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quarta-feira, 4 de junho de 2025

Junho Circular propõe soluções para enfrentar a poluição plástica


Evento do Movimento Circular começa no dia 5 de junho e tem atividades programadas também para o dia 11 e dia 25

 

Movimento Circular promove uma programação especial com entrevistas, debates e conteúdos voltados à busca por soluções concretas para os desafios da poluição plástica. A iniciativa integra a agenda do Junho Circular e tem como inspiração o tema proposto pela ONU para o Dia Mundial do Meio Ambiente de 2025 - “Combate à Poluição Plástica”. 

A programação começa no dia 5 de junho10h, quando será lançado o artigo “Economia Circular e Limites Planetários”, do embaixador do Movimento Circular Edson Grandisoli, que convida à reflexão sobre as múltiplas crises socioambientais atuais e mostra como a economia circular, inspirada pela natureza, pode ser uma resposta regenerativa e inclusiva.

No dia 11, às 16h, o Circular Talks Parceiros reunirá especialistas da América Latina, entre eles Verónica Ramos, diretora executiva da Ecoplas (Argentina) e referência no setor de plásticos sustentáveis; Juan Bautista Fernández, fundador da Nueco, consultoria argentina focada em modelos de negócios circulares; e Daniela Hernández Álvarez, cofundadora e diretora da Earth & Life University (México), reconhecida pela formação de agentes de mudança em sustentabilidade e inovação. O encontro apresentará iniciativas de economia circular, alinhadas ao tema da ONU para o Dia Mundial do Meio Ambiente. A transmissão será aberta ao público pelo canal do Movimento Circular no YouTube.

Já no dia 25, às 14h, o Circular Talks Embaixadores discutirá a crise ambiental, os impactos da poluição plástica e soluções baseadas na economia circular, em preparação para a COP30. Participam o professor Christian Ullmann, especialista em design estratégico; o professor Flávio Ribeiro, consultor em Economia Circular e Regulação Ambiental; e a professora Isabela Bonatto, doutora em Engenharia Ambiental. A mediação será feita pela jornalista Ismaela Silva. O evento também terá transmissão aberta pelo YouTube do Movimento Circular. 

 

Serviço – Programação Junho Circular 

Lançamento do artigo “Economia Circular e Limites Planetários”

Data: 5 de junho

Horário: 10h

 

Circular Talks Parceiros – Experiências circulares da América Latina

Data: 11 de junho

Horário: 16h (Brasil e Argentina) e 13h (México)

Transmissão aberta pelo canal do Movimento Circular no YouTube

 

Circular Talks Embaixadores – Policrise e a pegada ambiental

Data: 25 de junho

Horário: 14h

Transmissão aberta pelo canal do Movimento Circular no YouTube

 

 

Sobre o Movimento Circular

Criado em 2020, o Movimento Circular promove a transição do modelo linear para o circular por meio de educação, cultura, inovação e inclusão. A iniciativa, que conta com a parceria pioneira da Dow, já impactou mais de 5 milhões de pessoas. 

Site: https://movimentocircular.io/

Instagram: @_movimentocircular

LinkedIn: company/movimento-circular/


Confira a programação da Semana Mundial do Meio Ambiente no Parque Nacional do Iguaçu

 


Atividades com as comunidades vizinhas ao parque e visitantes ocorrem até o dia 7 de junho.


Referência em turismo sustentável e conservação da Mata Atlântica, o Parque Nacional do Iguaçu, Patrimônio Mundial Natural, que é dividido em quatro polos, Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Céu Azul e Capanema, celebra — entre os dias 1.º e 7 de junho — a Semana Mundial do Meio Ambiente com uma programação especial. As atividades são realizadas em parceria entre a Urbia Cataratas e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). 

No dia 5 de junho, no polo Ilhas do Iguaçu, em Capanema, haverá limpeza do Rio Iguaçu. Voluntários podem inscrever-se pelo edital no site https://sejaumvoluntario.sisicmbio.icmbio.gov.br/voluntariado/voluntario/mutirao/326/info/.

No dia 6 de junho, sexta-feira, haverá mutirão de sinalização da Trilha do Apepu, em São Miguel do Iguaçu, com vagas abertas para 15 voluntários. Dúvidas podem ser encaminhadas para voluntariado.parnaiguaçu@icmbio.gov.br. Inscrições pelo edital https://sejaumvoluntario.sisicmbio.icmbio.gov.br/voluntariado/voluntario/mutirao/360/info/.

E no dia 7 de junho, sábado, no Polo Cataratas, em Foz do Iguaçu, a Feirinha do Parque Nacional do Iguaçu reunirá produtores da região próxima ao Parque Nacional do Iguaçu. Serão dez produtores expondo produtos para a venda no Centro de Visitantes.

 

A Ecotrilhas imersivas — De segunda a quinta-feira, trilhas conduzidas por membros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade envolverão escolas e organizações da região de Céu Azul, no Polo Rio Azul; São Miguel do Iguaçu, no Polo Silva Jardim; e Capanema, no Polo Ilhas do Iguaçu e Gonçalves Dias.

 

Conexão com a floresta — Em Foz do Iguaçu, na quarta-feira, membros da UTFPR farão trilha interpretativa da Canafístula. Na quinta-feira, haverá a palestra “Do Descarte à Regeneração: a Cultura do Cuidado como Estratégia Ambiental”, no Auditório André Rebouças, aula de ioga e roda de conversa.

Municípios vizinhos — O Parque Nacional do Iguaçu deixa aberto o convite a todos os moradores das 14 cidades vizinhas do Patrimônio Mundial Natural e região. Além dos municípios que possuem polos com ações durante a semana, os demais vizinhos do parque são: Santa Terezinha de Itaipu, Medianeira, Serranópolis do Iguaçu, Matelândia, Ramilândia, Céu Azul, Vera Cruz do Oeste, Santa Tereza do Oeste, Lindoeste, Santa Lúcia e Capitão Leônidas Marques.

Nesta Semana do Meio Ambiente, viaje com propósito: visite o Parque Nacional do Iguaçu!

 

Parque Nacional do Iguaçu
www.cataratasdoiguacu.com.br
contato@catarataspni.com.br


Os dados por trás das cadeias de suprimentos sustentáveis

Svante Göthe, Head de
Sustentabilidade da RELEX Solutions
Mais do que uma exigência regulatória, a sustentabilidade evoluiu de uma vantagem competitiva para uma prioridade estratégica global. Para empresas que operam em cadeias de suprimentos complexas — como o varejo — entender e reduzir o impacto ambiental de suas atividades é agora tão importante quanto garantir eficiência ou gerenciar custos operacionais. Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) desempenha um papel fundamental na análise das emissões de CO₂, apoiando uma tomada de decisão mais rápida, precisa e eficaz, acelerando a transição para uma economia de baixo carbono.

A demanda por transparência nas emissões está em crescimento. Governos ao redor do mundo estão apertando as regulamentações ambientais. Na União Europeia, a Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa (CSRD) exigirá que milhares de empresas relatem seus impactos ambientais — incluindo as emissões de Escopo 3 — em um formato padronizado nos próximos anos. Nos Estados Unidos, a Califórnia está liderando com a aprovação da SB 253, uma lei que exigirá que empresas com receitas anuais acima de US$ 1 bilhão divulguem suas emissões de carbono — Escopos 1, 2 e 3 — até 2027. A tendência aponta para que outras regiões adotem medidas semelhantes, sinalizando uma nova era de transparência climática corporativa.
 
O maior obstáculo, no entanto, continua sendo a complexidade de medir essas emissões com precisão. Coletar, organizar e interpretar dados de diferentes categorias de produtos e fornecedores é um processo que demanda tempo e estrutura. É justamente nesse ponto que a IA agrega valor.
 
Já existem soluções no mercado com tecnologia de IA capazes de estimar as emissões de CO₂ de produtos adquiridos, combinando fatores gerais de emissão com dados operacionais da plataforma de planejamento da cadeia de suprimentos da empresa. Essas tecnologias integram dados de várias fontes e oferecem maior visibilidade sobre a pegada de carbono da empresa, especialmente em relação às emissões de Escopo 3, que muitas vezes são difíceis de quantificar com precisão. Elas também agilizam a coleta e análise de dados, reduzem a carga de trabalho, facilitam a conformidade regulatória e ajudam a fortalecer a confiança do consumidor, ao demonstrar um compromisso genuíno com a sustentabilidade.
 
Essa abordagem não apenas reforça o compromisso ambiental de uma organização, mas também gera valor para o consumidor, que está cada vez mais atento às práticas das marcas que apoia.

Por trás desse avanço está uma constatação evidente: sustentabilidade e eficiência caminham juntas. Em muitos casos, reduzir a pegada de carbono de uma empresa pode andar lado a lado com a melhoria da eficiência operacional.

A era da sustentabilidade orientada por dados já começou. A IA está no centro dessa transformação, dando às empresas a capacidade de enxergar — e agir sobre — seu verdadeiro impacto ambiental. Em um mundo onde atender às exigências legais e às expectativas da sociedade tornou-se inevitável, liderarão aquelas que souberem alinhar tecnologia com propósito.


RELEX Solutions

 

Investimento em habilidades socioemocionais prepara Geração Z para o mercado de trabalho, dizem educadoras

 

Investimento em habilidades socioemocionais prepara Geração Z para o mercado de trabalho, dizem educadoras


Frente às mudanças do comportamento dos jovens e do mercado de trabalho, escolas focam no desenvolvimento de competências humanas fundamentais desde os primeiros anos escolares


Não são incomuns relatos e conteúdos virais em redes sociais sobre o comportamento dos nascidos da Geração Z (entre 1997 e 2012) no mercado de trabalho. Entre as reclamações dos líderes é atribuído a esses jovens impaciência, dificuldades com críticas e de adaptação no ambiente corporativo, comunicação interpessoal deficitária, pouca resiliência, propensão a trocar de emprego com grande rotatividade; além da supervalorização de propósito e de qualidade de vida no trabalho.

