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quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Feminicídios recentes reforçam a necessidade de ação estruturante e visibilidade no Agosto Lilás.


Divulgação

Iniciativa divulgada no Brasil em agosto e em outros países da América Latina em novembro destaca que além da violência física existem a psicológica, a sexual, a moral e a patrimonial


Em um contexto marcado por números persistentes e episódios recentes que escancaram a gravidade da violência contra a mulher no Brasil, o Instituto Natura e a Avon reforçam seu compromisso histórico com a pauta ao dar continuidade às ações do Agosto Lilás por meio da campanha “Sim, é violência. Chame pelo nome”.

A urgência da campanha é evidenciada por casos recentes que chocaram o país. Em março deste ano, Maria Victória Rodrigues dos Santos, de apenas 15 anos e grávida, foi brutalmente assassinada em Itaueira (PI). Já em fevereiro, Vanessa Ricarte, de 42 anos, foi vítima de feminicídio em Campo Grande (MS), mesmo após registrar boletim de ocorrência e solicitar medida protetiva. Também neste semestre, uma mulher foi espancada com mais de 60 socos em Natal (RN), em uma tentativa de feminicídio amplamente divulgada pela imprensa. 

Esses episódios não são isolados. Em 2024, mais de 250 mil casos de violência doméstica foram registrados no Brasil, e o país contabilizou 1.492 feminicídios,o maior número desde a criação da tipificação penal. A cada dia, em média, quatro mulheres são assassinadas simplesmente por serem mulheres. Estima-se ainda que mais de 21 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência no último ano, e que, entre elas, muitas não conseguem identificar ou denunciar a situação de abuso, especialmente quando ocorre em ambientes domésticos ou afetivos. 

“Acreditamos que informação é a primeira etapa do acolhimento e do apoio. Nomear é reconhecer. Um dos modos mais eficazes de violar direitos é justamente impedir que as pessoas saibam que os têm. Por isso, trabalhar para que as mulheres conheçam seus direitos, transformem suas vidas e sejam reconhecidas em sua plena dignidade sempre esteve no centro da nossa atuação. Neste ano, ampliamos ainda mais nosso poder de atuação, ao levar um conceito único de campanha, com mensagens claras e elucidativas, tanto para as brasileiras em agosto, durante o Agosto Lilás, quanto para as mulheres argentinas, chilenas, colombianas, peruanas e mexicanas em novembro, durante os 16 dias de Ativismo”, afirma Beatriz Accioly, Líder de Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra as Mulheres do Instituto Natura. 

A campanha, assinada pela agência Repense, propõe um conceito que funciona bem em todos os países da América Latina e que será trabalhado em duas etapas: primeiro, promovendo a escuta e o reconhecimento; depois, a ação, para que mulheres conheçam seus direitos e para que toda a sociedade compreenda seu papel de acolhimento. Porque a saída é sempre coletiva. 

Aline Leucz, diretora de Criação da Repense, reforça que “o conceito é literalmente um chamado para que a sociedade não normalize as violências do dia a dia: uma cena de ciúme, uma piada maldosa no trabalho, sexo sem consentimento e perseguição nas redes sociais, por exemplo. Queremos ajudar a sociedade a identificar e nomear a violência, porque reconhecê-la é o primeiro passo para romper o ciclo”, ressalta Aline. 

Com um vídeo-manifesto potente que ressalta as violências que não deixam marcas na pele e se disfarçam de amor, ciúme ou brincadeira, a campanha online será veiculada no Brasil de 1º a 30 de agosto, nas redes sociais (Instagram e Facebook) do Instituto Natura e da Avon. 

De maneira inédita, a Avon, no dia 07 de agosto, data que marca os 19 anos da Lei Maria da Penha, mudará a cor do seu logo para lilás (Pantone 2582C), em apoio à campanha do Agosto Lilás. 

“Essa mudança simbólica no nosso logo reforça o compromisso da Avon com a causa. É um gesto que busca chamar a atenção da sociedade para as diferentes formas de violência que ainda são naturalizadas. Queremos ser parte ativa na transformação dessa realidade e fazer um chamado à toda sociedade para combatermos juntos a violência contra mulheres e meninas”, afirma Juliana Barros, diretora de Marketing e Comunicação da Avon. 

A ação no Brasil, além de conscientizar, também reforça os meios de apoio e acolhimento, como o canal Angela, que oferece suporte a mulheres em situação de violência doméstica pelo número (11) 94494-2415. A campanha contará, ainda, a partir de 1º de agosto, com um hub informativo reunindo todas as ações: www.institutonatura.org/agostolilas. Já nos países hispânicos, a campanha será realizada em novembro, durante os “16 Dias de Ativismo”, uma iniciativa global liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU), e o hub de conteúdo entrará no ar em novembro com o endereço www.institutonatura.org/16diasdeactivismo.
 

Origem do Agosto Lilás

O Agosto Lilás foi instituído no Brasil como mês de proteção à mulher e conscientização pelo fim da violência contra a mulher em 2022, com a sanção da Lei 14.448. A campanha também está diretamente ligada à promulgação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), sancionada em 7 de agosto de 2006, considerada um marco no enfrentamento à violência de gênero no Brasil. A legislação ampliou os mecanismos de proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade, reconhecendo oficialmente cinco formas de violência: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
 

Ficha-técnica da campanha 2025

Título: Sim, é violência. Chame pelo nome.

Anunciante: Instituto Natura e Avon

Equipe do Anunciante Brasil: Letícia Passini, Giuliana Borges, Ivanda Maria Sobrinha, Beatriz Accioly

Equipe do Anunciante Hispana: Violeta Galanternik, Ana Inês Alvarez, Dalila Di Menna, Carla Garcia Esquivel, Camila Di Franco, Maria Camila Balbi, Lucila Decoud, Gabriela da Prato.

