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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Coito programado: especialista em reprodução assistida e professor do CEUB detalha método de concepção natural

Tratamento utiliza medicamentos para estimular o crescimento dos folículos ovarianos e aumentar as chances de gravidez 

 

Engravidar pode ser uma jornada desafiadora: de 10% a 15% dos casais em idade reprodutiva enfrentam dificuldades para conceber após um ano de tentativas (Organização Mundial da Saúde (OMS). Fatores como idade, distúrbios hormonais e qualidade do esperma podem impactar diretamente a fertilidade. Entre as possibilidades de tratamento, o coito programado visa aumentar as chances de concepção de maneira menos invasiva e com menor custo. O professor de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Bruno Ramalho, descreve aspectos deste tratamento e quando ele é recomendado.

O coito programado é especialmente indicado para mulheres que não ovulam regularmente, como aquelas com a síndrome dos ovários policísticos. Envolve, em sua essência, uma estratégia para promover a ovulação e aumentar as chances de concepção. Ao contrário das técnicas mais invasivas, o coito programado é menos complexo e inclui a orientação para que o casal mantenha relações sexuais nos dias mais férteis, após a indução medicamentosa da ovulação e monitoramento da resposta ovariana.

“O tratamento é indicado para mulheres que têm dificuldades em ovular espontaneamente. Essa indução da ovulação, associada ao acompanhamento por ultrassonografia, faz com que aconteça uma janela fértil, quando as chances de gravidez são mais altas”, explica Bruno. No entanto, alerta o especialista, a técnica não é indicada para mulheres que não têm problemas com a ovulação ou para quem apresenta outros fatores de infertilidade, como alterações no esperma ou obstrução das trompas.

Exames e acompanhamento prévios
Antes de iniciar o tratamento do coito programado, o casal deve passar por uma avaliação médica detalhada, incluindo exames laboratoriais para descartar problemas de fertilidade tanto femininos quanto masculinos, como a análise do esperma. A avaliação da permeabilidade das trompas também é fundamental, pois o tratamento é ineficaz se ambas estiverem obstruídas. O acompanhamento ultrassonográfico é recomendado para monitorar o desenvolvimento dos folículos ovarianos, permitindo identificar o melhor momento para as relações sexuais.

Confira as diferenças deste e de outros tratamentos de reprodução:

O coito programado se diferencia principalmente pelo fato de não envolver a manipulação dos gametas fora do corpo da mulher.
A inseminação artificial consiste na introdução de espermatozoides diretamente no útero para aumentar a chance de fertilização.
Já a fertilização in vitro, envolve a fecundação do óvulo em laboratório, com a transferência do embrião para o útero.

“O coito programado não chega a ser uma técnica de reprodução assistida propriamente dita, já que não ocorre manipulação de óvulos ou espermatozoides fora do corpo da mulher”, esclarece. De acordo com o docente do CEUB, o tratamento pode ser tentado por até seis meses, sobretudo para mulheres com menos de 35 anos que não ovulam regularmente. Em paralelo, o especialista sugere monitorar a idade da mulher e as condições do parceiro, já que fatores como a qualidade do esperma e a saúde reprodutiva de ambos impactam diretamente as chances de sucesso.


 

 

Vape e veias - Nicotina liquida pode comprometer a circulação sanguínea

 

Envelhecimento das veias e falta de oxigenação nos tecidos estão entre os principais problemas
 

A nicotina líquida e outros produtos químicos presentes no vape podem afetar diretamente o sistema vascular já que provoca vasoconstrição, reduzindo o fluxo sanguíneo e dificultando a oxigenação dos tecidos, além disso, o uso frequente pode favorecer a formação de coágulos sanguíneos, elevando o risco de trombose venosa e embolia pulmonar. O alerta é do médico Dr. Caio Focássio, cirurgião vascular e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, que explica que os compostos químicos presentes nesses dispositivos podem comprometer a saúde das veias e artérias, aumentando o risco de problemas vasculares graves. 

O médico afirma que o cigarro eletrônico ainda contém outros compostos químicos que podem desencadear inflamações vasculares, aumentando as chances de doenças cardiovasculares e envelhecimento precoce das veias que acelera o processo de envelhecimento das artérias, favorecendo varizes, má circulação e hipertensão. 

Para o Dr. Caio Focássio, o impacto negativo do cigarro eletrônico na circulação sanguínea pode ser irreversível, dependendo do tempo e da intensidade do uso. “É preciso ter atenção a qualquer sinal de formigamento, dores nas pernas, inchaço e varizes podem indicar problemas circulatórios e devem ser avaliados já que o vape pode ser um vilão silencioso para as veias e artérias”, conclui. 

