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quinta-feira, 1 de maio de 2025

Moradias adicionais e viagens estão no topo da lista de desejos de consumidores

Descrito nos arquivos
Experiências acima de bens materiais moldam o comportamento dos novos consumidores, segundo a pesquisa The Wealth Report 2025, da Knight Frank. Com viagens e segunda moradia no topo das preferências, o mercado imobiliário amplia sua atuação e impulsiona modelos como a multipropriedade. Para atrair esse público, o Amazon Parques & Resorts, obra em construção no litoral norte de Santa Catarina, aposta em diferenciais como clube de benefícios a clientes com descontos e cashback em lojas selecionadas.


Os entrevistados da pesquisa global “The Wealth Report” 2025, da Knight Frank, foram questionados sobre como gastariam o dinheiro se recebessem um valor substancial, e quase a metade disse que investiria em experiências em vez de bens materiais. A tendência impulsiona setores como viagens e segunda moradia, que lideram as novas preferências de consumo. O comportamento das novas gerações tem moldado variados setores, como é o caso do mercado imobiliário, e promovido a ascensão de modelos de negócios como a multipropriedade de alto padrão. 

A busca por instalações de alta qualidade e padrões de alto conforto de resorts tem atraído diferentes classes sociais e favorecido o desenvolvimento de projetos como o Amazon Parques & Resorts, em Santa Catarina. Em construção no litoral catarinense, o complexo de multipropriedade adota um padrão exclusivo de conforto e experiências inspiradas na Amazônia, e se destaca como o único do gênero com esse tema no mundo. Ao adquirir uma cota do imóvel, o proprietário garante o direito de se hospedar em um dos principais destinos turísticos do país, ao lado do Beto Carrero World, com a operação hoteleira gerenciada pela Wyndham Hotels & Resorts, além de contar com uma série de benefícios adicionais.

É o caso do Clube de Benefícios exclusivo do complexo, que fortalece a fidelização de clientes e agrega valor à experiência de compra. Com isso, quem comprou uma cota do Amazon tem descontos em grandes varejistas e programas de cashback com vantagens em marcas renomadas de eletroeletrônicos, calçados, eletrodomésticos, perfumaria, fast food, entre outras.

Além de facilitar o investimento em imóveis de lazer, o complexo turístico e hoteleiro atrai consumidores interessados em serviços agregados, comodidade e possibilidade de intercâmbio de hospedagem em outros destinos. “Hoje, o cliente busca mais do que apenas um imóvel de lazer, ele quer praticidade, benefícios e a liberdade de viajar para diferentes destinos com o mesmo padrão de qualidade. Por isso, além da nossa estrutura diferenciada, investimos em serviços agregados que ampliam o valor da experiência e fortalecem o vínculo com a marca. É uma nova forma de nos relacionarmos com os clientes, conectados aos hábitos do consumidor moderno”, comenta Roberto Kwon, CEO do Amazon Parques & Resorts.


Veja como funciona o clube 

O aplicativo do Clube de Benefícios do Amazon está disponível para download nas plataformas Google Play e Apple Store. Além dos descontos em grandes redes, a ferramenta também oferece cashback em compras de categorias como moda, tecnologia, saúde, educação e gastronomia, ampliando os benefícios para os clientes que aderem ao clube.

Segundo uma pesquisa recente da Abemf (Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização), o cashback, que consiste na devolução de parte do valor gasto em uma compra, é o modelo de fidelização preferido por 33% dos brasileiros, superando cupons de desconto e programas de pontos. 

“O cashback funciona como um programa de recompensas que devolve ao consumidor uma parte do valor gasto em uma compra. Para utilizar os descontos nas melhores lojas on-line do país, basta o cliente do Amazon Parques & Resorts selecionar a marca desejada, o cupom de preferência e efetuar a compra. Nosso objetivo é estreitar esse vínculo de forma contínua, alinhando tecnologia, benefício e experiência, em um modelo de negócios como a multipropriedade”, finaliza Roberto Kwon.



Amazon Parques & Resorts 
http://www.amazonparqueseresorts.com.br/

 

Quando a empatia desafia o nosso senso de justiça

Desde cedo, somos ensinados a obedecer a uma lógica binária: bem ou mal, certo ou errado, herói ou vilão. Essa obediência cultural nos condiciona a escolher rapidamente, sem espaço para pausa ou reflexão. Vemos esse cenário repetidamente nas redes sociais. As pessoas se posicionam a favor de uma versão da história que está viralizada, sem se atentar ao outro lado envolvido. E, em um instante, há uma legião decretando sentenças.   

Mas, o que acontece quando um caso nos obriga a parar, escutar com profundidade e, por mais impensável que pareça, sentir empatia por alguém que deveria provocar apenas repulsa? 

No livro Apenas Uma Sessão, compartilho relatos reais que surgiram durante um único encontro de terapia em grupo. Entre eles, está o de uma jovem colombiana de 12 anos, que descobre, pela televisão, que o maior assassino em série da década no Reino Unido seria libertado. Movida pela indignação, resolve escrever-lhe, determinada a expressar todo o desprezo que sentia. Para sua surpresa, a resposta não apenas veio, como deu início a uma troca de mensagens capaz de transformar sua percepção, e também a nossa. 

O homem, Monroe Cameron, havia sido dependente químico por anos. Em recuperação, conheceu uma mulher que acreditou em sua mudança. Casaram-se e, pouco depois, nasceu o filho que se tornaria sua maior razão de viver. Mas, aos cinco anos, a criança faleceu, vítima de uma doença rara. Tomado por uma dor insuportável, Cameron viveu um surto. No cemitério, alucinado pelo luto, teve a visão do filho lhe dizendo que, se ele tirasse a vida de cinco crianças, poderia tê-lo de volta. E assim, perdeu-se por completo. 