Em um mundo cada vez mais tecnológico e veloz, as instituições de ensino enfrentam o desafio de formar jovens capazes de lidar com as complexidades do mercado de trabalho e da vida em sociedade. Uma geração que está se desenvolvendo como indivíduos e cidadãos em meio a uma revolução digital que trouxe inovações, mas também impactos significativos no comportamento humano.
 

Educadoras opinam 

A psicóloga, pedagoga e gestora da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri, Ana Cláudia Favano, acredita que os principais desafios atribuídos à Geração Z, como dificuldades de comunicação, pouca empatia e imediatismo, são consequências de mudanças profundas causadas pelos avanços tecnológicos e pela forma como essas inovações são consumidas socialmente.

Para a educadora, a escola tem papel fundamental na reversão desse quadro, investindo desde cedo no desenvolvimento de competências socioemocionais e éticas, por meio de programas estruturados que estimulam a empatia, responsabilidade, diálogo e pensamento crítico.

“Para enfrentar esse cenário, é preciso proporcionar uma formação ética contínua, com foco no desenvolvimento de habilidades socioemocionais e sociomorais desde a infância. Não é sobre dar sermão ou resolver conflitos com pressa, mas criar um ambiente e contexto propício para a interação e as relações sociais, assim como praticar valores éticos que regem o comportamento dos alunos dentro do grupo e da sociedade a qual pertencem. Desta forma desenvolvemos a formação ética para a vida, que irá contribuir de forma preventiva para evitar que nossos alunos apresentem comportamentos inaceitáveis no ambiente de trabalho”, afirma. 

Já a coordenadora pedagógica do Brazilian International School - BIS, de São Paulo, Ana Claudia Gomes, destaca que muitas críticas dos gestores à Geração Z — como a busca por propósito e pouca tolerância à frustração — refletem, na verdade, novas demandas de um mundo em transformação.

Na opinião da docente, a solução está em preparar os jovens para decisões conscientes e alinhadas com seus valores, por meio de ações como planejamento de carreira desde cedo, vivências reais no mercado e o fortalecimento de competências socioemocionais como empatia, pensamento crítico e inteligência emocional. 

A coordenadora do BIS acredita que, ao invés de enxergar essas características como fraquezas, empresas e escolas devem atuar em conjunto para traduzi-las em potencial. “Quando estimulamos o autoconhecimento, a responsabilidade cidadã e o uso estratégico da tecnologia, formamos jovens mais preparados para o futuro. E mais alinhados com os desafios e expectativas do mercado atual”, afirma.
 

Como preparar o jovem? 

As docentes elencam, a seguir, cinco pontos que escolas e educadores podem trabalhar para ajudar os jovens a se preparar melhor para os desafios que encontrarão no mercado de trabalho.
 

Planejamento de carreira desde cedo: incluir no currículo escolar disciplinas voltadas à orientação profissional e planejamento de carreira, ajuda os alunos a conhecerem suas habilidades, interesses e possibilidades acadêmicas e profissionais com antecedência, promovendo escolhas mais conscientes e alinhadas ao mercado;
 

Desenvolvimento de competências socioemocionais: a formação integral dos estudantes passa por habilidades como empatia, resiliência, adaptabilidade e pensamento crítico. Projetos interdisciplinares, aulas de atualidades, filosofia e temas globais contribuem para a construção de jovens mais preparados emocionalmente para lidar com os desafios do mundo profissional;
 

Vivência prática com o mercado de trabalho: parcerias com empresas, programas de imersão, mentorias e feiras de profissões permitem que os estudantes conheçam de perto a realidade das carreiras, facilitando a tomada de decisões e o desenvolvimento de competências valorizadas pelo mercado;
 

Uso estratégico da tecnologia e da inteligência artificial: capacitar alunos e professores para o uso crítico e responsável das novas tecnologias é essencial. Iniciativas que integram recursos digitais e inteligência artificial ao processo pedagógico preparam os estudantes para se diferenciarem em um ambiente cada vez mais tecnológico;
 

Fortalecimento da autonomia e da capacidade de adaptação: atividades que envolvem resolução de problemas, protagonismo estudantil e projetos colaborativos estimulam a autonomia e a flexibilidade dos jovens — habilidades fundamentais para atuar com confiança em cenários profissionais dinâmicos e imprevisíveis.
 

Exemplos práticos 

Na Escola Internacional de Alphaville, a preparação dos jovens para o mercado de trabalho passa pelo desenvolvimento de competências socioemocionais e formação moral, experenciando por meio de aprendizados de habilidades práticas, com foco em responsabilidade, empatia, tolerância ao erro e resiliência. A instituição de ensino promove atividades interdisciplinares, simulações e experiências que incentivam a autonomia e o protagonismo dos alunos.

