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quarta-feira, 4 de junho de 2025

Segmentos do varejo mais buscados no Dia dos Namorados vão faturar 4,8% neste ano, diz FecomercioSP

Lojas de roupas puxam projeção de aumento nas receitas, mas crescimento será menor do que no Dia das Mães; tendências de consumo passam por estratégias digitais e campanhas criativas

 

O Dia dos Namorados será positivo ao varejo paulista — especialmente para segmentos mais sensíveis à data, como as lojas de roupas e de acessórios, as farmácias e perfumarias e aqueles que comercializam itens eletroeletrônicos. Números da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostram que essas vendas vão expandir 4,8% neste mês por causa da busca dos casais por presentes. 

Mas o número representa uma desaceleração em relação ao Dia das Mães, quando os segmentos mais sensíveis do varejo paulista subiram suas receitas em 7,4%. Considerando que o Dia dos Namorados é uma das três datas mais relevantes da sazonalidade do setor, esse dado é um indicador importante da conjuntura atual.  

Na análise da Federação, isso acontecerá por uma série de fatores econômicos, como a inflação no setor de serviços, que têm corroído parte da renda das famílias destinada ao consumo, e os juros altos, que afetam o crédito a médio e longo prazos. 

Considerando os dados do endividamento dos lares na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), calculados pela Entidade (69,2% de famílias endividadas e 19,3% inadimplentes), essa projeção ainda encontra o seu limite no quanto as pessoas terão condições de parcelar as compras, uma vez que os segmentos mais procurados para a ocasião apresentam tíquetes médios relativamente altos.

 

Lojas de roupas na expectativa

A FecomercioSP espera que o segmento mais afetado pela alta das vendas seja o de vestuário, acessórios e calçados, que crescerá 9,3%, com receitas brutas de quase R$ 10,3 bilhões no mês. Além do aumento na procura por roupas — bastante comum —, há ainda a base fraca de comparação estatística do ano passado, quando a atividade não teve um bom desempenho.  

Na sequência, surgem as farmácias e perfumarias, com faturamento de R$ 12,3 bilhões, uma expansão de 8%. O segmento tem a vantagem de poder realizar ações de marketing e campanhas promocionais com mais capacidade de influenciar a decisão de compra dos casais.

Como aponta a tabela 1, as atividades de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e lojas de departamento vão incrementar suas receitas em 6,9%, enquanto as lojas de móveis e decoração vão subir 4,9%. Supermercados, por fim, sentirão algum impacto da data graças a produtos como chocolates, vinhos e flores.

 

[TABELA 1]

Projeção de vendas dos segmentos do varejo mais sensíveis ao Dia dos Namorados

Estado de São Paulo — junho de 2025

Fonte: FecomercioSP


Tendências de consumo

Pesquisas de empresas membros dos vários conselhos da FecomercioSP, assim como análises econômicas produzidas pela Entidade e por sindicatos afiliados no interior do Estado, revelam algumas tendências que, nos últimos anos, têm marcado o Dia dos Namorados. É o caso do uso dessa data por consumidores solteiros que promovem o autocuidado, muitas vezes impactando segmentos diferentes dos usuais. 

O setor do Turismo também registra, ano após ano, efeitos positivos em alguns dos seus serviços, resultado de uma demanda cada vez maior por viagens curtas — ainda mais se a data cair perto do fim de semana (em 2025, será numa uma quinta-feira) — e por jantares em lugares diferentes, por exemplo, onde há o fator da experiência embutido no serviço. 

O varejo, por sua vez, procura se adaptar a todas essas tendências com ofertas novas. Muitos lojistas do segmento de vestuário disponibilizam combos de presentes, em que é possível comprar, de uma vez só, flores, chocolates, acessórios e uma peça de roupa

Já outras áreas apostam no crescimento digital, inclusive com estratégias para capturar clientes de última hora. São aquelas que investem em campanhas mais agressivas nas redes sociais, com influenciadores digitais e até gift cards e cupons de desconto para compras acima de faixas de valores.

 Não são planos triviais para uma data que, segundo dados de fontes diversas, atinge, principalmente, a faixa etária entre 18 e 34 anos, em que há diferentes padrões de consumo dependendo das formações dos casais.

 

FecomercioSP
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COMO AS BRINCADEIRA DE FESTA JUNINA ESTIMULAM O DESENVOLVIMENTO MOTOR DAS CRIANÇAS?

Pescaria, dança da quadrilha, corrida do saco e cabo de guerra além de divertidas ajudam os pequenos a crescer saudáveis e felizes. Vejas as explicações do especialista.
 

Um dos períodos tradicionais brasileiros mais aguardados do ano chegou, as festas juninas. A tradição, comidas típicas, quermesses e principalmente as brincadeiras que encantam desde adultos até as crianças. Mas sabia que elas não são apenas uma grande herança cultural, elas podem ser aliadas do desenvolvimento motor das crianças. 

