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quinta-feira, 8 de maio de 2025

Maio Amarelo: ação educativa do Detran-SP com simulador de impacto conscientiza pela desaceleração no trânsito

Duzentas pessoas participaram da atividade realizada em parceria com a Artesp e as concessionárias Ecovias Imigrantes e Leste Paulista 

O simulador reproduz impacto de colisão a 05 km/h, mas a sensação é de ocorrência em velocidade bem maior 

 

“Pela minha família”. Essa foi a resposta mais frequente à pergunta “por quem você desacelera no trânsito?”, feita aos participantes da ação educativa com um simulador de impacto. O objetivo foi demonstrar os riscos da imprudência e da aceleração sem limites na condução de um veículo. A iniciativa foi promovida pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), em parceria com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) e as concessionárias Ecovias Imigrantes e Ecovias Leste Paulista, entre o último sábado (03) e esta terça-feira (06), no Shopping Light, na capital paulista.  

Cerca de 200 pessoas participaram da experiência que integra o calendário de ações do Detran-SP em função do Maio Amarelo 2025, mês dedicado a frear mortes e sinistros no trânsito. Foram unânimes tanto os depoimentos sobre a importância do alerta relativo à atenção e ao respeito às leis ao dirigir quanto  as menções aos familiares mais queridos como a razão de se pisar mais no freio do que no acelerador. Com o apoio de um óculos de realidade virtual, os frequentadores do shopping puderam sentir - de forma segura - o impacto de uma colisão a 5 km/h, supostamente provocada por desatenção e aceleração desproporcional. Representantes do Detran-SP e ARTESP também repassaram ao público informações, orientações e materiais educativos sobre segurança no trânsito.  

“Tem que ter consciência, porque é bem complicado você não pensar nos outros, até porque as vítimas podem ser sua família”, sustentou Vera Lúcia de Lima, operadora de caixa, de 56 anos. Ela relembrou seu atropelamento por uma moto, em 2009. “Tive que colocar uma haste na perna, que está até hoje, por conta da imprudência do motoqueiro. Tem muita gente que não sabe a gravidade do que faz no trânsito”, completou. 


Vera de Lima recebe material educativo e brindes
após passar pela experiência no simulador
Apesar de baixa, a velocidade do simulador é capaz de projetar o corpo da vítima para a frente. A sensação física e mental proporcionada pela imersão é uma espécie de gatilho para que o usuário imagine os efeitos de um choque a uma velocidade maior – e mais comum nas ruas. O combate à condução de veículos acima do limite estabelecido, uma das principais causas de sinistros fatais e não fatais, é o tema central da campanha do Detran-SP durante o Maio Amarelo 2025, a partir do mote “O importante é chegar: Respeite os limites de velocidade”.  

O motorista profissional Hermes de Araújo, de 58 anos, avaliou a realização do teste com realidade virtual como “uma experiência muito importante na minha vida”, já que nunca sofreu um sinistro grave. “Devemos mesmo dirigir com atenção, sem nem sequer pensar em celular”, exclamou, depois de se assustar com a colisão virtual. “É uma sensação de um acidente muito grave, que leva toda a família à morte. Eu bati a 5 km/h, pelo que vocês estão me falando, mas tive a sensação de que estava a 120 km/h. Todo mundo deveria ver esse vídeo para prestar mais atenção no trânsito,  e assim salvar a sua vida e a do próximo”, declarou.  

O produtor João Ricardo Prudêncio, de 23 anos, também ressaltou a relevância das mensagens que o simulador transmite. No vídeo, o motorista virtual vê fotos que um amigo mandou para o celular ao mesmo tempo em que dirige. “É meio segundo que você desfoca sua atenção do trânsito e acontece o acidente”, disse.  A auxiliar administrativa  Bruna Silva, de 29 anos, endossou: “É muito importante essa experiência para aqueles que dirigem com o celular, para que tenham um certo cuidado e desacelerem, pensando na própria vida e na vida do outro, porque pode ser que não aconteça nada pessoalmente com você, mas sim com quem está ao seu lado ”. 

 

Maio Amarelo 2025

O Maio Amarelo é um movimento em defesa da vida e da redução das mortes no trânsito, lançado em 2011 pela Organização das Nações Unidas (ONU), com apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS). O Brasil participa desde 2014. Nesta edição, o movimento conta com uma programação especial elaborada pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP): reforço na fiscalização contra alcoolemia, ações voltadas especialmente para os públicos mais vulneráveis no trânsito, como pedestres e motociclistas, e a conscientização sobre o perigo do desrespeito às leis de trânsito. 

Além das ações regionais em todo o Estado, nos dias 15 e 16, também na capital, em parceria com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o Detran-SP promove um circuito de conscientização para motociclistas. Também haverá operações voltadas a esse público pelas cidades paulistas, considerando que o grupo é um dos mais afetados pelas mortes no trânsito, sobretudo entre homens na faixa etária dos 20 aos 24 anos de idade.  

Em paralelo às ações educativas, o combate à combinação entre álcool e direção do Detran-SP deve ser ampliado em 42% em relação ao Maio Amarelo 2024. O número de operações subirá de 68 para 97 em todo o Estado, abordando até 30% mais motoristas com o etilômetro, o que pode resultar em cerca de 70 mil condutores fiscalizados durante todo o mês.

 

Vendas no Dia das Mães devem movimentar pequenos negócios

Segundo levantamento do Sebrae-SP, o Dia das Mães de 2025 deve impulsionar significativamente o comércio no Estado de São Paulo, beneficiando cerca de 663 mil pequenos negócios

 

Com um tíquete médio estimado em R$ 298, segundo levantamento do Sebrae-SP, o Dia das Mães de 2025 deve impulsionar significativamente o comércio no Estado de São Paulo, beneficiando cerca de 663 mil pequenos negócios, entre eles, 477 mil Microempreendedores Individuais (MEIs) e 186 mil micro e pequenas empresas. A data, considerada a segunda mais importante do varejo brasileiro, só perde para o Natal em volume de vendas. 

Os consumidores pretendem comprar, em média, dois presentes. Cosméticos, perfumes, cremes e hidratantes lideram a preferência, sendo citados por 47% dos entrevistados.  

Em seguida, vêm roupas, calçados e bolsas (41%), chocolates e flores (ambos com 35%) e bijuterias e acessórios (27%). Ainda segundo a pesquisa, 60% dos consumidores darão preferência às compras presenciais em pequenos comércios. Já 13% pretendem dividir as aquisições entre o físico e o online. 

Para André Minucci, especialista em mentoria empresarial, o momento é estratégico para empreendedores que querem alavancar suas vendas. 

"O Dia das Mães é uma oportunidade única para se conectar com o consumidor. Produtos com propósito, atendimento humanizado e experiências personalizadas fazem toda a diferença", afirma. O sucesso das vendas nesta época não depende apenas de preço competitivo, mas de um planejamento bem executado que envolva criatividade e empatia. 

Uma das recomendações é preparar o ambiente de vendas, seja ele físico ou digital, com foco na experiência do cliente.  

“É hora de ativar campanhas que toquem o coração. A compra de presente para a mãe é carregada de afeto, o empreendedor precisa usar isso a seu favor, contando histórias, oferecendo kits personalizados e criando uma jornada de compra acolhedora”, explica Minucci.

A personalização é outro diferencial que pode ampliar o faturamento. Muitos consumidores buscam mais do que um produto: querem entregar significado. Por isso, embalagens diferenciadas, cartões personalizados e até a possibilidade de entrega com mensagens especiais podem fidelizar o cliente e gerar indicações espontâneas. 

Outro ponto fundamental, é investir na comunicação digital. Ele orienta que, mesmo quem atua com ponto físico, precisa marcar presença nas redes sociais com conteúdo relevante e promoções bem direcionadas. "É o momento de se fazer presente nas redes sociais e principalmente, mostrar que aquele pequeno negócio entende do que a mãe representa para o consumidor", completa. 

Com o avanço das vendas presenciais, o atendimento deve ser impecável e os estoques, bem planejados. 

O Dia das Mães se consolida, mais uma vez, como um termômetro do consumo no país, e também como um divisor de águas para empreendedores que souberem se preparar para atender não apenas a demanda, mas o sentimento que ela carrega.


Espanha é o país mais rápido da Europa para obtenção de cidadania para brasileiros sem ascendência

Imagem de wirestock no Freepik
Alta taxa de aprovação e benefícios como acesso à União Europeia impulsionam crescimento de pedidos de brasileiros em 2025, que pode obter a cidadania em até dois anos por residência legal e contínua

 

A busca pela cidadania europeia tem levado cada vez mais brasileiros a escolher a Espanha como destino. Em 2025, o país é apontado como um dos mais rápidos da Europa para concessão de nacionalidade sem ascendência, com possibilidade de obtenção em até dois anos por residência legal e contínua, um diferencial em relação a outros países do continente, como Portugal, onde é preciso residir por cinco anos no país e esperar em média dois anos para receber a aprovação. De acordo com dados do Governo espanhol, divulgados pela Espanha Fácil, 1.163 brasileiros solicitaram a nacionalidade espanhola até março deste ano. Desses, 1.099 pedidos foram concedidos, o que representa uma taxa de sucesso de 94,5%. O Brasil figura entre as nacionalidades com maior índice de aprovação no país.

Segundo Renata Barbalho, fundadora e CEO da Espanha Fácil, empresa de imigração espanhola, o momento é estratégico para brasileiros que planejam conquistar novos direitos e oportunidades no exterior. "A Espanha oferece um dos processos mais rápidos para brasileiros, além de garantir benefícios que podem transformar a vida de quem decide seguir esse caminho", afirma. Dentre as possibilidades de nacionalidade espanhola, a opção por residência é o caminho mais comum para os brasileiros.

“Embora o prazo padrão para solicitação seja de dez anos, cidadãos de países ibero-americanos, como o Brasil, podem requerer a nacionalidade após apenas dois anos de residência legal e contínua na Espanha, com prazo de retorno com a aprovação de até um ano. Mas, em média, a aprovação sai em menos de 6 meses. Essa agilidade se deve à implementação de inteligência artificial e robôs no Ministério da Justiça espanhol, além de uma equipe de sete qualificadores que realizam uma análise sensível dos processos”, comenta a especialista. Entre os principais requisitos para solicitar a cidadania por residência estão:

  • Residência legal e contínua: Vivência comprovada na Espanha por pelo menos dois anos, não podendo se ausentar por mais de 90 dias do país.
  • Prova de proficiência em espanhol: Aprovação no exame DELE A2 ou superior, salvo para cidadãos de países de língua espanhola. Entretanto, está isento quem concluir na Espanha o curso ESO (Ensino Secundário Obrigatório), Bachillerato (Ensino Médio) ou Ensino Superior.
  • Prova de conhecimentos constitucionais e sociais: Aprovação na prova CCSE, que avalia o conhecimento sobre a cultura, história e constituição da Espanha.


Benefícios de obter a cidadania espanhola

A cidadania espanhola proporciona acesso livre à União Europeia, possibilidade de residir e trabalhar em qualquer país do bloco, acesso à saúde pública gratuita, educação de qualidade e segurança social. Além disso, permite viagens para mais de 190 países sem a necessidade de visto e facilita a inclusão de familiares no processo.

A Espanha também se destaca como destino de qualidade para estrangeiros. Segundo ranking da InterNations, algumas cidades espanholas estão entre as 25 melhores para expatriados viverem no mundo, com Valência ocupando o primeiro lugar, seguida por Málaga e Alicante, além Madri, Barcelona e Sevilha, ressaltando o país como um dos mais acolhedores para imigrantes, considerando aspectos como infraestrutura, custo de vida e qualidade dos serviços públicos.

