Pesquisar no Blog

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Novas exposições em maio em diversas galerias da capital paulista

 

Principais exposições que serão abertas em Maio em São Paulo, com destaque para um novo espaço para as artes, a galeria Claraboia, e parte do Espólio da artista Suanê agora sob representação da galeria Estação, em mostra da fase contemporânea da artista. 


 

21 de maio – 18h

Galeria Estação abre exposição de Suanê em maio e anuncia representação do Espólio da artista no Brasil




Reconhecida internacionalmente, a pernambucana, que esteve na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, conviveu com a cultura e as tradições indígenas do nordeste brasileiro e construiu sua trajetória artística multifacetada ao longo de sete décadas


Nascida Lúcia, mas batizada Suanê pelo pajé da aldeia do povo indígena Fulni-ô, no interior pernambucano, a artista plástica teve intenso convívio com as tradições da comunidade da vila de Águas Belas e de outros vilarejos, até chegar a Recife e Olinda. Das vivências se inspirou nas memórias, nas lendas contadas, músicas e rezas ouvidas para transformar tudo em arte. Parte dessa produção estará na exposição que tem a curadoria de Ivo Mesquita, e reúne obras da fase contemporânea de Suanê a partir de 21 de maio na Galeria Estação, em São Paulo.

A exposição reúne um conjunto representativo de trabalhos da última etapa da carreira da artista pernambucana (1922-2020) radicada desde 1940 em São Paulo onde desenvolveu, de forma discreta, mas longa e intensa, uma produção artística consistente, própria do seu tempo. Foram seus últimos 20 anos de atuação.


Serviço

Suanê
Período expositivo:
21 de maio a 05 de julho
Abertura: 21/05 – 18h
Local: Galeria Estação
Endereço: Rua Ferreira de Araújo, 625 - Pinheiros - São Paulo-SP
Telefone: 11 3813-7253
Horário de visitação: segunda a sexta: das 11h às 19h | sábados: das 11h às 15h

 


24 de maio – 11h

Claraboia inaugura novo espaço para a arte em São Paulo com exposição ’Terra’



Mostra reúne 70 obras de 29 artistas contemporâneos e mestres ceramistas compõem a exposição inaugural da galeria em São Paulo

Novo espaço cultural em São Paulo, Claraboia realiza a exposição inaugural com coletânea de artistas contemporâneos consagrados e emergentes. Sob o título ‘Terra’, com curadoria de Moacir dos Anjos e Priscyla Gomes, a mostra apresenta de 24 de maio a 26 de julho, criações artísticas que têm a terra como suporte moldável ou que a tematizam em suas dimensões poéticas e políticas.

“Terra é matéria e é chão onde se vive. É coisa física e é lugar de pertencimento. Como matéria fluida que assume tantas formas ou como território de disputas variadas, a terra está presente em trabalhos de muitos artistas brasileiros, seja como coisa usada para criar ou como motivo para representar o mundo” – escreve a curadoria.

‘Terra’ reúne artistas contemporâneos e mestres ceramistas que nasceram ou tiveram ampla atuação em diferentes regiões do território brasileiro. São cerca de 70 obras – entre pinturas, cerâmicas, fotografias, esculturas, vídeo e instalação – e ainda um núcleo documental composto por publicações históricas disponíveis para leitura.


SERVIÇO

TERRA

Período expositivo: 24 de maio a 26 de julho, 2025

Horário: segunda a sexta, das 10h às 19h    sábados: das 11h às 15h

Local: Claraboia
Endereço: Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 2906 - Jardim América - CEP 01442-002
São Paulo SP

24 de maio – 13h

 


Nova exposição de Michel Zózimo na Martins&Montero


O título Entrevero opera como núcleo conceitual e campo semântico expandido



A partir de 24 de maio de 2025, a galeria Martins&Montero apresenta Entrevero, exposição individual do artista Michel Zózimo, que reúne um conjunto inédito de obras desenvolvidas ao longo dos últimos dois anos. É a primeira vez que o artista expõe uma pintura de grande formato, dando continuidade ao rigor persistente que atravessa sua pesquisa e produção — uma obra porosa ao tempo, à textura e à natureza.

Zózimo apresenta trabalhos em múltiplos suportes — colagens, desenhos, pinturas, cerâmicas, bordados, bronze e madeira —, todos marcados pela mesma lógica formal e rítmica. A diversidade dos meios não compromete a unidade do conjunto, pelo contrário: a reforça. Os bordados, feitos em parceria com a artista Fernanda Gassen, são como pinturas feitas com agulha, em que a técnica se reinventa, conforme as exigências da imagem. As cerâmicas, iniciadas há mais de uma década, trazem o peso do tempo maturado entre modelagem, padrão e matéria.


Serviço

MICHEL ZÓZIMO: Entrevero
Abertura: 24/05- Das 13h às 18h
Visitação: até 28/06/2025
Horário: De terça a sexta, das 10h às 19h | sábados – das 11h às 17h
Local: Martins&Montero Rua Jamaica 50 – São Paulo



24 de maio – 13h

Martins&Montero recebe PM8 para projeto inédito em São Paulo




PM8/Chico Salas marca a primeira apresentação do programa PM8/Francisco Salas em São Paulo, generosamente apoiada pela Martins&Montero 

A exposição busca expandir o programa da Martins&Montero para além do seu próprio espaço, apresentando uma mostra coletiva concebida para o público de São Paulo. A exposição inclui uma seleção significativa de artistas do portfólio da galeria — alguns dos quais estão exibindo pela primeira vez no Brasil: Loreto Martínez Troncoso (Vigo, Espanha, 1978), Elena Narbutaite Vilnius, Lituânia, 1984), Rosalind Nashashibi (Croydon, Reino Unido, 1973), Gabriel Pericàs (Mallorca, Espanha, 1988), Algirdas Šeškus (Vilnius, Lituânia, 1945) e Gintautas Trimakas (Vilnius, Lituânia, 1958).

A exposição reflete a conexão entre a PM8/Francisco Salas, a cidade de São Paulo e as proprietárias da galeria Jaqueline Martins e Maria Montero, que generosamente nos convidaram a ocupar uma parte da Martins&Montero com um projeto concebido especialmente para o espaço.

O resultado é uma mostra que ocupa áreas da galeria normalmente não utilizadas em exposições na Martins&Montero, com obras em locais inesperados, criando um novo percurso habitado pelas obras de diversos artistas—um empolgante caminho de descoberta pela impressionante casa dos anos 1950 na Rua Jamaica, onde fica a galeria.



SERVIÇO

PM8/Chico Salas
Abertura: 24/05 – Das 13h às 18h
Visitação: até 28.06.2025
Horário:  terça a sexta, das 10h às 19h | sábados – das 11h às 17h
Local: Martins&Montero -  Rua Jamaica 50 - SÃO PAULO



ÚLTIMA SEMANA

 Exposição de Julia Isidrez e Maria Lira vai até 10 de maio na Gomide&Co




Artistas ceramistas paraguaia e brasileira, respectivamente, executam a arte da cerâmica em escultura e pintura, algumas inéditas, apresentadas num diálogo acerca de possíveis paralelos sobre seus contextos de origem

 

Primeira do calendário expositivo da Gomide&Co em 2025, a exposição em duo de Julia Isidrez (Paraguai, 1967) e Maria Lira (Brasil, 1945) encerra na próxima semana, em 10 de maio, com ensaios críticos inéditos de Sofia Gotti e Chus Martínez e expografia de Lucas Jimeno.

 

Ambas as artistas trabalham a partir de antigas tradições indígenas ou afro-indígenas, criando, nos dias atuais, obras que escapam do programa tradicional da arte no Ocidente.

Atuam, também, como líderes comunitárias, contribuindo para a realidade sociocultural dos respectivos locais de origem. São, portanto, vozes que se encontram no âmbito de uma perspectiva do pensamento decolonial, no sentido de reconhecer a plena validade de suas práticas no panorama artístico atual e desafiar paradigmas há muito presentes no circuito oficial de arte.



SERVIÇO

Julia Isidrez e Maria Lira

Local: Avenida Paulista, 2644 - São Paulo-SP
Período expositivo: Até 10 de maio de 2025
Horários de visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, sábado das 11h às 17h
Entrada gratuita

http://gomide.co/
https://www.instagram.com/gomide.co/

 

“Passantes” – Lia de Castro – Martins&Montero




Exposição fica aberta até 10 de maio na galeria Martins&Montero, no bairro Jardins, em São Paulo

A mostra apresenta obras inéditas e propõe uma revisão crítica da história da arte, desafiando as noções tradicionais de representação, inclusão e identidade. Nessa nova série, Lia D Castro parte de um gesto simbólico: a compra de pinturas com os temas de naturezas-mortas e paisagens em antiquários, sobre as quais intervém ao pintar pés masculinos. Esses pés pertencem a homens que foram criados por mulheres — mães, tias, avós —, dentro de um sistema matriarcal. A proposta de Castro inclui, ainda, um jogo visual que desestabiliza a leitura comum desse gênero de pintura ao posicioná-las de ponta cabeça, criando um contratempo ótico que nos convida a olhar para o trabalho de arte sob um novo ângulo.

A exposição provoca o espectador a questionar interseções entre privilégio, vulnerabilidade e poder. Castro nos convida a enxergar a arte para além das narrativas dominantes e a reconhecer as experiências daqueles que foram historicamente marginalizados. Em sua obra, há uma delicadeza intrínseca, uma sensação de intimidade e ternura que perpassa até os temas mais desafiadores.


SERVIÇO

LIA D CASTRO: Passantes
Visitação:  até 10/05/2025
Horário: terça a sexta, das 10h às 19h  |  sábados – das 11h às 17h
Endereço: Martins&Montero Rua Jamaica 50 – São Paulo


Encontro Brasileiro de Autos Antigos de Águas de Lindoia completa 10 anos

 Fabrício Junqueira - EBAA visto de cima


EBAA de 2025, maior encontro de autos antigos da América Latina, acontece com edição especial e gratuita de 19 a 22 de junho

 

O Encontro Brasileiro de Autos Antigos (EBAA) de Águas de Lindoia completa 10 anos em 2025 e terá uma edição especial. Marcado para acontecer de 19 a 22 de junho na Praça Adhemar de Barros, o maior evento do gênero na América Latina, espera receber mais de 500 mil visitantes de todo o Brasil. 

Para receber o público, o evento conta mais uma vez com uma estrutura ampla, ocupando quase 70 mil m². Entre os destaques, uma praça de alimentação de 1.500 m² para atender aos visitantes. O espaço também reúne estandes especializados, oferecendo peças para restauração, memorabília, miniaturas colecionáveis, camisetas personalizadas e outras atrações.

Nesta edição comemorativa, um dos destaques será a exposição dos veículos “Best in Show”, premiados no EBAA desde 2014. O evento também trará um novo formato de leilão, além de novas regras e categorias de premiação. Outro diferencial será o incentivo à participação de veículos pré-guerra, fabricados até 1942.

A visitação é gratuita e não precisa de inscrição. Já a exposição de veículos é paga e terá inscrições para colecionadores e interessados em vender veículos avulsos, disponíveis no site oficial, a partir de 14 de abril.

Uma década de história

Por trás desse sucesso, está a paixão de pai e filho, Mingo e Júnior Abonante, por carros clássicos. O que começou como um sonho se transformou no maior evento do gênero na América Latina. “Em uma década, não apenas preservamos, mas ampliamos a cultura dos automóveis antigos, reunindo um público cada vez maior de entusiastas e colecionadores”, destaca a diretoria do evento, composta por Júnior Abonante, Mingo Abonante, Vanessa Bellini e Bellini Júnior.

Mais do que uma exposição de veículos, o EBAA se tornou um ponto de encontro para apaixonados por clássicos. A diretoria ressalta que essa cultura vai além da admiração pelos automóveis, representando um resgate de memórias e uma conexão com o passado, mantido vivo em cada modelo restaurado e exposto. “O evento tem sido essencial para promover essa cultura, criando um ambiente de troca de conhecimento, experiências e muito respeito por essa arte sobre rodas, além de ser uma grande reunião de amigos”, enfatizam.


Serviço

Edição comemorativa de 10 anos do EBAA de Águas de Lindóia

Data: De 19 a 22 de junho.

Local: Praça Adhemar de Barros, centro de Águas de Lindóia (SP).

Inscrições: A partir de 14 de abril, no site oficial, para colecionadores e interessados na venda de veículos avulsos.

Visitação: Gratuita e aberta ao público.


Campanha Maio Vermelho alerta sobre perigos e prevenção do câncer bucal

Iniciativa reforça a importância do diagnóstico precoce e do autocuidado na luta contra a doença

 

Apesar de pouco discutido, o câncer bucal é um problema de saúde pública que pode ter consequências graves quando diagnosticado tardiamente. A campanha Maio Vermelho, realizada ao longo de todo o mês, tem como objetivo conscientizar a população sobre os riscos, sinais de alerta e formas de prevenção da doença, estimulando hábitos saudáveis e a busca por atendimento especializado.

A ação busca romper o silêncio que ainda envolve esse tipo de câncer, promovendo o acesso à informação e incentivando a população a incluir o cuidado com a saúde bucal na rotina. Por meio de ações educativas, a campanha fortalece a cultura da prevenção, essencial para reduzir a incidência e a mortalidade associadas à doença.

A especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Dra. Silvia Picado, reforça a importância do diagnóstico precoce para o sucesso do tratamento. “Infelizmente, o diagnóstico tardio faz com que a chance de cura diminua muito e com que o tratamento seja muito mais agressivo”, alerta a especialista.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer bucal é o oitavo mais frequente no Brasil, com cerca de 15.200 novos casos ao ano. Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, a exposição solar sem proteção, má higiene oral, uso de próteses mal ajustadas e infecção pelo HPV.

A boa notícia é que muitas dessas causas são evitáveis. Manter uma boa higiene bucal, não fumar, reduzir o consumo de álcool, usar protetor labial contra o sol, adotar uma alimentação equilibrada e visitar o dentista regularmente são atitudes que ajudam na prevenção. A vacinação contra o HPV também é uma ferramenta importante nesse cenário. A Dra. Silvia também explica como é realizado o diagnóstico e quais são os tratamentos mais utilizados.

“O diagnóstico é feito por meio de biópsia: retira-se um fragmento da lesão suspeita para análise histopatológica, que é o exame definitivo para confirmação do câncer. A cirurgia é o tratamento principal e de escolha para a maioria dos casos de câncer de boca, especialmente em estágios iniciais. Em alguns casos, é necessário associar radioterapia e até quimioterapia”.

Maio Vermelho é uma oportunidade para reforçar a importância da conscientização sobre o câncer bucal e os cuidados preventivos que podem salvar vidas. Através da informação, ações educativas e do incentivo ao diagnóstico precoce, é possível reduzir o impacto da doença e melhorar as taxas de cura.

Manter-se atento aos sinais do corpo, adotar hábitos saudáveis e procurar um especialista regularmente são atitudes simples, mas fundamentais para a preservação da saúde bucal e do bem-estar. O ideal é não esperar o mês de maio passar para se cuidar: a prevenção começa agora.


Dra. Sílvia Picado - possui graduação em Ciências Médicas pelo Centro Universitário Lusíada (UNILUS). Concluiu Residência Médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço em 2015 e obteve o título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) no mesmo ano, tornando-se membro efetivo e integrante da atual comissão de marketing da SBCCP. Em 2019, a Dra. Sílvia Picado concluiu o mestrado no programa de Pós-graduação em Fisiopatologia Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Atualmente, exerce o cargo de professora na UNILUS e é a Diretora Social da Associação Paulista de Medicina de Santos (APM Santos).


7 em cada 10 pacientes com esclerose múltipla são mulheres. Doença afeta 2,8 milhões de pessoas no mundo

Em maio, mês de conscientização da esclerose múltipla, o laboratório Igenomix, do Vitrolife Group, alerta para os efeitos desta doença autoimune na saúde reprodutiva e reforça a importância de estratégias integradas entre neurologia e medicina reprodutiva. Em 30 de maio ocorre o Dia Mundial da Esclerose Múltipla

A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica e autoimune que afeta jovens adultos, especialmente mulheres. Dados da Federação Internacional de Esclerose Múltipla (MSIF) apontam que cerca de 7 em cada 10 pessoas (69%) que recebem o diagnóstico da doença são mulheres, sugerindo um papel dos hormônios no processo de esclerose múltipla. A prevalência é maior entre os 20 e 40 anos de idade, justamente na fase reprodutiva, embora possa ocorrer em qualquer faixa etária. As ações de conscientização sobre a doença acompanham todo o mês, com momento especial em 30 de maio: o Dia Mundial da Esclerose Múltipla.

A esclerose múltipla (EM) é uma das doenças mais comuns do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Atualmente, mais de 2,8 milhões de pessoas em todo o mundo convivem com o EM. Sua ação é inflamatória e desmielinizante. Isso significa que é causada por danos à mielina, a camada protetora de gordura que envolve as fibras nervosas, semelhante ao isolamento de um fio elétrico. No sistema nervoso central, as células nervosas transmitem mensagens entre o cérebro e a medula espinhal e os órgãos e membros do corpo. Elas controlam tudo o que é feito, desde como as pessoas se movem, até como pensam e sentem.

Embora a maior parte das discussões gire em torno dos efeitos motores e cognitivos da condição, estudos recentes vêm destacando um impacto ainda pouco debatido: as implicações da EM e de seu tratamento diante da fertilidade. Embora a esclerose múltipla não cause infertilidade diretamente, seus desdobramentos clínicos, medicamentosos e psicológicos podem interferir de forma relevante na saúde reprodutiva de mulheres e homens.

“O manejo reprodutivo em pacientes com EM exige uma abordagem multidisciplinar que integre neurologia, endocrinologia e reprodução assistida. Imunomoduladores, imunossupressores e até mesmo a evolução natural da doença podem afetar o eixo hormonal ou a função gonadal. Além disso, o estresse crônico e a própria incerteza do diagnóstico frequentemente adiam planos reprodutivos, tornando essencial a discussão precoce sobre preservação da fertilidade”, explica Larissa Antunes, coordenadora do aconselhamento genético do laboratório Igenomix do Vitrolife Group.

A Igenomix, laboratório especializado em saúde reprodutiva e medicina personalizada, tem por meio do aconselhamento genético apoiado pacientes com doenças crônicas, como a esclerose múltipla, a manterem a autonomia sobre suas escolhas reprodutivas. A criopreservação de óvulos, espermatozoides e embriões antes do início de terapias agressivas é uma estratégia importante — tanto para garantir a possibilidade de gestação futura quanto para permitir que o paciente tenha tempo para estabilizar o quadro clínico antes de iniciar um tratamento de fertilidade.

“Estamos vivenciando uma mudança de paradigma em que a fertilidade precisa ser compreendida como parte do cuidado integral em doenças autoimunes. Não basta controlar os surtos neurológicos; é preciso olhar para o futuro desses pacientes, considerando suas perspectivas de vida, família e bem-estar. E isso inclui oferecer caminhos seguros e viáveis para a reprodução humana, com o apoio das melhores práticas clínicas e laboratoriais”, reforça Larissa.

Além da criopreservação, ferramentas complementares como o aconselhamento reprodutivo individualizado e a até mesmo exames genéticos para o casal recursos valiosos no contexto da EM, ampliando a segurança dos tratamentos e contribuindo para uma gestação mais planejada.

Diante da complexidade da esclerose múltipla e de seus impactos sobre a saúde reprodutiva, torna-se fundamental incluir o aconselhamento e o planejamento familiar nas etapas iniciais do cuidado médico. Não há testes genéticos específicos para a esclerose múltipla, porém, a  Igenomix pode fornecer informações para que os pacientes tomem decisões informadas.


VAMOS FALAR SOBRE ESCLEROSE MÚLTIPLA - Este é o Mês de Conscientização da Esclerose Múltipla, em especial a data de 30 de maio - que marca o dia mundial de conscientização, com a disseminação de informações sobre a doença, seus impactos e os avanços nas formas de diagnóstico e tratamento. O objetivo é incentivar o diagnóstico precoce e o cuidado multidisciplinar, fundamentais para a qualidade de vida das pessoas com EM.