Segundo o doutor André Ceballos, neurocirurgião e especialista em desenvolvimento infantil, o desenvolvimento motor abre portas para uma série de possibilidades. “Ele é fundamental para uma vida saudável e impacta diversas áreas da convivência das crianças como a familiar, escolar e na interação com os amigos. As brincadeiras de festa junina envolvem movimentos corporais variados, que ajudam a desenvolver a coordenação motora, o equilíbrio, a força e até mesmo a noção de espaço.” 

Veja como cada brincadeira estimula o desenvolvimento motor das crianças segundo o doutor André Ceballos.
 

Corrida de Saco: fortalece as pernas e melhora o equilíbrio já que exige da criança controle e noção de espaço. Essa brincadeira também estimula a resistência muscular e a capacidade de manter o foco, já que o desafio requer atenção constante para evitar quedas e tropeços.
 

Pescaria: ela trabalha de forma lúdica a coordenação olho-mão, já que exige precisão nos movimentos para pegar o peixe com a vara. Essa atividade é muito boa para o refinamento dos pequenos músculos das mãos e dos dedos, habilidades fundamentais para a escrita e outras atividades manuais dos pequenos.
 

Dança de quadrilha: esse é um um verdadeiro treino para o cérebro e o corpo já que as crianças precisam memorizar passos, acompanhar o ritmo da música e sincronizar seus movimentos com os dos coleguinhas. Esse tipo de brincadeira não apenas desenvolve a coordenação motora e o senso de ritmo, mas também fortalece os laços de amizade e o espírito de equipe, pois ensina sobre colaboração, respeito às regras e confiança no outro.

 

Desenvolvendo outras áreas 

Além das habilidades motoras estimuladas pelas brincadeiras da festa junina, estar em um ambiente de festa pode resultar em benefícios sociais. Estar cercado de outras crianças, interagir com elas e brincar ensina tantas outras lições aos pequenos. “Uma criança precisa de amigos para crescer saudável, aproveitar essas datas comemorativas para colocá-lo junto a um grupo da mesma idade que o ensina sobre respeitar, limites, regras e principalmente como lidar com outros coleguinhas.” Comenda o doutor. 

Por fim, aproveite as festas juninas para brincar com seu filho e apresentar as brincadeiras típicas. Assim, além de criar lindas memórias juntos, você estará contribuindo para o desenvolvimento motor dele.


Dr. André Ceballos - Médico neurocirurgião, Ceballos atua como Diretor técnico do Hospital São Francisco, referência no diagnóstico e tratamento de crianças com transtornos do desenvolvimento. O médico tem como missão identificar precocemente condições que possam comprometer o pleno desenvolvimento das crianças, oferecendo intervenções terapêuticas baseadas nas melhores evidências científicas. A atuação do Dr. Ceballos vai além do atendimento clínico e da gestão hospitalar e reconhecendo a importância da informação e da educação para a saúde pública, se dedica a projetos de divulgação e conscientização sobre os marcos do desenvolvimento infantil, com o objetivo de influenciar políticas públicas que beneficiem especialmente as populações mais vulneráveis. Saiba mais em: Link


O poder do podcast no marketing digital

O podcast se consolidou como uma das ferramentas mais eficazes e acessíveis dentro do marketing digital. Se você tem mais de 40 anos, não pense que o podcast surgiu agora. Na verdade, ele é uma reformulação dos programas de estúdio das rádios, algo que já está conosco há muito tempo. O podcast, inicialmente limitado ao formato de áudio, migrou para a televisão e, mais recentemente, ganhou força nas plataformas de streaming, como YouTube, Spotify e outras. Essa mídia não apenas ampliou seu alcance, mas também democratizou o acesso à comunicação, tornando-a mais inclusiva e acessível para indivíduos e empresas. 

O que torna o podcast uma ferramenta tão poderosa no marketing digital é sua capacidade de gerar uma conexão genuína entre marcas e consumidores. Em tempos passados, grandes empresas dominavam o espaço da comunicação, dirigindo suas mensagens de forma unilateral para o público. Elas possuíam o poder da informação e controlavam as narrativas, enquanto os consumidores estavam restritos ao papel de ouvintes passivos. Hoje, com o advento das mídias sociais e canais digitais, essa dinâmica mudou completamente. 

Plataformas como Instagram, TikTok e YouTube permitem que qualquer pessoa, seja um pequeno empreendedor ou uma grande marca, tenha seu próprio canal de comunicação, criando uma linha direta com seu público. O podcast surge como uma ferramenta fundamental nesse processo, permitindo que empresas se posicionem como especialistas, compartilhem seu conhecimento e criem uma relação mais próxima e íntima com seus ouvintes. 

Outra vantagem fundamental do podcast é a capacidade de segmentação. Com o mercado saturado de informações e opções, os consumidores de hoje estão cada vez mais preparados e exigentes. E é aqui que o nichamento se torna crucial. Ao criar conteúdo segmentado, as empresas conseguem atrair grupos de consumidores com interesses em comum, estimulando o ‘boca-a-boca digital’. 