 



FONTE: Dr. Caio Focássio - Cirurgião vascular formado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Pós graduado em Cirurgia Endovascular pelo Hospiten – Tenrife (Espanha). Médico assistente da Cirurgia Vascular da Santa Casa de São Paulo.
Instagram: @drcaiofocassiovascular
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Mamografia e Fake News: por que buscar informações seguras é essencial no diagnóstico do câncer de mama

Realizar a mamografia anualmente pode reduzir em 20 a 30% a mortalidade em mulheres entre 40 a 75 anos, comparado àquelas que não o fizeram; Mastologista comenta importância da abordagem preventiva e cuidados com a saúde

 

A mamografia é uma ferramenta de empoderamento para a saúde das mulheres, desempenhando um papel fundamental na detecção precoce do câncer de mama. Como exame recomendado por entidades de renome, como a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a Federação Brasileira de Ginecologia (FEBRASGO) e o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), ela permite identificar alterações nas mamas em estágios iniciais, muitas vezes antes de os sintomas se manifestarem, o que aumenta significativamente as chances de um tratamento eficaz e, em muitos casos, de cura.
 

“O diagnóstico precoce é o que muda o curso da doença, podendo fazer com que as chances de cura alcancem de 90 a 95%. Todas as evoluções que vieram nos tratamentos, sejam cirúrgicos, quimioterápicos ou radioterápicos, estão completamente relacionadas e ligadas ao momento que ela faz esse diagnóstico. E, mais uma vez, temos um protagonista nessa história toda, que é a mamografia”, enfatiza Evandro Falacci, mastologista da Oncoclínicas.
 

No entanto, enquanto a medicina avança em recursos de prevenção e diagnóstico, surgem também desafios no acesso a informações confiáveis, especialmente em tempos de disseminação rápida de conteúdos através das redes sociais.
 

Fake news na saúde: como essas afirmações têm um potencial perigo de desviar a população de práticas preventivas essenciais
 

“Nos preocupa, de maneira cada vez mais expressiva, a disseminação de informações falsas ou maneiras de persuadir as mulheres com indicações que vão causar, muitas vezes, um atraso no diagnóstico das principais doenças. Infelizmente, as fake news são dispersadas de maneira muito rápida pelas redes sociais, então, é preciso ter cuidado e recorrer a profissionais sérios”, complementa o mastologista. Ele ressalta que a mamografia, um procedimento de baixa radiação e amplamente estudado, é segura e, ao longo dos anos, demonstrou ser um dos exames mais eficazes para a prevenção do câncer de mama.
 

A circulação de informações falsas na saúde não é um fenômeno novo, mas com o alcance que a internet proporciona, esse impacto pode ser amplificado em poucas horas, afetando a vida de muitas pessoas. A pandemia de COVID-19 já demonstrou o quão prejudiciais elas podem ser, gerando confusão, medo e, em muitos casos, afastando a população de cuidados médicos comprovadamente eficazes. Por isso, especialistas reforçam a necessidade de que pessoas, ao se depararem com conteúdos sobre saúde, busquem validá-los junto a fontes confiáveis.
 

O Instituto Nacional de Câncer (INCA), em resposta às recentes alegações sobre a mamografia, reafirma que o exame é seguro e não apresenta risco de causar câncer. A SBM e outras entidades médicas também incentivam que as mulheres realizem o exame periodicamente a partir dos 40 anos, conforme recomendação médica, e que qualquer dúvida deve ser esclarecida com um profissional da área.
 

Estudos comparativos conduzidos em países europeus e norte-americanos, inclusive, mostram que a realização anual de mamografia em mulheres entre 40 e 75 anos reduz a mortalidade por câncer de mama em 20% a 30%, em comparação com aquelas que não realizaram o exame. "As mulheres aos 40 anos ainda são muito jovens, muito ativas, e a maioria delas nessa idade vão complementar a mamografia com outros exames, por exemplo, o ultrassom. Mas, a mamografia é a única capaz de identificar os cânceres em estágios muito iniciais, as famosas microcalcificações. Quando identificamos uma alteração e rapidamente realizamos a investigação, com os dados obtidos já conseguimos oferecer a primeira etapa do tratamento para aquela paciente", explica.
 

