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segunda-feira, 7 de julho de 2025

Morte de cavalos contaminados por ração reforça preocupação do Anffa Sindical com afrouxamento das regras de fiscalização

 Anffa Sindical aponta os riscos do autocontrole
e do baixo efetivo para fiscalização de
estabelecimentos agropecuários no Brasil

Tragédia mostra os riscos do autocontrole, medida que o governo também pretende estender aos alimentos consumidos pela população brasileira

 

A recente tragédia da morte 645 cavalos que consumiram uma ração contaminada da marca Nutratta Nutrição Animal Ltda mostra os riscos do autocontrole e do baixo efetivo para fiscalização de estabelecimentos agropecuários no Brasil. Só em São Paulo, foram 287 óbitos causados por uma substância capaz de causar falência hepática e sintomas neurológicos irreversíveis em equinos, suínos, bovinos e até cães. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) alerta que o projeto de privatização das inspeções ante mortem e post mortem de animais também pode comprometer a produção de alimentos destinados ao consumo humano. 

Os cavalos morreram após consumirem uma ração contaminada com uma toxina chamada monocratalina, produzida naturalmente por plantas do gênero Crotalaria. Equinos hospedados em haras de seis estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Alagoas – começaram a passar mal. Entre os sintomas, estavam agressividade súbita, desorientação, alterações no sono, dificuldade de locomoção e comportamentos semelhantes à demência. 

“É por isso que nós do Anffa Sindical batemos sempre na tecla de uma fiscalização constante em todos os elos da cadeia da agropecuária. Essa é uma missão de Estado que não pode ser delegada a terceiros, sob pena de causar prejuízos vultuosos para o país”, declarou o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Agropecuários (Anffa Sindical), Janus Pablo Macedo. 

A percepção de servidores que atuam no setor é de que a demanda insuficiente de profissionais, aliada à baixa frequência de inspeções em estabelecimentos que contam com autocontrole são fatores que podem aumentar os riscos de tragédias como esta. Isto sem contar as poucas sanções de multa e ações cautelares definidas na legislação. “Nosso setor de fiscalização já passa por uma situação difícil por falta de servidores. E o horizonte, com a proposta de privatização das inspeções, pode piorar ainda mais essa situação”, acrescentou o presidente da Anffa Sindical. 

O temor se deve ao fato de que o governo pretende mudar as regras de inspeções ante mortem e post mortem de animais destinados ao abate e consumo. Na prática, com a proposta, os frigoríficos poderão contratar empresas com profissionais responsáveis por fiscalizá-los, o que configura um grave conflito de interesses. A medida, segundo o Anffa Sindical, representa um risco não apenas à saúde pública interna, mas também ao comércio internacional brasileiro, sobretudo em um momento estratégico para a imagem do país no exterior. 

“A morte dos cavalos é apenas um exemplo dos prejuízos econômicos, afetivos e genéticos que podem advir de uma fiscalização agropecuária deficiente. Estamos falando da proteção à saúde pública, da integridade dos alimentos e da preservação da credibilidade do Brasil como exportador. Não se pode admitir que funções exclusivas do Estado sejam repassadas a terceiros com vínculos diretos com os fiscalizados. O risco de conflito de interesse é elevado, e a saúde da população, seriamente ameaçada”, afirma Janus Pablo Macedo.


Brasileiros compram menos chocolate e escolhem porções menores

Dados da Worldpanel by Numerator apontam substituição por outras indulgências, como leite condensado e bolos industrializados 



Em pleno Dia Mundial do Chocolate, celebrado hoje (7 de julho), os números do setor no Brasil acendem um sinal de alerta. Conforme levantamento da Worldpanel by Numerator, o consumo domiciliar de chocolates caiu 19% em volume no primeiro trimestre de 2025 – reflexo direto da crise global do cacau, que elevou os preços da matéria-prima a patamares históricos. No período, o valor médio por quilo subiu 17%, pressionando o bolso do consumidor.

A retração, no entanto, foi mais branda quando analisada em unidades (-10%), o que revela uma mudança no comportamento de compra: os brasileiros estão migrando para embalagens menores, que provocam menor impacto no orçamento. Produtos com até 60g cresceram 2%, enquanto tamanhos maiores recuaram 4,8%. O preço médio por unidade subiu apenas 3%, favorecendo essa estratégia de contenção de gastos.

Tabletes e bombons foram os segmentos mais impactados, enquanto formatos como wafer, candy bar e ovinhos mostraram maior resiliência, mantendo-se estáveis no período.