 

Agência: Repense

CEO: Otavio Dias

Diretora de Atendimento: Bianca Tenenberg

Head de Atendimento: Vick Magalhães

Atendimento: Priscylla Teixeira

Direção de Criação: Aline Leucz

Head de Criação: Bruno Pimentel

Redação: Lina Cujar

Direção de Arte: Isabela Pinheiro, Eduardo Callian

Revisão: Angela Guanais e Fernanda Puleghini

Planejamento: Andrea Cabral

Produção Gráfica: Leandro Souza

Finalização: Gilmar Padrão

RTV: Daniele Gomes e Sueli Feltre

Mídia: Agência VML Brasil, Camilla Andrade, Thais Corsi

Produtora: Malabar Filmes

Direção: Albert Klinke

Atendimento: Simone Rosa

Edição: André Tambucci

Finalização: Malabar Filmes

Produtora de áudio: Lua Nova

Direção Geral: Thomas Roth

Atendimento: Isabela Calais Salles

Produtor: Frederico Rossin Benuce

Composição: Frederico Rossin Benuce e Isabela Calais Salles

Finalização: Leonardo Bertocchi Ramos, Gabriel Schubsky e Júlio Brasileiro

 

Instituto Natura


Dia dos Pais: como celebrar sem comprometer o orçamento

Em meio ao alto índice de endividamento no país, Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP®, orienta sobre planejamento financeiro, consumo consciente e alternativas simbólicas para homenagear os pais sem cair nas armadilhas do apelo emocional e das dívidas.
 

À medida que o Dia dos Pais se aproxima, muitas famílias já começam a se organizar para presentear os pais. Uma pesquisa realizada pela CNDL e pelo SPC Brasil em parceria com a Offerwise Pesquisas mostra que o Dia dos Pais deve movimentar R$ 27,13 bilhões no comércio e serviços. Segundo o levantamento, 65% dos consumidores pretendem comprar presentes no Dia dos Pais neste ano.

Mas, para além das vitrines decoradas e promoções tentadoras, o momento pede cautela, especialmente no atual cenário econômico do país. Com mais de 72 milhões de brasileiros inadimplentes, segundo dados da Serasa de julho de 2025, a celebração precisa ser planejada com responsabilidade para não comprometer o orçamento doméstico.

“O primeiro passo é avaliar o orçamento e definir um limite de gastos compatível com a sua realidade. Não existe presente que compense uma dívida que não poderá ser paga depois”, destaca Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP® e especialista em finanças comportamentais.

O alerta se justifica. De acordo com o Banco Central, mais de 48% da renda das famílias das classes C e D está comprometida com dívidas, sendo o cartão de crédito o principal vilão. Para Patzlaff, o grande erro é deixar que a emoção fale mais alto. “Datas comemorativas ativam o nosso lado emocional e, muitas vezes, o desejo de agradar se sobrepõe à racionalidade financeira. Esse é o terreno fértil para decisões impulsivas”, afirma.

É justamente essa impulsividade que leva a armadilhas comuns, como o parcelamento excessivo sem planejamento. “Parcelar pode ser um recurso útil, mas só quando o valor cabe dentro do orçamento das próximas parcelas. Se for necessário entrar no rotativo ou estourar o cartão, é melhor repensar a compra”, diz o especialista. Segundo dados do Banco Central, os juros do crédito rotativo chegaram a 436% ao ano em julho de 2025, um risco altíssimo para quem não consegue quitar a fatura no prazo.

Com o bolso apertado, muitos brasileiros estão optando por alternativas mais econômicas, mas nem por isso menos significativas. Presentes simbólicos e feitos à mão têm ganhado destaque. “Presentes afetivos costumam ter um valor emocional maior do que os caros. Uma carta, um vídeo feito pelos filhos, um café da manhã especial ou um dia de convívio são formas sinceras de homenagear, sem pesar no bolso”, lembra Patzlaff.

Para evitar arrependimentos e gastos excessivos, a dica é se planejar com antecedência. Patzlaff recomenda a criação de uma lista com opções de presentes e valores definidos antes de iniciar as compras. “Evite navegar sem propósito por sites de varejo. Isso aumenta muito a chance de compras por impulso”, alerta. Segundo a Serasa, 64% dos consumidores que compraram por impulso em 2024 se arrependeram da compra dias depois, e 22% enfrentaram dificuldades para pagar a fatura.

A antecipação também pode garantir melhores preços. “Campanhas promocionais antecipadas, como os ‘esquentas’, costumam oferecer descontos reais. Deixar para última hora eleva o risco de pagar mais caro e reduz as opções de escolha”, observa.

Na hora de escolher, o ideal é unir utilidade e afeto. “Presentes com propósito, como livros, itens de cuidado pessoal ou acessórios que realmente serão usados, costumam ter maior aceitação. O mais importante é conhecer o gosto do pai e fugir de modismos”, diz o planejador financeiro.

Patzlaff também destaca a importância de envolver os filhos nesse processo. “É uma oportunidade de ensinar educação financeira na prática. Eles podem economizar um pouco por mês, criar algo com as próprias mãos ou propor um momento em família. Isso ensina que carinho e planejamento caminham juntos”, afirma. 

Mais do que uma simples comemoração, o Dia dos Pais pode se tornar um momento educativo e transformador dentro de casa. “Falar sobre orçamento, comparar preços e decidir em conjunto é uma forma de fortalecer vínculos e construir uma cultura financeira saudável na família”, conclui. Um relatório da Febraban divulgado em 2025 revela que famílias que discutem abertamente sobre dinheiro têm 71% mais chances de evitar dívidas desnecessárias e manter uma reserva de emergência.

Assim, o Dia dos Pais pode e deve ser celebrado com afeto, criatividade e, acima de tudo, equilíbrio. Afinal, demonstrar amor não precisa custar caro.

 

Jeff Patzlaff - planejador financeiro CFP®



Intenção de parcelar compras no Dia dos Pais cresce e Pix Parcelado ganha destaque, aponta pesquisa da Koin

Levantamento revela que 97% dos consumidores pretendem parcelar presentes para a data; maioria planeja gastar até R$ 200 e Pix Parcelado desponta como opção entre os brasileiros. 

 

Levantamento da Koin, fintech líder em BNPL (Buy Now, Pay Later) no Brasil, revela que, neste Dia dos Pais, os consumidores estão cada vez mais atentos a formas de pagamento mais acessíveis. O Pix Parcelado deve ser utilizado por 67,3% dos entrevistados, confirmando uma tendência já observada no Dia das Mães.  

A pesquisa aponta que 97% dos consumidores pretendem parcelar suas compras: 38,5% em até 5 vezes; 36,5% em mais de 5 vezes, 22,3% em até 2 vezes. Apenas 2,7% declararam intenção de pagar à vista. 

O levantamento também mostra que 78,8% dos brasileiros pretendem presentear na data, evidenciando a relevância da ocasião para o comércio. O preço segue como principal critério de escolha para 60,8% dos entrevistados, seguido de pedidos feitos pelo presenteado (16,5%), escolhas que serão feitas na hora da compra (13,5%). Somente 9,2% dos consumidores responderam que ainda não haviam decidido a respeito. 

Entre os presentes mais citados estão roupas e acessórios (35,4%), seguidos por eletrônicos (20,4%), calçados (12,7%) e perfumes e produtos de higiene (12,3%). Outros itens mencionados, mas em menor relevância foram relógios (2,8%), itens esportivos (1,9%), bebidas (1,2%), livros e revistas (0,8%) e outros (6,9%).  

Já a faixa de gasto mais comum deve ficar entre R$ 51 a R$ 150 (24,2%), seguida por R$ 151,00 e R$ 200,00 (19,2%); R$ 251,00 a R$ 350,00 (15%); R$ 501,00 e R$ 1.000,00 (14,6%); depois R$ 351,00 e R$ 500,00 (13,8%) e acima de R$ 1.000,00 (13,1%). 

Para Gabriela Jubram, Head de Marketing da Koin, os dados reforçam um movimento claro no comportamento de compra. ‘’O Pix parcelado, ao unir o imediatismo do Pix com o alívio do parcelamento, se consolida como uma alternativa estratégica, tanto para consumidores, que ganham flexibilidade, quanto para lojistas, que aumentam a conversão e entregam uma experiência de compra mais fluida”, comenta. 

A sondagem foi feita na última semana de julho e contou com cerca de 400 respondentes de todo o Brasil.  

 

Koin
www.koin.com.br


Disparada histórica: Turismo Internacional no Brasil cresce 47,5% e atrai quase 6 milhões de estrangeiros em sete meses


São Paulo está entre as regiões que lideram a chegada recorde
de turistas internacionais ao Brasil, seguido pelo Rio de Janeiro
 e pelo Rio Grande do Sul
 (Crédito: Embratur-Sebrae/Divulgação)

O número equivale a duas vezes a população inteira do Distrito Federal, atualmente estimada em 2.982.818 habitantes 


O turismo internacional no Brasil segue em forte ascensão. Entre janeiro e julho de 2025, o país recebeu 5.952.254 turistas estrangeiros, um recorde histórico que representa um crescimento de 47,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O número impressiona: equivale a duas vezes a população inteira do Distrito Federal, atualmente estimada em 2.982.818 habitantes. 

Somente no mês de julho, o Brasil contabilizou 620.143 chegadas internacionais, um avanço de 41,9%, ou seja, 183 mil turistas a mais, quando comparado com julho de 2024. A alta reflete o fortalecimento da imagem do país como destino turístico e os esforços conjuntos para a promoção do Brasil no exterior. 

Na visão do presidente da Embratur, Marcelo Freixo, os números são resultado do trabalho da Embratur, executado “com estratégia, seriedade e paixão”. “O Brasil hoje encanta o mundo, e isso não é apenas uma boa notícia para o turismo, é uma vitória para o nosso povo. Chegar a quase 6 milhões de turistas internacionais em apenas sete meses é resultado direto do trabalho que temos feito na Embratur para promover nossos destinos com estratégia, seriedade e paixão. Cada turista que escolhe o Brasil movimenta a economia, gera empregos, aquece o comércio local, fortalece a cultura e cria novas oportunidades de negócios nos quatro cantos do país. Esse crescimento não acontece por acaso: é fruto de uma política pública que entende o turismo como vetor de desenvolvimento, inclusão e valorização da nossa diversidade”, comemorou. 

Para o ministro do Turismo, Celso Sabino, os números refletem uma mudança de patamar do setor. “Receber quase 6 milhões de turistas estrangeiros em sete meses é um feito histórico que mostra que o Brasil voltou ao protagonismo no cenário internacional. Isso significa mais emprego, mais renda e mais oportunidades para nossa gente. O mundo está redescobrindo o Brasil, e nós estamos preparados para receber cada vez mais visitantes”, afirmou o ministro. 

A América do Sul segue liderando o ranking de procedência dos turistas, com 3,7 milhões de visitantes, especialmente da Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai. Os Estados Unidos também se destacam, com 465.192 turistas enviados ao Brasil até julho. Do continente europeu, vieram 532.242 viajantes, com destaque para França, Portugal, Alemanha e Reino Unido. 

Os dados reforçam o potencial do turismo como vetor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira. O desempenho positivo é resultado das estratégias de promoção adotadas pelo governo federal, com ações voltadas à ampliação da conectividade aérea, fortalecimento da imagem do Brasil no exterior e investimentos em infraestrutura turística.