Não se trata de buscar justificativas, tampouco de suavizar a gravidade dos atos. A proposta é outra: compreender até onde a dor é capaz de levar alguém. A lógica do outro pode parecer absurda, e muitas vezes realmente é, mas ainda assim somos tocados por uma empatia inesperada. Porque matar é inaceitável, até que surge uma história tão brutal e humana que desafia as fronteiras do nosso julgamento. É o caso, por exemplo, dos Irmãos Menendez, cuja história hoje é vista de uma nova perspectiva. 

Esses relatos nos lembram o quanto somos influenciáveis, e como, quase sem perceber, somos levados a escolher lados o tempo todo. Mas e se, por um instante, não escolhêssemos? E se apenas escutássemos? 

Quebrar o ciclo do julgamento automático talvez seja um dos maiores desafios do nosso tempo. Mas é nesse esforço, no ato corajoso de escutar sem pressa, sem filtro e sem sentença, que reside a possibilidade de enxergarmos o outro em sua inteireza. Entender o outro não é renunciar à justiça, e sim ampliá-la para além da punição: é fazer dela também um espaço de humanidade. 


Paola Ferreira Mendoza - escritora de ficção, jornalista e autora de Apenas Uma Sessão

 

Dia Mundial da Senha 2025

 

Imagem ilustrativa - Divulgação Check Point Software

Por que é hora de dizer adeus às senhas?


A data é celebrada anualmente na primeira quinta-feira de maio e, neste ano, marcará uma mudança de paradigma na segurança digital

 

Os especialistas da Check Point Software fazem coro com demais especialistas em segurança cibernética ao alertarem que a era das senhas está chegando ao fim. A dependência excessiva de senhas tornou-se um risco significativo para a segurança digital, exigindo uma transição para métodos de autenticação mais seguros e eficientes. Esta é a atual discussão levantada no Dia Mundial da Senha que, neste ano, será celebrado em 1º de maio (primeira quinta-feira de maio).

 

Problema com as senhas atuais 

Dados recentes revelam a fragilidade das senhas como método de proteção. Segundo o relatório de investigações de Violação de Dados da Verizon (2024), 81% das violações ainda envolvem senhas fracas ou roubadas. Ataques de força bruta evoluíram, utilizando GPUs (Unidades de Processamento Gráfico) de alta velocidade capazes de testar milhões de combinações por segundo, tornando até mesmo as senhas mais complexas vulneráveis em questão de minutos.

 

O lado sombrio das senhas: uma economia do cibercrime 

O mercado clandestino de credenciais roubadas é vasto e lucrativo. Estima-se que mais de 24,6 bilhões de combinações de nome de usuário e senha estejam circulando em mercados cibercriminosos. Grupos sofisticados, como Kimsuky (Coreia do Norte), MuddyWater (Irã) e APT28/29 (Rússia), utilizam malwares como Lumma e plataformas MaaS (Malware as a Service) para escalar o roubo de informações. Em 2024, 3,9 bilhões de credenciais foram comprometidas por infecções de malware em 4,3 milhões de dispositivos.

 

Até mesmo a autenticação por múltiplos fatores (MFA), embora crucial, está sendo desafiada por ferramentas como o EvilProxy que pode interceptar tokens MFA. Essa crescente “economia do crime cibernético” não é apenas uma ameaça técnica, é um ecossistema geopolítico e econômico, já que essas ameaças agora podem vir de qualquer lugar, graças às plataformas MaaS e Phishing-as-a-Service (PhaaS). Somando-se ao infostealer-as-a-service e aos kits de phishing de aluguel, esses ataques não se limitam mais a agentes estatais; eles estão disponíveis para qualquer pessoa com uma carteira bitcoin. 

"A partir do acesso inicial, os atacantes podem quebrar a senha por meio de força bruta ou explorando alguma falha conhecida. Nesse contexto, mesmo que desafiada por ferramentas disponíveis no mercado, a autenticação MFA ainda pode contribuir para dificultar a invasão, pois exige uma etapa adicional de verificação além da senha em si", comenta Fernando de Falchi, gerente de Engenharia de Segurança da Check Point Software Brasil.

 

A ascensão da autenticação sem senha 

Empresas líderes estão adotando métodos de autenticação sem senha. Microsoft, Google e Apple implementaram "passkeys" — chaves criptográficas vinculadas à biometria ou dispositivos. A Microsoft planeja eliminar senhas para mais de um bilhão de usuários, enquanto o Gartner prevê que 60% das empresas eliminarão senhas para a maioria dos casos de uso ainda em 2025.

 

Resistência comportamental: por que ainda nos apegamos às senhas? 

Apesar dos avanços, muitos usuários ainda confiam em senhas por familiaridade. No entanto, essa confiança é ilusória. Senhas são facilmente desvendadas, esquecidas ou compartilhadas. Ataques de phishing, muitos gerados por Inteligência Artificial (IA), continuam a roubar credenciais em larga escala, mesmo com a presença de autenticação de dois fatores (2FA). 

A evolução da IA torna a autenticação baseada em senhas obsoleta:

  • Modelos de aprendizado profundo treinados em bilhões de senhas vazadas podem prever padrões comuns rapidamente.
  • Ataques de falsificação de identidade usando voz e vídeo ou voz e vídeo usando deepfakes podem contornar até mesmo a autenticação de múltiplos fatores se baseada em camadas de identidade fracas.
  • GPUs baseadas em nuvem democratizam o poder de quebrar senhas em escala, permitindo que grupos de ransomware comprometam sistemas rapidamente.