Embora a esclerose múltipla não tenha um padrão hereditário clássico, alguns fatores genéticos podem aumentar a suscetibilidade à doença. Isso significa que algumas pessoas carregam variantes em determinados genes que as tornam mais vulneráveis ao desenvolvimento da EM. No entanto, essa predisposição genética, por si só, não é suficiente: é a interação com elementos ambientais — como infecções virais, tabagismo, deficiência de vitamina D e até a latitude geográfica — que pode atuar como gatilho para o início da doença. Nesse contexto, a análise de variantes genéticas relacionadas à resposta imunológica e ao metabolismo de fármacos pode auxiliar na escolha do tratamento mais adequado para cada paciente.

A integração entre neurologistas, especialistas em fertilidade e laboratórios de apoio diagnóstico permite decisões mais seguras e alinhadas com os objetivos reprodutivos dos pacientes, especialmente diante de terapias que podem comprometer a função gonadal ou demandar intervenções antecipadas.


SAIBA MAIS SOBRE A EM

  • 2,8 milhões de pessoas vivem com Esclerose Múltipla em todo o mundo. Isso equivale a 1 em 3.000 pessoas no mundo. Em países com a prevalência mais alta, até 1 em cada 300 pessoas têm EM.
  • A cada 5 minutos alguém, em algum lugar do mundo, é diagnosticado com EM.
  • Mais mulheres do que homens têm EM – há pelo menos o dobro de mulheres (69%) do que homens (31%) vivendo com EM, sugerindo um papel dos hormônios no processo da doença.
  • O diagnóstico geralmente ocorre entre 20 e 40 anos de idade, embora o início possa ocorrer em qualquer fase da vida.
  • Afeta crianças e adultos, com pelo menos 30 mil pessoas menores de 18 anos vivendo com EM.
  • As Américas respondem pela segunda maior prevalência de EM no mundo, com 112 casos para cada 100 mil pessoas, atrás apenas da Europa (133 para cada 100 mil).
  • Atualmente, não há cura, mas existem tratamentos disponíveis que podem modificar o curso da doença.
  • Há uma ampla gama de sintomas, sendo a fadiga um dos mais comuns.
  •  Muitos sintomas da EM podem ser controlados ou tratados com sucesso.
  • Não é contagiosa, nem infecciosa.
  • Acredita-se que seja causada por uma combinação de fatores genéticos e ambientais.
  • Não é diretamente hereditária, porém, o risco de desenvolver EM é maior em parentes de uma pessoa com a doença do que na população em geral.
  • Embora seja encontrada em todas as partes do mundo, sua prevalência varia muito, sendo mais alta na América do Norte e na Europa, e mais baixa na África Subsaariana e no Leste Asiático. É mais comum em países mais distantes do Equador.
  • Doença mais comum do sistema nervoso central em adultos jovens.

 

 

Igenomix científicas e seis patentes, é um importante produtor de ciência em saúde reprodutiva e genética. 

Vitrolife Group

 

Referências bibliográficas:

  1. Multiple Sclerosis International Federation. Atlas of MS – 3rd edition. Disponível em: https://www.msif.org/about-ms/what-is-ms/
  2. Harbo HF, Gold R, Tintoré M. Sex and gender issues in multiple sclerosis. Ther Adv Neurol Disord. 2013;6(4):237-248.
  3. Dörr J, Bitsch A. Pregnancy-related issues in women with multiple sclerosis: an update. Ther Adv Neurol Disord. 2021;14:17562864211015355.
  4. Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM).Atlas da EM 3ª edição PARTE 1: Mapeando a Esclerose Múltipla pelo Mundo, principais descobertas epidemiológicas. Disponível em https://www.abem.org.br/wp-content/uploads/2020/09/AtlasOfMS_3rdEdition_traduzido.pdf 

 

Doença celíaca afeta milhões de brasileiros e ainda é pouco compreendida

No Dia Mundial de Conscientização, especialista alerta para os desafios do diagnóstico, da alimentação segura e da inclusão social

 

No dia 16 de maio é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Celíaca, uma condição autoimune desencadeada pela ingestão de glúten — proteína presente no trigo, centeio e cevada — que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. A data busca alertar a sociedade sobre os desafios enfrentados por quem convive com a doença e a importância de garantir acolhimento e respeito em ambientes coletivos como escolas, restaurantes e espaços públicos.

Com base na prevalência mundial, a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (FENACELBRA) estima que o País tenha hoje aproximadamente 2 milhões de celíacos, sendo que a grande maioria ainda não tem diagnóstico.

Um caso recente que ganhou repercussão nas redes sociais escancarou justamente o despreparo e a falta de empatia de parte do poder público em lidar com o tema. Em Araucária, no Paraná, a mãe Tayrine Novak foi convocada para uma reunião com seis servidores da Educação do município após enviar um bolo de cenoura sem glúten para a filha Thaylla consumir na escola. Mesmo com laudos que comprovam a contaminação cruzada na alimentação fornecida pela unidade escolar, a mãe foi questionada se a filha “poderia ficar sem almoçar”, caso ela não conseguisse seguir o cardápio da instituição. A frase, dita por uma diretora e registrada em vídeo, causou indignação nacional.

Celíaca, Thaylla depende de uma dieta rigorosa. A ingestão de pequenas quantidades de glúten pode provocar reações que comprometem a absorção de nutrientes, levando a deficiências e complicações de saúde como anemia, dores ósseas, erupções na pele e cansaço extremo. Diante da confirmação da contaminação cruzada na cozinha da escola, a responsabilidade pela alimentação da criança passou a ser exclusivamente da mãe desde abril deste ano.

Para Cristiane, chef de cozinha especializada em alimentação funcional há mais de 14 anos e mãe de uma adolescente celíaca, o caso de Thaylla evidencia uma realidade ainda presente. “No começo queriam que minha filha comesse separada, mas eu não permiti. Não vou deixar ela ser excluída”, conta. Ela reforça que é papel das escolas promoverem educação alimentar inclusiva, com preparo dos profissionais da cozinha, envolvimento do corpo docente e ações de conscientização nas redes sociais.

Segundo a nutricionista Letícia Mariano Bravo, que atende no Living Saúde em Santos/SP, o único tratamento para a doença celíaca é a eliminação total do glúten da dieta por toda a vida. Isso inclui evitar alimentos e bebidas que contenham trigo, cevada, centeio, malte e qualquer traço dessas substâncias, inclusive por contaminação cruzada. “Mesmo pequenas quantidades podem causar danos ao intestino e sintomas, mesmo que não sejam imediatamente percebidos”, alerta.

Letícia lista cuidados essenciais, como verificar selos de “sem glúten” nas embalagens, ler rótulos com atenção, evitar buffets e restaurantes sem preparo adequado e manter utensílios exclusivos para o preparo de alimentos sem glúten em casa. Ela também esclarece que o glúten não é prejudicial para pessoas não celíacas, e que não há razão para excluí-lo da dieta sem recomendação médica.

Para quem recebeu o diagnóstico recentemente, a nutricionista orienta buscar conhecimento sobre alimentos permitidos e proibidos, priorizar o preparo de refeições em casa e conversar abertamente com familiares, amigos e colegas sobre a condição. “Conectar-se com grupos de apoio também é uma forma importante de aprendizado e acolhimento”, conclui.

A data de 16 de maio é mais do que uma oportunidade para discutir alimentação; é um chamado à empatia, à inclusão e à responsabilidade coletiva de garantir dignidade e qualidade de vida a quem vive com uma condição que, apesar de invisível, exige atenção constante e respeito diário. 



Letícia Mariano Bravo - Nutricionista formada pela Universidade Católica de Santos (Unisantos) em 2020, Letícia Mariano Bravo é pós-graduada em Emagrecimento, Metabolismo e Esportes. Com experiência sólida na área clínica, atuou por dois anos em uma clínica especializada no tratamento de obesidade e compulsão alimentar, onde aprofundou seus conhecimentos no acompanhamento de pacientes com foco em saúde e qualidade de vida. Atualmente, Letícia une sua vivência clínica e esportiva para oferecer um atendimento personalizado, com ênfase na construção de uma rotina alimentar saudável, equilibrada e sustentável. Seu trabalho é pautado na escuta atenta, na ciência da nutrição e no respeito à individualidade de cada paciente.


O Caminho da Fertilidade com a Dra. Carla Iaconelli

O Dia das Mães pode ser um lembrete doloroso para muitas mulheres que ainda não realizaram o sonho da maternidade. Em meio a celebrações, flores e homenagens, existe também o silêncio de quem espera, de quem tenta, de quem ainda não conseguiu. A infertilidade, que atinge cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva, é mais comum do que se imagina — e pode vir acompanhada de sentimentos profundos como frustração, ansiedade e solidão.

Mas onde há desejo, há esperança. E é justamente sobre esse futuro possível que a Dra. Carla Iaconelli, ginecologista e especialista em Reprodução Humana, conversa conosco nesta data tão simbólica. “A medicina reprodutiva tem avançado significativamente, oferecendo alternativas reais para quem deseja ter um filho”, afirma a médica.

O impacto emocional do diagnóstico

Receber a notícia de que engravidar naturalmente pode ser difícil é um choque para muitas mulheres. Dra. Carla explica que, em muitos casos, a tentativa se estende por anos sem sucesso ou explicação clara. "As causas da infertilidade são diversas e podem estar tanto no corpo da mulher quanto do homem, ou ainda em fatores combinados", diz ela.

Entre os motivos mais comuns estão:

  • Baixa reserva ovariana ou falência ovariana precoce
  • Síndrome dos ovários policísticos (SOP)
  • Endometriose
  • Alterações nas trompas de falópio
  • Problemas na qualidade ou quantidade dos espermatozoides
  • E até mesmo a infertilidade sem causa aparente (ISCA), quando todos os exames estão normais, mas a gravidez ainda não acontece.

Novos caminhos, novas possibilidades

A boa notícia? Existem caminhos. Tratamentos modernos, cada vez mais acessíveis, têm permitido que milhares de mulheres e casais realizem o sonho da maternidade. A Dra. Carla reforça: “Cada caso é único e precisa ser avaliado individualmente, mas temos várias estratégias eficazes à disposição”.

Entre as opções mais indicadas estão:

Indução da ovulação e coito programado
Para mulheres com ciclos irregulares, esse tratamento estimula a liberação de óvulos, aumentando as chances de fecundação natural.

Inseminação intrauterina (IIU)
Os espermatozoides são inseridos diretamente no útero, facilitando a fecundação. É indicado em casos leves de infertilidade.

Fertilização in vitro (FIV)
Neste método mais avançado, óvulos e espermatozoides são fertilizados em laboratório. Depois, os embriões são transferidos para o útero.

Ovodoação
Ideal para quem tem baixa reserva ovariana ou não produz óvulos saudáveis. Os óvulos são doados por outra mulher e fertilizados com o sêmen do parceiro ou de um banco.

Útero de substituição
Quando a gestação não é possível, outra mulher — familiar ou conhecida — pode gerar o bebê.

Preservação da fertilidade
Mulheres que ainda não desejam engravidar, mas querem garantir a possibilidade futura, podem congelar seus óvulos.

Maternidade: muitas formas de amar

Para Dra. Carla, mais do que um estado físico, a maternidade é uma construção afetiva. “O amor de mãe não depende da genética, mas do vínculo, do cuidado, da entrega”, destaca. E lembra: não há um único jeito de ser mãe. Pode ser por meio dos tratamentos de reprodução assistida, da adoção ou de outras jornadas possíveis.

Neste Dia das Mães, fica o convite para acolher todas as formas de maternar — inclusive aquelas que ainda estão em processo. “A maternidade não é uma linha reta. Cada caminho até ela é válida e especial. E, se você está enfrentando desafios, saiba: não está sozinha. A medicina reprodutiva está aqui para transformar a esperança em realidade”, finaliza a Dra. Carla Iaconelli.


Mês das Mães

Corpo em transformação: Mês das Mães inspira reflexão sobre saúde da mulher após a gestação

Mudanças físicas e emocionais no pós-parto são naturais, mas merecem atenção médica; conheça formas de cuidado e acolhimento para o bem-estar materno

 

A maternidade é um dos momentos mais marcantes na vida de uma mulher. A chegada de um filho transforma rotinas, vínculos, prioridades — e também o corpo. À medida que o foco se volta ao bebê, muitas mulheres deixam de observar ou valorizar mudanças que impactam diretamente sua saúde e qualidade de vida. Neste Mês das Mães, o alerta vai para o cuidado com o próprio corpo no período pós-gestação, tão essencial quanto o zelo com o recém-nascido. 

Segundo o médico Marcelo Jerez, diretor clínico do One Day Hospital, de Alphaville, é comum que o corpo leve meses — ou até anos — para se reequilibrar após uma gravidez. Algumas transformações são naturais e esperadas, como alterações hormonais, ganho de peso e sensibilidade emocional. Outras, no entanto, podem afetar a autoestima e o bem-estar da mulher de forma duradoura, como a flacidez abdominal, a diástase (afastamento dos músculos abdominais), incontinência urinária leve e mudanças na região íntima. 

“Flacidez, ressecamento e desconfortos na região íntima são comuns após o parto, principalmente em mulheres que passaram por parto vaginal ou amamentam por longos períodos”, explica o Dr. Marcelo. “Essas mudanças, embora naturais, costumam ser pouco faladas. Por isso, muitas mulheres sentem vergonha ou acham que devem simplesmente aceitar esses desconfortos como parte da maternidade.” 

Uma das alternativas para restaurar o conforto e a confiança da mulher é o rejuvenescimento íntimo. O procedimento, que pode ser feito com tecnologia a laser e sem necessidade de cirurgia, tem ganhado cada vez mais espaço nos consultórios por ser uma abordagem segura e eficaz, desde que realizada com acompanhamento médico adequado. “Ele pode melhorar a hidratação, o tônus da pele e até reduzir pequenas perdas urinárias, sempre com respeito à individualidade de cada paciente”, reforça o especialista. 

Outro ponto que merece atenção é a diástase abdominal, que ocorre quando os músculos do abdômen se afastam para acomodar o crescimento do bebê. Essa condição pode provocar dor lombar, sensação de barriga estufada e até comprometimento postural. O fortalecimento muscular supervisionado por fisioterapeutas ou educadores físicos especializados, e em alguns casos, tratamentos complementares ou cirúrgicos, podem ajudar na recuperação. 

Além disso, o período pós-parto também pode afetar a pele, os cabelos e o equilíbrio emocional. “Amamentar, por exemplo, é um processo maravilhoso, mas que exige muito do organismo materno. Pode haver ressecamento da pele, queda capilar e alterações de humor. Tudo isso é passageiro, mas merece acompanhamento para que a mulher não se sinta desamparada”, explica o Dr. Marcelo. 

Para ele, cuidar da saúde no pós-parto é uma forma de também cuidar do vínculo com o bebê. “A mulher que se sente bem, respeitada e acolhida cuida melhor de si e, consequentemente, consegue viver a maternidade com mais plenitude. Isso não é sobre estética, mas sobre saúde, autoestima e qualidade de vida.”

“Neste Mês das Mães, fica o convite à escuta e ao cuidado com quem tanto cuida. A beleza de ser mãe está também em reconhecer que cada corpo tem sua história, e que há caminhos respeitosos e acolhedores para enfrentar as mudanças com saúde e dignidade”, completa o Dr. Marcelo Jerez.

 

One Day Hospital


Dia Mundial da Hipertensão: Nutrição é aliada fundamental no controle da hipertensão

O nutricionista Dereck Oak destaca como escolhas alimentares corretas podem prevenir e auxiliar no tratamento da pressão alta, uma condição crescente no país 

 

O Dia Mundial da Hipertensão (17/05) reforça a importância da prevenção e do controle da pressão alta, uma condição que afeta mais de 30% da população brasileira, segundo o Ministério da Saúde, e revela o maior percentual da população com pressão alta desde o início da série histórica, em 2006. O nutricionista clinico e esportivo Dereck Oak dá dicas de como a alimentação pode ser uma das grandes aliadas no controle da doença. 

 “A alimentação tem um impacto direto na saúde do coração, portanto, a escolha dos alimentos pode ajudar a reduzir o excesso de sódio no organismo, melhorar a circulação e evitar picos de pressão. Mesmo pequenas mudanças no dia a dia já fazem uma grande diferença na prevenção de problemas cardiovasculares”, explica Dereck. 

Entre os pilares do tratamento, portanto, a alimentação equilibrada é uma das estratégias mais eficazes para manter a pressão arterial sob controle e reduzir os riscos de doenças cardiovasculares. 

“O ideal é adotar um estilo de vida saudável como um todo. Não se trata apenas de cortar sal, mas de entender como os nutrientes atuam no organismo e ajudam a prevenir doenças crônicas”, completa o nutricionista. Por isso, é necessário tomar alguns cuidados para que a alimentação seja uma grande parceira.

 

Alimentação amiga da pressão arterial:

Reduza o consumo de sal e alimentos ultraprocessados: embutidos, enlatados e fast-foods são grandes vilões. Embutidos, enlatados e fast-foods são grandes vilões para quem tem hipertensão. Esses produtos contêm altos níveis de sódio e aditivos que favorecem o aumento da pressão arterial. “O excesso de sódio presente nesses alimentos sobrecarrega os rins e contribui diretamente para o aumento da pressão. Optar por preparações frescas e naturais é essencial para quem busca saúde cardiovascular”, explica Dereck.

 

Invista em frutas, verduras e legumes frescos: ricos em potássio. “Os legumes desempenham um papel importante na prevenção de doenças cardíacas e hipertensão, principalmente devido ao teor de potássio e ao baixo teor de sódio. Além disso, as fibras presentes em legumes ajudam a controlar os níveis de colesterol e a manter a pressão arterial em níveis saudáveis, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares”, pontuou.

 

Prefira fontes magras de proteína: como peixes, frango sem pele e leguminosas (feijão, lentilha e grão-de-bico). Essas fontes ajudam a manter o aporte proteico sem elevar os níveis de gordura saturada na dieta. “As proteínas magras contribuem para a manutenção da massa muscular e auxiliam no controle do peso — um fator-chave para o controle da pressão arterial”, destaca.

 

Evite o excesso de álcool e açúcares simples: O consumo exagerado de bebidas alcoólicas e alimentos ricos em açúcares, como refrigerantes, doces e produtos industrializados, pode contribuir para o aumento da pressão arterial e outros problemas cardiovasculares. “O álcool e o açúcar em excesso favorecem inflamações, ganho de peso e descontrole metabólico — três fatores que aumentam significativamente os riscos para quem já tem predisposição à hipertensão”, alerta Oak.

 

Beba bastante água e pratique atividade física regularmente: Beba bastante água e pratique atividade física regularmente: Manter o corpo hidratado e em movimento é fundamental para a saúde cardiovascular. A água ajuda na regulação da pressão arterial, enquanto o exercício físico fortalece o coração e melhora a circulação. “A hidratação adequada melhora o funcionamento dos rins, que são essenciais no controle da pressão. Já a prática regular de atividades físicas, mesmo que leves, é uma aliada poderosa na prevenção e controle da hipertensão”, orienta Dereck Oak.

Com orientação adequada, pacientes hipertensos podem ter mais qualidade de vida e reduzir a dependência de medicamentos, reforçando a importância do acompanhamento profissional contínuo.


Dia das Mães: Cuidados com a saúde no pós-parto

Especialistas da Inspirali orientam mulheres sobre puerpério


A chegada de um bebê é sinônimo de felicidade e muito afeto, mas também vem acompanhado de muitas dúvidas e insegurança para as novas mamães. Além de uma nova rotina que envolve pouco descanso e muita responsabilidade, as mulheres também passam por mudanças significativas no corpo e nem sempre tem apoio. E esse misto de sentimentos pode afetar a saúde mental e desencadear a temida depressão pós-parto.

Segundo a Dra. Jacqueline Braga Pereira, médica ginecologista, obstetra e professora adjunta de Medicina na UNIBH/Inspirali, o puerpério vem acompanhado de uma série de acontecimentos que começam com as horas iniciais do pós-parto. “A simbologia do parto e da perda da barriga após a gravidez está ligada a transformações físicas e emocionais, e pode ser interpretada de diversas maneiras, dependendo da perspectiva cultural e individual. Este começo pode vir de forma tranquila para algumas mulheres, mas de forma conturbada para outras. Isto pode estar associado a questões como alteração do corpo, da rotina do sono, da alimentação, dos hábitos diários e da adaptação com o novo eixo familiar”, explica.

Em alguns casos, um apoio familiar é o bastante tanto para a mãe quanto para os cuidados do recém-nascido. Porém, quando a puérpera enfrenta choro fácil, irritabilidade excessiva, sensação de impotência ou histórico de depressão ou transtornos mentais, um acompanhamento psicológico ou psiquiátrico é imprescindível. “Sabe-se que a rede de apoio familiar e de suporte emocional são muito importantes não somente para os cuidados, mas também para observar e identificar sinais de tristeza intensa, ansiedade, exaustão ou isolamento pois, na maioria das vezes, a mãe não é capaz de expressar ou sente culpa ao se sentir mal e prefere esconder dificuldades e fragilidades”, complementa Dra. Jacqueline.

A depressão pós-parto é um transtorno mental que pode surgir semanas após o nascimento do bebê, caracterizado por tristeza profunda, falta de energia, alterações no sono e apetite, dificuldade de criar vínculo com a criança e pensamentos negativos, inclusive sobre si mesma ou o próprio filho. As causas envolvem fatores hormonais (queda brusca de estrogênio e progesterona), sobrecarga física e emocional, falta de apoio, histórico de depressão e estresse com as mudanças da maternidade. Um estímulo ao autocuidado, um tempo reservado só para a mãe e o descanso, sempre que possível, devem ser estimulados. Mas também existem grupos de apoio materno em hospitais, redes sociais e em igrejas.

“Durante o pré-natal, a gestante e sua possível rede de apoio devem ter informações sobre todo o processo da gestação e pós-parto a fim de se preparem para o puerpério, pois muitas vezes são pegos de surpresa com quebras de expectativas com o tipo de parto, tempo prolongado de internação, dificuldade de amamentação e complicações possíveis. A identificação precoce de sintomas iniciais na gestação e no pós-parto são consideradas a melhor maneira de prevenir complicações como depressão grave”, esclarece a Dra.

Para a Dra. Daisy Martins Rodrigues, ginecologista e obstetra e professora da UNIBH/Inspirali, o puerpério é o intervalo iniciado com o nascimento da criança e que se estende até seis semanas, quando ocorre o retorno das características físicas pré-gravídicas no corpo da mulher. “O corpo passa por diversas mudanças físicas, hormonais e emocionais, por isso cuidar da saúde nesse período é fundamental para garantir o bem-estar da mãe e do bebê”, complementa a Dra. Daisy.

Segundo a Dra., algumas recomendações para o pós-parto são: manter o acompanhamento médico conforme orientação no momento da alta hospitalar para avaliação do útero, cicatrização (em casos de cesárea, realização de episiotomia no parto vaginal e sutura de lacerações que porventura ocorreram), mamas, pressão arterial, alterações emocionais e possíveis sinais de infecção; cuidado com a amamentação, verificando a “pega correta” do bebê para evitar fissuras nos mamilos; manter hidratação adequada e alimentação rica em nutrientes; cuidado com a saúde mental; discutir métodos contraceptivos com o médico, pois a ovulação pode voltar mesmo antes da primeira menstruação, e acompanhar as imunizações, realizando revisão do cartão de vacinação e, caso necessário, completar as vacinas que faltam e os esquemas por vezes iniciados antes da gestação.

Complicações puerperais podem ocorrer logo após o nascimento do bebê ou até seis semanas após o parto, com gravidade variável conforme a via de parto, presença de doenças pré-existentes, idade materna, dentre outros fatores associados. Por isso, é fundamental que a mulher fique atenta a sinais como febre, sangramento intenso, corrimento com odor desagradável ou dificuldade para respirar. Esses sintomas podem indicar problemas que exigem atenção médica imediata.

As complicações mais comuns que podem acontecer são infecção no útero (endometrite), vias urinárias, cicatriz da cesárea ou episiotomia; hemorragia pós-parto; tromboembolismo, ou seja, maior risco de formação de coágulos nas pernas ou pulmões, especialmente após cesáreas ou imobilização prolongada; mastite e abscesso mamário e alteração emocional transitória, leve até mais grave e persistente.

“O acompanhamento médico no pós-parto é fundamental para garantir a recuperação adequada da mãe e prevenir complicações. O tempo indicado e a frequência das consultas podem variar conforme a via de parto (normal ou cesárea), presença de comorbidades e intercorrências durante o parto.”, orienta a Dra. Daisy.

Após o parto, as mulheres vão, aos poucos, retomando a rotina. Atividades leves como cuidados com a casa e família podem ser retomadas em algumas semanas. Atividades físicas leves, como caminhadas curtas e exercícios de alongamento, podem ser realizadas após 10 ou 15 dias. Atividades de fortalecimento, como musculação, após 45 / 60 dias. É possível voltar a dirigir após 7 a 10 dias. A volta à rotina completa deve respeitar o ritmo e o bem-estar da mãe.

É importante ter atenção à alimentação no puerpério, mas o foco não deve ser em fazer dieta restritiva para emagrecer, e sim em nutrir o corpo para a recuperação física, o equilíbrio hormonal e a produção adequada de leite. “A alimentação adequada no puerpério auxilia o corpo a se recuperar do parto, favorece a cicatrização, mantem a produção do leite materno, previne constipação, anemia e infecções, contribui para o equilíbrio hormonal. A perda de peso deve ser gradual e guiada por um nutricionista, especialmente durante a amamentação. O corpo da mulher pode se recuperar muito bem após a gestação, mas nem tudo volta a ser exatamente como era antes, já que passou por mudanças físicas, hormonais e até estruturais durante a gravidez e o pós-parto, e algumas delas podem ser permanentes ou levar muito tempo para se estabilizar”, conta a Dra. Daisy.

“O corpo pode se transformar bastante após a gestação, mas com autocuidado e apoio profissional, muitas mulheres não só recuperam sua saúde e autoestima, como se sentem ainda mais fortes e confiantes. O mais importante é abandonar comparações irreais e respeitar o próprio tempo de recuperação”, finaliza a Dra. Daisy.


Saúde mental, inclusão e maternidade atípica: o cuidado de quem cuida

No mês das mães, especialista em inclusão destaca a necessidade de ampliar o olhar sobre mulheres que vivenciam a maternidade atípica e reforça o papel das instituições no cuidado com quem cuida

 

Em meio às celebrações do Dia das Mães, uma realidade sensível e, muitas vezes, silenciosa ainda permanece à margem do debate público: a das mães atípicas — mulheres que vivenciam o cuidado diário com filhos neurodivergentes, como crianças com autismo, TDAH e outras condições do desenvolvimento.

Embora centrais na estrutura familiar, essas mães enfrentam rotinas de sobrecarga emocional, pouca escuta institucional e escassa visibilidade. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, estima-se que 1 em cada 54 crianças no Brasil esteja dentro do espectro autista. Entre as mães que exercem esse cuidado de forma integral, 38% apresentam sintomas de depressão e 45% convivem com quadros de ansiedade. Os números revelam um cenário de vulnerabilidade emocional que precisa ser reconhecido, acolhido e incluído nas discussões sobre saúde pública e políticas de apoio social.