 

Portas de entrada 

São Paulo lidera a recepção de turistas estrangeiros em 2025. O estado recebeu 1.582.286 visitantes estrangeiros entre janeiro e julho, consolidando-se como a principal porta de entrada do turismo internacional no Brasil. Logo em seguida aparece o Rio de Janeiro, com 1.324.515 chegadas, seguido de perto pelo Rio Grande do Sul, que garantiu a terceira posição ao receber 1.256.132 turistas de fora do país.



O horizonte de quem sonha: por que nunca devemos parar de olhar para frente

 

Na infância, o horizonte era uma linha tênue entre o céu e os telhados da periferia de Diadema. Ainda pequeno, carregando nos olhos mais sonhos do que certezas, me acostumei a contemplar aquele ponto lá na frente — como quem procurava respostas ou mapas que indicassem o caminho para algo maior.

Tive uma breve pausa nesse cenário. Dos 5 aos 8 anos, morei no Planalto Paulista, bairro tradicional de São Paulo, onde meu pai trabalhava como zelador de um edifício chamado Ana Paula. Morávamos ali mesmo, no prédio. E, ainda assim, mesmo em um bairro diferente, em um ambiente novo, o hábito continuou: olhar o horizonte. Aquela linha invisível que, mesmo distante, parecia conversar comigo todos os dias: “vai em frente”.

Retornamos a Diadema, e o horizonte continuava lá — talvez mais poluído, mais caótico, mais difícil de alcançar. Mas era justamente essa constância que me ensinou algo valioso: olhar para frente é uma escolha. Uma atitude que não depende do lugar, mas da vontade de chegar.

Hoje, entendo que esse olhar infantil não era ingenuidade — era visão. Era uma forma silenciosa de aprender que o futuro é uma construção diária, feita com tijolos de esperança, sacrifício e conhecimento. Trabalhar em uma grande empresa, conquistar espaço, transformar a vida dos meus pais e de quem me rodeia: tudo isso começou naquela curiosidade de enxergar o que havia além.

Quantos de nós ainda olhamos para o horizonte?

Na correria dos dias, na dureza da rotina, no peso dos boletos e nas urgências do agora, esquecemos de levantar os olhos. Esquecemos de sonhar. Ficamos reféns do imediato, do palpável, da sobrevivência. Mas o sonho — ah, o sonho — ele mora lá na frente. E só quem levanta os olhos consegue vê-lo se aproximar.

Sonhar não é um luxo. É uma necessidade. É o que move o estudante da quebrada, o empreendedor do interior, o jovem que sonha em sair da estatística. É o que faz o operário estudar à noite, a mãe solo criar filhos com esperança, o executivo repensar seu propósito. Sonhar é o que nos conecta com o que há de mais humano: a capacidade de imaginar uma vida melhor — e lutar por ela.

É preciso, sim, olhar para frente mesmo nos dias nublados. Quando o céu parece cinza e as notícias pesam mais do que inspiram. É justamente nesses momentos que o horizonte se faz ainda mais necessário. Porque ele nos lembra que há algo depois da tempestade. Que o sol não desapareceu — só está escondido por enquanto.

E aqui vai um convite: não deixe que o mundo feche os seus olhos para o futuro. Levante o queixo, mesmo que a vida te empurre para baixo. Olhe para frente. Sonhe grande. E se não der para alcançar de primeira, caminhe mais um pouco. Porque quem sonha, anda. E quem anda, chega.

Que cada um de nós possa carregar esse olhar de criança que, em silêncio, acreditava que algo melhor viria. Porque vem. E quando vier, que possamos lembrar: foi o horizonte que nos ensinou a não desistir.

 


Francisco Carlos
CEO Mundo RH e Tec Login - Top 100 People 2023

Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/o-horizonte-de-quem-sonha-por-que-nunca-devemos-parar-carlos-p8uyf/


Com eleitores cada vez mais desconfiados, marketing político se reinventa para engajar e enfrentar desinformação e hiperconectividade

Com a ascensão das redes sociais e o declínio da confiança nos partidos, novas estratégias políticas entram em ação para conquistar eleitorado de olho em 2026 

 

O marketing político brasileiro passa por uma reinvenção. Em um ambiente saturado por desinformação, polarização e cansaço do eleitor, campanhas eleitorais precisam ir além de promessas genéricas e peças publicitárias tradicionais. O atual momento exige coerência narrativa, uso estratégico de tecnologia, autenticidade e participação das pessoas. 

Essa nova lógica é reforçada por dados recentes que ajudam a compreender o comportamento do eleitor e a adaptação das campanhas. O Digital News Report 2023, produzido pela Universidade de Oxford e o Instituto Reuters, destaca o Brasil como um dos países com maior uso de redes sociais como fonte primária de informação política, especialmente entre jovens de 18 a 34 anos. 

Segundo pesquisa do Instituto DataSenado, 79% dos brasileiros usam o WhatsApp como principal canal de informação sobre política e sociedade, seguido por YouTube (49%), Facebook (44%) e TV aberta (43%). Isso significa que 45% dos eleitores já decidiram seu voto com base em conteúdos vistos nas redes sociais, evidenciando o papel central que plataformas digitais passaram a ter nas disputas eleitorais. 

Para o publicitário e especialista em marketing político, Guto Araújo “as campanhas eleitorais estão cada vez mais tecnológicas, mais agressivas e emocionalmente polarizadas. Há uma disputa constante por atenção, muitas vezes baseada no medo ou no confronto”, revela. De acordo com o profissional, não basta mais ter boas propostas e uma estética eficiente. “É preciso entregar coerência e conexão emocional. O eleitor de hoje está mais informado, porém também mais saturado. Quem pauta o debate público hoje é quem utiliza como matéria prima o que já está sendo debatido”, analisa. 

Com isso, para Araújo, o momento se torna desafiador e ao mesmo tempo promissor. “A tecnologia está redesenhando o campo político, mas isso exige responsabilidade. Os próximos ciclos eleitorais no Brasil serão definidos não apenas por grandes orçamentos, mas pela capacidade de engajar um público cada vez mais crítico e vigilante”, avalia. 

A seguir, Guto Araújo elenca cinco diretrizes que irão tomar conta das campanhas políticas em 2026:

1.Digitalização estratégica: plataformas como TikTok, Instagram e WhatsApp deixaram de ser apenas canais de divulgação e se tornaram arenas centrais de disputa simbólica. O uso de dados, automação e linguagem segmentada é fundamental para alcançar públicos diversos com precisão.

 

2.Gestão da confiança e da reputação pública: o eleitor de hoje não avalia apenas o discurso do candidato, mas sua trajetória, posicionamentos anteriores e coerência ao longo do tempo. A construção de uma imagem confiável é tão relevante quanto as propostas de governo.

 

3.Storytelling e emoção como diferenciais competitivos: a emoção é um gatilho de memória e decisão política. Por isso, narrativas autênticas e bem construídas são capazes de gerar identificação, mobilizar afetos e engajar diferentes segmentos do eleitorado.

 

4.Resposta ágil e profissionalização multidisciplinar: campanhas eficientes contam hoje com equipes que reúnem criativos que já pensem os formatos e textos de peça a partir de uma perspectiva digital. Além disso, especialistas em comportamento para monitorar o ambiente digital e reagir rapidamente a crises, ataques e fake news.

 

5.Participação ativa do eleitorado: ferramentas de escuta social, grupos focais e canais de feedback direto estão transformando o eleitor de receptor passivo em cocriador das mensagens. A lógica vertical da comunicação política está cedendo lugar a abordagens mais horizontais, dialogadas e colaborativas.


6 estratégias para bares e restaurantes venderem mais no Dia dos Pais

Data é uma das mais importantes para o setor de alimentação fora do lar; para especialista da Goomer, planejamento, cardápios promocionais e canais digitais fazem a diferença no faturamento e fidelização

 

O Dia dos Pais é, tradicionalmente, uma das datas mais importantes do calendário do food service brasileiro. Em 2024, as vendas do Dia dos Pais no varejo apresentaram um crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Neste ano, a expectativa é ainda melhor: a previsão é que esse seja o melhor Dia dos Pais em 11 anos. Segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em 2025, a data comemorativa deve movimentar cerca de R$ 7,84 bilhões em vendas, o que representaria o melhor desempenho do setor desde 2014 e o crescimento de 3,2% em relação ao ano passado, já descontada a inflação.

Nesse cenário, bares e restaurantes têm uma grande oportunidade para faturar mais e fidelizar clientes, mas é preciso planejamento, criatividade e o uso de ferramentas  tecnológicas. “O Dia dos Pais é uma data carregada de emoção. Restaurantes que se planejam com antecedência, ajustam o cardápio e otimizam o atendimento com  tecnologia têm mais chances de fidelizar o cliente para o ano todo”, afirma Isaac Paes, CMO da Goomer, líder em soluções digitais para o setor.

Pensando nisso, especialista listou 6 ações práticas para que esses estabelecimentos aproveitem a data:


1. Apostar em cardápio temático e promocional

Elaborar pratos ou produtos exclusivos para o Dia dos Pais gera senso de novidade e estimula pedidos. Associar a um preço promocional aumenta ainda mais o apelo. “Usar fotos bem produzidas e descrições claras nos cardápios digitais aumenta a conversão dos pedidos. É uma forma de mostrar cuidado com o cliente”, afirma Paes.


2.  Oferecer combos para famílias

A criação de combos para duas, quatro ou seis pessoas atende à demanda de praticidade das famílias e eleva o ticket médio. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), as datas comemorativas podem elevar em até 30% o valor dos pedidos. “Permitir agendamento de retirada ou entrega também ajuda a evitar gargalos no pico do atendimento”, destaca o especialista.


3. Disponibilizar cupons e campanhas de incentivo

Campanhas com cupons para uso na data ou em visitas futuras funcionam para atrair e fidelizar clientes. Segundo dados da Goomer, restaurantes que ativam cupons via cardápios digitais de delivery registram até 3x mais uso do benefício.


4. Fazer divulgação antecipada nas redes sociais 

Criar expectativa e divulgar o cardápio temático com imagens reais e legendas envolventes ajuda o público a se planejar.  "Quanto mais fácil for o acesso ao canal de pedidos, maior a conversão", complementa Paes. 


5. Tornar o pedido simples com cardápios digitais

Em datas de alto movimento, ferramentas que permitem pedidos autônomos — como cardápios via QR Code ou tablet — agilizam o atendimento e reduzem erros. “Além de acelerar o giro das mesas, essa solução reduz a dependência de equipe e melhora a experiência do cliente”, comenta o especialista.


 6. Garantir preparação operacional completa  

Estoques abastecidos, equipe treinada e logística de entrega ajustada fazem toda a diferença. “Não adianta investir em boas promoções sem execução de qualidade. A jornada precisa funcionar de ponta a ponta: pedido, cozinha, atendimento, entrega. A tecnologia ajuda a orquestrar tudo isso com mais fluidez”, conclui o CMO da Goomer. 

 

Goomer 


Advogado cita cinco passos para quem deseja matricular o filho em uma universidade nos EUA

De notas no ensino médio ao perfil dos pais, especialista compartilha o que realmente pesa na decisão das instituições


Enviar um filho para cursar uma universidade nos Estados Unidos é o sonho de muitos pais brasileiros, e uma meta que exige planejamento financeiro, conhecimento dos trâmites educacionais e adaptação cultural. O advogado Daniel Toledo, especialista em Direito Internacional e fundador da Toledo e Advogados Associados, compartilhou em detalhes a experiência com a matrícula do próprio filho em uma instituição americana. 