"Planejamento e preparo são essenciais para garantir um processo de nacionalidade bem-sucedido", afirma Renata. Diante do cenário favorável, 2025 surge como um momento estratégico para brasileiros que desejam conquistar novos direitos e ampliar suas possibilidades de vida na Europa.

 

Espanha Fácil


Mutirão de serviços do Mãos e Mentes Paulistanas abre inscrições em maio

Evento acontece dia 12 de maio na sede da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, localizada no Centro Histórico

 

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET), realizará mais um mutirão de serviços do Mãos e Mentes Paulistanas, programa que dá suporte ao crescimento e profissionalização do setor artesanal da capital por meio de credenciamento, qualificação profissional e acesso ao mercado. 

A ação acontece no dia 12 de maio na sede da SMDET, no centro da capital, e as inscrições para participação já estão disponíveis no endereço clicando aqui 

“O mutirão é uma alternativa para que os artesãos ampliem seus conhecimentos e possam adentrar ao programa, que proporciona uma série de capacitações, oportunidades e ampliação da geração de renda. É uma porta de entrada para o fortalecimento dos empreendimentos artesanais, promovendo seu crescimento e valorização no mercado paulistano.”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Rodrigo Goulart. 

Os participantes do evento poderão realizar os cursos de qualificação empreendedora do programa de forma presencial e adquirir suas certificações para participar das oportunidades comerciais do Mãos e Mentes Paulistanas.

Nesta ação, serão apresentados os módulos de Planejamento Financeiro, Modelagem de Negócios e Planejamento de Coleção. Também serão oferecidos serviços de credenciamento, atualização cadastral, entrega de carteirinhas de benefícios e plantão de dúvidas para ajudar quem ainda tem questões para entender o funcionamento do programa e seus benefícios. 

Uma grande oportunidade para os artesãos e manualistas aproveitarem ainda mais as ferramentas e possibilidades que o Mãos e Mentes Paulistanas proporciona aos seus credenciados, além de servir como um espaço de troca com outros profissionais.

 

Serviço

Mutirão Mãos e Mentes Paulistanas

Data: 12/05
Horário:10h
Programação: 

  • Planejamento Financeiro  10h30 às 12h
  • Modelagem de Negócio    13h30 às 15h
  • Planejamento de Coleção 15h30 às 17h

Local: Auditório SMDET
Endereço: Rua Líbero Badaró, 425 - 8º Andar - Centro
Inscrições pelo
link

 

Temporada de Jubartes em Prado-BA: Um espetáculo da natureza à vista

A partir de junho, tem início em Prado-BA uma das mais emocionantes experiências que o turismo de natureza pode oferecer: a temporada de migração das baleias-jubarte. Reconhecido como um dos melhores lugares do mundo para a observação desta espécie, o município baiano se transforma em um verdadeiro palco natural, onde turistas do Brasil e do exterior se encantam com o espetáculo oferecido por essas gigantes dos mares.

 

O turismo de observação de baleias, conhecido como whale watching, vem ganhando força em todo o mundo, impulsionado pelo fim da caça predatória e pelo crescimento gradual da população de jubartes. Esses mamíferos extraordinários percorrem mais de quatro mil quilômetros, desde as gélidas águas da Antártica até o litoral baiano, em busca de águas quentes e calmas para acasalar e dar à luz. Entre os meses de junho e outubro, elas permanecem na região, oferecendo aos visitantes um show de saltos, batidas de cauda e cantos misteriosos.

 

Prado, com suas águas claras e tranquilas, oferece condições ideais para essa experiência de conexão com a vida marinha. Os passeios de barco saem diariamente durante a temporada, sempre com acompanhamento de guias especializados, proporcionando segurança e informações ricas sobre o comportamento das baleias. É uma oportunidade única de ver de perto animais que podem chegar a 16 metros de comprimento e pesar até 40 toneladas.

 

Além de inesquecível, a vivência impulsiona a economia local, movimentando setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio. É turismo sustentável em sua melhor forma: encantando e conscientizando, enquanto gera desenvolvimento.

 

Para quem busca emoção, contato com a natureza e memórias que durarão para sempre, a temporada de baleias-jubarte em Prado é um convite irrecusável.


Planos de saúde podem recusar tratamento, medicamentos e atendimento?

Especialista em direito de saúde diz que sim, mas recusas precisam ser alinhadas com a legislação

 

A recusa de cobertura por planos de saúde é uma das principais reclamações entre os beneficiários das operadoras no Brasil. No entanto, a legislação brasileira impõe regras rigorosas as empresas e oferece garantias fundamentais aos consumidores. Recusar um atendimento, um medicamento ou algum tipo de tratamento não é tão simples e pode implicar consequências para quem lucra com a saúde suplementar.

Segundo o advogado Thayan Fernando Ferreira, especialista em direito de saúde e direito público, membro da comissão de direito médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados, a saúde suplementar não fica a deus dará. Os planos de saúde são obrigados a cobrir todos os procedimentos listados no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), atualizado periodicamente.

“Esse rol funciona como uma referência mínima de cobertura obrigatória. Consultas, exames, terapias, cirurgias e tratamentos como quimioterapia e hemodiálise estão incluídos. O artigo 35-C da Lei nº 9.656/98 é claro ao estabelecer a obrigatoriedade dessas coberturas”, explica.

Contudo, a recusa de cobertura por parte do plano pode ser considerada indevida quando o tratamento está previsto tanto no contrato do beneficiário quanto no rol da ANS. Nesses casos, o consumidor tem o direito de exigir uma justificativa por escrito da operadora. “O Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 6º, inciso III, garante ao consumidor o direito à informação adequada e clara sobre os serviços contratados. Isso inclui, portanto, a exigência de justificativa detalhada em caso de negativa”, destaca Ferreira.

A situação se torna ainda mais grave quando o tratamento negado é essencial para a saúde ou a vida do paciente. Nesses casos, cabe recurso imediato. “Se a operadora negar um procedimento que esteja no rol da ANS, é possível acionar a ANS ou o Procon. E, se necessário, recorrer ao Judiciário. Os tribunais vêm consolidando o entendimento de que a recusa de cobertura para procedimentos essenciais pode representar afronta ao princípio da dignidade da pessoa humana, previsto no artigo 1º, inciso III, da Constituição Federal”, aponta o advogado.

Outro ponto importante é que, após o cumprimento do período de carência, os planos não podem mais recusar tratamentos relacionados a doenças crônicas ou preexistentes. “A carência para doenças preexistentes, conforme a Lei nº 9.656/98, é de até 24 meses. Após esse período, a negativa de cobertura é considerada ilegal. Isso garante que pacientes com condições como diabetes ou hipertensão tenham acesso a tratamento contínuo”, afirma Ferreira.

A cobertura imediata também é obrigatória em casos de urgência e emergência, mesmo durante o período de carência. “A Resolução Normativa nº 259 da ANS determina que o atendimento de urgência, como acidentes pessoais e complicações na gravidez, e de emergência, com risco à vida ou lesões irreparáveis deve ser garantido. Isso visa preservar a vida e a integridade do paciente”, completa o advogado.

Se o recurso junto à ANS ou ao Procon não surtir efeito, a via judicial permanece como alternativa. Conforme a legislação, o consumidor pode ajuizar uma ação, preferencialmente com o suporte de um advogado especializado. O artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição assegura que ‘a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito’. Em muitos casos, a Justiça garante o acesso ao tratamento mesmo diante da recusa do plano.

“Diante de tantas nuances, o conhecimento dos direitos se torna essencial para os beneficiários. Ler atentamente o contrato, conferir o rol da ANS e manter-se atualizado sobre seus direitos pode fazer a diferença entre ter ou não acesso a um tratamento fundamental. Mais do que nunca, é preciso que o consumidor esteja empoderado. A informação é a melhor ferramenta para combater abusos”, finaliza Thayan.

 

Aumento da Selic fortalece investimentos indexados ao CDI, diz BB Previdência

Títulos têm baixa volatilidade e prazos mais curtos, que favorecem remanejamento das carteiras em cenários incertos como o atual, afirma Ricardo Serone, Diretor da instituição

 

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica de juros e as incertezas quanto aos próximos encontros da autoridade monetária em relação à Selic fortalecem ainda mais os investimentos indexados ao CDI – Certificado de Depósito Interbancário, diante do bom retorno e da baixa volatilidade de preços desses títulos de curto prazo emitidos pelos bancos, analisa Ricardo Serone, Diretor Financeiro e de Investimentos da BB Previdência, empresa de previdência complementar fechada do conglomerado Banco do Brasil.    

Para Serone, mesmo que os economistas estejam reduzindo paulatinamente as expectativas para a inflação, ela ainda é persistente, permanecendo muito acima do teto da meta estipulada pelo Banco Central (BC), o que torna mais incerto o momento de estabilização da taxa no atual patamar ou de uma curva descendente da Selic. Esse cenário afeta as decisões de investimentos em títulos mais longos e na renda variável, que podem apresentar muita variação de preço e de rentabilidade. 

A Selic acumula alta de 4,25 pontos percentuais desde setembro do ano passado e hoje chegou ao maior patamar desde agosto de 2006. “O principal fator que leva o BC a subir a taxa básica de juros é a persistência da inflação, uma vez que não se espera que ela caia em um horizonte de três a seis meses para as margens estipuladas pela autarquia”, explica o Diretor da BB Previdência. 

A inflação decorre, em parte, de uma atividade econômica forte e persistente, que o BC precisa controlar e faz isso elevando a Selic, prossegue o executivo. No acumulado de doze meses até março de 2025, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), chegou a 5,48%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase um ponto percentual superior ao teto da meta, de 4,50%, e distante do centro da meta, estabelecido em 3% pela autoridade monetária. 

O Boletim Focus, entretanto, mostra que o mercado vem reduzindo levemente as expectativas de alta para a inflação neste ano, projetada em 5,53% no último documento divulgado, ante uma estimativa de 5,65% há quatro semanas. O câmbio e a redução nos preços de algumas commodities contribuem fortemente para essa dinâmica, observa Serone, como resultado da política tarifária do governo de Donald Trump. 

“Apesar das incertezas também no mercado externo, em decorrência da elevação das tarifas para o comércio internacional adotada pelos EUA estar ainda em processo de negociação, as projeções de desaceleração do crescimento das economias já prevalecem, especialmente a americana, com riscos de recessão. Assim, o dólar tem se enfraquecido diante do real e de outras moedas, tornando os produtos mais baratos. Os preços de commodities importantes, como o petróleo, também estão caindo, o que favorece o controle da inflação. No entanto, tudo ainda depende das decisões futuras da política econômica internacional”, diz Serone. 

O último Boletim Focus projeta expansão de 2% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano. Em 2024, o crescimento foi de 3,4%. A perspectiva dos economistas para o dólar é de R$ 5,86, ante R$ 5,90 de quatro semanas atrás. Já a previsão para a Selic caiu de 15% ao ano para 14,75%. A BB Previdência estima a taxa básica de juros na faixa de 14,25% a 15% ao final de 2025, afirma Serone.

 

Como a Selic pode impactar os planos de previdência

“Com a Selic nesse patamar, os investimentos indexados ao CDI têm sido uma opção atraente, pois a rentabilidade cobre a meta projetada para as nossas carteiras. São uma boa alternativa também por serem facilmente remanejados para outras alocações que se mostrarem mais vantajosas”, explica o executivo. 

Por outro lado, os títulos públicos acompanham as altas na taxa, garantindo um retorno mais elevado no longo prazo, embora sofram volatilidade no curto prazo, assim como a renda variável, criando oportunidades para alocações mais estratégicas, ele ressalta. 

“A BB Previdência se mantém atenta às oportunidades geradas no cenário macroeconômico para beneficiar os investimentos sob gestão, mas sempre alinhada às suas Políticas de Investimento e às condições econômicas para mitigar riscos e maximizar retornos para os seus participantes”, enfatiza Serone.  

Saiba mais sobre a BB Previdência clicando aqui.


Ano recorde da fonte solar coloca Brasil como quarto maior mercado mundial da tecnologia, apesar dos desafios, diz ABSOLAR

Segundo relatório “Global Market Outlook For Solar Power 2025 – 2029”, realizado pela SolarPower Europe com participação da ABSOLAR, País adicionou 18,9 gigawatts de potência pico em 2024, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos e Índia

 


Segundo apuração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), no recente relatório “Global Market Outlook For Solar Power 2025 – 2029”, elaborado pela SolarPower Europe, o Brasil figurou como o quarto maior mercado mundial de energia solar no último ano, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos e Índia. (veja ranking abaixo).
 
Pelo relatório, divulgado esta semana na Intersolar Europe, em Munique, na Alemanha, e que contou com participação direta da ABSOLAR na construção do conteúdo, o Brasil adicionou, em 2024, 18,9 gigawatts (GW) de potência pico da fonte solar fotovoltaica, representando cerca de 3% de todo o mercado mundial no período. Trata-se de um ano recorde para a tecnologia fotovoltaica no País, saindo de 15,6 GW adicionado em 2023 para os 18,9 GW no último exercício.
 
Os dados consideram a somatória das grandes usinas solares e dos sistemas de geração própria solar de pequeno e médio portes, em telhados e fachadas de edifícios e em pequenos terrenos, com base na potência total adicionada ao longo de 2024.
 
O relevante crescimento da fonte solar no Brasil aconteceu em meio a um ano de grandes desafios enfrentados pelo setor, como os cortes de geração renovável sem o devido ressarcimento aos empreendedores prejudicados e os obstáculos de conexão de pequenos sistemas de geração própria solar, entre outros.  
 
O estudo da SolarPower Europe está padronizado para a unidade de potência pico (GWp) e não para potência nominal instalada (GWac), que é o modelo mais utilizado nos dados divulgados publicamente pelos órgãos oficiais brasileiros. Segundo balanço da ABSOLAR, no ano passado, foram adicionados cerca de 15,2 GWac da fonte solar, que representam os 18,9 GWp descritos no relatório da entidade europeia. Em 2024, os investimentos na tecnologia totalizaram R$ 53,7 bilhões no Brasil, com a geração de mais de 457,7 mil empregos.
 
De acordo com a ABSOLAR, a expansão da tecnologia fotovoltaica coloca o País em posição de destaque na geopolítica global de transição energética. Atualmente, a fonte solar é a segunda maior na matriz elétrica nacional, com 56 GW em operação no Brasil, que representam 22,5% de toda a capacidade instalada. O setor fotovoltaico brasileiro é responsável por mais de R$ 254 bilhões em investimentos acumulados, que geraram mais de 1,7 milhão de empregos verdes no País desde 2012.
 
Ranking mundial da fonte solar adicionada em 2024
 

                                                                              Fonte: SolarPower Europe, 2025.
 
 
Para Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, a solar fotovoltaica é atualmente a fonte mais competitiva do País, sendo uma forte propulsora do desenvolvimento social, econômico e ambiental. “O crescimento acelerado da energia solar é tendência mundial e o avanço brasileiro nesta área é destaque internacional. O Brasil possui um dos melhores recursos solares do planeta e assume cada vez mais protagonismo neste processo de transição energética e combate ao aquecimento global”, explica.
 
Segundo Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, o avanço da energia solar é reflexo do alto potencial da fonte no Brasil e da resiliência do mercado no enfrentamento dos desafios ao longo dos últimos anos. “A maior inserção da energia solar é fundamental para o País reforçar a sua economia e impulsionar a sustentabilidade no Brasil e no mundo. A fonte solar é um verdadeiro motor de desenvolvimento sustentável, que atrai capital, traz divisas, gera grandes oportunidades de negócios, cria novos empregos verdes e amplia a renda dos cidadãos”, conclui


Da TV ao pó

A perda da memória documental da TV brasileira começou logo após sua inauguração e ainda não parou. Seja por desinteresse, descuido, falta de consciência ou de recursos.

Como escreveu a jornalista Rose Esquenazi, nossa televisão é uma balzaquiana abandonada e desmemoriada. Por isso dá tanto trabalho falar do seu passado. Ela tem razão. São raros acervos preservados e acessíveis. Ainda mais raros os profissionais sobreviventes dos tempos do pioneirismo, improviso e da criatividade dispostos a falar. Aliás, alguns desses já não têm mais memória, também.

Neste ano em que o país celebra os primeiros 75 anos da inauguração da sua TV, vamos refletir sobre seus avanços e retrocessos. A pioneira Tupi foi ao ar em 18 de outubro de 1950. Assim como ela, outras emissoras surgiram e desapareceram por falência ou fatalidades que transformaram seu acervo e sua memória em cinzas.

Enquanto russos e norte-americanos viajavam pelo espaço, brasileiros tentavam escapar dos fatídicos incêndios que atingiram Record, Globo e Bandeirantes. Dois incêndios no dia 13 e outro no dia 16 de julho de 1969. O fogo destruiu sedes, estúdios e acervos, uma escalada de destruição que transformou em pó telenovelas e séries de TV inteiras, programas de auditório e especiais os mais variados.

Escrever e publicar livros sobre séries de TV estrangeiras é mais fácil, muitas delas têm arquivos acessíveis online. Mas, quando se trata de pesquisar a teledramaturgia brasileira é preciso escavar muito e rezar para que a sorte preste atenção na gente.

Que os detentores da documentação sobrevivente demonstrem alguma compaixão para com os pesquisadores e o público ávidos por informações que ajudem a perpetuar obras audiovisuais que marcaram suas vidas através da tela da TV. Interessante e importante seria ampliar o número de locais onde tais materiais pudessem ser conhecidos e disponibilizados, aumentando fontes de pesquisa e contribuindo para preservar o pouco que ainda resta dos tempos pioneiros. Por enquanto.

 

Saulo Adami - escritor e pesquisador da teledramaturgia brasileira. Tem 170 livros publicados, incluindo a obra “Camicleta – Manual dos Proprietários”, que narra os bastidores de “Shazan–Xerife & Cia.”, a primeira sitcom do país


Inflação dos Serviços exigia aumento, ainda que menor, da Selic, observa FecomercioSP

Elevação em 0,5 p.p., anunciada nesta quarta-feira, sinaliza preocupação do Copom quanto ao poder de compra da população em meio à disparada dos preços no setor

 

O aumento da taxa básica de juros do Brasil, a Selic, em 0,5 ponto porcentual (p.p.), anunciada nesta quarta-feira (7) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), é necessário. Trata-se, antes de tudo, de uma resposta do órgão à preocupante escalada da inflação mesmo em uma conjuntura de juros já elevados. Agora, a taxa fica em 14,75% ao ano (a.a.) — a quarta maior nominal do mundo.

 

De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), dados recentes, como a escalada de preços dos Serviços, não davam outra opção ao comitê. Serviços intensivos em mão de obra registram uma média móvel anual de 6% de alta, enquanto os subjacentes estão em 4,5%. Particularmente sensíveis ao nível de atividade econômica e ao aumento da renda disponível pela população, esses dois segmentos refletem como a demanda continua aquecida no País.

 

[TABELA 1]

Variação da taxa Selic (2023–2025)

Fonte: Copom


 

Isso acontece porque o mercado de trabalho permanece bastante ativo, mesmo com o aumento ligeiro da taxa de desemprego na última medição do IBGE (para 7%, no trimestre encerrado em março). 

 

A consequência dessa conjuntura é a manutenção do consumo e da demanda por serviços, forçando o Copom a ajustar o descompasso consequente entre oferta e demanda. Ao fazer isso, o órgão ajuda a conter a inflação desse setor e, ainda, a evitar que o poder de compra da população seja afetado pela disparada dos preços. 

 

Mas não é só isso: o comitê ainda precisa lidar com o grave problema fiscal brasileiro. Na medida em que o governo não oferece sinais de que fará um ajuste mais austero das contas públicas, as dúvidas que pairam no mercado impedem que os juros caiam de forma mais acelerada e sólida. 

 

Por outro lado, o cenário internacional vive um cenário de reacomodação com a guerra comercial iniciada por Donald Trump, nos Estados Unidos, ameaçando desacelerar o crescimento mundial de forma expressiva. Além dos movimentos imprevisíveis da Casa Branca, as incertezas sobre as reações da China têm gerado apreensão — e, no que diz respeito ao BC, contribuem para uma intensidade menor na subida dos juros. 

 

Por tudo isso, a decisão adotada nesta quarta é acertada, ao diminuir o ritmo das elevações da Selic — não mais em 1 p.p., como anteriormente —, mas mantendo o compasso de preocupação com a economia em geral. O Copom ainda atua corretamente ao oferecer credibilidade às suas ações. 

 

Na reunião anterior, em março, o comitê havia sinalizado que continuaria elevando a Selic nos encontros seguintes, mas diminuiria a velocidade desse ciclo. Esperado pelo mercado desde então, o movimento atual reforça a importância da previsibilidade para os atores econômicos. Nesse sentido, foi um ato responsável, como vem sendo há bastante tempo.

 

Na leitura conjuntural da FecomercioSP, o ciclo de alta da Selic pode estar terminando. O aumento anunciado nesta quarta-feira pode ser o último, já que o BC indicou essa possibilidade e os efeitos dos reajustes anteriores ainda não foram sentidos. Agora, é momento de aguardar os reflexos e, só então, definir os próximos passos.

 

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Dia do Oftalmologista: veja como o tratamento contra o câncer pode afetar a visão

Quimioterapia ou radioterapia impactam a saúde ocular e precisam de acompanhamento oftalmológico adequado

 

Neuropatias, olhos secos e inflamações estão entre os possíveis efeitos colaterais verificados em pacientes submetidos a certos tipos de quimioterapias e à radioterapia. O oftalmologista Franklin Cangussu, responsável pelo novo serviço oftalmológico do Centro de Oncologia Campinas (COC), reforça que o monitoramento oftalmológico é essencial para minimizar os riscos e combater os efeitos. “Exames periódicos detectam precocemente qualquer alteração ocular e, em caso de ocorrência de efeitos colaterais graves, há soluções como ajuste ou troca da medicação”. 

Neste 7 de maio, data em que é celebrado o Dia do Oftalmologista, o significado da saúde ocular ganha destaque em razão do fato de que acompanhamento e cuidados reduzem riscos e evitam complicações. O oftalmologista oferece importantes orientações para a melhora da rotina do paciente oncológico, como a indicação de uso de óculos com filtro UV, que protegem contra a fotossensibilidade causada por certos tratamentos, e a necessidade de rigor na higiene ocular, para evitar infecções, especialmente se o paciente estiver imunossuprimido. 

Franklin Cangussu lista algumas das principais intercorrências oftalmológicas às quais os pacientes oncológicos são suscetíveis. “Medicamentos quimioterápicos podem reduzir a produção lacrimal, causando irritação, sensação de areia nos olhos e visão embaçada; podem ocorrer uveítes (inflamação na úvea), conjuntivites químicas e episclerites”, exemplifica. 

Segundo ele, certos quimioterápicos e o uso prolongado de corticoides, em alguns casos, são capazes de acelerar o desenvolvimento da catarata. “A toxicidade de alguns quimioterápicos pode afetar o nervo óptico, levando à perda de visão parcial ou total; é possível também alterações nos vasos sanguíneos da retina, semelhante à retinopatia diabética, e ceratopatia tóxica, que leva à erosão da córnea e dor ocular”.

Embora não exista um protocolo universal para conduta oftalmológico, há diretrizes que auxiliam pacientes oncológicos, reforça o médico. A indicação é para realização de avaliação oftalmológica antes do início do tratamento oncológico (especialmente se houver histórico prévio de doenças oculares). O paciente também deve ser encaminhado ao oftalmologista ao primeiro sinal de problema visual. 

Exames oftalmológicos regulares durante o tratamento, especialmente se houver sintomas visuais, ajudam a diagnosticar efeitos colaterais antes que se agravem. Ainda deve ser realizado um monitoramento específico para pacientes que fazem uso de medicamentos de alto risco para os olhos, como: 

             Tamoxifeno (câncer de mama): Avaliação da retina e mácula regularmente.

              Inibidores da tirosina quinase (câncer hematológico): Monitoramento de neuropatia óptica e oclusões vasculares.

             Radioterapia na região da cabeça e pescoço: Acompanhamento para prevenir e tratar ceratopatia por exposição. 

 

“Os tratamentos oncológicos podem impactar a saúde ocular de várias formas, mas o acompanhamento oftalmológico adequado ajuda a minimizar esses efeitos. A colaboração entre oncologistas e oftalmologistas é fundamental para garantir um tratamento seguro e preservar a visão dos pacientes”, finaliza.

 

 

 Centro Oftalmológico 

O Centro de Oncologia Campinas, em continuidade ao programa de expansão da rede multidisciplinar de atendimento, traz um novo serviço integrado, o de oftalmologia clínica e oncológica. O COC passa a oferecer a seus pacientes, em parceria com o Instituto de Oftalmologia Cangussu (IOC), desde exames periódicos até avaliações complexas e preventivas, além de cirurgias e assistência em geral para toda a população e não só para pessoas com câncer. 

O Serviço de Oftalmologia Clínica e Oncológica se soma aos outros já existentes de endoscopia digestiva, nutrição, psicologia, exames laboratoriais, educação física, odonto-oncologia, radioterapia, quimioterapia e oncologia clínica para fortalecer o atendimento multidisciplinar do centro. 

“O novo serviço tem como propostas prevenir e cuidar dos efeitos colaterais dos tratamentos oncológicos, mas também realizar o acompanhamento oftalmológico convencional e ainda diagnosticar tumores oculares. O COC continuamente busca por profissionais e especialidades que contribuam para a detecção precoce e o tratamento do câncer e que também tratem da saúde geral das pessoas”, enfatiza o oncologista Fernando Medina, diretor do Centro de Oncologia Campinas. 

O diretor executivo do COC, Jair Rotoli Júnior, salienta que o COC se empenha na ampliação do escopo de especialidades a fim de colaborar de todas as maneiras possíveis com seus pacientes. “Ao ampliarmos nossa equipe multidisciplinar, permitimos que nossos pacientes possam realizar todos os tratamentos e procedimentos que necessitam em um mesmo lugar, com equipes altamente qualificadas e preparadas, que conversam entre si e realizam um atendimento humanizado”, detalha.




COC - Centro de Oncologia Campinas
Rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo, Campinas.
Telefone: (19) 3787-3400.


60% da população desconhece problemas com a tireoide

A conscientização sobre as doenças que afetam a glândula tireoide e a importância do diagnóstico precoce são fundamentais para prevenir complicações futuras

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 750 milhões de pessoas em todo o mundo convivem com alguma patologia tireoidiana e, desse total, aproximadamente 60% desconhecem essa condição.

A tireoide é uma glândula endócrina localizada na parte anterior do pescoço. Ela desempenha um papel crucial na regulação do metabolismo e no funcionamento de órgãos vitais como cérebro, coração, fígado, rins, intestino e sistema nervoso. Seus principais hormônios, a tri-iodotironina (T3) e a tiroxina (T4), atuam desde o desenvolvimento fetal até a velhice, influenciando funções como crescimento, temperatura corporal, humor, memória, peso e fertilidade. As doenças tireoidianas mais comuns incluem o hipotireoidismo, caracterizado pela baixa produção de hormônios; o hipertireoidismo, quando há produção excessiva; além de bócio, nódulos e câncer de tireoide.

No DB Diagnósticos, apenas no primeiro trimestre de 2025 foi realizado, em média, 1,4 milhão de exames por mês relacionados à avaliação da tireoide. Mantendo esse ritmo, estima-se um aumento de 3% no número total de exames até o final do ano. A diferença entre os gêneros também chama a atenção: as mulheres realizaram quase três vezes mais exames que os homens — aproximadamente 3 milhões contra pouco mais de 1 milhão, respectivamente. A maior parte dos exames foi realizado por adultos com mais de 22 anos, com destaque para a população idosa (acima de 66 anos), que concentra um volume expressivo de procedimentos.

O médico patologista clínico do DB Diagnósticos, Dr. Carlos Aita, alerta: “as alterações na tireoide podem fazer com que a glândula libere uma quantidade menor ou maior dos hormônios, impactando a concentração, fertilidade, humor, peso, ciclo menstrual, crescimento e desenvolvimento, memória e controle emocional. A tireoide é uma glândula de extrema importância para o bom funcionamento do corpo, por isso a importância de cuidados e exames periódicos para a detecção de qualquer anomalia referente a ela”.

As causas das disfunções variam. O hipotireoidismo tem como principal causa a doença de Hashimoto, enquanto o hipertireoidismo é frequentemente provocado pela doença de Graves — ambas condições autoimunes. Medicamentos como amiodarona, iodo, lítio e imunoterápicos também podem interferir no funcionamento da glândula.