O câncer de mama é um dos mais estudados no mundo todo, e no Brasil isso não é diferente. “Essas pesquisas trazem, principalmente para nós que estamos ligados a grandes instituições, resultados ainda mais animadores e precisamos passar isso adiante. Essa é uma ainda doença muito estigmatizada por toda a carga e significado que carrega na vida das mulheres, causando não só um impacto pessoal, mas também social”, complementa o mastologista da Oncoclínicas.
 

A SBM e outros órgãos de saúde pública mantêm campanhas regulares para a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Nesses materiais educativos, a mamografia é apresentada como uma medida central para reduzir a mortalidade pela doença, que permanece como um dos tipos de câncer mais comuns entre as mulheres. Segundo dados do INCA, a cada ano, milhares de vidas podem ser salvas quando o câncer de mama é detectado precocemente. No Brasil, são estimados 73 mil novos casos para cada ano do triênio 2023-2025, o que reforça ainda mais a importância dos cuidados com a saúde.
 

Em tempos de internet, onde a informação circula em velocidade recorde, estar bem-informado é também um ato de prevenção. Com um olhar atento e apoio de profissionais confiáveis, é possível evitar a desinformação e garantir um cuidado com a saúde embasado em ciência, promovendo não apenas o bem-estar individual, mas também uma sociedade mais consciente e segura.
 

“A partir dos 40 anos, conversem com seu médico sobre a necessidade do exame, complementando-o com o ultrassom, quando indicado. Esse acompanhamento anual, sempre que necessário, deve ser feito com o apoio de um mastologista, que poderá orientar de maneira adequada cada caso”, finaliza Evandro Falacci.
 

Oncoclínicas&Co

www.grupooncoclinicas.com 

 

Roupas apertadas, acúmulo de suor e “acne mecânica”: conheça os cuidados para evitar danos a pele após atividades físicas

 A biomédica esteta, Jéssica Magalhães, especialista em pele negra com mais de 10 anos de atuação, destaca a importância de adotar um skincare antes, durante e após os treinos.

 

No começo do ano, é natural ver um aumento no número de pessoas praticando atividades físicas – seja para melhorar a saúde, buscar mais qualidade de vida ou, finalmente, cumprir as promessas de Ano-Novo. Mas, com o boom das academias e esportes ao ar livre, é essencial preparar não só o corpo, mas também a pele para essa nova rotina. 

Durante o exercício, a pele enfrenta desafios como o acúmulo de suor, o atrito com roupas apertadas e a exposição excessiva ao sol. Esses fatores podem comprometer a saúde cutânea, tornando indispensáveis cuidados específicos para evitar irritação, ressecamento e outros danos. 

Nesse contexto, a biomédica esteta, Jéssica Magalhães, destaca a necessidade de ter atenção com a saúde da pele, principalmente na realização de atividades esportivas. “Após práticas esportivas intensas, a pele, principalmente a pele negra, pode sofrer com alguns problemas específicos devido ao suor, atrito, exposição ao sol e falta de cuidados adequados. O acúmulo de suor e calor pode favorecer o crescimento de fungos, principalmente em áreas como pés, axilas e virilha. Além disso, esse acúmulo pode causar coceira, vermelhidão (menos visível na pele negra) e inflamações, condições que demandam cuidados específicos”, explica. 

A especialista destaca também o risco no desenvolvimento da chamada “acne mecânica”, desencadeada por atrito, pressão ou fricção repetitiva na pele, frequentemente associada ao uso de equipamentos esportivos, roupas apertadas ou acessórios que não permitem ventilação adequada da pele. Além disso, segundo Jéssica, o atrito pode causar Foliculite e pelos encravados, especialmente na pele negra, mais propensa à incidência das condições devido à curvatura dos fios.  

Assim, para evitar problemas cutâneos, Jéssica Magalhães recomenda adotar uma rotina de skincare focada na proteção da pele contra o atrito, suor e exposição a fatores externos como raios solares e poluição. Desse modo, antes de praticar uma atividade física, é importante realizar alguns cuidados como a limpeza da pele com sabonete suave, que ajuda a remover sujeiras e oleosidade sem agredir o orgão; esfoliação, útil para remover células mortas e prevenir pelos encravados; uso de protetor solar, preferencialmente acima de 30 FPS, oil-free e sem deixar resíduos brancos (no caso da pele negra); e uso de hidratantes, como cremes leves, para prevenir o ressecamento da pele sem obstruir os poros. 

Durante as atividades, também é importante adotar alguns cuidados. Assim, a orientação é evitar deixar o suor escorrer excessivamente pela face ou tocar o rosto com as mãos sujas: isso pode irritar a pele ou causar acne, por exemplo. O recomendado é utilizar uma toalha limpa para absorver o suor durante o treino, evitando o acúmulo de oleosidade sem levar a pele às sujeiras das mãos. 