A tendência de redução no consumo atinge todas as faixas socioeconômicas, com destaque para os consumidores acima de 40 anos e sem crianças no domicílio – grupo que tradicionalmente sustenta o consumo regular, mas que agora adota estratégias que priorizam moderação e porções menores.

O chocolate também começa a perder espaço dentro de casa para outras categorias da Mercearia Doce, como leite condensado, creme de leite, bolos industrializados e leite em pó – opções mais versáteis no preparo de receitas e, muitas vezes, mais acessíveis.

Fora de casa, o cenário também é desafiador. A queda foi de 15% em volume no primeiro trimestre de 2025, com o chocolate sendo substituído por outras indulgências, como sorvetes, bolos prontos, refrigerantes e até bebidas energéticas. As classes D e E, junto aos consumidores Millennials, lideram essa retração, enquanto as classes A, B e C ainda sustentam parte da demanda.

“A combinação entre alta de preços e mudanças de hábito desenha um novo panorama para o setor de chocolates, que deve buscar alternativas para reconquistar o consumidor – seja por meio de novos formatos, seja por meio de ofertas acessíveis ou estratégias de valor percebido”, afirma Yuri Parra, Genrente de Contas da Worldpanel by Numerator.
 

Worldpanel by Numerator

 

Custo de vida nos lares paulistanos é pressionada pela alta dos alimentos e pelo aumento na conta de luz, aponta FecomercioSP

 

Comida sobe 10% para a classe E; desaceleração lenta continua preocupando as famílias, com alta acumulada de 6% nos últimos 12 meses

 

Com a inflação persistente na alimentação e o aumento nos remédios e na conta de luz, o custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) subiu 0,24%, em maio [tabela 1], segundo os dados da pesquisa Custo de Vida por Classe Social (CVCS), produzida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nas informações do IBGE. Mesmo representando uma desaceleração em comparação com o mês de abril, o índice aponta para uma pressão significativa sobre as famílias, já que, em 12 meses, a alta do custo de vida já registrou 6,01%.

 

[TABELA 1]

Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (CVCS) 

Grupos de consumo – Maio de 2025

Fonte: IBGE/FecomercioSP


 

De acordo com a FecomercioSP, a leve desaceleração não deve ser interpretada como um alívio, pois foi apenas conduzida pelo grupo de transportes. A alta nos itens essenciais, como alimentação, saúde e energia, são preocupantes para as famílias. Segundo a estimativa da Entidade, a tendência é de alta a partir de julho, então, é importante que consumidores e empresários tenham cautela e atenção neste momento.

O grupo de alimentação e bebidas apresentou a maior variação desde dezembro de 2023, com alta acumulada de 9,04% nos últimos 12 meses. O impacto foi mais intenso para os lares de menor renda: na classe E, a inflação do grupo superou os 10%, enquanto nas classes B e A, as variações foram de 8,74% e 8,75%, respectivamente.

A alta nos preços foi sentida tanto no consumo dentro do domicílio (0,68%) quanto fora (0,55%). Dentre os alimentos consumidos em casa, o café moído se destacou, com aumento de 7,3%, no mês, e impressionantes 72,72%, no acumulado de 12 meses. Também registraram altas o leite longa vida (3%), o chocolate (4,4%) e o corte de acém (4%), reforçando a pressão sobre itens essenciais da cesta de consumo. Fora do lar, refeições em bares e restaurantes subiram 0,9%, mesmo índice observado no cafezinho.

Em decorrência desse encarecimento de produtos e serviços na RMSP, as famílias de renda mais baixa continuam sendo as mais impactadas, com variação de 6,56% (classe E), ante 5,68% na classe A, a mais alta no acumulado [tabela 2]. 

 

[TABELA 2]

Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (2025)

Variação por classes sociais – Acumulado dos 12 meses

Fonte: IBGE/FecomercioSP


 

Impacto para o custo de vida


O grupo de saúde foi o segundo que mais pressionou a inflação no mês, com avanço de 0,87%. No acumulado do ano, a alta chega a 3,59%, e em 12 meses, a 6,02%. Produtos como medicamentos e itens de higiene e beleza pressionam o bolso das famílias, com aumento em hormônios (3,1%), hipotensores (3%), artigos para a pele (2,4%), sabonetes (0,7%) e peças de higiene bucal (0,7%).

 

O grupo de habitação, por sua vez, registrou aumento de 0,54%, incentivado pela mudança da bandeira tarifária (de verde para amarela). Por isso, a conta de energia elétrica aumentou 1,8% em maio.

 

[TABELA 3]

Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (2025)

Variação por classes sociais — Maio de 2025

Fonte: IBGE/FecomercioSP


 Também apontaram alta os grupos de vestuário (0,38%), despesas pessoais (0,35%) e educação (0,01%). Já os segmentos de comunicação e artigos do lar não apresentaram variação.

A queda de 0,64% nos transportes trouxe alívio especialmente para os lares de baixa renda [tabela 3], com recuos de 1,5%, para a classe E, e de 1,43%, para a D. Para a classe A, a retração foi mais leve (-0,32%). O resultado foi puxado, principalmente, pela redução nos preços dos combustíveis — com queda de 1,2% na gasolina e de 2% no etanol. Nos serviços, destacaram-se as quedas nos valores do ônibus interestadual (-2,8%) e, sobretudo, das passagens aéreas, que recuaram 9,9%, mantendo a tendência de baixa registrada desde o início do ano.

 

Nota metodológica


CVCS


O Custo de Vida por Classe Social (CVCS), formado pelo Índice de Preços de Serviços (IPS) e pelo Índice de Preços do Varejo (IPV), utiliza informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE e contempla as cinco faixas de renda familiar (A, B, C, D e E) para avaliar os pesos e os efeitos da alta de preços na região metropolitana de São Paulo em 247 itens de consumo. A estrutura de ponderação é fixa e baseada na participação dos itens de consumo obtida pela POF de 2008/2009 para cada grupo de renda e para a média geral. O IPS avalia 66 itens de serviços, e o IPV, 181 produtos de consumo.

 

FecomercioSP
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Criminosos intensificam ciberataques no setor Educacional


A explosão no volume de documentos acadêmicos e administrativos tem colocado o setor educacional brasileiro diante de um problema estrutural: a incapacidade de organizar, proteger e acessar suas próprias informações. Escolas, faculdades e universidades ainda operam com acervos físicos desorganizados, arquivos digitais mal estruturados e ausência de governança documental – cenário que compromete a eficiência administrativa, aumenta o passivo jurídico e expõe as instituições a riscos crescentes de sanções regulatórias e ataques cibernéticos. 

Infelizmente, as instituições de ensino brasileiras vêm sofrendo diversos ataques digitais nos últimos anos, muitos dos quais expuseram a fragilidade na proteção de seus documentos e dados confidenciais. Nos últimos anos há uma onda de ataques cibernéticos contra universidades e escolas no país. Algumas instituições de ensino ficaram, inclusive, meses sem conseguir emitir certificados e documentos por conta dos ataques.

Em um momento em que o MEC exige digitalização certificada e a LGPD impõe padrões rigorosos de proteção de dados, ignorar a gestão documental já não é mais uma falha operacional: é uma ameaça estratégica.

 

Riscos de uma gestão documental inadequada

A falta de um sistema eficaz de gestão documental representa um risco direto para a operação e a reputação das instituições de ensino. Quando documentos críticos não são armazenados de forma segura, aumentam as chances de perda ou extravio de registros históricos – como históricos escolares e contratos acadêmicos. Já houve casos em que faculdades foram condenadas judicialmente por não conseguirem localizar documentos essenciais, gerando prejuízos aos alunos e danos à imagem da instituição. 

Além disso, a ausência de um acervo organizado dificulta a resposta a auditorias do Ministério da Educação. O MEC exige que as instituições estejam preparadas para apresentar, de forma imediata, registros acadêmicos em conformidade com normas específicas. A não observância dessas diretrizes – como as previstas nas Portarias nº 1224/2013, nº 22/2017 e nº 315/2018 – pode acarretar sanções legais ou até a perda do credenciamento institucional. 

No campo jurídico, falhas na custódia documental reduzem a capacidade de defesa em disputas com alunos. Quando contratos ou registros não são encontrados ou estão incompletos, a instituição fica vulnerável a processos judiciais, podendo ser responsabilizada por omissão ou negligência. 

Uma consequência perigosa da falta de governança documental e tecnológica é o aumento da vulnerabilidade a incidentes de segurança da informação. Arquivos digitais desprotegidos tornam-se alvos fáceis para vazamentos de dados ou ataques cibernéticos. 

Os diversos incidentes de segurança que essas organizações têm sofrido evidenciam uma correlação clara: falhas na gestão e na segurança da informação amplificam a vulnerabilidade das instituições educacionais.

 

Governança documental profissional: um caminho estratégico

Diante de um cenário cada vez mais regulado, complexo e vulnerável, torna-se evidente que muitas instituições de ensino não conseguirão enfrentar sozinhas o desafio da modernização documental. A digitalização certificada, a organização inteligente de arquivos, a rastreabilidade de acessos e a custódia segura de dados exigem não apenas tecnologia, mas conhecimento técnico, infraestrutura adequada e conformidade legal. 

