Livro propõe ferramentas mentais e emocionais
para o domínio da distração, da procrastinação e da falta de constância nos
estudos
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Com
a chegada dos últimos meses para se prepararem para o ENEM e principais
vestibulares do país, muitos estudantes enfrentam os maiores desafios do
processo: manter a concentração e a constância diante do cansaço e da
ansiedade. Nesse contexto, o clássico A
Educação da Vontade, do
educador Jules Payot, pode oferecer lições valiosas.
Publicado
pelo Grupo Editorial Edipro, o livro parte da ideia de que
a vontade, mais do que o talento, é o que diferencia os estudantes
bem-sucedidos. Confira, a seguir, sete dicas inspiradas na obra para atravessar
os momentos finais de preparação com mais clareza e autocontrole.
1.
Transformar o dever em
hábito
Payot
defende que repetir ações disciplinadas diariamente é a chave para fortalecer a
vontade. É importante estabelecer horários fixos para estudar, mesmo que em
blocos menores, e evitar depender da motivação. A constância vem da repetição,
não da empolgação.
2.
Bons exemplos
A
convivência com colegas disciplinados, professores inspiradores ou até mesmo
biografias de pessoas que venceram por esforço é, segundo o autor, um alimento
moral. Na prática, vale buscar grupos de estudo, podcasts ou vídeos que
reforcem bons comportamentos.
3.
Eliminar tentações do
ambiente
Segundo
Payot, o impulso inicial da distração pode ser vencido pela ausência do
estímulo. Antes de começar a estudar, é necessário desligar notificações,
organizar o ambiente e deixar longe tudo aquilo que costuma desviar a atenção,
como o celular ou redes sociais.
4.
Não subestimar a força da
preguiça
O
educador trata a preguiça como uma força real, que precisa ser combatida com
estratégias conscientes. Uma dica prática é começar com tarefas mais fáceis, ou
revisar conteúdos já dominados. Dar o primeiro passo com leveza ajuda a manter
o ritmo.
5.
Cultivar o prazer do
esforço
A
vontade se fortalece quando o esforço é associado à realização pessoal.
Relembrar os objetivos, como ingressar em uma universidade, seguir uma vocação,
é um passo concreto na direção certa.
6.
Trabalhar o autodomínio
emocional
O
estudante que se desespera diante de um erro ou resultado ruim tende a
enfraquecer a própria vontade. Payot sugere o desenvolvimento da serenidade. É
preciso encarar as falhas como parte do caminho e manter a regularidade, mesmo
nos dias ruins.
7.
Educar a vontade como se
educa um músculo
A
vontade é como um músculo, ou seja, quanto mais exercitada, mais forte fica.
Estudar com disciplina nos momentos difíceis, resistir a impulsos passageiros e
manter compromissos são formas de treiná-la. E quanto mais treinada, mais
natural ela se torna.
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