Por isso, o que as organizações devem fazer agora é:

  • Implementar sistemas sem senha usando biometria, tokens ou passkeys.
  • Utilizar ferramentas para prevenir reutilização de senhas e contra phishing.
  • Aplicar soluções de Gerenciamento de Acesso Privilegiado (PAM) e arquiteturas de Confiança Zero.
  • Educar equipes não apenas sobre senhas mais fortes, mas sobre a eliminação completa delas.

Estamos em um momento de discussão em que a abordagem não deve ser apenas sobre criar senhas mais fortes, mas sim sobre imaginar um futuro sem elas. As ferramentas existem, as ameaças exigem isso. Contudo, ainda falta a disposição para seguir em frente com isso.

 



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Aviso legal relativo a declarações prospectivas
Este comunicado de imprensa contém declarações prospectivas. As declarações prospectivas estão geralmente relacionadas com eventos futuros ou com o nosso desempenho financeiro ou operacional futuro. As declarações prospectivas neste comunicado de imprensa incluem, mas não estão limitadas a, declarações relacionadas com as nossas expectativas relativamente ao nosso crescimento futuro, à expansão da liderança da Check Point na indústria, ao aumento do valor para os acionistas e à entrega de uma plataforma de cibersegurança líder na indústria aos clientes em todo o mundo. As nossas expectativas e crenças relativamente a estes assuntos podem não se materializar, e os resultados ou eventos reais no futuro estão sujeitos a riscos e incertezas que podem fazer com que os resultados ou eventos reais difiram materialmente dos projetados. Estes riscos incluem a nossa capacidade de continuar a desenvolver capacidades e soluções de plataforma, a aceitação e aquisição por parte dos clientes das nossas soluções existentes e de novas soluções, a continuação do desenvolvimento do mercado da segurança informática/cibernética, a concorrência de outros produtos e serviços, e as condições gerais de mercado, políticas, econômicas e comerciais, incluindo atos de terrorismo ou guerra. As declarações prospectivas contidas neste comunicado de imprensa estão também sujeitas a outros riscos e incertezas, incluindo os descritos mais detalhadamente nos nossos registros na Securities and Exchange Commission (SEC), incluindo o nosso Relatório Anual no Formulário 20-F apresentado à Securities and Exchange Commission em 2 de abril de 2024. As declarações prospectivas neste comunicado de imprensa baseiam-se na informação disponível para a Check Point à data do presente documento, e a Check Point rejeita qualquer obrigação de atualizar quaisquer declarações prospectivas, exceto conforme exigido por lei.




Transformar problemas em soluções é o que diferencia empresas que crescem das que estagnam

Postura proativa diante de crises estimula inovação, engajamento da equipe e lealdade dos clientes


Problemas são inevitáveis no ambiente empresarial, mas a forma como organizações reagem a eles pode determinar o rumo dos negócios. Em vez de tratar crises como ameaças, empresas que enxergam os desafios como oportunidades de melhoria e inovação conseguem construir marcas mais fortes, impulsionar a competitividade e acelerar seu crescimento no mercado.

Para Alexandre Slivnik, especialista em excelência de serviços e vice-presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), as empresas mais bem-sucedidas são aquelas que transformam problemas em soluções criativas. “As organizações mais valiosas foram criadas para solucionar grandes desafios. Uber resolveu mobilidade, Google resolveu a conexão. Todas cresceram porque encararam a dificuldade, inovaram e se fortaleceram diante dos obstáculos”, afirma.

Slivnik destaca que essa mentalidade deve permear todos os níveis de uma empresa. “Empresas que punem erros inibem a inovação. Já as que adotam uma mentalidade de startup — onde é permitido errar, corrigir e melhorar em movimento — saem na frente”, pontua.


Agilidade organizacional como diferencial competitivo

A importância da velocidade nas decisões estratégicas foi reforçada por um estudo da McKinsey, que mostrou que empresas com alta capacidade de adaptação tomam decisões mais rápidas e eficazes em momentos de crise. Segundo a consultoria, organizações que adotam estruturas mais ágeis foram até duas vezes mais propensas a superar seus concorrentes em desempenho financeiro durante a pandemia. A pesquisa também aponta que esse perfil de gestão garante maior resiliência operacional e crescimento sustentado, especialmente em contextos de mudança acelerada. 


Profissionais proativos se destacam no mercado

Slivnik também ressalta que a habilidade de resolver problemas é um diferencial para o crescimento profissional. “Profissionais que assumem a responsabilidade, em vez de terceirizarem dificuldades, constroem confiança e se destacam no mercado. São esses profissionais que avançam mais rápido e alcançam os melhores salários”, afirma.

No relacionamento com os clientes, essa filosofia se mostra ainda mais poderosa. Resolver problemas de maneira acolhedora — mesmo quando o erro não tenha sido da empresa — cria conexões emocionais e fortalece a imagem da marca. Slivnik compartilha um ensinamento de Jim Cunningham, ex-líder de treinamento da Disney: “Os clientes nem sempre estão certos, mas devem ter a oportunidade de estar errados com dignidade.” Segundo ele, acolher e solucionar a demanda do cliente transforma possíveis detratores em grandes promotores da marca. 



Alexandre Slivnik - único brasileiro a dar a volta ao mundo em um avião privado da Disney para conhecer os bastidores de todos os parques da empresa no mundo, juntamente com seus maiores executivos. É reconhecido oficialmente pelo governo norte americano como um profissional com habilidades extraordinárias na área de palestras e treinamentos (EB1). Autor de diversos livros, entre eles do best-seller O Poder da Atitude. Diretor executivo do IBEX – Institute for Business Excellence, sediado em Orlando / FL (EUA). Vice-Presidente da ABTD - Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento. Professor convidado do MBA de Gestão Empresarial da FIA / USP. Palestrante com mais de 20 anos de experiência na área de RH e Treinamento. Atualmente um dos maiores especialistas em Encantamento de Clientes no Brasil. Palestrante Internacional com palestras feitas nos EUA, EUROPA, ÁFRICA e ÁSIA, tendo feito especialização na Universidade de Harvard (Graduate School of Education - Boston / EUA).
Para mais informações, acesse o site oficial: www.alexandreslivnik.com.br.


Lisboa, um destino artístico e cultural



História, design, arte contemporânea e patrimônio reunidos num único lugar

Lisboa é um destino cultural por excelência, com mais de 50 museus que revelam diferentes facetas da sua história e identidade. Desde os históricos aos mais inovadores, Lisboa tem museus para todos os gostos. A Associação Turismo de Lisboa (ATL) indica, a seguir, as aberturas e reaberturas que são autênticos locais de visita obrigatória.

Aberturas

A começar pela mais recente inauguração, o Centro Interpretativo “Os Murais de Almada nas Gares Marítimas” apresenta o maior conjunto de pinturas murais do século XX, numa visita autoguiada, aberta pela primeira vez ao público. Situada nas Gares Marítimas de Alcântara, projetadas por Porfírio Pardal Monteiro nos anos 40, a nova atração convida a uma visita aos murais presentes tanto nesta como na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos. Ao longo de nove salas, os viajantes poderão descobrir a história do edifício portuário, bem como a vida e a obra de Almada Negreiros, um artista polivalente que marcou a modernidade portuguesa por meio da escrita, do teatro, da dança e das artes plásticas.

Instalado no antigo Palácio Condes da Ribeira Grande, o Museu de Arte Contemporânea Armando Martins (MACAM) destaca-se por sua coleção privada com mais de 600 obras. Atualmente exibe 215 peças, num percurso que atravessa a arte portuguesa do final do século XIX à contemporaneidade. A nova ala do museu, que liga o palácio ao espaço expositivo, distingue-se pela fachada em azulejos tridimensionais da artista Maria Ana Vasco Costa. Com quatro galerias — duas permanentes e duas temporárias —, o espaço conta ainda com restaurante e bar, acomodados numa antiga capela.


Reaberturas

Após oito anos fechado, o Museu do Design (MUDE) reabriu suas portas no coração da baixa pombalina. Instalado num edifício do século XVIII, o espaço cruza o design contemporâneo com o patrimônio histórico. Além de uma exposição de longa duração e outras temporárias, oferece diversas áreas de lazer, educação, reflexão, debate e contemplação, distribuídas pelos seus oito pisos.

De volta à cena lisboeta, o Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM) reapareceu num novo edifício assinado pelo arquiteto japonês Kengo Kuma e um jardim renovado pelo paisagista Vladimir Djurovic. Inspirado no conceito de Engawa (elemento da arquitetura tradicional japonesa que remete ao espaço de interação entre o interior e o exterior), o projeto pretende criar uma maior relação entre o edifício, o jardim e a cidade. Com uma galeria de 1.000 m², a “Sala de Desenho” e várias exposições dedicadas à arte moderna e contemporânea portuguesa e internacional, o CAM convida à contemplação e ao convívio com a arte.

Remodelado, o Palácio Pimenta, núcleo-sede do Museu de Lisboa, está novamente de portas abertas. Localizado no bairro Campo Grande, o espaço oferece 11 salas renovadas, novos temas e novas peças em exibição. As cerca de 300 peças em exposição — entre maquetes, gravuras, pinturas, fotografias, mobiliário, cerâmica e azulejos — contam a história de Lisboa desde o século XVII ao final do século XX, com destaque para temas, como o Terramoto de 1755, o Estado Novo e a Expo´98.

Como visto, o destino lisboeta continua a afirmar-se como um polo de arte e cultura, proporcionando aos visitantes uma oportunidade singular de explorar a história, o design, a arte contemporânea e o patrimônio num único destino.

Para ter acesso rápido e fácil a essas e muitas outras atrações, a dica é adquirir o Lisboa Card, um passe turístico que oferece entrada gratuita a mais de 50 museus e monumentos, além de permitir a utilização ilimitada dos transportes públicos da região, como ônibus, elétrico e metrô. Com esse cartão, os visitantes podem ainda desfrutar de descontos de até 50% em diversas atrações culturais, lojas e serviços turísticos. O cartão permite ainda o acesso rápido a locais concorridos e de grande interesse, como o Palácio Nacional da Ajuda, o Museu Nacional do Azulejo e o Museu Nacional de Arte Antiga.

 

Associação Turismo de Lisboa (ATL)
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Empresas x Profissionais: como alinhar o gap entre essas demandas?

Manda quem pode, obedece quem tem juízo? Esse não é mais um ditado válido para o cenário corporativo atual, uma vez que as empresas não são exclusivas detentoras do poder de atração. Os profissionais, principalmente os das novas gerações, estão muito mais seletivos quanto as posições que desejam ocupar, o que exige um jogo de cintura e flexibilidade de ambas as partes para que alinhem suas expectativas e consigam, juntos, preencher um gap constante do mercado quanto a contratação de talentos qualificados para alavancar o crescimento empresarial.

Antigamente, o sentimento de agradecimento era amplamente presente pelos profissionais ao serem empregados. Afinal, o poder corporativo era soberano, não abrindo espaço para que os trabalhadores pudessem negociar suas ambições ou desejos. Hoje, com a ampliação do acesso à informação, a rigorosidade por parte do profissional potencializou, certos do que almejam quanto suas carreiras e procurando pela empresa que não apenas ofereça esse caminho, como que também tenha seus valores e cultura alinhados aos seus.