É por isso que cresce a busca por empresas especializadas em gestão documental digital, que oferecem soluções estruturadas e seguras para transformar o caos informacional em ativos organizados, auditáveis e acessíveis. Essas parcerias permitem às instituições educacionais cumprir exigências do MEC, adequar-se à LGPD e proteger-se contra perdas, extravios e ataques digitais — sem desviar recursos e equipes da sua missão principal: educar. 

Mais do que evitar multas ou mitigar riscos, investir em uma gestão documental profissional significa aumentar a eficiência, reduzir custos administrativos e garantir que as decisões pedagógicas e estratégicas se apoiem em dados confiáveis e prontos para uso. Em um setor desafiado por transformações regulatórias, orçamentárias e tecnológicas, estruturar a informação deixou de ser uma opção — e passou a ser um diferencial de resiliência e credibilidade.

 

Access
https://accesscorp.com


Como transformar fracassos em negócios de sucesso?

Quando se fala em empreendedorismo no Brasil, ainda persiste uma ilusão perigosamente romantizada: a de que paixão, coragem e persistência bastam para fazer um negócio prosperar. Na prática, porém, a realidade é mais dura. De acordo com o Sebrae, 50% das empresas fecham as portas nos primeiros cinco anos de atividade. Isso significa que, para muitos, o fracasso não é uma possibilidade remota, mas um desfecho comum. O problema é que a maioria dos empresários não está preparada para lidar com ele de forma produtiva.

Em um país que carece de educação formal voltada à gestão empresarial, é comum que empreendedores iniciem suas jornadas com conhecimento limitado sobre planejamento estratégico, liderança ou modelagem de negócios. Muitos ainda confundem uma boa ideia com um plano viável. E quando a execução não gera os resultados esperados, o sentimento de fracasso se instala como uma sentença definitiva.

Mas, e se o fracasso não fosse o fim? E se ele fosse, na verdade, o primeiro estágio da maturidade empresarial? Errar é inevitável. Persistir no erro é opcional. O fracasso, quando bem compreendido, se torna uma poderosa ferramenta de aprendizado e reposicionamento. Porém, para que isso ocorra, é preciso mudar o modelo mental. É preciso sair do lugar de vítima das circunstâncias e assumir o papel de protagonista do próprio crescimento.

Empresas não falham apenas por falta de vendas ou capital. Elas colapsam por falta de clareza, de direção e de liderança estruturada. A maioria dos erros fatais está ligada à ausência de estratégia: posicionamento frágil, métricas equivocadas, decisões tomadas no improviso e gestão focada apenas na operação.

A Harvard Business Review classifica o ciclo de vida de uma empresa em cinco estágios: existência, sobrevivência, sucesso, burocratização e maturidade. Cada fase exige habilidades diferentes do líder. E, muitas vezes, o que levou o negócio até um certo ponto é justamente o que o impede de crescer a partir dali. O que era coragem se transforma em rigidez. O que era envolvimento total se torna dependência. O que era agilidade se converte em caos.

Nesse contexto, o fracasso pode ser o sinal mais claro de que é hora de mudar. De parar de tentar "fazer mais" e começar a "pensar melhor". De sair do piloto automático e assumir uma postura mais estratégica.

Mas isso não se faz sozinho. O empresário que acredita que precisa resolver tudo por conta própria está condenado a repetir seus erros com mais sofisticação. A chave da virada está em buscar ambientes que desafiem sua forma de pensar. Conselhos consultivos, masterminds estruturados, mentorias especializadas e diagnósticos profundos ajudam a identificar os pontos cegos que estão travando o crescimento.

Muitas vezes, o problema não está na equipe, no mercado ou na concorrência. Está no modelo mental que ainda rege as decisões. É comum encontrar empresários com alto faturamento, mas baixa rentabilidade. Com grande volume de trabalho, mas sem tempo para pensar. Com orgulho da marca, mas medo do futuro. Isso revela uma gestão que opera no limite, sustentada por esforço pessoal, e não por estrutura.

A maturidade empresarial começa quando o líder entende que não é sobre trabalhar mais, e sim sobre trabalhar com mais inteligência. Quando ele se permite sair da urgência e entrar na estratégia. Quando ele para de buscar soluções milagrosas e começa a construir sistemas que sustentam o crescimento de forma consistente.

Para isso, é essencial desenvolver três pilares: clareza, estrutura e conexão. Clareza sobre onde está e aonde quer chegar. Estrutura para que o negócio funcione com autonomia. E conexão com outros líderes que já superaram desafios semelhantes e podem acelerar sua curva de aprendizado.

