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quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Feminicídios recentes reforçam a necessidade de ação estruturante e visibilidade no Agosto Lilás.


Divulgação

Iniciativa divulgada no Brasil em agosto e em outros países da América Latina em novembro destaca que além da violência física existem a psicológica, a sexual, a moral e a patrimonial


Em um contexto marcado por números persistentes e episódios recentes que escancaram a gravidade da violência contra a mulher no Brasil, o Instituto Natura e a Avon reforçam seu compromisso histórico com a pauta ao dar continuidade às ações do Agosto Lilás por meio da campanha “Sim, é violência. Chame pelo nome”.

A urgência da campanha é evidenciada por casos recentes que chocaram o país. Em março deste ano, Maria Victória Rodrigues dos Santos, de apenas 15 anos e grávida, foi brutalmente assassinada em Itaueira (PI). Já em fevereiro, Vanessa Ricarte, de 42 anos, foi vítima de feminicídio em Campo Grande (MS), mesmo após registrar boletim de ocorrência e solicitar medida protetiva. Também neste semestre, uma mulher foi espancada com mais de 60 socos em Natal (RN), em uma tentativa de feminicídio amplamente divulgada pela imprensa. 

Esses episódios não são isolados. Em 2024, mais de 250 mil casos de violência doméstica foram registrados no Brasil, e o país contabilizou 1.492 feminicídios,o maior número desde a criação da tipificação penal. A cada dia, em média, quatro mulheres são assassinadas simplesmente por serem mulheres. Estima-se ainda que mais de 21 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência no último ano, e que, entre elas, muitas não conseguem identificar ou denunciar a situação de abuso, especialmente quando ocorre em ambientes domésticos ou afetivos. 

“Acreditamos que informação é a primeira etapa do acolhimento e do apoio. Nomear é reconhecer. Um dos modos mais eficazes de violar direitos é justamente impedir que as pessoas saibam que os têm. Por isso, trabalhar para que as mulheres conheçam seus direitos, transformem suas vidas e sejam reconhecidas em sua plena dignidade sempre esteve no centro da nossa atuação. Neste ano, ampliamos ainda mais nosso poder de atuação, ao levar um conceito único de campanha, com mensagens claras e elucidativas, tanto para as brasileiras em agosto, durante o Agosto Lilás, quanto para as mulheres argentinas, chilenas, colombianas, peruanas e mexicanas em novembro, durante os 16 dias de Ativismo”, afirma Beatriz Accioly, Líder de Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra as Mulheres do Instituto Natura. 

A campanha, assinada pela agência Repense, propõe um conceito que funciona bem em todos os países da América Latina e que será trabalhado em duas etapas: primeiro, promovendo a escuta e o reconhecimento; depois, a ação, para que mulheres conheçam seus direitos e para que toda a sociedade compreenda seu papel de acolhimento. Porque a saída é sempre coletiva. 

Aline Leucz, diretora de Criação da Repense, reforça que “o conceito é literalmente um chamado para que a sociedade não normalize as violências do dia a dia: uma cena de ciúme, uma piada maldosa no trabalho, sexo sem consentimento e perseguição nas redes sociais, por exemplo. Queremos ajudar a sociedade a identificar e nomear a violência, porque reconhecê-la é o primeiro passo para romper o ciclo”, ressalta Aline. 

Com um vídeo-manifesto potente que ressalta as violências que não deixam marcas na pele e se disfarçam de amor, ciúme ou brincadeira, a campanha online será veiculada no Brasil de 1º a 30 de agosto, nas redes sociais (Instagram e Facebook) do Instituto Natura e da Avon. 

De maneira inédita, a Avon, no dia 07 de agosto, data que marca os 19 anos da Lei Maria da Penha, mudará a cor do seu logo para lilás (Pantone 2582C), em apoio à campanha do Agosto Lilás. 

“Essa mudança simbólica no nosso logo reforça o compromisso da Avon com a causa. É um gesto que busca chamar a atenção da sociedade para as diferentes formas de violência que ainda são naturalizadas. Queremos ser parte ativa na transformação dessa realidade e fazer um chamado à toda sociedade para combatermos juntos a violência contra mulheres e meninas”, afirma Juliana Barros, diretora de Marketing e Comunicação da Avon. 

A ação no Brasil, além de conscientizar, também reforça os meios de apoio e acolhimento, como o canal Angela, que oferece suporte a mulheres em situação de violência doméstica pelo número (11) 94494-2415. A campanha contará, ainda, a partir de 1º de agosto, com um hub informativo reunindo todas as ações: www.institutonatura.org/agostolilas. Já nos países hispânicos, a campanha será realizada em novembro, durante os “16 Dias de Ativismo”, uma iniciativa global liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU), e o hub de conteúdo entrará no ar em novembro com o endereço www.institutonatura.org/16diasdeactivismo.
 

Origem do Agosto Lilás

O Agosto Lilás foi instituído no Brasil como mês de proteção à mulher e conscientização pelo fim da violência contra a mulher em 2022, com a sanção da Lei 14.448. A campanha também está diretamente ligada à promulgação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), sancionada em 7 de agosto de 2006, considerada um marco no enfrentamento à violência de gênero no Brasil. A legislação ampliou os mecanismos de proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade, reconhecendo oficialmente cinco formas de violência: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
 

Ficha-técnica da campanha 2025

Título: Sim, é violência. Chame pelo nome.

Anunciante: Instituto Natura e Avon

Equipe do Anunciante Brasil: Letícia Passini, Giuliana Borges, Ivanda Maria Sobrinha, Beatriz Accioly

Equipe do Anunciante Hispana: Violeta Galanternik, Ana Inês Alvarez, Dalila Di Menna, Carla Garcia Esquivel, Camila Di Franco, Maria Camila Balbi, Lucila Decoud, Gabriela da Prato.

 

Agência: Repense

CEO: Otavio Dias

Diretora de Atendimento: Bianca Tenenberg

Head de Atendimento: Vick Magalhães

Atendimento: Priscylla Teixeira

Direção de Criação: Aline Leucz

Head de Criação: Bruno Pimentel

Redação: Lina Cujar

Direção de Arte: Isabela Pinheiro, Eduardo Callian

Revisão: Angela Guanais e Fernanda Puleghini

Planejamento: Andrea Cabral

Produção Gráfica: Leandro Souza

Finalização: Gilmar Padrão

RTV: Daniele Gomes e Sueli Feltre

Mídia: Agência VML Brasil, Camilla Andrade, Thais Corsi

Produtora: Malabar Filmes

Direção: Albert Klinke

Atendimento: Simone Rosa

Edição: André Tambucci

Finalização: Malabar Filmes

Produtora de áudio: Lua Nova

Direção Geral: Thomas Roth

Atendimento: Isabela Calais Salles

Produtor: Frederico Rossin Benuce

Composição: Frederico Rossin Benuce e Isabela Calais Salles

Finalização: Leonardo Bertocchi Ramos, Gabriel Schubsky e Júlio Brasileiro

 

Instituto Natura


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