Por exemplo, um profissional de recursos humanos, que possui muitos conhecimentos sobre dicas para o dia a dia e como preservar a saúde mental no ambiente de trabalho. Tanto para empregados quanto para empregadores, é possível criar um podcast para compartilhar experiências e convidar especialistas relevantes. O público interessado no tema, por mais segmentado que seja, acompanha o conteúdo de forma fiel. Assim como esse nicho, muitos outros segmentos têm se destacado no universo dos podcasts. Entre eles, 11 tópicos estão em alta: 

Educação e Desenvolvimento Pessoal: um dos segmentos mais fortes e que mais cresceu no formato de podcast. Profissionais que atuam em áreas como coaching, autodesenvolvimento, e produtividade têm uma enorme demanda por conteúdo educacional de fácil acesso e alto valor. 

Entretenimento e Cultura: especialistas em filmes, música, literatura e cultura têm à disposição um mercado em expansão, oferecendo podcasts sobre filmes em alta, discussões culturais ou até mesmo análises sobre o que está acontecendo na indústria.

Negócios e Empreendedorismo: com o crescimento acelerado do empreendedorismo no Brasil, muitos donos de pequenos negócios buscam por conteúdos que os ajudem a gerenciar, expandir e inovar. 

Tecnologia e Inovação: temas como Inteligência Artificial, Big Data e transformação digital são de interesse crescente entre empreendedores e empresas que buscam melhorar seus conhecimentos. 

Saúde e Bem-estar: as pessoas estão mais preocupadas com a saúde física e mental, sendo assim, o segmento de nutrição, terapias alternativas e mindfulness tem ganhado cada vez mais espaço. 

Política e Atualidades: apesar de sua complexidade, a política tem gerado uma grande demanda por informações imparciais e análises profundas. O podcast se tornou um meio de dar voz a diferentes perspectivas, como segmentos conservadores, que por muito tempo estiveram ausentes do debate digital. 

Finanças Pessoais e Investimentos: os brasileiros estão cada vez mais interessados em aprender como gerenciar suas finanças, investir e alcançar sua independência financeira.

Esportes: o nicho de esportes, trazendo entrevistas com atletas e profissionais da área, também está em alta, especialmente entre os aficionados por seus esportes favoritos, como futebol, basquete, lutas e esportes olímpicos. 

Moda e Beleza: a moda ‘sempre está na moda’. Os podcasts sobre tendências, dicas de maquiagem, e comportamento estão entre os mais ouvidos. 

Religião e Espiritualidade: há uma crescente busca por conteúdos relacionados à espiritualidade e práticas religiosas, esse nicho também apresenta uma audiência fiel e engajada. 

Gastronomia: a culinária continua atraindo um público apaixonado, ávido por aprender novas receitas, descobrir novos chefs e explorar tendências gastronômicas. 

Além de possibilitar a criação de conteúdo segmentado, o podcast é também uma excelente ferramenta para aumentar a visibilidade da marca e gerar novos negócios. Diferentemente de outras formas de marketing, o podcast oferece conteúdo de longo prazo, com uma vida útil muito maior do que um post em redes sociais. Um episódio de podcast pode ser ouvido durante meses, ou até anos, após sua publicação, oferecendo um retorno contínuo para a empresa que o produziu. 

Aliás, uma prática que tem se mostrado eficaz é a criação de ‘cortes’ dos episódios, trechos curtos e impactantes que podem ser compartilhados em redes sociais, gerando maior engajamento e atraindo novos ouvintes. Esses cortes servem como uma vitrine da qualidade do conteúdo e incentivam a audiência a buscar os episódios completos. 

Dentro do marketing digital o podcast tem um futuro promissor. Sua capacidade de criar uma conexão mais pessoal e engajada com o público, combinada com a segmentação e entrega de conteúdos valiosos e acessíveis, o coloca como uma das melhores apostas para estratégias de comunicação empresarial que buscam se destacar no cenário digital atual.

 

Ellen Rosa - diretora da Guaraná Digital, publicitária e mentora de negócios digitais. Atua no lançamento de infoprodutos com base no MBTI e na mentoria de profissionais liberais.

                                                                                                            

Conheça as vantagens e desvantagens entre os bancos tradicionais e digitais

Educador financeiro explica as diferenças entre os dois modelos de banco, citando as características de cada organização financeira e seu respectivo funcionamento

 

Atualmente, existem muitos bancos à disposição dos brasileiros e apesar do lado positivo de ter uma maior variedade, ao mesmo tempo pode representar um problema para uma grande parcela da população, que fica em dúvida sobre qual instituição financeira devem escolher para abrir uma conta, considerando questões como segurança e avaliando se o banco é tradicional ou digital.

De acordo com o educador financeiro, João Victorino, bancos tradicionais estão sob um guarda-chuva de legislação bem mais robusto e exigente, com custo regulatório, fiscal e de pessoal maior, enquanto os neobanks possuem menos exigências legais em comparação. Por exemplo, está na lei que as instituições tradicionais devem disponibilizar salas para uso de agentes fiscalizadores.