Não existe empresa madura com um líder imaturo. E a imaturidade, nesse caso, não tem relação com idade ou tempo de mercado, mas com a capacidade de refletir, se reposicionar e construir legados, não apenas faturamento.

O fracasso não precisa ser temido. Precisa ser compreendido. Ele mostra onde está o limite do modelo atual. Ele revela que o que te trouxe até aqui não te levará adiante. E ao invés de ser escondido, deve ser usado como combustível para o redesenho de um novo ciclo.

Toda empresa que hoje é referência passou por momentos de instabilidade. O que as diferencia é que, em algum ponto da jornada, seus líderes decidiram parar de operar no improviso e começaram a construir com consciência. Saíram do papel de bombeiros e assumiram o de arquitetos do crescimento.

Portanto, se você está atravessando um período difícil, talvez o que falte não seja esforço. Seja direção. Seja coragem de pensar diferente. Porque empresas que crescem com estrutura não dependem de sorte, e sim de método. 



Wander Miranda - fundador da Enjoy, ecossistema de negócios focado em conectar e desenvolver empresários, promovendo soluções disruptivas e transformadoras.

Enjoy
https://enjoywork.com.br/

 

Cansados de esperar, trabalhadores vendem processos trabalhistas


Prevista no Código Civil, a prática é uma alternativa para trabalhadores que esperam há anos pelo dinheiro da indenização em uma ação trabalhista

 

 

Quem já não ouviu histórias de trabalhadores que processaram empresas e demoraram anos para receber os valores de uma sentença favorável no Judiciário? Dados oficiais mostram que no Brasil há mais de 10,1 milhões de processos trabalhistas ativos, que passam de R$ 1 trilhão pedidos em ações indenizatórias.

 

A tramitação do processo dura em média cinco anos. Mas, mesmo após uma sentença favorável em segunda instância, estima-se que seja necessário esperar até três anos para receber o valor determinado em tribunal. O que muita gente não sabe é que existe uma alternativa para que trabalhadores antecipem os valores de uma ação e assim possam atender às necessidades geradas ao longo de uma disputa trabalhista: a venda de processos trabalhistas, a chamada cessão de crédito judicial, prevista no artigo 286 do Código Civil.

 

Trata-se de uma alternativa para quem tem processos trabalhistas em andamento e precisa antecipar o recebimento desse valor. A procura dos brasileiros por este serviço vem crescendo. “Muitas pessoas estão com dificuldade para pagar suas contas e até mesmo sobreviver por não conseguirem arcar com itens básicos como alimentação e moradia. Antecipar os valores das ações trabalhistas é uma maneira de ajudá-las”, afirma Herbert Camilo, CEO da Anttecipe.com, empresa que atua no ramo de antecipação do crédito judicial.


 

Como funciona

 

A empresa compra os créditos judiciais das pessoas que estão processando, na Justiça do Trabalho, empresas financeiramente sólidas, de médio e grande porte. A ação precisa ter sentença ganha em segunda instância e cada caso é analisado pela Anttecipe.com, que pode pagar até 80% do valor líquido que o reclamante tem direito no processo, em até 24h após a assinatura do contrato. A negociação da venda do processo trabalhista é 100% online.

 

Além da demora, muitos brasileiros nestas condições enfrentam outros entraves que podem surgir após anos de disputa judicial, como a falência das empresas processadas, por exemplo, o que impediria o trabalhador de receber seu dinheiro. Ao vender sua ação trabalhista, ele recebe o valor da negociação e fica isento desse risco.

 

Quem já aderiu a esta opção tem usado o dinheiro para quitar dívidas, cuidar da saúde e até para investir no próprio negócio, por exemplo. “É uma opção de liquidez para o brasileiro que não quer ou não pode esperar. É gratificante receber os depoimentos de pessoas que receberam seu dinheiro de maneira antecipada e puderam quitar suas dívidas e realizar seus sonhos”, diz Denys Paulon, sócio fundador e diretor financeiro e relacionamento com investidor da Anttecipe.com.


 

Ação trabalhista como garantia de empréstimo

 

As pessoas que têm processos trabalhistas ativos e estiverem precisando de dinheiro também podem recorrer à Anttecipe.com, que concede o empréstimo pessoal usando a ação trabalhista como garantia para a operação. É uma novidade que ajuda quem não tem bens, como veículos ou imóveis, para oferecer como garantia.