A jornada, segundo ele, vai além de boas notas no boletim escolar, envolve foco, documentação detalhada dos pais e uma análise minuciosa de perfil por parte da universidade. “Meu filho não era o melhor aluno da sala. Sempre passou de ano, ia bem nas disciplinas de humanas, mas não tinha um GPA excepcional. O que fez a diferença foi o conjunto, quem ele é, quem somos nós como família e o que ele pode se tornar”, afirma Toledo.


Etapa 1: foco e escolha da universidade

Ao contrário da estratégia comum nos EUA, aplicar para várias instituições e escolher entre as opções aprovadas, Toledo decidiu concentrar os esforços em uma única universidade. “Assumi o risco. Se não desse certo, teríamos que rever tudo. Mas preferi apostar em foco e preparo, conhecendo de perto o campus, conversando com coordenadores e visitando a faculdade antes de aplicar.”

Segundo dados do National Center for Education Statistics (NCES), há mais de 4 mil  instituições de ensino superior nos EUA. A taxa média de aceitação nas universidades é de 68%, mas nas mais competitivas, como Harvard ou Stanford, esse índice cai para menos de 5%.


Etapa 2: documentos e comprovação de renda

Mesmo após a aceitação inicial, a matrícula não é garantida sem uma segunda triagem, a análise do histórico familiar. A universidade solicitou do advogado todos os documentos acadêmicos, currículos, certificados e declarações fiscais nos quatro países onde atua, Brasil, Estados Unidos, Itália e Panamá.

“Não foi só o imposto de renda dos EUA. Tive que enviar os rendimentos do exterior também. A universidade quer entender quem está por trás do estudante. Eles avaliam o potencial de contribuição futura do aluno e o histórico da família”, explica.

Além da comprovação de capacidade de pagamento, Toledo optou por não solicitar bolsas nem financiamentos públicos. “Quis que meu filho estudasse com tranquilidade, sem depender de aprovação de auxílio. Preferi me preparar financeiramente com antecedência.”


Etapa 3: custo e planejamento financeiro

Estudar em uma universidade americana é um investimento significativo. De acordo com o College Board, o custo médio anual de uma universidade pública para residentes fora do estado (como é o caso da maioria dos estudantes estrangeiros) é de US$ 27 mil. Já nas universidades privadas, esse valor ultrapassa US$ 38 mil por ano.

No caso da família Toledo, o custo estimado foi de US$ 150 mil a US$160 mil para os quatro anos de graduação, fora despesas com moradia, alimentação, plano de saúde, livros e transporte. “Universidades mais renomadas ultrapassam os US$ 60 mil por ano. Mas há boas opções na faixa dos 20 a 40 mil dólares anuais que oferecem estrutura e reconhecimento.”


Etapa 4: curso, inglês e adaptação

O filho de Daniel Toledo optou por iniciar o curso com foco em Political Science, com intenção de seguir para a área de Direito (Law School) no futuro. A graduação tradicional em Direito nos EUA exige primeiro um Bachelor's Degree, seguido por mais três anos de Juris Doctor (JD) e aprovação no exame da ordem (Bar Exam).

Sobre o domínio do inglês, o advogado é direto. “O aluno brasileiro que estudou inglês no Brasil não está preparado. A diferença de sotaques nos EUA é brutal. Meu filho convive com colegas indianos, chineses, hispânicos e americanos de diferentes regiões. Se o jovem não fez o ensino médio nos EUA, vai ter mais dificuldade para acompanhar.”

Por isso, Toledo recomenda que, quando possível, os estudantes brasileiros concluam o High School nos Estados Unidos. “Ajuda na fluência, na adaptação à cultura acadêmica local e facilita a entrada em boas universidades.”


Etapa 5: carga horária e diploma duplo

Uma vantagem destacada na experiência foi a flexibilidade do sistema americano. Com a estrutura de créditos e janelas de horário, o estudante pode aproveitar disciplinas eletivas para obter mais de um diploma. “Com o planejamento certo, meu filho vai sair com três graduações em áreas complementares: Political Science, Business e Criminal Justice. Isso amplia muito as possibilidades futuras.”

Toledo acredita que o maior erro dos pais é criar expectativas descoladas da realidade. “Muitos acham que os filhos vão direto para Harvard. Isso pode gerar frustração se não acontecer. O importante é alinhar a escolha com o perfil do aluno e entender que a faculdade americana está buscando quem tem potencial para agregar à marca dela, seja no mercado, no empreendedorismo ou na carreira acadêmica.”

O passo mais importante, segundo ele, é se planejar com antecedência e conhecer bem o que está por trás das exigências. “A universidade quer saber se o aluno é capaz, se os pais podem sustentar o projeto e se a trajetória da família pode trazer orgulho para a instituição no futuro. Quando isso está claro, as portas se abrem”, conclui. 



Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Toledo também possui um canal no YouTube com mais de 700 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR. Para mais informações, acesse o site ou pelo Linkedin.



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Reta final do vestibular: 7 dicas essenciais para manter o foco

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Livro propõe ferramentas mentais e emocionais para o domínio da distração, da procrastinação e da falta de constância nos estudos

 

Com a chegada dos últimos meses para se prepararem para o ENEM e principais vestibulares do país, muitos estudantes enfrentam os maiores desafios do processo: manter a concentração e a constância diante do cansaço e da ansiedade. Nesse contexto, o clássico A Educação da Vontade, do educador Jules Payot, pode oferecer lições valiosas. 

