Pesquisar no Blog

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Ronco e apneia do sono: condições tem afetado cada vez mais população brasileira

Segundo indicativos da Associação Brasileira do Sono, 40% da população adulta ronca. Em São Paulo, pesquisa mostra que 3 a cada 10 paulistanos sofrem de apneia do sono

 

O que muitas pessoas consideram um hábito inofensivo ou apenas um incômodo noturno pode, na verdade, ser o sinal de uma condição médica severa. A apneia obstrutiva do sono, que atinge grande parte da população, vai muito além do ronco comum. Enquanto o ronco é apenas o ruído da vibração dos tecidos da garganta, a apneia é caracterizada por colapsos repetidos das vias aéreas, interrompendo a respiração por 10 segundos ou mais, diversas vezes por hora. 

Dados da Associação Brasileira do sono mostram que 40% da população adulta ronca. Um estudo realizado pelo Instituto do Sono no Estado de São Paulo mostra que 3 a cada 10 paulistanos sofrem de apneia do sono. O diagnóstico precoce é crucial, pois a apneia é considerada uma doença sistêmica. Estudos recentes associam a condição moderada a grave um risco significativamente maior de hipertensão arterial, arritmias, infarto, AVC e diabetes tipo 2.  

De acordo com o Dr. Otávio Pelucio (CRO: SP/140226), cirurgião especialista em traumatologia bucomaxilofacial do Grupo São Lucas de Ribeirão Preto, a avaliação especializada é fundamental para identificar as causas anatômicas do problema. 

"Muitos pacientes apresentam alterações ósseas faciais que reduzem o espaço das vias aéreas, como mandíbula pequena ou retraída e maxila estreita. Essa visão integrada nos permite indicar desde tratamentos conservadores até cirurgias com alto grau de previsibilidade, sempre com planejamento individualizado", explica.  

O ronco passa a ser um sinal de alerta quando é frequente, alto, irregular e acompanhado de sintomas diurnos como sonolência excessiva, fadiga crônica e dificuldade de atenção. Outros sintomas incluem sensação de sufocamento, dores de cabeça matinais e queda de libido. 

Para confirmar a doença, o exame padrão é a polissonografia, que monitora parâmetros como fluxo respiratório e oxigenação do sangue durante o sono. Complementarmente, exames de imagem em 3D e tomografias ajudam a identificar o local exato do colapso respiratório. 

"Muitos pacientes convivem anos com o problema sem saber, tratando apenas os sintomas isolados. No entanto, a apneia causa impactos importantes na memória e no desempenho profissional, além de complicações cardiovasculares e neurológicas que são cumulativas ao longo do tempo", relata o especialista.  


Opções de Tratamento 

As abordagens variam conforme a gravidade e a anatomia de cada paciente. Casos leves podem ser tratados com mudanças no estilo de vida ou aparelhos intraorais de avanço mandibular. Já para casos com contribuição anatômica clara ou baixa tolerância ao uso do aparelho de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP), a cirurgia ganha destaque. 

"Procedimentos como a cirurgia ortognática com avanço maxilomandibular apresentam taxas elevadas de sucesso e podem promover um aumento significativo do volume das vias aéreas. Em muitos casos, conseguimos uma redução expressiva do índice de apneia e até a resolução completa da doença. O mais importante é que o tratamento seja individualizado, baseado em evidência científica e conduzido por uma equipe capacitada, sempre com foco na saúde, qualidade de vida e segurança do paciente", conclui.  




Grupo São Lucas de Ribeirão Preto (SP)

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados