduzir o consumo de cafeína e praticar atividades físicas com regularidade também são estratégias eficazes. Segundo a ginecologista, movimentar-se diariamente ajuda na liberação de neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar, contribuindo para o equilíbrio hormonal.


Além disso, práticas de respiração guiada, meditação e acompanhamento psicológico são aliados importantes para aliviar o estresse e melhorar o padrão menstrual. No entanto, Dra. Camila ressalta que nem toda irregularidade tem origem emocional. “Hoje em dia, todo mundo está estressado e ansioso, mas isso não pode ser um diagnóstico automático. É fundamental procurar um ginecologista de confiança para investigar causas orgânicas e garantir um cuidado completo com a saúde feminina”, reforça.



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