“A Geração Z tem características únicas e precisa ser estimulada de forma prática e significativa. Eles aprendem melhor quando enxergam propósito no que estão fazendo. Nosso compromisso é formar cidadãos preparados para o mundo real, com pensamento crítico, adaptabilidade e capacidade de trabalhar em equipe”, afirma Ana Claudia Favano, gestora da escola e criadora de programas sociomorais, antibullying e de convivência ética.

No Brazilian International School - BIS, a preparação dos estudantes para o mundo do trabalho reúne iniciativas que promovem o autoconhecimento, experiências práticas e orientação vocacional. “A Geração Z busca propósito, conexões significativas e flexibilidade. Nosso papel é oferecer ferramentas para que eles façam escolhas conscientes e alinhadas com seus interesses e talentos”, explica Ana Claudia Gomes, coordenadora pedagógica. 

Entre os destaques do BIS está o programa Career Planning, que integra atividades como feiras de carreiras e mentorias com profissionais, com o objetivo de mostrar aos jovens possibilidades de carreiras; uso de uma plataforma internacional que ajuda a explorar e descobrir interesses vocacionais; e vivências práticas em parceria com empresas.

“Essas experiências permitem que os alunos se conectem com o mercado real e entendam na prática o que envolve cada profissão. Isso faz toda a diferença na construção de um projeto de vida consistente”, finaliza Gomes


Planos de saúde devem se adequar às novas normas da ANS até julho

Resolução Normativa 623/2024 da ANS: Novas Regras para as Operadoras de Planos de Saúde Privados e para as Administradoras de Benefícios 


A Resolução Normativa nº 623, publicada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar em 17 de dezembro de 2024, entrará integralmente em vigor no dia 1º de julho de 2025. A norma estabelece novos parâmetros regulatórios para o atendimento, abrangendo tanto os pedidos de cobertura assistencial quanto as demandas não assistenciais. 

Entre os principais pontos de impacto regulatório, destaca-se a obrigatoriedade da disponibilização, de forma clara e ostensiva, de canais de atendimento presenciais, telefônicos e virtuais. 

O atendimento presencial deve estar disponível, ao menos, nas capitais dos Estados ou nas regiões de maior concentração de beneficiários, desde que a área represente mais de 10% da carteira da operadora e contenha, no mínimo, vinte mil beneficiários. Contudo, estão dispensadas dessa obrigação as operadoras exclusivamente odontológicas, as filantrópicas e as autogestões. 

As operadoras de grande porte deverão assegurar atendimento telefônico contínuo (24 horas por dia, 7 dias por semana), e as de pequeno e médio porte devem garantir o funcionamento durante os dias úteis, por período mínimo de oito horas, com ressalvas específicas para situações de urgência e emergência, nas quais também se exige atendimento ininterrupto. 

Todas as solicitações de serviços ou procedimentos, independentemente do canal utilizado, deverão gerar imediatamente um número de protocolo em prestador próprio da operadora. Este registro será obrigatório como primeira ação no atendimento e deverá seguir o padrão técnico. Ainda, a operadora deverá arquivar gravações e registros por até dois anos, ou até cinco anos quando houver reclamação formalizada dentro do prazo de noventa dias.

Dentre as alterações, destaca-se a vedação a utilização de respostas genéricas, como "em análise" ou "em processamento", exigindo dos prestadores resposta circunstanciada, clara e adequada, inclusive nas hipóteses de negativa ou pendência de informação. Nas solicitações de prestador para operadora, via sistema interoperacional, por exemplo, o beneficiário deve ter acesso ao status da solicitação, ou seja, o acompanhamento da demanda de autorização. 

A norma estabelece prazos específicos para resposta às solicitações dos beneficiários. Demandas não assistenciais devem ser respondidas no prazo de até sete dias úteis. Já as solicitações assistenciais urgentes ou emergenciais deverão ser atendidas de forma imediata. Nas demais hipóteses, o prazo será de até cinco dias úteis, podendo ser estendido para até dez dias úteis nos casos de procedimentos de alta complexidade ou internações eletivas. 

Em caso de negativa, a operadora deverá reduzir a justificativa a termo, indicando expressamente a cláusula contratual ou norma legal que fundamenta a decisão, disponibilizando esse documento em formato que permita download ou impressão. 

Outro ponto de atenção é obrigatoriedade do acesso à reanálise da negativa assistencial pela Ouvidoria da operadora. O prazo máximo para resposta da Ouvidoria é de sete dias úteis e o acesso a esse canal não poderá ser condicionado a procedimentos complexos ou exigência de formalidades.
 