 

A modalidade é nova no Brasil e foi criada pela Anttecipe.com, que identificou a demanda pelo novo serviço. “Diante das dificuldades econômicas vividas pelas famílias, essa é uma alternativa que pode aliviar a situação de quem precisa pagar dívidas ou até mesmo precisa de recursos para investir em algum negócio. A operação é ágil e em até 24 horas após a assinatura do contrato o dinheiro já fica disponível na conta do cliente”, explica Herbert Camilo, CEO da Anttecipe.com.

 

Dia Mundial do Chocolate: 5 destinos ao redor do mundo para os chocólatras

Para celebrar a data, a Civitatis selecionou cidades e experiências onde o chocolate é protagonista



Ao leite, amargo, em barra, quente ou cobrindo um bolo… O chocolate é uma paixão global que ultrapassa gerações, culturas e fronteiras. Não à toa, ganhou uma data só sua: 7 de julho, o Dia Mundial do Chocolate. 

Para comemorar esse símbolo universal do prazer gastronômico, a Civitatis, plataforma líder na venda de passeios e atividades em português, selecionou cinco destinos que precisam ser visitados por quem é apaixonado por chocolate. Da tradição suíça à criatividade colombiana, passando por imersões culturais em Cuba, museus interativos na Bélgica e roteiros temáticos no Brasil, os destinos contam com experiências tanto para chocólatras assumidos quanto para viajantes curiosos.
 

1. Gramado, Brasil


Conhecida como “capital brasileira do chocolate artesanal”, Gramado reúne dezenas de marcas locais e uma forte cultura em torno do produto, impulsionada pelo turismo. 

O Chocobus é uma das formas mais divertidas e completas de conhecer esse cenário: o ônibus temático leva visitantes às principais lojas e fábricas de chocolate artesanal da cidade, como a Prawer e a Gramadense. Os viajantes conhecem um hotel todo inspirado no doce e ainda têm a chance de participar de uma oficina para fazer a própria barra de chocolate. É um roteiro ideal para famílias, casais e qualquer pessoa que queira combinar turismo, diversão e sabor.
 

2. Zurique, Suíça


País que mais consome chocolate por habitante no mundo, a Suíça também é berço de algumas das maiores marcas do setor. Zurique abriga o Museu Lindt Home of Chocolate, que impressiona logo na entrada com a maior fonte de chocolate do mundo, alcançando 9 metros de altura. O museu conta a história da produção suíça e oferece uma degustação guiada. 

Para quem quer unir turismo e chocolate, o tour por Zurique com passeio de barco e visita ao museu percorre pontos históricos da cidade e termina com a experiência na Lindt.


3. Havana, Cuba



Cuba também tem uma forte ligação com o cacau — e oferece um mergulho profundo nas raízes culturais e místicas do ingrediente. O tour do chocolate e do mel por Havana da Civitatis é uma opção para quem quer conhecer a profunda relação do país com a iguaria. 

O passeio começa com uma cerimônia de agradecimento ao deus do cacau, seguida por degustação de chocolates cubanos e drinks típicos como a canchánchara, preparada com rum e mel direto do favo. A experiência termina com a criação e degustação de um licor artesanal de chocolate, harmonizado com sobremesas e charutos. Uma viagem sensorial pelas tradições cubanas.

 

4. Punta Cana, República Dominicana

 

Nono maior produtor de cacau do mundo segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), a República Dominicana se destaca pelo cacau caribenho, reconhecido por sua qualidade e sabor intenso. O produto é peça-chave na gastronomia local e experiências turísticas. 

Em Punta Cana, é possível participar de uma oficina de chocolate artesanal, com aula prática sobre trufas e tabletes decorados. A atividade inclui transporte a partir do hotel, degustações e uma taça de mamajuana, bebida tradicional do país.


5. Bruxelas, Bélgica


Se a Bélgica é considerada uma das capitais mundiais do chocolate, o Choco Story é sua embaixada oficial. Localizado no coração de Bruxelas, o museu oferece uma viagem pelos 5.000 anos de história do cacau — das origens maias e astecas até a popularização nas confeitarias europeias. 

Além de conhecer todo o processo de produção, os visitantes assistem a uma demonstração de confeitaria ao vivo com um mestre chocolateiro e participam de uma degustação irresistível de pralinés. Uma aula interativa e saborosa para todas as idades.

