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| Unsplash Luiza Braun |
Pediatra reforça 5 verdades que todos deveriam saber sobre a importância do aleitamento materno
Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), em 2019, apenas 45,8% dos bebês brasileiros menores de seis meses estavam em aleitamento materno exclusivo, índice distante da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde de 70% até 2030. Diante desse cenário, o Agosto Dourado, mês de conscientização sobre a importância do aleitamento materno, reforça que apoio, informação e combate a mitos são tão fundamentais quanto o próprio leite materno.
“Amamentar é um
cuidado de saúde pública. É proteger mãe e bebê hoje e também no futuro, com
impactos que vão do sistema imunológico à prevenção de doenças crônicas”,
afirma a médica pediatra e professora do curso de Medicina do Centro
Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), Dra. Lívia Franco. Ela destaca
cinco verdades que precisam ser ditas e repetidas sobre o aleitamento:
1. Leite
materno é uma vacina natural: contém anticorpos
que protegem o bebê contra infecções respiratórias, gastrointestinais e até
meningites. Quanto mais o bebê mama, mais ele se protege.
2. Cada
gota é personalizada: o leite materno muda de
composição a cada mamada e, ao longo dos dias, se ajusta às necessidades do
bebê como nenhum outro alimento consegue.
3.
Amamentar também protege a mãe: reduz o risco de
câncer de mama, ovário e até de diabetes tipo 2. É um cuidado de saúde para
ambos: mãe e filho.
4. Não
existe leite fraco: essa é uma das maiores fake
news que ouvimos. Todo leite materno é forte, nutritivo e completo para o bebê.
O que pode faltar é apoio à mãe, e não nutrientes no leite.
5.
Amamentar faz bem ao metabolismo do bebê: bebês amamentados exclusivamente por 6 meses têm risco menor de
desenvolver obesidade, asma, alergias e até diabetes no futuro.
Lívia Franco - médica endocrinologista pediátrica, coordenadora pedagógica e docente do curso de Medicina da UniMAX, em Indaiatuba (SP). Graduada em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (2017), realizou Residência Médica em Pediatria no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (HAOC) e em Endocrinologia Pediátrica na Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Possui MBA em Gestão em Saúde pela USP e pós-graduação em Educação Médica com foco em Metodologias Ativas (Grupo UniEduK).
Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ)
Centro Universitário Max Planck (UniMAX

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