Publicado pelo Grupo Editorial Edipro, o livro parte da ideia de que a vontade, mais do que o talento, é o que diferencia os estudantes bem-sucedidos. Confira, a seguir, sete dicas inspiradas na obra para atravessar os momentos finais de preparação com mais clareza e autocontrole. 

1. Transformar o dever em hábito

Payot defende que repetir ações disciplinadas diariamente é a chave para fortalecer a vontade. É importante estabelecer horários fixos para estudar, mesmo que em blocos menores, e evitar depender da motivação. A constância vem da repetição, não da empolgação. 

2. Bons exemplos

A convivência com colegas disciplinados, professores inspiradores ou até mesmo biografias de pessoas que venceram por esforço é, segundo o autor, um alimento moral. Na prática, vale buscar grupos de estudo, podcasts ou vídeos que reforcem bons comportamentos. 

3. Eliminar tentações do ambiente

Segundo Payot, o impulso inicial da distração pode ser vencido pela ausência do estímulo. Antes de começar a estudar, é necessário desligar notificações, organizar o ambiente e deixar longe tudo aquilo que costuma desviar a atenção, como o celular ou redes sociais. 

4. Não subestimar a força da preguiça

O educador trata a preguiça como uma força real, que precisa ser combatida com estratégias conscientes. Uma dica prática é começar com tarefas mais fáceis, ou revisar conteúdos já dominados. Dar o primeiro passo com leveza ajuda a manter o ritmo. 

5. Cultivar o prazer do esforço

A vontade se fortalece quando o esforço é associado à realização pessoal. Relembrar os objetivos, como ingressar em uma universidade, seguir uma vocação, é um passo concreto na direção certa. 

6. Trabalhar o autodomínio emocional

O estudante que se desespera diante de um erro ou resultado ruim tende a enfraquecer a própria vontade. Payot sugere o desenvolvimento da serenidade. É preciso encarar as falhas como parte do caminho e manter a regularidade, mesmo nos dias ruins. 

7. Educar a vontade como se educa um músculo

A vontade é como um músculo, ou seja, quanto mais exercitada, mais forte fica. Estudar com disciplina nos momentos difíceis, resistir a impulsos passageiros e manter compromissos são formas de treiná-la. E quanto mais treinada, mais natural ela se torna. 

 

Faltam menos de 100 dias para o Enem: o que estudar?

Especialista reforça a importância da revisão estratégica, simulados e equilíbrio emocional para potencializar a preparação 

 

Com a proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os estudantes entram na fase decisiva de preparação. Restando apenas 100 dias para a prova, é fundamental ajustar o ritmo de estudos para garantir um bom desempenho no exame. 

Segundo Rafaela Quintella, coordenadora do Ensino Médio e Pré-Vestibular do Colégio Pensi, esta é a hora de investir em uma revisão inteligente e focada. "Não é possível rever tudo de novo, por isso o aluno deve priorizar os conteúdos que têm maior peso e frequência no Enem, especialmente considerando o curso e a instituição que pretende prestar", destaca. 

 

Revisão 

É fundamental que o estudante realize uma revisão estratégica, levando em conta os temas recorrentes nas provas anteriores. Para isso, é essencial que ele compreenda o formato das questões e identifique os assuntos prioritários em cada área do conhecimento. O domínio desse processo é crucial para que a revisão seja estruturada de maneira eficiente, possibilitando ao aluno alcançar um desempenho de excelência.

 

Simulados

Além da revisão, a realização de simulados é essencial para que o estudante se familiarize com o formato da prova e aprenda a gerenciar o tempo durante o exame. Rafaela orienta: "Fazer o simulado com seriedade e revisar os erros depois ajuda a ajustar o planejamento de estudo e fortalece a confiança para o dia da prova", diz. 

 

Saúde emocional

A saúde emocional também merece atenção especial. "Atividades físicas leves, boas noites de sono e momentos de lazer são fundamentais para manter o equilíbrio e evitar a ansiedade", completa a coordenadora. 

Para ampliar o suporte aos alunos nesta reta final, o Pensi preparará uma live especial no YouTube, que abordará dicas práticas para a organização dos estudos, estratégias de revisão e cuidados com o bem-estar emocional. A transmissão contará com a participação dos professores da rede e será aberta ao público. (Aguardando informações de data e horário).


Dia dos Pais: 36% das PMEs esperam aumento nas vendas durante a data, mostra pesquisa da Serasa Experian

63% dos respondentes, por outro lado, esperam que as vendas permanecerão estáveis na quarta data sazonal de maior movimentação do varejo 

   Segundo datatech, saber em quais datas focar seus esforços é fundamental para os empreendedores

 

Dados mostram que a expectativa para o Dia dos Pais em 2025, em termos de movimentação financeira, é de cerca de R$7,84 bilhões, o que representa um crescimento de 3,2% em relação ao último ano, de acordo com a projeção realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). São números expressivos, que torna o Dia dos Pais a quarta data de maior movimentação do varejo, atrás apenas de Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados.

 

Apesar disso, de acordo com pesquisa realizada pela Serasa Experian, primeira e maior datatech do país, 63% das pequenas e médias empresas não esperam um aumento em suas vendas durante esse período.

 

“O mercado de trabalho aquecido e as medidas de estímulo ajudaram a sustentar o consumo no último ano. No entanto, a taxa de juros bastante restritiva começa a impactar a atividade econômica. Já observamos uma desaceleração no ritmo de concessão de crédito, reflexo não só do custo elevado, mas também da inadimplência crescente — hoje, 47,8% da população adulta está inadimplente, com média de quatro dívidas por CPF. Como o crédito é um pilar importante para o consumo no Brasil, esse cenário mais apertado tende a refletir nas vendas do Dia dos Pais, especialmente para os pequenos e médios negócios”, explica Camila Abdelmalack, economista da Serasa Experian.