 

 Civitatis



Demanda das empresas por crédito tem alta de 16,4% em maio, revela Serasa Experian

Pequenos e médios negócios impulsionaram a procura por empréstimos, registrando crescimento de 16,7%


A procura das empresas por recursos financeiros teve um salto de 16,4% em maio de 2025 em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo os dados do Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. A economista Camila Abdelmalack explica que “a variação anual reflete um crescimento considerável, embora seja importante observar que o mesmo mês de 2024 registrou uma queda atípica, provavelmente devido à emenda do feriado de Corpus Christi, o que resultou em uma base de comparação mais baixa e, portanto, ampliou o impacto da alta observada neste ano”. 


Em maio, as "Micro e Pequenas" empresas foram as que mais buscaram por crédito, com um crescimento de 16,7%, seguidas pelas "Médias", que registraram uma alta de 6,9%, e, por fim, as "Grandes" companhias, com um aumento de 2,9%. “Mesmo com juros em patamar elevado, o crédito segue sendo uma ferramenta crucial para os micro e pequenos negócios, que muitas vezes recorrem a essa alternativa para se manter funcionando e honrar compromissos financeiros. O aumento da demanda pode, inclusive, estar relacionado à tentativa de reequilibrar o fluxo de caixa diante de uma situação de inadimplência, que atinge 6,9 milhões de pequenos empreendimentos no país”, avalia Camila Abdelmalack. Confira o detalhamento na tabela a seguir:  


Crescimento em todas as Unidades Federativas 
 

Na visão por Unidades Federativas (UFs), todas registraram crescimento em maio, com destaque para Mato Grosso, que teve alta de 25,7%. Na sequência, ficaram Espírito Santo, com 24,4%, e Goiás, com 20,3%. Veja, a seguir, o detalhamento por UFs:


Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.


Metodologia do indicador  

O Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito é construído a partir de uma amostra significativa de CNPJs, consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CNPJs consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação creditícia entre empresas e instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2024 = 100). O indicador é segmentado por UF, setor e porte.

 

Limpa Nome PJ  

As PMEs possuem agora um portal exclusivo para renegociação das suas dívidas com melhores condições, o Limpa Nome PJ. Neste portal, além das negociações é possível ter acesso a diversos outros serviços. Para consulta do seu Score PJ, realização de outras tarefas de gestão ou para limpar seu CPNJ, aprimorando a saúde financeira do seu negócio, acesse: https://empresas.serasaexperian.com.br/limpa-nome



Experian
www.experianplc.com


7 ações simples de saúde mental que ajudam a empresa a se adequar à nova NR-1

 Ações práticas, de baixo custo e com alto impacto no bem-estar ajudam empresas a se antecipar às exigências legais e fortalecer sua cultura organizacional 

 

Com a entrada em vigor da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que exige a consideração de riscos psicossociais no ambiente de trabalho, empresas de todos os portes enfrentam um novo desafio: adaptar-se à legislação que trata diretamente da saúde mental dos trabalhadores. 

Embora o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tenha determinado que, até maio de 2026, a fiscalização será apenas educativa, especialistas alertam que adiar a adaptação pode ser um erro estratégico. A recomendação é clara: é preciso agir agora — e isso pode ser feito de forma simples, prática e acessível. 

Segundo Tatiana Gonçalves, CEO da Moema Assessoria e especialista em saúde ocupacional, muitas empresas ainda não compreenderam que a implementação da nova NR-1 vai muito além de relatórios técnicos. “A adequação exige uma transformação cultural e deve começar com pequenas ações que promovam escuta, prevenção e cuidado real com o colaborador”, afirma.

 

7 ações acessíveis que sua empresa pode implantar já este mês

Com base na experiência da Moema Assessoria, confira sugestões que cabem no orçamento, mas geram grande impacto na saúde mental do time: 

  1. Área de descanso – Um espaço silencioso e confortável com sofás, plantas e iluminação suave para pausas rápidas durante o expediente pode ajudar a reduzir o estresse e aumentar a produtividade.
  2. Convênio com farmácias – Parcerias com redes locais permitem oferecer descontos ou facilidades de pagamento aos colaboradores, sem custo para a empresa.
  3. Biblioteca compartilhada – Estimular a leitura com um espaço coletivo de livros contribui para o bem-estar e a criatividade.
  4. Convênios com faculdades – Descontos em cursos para colaboradores e familiares representam uma forma eficaz de cuidar da saúde mental por meio do desenvolvimento profissional.
  5. Rodas de conversa com psicólogos – Encontros mensais com especialistas promovem acolhimento e ajudam a lidar com ansiedade, estresse e conflitos.
  6. Campanhas de detox digital – Incentivar o uso consciente da tecnologia no ambiente de trabalho melhora o foco e reduz a exaustão mental.
  7. Comunicação não-punitiva – Criar um espaço seguro para os colaboradores falarem sobre desafios sem medo de retaliação é essencial para prevenir o burnout.

