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| Divulgação |
Iniciativa divulgada no Brasil em agosto e em outros países da América Latina em novembro destaca que além da violência física existem a psicológica, a sexual, a moral e a patrimonial
Em um contexto marcado por números persistentes e episódios recentes que escancaram a gravidade da violência contra a mulher no Brasil, o Instituto Natura e a Avon reforçam seu compromisso histórico com a pauta ao dar continuidade às ações do Agosto Lilás por meio da campanha “Sim, é violência. Chame pelo nome”.
A urgência da campanha é evidenciada por casos recentes que chocaram o país. Em
março deste ano, Maria Victória Rodrigues dos Santos, de apenas 15 anos e
grávida, foi brutalmente assassinada em Itaueira (PI). Já em fevereiro, Vanessa
Ricarte, de 42 anos, foi vítima de feminicídio em Campo Grande (MS), mesmo após
registrar boletim de ocorrência e solicitar medida protetiva. Também neste
semestre, uma mulher foi espancada com mais de 60 socos em Natal (RN), em uma
tentativa de feminicídio amplamente divulgada pela imprensa.
Esses episódios
não são isolados. Em 2024, mais de 250 mil casos de violência doméstica foram
registrados no Brasil, e o país contabilizou 1.492 feminicídios,o maior número
desde a criação da tipificação penal. A cada dia, em média, quatro mulheres são
assassinadas simplesmente por serem mulheres. Estima-se ainda que mais de 21
milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência no último ano, e que,
entre elas, muitas não conseguem identificar ou denunciar a situação de abuso,
especialmente quando ocorre em ambientes domésticos ou afetivos.
“Acreditamos que
informação é a primeira etapa do acolhimento e do apoio. Nomear é reconhecer.
Um dos modos mais eficazes de violar direitos é justamente impedir que as pessoas
saibam que os têm. Por isso, trabalhar para que as mulheres conheçam seus
direitos, transformem suas vidas e sejam reconhecidas em sua plena dignidade
sempre esteve no centro da nossa atuação. Neste ano, ampliamos ainda mais nosso
poder de atuação, ao levar um conceito único de campanha, com mensagens claras
e elucidativas, tanto para as brasileiras em agosto, durante o Agosto Lilás,
quanto para as mulheres argentinas, chilenas, colombianas, peruanas e mexicanas
em novembro, durante os 16 dias de Ativismo”, afirma Beatriz Accioly, Líder de
Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra as Mulheres do Instituto
Natura.
A campanha,
assinada pela agência Repense, propõe um conceito que funciona bem em todos os
países da América Latina e que será trabalhado em duas etapas: primeiro,
promovendo a escuta e o reconhecimento; depois, a ação, para que mulheres
conheçam seus direitos e para que toda a sociedade compreenda seu papel de
acolhimento. Porque a saída é sempre coletiva.
Aline Leucz,
diretora de Criação da Repense, reforça que “o conceito é literalmente um
chamado para que a sociedade não normalize as violências do dia a dia: uma cena
de ciúme, uma piada maldosa no trabalho, sexo sem consentimento e perseguição
nas redes sociais, por exemplo. Queremos ajudar a sociedade a identificar e
nomear a violência, porque reconhecê-la é o primeiro passo para romper o
ciclo”, ressalta Aline.
Com um vídeo-manifesto potente que
ressalta as violências que não deixam marcas na pele e se disfarçam de amor,
ciúme ou brincadeira, a campanha online será veiculada no Brasil de 1º a 30 de
agosto, nas redes sociais (Instagram e Facebook) do Instituto Natura e da Avon.
De maneira inédita,
a Avon, no dia 07 de agosto, data que marca os 19 anos da Lei Maria da Penha,
mudará a cor do seu logo para lilás (Pantone 2582C), em apoio à campanha do
Agosto Lilás.
“Essa mudança
simbólica no nosso logo reforça o compromisso da Avon com a causa. É um gesto
que busca chamar a atenção da sociedade para as diferentes formas de violência
que ainda são naturalizadas. Queremos ser parte ativa na transformação dessa
realidade e fazer um chamado à toda sociedade para combatermos juntos a
violência contra mulheres e meninas”, afirma Juliana Barros, diretora de
Marketing e Comunicação da Avon.
A ação no Brasil,
além de conscientizar, também reforça os meios de apoio e acolhimento, como o
canal Angela, que oferece suporte a mulheres em situação de violência doméstica
pelo número (11) 94494-2415. A campanha contará, ainda, a partir de 1º de
agosto, com um hub informativo reunindo todas as ações:
www.institutonatura.org/agostolilas. Já nos países hispânicos, a campanha
será realizada em novembro, durante os “16 Dias de Ativismo”, uma iniciativa
global liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU), e o hub de conteúdo
entrará no ar em novembro com o endereço www.institutonatura.org/16diasdeactivismo.
Origem do Agosto Lilás
O Agosto Lilás foi instituído no Brasil como mês de proteção à mulher e
conscientização pelo fim da violência contra a mulher em 2022, com a sanção da
Lei 14.448. A campanha também está diretamente ligada à promulgação da Lei
Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), sancionada em 7 de agosto de 2006,
considerada um marco no enfrentamento à violência de gênero no Brasil. A
legislação ampliou os mecanismos de proteção às mulheres em situação de
vulnerabilidade, reconhecendo oficialmente cinco formas de violência: física,
psicológica, sexual, patrimonial e moral.
Ficha-técnica
da campanha 2025
Título: Sim, é
violência. Chame pelo nome.
Anunciante:
Instituto Natura e Avon
Equipe do
Anunciante Brasil: Letícia Passini, Giuliana Borges, Ivanda Maria Sobrinha,
Beatriz Accioly
Equipe do
Anunciante Hispana: Violeta Galanternik, Ana Inês Alvarez, Dalila Di Menna,
Carla Garcia Esquivel, Camila Di Franco, Maria Camila Balbi, Lucila Decoud,
Gabriela da Prato.
Agência: Repense
CEO: Otavio Dias
Diretora de
Atendimento: Bianca Tenenberg
Head de
Atendimento: Vick Magalhães
Atendimento:
Priscylla Teixeira
Direção de
Criação: Aline Leucz
Head de Criação:
Bruno Pimentel
Redação: Lina
Cujar
Direção de Arte:
Isabela Pinheiro, Eduardo Callian
Revisão: Angela
Guanais e Fernanda Puleghini
Planejamento:
Andrea Cabral
Produção Gráfica:
Leandro Souza
Finalização:
Gilmar Padrão
RTV: Daniele Gomes
e Sueli Feltre
Mídia: Agência VML
Brasil, Camilla Andrade, Thais Corsi
Produtora: Malabar
Filmes
Direção: Albert
Klinke
Atendimento:
Simone Rosa
Edição: André
Tambucci
Finalização:
Malabar Filmes
Produtora de
áudio: Lua Nova
Direção Geral:
Thomas Roth
Atendimento:
Isabela Calais Salles
Produtor:
Frederico Rossin Benuce
Composição:
Frederico Rossin Benuce e Isabela Calais Salles
Finalização:
Leonardo Bertocchi Ramos, Gabriel Schubsky e Júlio Brasileiro
Instituto Natura




