Segundo regras estabelecidas pelo Governo, limite de comprometimento deve ser de até 35% do salário.
· Primeiro
mês da MP registra adesão de financeiras não parceiras do empregador
· Levantamento mostra 5% das pessoas com mais de um
empréstimo simultâneo
· Segundo
regras estabelecidas pelo Governo, limite de comprometimento deve ser de até 35%
do salário.
· Primeiro mês da MP registra adesão de financeiras não parceiras do empregador
· Levantamento mostra 5% das pessoas com mais de um
empréstimo simultâneo
Em março deste
ano passou a valer a nova Medida Provisória (MP) nº1292, em que as empresas
precisam se adaptar a um novo formato que amplia o acesso dos trabalhadores CLT
ao consignado privado – o Crédito do Trabalhador. Dessa forma, dados
proprietários da Serasa Experian mostram que no primeiro mês, desde a mudança,
24% dos colaboradores que demandaram pelo recurso ultrapassaram o
comprometimento salarial de 35% que é agora estabelecido pelo governo.
"Alguns
trabalhadores têm experimentado um maior comprometimento de renda, pois o novo
cálculo pré-estabelecido não leva em consideração possíveis descontos em folha
que podem ocorrer mensalmente, como coparticipações de plano de saúde, que
reduzem o salário líquido do colaborador. Além disso, há empregadores que ainda
correm risco de utilizar parâmetros inconsistentes, como o limite de 30% em vez
dos 35% previstos por Lei, ou desconsideram verbas que deveriam compor o
cálculo. Para evitar prejuízos e responsabilidades legais, é fundamental contar
com tecnologia para assegurar precisão e conformidade nesse processo",
explica Délber Lage, CEO da SalaryFits, empresa da Serasa Experian.
Novo
cenário traz oportunidades e desafios para as empresas envolvidas no processo
O estudo
realizado pela SararyFits, empresa da Serasa Experian, mostra que a nova MP,
que tem como um dos objetivos facilitar o acesso do trabalhador brasileiro a
mais players aptos a concederem crédito consignado, vem surtindo efeitos
positivos nesse sentido: 35% dos contratos identificados foram feitos com
financeiras que não tinham parceria estabelecida com os empregadores, o que
significa que o trabalhador não teria tido acesso a essas ofertas fora do
programa de Crédito do Trabalhador.
Entretanto,
embora haja benefícios, ainda de acordo com o levantamento inédito, os dados
mostram como essa mudança está impactando o departamento Financeiro e de
Recursos Humanos das empresas ao exigir novos processos e alinhamentos com a
contabilidade.
“Ampliar o
acesso do trabalhador a diversas empresas credoras é muito positivo, pois o
funcionário poderá comparar propostas e adquirir a que for mais vantajosa.
Entretanto, esse cenário também pode ser desafiador, porque quanto mais
instituições financeiras envolvidas, maior o número de dados e reportes que o
RH precisará para garantir a gestão desses financiamentos, pois o empregador
passa a ser responsável por acessar manualmente o Portal Emprega Brasil para
baixar os arquivos dos colaboradores, inserir os descontos na folha, escriturar
as informações no eSocial e recolher os valores via guia única do FGTS para a
Caixa Econômica Federal, que redistribui os montantes aos bancos”, comenta
Délber Lage.
Os dados da
análise feita pela datatech também mostraram que 5% dos colaboradores
analisados registraram mais de um contrato de empréstimo ativo simultaneamente
– prática não autorizada de acordo com as regras do Crédito do Trabalhador
mesmo que a pessoa ainda tenha margem consignável disponível. Para o CEO da
SalaryFits, empresa da Serasa Experian, “esse é um outro tipo de controle que
os RHs das empresas precisam fazer para garantir a conformidade e evitar erros
no processo. Frente ao volume e a complexidade das operações, torna-se
mandatório automatizar e atualizar processos o quanto antes, já que assim como a
extrapolação da margem de comprometimento, o não pagamento ou mal preenchimento
de dados resultará em penalidades às empregadoras”.
Volume
de contratos de crédito consignado por empresa
Estatísticas da
Salaryfits, uma empresa da Serasa Experian responsável pela gestão de 30% de
todos os contratos consignados do Brasil, mostram que as empresas têm, em
média, 40% de seus funcionários com contratos ativos de empréstimos consignados
e que essas pessoas, por sua vez, têm 2 contratos ativos em média. Isso significa que um negócio com cinco mil colaboradores
precisaria fazer a gestão de quatro mil contratos ao mesmo tempo. Ou seja, na
ausência de uma solução tecnológica que conecte banco, empregado e empregador,
a gestão do crédito consignado se torna mais onerosa para as empresas. Além
disso a automatização dos contratos de consignado privado também mitiga erros
sistêmicos que podem acontecer em análises manuais, uma vez que a tecnologia
revê, de forma automática, contratos ativos, limites, carências,
inconsistências e outro critérios necessários para a aprovação, rejeição ou
manutenção do processo.
“Para o RH de
uma empresa, não é simples fazer a gestão dos contratos de crédito consignado
de seus funcionários. O volume é grande, as variáveis são diversas, de acordo
com o perfil de cada colaborador, e o controle disso pode ser bastante oneroso
em tempo e recursos financeiros, exigindo equipes para fazer essa gestão.
Felizmente, existem tecnologias que automatizam todo esse processo a zero custo
para o RH, pois quem paga a ferramenta são os credores, ou seja, os bancos e
financeiras que oferecem os empréstimos aos colaboradores”, finaliza Délber
Lage.
Metodologia
O estudo retrata o primeiro mês de funcionamento da MP nº1292, dentro do período de 21/03 até 20/04. De acordo com a SalaryFits foram cerca de 2.200 contratos de crédito consignado analisados para mensuração dos dados apresentados no levantamento.
Experian
experianplc.com
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