Indicadores, sanções e incentivos regulatórios 

Do ponto de vista da gestão regulatória, a norma incorpora um sistema de avaliação periódica das operadoras com base no Índice Geral de Reclamações (IGR), o qual será apurado trimestralmente e divulgado no portal da ANS. As operadoras que atingirem a "Meta de Excelência" ou a "Meta de Redução" do IGR poderão obter benefícios diretos, como descontos de até 80% no valor de multas aplicadas, conforme alterações promovidas na RN nº 483/2022 e RN nº 489/2022. Por outro lado, o não atingimento das metas do IGR poderá ser considerado agravante na aplicação de sanções. 

A Resolução introduz um regime excepcional de conformidade regulatória: as operadoras que, até junho de 2025, apresentarem IGR inferior ou igual à metade do índice médio do setor poderão solicitar condições especiais para encerramento antecipado de processos administrativos sancionadores em curso, mediante pagamento à vista de valores com desconto de 60% ou 40%, conforme a fase processual. Tal requerimento implica confissão quanto aos fatos apurados, com renúncia ao exercício posterior de defesa ou recurso.

Reforça-se também a obrigatoriedade da integração das informações com os padrões estabelecidos no TISS (Troca de Informação na Saúde Suplementar), bem como a necessidade de observância ao Decreto nº 11.034/2022, que regulamenta o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). 

O Ferreira Pires Advogados participou do Seminário sobre a Resolução Normativa – RN. 623/2025, ANS, promovido pela OAB/SP com participação da Diretoria de Fiscalização da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que discutiu e esclareceu pontos estratégicos da normativa, sobretudo sob o aspecto operacional. 

Na oportunidade, a Comissão de Direito Médico e Odontológico da OAB/SP sugeriu mudanças pontuais, como a Diminuição das metas do IGR, a separação de OPS médico-hospitalar da OPS odontológica e a prorrogação dos efeitos da normativa (penalidades). 

A ANS informou o endereço de e-mail dirad.difis@ans.gov.br para dúvidas (contribuição para o FAQ que está sendo preparado).

Diante das significativas alterações promovidas, recomenda-se que as operadoras e prestadoras iniciem a revisão de seus processos internos de atendimento, capacitação de equipes e adequação dos sistemas tecnológicos aos novos padrões exigidos. A atuação preventiva e a adoção de mecanismos de controle de qualidade serão fundamentais para evitar sanções e aproveitar os incentivos regulatórios previstos pela nova norma.

  


Dra. Bruna Mendes – Advogada Cível Contencioso. Especialista em Direito Processual e Contratual no Ferreira Pires Advogados.

Informações: @ferreirapiresadvogados


Finanças sem DR: 3 dicas para casais organizarem o orçamento juntos



Desde a divisão de responsabilidades na rotina até os investimentos, especialista compartilha estratégias para gerenciar o dinheiro a dois

 

Com o Dia dos Namorados se aproximando, muitos casais aproveitam a ocasião para fazer planos, não só pensando no dia a dia, mas também no futuro; e organizar o orçamento é um deles. Embora seja desafiador, é uma etapa significativa para qualquer relacionamento, e garante a estabilidade para alcançar objetivos conjuntos. Seja economizar para a casa nova, a viagem dos sonhos ou a chegada de um filho, o planejamento financeiro é o caminho para os sonhos, mas exige comunicação e disciplina. 

“Para os casais que sonham com uma vida conjunta tranquila, é extremamente importante ter em mente que a organização financeira deve ser o principal pilar dessa construção. Somente com ela é possível alcançar objetivos compartilhados e garantir uma base sólida para o futuro, sem precisar passar por problemas ou sofrer com imprevistos. Ela fortalece a parceria”, destaca Ana Paula Oliveira, executiva de negócios da Simplic, fintech de crédito pessoal 100% online.

A seguir, a executiva compartilha algumas dicas para ajudar os casais a gerenciarem seu orçamento:

 

1. Definir objetivos comuns

Seja a curto, médio ou longo prazo, ter metas compartilhadas ajuda a manter o foco e a motivação. Isso pode incluir comprar uma casa, economizar para a aposentadoria ou planejar férias anuais. A colaboração nesse processo é fundamental para alinhar as expectativas e garantir que todos estejam comprometidos com as metas estabelecidas. Objetivos financeiros bem definidos proporcionam um senso de direção e propósito, permitindo que os casais façam escolhas mais conscientes e planejadas em relação ao uso desses recursos. 

 

2. Criar um orçamento a dois detalhado

Ao categorizar as despesas do casal, fica mais fácil identificar áreas onde é possível economizar. Por exemplo, gastos com lazer e compras podem ser reduzidos sem comprometer a qualidade de vida, permitindo que os recursos economizados sejam direcionados para objetivos prioritários, como poupança conjunta, investimentos ou pagamento de dívidas compartilhadas. Esta abordagem sistemática não só proporciona uma visão clara da situação financeira atual, mas também facilita a tomada de decisões sobre como alocar os recursos de forma mais eficaz para alcançar as metas juntos.