As gerações atuais prezam muito mais pela qualidade de vida, equilíbrio entre suas rotinas pessoal e profissional, e desejam se sentir ouvidos e pertencentes àquele lugar, não sendo apenas uma peça na grande engrenagem corporativa – um cenário que vem sendo enfrentado com grandes dificuldades pelo mercado. Segundo um estudo da Intelligent, como prova disso, 75% das empresas relataram que algumas ou todas as contratações de recém-formados foram insatisfatórias, destacando problemas com falta de motivação ou iniciativa (50%), habilidades de comunicação precárias (39%) e falta de profissionalismo (46%).

No fim do dia, o que todas as empresas precisam é performance de seus times, um gap que vem se potencializando cada vez mais diante dessas expectativas dos talentos e a oferta desses desejos pelos negócios. Isso, sem falar da pressa desses novos profissionais em crescerem e serem reconhecidos na velocidade máxima, ao invés de construírem sua carreira gradualmente nos ambientes inseridos conforme sua dedicação e entregáveis.

O despreparo na sucessão das cadeiras é outro gap frequente e preocupante. Os talentos precisam ser treinados e qualificados para acender dentro das empresas no momento certo, mas, quando não há este cuidado, voltam seus olhares externamente na esperança de encontrar um profissional “pronto” para ocupar aquela posição, sem estresse ou conflitos, na expectativa de que não precisem de um tempo de adaptação e já consigam entregar resultados qualitativos a curto prazo.

O que fará, contudo, que este executivo aceite uma nova posição diante de tantas expectativas que serão colocadas em seus ombros? Quais benefícios e diferenciais serão ofertados que captem seu interesse e o mantenha engajado internamente? São muitos fatores delicados envolvidos nessa equação que poderiam ser muito mais simplificados através de uma maior flexibilidade entre as partes.

À medida em que as empresas se mantiverem abertas para ouvir os anseios e necessidades dos candidatos, desde que não sejam colocações extremas, é possível encontrar um meio termo que agrade cada um dos lados. Entregar o que os profissionais anseiam e desejam, para que se sintam felizes, motivados e engajados para ter um bom desempenho em suas funções e elevar sua produtividade perante o crescimento corporativo.

Ler o cenário onde está inserida e ser maleável para conciliar as expectativas de todos é o grande segredo para preencher esses gaps do mercado ao invés de expandi-los ainda mais. Caso contrário, ao invés de criar uma maior cultura de pertencimento, o efeito será oposto, prejudicando o engajamento dos times e desestimulando que se empenhem em suas responsabilidades.

Nenhum profissional será perfeito, muito menos chegará na empresa 100% pronto para assumir seu posto e entregar resultados excepcionais. Será preciso investir tempo e cuidado em sua adaptação e treinamento, construindo, juntos, uma rotina que satisfaça ambos os lados e, com isso, gerando culturas apaixonantes, sólidas e fortes que se credibilizem constantemente. 



Thiago Gaudencio - headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.



Wide
https://wide.works/

 

Ações cotidianas e barreiras invisíveis ainda travam o avanço das mulheres nas empresa

Podcast da Fundepag reúne especialistas para discutir como transformar as empresas em espaços mais justos e acolhedores para as mulheres


Mesmo com avanços significativos nas últimas décadas, mulheres ainda enfrentam obstáculos estruturais no mercado de trabalho, principalmente quando se trata de alcançar posições de liderança. A persistência de desigualdades salariais, a baixa representatividade nos conselhos de administração e a sobrecarga de tarefas não reconhecidas – conhecidas como Non Promotable Tasks – continuam a limitar o crescimento profissional feminino nas organizações.

Essas e outras questões são discutidas no novo episódio do podcast “Raízes da Inovação”, promovido pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag), que vai ao ar a partir de 30 de abril nos canais do YouTube e Spotify da Fundação. Intitulado “Políticas Organizacionais para Impulsionamento da Carreira das Mulheres”, o episódio reúne a gerente de Negócios e Inovação da Fundepag, Flávia Gutierrez Motta; a fundadora e CEO da Uzoma Diversidade, Eliane Leite Alcantara Malteze; e a professora da FIA Business School, Lina Nakata; com a mediação da jornalista Monaliza Pelicioni.

Logo no início da conversa, Flávia destaca que, apesar dos avanços, a presença feminina nos altos cargos permanece longe do ideal. “As mulheres ainda lutam pelo seu espaço, de poder fazer o que querem, o que sentem, aquilo que elas têm potência para fazer. Quem perde com isso é a sociedade como um todo, porque se as pessoas não conseguem colocar para fora a sua potência, quem perde é o coletivo”, afirma.

Eliane complementa trazendo o recorte racial e o impacto da desigualdade para a população negra. “Somos mais de 50% da população e ainda não nos vemos representadas nos espaços de decisão. Enquanto isso não ocorrer, não podemos falar em equidade”, ressalta. Segundo ela, diversidade não é apenas uma pauta de justiça social, mas também estratégica para as empresas, que se beneficiam de olhares múltiplos e experiências diversas.

Lina chama atenção para o fato de que, no mundo, as mulheres ainda têm, em média, apenas 75% dos direitos legais dos homens, o que impacta diretamente em suas oportunidades de carreira. “É fundamental que a alta liderança das empresas assuma uma postura proativa, criando normas e códigos de conduta que eliminem os vieses estruturais”, aponta. Ela cita ainda o acúmulo de tarefas invisíveis como um entrave recorrente: “São 200 horas por ano que uma mulher dedica a tarefas que não são reconhecidas e não contribuem para sua promoção”.


Boas práticas que fazem a diferença

Durante o episódio, as participantes destacaram exemplos concretos de políticas organizacionais que vêm promovendo mudanças significativas no ambiente corporativo. A Natura e o Magazine Luiza foram citados como referências: a primeira, por suas iniciativas voltadas à maternidade e à presença feminina na liderança; a segunda, pelo pioneirismo em programas de trainee para pessoas negras e ações de combate à violência contra a mulher – inclusive com medidas firmes diante de denúncias contra funcionários agressores.