Já após o treino, é importante realizar uma limpeza profunda com o objetivo de remover a oleosidade e impurezas acumuladas - tal cuidado ajuda a prevenir a obstrução dos poros e a incidência de acne. Outro cuidado indicado é o uso de tônicos sem álcool, ajudando a equilibrar o pH e preparando a pele para a hidratação. Em seguida, o ideal é fornecer à pele uma hidratação intensiva, a partir de um hidratante nutritivo. “Principalmente para a pele negra, o ideal é escolher hidratantes com ativos que ajudem a manter a pele macia e evite ressecamento, como manteiga de karité, óleo de jojoba ou ácido hialurônico”, detalha Jéssica Magalhães, especialista em pele preta com mais de 10 anos de atuação. 

A biomédica esteta destaca que, após o treino, deve ser evitado o uso de maquiagem, uma vez que o material pode obstruir os poros. Além disso, em caso de aparecimento de acne, deve-se utilizar tratamentos locais com ácido salicílico ou peróxido de benzoíla, visando recuperar a saúde cutânea. 


FEVEREIRO LARANJA

Especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz explica como o diagnóstico precoce, os avanços terapêuticos e o suporte especializado transformam vidas na luta contra os cânceres hematológicos

 

Fevereiro Laranja é uma campanha voltada para conscientizar a população sobre os cânceres hematológicos, como leucemia, linfoma e mieloma, doenças que afetam as células do sangue e da medula óssea. 

No Brasil, dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mostram há cerca de 10 mil casos de leucemia por ano, enquanto o linfoma acomete aproximadamente 13 mil pessoas e o mieloma múltiplo, 8 mil. Apesar dos números significativos, os avanços na medicina têm proporcionado taxas de cura cada vez mais elevadas, especialmente em casos de diagnosticados precoces. Ainda de acordo com o Inca, na leucemia, por exemplo, o índice de cura pode ultrapassar os 80% em pacientes tratados em estágios iniciais. 

Segundo o Dr. Otávio Baiocchi, onco-hematologista head do Centro Especializado em Linfoma e Mieloma do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, “identificar os cânceres hematológicos precocemente é fundamental, pois eleva as chances de cura e possibilita que os pacientes iniciem tratamentos mais eficazes ainda nos estágios iniciais da doença”. 

A jornada de um paciente nesses casos é marcada por desafios que vão desde o impacto emocional do diagnóstico até as complexidades do tratamento, que pode incluir quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapias-alvo e transplantes de medula óssea. “O transplante é um pilar no tratamento de pacientes com câncer hematológico, especialmente para aqueles com doenças mais agressivas. Apesar da complexidade do procedimento, os avanços médicos têm aumentado as taxas de sucesso”, reforça onco-hematologista. 

Nos últimos anos, o desenvolvimento de terapias-alvo e imunoterapia tem transformado o tratamento dessas doenças, permitindo uma abordagem mais personalizada, individualizara e com menos efeitos colaterais. 

Além das inovações terapêuticas, a doação de medula óssea desempenha um papel crucial na luta contra a doença. No Brasil, o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME LINK) conta com mais de 5 milhões de doadores cadastrados, o que aumenta as chances de encontrar compatibilidade para pacientes que aguardam o transplante. 

O transplante de medula óssea é realizado substituindo células-tronco doentes ou danificadas por células saudáveis, geralmente obtidas de um doador compatível. O processo começa com a quimioterapia ou radioterapia para eliminar a medula comprometida. Em seguida, as células-tronco saudáveis são inseridas na corrente sanguínea do paciente. Essas novas células migram para a medula óssea, onde começam a produzir células sanguíneas novas e saudáveis. 

O “Fevereiro Laranja” também desempenha um papel crucial na conscientização da população sobre os sintomas dos cânceres hematológicos. É fundamental estar atento a sinais de fadiga persistente, febre sem explicação aparente, perda de peso sem causa aparente e aumento dos gânglios linfáticos. A união entre o diagnóstico precoce, os avanços nos tratamentos e o engajamento da sociedade fortalece o compromisso com um futuro mais esperançoso e promissor para os pacientes.  



Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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ACORDOU COM TORCICOLO? ESPECIALISTA EXPLICA!

  

Bernardo Sampaio, fisioterapeuta e diretor clínico do ITC Vertebral, Unidade de Guarulhos (SP), desmistifica mitos e verdades sobre o torcicolo e explica sua relação com problemas na coluna

 

Quem nunca sentiu aquela dor chata no pescoço ao acordar? O torcicolo pode ser mais do que um simples incômodo passageiro e, em alguns casos, pode indicar problemas na coluna. Embora muitas pessoas encontrem alívio em até 48 horas, é fundamental entender as causas e a melhor forma de lidar com essa condição para evitar recorrências e complicações. 

“Muitas vezes, essa condição é causada por fatores como tensão muscular, estresse ou má postura, que podem sobrecarregar a coluna cervical. A longo prazo, essa sobrecarga pode levar a problemas mais graves na coluna”, alerta Bernardo Sampaio, fisioterapeuta e diretor clínico do ITC Vertebral, Unidade de Guarulhos (SP). Além de ser um problema comum, o torcicolo está cercado de dúvidas sobre suas causas e formas de tratamento.
 

Para esclarecer essas questões, Sampaio destaca algumas verdades e equívocos sobre o tema:
 

Dormir de mau jeito sempre causa torcicolo? Mito! 

Embora uma posição inadequada durante o sono possa desencadear o torcicolo, não é a única causa. Fatores como tensão muscular, estresse, movimentos bruscos e até problemas de coluna, como hérnias de disco e osteoartrite cervical, também podem estar envolvidos.
 

O torcicolo pode estar relacionado a problemas na coluna? Verdade! 

“O torcicolo está frequentemente associado a problemas na coluna vertebral. Quando há desalinhamento, hérnias de disco ou degeneração das vértebras cervicais, os músculos do pescoço podem entrar em espasmo, causando o torcicolo”, explica Dr. Bernardo. Por isso, é importante avaliar a saúde da coluna ao enfrentar episódios frequentes da condição.

 

O torcicolo sempre dura pouco tempo? Mito! 

Embora a maioria dos casos desapareça em poucos dias, alguns podem persistir por semanas, meses ou até anos, caso a causa subjacente não seja tratada. Isso reforça a importância de buscar um diagnóstico preciso com um profissional de saúde.

 

Exercícios para o pescoço pioram o torcicolo? Verdade! 

Exercícios de fortalecimento e alongamento podem ajudar na prevenção e no tratamento do torcicolo, mas precisam ser realizados corretamente. “É crucial que esses exercícios sejam feitos sob a orientação de um fisioterapeuta ou profissional de saúde, pois exercícios incorretos podem agravar a condição”, destaca o fisioterapeuta. 

Se o torcicolo for persistente ou recorrente, o ideal é buscar ajuda profissional para um diagnóstico adequado e um plano de tratamento eficiente. Dependendo do caso, o tratamento pode incluir fisioterapia, medicamentos e, em situações mais graves, até mesmo cirurgia. Ficar atento à postura e reduzir o estresse são atitudes que podem ajudar a prevenir esse problema tão incômodo!



Bernardo Sampaio - Fisioterapeuta pela PUC Campinas, possui especialização e aprimoramento pela Santa Casa de São Paulo e é mestre em Ciências da Saúde pela mesma instituição. Atua como professor universitário em cursos de pós-graduação na área de fisioterapia músculo esquelética e é Diretor Clínico do Centro Especializado em Movimento (CEM), ITC Vertebral e Instituto Trata, de Guarulhos. Saiba mais aqui!


Saiba a importância da hidratação para aproveitar os dias de carnaval


No verão, quando as temperaturas no Brasil ultrapassam facilmente os 30 graus, é importante prestar atenção aos sinais de perda de água no corpo, que podem levar a quadros severos de desidratação, causando complicações que vão desde convulsões à insuficiência renal e queda no volume de sangue, o que, consequentemente, afeta a pressão arterial. 

Durante o carnaval, a preocupação com a hidratação deve ser ainda maior, pois a animação dos foliões nos bloquinhos de rua por horas a fio pode fazer com que se esqueçam do essencial: tomar água.

“Precisamos de água para funções importantes, como a regulagem da temperatura do corpo, a manutenção da saúde da pele e das articulações, a digestão dos alimentos, a remoção de resíduos e para auxiliar o cérebro a trabalhar em sua melhor forma”, afirma Patrícia Ruffo, nutricionista e Gerente Científico da Divisão Nutricional da Abbott no Brasil.
 

Atenção aos sintomas

A desidratação pode tornar a maioria das pessoas irritáveis e letárgicas, mas os sintomas podem variar de idade para idade. “Os adultos podem apresentar tontura ou sentir sede, dor de cabeça, constipação ou pele seca, e a urina pode ser mais escura e concentrada do que o normal (geralmente transparente ou de cor amarela muito clara)”, alerta a nutricionista. 

Confira abaixo 7 dicas de como prevenir a desidratação e garantir um ótimo carnaval para a família inteira.
 

1. Previna-se incluindo nutrientes que estimulam a hidratação

Para manter a hidratação, é necessário mais do que água. Eletrólitos e carboidratos são fundamentais, pois estes nutrientes são capazes de auxiliar o corpo a absorver qualquer líquido. Os eletrólitos, como sódio, cloreto, potássio, magnésio e cálcio são particularmente importantes, já que são indispensáveis para nervos e músculos saudáveis. Além disso, todos esses eletrólitos podem ser perdidos na transpiração.
 

2. Não esqueça dos alimentos

A escolha de alimentos (não apenas bebidas) pode responder por aproximadamente 20% da ingestão diária de líquidos1, sendo de grande ajuda para seu estado geral de hidratação. Felizmente, diversos alimentos disponíveis nos meses quentes do verão, como melão, melancia, laranja, tomates e morangos são naturalmente ricos em água, carboidratos e minerais, incluindo os importantíssimos eletrólitos. Outra opção é a mistura de água com frutas e vegetais frescos, como pepino, limão, laranja e hortelã que podem conferir a uma simples garrafa d’água uma dose extraordinária e saudável de sabor.
 

3. Verifique a urina

A cor da urina também pode funcionar como um indicador simples do estado de hidratação. Se estiver amarela clara, provavelmente a pessoa está bem hidratada. Entretanto, urina de coloração amarela escura, como suco de maçã, geralmente pode indicar desidratação e necessidade de reidratação imediata.
 

4. Lembre-se de repor os líquidos antes, durante e após o carnaval

A transpiração é um fator importante para a desidratação durante o verão. O suor se evapora da pele rapidamente, especialmente em temperaturas extremas. Por isso, lembre-se sempre de que a água é sua melhor companhia nestas horas.
 

5. Beba líquidos à noite se planeja começar a folia logo pela manhã

Para se manter um passo à frente dos efeitos desastrosos da desidratação, é importante começar o dia hidratado. Se tiver alguma atividade programada para o período da manhã, é bom se hidratar à noite. O ideal é ingerir água duas horas antes de ir para cama e após acordar. A razão para isso é iniciar o dia bem hidratado, principalmente em dias quentes.
 

6. Escolha água (não refrigerante) durante os voos

Se planeja viajar de avião durante o carnaval, é bom saber que aviões são conhecidos pela baixa umidade do ar, o que colabora para um estado de baixa hidratação após a aterrissagem. Uma dica é colocar uma garrafa vazia na bagagem de mão e, após passar pela segurança, enchê-la com a água dos bebedouros. Dispense os refrigerantes e bebidas com alto teor de açúcares que em nada ajudam na hidratação, já que sua alta concentração de açúcar pode interferir na capacidade do corpo para absorver água.
 

7. Como prevenir e tratar a desidratação?

Para prevenir a desidratação é importante ingerir a quantidade de líquido adequada à faixa etária, especialmente em períodos de calor intenso ou prática de atividade física[i],[ii],[iii]. Também é fundamental evitar o calor e a exposição excessiva ao sol³. ­ 

Já o tratamento da desidratação consiste em repor líquidos e eletrólitos por via oral e/ou venosa²,[iv],[v]. Mas lembre-se: é melhor evitar do que tratar a desidratação. Para isso, mantenha-se hidratado e, se necessário, produtos como o Pedialyte® MAX que possui um balanço ideal de água, glicose e sais minerais que fornecem hidratação rápida e eficaz, poderá ajudar.

 



Referências

¹ World Health Organization (WHO) The treatment of diarrhea: a manual for physicians and other health workers. 2005.

[ii] World Health Organization (WHO) The treatment of diarrhea: a manual for physicians and other health workers. 2005.

[iii] Jardine DS. Heat Illness and Heat Stroke. Pediat. Rev. 2007;28;249-258.

[iv] Gutierrez P, et al: Manejo de la gastroenteritis aguda em menores de 5 años: um enfoque basado em la evidencia. Guía de prática clínica Ibero – Latino-americano. N Pediatr (Barc). 72(3): 220. e1-220. e20.2010.

[v] Guarino et al. European Society for Pediatric Gastroenterology, Hepatology, and Nutrition/European Society for Pediatric Infectious Diseases Evidence-based Guidelines for the Management of Acute Gastroenteritis in Children in Europe. JPGN 46: S81–S122, 2008.