 

3. Dividir responsabilidades financeiras

Distribuir as responsabilidades de forma equilibrada, como quem será responsável pelo pagamento das contas, monitoramento do orçamento e controle dos investimentos, é uma forma de manter a organização e a transparência do casal. 

Com cada parceiro ciente de suas responsabilidades específicas, é possível planejar melhor o uso dos recursos, garantindo que todas as obrigações sejam cumpridas em tempo hábil e que haja um acompanhamento contínuo do orçamento e dos investimentos, promovendo uma parceria financeira saudável.

 

Simplic
https://www.simplic.com.br


81% dos brasileiros acreditam que devem lutar contra a desigualdade social e a injustiça, afirma Kantar

No entanto, pesquisa mostra que 45% estão em dúvida se podem fazer a diferença

 

A grande maioria dos brasileiros reconhece seu papel no combate a problemas ambientais e sociais. É o que revela o estudo Sustainability Sector Index (SSI), da Kantar, empresa global de dados e insights, que indentificou o que realmente importa para os consumidores quando o tema é sustentabilidade, como eles se comportam em relação a diferentes questões e como percebem diferente setores. A pesquisa coletou as opiniões de 1.000 consumidores no Brasil.

Os resultados mostram que 81% dos brasileiros afirmam que “pessoas como eu precisam fazer tudo o que puderem para combater a desigualdade social e a injustiça” e 77%, para combater a mudança climática.

Mas é interessante notar que, ao mesmo tempo que se sentem responsavéis, poucos brasileiros se sentem confiantes para atuar de forma ativa em relação a questões ambientais e sociais.

O estudo também avaliou as diferentes audiências que as marcas podem atingir e suas diversas atitudes em relação à sustentabilidade, dividindo-as em quatro perfis.

Considerers: É o maior grupo (45%) e concentra aqueles que estão em dúvida se podem fazer a diferença por meio de suas escolhas. Eles tomam medidas para tentar fazer a diferença,–  como parar de comprar certos produtos/serviços por causa de seu impacto no meio ambiente ou na sociedade, mas não têm certeza se esse comportamento é suficiente para causar um grande impacto.  No entanto, esse grupo já foi maior: 52% em 2023.

Believers: é o grupo dos que se consideram fortemente influenciados por fatores sociais, e acreditam que suas escolhas mostram ao mundo quem eles são e no que acreditam. No entanto, suas ações não correspondem às suas crenças – eles não estão procurando marcas que compensem seu impacto e não pararam de usar marcas por causa de seu impacto no meio ambiente ou na sociedade.

No Brasil, os  believers se mantiveram em 18% nos últimos 2 anos.

Actives: são muito mais propensos a acreditar que podem fazer uma diferença real por meio de suas ações e se consideram pessoalmente afetados por questões sociais e ambientais.

Suas ações correspondem aos seus valores, eles querem fazer mais e estão dispostos a investir seu tempo e dinheiro para apoiar empresas que tentam fazer o bem, como compensar seu impacto.

Esse grupo cresceu de 19% (2023) para 22% neste ano.

Dismissers: Esse grupo representa atualmente 14% dos consumidores (vs. 11% em 2023) e são caracterizados por sua apatia em relação a todas as coisas sustentáveis.

Embora alguns deles se envolvam no básico, dizem que gostariam de fazer mais e tentam comprar produtos embalados de forma mais sustentável, eles não estão interessados em investir seu tempo nem seu  dinheiro para realmente mudar seus comportamentos.

“É possivel notar que entre 2023 e 2025, os considerers tomaram decisões que os tiraram do cima do muro e os colocaram entre os actives ou dismissers”, afirma Rafael Farias Teixeira, executivo de marketing da Kantar Brasil, responsável pela análise dos números. “Em um momento em que temas sociais e ambientais estão presentes no dia a dia dos consumidores, as marcas têm uma oportunidade de dialogar e influenciar de forma genuína com essas pessoas, provocando mudanças positivas para o mundo e para os negócios.”

O executivo explica que isso é importante porque nem todos os consumidores estão no mesmo ponto em suas jornadas para entender temas sociais e de sustentabilidade. Portanto, é necessário se aprofundar nos diferentes comportamentos desses perfis para que as marcas consigam moldar suas estratégias da melhor forma possível.

 

Sobre o Sustainability Sector Index (SSI)

O SSI revela as atitudes dos consumidores em relação à sustentabilidade em 42 setores. Esta edição se baseia em entrevistas com cerca de 23 mil consumidores em 22 mercados. No Brasil, foram realizadas 1.000 entrevistas no período de novembro de 2024 a janeiro de 2025. O relatório mostra as percepções dos clientes sobre o desempenho de cada segmento a partir de quatro fatores-chave do marketing: Estratégia, Inovação, Ativação e Impacto.