“As exigências de Basileia, isto é, uma norma de segurança que estabelece limites para empréstimos baseados no capital da instituição financeira, regras de supervisão e transparência na divulgação de informações, dão mais segurança para os bancos tradicionais frente aos novos bancos, pois o regulador adapta às regras aos pequenos flexibilizando um pouco algumas exigências”, explica.

João acredita que as pessoas precisam analisar com bastante atenção as características de cada banco antes de tomarem a decisão de abrirem uma conta na organização financeira. Foi pensando nisso que o educador financeiro resolveu elencar as principais vantagens e as desvantagens do bancos tradicionais e dos bancos digitais.

Bancos Tradicionais x Bancos Digitais


Bancos Tradicionais - Vantagens:

1.   Oferecem uma ampla gama de produtos e serviços financeiros;

2.   Atendimento presencial disponível, o que pode ser útil em situações mais complexas;

3.   Maior tradição e reconhecimento no mercado.


Bancos Tradicionais - Desvantagens:

  1. Podem haver tarifas bancárias mais altas;
  2. Processos mais burocráticos em algumas operações;
  3. Menor agilidade na atualização tecnológica.


Bancos Digitais - Vantagens:

  1. Isenção de tarifas em muitos serviços, manutenção de conta e cartão de crédito;
  2. Abertura de conta e operações totalmente online.


Bancos Digitais - Desvantagens:

  1. Atendimento apenas remoto, o que pode ser insuficiente em casos mais delicados;
  2. Portfólio de produtos ainda limitado em alguns casos;
  3. Pouca presença para pessoas que preferem contato físico.

 

João Victorino - administrador de empresas, professor de MBA do Ibmec e educador financeiro, formado em Administração de Empresas, tem MBA pela FIA-USP e Especialização em Marketing pela São Paulo Business School. Após vivenciar os percalços e a frustração de falir e se endividar, a experiência lhe trouxe aprendizados fundamentais em lidar com o dinheiro. Hoje, com uma carreira bem-sucedida, João busca contribuir para que pessoas melhorem suas finanças e prosperem em seus projetos ou carreiras. Para isso, idealizou e lidera o canal A Hora do Dinheiro com conteúdo gratuito e uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.



Crédito do Trabalhador: quase 25% dos colaboradores comprometeram mais de 35% do salário com consignado em novo modelo, mostram dados da Serasa Experian

 

         Segundo regras estabelecidas pelo Governo, limite de comprometimento deve ser de até 35% do salário.

· Primeiro mês da MP registra adesão de financeiras não parceiras do empregador 

· Levantamento mostra 5% das pessoas com mais de um empréstimo simultâneo 

· Segundo regras estabelecidas pelo Governo, limite de comprometimento deve ser de até 35% do salário. 

· Primeiro mês da MP registra adesão de financeiras não parceiras do empregador

· Levantamento mostra 5% das pessoas com mais de um empréstimo simultâneo

 

Em março deste ano passou a valer a nova Medida Provisória (MP) nº1292, em que as empresas precisam se adaptar a um novo formato que amplia o acesso dos trabalhadores CLT ao consignado privado – o Crédito do Trabalhador. Dessa forma, dados proprietários da Serasa Experian mostram que no primeiro mês, desde a mudança, 24% dos colaboradores que demandaram pelo recurso ultrapassaram o comprometimento salarial de 35% que é agora estabelecido pelo governo.

 

"Alguns trabalhadores têm experimentado um maior comprometimento de renda, pois o novo cálculo pré-estabelecido não leva em consideração possíveis descontos em folha que podem ocorrer mensalmente, como coparticipações de plano de saúde, que reduzem o salário líquido do colaborador. Além disso, há empregadores que ainda correm risco de utilizar parâmetros inconsistentes, como o limite de 30% em vez dos 35% previstos por Lei, ou desconsideram verbas que deveriam compor o cálculo. Para evitar prejuízos e responsabilidades legais, é fundamental contar com tecnologia para assegurar precisão e conformidade nesse processo", explica Délber Lage, CEO da SalaryFits, empresa da Serasa Experian.

 


Novo cenário traz oportunidades e desafios para as empresas envolvidas no processo

 

O estudo realizado pela SararyFits, empresa da Serasa Experian, mostra que a nova MP, que tem como um dos objetivos facilitar o acesso do trabalhador brasileiro a mais players aptos a concederem crédito consignado, vem surtindo efeitos positivos nesse sentido: 35% dos contratos identificados foram feitos com financeiras que não tinham parceria estabelecida com os empregadores, o que significa que o trabalhador não teria tido acesso a essas ofertas fora do programa de Crédito do Trabalhador.

 

Entretanto, embora haja benefícios, ainda de acordo com o levantamento inédito, os dados mostram como essa mudança está impactando o departamento Financeiro e de Recursos Humanos das empresas ao exigir novos processos e alinhamentos com a contabilidade.

