Pesquisar no Blog

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Agosto Dourado: o leite materno é cuidado, vínculo e prevenção

 

Unsplash
Luiza Braun

Pediatra reforça 5 verdades que todos deveriam saber sobre a importância do aleitamento materno

 

Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), em 2019, apenas 45,8% dos bebês brasileiros menores de seis meses estavam em aleitamento materno exclusivo, índice distante da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde de 70% até 2030. Diante desse cenário, o Agosto Dourado, mês de conscientização sobre a importância do aleitamento materno, reforça que apoio, informação e combate a mitos são tão fundamentais quanto o próprio leite materno. 

“Amamentar é um cuidado de saúde pública. É proteger mãe e bebê hoje e também no futuro, com impactos que vão do sistema imunológico à prevenção de doenças crônicas”, afirma a médica pediatra e professora do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), Dra. Lívia Franco. Ela destaca cinco verdades que precisam ser ditas e repetidas sobre o aleitamento:
 

1. Leite materno é uma vacina natural: contém anticorpos que protegem o bebê contra infecções respiratórias, gastrointestinais e até meningites. Quanto mais o bebê mama, mais ele se protege.
 

2. Cada gota é personalizada: o leite materno muda de composição a cada mamada e, ao longo dos dias, se ajusta às necessidades do bebê como nenhum outro alimento consegue.
 

3. Amamentar também protege a mãe: reduz o risco de câncer de mama, ovário e até de diabetes tipo 2. É um cuidado de saúde para ambos: mãe e filho.

 

4. Não existe leite fraco: essa é uma das maiores fake news que ouvimos. Todo leite materno é forte, nutritivo e completo para o bebê. O que pode faltar é apoio à mãe, e não nutrientes no leite.

 

5. Amamentar faz bem ao metabolismo do bebê: bebês amamentados exclusivamente por 6 meses têm risco menor de desenvolver obesidade, asma, alergias e até diabetes no futuro.

 


Lívia Franco - médica endocrinologista pediátrica, coordenadora pedagógica e docente do curso de Medicina da UniMAX, em Indaiatuba (SP). Graduada em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (2017), realizou Residência Médica em Pediatria no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (HAOC) e em Endocrinologia Pediátrica na Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Possui MBA em Gestão em Saúde pela USP e pós-graduação em Educação Médica com foco em Metodologias Ativas (Grupo UniEduK).


Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ)

Centro Universitário Max Planck (UniMAX


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados