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quarta-feira, 7 de maio de 2025

60% da população desconhece problemas com a tireoide

A conscientização sobre as doenças que afetam a glândula tireoide e a importância do diagnóstico precoce são fundamentais para prevenir complicações futuras

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 750 milhões de pessoas em todo o mundo convivem com alguma patologia tireoidiana e, desse total, aproximadamente 60% desconhecem essa condição.

A tireoide é uma glândula endócrina localizada na parte anterior do pescoço. Ela desempenha um papel crucial na regulação do metabolismo e no funcionamento de órgãos vitais como cérebro, coração, fígado, rins, intestino e sistema nervoso. Seus principais hormônios, a tri-iodotironina (T3) e a tiroxina (T4), atuam desde o desenvolvimento fetal até a velhice, influenciando funções como crescimento, temperatura corporal, humor, memória, peso e fertilidade. As doenças tireoidianas mais comuns incluem o hipotireoidismo, caracterizado pela baixa produção de hormônios; o hipertireoidismo, quando há produção excessiva; além de bócio, nódulos e câncer de tireoide.

No DB Diagnósticos, apenas no primeiro trimestre de 2025 foi realizado, em média, 1,4 milhão de exames por mês relacionados à avaliação da tireoide. Mantendo esse ritmo, estima-se um aumento de 3% no número total de exames até o final do ano. A diferença entre os gêneros também chama a atenção: as mulheres realizaram quase três vezes mais exames que os homens — aproximadamente 3 milhões contra pouco mais de 1 milhão, respectivamente. A maior parte dos exames foi realizado por adultos com mais de 22 anos, com destaque para a população idosa (acima de 66 anos), que concentra um volume expressivo de procedimentos.

O médico patologista clínico do DB Diagnósticos, Dr. Carlos Aita, alerta: “as alterações na tireoide podem fazer com que a glândula libere uma quantidade menor ou maior dos hormônios, impactando a concentração, fertilidade, humor, peso, ciclo menstrual, crescimento e desenvolvimento, memória e controle emocional. A tireoide é uma glândula de extrema importância para o bom funcionamento do corpo, por isso a importância de cuidados e exames periódicos para a detecção de qualquer anomalia referente a ela”.

As causas das disfunções variam. O hipotireoidismo tem como principal causa a doença de Hashimoto, enquanto o hipertireoidismo é frequentemente provocado pela doença de Graves — ambas condições autoimunes. Medicamentos como amiodarona, iodo, lítio e imunoterápicos também podem interferir no funcionamento da glândula.

Em relação aos nódulos tireoidianos, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) estima que até 60% da população brasileira poderão apresentar nódulos em algum momento da vida. No entanto, apenas cerca de 5% desses casos são malignos. A exposição prévia à radiação na região do pescoço e histórico familiar de câncer aumentam o risco de malignidade.


Diagnóstico e exames

A realização de consultas periódicas e exames de check-up é essencial para a detecção precoce de alterações na tireoide. Mulheres que estão no início da menopausa devem ter atenção redobrada e realizar com mais frequência exames como o ultrassom da tireoide, especialmente se houver histórico familiar de problemas na glândula.

“Após uma avaliação médica, o especialista responsável pode solicitar diversos tipos de exame, laboratoriais e de imagem, para confirmar ou afastar a presença de alguma alteração na glândula. Entre eles: prova de função tireoidiana, punção aspirativa, ultrassonografia, cintilografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética”, complementa o Dr. Carlos.


Tratamento

O tratamento para distúrbios da tireoide varia conforme o tipo e a gravidade da condição. No hipotireoidismo, a reposição do hormônio T4 é a abordagem mais comum. O hipertireoidismo pode ser tratado com medicamentos que reduzem a produção dos hormônios, terapia com iodo radioativo ou cirurgia para remoção parcial ou total da glândula.

A maioria dos pacientes com nódulos não precisa de intervenção, mas a retirada pode ser indicada em alguns casos. Em situações de câncer de tireoide, o tratamento depende da gravidade do tumor e pode incluir cirurgia, iodoterapia e acompanhamento contínuo.

 

DB Diagnósticos

 

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