 

Legalidade, prevenção e futuro do trabalho

A NR-1 atualizada exige que as empresas incluam os riscos psicossociais no seu Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Ainda que o MTE postergue a aplicação de multas, o não cumprimento da norma pode, a partir de 2026, gerar consequências judiciais e aumento de custos com encargos e seguros, além de ações trabalhistas. 

Para pequenas e médias empresas, o desafio pode parecer maior. “Mas há soluções viáveis”, reforça Tatiana. “Treinamentos internos simples, flexibilização de rotinas, uso de ferramentas básicas de escuta e parceria com consultorias especializadas são caminhos eficazes e acessíveis.”

 

Casamento Infantil Não É Conto de Fadas: A Realidade Cruel por Trás da Fantasia


Uma recente matéria, publicada em veículos jornalísticos do mundo inteiro, chocou a opinião pública ao relatar a prisão de um homem que organizou uma cerimônia, com direito a trajes, convidados e até uma suposta “noiva” de apenas nove anos, nas dependências da Disneyland Paris. O episódio, digno de um roteiro sombrio, reacende debates urgentes sobre a proteção da infância e os limites que a lei deve impor quando o imaginário adulto invade, de forma perversa, o mundo das crianças.

No Brasil, até poucos anos atrás, o artigo 1.520 do Código Civil permitia o casamento de menores de 16 anos “para evitar imposição ou cumprimento de pena criminal” — uma brecha legal que legitimava, por exemplo, a união entre vítimas de estupro e seus agressores, sob o pretexto de reparação social. Em 2019, com a sanção da Lei nº 13.811/2019, esse dispositivo foi finalmente revogado, estabelecendo que o casamento de menores de 16 anos é absolutamente proibido, sem exceções.

O novo regramento segue em sintonia com a Constituição Federal, que em seu artigo 227 estabelece ser dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à educação, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária — e colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração e violência.

A legislação brasileira ainda permite o casamento de adolescentes entre 16 e 17 anos, desde que com autorização dos pais ou responsáveis, ou por emancipação. No entanto, especialistas alertam que essas uniões antecipadas estão fortemente associadas à evasão escolar, gravidez precoce, dependência econômica e maior vulnerabilidade a abusos e violências. É um ciclo que compromete o futuro de meninas, em especial, que deixam de vivenciar plenamente sua adolescência.

De acordo com dados do IBGE, só em 2022 foram registrados aproximadamente 15,8 mil casamentos de pessoas com menos de 18 anos — uma média de 43 por dia. Desses, cerca de 260 envolveram adolescentes com até 15 anos de idade, número que levanta suspeitas sobre fraudes ou omissões no registro, ou ainda conversões de uniões informais em casamentos oficiais. O fenômeno atinge de forma desproporcional as meninas: em 2021, por exemplo, mais de 16 mil adolescentes do sexo feminino se casaram antes dos 18 anos,
enquanto apenas 1.915 meninos o fizeram.

A UNICEF alerta que o Brasil é o 4º país no mundo em número absoluto de casamentos infantis e o 1º da América Latina. Estima-se que existam hoje mais de 550 mil meninas entre 10 e 17 anos vivendo em uniões formais ou informais no país. Muitas dessas adolescentes são forçadas a assumir papéis de adultas, interrompendo sua formação educacional, profissional e afetiva antes mesmo de se descobrirem como indivíduos.
 

A perpetuação dessas uniões está intimamente ligada à pobreza, desigualdade de gênero, baixa escolaridade e normas culturais enraizadas. Em muitas regiões do país, o casamento precoce ainda é visto como solução para situações de vulnerabilidade, quando deveria ser justamente o contrário: um problema a ser combatido com políticas públicas e informação. A escola, o sistema de saúde, o cartório e os conselhos tutelares são peças-chave para identificar e coibir essas práticas — mas isso só será eficaz se houver articulação institucional e comprometimento político com a causa.

É urgente também fortalecer ações de empoderamento feminino, ampliar o acesso à informação sexual e reprodutiva e criar estratégias de combate ao abandono escolar, especialmente entre meninas adolescentes. O casamento infantil não é um costume inofensivo: é uma violação de direitos humanos que rouba oportunidades, sonhos e autonomia de milhares de brasileiras.

E como o episódio se passou no parque temático mais famoso do mundo, vale o alerta final: que a Disney continue sendo, para as crianças, um parque de diversões. É preciso, com urgência, proteger nossas infâncias.

 


Marcelo Santoro Almeida - professor de Direito de Família da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio


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