Essas ações, segundo Eliane Malteze, vão além da pauta da diversidade e alcançam a saúde e o bem-estar das colaboradoras. “Se o ambiente de trabalho não for saudável, as mulheres se afastam, adoecem. É preciso ouvir de forma séria os casos de assédio, e algumas empresas já criaram canais muito eficazes para isso”, pontua. Lina Nakata complementa lembrando que a preocupação com o cuidado deve ultrapassar os muros da empresa: “Se uma colaboradora sofre violência doméstica, isso afeta diretamente seu rendimento. As empresas precisam considerar que a pessoa é uma só – dentro e fora do trabalho”.

Flávia Motta reforça a importância de olhar para toda a estrutura de apoio às mulheres, incluindo gestantes e mães que retornam da licença maternidade. “Uma ferramenta como a creche acolhe não só a criança, mas a mãe. É esse abraço quentinho que ela precisa para conseguir seguir com segurança”.

Outros exemplos mencionados são a ampliação da licença-maternidade para além dos seis meses, já adotada por algumas organizações, e a necessidade de estender esse cuidado aos homens, por meio da licença-paternidade. “O homem também precisa se comprometer com o cuidado da criança. É um papel coletivo, não só da mulher”, finaliza Eliane.

O quarto episódio do podcast “Raízes da Inovação” está disponível nos canais da Fundepag no YouTube e Spotify. 

 

Fundepag
https://portal.fundepag.br


O fim do alcance orgânico? Como as Redes Sociais estão forçando marcas e criadores a pagar para serem vistos

Nos últimos anos, o cenário das redes sociais mudou drasticamente. Se antes marcas e criadores de conteúdo conseguiam alcançar grandes audiências de forma orgânica, hoje essa realidade parece estar cada vez mais distante. O algoritmo das principais plataformas – como Instagram, Facebook, TikTok e até o LinkedIn – tem reduzido significativamente o alcance gratuito das postagens, forçando empresas e influenciadores a investirem em mídia paga para garantir visibilidade. Mas o que está por trás dessa mudança e quais são as alternativas para quem quer continuar crescendo sem depender exclusivamente de anúncios? 

O alcance orgânico, a quantidade de pessoas que visualizam uma publicação sem impulsionamento, tem caído ano após ano. No Facebook, por exemplo, esse número já foi superior a 16% em 2012, mas atualmente gira em torno de 2 a 5% para páginas empresariais. O Instagram segue o mesmo caminho, priorizando cada vez mais conteúdos pagos ou virais. O TikTok, que surgiu como uma alternativa mais democrática, também tem ajustado seu algoritmo para privilegiar conteúdos patrocinados e criadores que investem na plataforma. 

Essa queda no alcance orgânico não é coincidência. Redes sociais são empresas e, como tais, precisam gerar receita. A principal forma de monetização dessas plataformas vem da venda de anúncios, o que significa que quanto menos alcance gratuito um perfil tiver, mais ele será incentivado a pagar para alcançar seu público. 

Por isso, as redes sociais perderam o status de "rede" e passaram a ser, de fato, "mídias sociais", onde a visibilidade é cada vez mais condicionada ao investimento financeiro. O conceito original de conectar pessoas foi substituído por um modelo de negócios que prioriza a exibição de conteúdos patrocinados, tornando o tráfego pago uma necessidade para quem deseja crescer nas plataformas. 

As grandes marcas, com orçamentos robustos de marketing, conseguem absorver esse impacto e investir pesadamente em mídia paga. Pequenas empresas e criadores independentes, por outro lado, enfrentam desafios cada vez maiores para crescer e engajar sua audiência sem gastar dinheiro. 

No entanto, vale observar que o tráfego pago nas mídias sociais ainda é acessível. Hoje, com menos de R$ 6 por dia, qualquer pequeno negócio pode impulsionar um conteúdo e alcançar potenciais clientes. Isso democratizou o acesso à publicidade digital, permitindo que mais empreendedores tenham visibilidade. No entanto, essa dependência das plataformas também significa que, sem investimento, a exposição pode ser extremamente limitada. 

Outro efeito colateral dessa mudança é a homogeneização do conteúdo. Com as redes priorizando conteúdos patrocinados ou altamente virais, os feeds estão cada vez mais padronizados, dificultando a diversificação de vozes e nichos. 

Apesar das dificuldades, algumas estratégias ainda podem ajudar marcas e criadores a crescerem sem depender exclusivamente de anúncios pagos. No método que eu utilizo e ensino, chamado de Metamorfose Social Media (acesse aqui), defendo que para se ter mais sucesso nas redes sociais, as marcas precisam seguir uma ordem importante para aumentar seu alcance:

1 - Ser: Antes de qualquer coisa, as marcas precisam expressar de forma clara seus valores, comportamentos e missão. O público se conecta com autenticidade, e não apenas com produtos ou serviços. A essência da marca deve ser demonstrada na prática, e não apenas em discursos.

2 - Saber: Compartilhar conhecimento e expertise, oferecendo conteúdos que resolvam problemas e agreguem valor ao público.

3 - Vender: Apenas depois de construir autoridade e relacionamento é que a oferta de produtos ou serviços se torna mais natural e eficaz. Quando a marca já demonstrou quem é e o que sabe, a venda passa a ser consequência. 

Ou seja, antes de falar sobre o que vende, a marca precisa mostrar o que é e o que sabe. Essa abordagem gera mais conexão e engajamento, tornando a presença digital mais forte. 

Além disso, algumas estratégias ainda podem ajudar a ampliar o alcance orgânico sem depender exclusivamente de anúncios pagos:

Aposta no conteúdo de valor: Publicações que geram interação genuína, como enquetes, perguntas e debates, ainda conseguem um bom alcance.