 

A expectativa por setores, regiões, faixas de Score PJ e tempo de fundação das empresas


A pesquisa traz ainda alguns recortes relacionados à expectativa das PMEs para as vendas no Dia dos Pais. Olhando para os setores, das empresas que esperam vender mais neste período (que representam 36% da amostra total de respondentes), 62,5% são do setor de Serviços, 10,2% do Atacado e 7,3% são da área de Transportes.

 

Em termos de região, das pequenas e médias empresas que têm expectativas positivas em relação às vendas no Dia dos Pais, 57,8% são do Sudeste, enquanto 14,6% são do Nordeste, empatando com o Sul, que apresenta o mesmo percentual.

 

Em se tratando de Score PJ, 37,5% têm score acima de 601, 36,7% estão na faixa de pontuação entre 301 e 600 e 25,8%, até 300.

 

Por fim, olhando para o tempo da empresa: 22,6% dos respondentes da opção “sim” têm entre 11 e 20 anos, 25% possuem entre 6 e 10 anos e 19,5% entre 3 e 5 anos.

  

“Datas sazonais podem ser grandes aliadas para impulsionar pequenos e médios negócios. No entanto, é preciso planejamento. Visando apoiar as PMEs nesse processo, criamos um calendário de datas comemorativas, com o qual o empreendedor consegue visualizar os períodos mais importantes de acordo com seu tipo de negócio e entender em quais ações deve focar, visando o melhor custo-benefício. Somado a isso, entender o mercado e o momento econômico do país também contribui para um plano mais assertivo”, explica o vice-presidente de Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, Cleber Genero.

 

Metodologia

A pesquisa entrevistou 368 PMEs da base de clientes da Serasa Experian durante o mês de julho de 2025 com respondentes de todo o Brasil. 

 

Experian
experianplc.com


Gestão na nuvem é um risco à segurança?

Garantir a segurança. Essa vem sendo uma preocupação constante de líderes e gestores. Isso porque, ao mesmo tempo que reconhecem a importância de migrar para o ambiente digital e investir em recursos que garantam máxima eficiência como a nuvem, por exemplo, também existem receios se, de fato, essa tecnologia é segura. Afinal, como proteger dados armazenados de forma online?

Por mais que a gestão na nuvem não seja uma novidade no mercado, seu uso vem ganhando maior adesão nos últimos anos. Não à toa, as projeções do Gartner indicam que, ainda em 2025, é esperado que 85% das empresas estejam utilizando a computação em nuvem.

Esse forte interesse das organizações em investir no uso da nuvem se dá, principalmente, pelo fato de que esse serviço é um tipo de tecnologia que permite o armazenamento de dados e informações da companhia, sem a necessidade de um ambiente físico, com acesso de qualquer lugar.

Contudo, mesmo diante dos benefícios ofertados, antes de aderir a qualquer tipo de serviço, é fundamental compreender como funciona o ambiente compartilhado. Além disso, cada uma das versões (pública e privada) possuem especificidades que precisam ser analisadas para definir qual tem melhor aderência ao negócio. Outro ponto importante, sem dúvidas, também é o investimento na capacitação do time, uma vez que a equipe será a responsável por administrar as operações.

Isso é, vemos uma grande preocupação das organizações com os ciberataques que vem crescendo. Só o Brasil, de acordo com Relatório de Inteligência de Ameaças da NetScout, é o segundo país mais atacado do mundo. Naturalmente, existe a preocupação em investir na maior proteção. Quanto a isso, tecnologias como sistemas de varredouras, proteção de Workloads, unificação de IDs, Firewall de aplicações web, APIs, criptografia, Disaster Recovery, backup, entre outros recursos, ajudam a proteger o ambiente em nuvem.

Por sua vez, é importante chamar atenção para outro aspecto. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, 95% dos incidentes de segurança cibernética ocorrem devido a erro humano. Ou seja, os ataques podem acontecer tanto devido a falhas sistêmicas quanto à falta de entendimento dos níveis de acesso dos colaboradores. Sendo assim, de nada adianta investir em medidas de segurança, sem que a equipe tenha o conhecimento técnico necessário para utilizar a ferramenta de forma correta e sem expor a organização a riscos.

Na prática, a gestão em nuvem é uma medida segura, entretanto, sua eficácia está atrelada a diversos fatores e à forma como é gerenciada. Deste modo, é crucial aderir ao serviço de fornecedores confiáveis, bem como implementar medidas de segurança e ter controle das configurações de acesso dos usuários.

Certamente, administrar todas essas medidas não é uma tarefa simples. Por isso, contar com o apoio de um time especializado no serviço é mais uma medida protetiva que a empresa pode tomar. Afinal, o time técnico irá ajudar desde a migração segura para o ambiente, localizar brechas que podem expor a organização à riscos, até treinar os usuários para que utilizem a tecnologia seguindo regras e instruções que garantam uma operação segura.

A gestão em nuvem deixou de ser, há muito tempo, uma tendência, e se tornou uma necessidade das organizações. Desta forma, é fundamental que invistam na adequação da estrutura, acompanhando a evolução tecnológica, mas simultaneamente também prezem por iniciativas de conscientização com o time, por meio de ações de treinamento, workshops, palestras, vídeos informativos entre outros recursos.

À medida que a transformação digital avança, as empresas que já utilizam o sistema em cloud estarão à frente nessa jornada. A nuvem, sem dúvidas, é uma alternativa segura e eficiente para atravessar esse cenário, mas garantir sua segurança vai além do que aplicativos de proteção, e envolve aqueles que continuam sendo o centro de toda revolução tecnológica: as pessoas. 



Eliezer Moreira - sócio-diretor de Data Center na SPS Group.
SPS Group


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