 

“Ampliar o acesso do trabalhador a diversas empresas credoras é muito positivo, pois o funcionário poderá comparar propostas e adquirir a que for mais vantajosa. Entretanto, esse cenário também pode ser desafiador, porque quanto mais instituições financeiras envolvidas, maior o número de dados e reportes que o RH precisará para garantir a gestão desses financiamentos, pois o empregador passa a ser responsável por acessar manualmente o Portal Emprega Brasil para baixar os arquivos dos colaboradores, inserir os descontos na folha, escriturar as informações no eSocial e recolher os valores via guia única do FGTS para a Caixa Econômica Federal, que redistribui os montantes aos bancos”, comenta Délber Lage.

 

Os dados da análise feita pela datatech também mostraram que 5% dos colaboradores analisados registraram mais de um contrato de empréstimo ativo simultaneamente – prática não autorizada de acordo com as regras do Crédito do Trabalhador mesmo que a pessoa ainda tenha margem consignável disponível. Para o CEO da SalaryFits, empresa da Serasa Experian, “esse é um outro tipo de controle que os RHs das empresas precisam fazer para garantir a conformidade e evitar erros no processo. Frente ao volume e a complexidade das operações, torna-se mandatório automatizar e atualizar processos o quanto antes, já que assim como a extrapolação da margem de comprometimento, o não pagamento ou mal preenchimento de dados resultará em penalidades às empregadoras”.

 


Volume de contratos de crédito consignado por empresa

 

Estatísticas da Salaryfits, uma empresa da Serasa Experian responsável pela gestão de 30% de todos os contratos consignados do Brasil, mostram que as empresas têm, em média, 40% de seus funcionários com contratos ativos de empréstimos consignados e que essas pessoas, por sua vez, têm 2 contratos ativos em média. Isso significa que um negócio com cinco mil colaboradores precisaria fazer a gestão de quatro mil contratos ao mesmo tempo. Ou seja, na ausência de uma solução tecnológica que conecte banco, empregado e empregador, a gestão do crédito consignado se torna mais onerosa para as empresas. Além disso a automatização dos contratos de consignado privado também mitiga erros sistêmicos que podem acontecer em análises manuais, uma vez que a tecnologia revê, de forma automática, contratos ativos, limites, carências, inconsistências e outro critérios necessários para a aprovação, rejeição ou manutenção do processo.

 

“Para o RH de uma empresa, não é simples fazer a gestão dos contratos de crédito consignado de seus funcionários. O volume é grande, as variáveis são diversas, de acordo com o perfil de cada colaborador, e o controle disso pode ser bastante oneroso em tempo e recursos financeiros, exigindo equipes para fazer essa gestão. Felizmente, existem tecnologias que automatizam todo esse processo a zero custo para o RH, pois quem paga a ferramenta são os credores, ou seja, os bancos e financeiras que oferecem os empréstimos aos colaboradores”, finaliza Délber Lage.

 

Metodologia 


O estudo retrata o primeiro mês de funcionamento da MP nº1292, dentro do período de 21/03 até 20/04. De acordo com a SalaryFits foram cerca de 2.200 contratos de crédito consignado analisados para mensuração dos dados apresentados no levantamento.   



Experian
experianplc.com


Seis anos depois, marcas da tragédia de Brumadinho ainda desafiam o meio ambiente

 

Leo Drumond/Nitro 
Memorial oferece visitas mediadas, rodas de conversa e
 oficinas voltadas à cultura da prevenção e à justiça ambiental.


Iniciativa das famílias das vítimas, Memorial também é polo de educação ambiental 

 

Seis anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, a contaminação da água, a destruição de ecossistemas e os impactos sociais do colapso ainda persistem. No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta quinta-feira (5/6), o Memorial Brumadinho reforça que preservar a memória das 272 vítimas também é enfrentar as consequências ambientais de uma tragédia evitável.

Segundo o relatório final da CPI da Barragem de Brumadinho, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, os rejeitos de minério soterraram mais de 130 hectares de vegetação nativa da Mata Atlântica, atingiram o leito do Ribeirão Ferro-Carvão e avançaram por cerca de 220 km na Bacia do Rio Paraopeba. A fauna e a flora aquáticas foram profundamente afetadas, e até hoje há áreas interditadas e ecossistemas que não se regeneraram. O abastecimento público de água em diversos municípios foi comprometido. A lama, aponta a CPI, "destruiu ou comprometeu de forma irreparável todas as formas de vida por onde passou".

O caso de Brumadinho é emblemático, mas não isolado. Dados recentes do relatório do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração mostram que, em 2023, o Brasil registrou 901 conflitos envolvendo a atividade minerária, afetando diretamente cerca de 2,8 milhões de pessoas. Minas Gerais lidera esse levantamento, concentrando 51,8% dos casos, seguido por Pará e Alagoas. O relatório revela uma crescente sobreposição de interesses minerários a áreas protegidas, territórios indígenas e regiões urbanas, ampliando os riscos socioambientais associados ao setor.

É nesse mesmo território, marcado pela forte presença da atividade minerária, que se ergue o Memorial Brumadinho. Construído no local do rompimento, o espaço propõe um diálogo permanente entre memória, território e meio ambiente. Aberto ao público com entrada gratuita, o Memorial abriga um bosque com 272 ipês amarelos, a escultura-monumento “Cabeça que Chora”, salas de exposição, áreas de contemplação e uma sala destinada à guarda digna e honrosa dos segmentos corpóreos encontrados na operação de busca empreendida pelo Corpo de Bombeiros.

O Memorial Brumadinho é uma conquista das famílias das vítimas, organizadas na AVABRUM, com apoio do Ministério Público de Minas Gerais. É mantido pela Fundação Memorial Brumadinho, com gestão independente e sem uso de recursos do acordo de reparação. Sua missão é preservar a memória das 272 vítimas e contribuir para que tragédias como essa jamais voltem a acontecer.

Durante todo o mês de junho, o Memorial reforça suas ações educativas, recebendo escolas, pesquisadores, profissionais de segurança do trabalho e visitantes de diferentes partes do Brasil. A programação inclui visitas mediadas, rodas de conversa e oficinas voltadas à cultura da prevenção e à justiça ambiental.

“Brumadinho nos lembra que o progresso sem responsabilidade cobra um preço altíssimo”, afirma Fabíola Moulin, presidente da Fundação Memorial Brumadinho. “Preservar o meio ambiente é, antes de tudo, preservar vidas. E a memória é uma aliada poderosa para impedir que tragédias como essa voltem a acontecer”, conclui. 

 

Judicialização da saúde exige resposta sistêmica e pacto federativo equilibrado

A judicialização da saúde tem se consolidado como um dos maiores desafios estruturais do Sistema Único de Saúde (SUS). Dados recentes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revelados na pesquisa “Assistência Farmacêutica no SUS”, mostram que 32,9% dos gastos com medicamentos em estados brasileiros, em 2023, decorreram de decisões judiciais. Esse número, por si só, expõe uma distorção grave: recursos que poderiam ser destinados a ações coletivas e estruturantes estão sendo redirecionados, muitas vezes, a demandas individuais — nem sempre urgentes ou embasadas tecnicamente. 

Não se trata de negar o direito à saúde, mas de discutir os caminhos adotados para garanti-lo. A judicialização, embora legítima, transforma o acesso ao tratamento em uma disputa de poder aquisitivo e conhecimento jurídico. O fenômeno é mais intenso em regiões com maior densidade de advogados e informação, como Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O resultado? Um desequilíbrio preocupante na aplicação de recursos públicos, afetando a equidade do sistema. 

Entre 2020 e 2023, o número de novos processos judiciais na área da saúde mais que dobrou, passando de 76 mil para mais de 162 mil. Muitos desses pedidos envolvem medicamentos de alto custo ou ainda não incorporados ao SUS, o que desorganiza a gestão farmacêutica, prejudica o planejamento orçamentário e sobrecarrega os cofres públicos — especialmente os municipais, que são a primeira porta do SUS e também os primeiros acionados judicialmente. 

Só em 2024, o Ministério da Saúde já havia empenhado R$ 3,2 bilhões para cumprir decisões judiciais envolvendo medicamentos. Sem a devida avaliação de tecnologias em saúde (HTA), tais aquisições arriscam favorecer tratamentos ineficazes, além de esvaziar verbas que deveriam ser aplicadas em atenção primária, vacinação, estrutura hospitalar e prevenção. 

A situação é especialmente crítica para os municípios, que tiveram aumento de 40% nos gastos com medicamentos entre 2019 e 2023, enquanto os repasses federais caíram 21%. A conta não fecha — e quem paga é o cidadão que depende de uma estrutura pública enfraquecida.

O presidente do Conasems, Hisham Hamida, sintetiza bem o dilema: “estamos sendo obrigados a custear medicamentos de altíssimo custo por decisões judiciais, muitas vezes sem o devido critério técnico e sem previsão orçamentária.” Em outras palavras, gestores públicos veem seu planejamento ser anulado por decisões isoladas, que não consideram o conjunto de necessidades da população. 

Diante desse cenário, é urgente repensar a política de assistência farmacêutica e o papel do Judiciário na formulação indireta de políticas públicas. Precisamos fortalecer as instâncias administrativas de acesso a medicamentos, como as câmaras técnicas e os comitês de avaliação rápida, além de ampliar o uso e a legitimidade dos Núcleos de Apoio Técnico do Judiciário (NAT-Jus). A formação dos juízes para temas de saúde pública também deve ser contínua e aprofundada. 

Mais do que isso, é imprescindível rever o pacto federativo no financiamento do SUS. Não é possível que municípios continuem arcando, sozinhos, com o peso das decisões judiciais, enquanto União e estados se retraem. A judicialização da saúde não pode ser a política pública por omissão. É preciso construir uma resposta coordenada, técnica e solidária — que respeite o direito individual, mas não o sobreponha ao bem coletivo.

 

Natália Soriani - advogada especialista em Direito Médico e de Saúde, sócia do escritório Natália Soriani Advocacia



Com frio e estrada pela frente, especialistas dão dicas de manutenção preventiva para o feriado de Corpus Christi

AutoZone Brasil alerta motoristas sobre cuidados essenciais com carros e motos antes de pegar a estrada e explica por que o clima mais frio exige atenção redobrada.

 

Com a chegada do feriado de Corpus Christi, muitos brasileiros se preparam para pegar a estrada e aproveitar os dias de folga longe da rotina. Mas, além de organizar o roteiro e a bagagem, é fundamental reservar um tempo para checar as condições do veículo — especialmente nesta época do ano, em que as temperaturas mais baixas podem impactar diretamente o desempenho de carros e motos. 

Segundo os especialistas da AutoZone Brasil, rede de autopeças com mais de 140 lojas no país, a manutenção preventiva é a melhor aliada do motorista para garantir uma viagem tranquila e segura, evitando imprevistos que podem comprometer o descanso e gerar altos custos. 

“Em tempos de frio, a atenção deve ser redobrada com itens como a bateria, o sistema de arrefecimento e os pneus. Mas a revisão completa antes de viagens é uma prática que todo motorista deveria adotar como rotina. Cuidar do seu carro ou moto é cuidar do seu bem como ele merece”, afirmam os especialistas da AutoZone. 

Confira algumas dicas da equipe técnica da AutoZone Brasil: 

·         Bateria: As baixas temperaturas afetam a capacidade da bateria. Se ela já tem mais de dois anos, vale a pena realizar um teste de carga. Luzes fracas ao ligar o carro ou dificuldades na partida são sinais de alerta. 

·         Sistema de arrefecimento: Fundamental para o motor não superaquecer, o sistema deve estar com o fluido no nível correto e sem vazamentos. Lembre-se de que o aditivo é essencial também para proteger o motor contra o frio intenso. 

·         Óleo e filtros: Verifique a data da última troca de óleo e o estado dos filtros de óleo, ar e combustível. A troca preventiva evita o desgaste do motor e melhora o rendimento na estrada. 

·         Pneus e estepe: Checar o estado de conservação dos pneus, incluindo o estepe, é indispensável. A calibragem deve estar de acordo com o manual do fabricante, sempre com o carro frio. 

·         Luzes e palhetas: Com neblina e noites mais longas, a visibilidade é um ponto crucial. Teste todas as luzes e avalie o estado das palhetas do para-brisa. Troque se estiverem ressecadas ou riscando o vidro. 

·         Freios e suspensão: Verifique se há ruídos ao frear ou trepidações. Esses sinais indicam necessidade de manutenção. A suspensão também merece atenção, especialmente em motos, onde é um fator essencial de segurança. 

·         Para os motociclistas: além de revisar os mesmos pontos mencionados, vale reforçar o uso de equipamentos de proteção adequados ao clima, como luvas, jaquetas térmicas e viseiras que reduzam o embaçamento. Manter o capacete limpo e com boa visibilidade é essencial.

 

AutoZone
www.autozone.com.br



Alunos com Diabetes Tipo 1 têm condições especiais na prova do Enem

Candidatos devem informar condição na inscrição e, assim, poderão usar equipamentos para medir glicemia. Prazo para solicitação termina dia 6 de junho
 

De acordo com o edital do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que realiza o Enem 2025, candidatos ao exame que têm diabetes devem informar a condição no ato de inscrição e, uma vez aceita a solicitação, poderão utilizar materiais como medidor de glicose, sensor e bomba de insulina. 

No ato da inscrição, na etapa de atendimentos, é preciso indicar se o candidato precisa de condições especiais para realizar a prova e marcar que o que motiva isso. No caso, marcar diabetes. A seguir é perguntado se o aluno precisa de algum aparelho específico para medir a glicemia. Em seguida, vem a pergunta se será necessário tempo extra para realização da prova. Neste ponto será solicitada a inclusão de um laudo médico explicando o diagnóstico, o CID e o CRM do médico que assina o documento. Caso o aluno peça tempo extra, este laudo deve deixar claro o motivo da solicitação. 

O prazo para pedir esse atendimento especial acaba no dia 6 de junho, quando o período de inscrições para o Enem será encerrado. Caso o aluno já tenha feito a inscrição e não tenha pedido atendimento, ele ainda pode editar a inscrição até o dia 6 de junho.

O pedido será avaliado pelo Inep e, se a solicitação for aceita, o estudante poderá usar medidor de glicose e material para aplicação de insulina durante a prova. Tudo isso será vistoriado pela pessoa que estiver na sala ou pelo coordenador da unidade. O candidato tem de deixar essa pessoa vistoriar o material.

Antes de entrar na sala para a prova, o aluno, assim como todos, deverá deixar o celular desligado dentro do envelope porta-objetos, que será lacrado. Relógios inteligentes também deverão ficar dentro deste envelope. Se o candidato usa sensor de glicose com o celular, converse com seu médico sobre qual será a melhor alternativa para usar durante a prova, como a ponta de dedo com a glicose capilar ou usar o leitor. 

Desde que os debates sobre a proibição do uso dos celulares em escolas começaram, a Sociedade Brasileira de Diabetes e várias outras entidades de pessoas com a condição e seus familiares iniciaram conversações com o Ministério da Educação e o Inep visando o bem-estar de alunos com diabetes, pois o controle da glicemia é essencial para evitar complicações causadas pelo diabetes, seja durante as aulas normais ou no Enem. 

“O Inep sempre ouviu com interesse as nossas reivindicações, o que só temos a agradecer”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, dr. Ruy Lyra.
 

Filhos Fora do Casamento: Eles Têm os Mesmos Direitos na Herança?

Mitos, verdades e implicações legais sobre a partilha entre filhos biológicos, do casamento e socioafetivos. 

 

"Ah, mas ele era só um filho fora do casamento..."

Essa frase, infelizmente, ainda ecoa em muitos processos de partilha de bens. E o que deveria ser um ato de justiça, dividir igualmente a herança entre os filhos, muitas vezes vira palco de preconceitos, disputas emocionais e mitos jurídicos que não encontram respaldo na lei. 

Mas afinal, os filhos fora do casamento têm os mesmos direitos dos filhos do casamento? E os filhos socioafetivos, que não têm laço biológico, mas foram criados como parte da família, entram na partilha? A resposta, com base no que diz a legislação brasileira e as decisões recentes da Justiça, pode surpreender quem ainda acredita que existe hierarquia entre filhos quando o assunto é herança.

 

O que diz a lei: filhos são filhos. Ponto. 

Na prática, isso significa que nenhum filho pode ser discriminado no momento da divisão de bens, e essa é uma proteção constitucional, ou seja, superior até mesmo ao Código Civil ou a qualquer disposição testamentária que tente contrariar esse princípio.

“O vínculo de sangue deixou de ser o único elemento para definir filiação. O afeto, o reconhecimento público e a convivência também podem gerar direitos, inclusive sucessórios”, explica o advogado especialista em Direito de Família e Sucessões, Dr. Issei Yuki.

 

Filhos socioafetivos: o afeto também herda?

Sim, desde que haja reconhecimento legal ou judicial da filiação socioafetiva. O Supremo Tribunal Federal já reconheceu, em decisões emblemáticas, que o filho socioafetivo tem o mesmo direito à herança que o filho biológico ou adotivo, quando comprovado o vínculo afetivo e o exercício das funções parentais, como cuidados, criação, presença ativa na vida da criança ou adolescente. 

No entanto, o reconhecimento dessa filiação exige provas concretas, e, muitas vezes, precisa ser formalizado antes da morte do suposto pai ou mãe para evitar disputas judiciais desgastantes e demoradas.

 

E quando não há testamento? Como funciona a partilha?

Se a pessoa falecida não deixou testamento, aplica-se a ordem de vocação hereditária prevista no Código Civil. Nela, os filhos — todos, sem distinção — são os primeiros herdeiros, dividindo a herança em partes iguais entre si.

Já no caso de haver cônjuge ou companheiro sobrevivente, o regime de bens do casamento ou da união estável pode alterar a forma como a herança será dividida, mas a igualdade entre filhos permanece garantida.

 

Principais mitos que ainda confundem as famílias

 

“Ele não era registrado, então não tem direito.”

Falso. É possível obter judicialmente o reconhecimento da paternidade ou maternidade após a morte, desde que existam provas materiais e testemunhais.

 

“Filho de caso extraconjugal não pode herdar o mesmo que os demais.”

Falso. A lei e a jurisprudência não fazem distinção entre filhos legítimos, ilegítimos ou adulterinos.

 

“Se ele foi criado pelo padrasto, não tem direito à herança do pai biológico.”

Depende. Se houver reconhecimento da paternidade socioafetiva e nenhum vínculo jurídico com o pai biológico, ele pode sim herdar, mas não poderá herdar de ambos, salvo exceções reconhecidas judicialmente.

 

O que fazer para evitar conflitos?


1. Testamento claro e legal: embora todos os filhos tenham direito à herança legítima (50% do patrimônio), o testamento pode ajudar a distribuir a outra metade com mais justiça e transparência.

 

2. Reconhecimento de filhos socioafetivos em vida: por meio de ação judicial ou escritura pública, evita disputas após o falecimento.

 

3. Diálogo em família: falar sobre sucessão ainda é um tabu, mas é essencial para evitar que o luto seja agravado por conflitos judiciais.

O advogado Issei Yuki conclui: A legislação brasileira tem avançado para reconhecer vínculos de afeto como legítimos, e isso inclui o direito à herança. Mas ainda vivemos em uma sociedade que confunde afeto com direito, e tenta hierarquizar relações familiares com base em preconceitos. A boa notícia é que o Direito de Família, com apoio de profissionais preparados, está cada vez mais voltado para equilibrar razão e sensibilidade


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