 

Kantar
no site da Kantar


Dia Mundial da Corrida: seis dicas para começar a correr

A modalidade esportiva já conquistou 13 milhões de pessoas no Brasil

 

Neste 4 de junho é celebrado o Dia Mundial da Corrida. Criada nos Estados Unidos, a data busca incentivar homens e mulheres de todas as idades a praticarem atividades físicas. A ocasião é lembrada anualmente, a cada primeira quarta-feira do mês de junho. 

Segundo a Pesquisa "Por dentro do Corre", realizada pela consultoria Box 1824, a corrida de rua se transformou em um fenômeno cultural e social, com 13 milhões de praticantes no Brasil. A modalidade ganhou força depois da pandemia de Covid-19 e é vista como uma forma de cuidar da saúde física e mental – 46% dos entrevistados declararam que correm para melhorar a saúde mental. 

Se você quer começar a correr, veja as seis dicas que selecionamos:

 

1 – Faça uma avaliação médica 

Antes de iniciar qualquer atividade física, faça uma avaliação médica para saber como está a sua saúde – procure um clínico geral ou um cardiologista. Assim, ao verificar as condições de saúde, o exercício deverá trazer bons resultados para seu bem-estar.

 

2 – Escolha um tênis adequado 

Para os atletas desta modalidade, o tênis é o equipamento essencial. Dê preferência aos modelos com bom amortecimento e adequados ao seu tipo de pisada, que pode ser neutra, pronada ou supinada. Aqui cabe mais uma dica: lojas especializadas costumam oferecer análise gratuita da pisada.

 

3 – Comece devagar 

É importante começar aos poucos e progredir com consistência. Inicialmente, faça uma caminhada e adicione trotes leves, depois, aumente o tempo de corrida aos poucos – alguns especialistas sugerem a progressão de 10% por semana.

 

4 – Planeje seus treinos 

Para começar a correr, um planejamento de 2 a 3 treinos semanais é suficiente. Intercale dias de corrida com descanso ou outra atividade leve, como alongamento, bicicleta e caminhadas curtas.

 

5 – Alimentação e hidratação

Hidrate-se antes, durante e depois de correr. Coma algo leve antes do treino, de 30 a 60 minutos antes da atividade física – pode ser uma barra de cereal, iogurte ou fruta. A alimentação também é importante depois da corrida, para cuidar da recuperação muscular.

 

6 – Cuide da sua pele 

Devido à exposição ao sol, quem corre durante o dia e ao ar livre deve utilizar protetor solar para proteger a pele.

Planeta Run na Etapa Flona em 2024 - Foto Gabriel Barbatini Fotop.

Coloque na agenda: Planeta Run 2025 

Se você ainda não colocou na agenda, anote aí: a Planeta Run 2025 terá uma edição especial na Floresta Nacional de Ipanema (Flona), em Iperó/SP, um cenário que conquistou os amantes desta modalidade esportiva. A prova será realizada no dia 21 de setembro e terá um novo percurso com 7,7 km para corredores iniciantes e de nível avançado. A largada está marcada para as 7h30 da manhã. 

As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 10 de setembro ou enquanto houver vagas, no site planetarun.com.br. Na página é possível consultar o regulamento e o valor da inscrição. A idade mínima para participar é de 16 anos e as inscrições também estão disponíveis para os atletas PCD (portadores de necessidades especiais), de forma individual ou em equipes. 

O evento é realizado pela Construtora Planeta, que tem o esporte em seu DNA e há muitos anos incentiva a prática de exercícios físicos e a adoção de hábitos saudáveis. “A Planeta Run não é só uma corrida, é uma verdadeira celebração da vida saudável. Temos o esporte no DNA da empresa, por isso, nosso maior objetivo com esses eventos é promover a atividade física”, comenta Ricardo Guimarães, presidente do Conselho de Administração da Construtora Planeta. 

O local escolhido para esta prova é uma atração à parte: a Floresta Nacional de Ipanema (Flona) é uma Unidade de Conservação Federal, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio, do Ministério do Meio Ambiente, mas que também tem ligação com o esporte, com suas trilhas para corrida e caminhada. 

A largada da prova, que terá subidas e descidas no piso de terra e grama, será ao lado da Casa das Armas Brancas, uma importante edificação que foi construída entre 1879 e 1886, e que hoje faz parte do roteiro para visitação. 

Receberão troféus do 1º ao 3º colocado na categoria geral feminina e masculina, e nas demais categorias divididas por faixa etária. Também serão premiados os primeiros colocados nas categorias PCD, assessorias e empresas.

 

A Flona

Sede da antiga Fazenda Ipanema, em Iperó, a Floresta Nacional de Ipanema (Flona) é uma área com 5.069,73 hectares. O local abriga construções de diversos períodos da história da siderurgia brasileira, a partir do século XVI, que contribuíram para a origem de várias cidades da região de Sorocaba e o desenvolvimento do Brasil. Na década de 1860, a Flona recebeu visitas de Dom Pedro II. 