 

Febre amarela aumenta no Brasil e acende alerta de autoridades

Especialista da SBPC/ML reforça a importância da vacinação para conter o avanço da doença
 

O Ministério da Saúde emitiu um alerta nacional no último domingo (2) devido ao aumento de casos de febre amarela em São Paulo, Minas Gerais, Roraima e Tocantins, com quatro óbitos confirmados. Em São Paulo, já foram registrados oito casos em humanos neste ano, sendo sete autóctones e um importado, com taxa de letalidade superior a 50%. Além disso, a confirmação de 25 infecções em primatas não humanos, principalmente na região de Ribeirão Preto, reforça a circulação ativa do vírus, um indicativo de possível avanço da doença em humanos. 

A infectologista e patologista clínica Carolina Lázari, membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), explica que a febre amarela no Brasil ocorre apenas na forma silvestre, sendo transmitida por mosquitos de áreas de mata que utilizam primatas não humanos como hospedeiros. “Casos em humanos são esporádicos e geralmente relacionados a incursões nesses ambientes. Desde 1942, não há transmissão urbana, mas a intensa infestação pelo Aedes aegypti, demonstrada pela recente epidemia de dengue, aumenta o risco de reintrodução do vírus no ciclo urbano, possibilitando uma transmissão sustentada entre humanos”, alerta. 

Segundo a especialista, áreas periféricas próximas a zonas rurais e matas exigem atenção, pois desempenharam um papel importante nos últimos surtos. “No surto de 2017/2018, por exemplo, a maioria dos casos vinham de um bairro, em Mairiporã, uma área urbana, mas colada à Serra da Cantareira, o que reforça o alerta para a necessidade de vigilância nessas regiões”, conclui. 

A principal estratégia de prevenção, segundo a médica, é a vacinação. “A vacina contra a febre amarela é altamente eficaz e gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo recomendada para praticamente toda a população do país. Antes restrita a algumas regiões, a imunização passou a ser indicada de forma mais ampla devido à expansão da transmissão silvestre", esclarece Lázari. Ela destaca que a alta cobertura vacinal impede a disseminação do vírus, protegendo tanto os indivíduos quanto a coletividade. 

Os sintomas iniciais da febre amarela são semelhantes aos da dengue, incluindo febre alta, calafrios, cefaléia intensa e dores musculares limitantes. “O quadro pode evoluir para formas graves, com icterícia, hemorragias, insuficiência renal e hepática, e falência de órgãos. O histórico de exposição a áreas de mata e a ausência de vacinação são fatores-chave para diferenciar a doença de outras arboviroses", ressalta a patologista clinica. 

Apesar de eficaz, a vacina possui contraindicações, incluindo crianças menores de nove meses, lactantes de bebês com menos de seis meses, alérgicos graves a ovo, imunossuprimidos e pessoas com HIV com CD4 abaixo de 350. “Nesses casos, a avaliação médica é essencial para decidir sobre a imunização", alerta a especialista.Diante do atual cenário epidemiológico, reforçar a vacinação, monitorar surtos em primatas não humanos e controlar a proliferação do mosquito vetor são medidas fundamentais. A população deve estar atenta aos sinais da doença e buscar orientação médica ao apresentar sintomas compatíveis, especialmente após visitas a regiões de mata. A prevenção é a chave para evitar novos surtos e proteger a saúde pública. O imunizante faz parte do calendário básico de vacinação para crianças de 9 meses a menores de 5 anos, com uma dose de reforço aos 4 anos de idade, além de dose única para a população de 5 a 59 anos que ainda não foi vacinada. Quem for viajar para áreas de maior risco, deve tomar a vacina ao menos 10 dias antes da viagem.

 


SBPC/ML - Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial


Olhos podem antecipar risco de AVC e salvar vidas

Pesquisa inédita revela como um algoritmo de inteligência artificial prevê a condição em exame dos vasos da retina.

 

O AVC (Acidente Vascular Cerebral), também conhecido como derrame, é a segunda maior causa de morte e o terceiro fator mais incapacitante do mundo. É o que indica dados da World Stroke Organization (WSO) ou Organização Mundial do AVC. Pior: a entidade calcula que últimos 10 anos o risco global de AVC entre adultos acima dos 25 anos passou de 1 para 4 no mundo. No Brasil não é diferente. Só em 2024 foram 110 mil casos de AVC com crescente participação de jovens segundo o Ministério da Saúde. Se nada for feito para conter este avanço, a estimativa da WSO é de que em 2050 o custo global dos acidentes vasculares cerebrais atinja US$ 1,6 trilhão. 