Para o professor Nilson Sampaio, especialista em inclusão e formação de educadores, é urgente que essas vivências estejam no centro das pautas sobre educação, saúde e assistência. “A maternidade atípica envolve dedicação, amor e resiliência, mas também exige uma rede de apoio que muitas vezes não existe. A inclusão plena começa quando reconhecemos quem está ao lado da criança todos os dias — e nos comprometemos a acolher também essa mãe”, afirma.

Sampaio reforça que o caminho para esse acolhimento passa por ações práticas e estruturais: formação continuada para professores, ambientes escolares com escuta ativa, políticas de flexibilização no trabalho e redes comunitárias de apoio psicológico e emocional. “A escola, por exemplo, precisa se comprometer com uma escuta sensível não apenas à criança, mas à mãe. Um ambiente que acolhe a família como um todo potencializa o desenvolvimento, a permanência e a autoestima”, pontua o professor.

Além do papel das escolas, o especialista aponta a importância de ampliar o olhar da sociedade para as múltiplas jornadas que essas mães enfrentam, muitas vezes sozinhas. Com rotinas atravessadas por consultas, terapias, deslocamentos e sobrecarga doméstica, a falta de rede de apoio amplia o sentimento de solidão, culpa e exaustão — e impacta diretamente a saúde mental dessas mulheres.

O tema ganha ainda mais relevância ao se considerar que, em muitos casos, essas mães abandonam suas carreiras, enfrentam rupturas afetivas e precisam lidar com julgamentos sociais, além da ausência de acolhimento do Estado. “O que está em jogo não é apenas a inclusão da criança na escola ou no mercado, mas o bem-estar de toda uma estrutura familiar que sustenta esse cuidado. Quando falamos em acolhimento real, falamos de empatia aplicada, suporte público e políticas de presença”, afirma Sampaio.

Em um cenário ainda marcado pela invisibilidade, é fundamental olhar com responsabilidade e sensibilidade para as mães atípicas — mulheres que sustentam, com afeto e exaustão, o cuidado cotidiano de filhos neurodivergentes. Reconhecer essas trajetórias é parte do compromisso com uma inclusão real, que não se limita ao indivíduo, mas se estende a quem cuida, apoia e caminha junto. Cuidar de quem cuida é reconhecer que nenhuma transformação acontece sozinha.

 

Depressão pós-parto: como identificar?

Cerca de 25% das mães vivem com depressão pós-parto no Brasil

 

A depressão pós-parto pode ter impactos profundos na vida da mãe, afetando tanto sua saúde mental quanto física, mas também sua interação com o bebê e outras pessoas ao seu redor. A depressão pós-parto atinge aproximadamente 25% das mães brasileiras, segundo um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A depressão pós-parto é uma condição que pode surgir devido a uma combinação de fatores físicos, emocionais e sociais. Após o nascimento do bebê, as mudanças hormonais são significativas; os níveis de estrogênio e progesterona caem drasticamente, o que pode interferir no equilíbrio químico do cérebro e causar alterações de humor.

O parto e a adaptação à rotina de cuidar de um recém-nascido são experiências exaustivas, tanto física quanto emocionalmente, e essas situações podem contribuir para a sensação de sobrecarga. Nos primeiros meses após o parto, interrupções no padrão de sono, comuns nessa fase, ampliam os sentimentos de tristeza e irritabilidade.

"A mãe pode experimentar dificuldades para realizar tarefas diárias, sentir cansaço extremo, dificuldades de se conectar com o bebê, perder o interesse em atividades que antes traziam prazer, e enfrentar problemas para dormir, mesmo quando o bebê está descansando. Isso pode prejudicar diretamente sua qualidade de vida e agravar ainda mais seu estado emocional", explica a psicóloga da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Natália Reis Morandi.

Segundo a especialista, o histórico de saúde mental também desempenha um papel importante, já que mulheres com antecedentes de depressão ou ansiedade estão mais propensas a desenvolver a condição. Ainda, pressões sociais e familiares, como expectativas irrealistas sobre a maternidade e a falta de apoio físico ou emocional, podem aumentar a vulnerabilidade da mãe.

"Os impactos não se limitam ao aspecto emocional; podem se refletir em relacionamentos, sejam eles familiares ou sociais, gerando uma sensação de isolamento. Por isso, é crucial que mães com sintomas de depressão pós-parto recebam apoio imediato, seja de amigos e familiares ou, idealmente, de profissionais de saúde especializados”, reforça Morandi.


Qual o papel do pai nesse cenário?

Garantir uma rede de cuidado eficaz para mães com depressão pós-parto exige uma abordagem integrada e humanizada. Estar atento a sintomas como irritabilidade, alterações de humor, sensação de sobrecarga e isolamento pode fazer a diferença.

"Estimular um ambiente de acolhimento e diálogo dentro da família e com amigos é essencial. Essa rede informal de apoio pode ajudar as mães a se sentirem ouvidas e compreendidas, reduzindo o impacto do isolamento. Além disso, o papel do pai nessa fase pode ser determinante para o bem-estar da mãe, especialmente se ela estiver enfrentando a depressão pós-parto”, comenta a psicóloga. 

Morandi separou algumas dicas práticas para os pais colaborarem de forma efetiva com as mães que vivenciam isso:

 

  1. Informe-se sobre a depressão pós-parto

Compreender os sintomas e os impactos dessa condição é o primeiro passo para oferecer apoio. Irritabilidade, mudanças de humor, sensação de sobrecarga e isolamento são sinais que merecem atenção. Busque informações confiáveis, como aquelas oferecidas por instituições de saúde, para se preparar melhor.


  1. Esteja presente de maneira ativa

Ser um pai presente vai muito além de estar fisicamente no ambiente. Ofereça ajuda prática nas tarefas diárias, como cuidar do bebê, organizar a casa ou gerenciar compromissos. Isso permite que a mãe tenha tempo para descansar ou buscar cuidados especializados, se necessário.


  1. Promova um ambiente acolhedor

Converse de forma aberta e sem julgamentos. Ouça o que ela tem a dizer, mesmo que seja difícil verbalizar os sentimentos. Criar um espaço onde ela se sinta compreendida pode ajudar a reduzir o impacto do isolamento e a fortalecer sua confiança.


  1. Estimule o apoio profissional

Essa condição pode exigir acompanhamento médico ou terapêutico. Incentive-a a procurar ajuda especializada sem pressioná-la, e, se possível, ofereça-se para marcar consultas ou acompanhá-la, mostrando que ela não está sozinha.


  1. Cuide também de você

Para ajudar a mãe, é essencial que o pai esteja bem física e emocionalmente. Procure controlar o estresse, busque sua própria rede de apoio e não hesite em conversar com outros familiares ou profissionais de saúde sobre suas dificuldades.

"O cuidado humanizado começa em casa, e pequenas ações, feitas com atenção e carinho, podem transformar esse período desafiador em um momento de fortalecimento familiar. Não se esqueça que construir essa rede de suporte é um caminho a ser trilhado juntos, com respeito e paciência”, finaliza ela.

 

Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo


Posts mais acessados