É hoje um dos maiores ecossistemas de Mata Atlântica existentes do interior do Estado de São Paulo e a unidade de conservação recebe visitantes, que podem percorrer trilhas destinadas à prática esportiva. O público pode ainda observar a vida silvestre, áreas florestais e reunir a família para sessões de fotos e piqueniques – muito comuns aos finais de semana.

 

Sobre a Planeta

Fundada em 1998, a Construtora Planeta atua na cidade de Sorocaba (SP) e conta com 63 empreendimentos entregues dentro do prazo e sempre com alta qualidade. É a construtora mais lembrada pelos sorocabanos segundo a pesquisa Top of Mind 2024, do Instituto Ipeso, e segundo o Instituto de Pesquisa Cruzeiro do Sul (Ipecs), da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA). 

Tem entre suas bandeiras: solidez, pioneirismo e inovação e destaca-se por iniciativas voltadas à tecnologia e à sustentabilidade. A Planeta é a 31ª maior construtora do país, de acordo com o ranking 2025 da Intec do Brasil (Informações Técnicas da Construção), figurando no ranking pelo quinto ano seguido. 

É a construtora responsável pelo prédio mais alto do interior do Brasil, o Ícone Planeta, vencedor do Prêmio Master Imobiliário 2024, e pelo primeiro e maior complexo multiuso da região de Sorocaba, o Planeta Square Garden, além do mais luxuoso edifício da cidade, o Dijon.

 

Saiba como proteger seus dados pessoais em sorteios de Dia dos Namorados

Vai participar de sorteios de Dia dos Namorados?
Cuidado com os seus dados

Freepik

O Dia dos Namorados está chegando e, com ele, os sorteios e promoções organizados por lojas e shopping centers para atrair clientes. Mas por trás de cupons e prêmios, uma questão importante entra em cena: a proteção dos dados pessoais dos consumidores participantes desses eventos. Afinal, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) se aplica nesses casos?

A advogada Karim Kramel, especialista em Direito Digital, sócia da plataforma de cursos de Direito Digital Aplicado – DDA, explica que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), estabelece regras claras para a coleta, uso e armazenamento de dados pessoais. Isso inclui informações como nome, CPF, telefone, e-mail — dados frequentemente solicitados em cadastros para participar de sorteios.

“Consumidores bem-informados e empresas comprometidas com a proteção de dados ajudam a criar um ambiente de consumo mais seguro e ético — em qualquer época do ano”, afirma a advogada. De acordo com Kramel, para melhor compreensão sobre a aplicabilidade da LGPD nos tratamentos de dados necessários para a realização de sorteios é importante distinguir dois tipos de ações promocionais:

 

  1. Sorteios promovidos por lojas e shoppings

Estes são eventos organizados por empresas privadas, que geralmente exigem que o consumidor preencha um cadastro ou faça uma compra para concorrer a prêmios. Nestes casos, a empresa responsável pela ação promocional que se torna "controladora" dos dados pessoais e deve seguir as seguintes obrigações da LGPD:

  • Informar claramente a finalidade da coleta dos dados
  • Coletar somente os dados necessários para a ação
  • Garantir a segurança dessas informações
  • Oferecer transparência e respeito aos direitos dos titulares dos dados, como o direito de exclusão dos dados após o fim da promoção.

“Além disso, o uso posterior desses dados (por exemplo, para marketing) só pode ocorrer em situações limitadas ou se o consumidor consentir expressamente”, esclarece Karim Kramel.


  1. Sorteios vinculados à Loteria Federal

Em alguns casos, empresas realizam promoções com base em resultados da Loteria Federal, ou em parceria com sorteios regulamentados pelo poder público. Nesse modelo, o sorteio em si é regido por normas específicas da legislação de loterias, e frequentemente requer autorização prévia da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

Embora a mecânica do sorteio siga essas regras, a coleta dos dados pessoais dos participantes continua sujeita à LGPD. Ou seja, mesmo que o sorteio utilize um resultado oficial da Loteria Federal, a empresa que coleta os dados dos participantes deve garantir o cumprimento da legislação de proteção de dados.


O que consumidores devem saber 

Ao se cadastrar para um sorteio, vale ficar atento a alguns pontos:

  • Há um aviso de privacidade ou política de proteção de dados?
  • Fica claro como seus dados serão usados e por quanto tempo armazenados?
  • Existe opção de consentir (ou não) com o uso dos dados para outras finalidades além do sorteio, como receber ofertas futuras?

Se essas informações não estiverem disponíveis ou forem confusas, é um sinal de alerta.

“As campanhas de Dia dos Namorados são uma excelente oportunidade para o comércio impulsionar vendas e engajar consumidores. No entanto, é fundamental que essas ações respeitem a legislação vigente, inclusive a LGPD. Transparência, segurança e respeito à privacidade são aspectos que, além de obrigação legal, fortalecem a confiança do cliente na marca”, finaliza a especialista.


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