Em relação aos nódulos tireoidianos, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) estima que até 60% da população brasileira poderão apresentar nódulos em algum momento da vida. No entanto, apenas cerca de 5% desses casos são malignos. A exposição prévia à radiação na região do pescoço e histórico familiar de câncer aumentam o risco de malignidade.


Diagnóstico e exames

A realização de consultas periódicas e exames de check-up é essencial para a detecção precoce de alterações na tireoide. Mulheres que estão no início da menopausa devem ter atenção redobrada e realizar com mais frequência exames como o ultrassom da tireoide, especialmente se houver histórico familiar de problemas na glândula.

“Após uma avaliação médica, o especialista responsável pode solicitar diversos tipos de exame, laboratoriais e de imagem, para confirmar ou afastar a presença de alguma alteração na glândula. Entre eles: prova de função tireoidiana, punção aspirativa, ultrassonografia, cintilografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética”, complementa o Dr. Carlos.


Tratamento

O tratamento para distúrbios da tireoide varia conforme o tipo e a gravidade da condição. No hipotireoidismo, a reposição do hormônio T4 é a abordagem mais comum. O hipertireoidismo pode ser tratado com medicamentos que reduzem a produção dos hormônios, terapia com iodo radioativo ou cirurgia para remoção parcial ou total da glândula.

A maioria dos pacientes com nódulos não precisa de intervenção, mas a retirada pode ser indicada em alguns casos. Em situações de câncer de tireoide, o tratamento depende da gravidade do tumor e pode incluir cirurgia, iodoterapia e acompanhamento contínuo.

 

DB Diagnósticos

 

Entre fraldas e reuniões: os desafios do puerpério na volta ao trabalho

Freepik


Especialistas explicam os impactos a saúde física e emocional das mães e apontam caminhos para um acolhimento mais humano e consciente
 

 

O retorno ao trabalho após a chegada de um bebê é uma fase delicada e desafiadora para muitas mulheres. Entre as fraldas, amamentação, noites mal dormidas e a pressão por produtividade, o puerpério — período que se inicia após o parto — impõe uma intensa jornada de adaptações físicas, emocionais e sociais. Entender os impactos dessa transição é fundamental para acolher as mães com mais empatia e estrutura.  

De acordo com Talita Rocha, professora de Psicologia da Una Uberlândia, o puerpério envolve alterações hormonais e emocionais intensas, que podem provocar sintomas como irritabilidade, cansaço extremo e, em casos mais graves, depressão pós-parto. “A volta ao trabalho nesse contexto pode gerar ansiedade, culpa e frustração. A mulher enfrenta o medo de não ser boa mãe nem boa profissional, além da pressão social para ‘dar conta de tudo’”, explica.  

Para lidar com esses desafios, Talita reforça a importância da autocompaixão e da busca por apoio profissional. “Culpa é um sentimento comum, mas nem sempre racional. Criar uma rotina com pausas, redefinir o conceito de boa mãe e buscar apoio psicológico são atitudes fundamentais para manter a saúde mental”, orienta.   

A pressão por produtividade também pode aumentar significativamente o sofrimento psíquico. Talita compartilha algumas dicas para ajudar nesse processo: “planejamento e organização da rotina, com margem para imprevistos; delegar tarefas sempre que possível, em casa e no trabalho; praticar pausas e autocuidado, mesmo que breves; estabelecer limites para evitar sobrecarga".  

A psicóloga reforça que “a rede de apoio pode ser decisiva para o bem-estar emocional da mãe. Um suporte consistente pode reduzir o sentimento de solidão; compartilhar responsabilidades, aliviando a sobrecarga; oferecer escuta empática e validação emocional; favorecer a confiança da mãe em seu novo papel, fortalecendo sua autoestima e segurança”. 

 

Na área da saúde fisiológica 

A professora Fabiana Rodrigues de Almeida, do curso de Enfermagem da Una Catalão, destaca que o autocuidado deve ser mantido mesmo com a rotina agitada. “Alimentação equilibrada, sono, hidratação, acompanhamento médico e atenção à saúde mental são essenciais. O puerpério não termina com o fim da licença-maternidade”, afirma.  

Entre os cuidados práticos, a professora chama atenção para o manejo da amamentação. “Mesmo trabalhando, é possível manter a lactação com organização. É importante garantir pausas para ordenha, armazenar o leite corretamente e priorizar o vínculo com o bebê fora do expediente. Além disso, observar sinais como cansaço extremo, dores persistentes ou alterações de humor ajuda a identificar problemas precocemente.”  

Segundo Fabiana, a enfermagem tem papel essencial nesse processo: “Somos o primeiro ponto de acolhimento e escuta da mulher no pós-parto. Orientamos sobre amamentação, saúde íntima, prevenção de infecções e fazemos a ponte com outros profissionais, como psicólogos e nutricionistas”.  

Ela ainda lembra que o apoio à mulher trabalhadora deve ser contínuo, com ações educativas e políticas de saúde mais empáticas. Iniciativas como grupos de apoio nas Unidades Básicas de Saúde, programas de orientação em pré-natal e pós-parto, licença-maternidade ampliada e ambientes de trabalho com salas de apoio à amamentação fazem parte de um conjunto de medidas que valorizam a saúde física e mental da mãe. A educação em saúde também cumpre papel essencial ao promover conhecimento sobre direitos, autocuidado e enfrentamento de dificuldades emocionais, fortalecendo a autonomia das mulheres nesse período de tantas transformações. 

 


Mais do que uma fase fisiológica, o puerpério é um momento que exige acolhimento, informação e respeito ao tempo de cada mulher. Ao valorizar o cuidado integral e humanizado, é possível tornar esse retorno ao trabalho mais leve e saudável — para a mãe, para o bebê e para toda a sociedade. 

 

Una    

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