Uso estratégico de Reels e Shorts: Formatos curtos e dinâmicos, especialmente os que seguem trends, continuam sendo impulsionados pelas plataformas.

Comunidade e engajamento: Criadores que fortalecem o relacionamento com sua audiência – respondendo comentários, interagindo nos Stories e incentivando a participação – tendem a manter um alcance mais estável.

SMO (Social Media Optimization) para redes sociais: O uso de palavras-chave na bio, legendas e hashtags certas ajuda a melhorar a descoberta do conteúdo.

Exploração de novas plataformas: À medida que redes como TikTok e LinkedIn ajustam seus algoritmos, novos espaços podem surgir com melhores oportunidades de alcance orgânico.

Exploração de novas plataformas: Ao invés de apostar tudo em uma única rede, como Instagram, é essencial diversificar a presença digital. Plataformas como TikTok, Pinterest, LinkedIn, X, Threads e YouTube oferecem novas vitrines para os negócios. 

Cada rede social que surge é uma nova vitrine para o seu negócio. Todas elas são indexadas pelo Google e, ao distribuir conteúdo para diversas plataformas, sua presença digital se torna mais robusta. Infelizmente, muitos ainda enxergam marketing digital como sinônimo de Instagram, o que limita o potencial de crescimento. Apostar apenas em uma rede pode ser arriscado, pois qualquer mudança no algoritmo pode impactar diretamente os resultados. 

O cenário atual deixa claro que o alcance orgânico não voltará ao que era antes. No entanto, isso não significa que ele vá desaparecer completamente. O desafio para marcas e criadores será equilibrar investimentos em mídia paga com estratégias que mantenham sua relevância e conexão com o público, garantindo que sua mensagem continue chegando às pessoas certas – com ou sem investimento em anúncios.   



Vinícius Taddone - diretor de marketing e fundador da VTaddone®
www.vtaddone.com.br

 

Dia do Trabalhador: felicidade também pode ser um benefício, diz especialista

Psicologia positiva aponta que bem-estar no ambiente corporativo deve ser prioridade estratégica das empresas. 

 

Um hábito comum entre os trabalhadores brasileiros é, ao receber uma proposta de emprego, perguntar quais são os benefícios. Entre plano de saúde, vale-alimentação, bolsa de estudo e plano de academia, poucas empresas acrescentam a felicidade. Parece abstrato, mas os trabalhadores de hoje buscam sentido, equilíbrio emocional e um ambiente saudável para exercer suas funções.  

Para a especialista em psicóloga positiva Alessandra Matar, o bem-estar dos trabalhadores deve ser encarado como um verdadeiro ativo trabalhista. “Empresas que promovem conforto emocional, relações saudáveis e propósito no trabalho têm equipes mais engajadas, produtivas e com menos rotatividade. Isso é um investimento, não um gasto”, afirma.  

A psicologia positiva é um campo da ciência que estuda o que faz a vida valer a pena. Quando aplicada ao ambiente corporativo, pode ajudar a criar culturas organizacionais mais humanas. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Oxford, profissionais felizes são 13% mais produtivos, mais criativos, faltam menos ao trabalho e colaboram mais. Além disso, ambientes tóxicos aumentam o risco de afastamentos por doenças mentais, afetando diretamente os custos e a imagem das empresas  

Alessandra ressalta que o mercado de trabalho está mudando, e rápido. Uma das mudanças está na forma como o trabalho é percebido. “As pessoas passaram a questionar o modelo tradicional e a repensar o que realmente importa. Hoje, qualidade de vida no trabalho inclui autonomia, segurança psicológica e reconhecimento, o que impacta diretamente nos resultados da empresa”, pontua. 

Na semana em que se comemora o Dia do Trabalhador, a reflexão sobre qualidade do trabalho pode ser ampliada. Além das conquistas acumuladas ao longo dos anos e das que ainda motivam os trabalhadores, a busca passa também pela valorização do ser humano em sua totalidade. E isso inclui, de forma inegociável, a promoção da felicidade.


Dia do Trabalho: a história do brasileiro que transformou a caçada à aurora boreal em profissã


Quando um sonho se torna profissão –
e também oportunidade
Marco Brotto

Enfrentando temperaturas extremas e o imprevisível céu do Ártico, Marco Brotto já liderou mais de 160 expedições com 100% de sucesso nas visualizações

No silêncio cortante do Ártico, enquanto o mundo dorme, um brasileiro está atento ao céu. Ele não espera passivamente pelo espetáculo – ele o persegue. Marco Brotto, conhecido como O Caçador de Aurora Boreal, construiu uma carreira única e improvável: viaja o mundo em busca das Luzes do Norte e guia brasileiros nessa jornada quase mítica.

Com mais de 170 expedições realizadas e 100% de aproveitamento, Brotto se tornou um dos maiores especialistas no fenômeno no mundo e é referência para viajantes, estudiosos e curiosos. Mais do que um guia, é um estrategista do tempo, estudioso da natureza e narrador de histórias que tocam a alma.


Uma profissão feita de ciência, intuição e persistência

Caçar auroras não é apenas estar no lugar certo na hora certa. Brotto combina análise climática, estudo da atividade solar e conhecimento geográfico para prever quando e onde a aurora boreal irá dançar no céu. A temporada se estende principalmente de agosto a abril, mas cada noite traz um novo desafio: um jogo de paciência e precisão entre o homem e a natureza.

"A aurora boreal não surge para quem apenas espera, ela se revela para quem sabe escutar os sinais do céu. Cada movimento e cada sopro gelado anunciam o que está por vir. Não é sorte, é sintonia. É preciso compreender sua linguagem, saber para onde ir e, acima de tudo, confiar no processo", explica.

Essa busca incansável levou Brotto a alguns dos lugares mais inóspitos do planeta. De Tromsø, na Noruega, a Fairbanks, no Alasca, passando por Islândia, Groenlândia, Finlândia e Rússia, ele já enfrentou tempestades de neve, temperaturas extremas e longas jornadas na escuridão – sempre movido pelo desejo de proporcionar um momento único aos seus viajantes.

Sua trajetória não começou no gelo. Curitibano, ele viveu na Itália nos anos 90 e passou por diferentes áreas antes de encontrar sua verdadeira vocação. Empresário, estudioso da arte e apaixonado por viagens, foi arrebatado pela primeira aurora que viu. O que começou como um fascínio pessoal se tornou uma missão.

Hoje, sua empresa – a Marco Brotto Expedições – oferece viagens imersivas ao Ártico para brasileiros que sonham em viver esse momento. Os grupos são pequenos e personalizados, e a curadoria de destinos passa por uma criteriosa escolha geográfica e meteorológica. Através do site oficial (auroraboreal.com.br), é possível se inscrever para as próximas temporadas, que acontecem de agosto a abril.

O que Brotto entrega não é apenas um fenômeno natural. "A aurora boreal não é só um espetáculo – é uma experiência que transforma. Já vi lágrimas silenciosas, olhares perdidos na imensidão do céu, gente que perde o fôlego diante do impossível. É um instante em que o tempo para e tudo o que existe é a dança das luzes sobre nós. Nos lembra de quão pequenos somos diante do universo, mas também do quanto somos imensamente privilegiados por testemunhar sua magia", conta.


Quando um sonho se torna profissão – e também oportunidade

Mais do que viver da própria paixão, Marco também abriu caminho para que outras pessoas transformassem essa jornada em profissão. Desde que fundou sua própria agência, em 2020, já formou e capacitou novos tour leaders – brasileiros que, assim como ele, hoje conduzem grupos em busca da aurora boreal. A transição de carreira virou realidade.

“Muita gente acha que é tranquilo viver viajando, mas a verdade é que estou trabalhando o tempo todo. São meses intensos, sem sábado, domingo ou feriado. Não conheço ninguém que trabalhe mais do que eu nesse ritmo”, conta.

Nos bastidores das luzes dançantes, há anos de dedicação, estudo e desafios. O frio, a incerteza e o cansaço fazem parte da rotina de quem escolheu a natureza como chefe e o céu como escritório. Mas, para Marco Brotto, cada expedição é uma nova história – e cada aurora, um novo sonho realizado.

 

5 motivos para apostar nos superapps em 2025

Superapps oferecem exatamente o que o consumidor moderno exige: praticidade, personalização e segurança

 

Pedir comida, pagar contas, agendar serviços e até cuidar das finanças pessoais — tudo isso sem sair de um único aplicativo. Essa é a proposta dos superapps, que vêm ganhando espaço no Brasil e no mundo por oferecerem exatamente o que o consumidor moderno procura: praticidade, personalização e segurança. De acordo com a Visa, empresa multinacional de serviços financeiros, o mercado global de superapps deve crescer 27% ao ano e ultrapassar os US$ 420 bilhões até 2030. 

Para Gabriel Albuquerque, CEO da Loomi, empresa de IA e Transformação Digital, esse avanço é reflexo direto de um novo comportamento de consumo. “O cliente está  mais conectado e exigente, e com menos tempo a perder”, explica. Pensando nisso, o executivo lista cinco motivos que ajudam a entender por que o modelo vem ganhando cada vez mais força no mercado.


1.   Hiperpersonalização como diferencial

Superapps geralmente têm um alto volume de dados do consumidor, permitindo que a Inteligência artificial seja usada para entender os hábitos de cada usuário, mostrando produtos, serviços e conteúdos que fazem sentido para aquela pessoa. Isso torna a experiência muito mais relevante e aumenta o interesse e a satisfação de quem usa o app.


2.          Segurança que acompanha a evolução

Nos últimos anos, a proteção de dados se tornou uma prioridade, e os superapps estão preparados para isso, pois investem em autenticação avançada e seguem regulamentações como a LGPD, garantindo segurança sem complicar a experiência do usuário.


3.          Estrutura flexível e escalável

Os superapps são construídos com uma estrutura chamada arquitetura modular, isso significa que cada serviço dentro do app funciona como um “bloco” separado, que pode ser ajustado, atualizado ou substituído sem precisar mudar todo o sistema. Essa flexibilidade permite que as empresas façam melhorias rápidas, testem novas funções e cresçam de acordo com o que os usuários precisam — tudo isso de forma prática e sem complicações.

 

4.          Retenção por conveniência

Como os superapps reúnem vários serviços em um só lugar, a praticidade permite que as pessoas continuem usando o app, sem precisar procurar outras opções. Com isso, para as empresas, garante mais formas de ganhar dinheiro com vendas, anúncios e assinaturas.


5.          Resposta à demanda por ecossistemas digitais

Atualmente as pessoas querem soluções que conversem entre si e os superapps atendem essa expectativa ao integrar diferentes serviços de forma organizada e simples. Em vez de um aplicativo tentando fazer tudo, o que se vê são plataformas com foco e especialização, mas que se conectam para oferecer uma experiência completa e personalizada. No Brasil, onde o uso de smartphones é altíssimo e a digitalização acelera todos os dias, super apps como iFood e Mercado Livre, por exemplo, já fazem parte da rotina de milhões de pessoas. “A nova geração de plataformas, que mistura serviços financeiros, logística, entretenimento e varejo, mostra que quem investe nesse caminho ganha agilidade, escala e relevância. Neste sentido, apostar no modelo de superapp vai muito além de adotar uma nova tecnologia — é uma escolha estratégica para crescer, diversificar receitas e se manter competitivo”, finaliza Albuquerque.

 

Loomi 


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