A boa notícia é que uma pesquisa inédita divulgada na revista Heart, do The Britsh Medical Journal, mostra que a o exame dos vasos da retina realizado com um novo algoritmo de inteligência artificial que permite a avaliação microvascular da retina, pode prever o risco de AVC anos antes dos primeiros sinais.

 

Doenças oculares e fatores de risco

O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, membro do (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) e diretor executivo do Instituto Penido Burnier eafirma que de fato os prontuários do hospital mostram que 2 em cada 10 pacientes que passam por um check-up da saúde ocular descobrem pelo exame de fundo de olho que têm hipertensão arterial ou diabetes. “Estas condições são fatores de risco importantes do AVC que também podem causar graves alterações nos olhos”, pontua.

 

A hipertensão artéria, explica, pode causar  borrões ou manchas vermelhas persistentes na esclera, área branca do olho, e visão borrada. Queiroz Neto afirma que nos casos mais graves grave os vasos da retina podem sofrer derrame e até provocar a perda da visão sem qualquer alteração externa. O diagnóstico é feito pelo exame de fundo de olho que identifica estreitamento das artérias, pequenas hemorragias, exsudatos e papiledema.

 

O diabetes, ressalta, dobra o risco de desenvolver catarata. Pode também causar retinopatia diabética e levar à perda irreparável da visão. O único tratamento para catarata é a cirurgia que substitui o cristalino opaco pelo implante de uma lente intraocular. Já a retinopatia diabética, ressalta, pode ser tratada com aplicação de laser que cauteriza áreas da retina evitando a hemorragia e a perda da visão. O tratamento também inclui aplicação de injeções antiangiogênicas que bloqueiam, a formação de novos vasos”. A falta de hábito de ter um acompanhamento regular da saúde, faz muitos brasileiros nem desconfiar que têm hipertensão arterial ou diabetes. Acabam descobrindo a condição na consulta oftalmológica quando a visão embaça e em muitos casos chegam tarde demais aos consultórios.

 

Sobre a pesquisa

A pesquisa acompanhou por 12,5 anos 45 mil pessoas cadastradas no banco de dados biológicos do Reino Unido. Neste período, 749 sofreram AVC. Os pesquisadores identificaram 29 alterações nos vasos da retina associados ao aumento do risco de AVC. A densidade, ou seja, maior concentração de vasos em áreas da retina, foi identificada como o maior fator de risco para um acidente vascular cerebral.

Para Queiroz Neto a informação não surpreende. Isso porque, explica, a densidade vascular indica um maior número de vasos em áreas da retina e está associada à formação de neovasos, importante evidência de risco de hemorragia na retina. Este risco, comenta, também pode estar presente em áreas do cérebro e predispor o paciente ao sangramento cerebral que caracteriza o AVC. Isso porque, as condições vasculares dos olhos e cérebro têm grande chance se serem semelhantes por estarem conectados pelo nervo óptico. 

“O novo algoritmo de inteligência artificial ainda não está disponível e mais estudos precisam ser feitos para estabelecer as evidências científicas. Entretanto, as tecnologias hoje utilizadas pela Oftalmologia possibilitam salvar a visão e a vida de muitas pessoas. Por isso, a dica é fazer exames oftalmológicos regulares. Os olhos são o espelho de nossa saúde”, finaliza.


Amamente® alerta: câncer de mama pode surgir durante a gestação e lactação

No Dia Nacional da Mamografia, especialista reforça a importância do diagnóstico precoce e das alternativas seguras para gestantes e lactantes

 

O Dia Nacional da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro, reforça a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. A data também é uma oportunidade para discutir os desafios específicos enfrentados por gestantes e lactantes, que precisam de atenção especial quando se trata da saúde mamária.

 

Embora a mamografia seja o exame padrão-ouro para a detecção precoce da doença, sua realização durante a gravidez e a amamentação levanta dúvidas e preocupações. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), aproximadamente 66 mil novos casos de câncer de mama são diagnosticados anualmente no Brasil e, em 2024, foram registrados cerca de 73.610.

 

O câncer de mama gestacional, que ocorre durante a gravidez ou no primeiro ano pós-parto, representa de 1% a 3% de todos os casos da doença e pode apresentar desafios no diagnóstico devido às alterações hormonais que modificam a estrutura das mamas.

 

Diante dos desafios dos diagnósticos, quais são as alternativas seguras?

Durante a gestação e a lactação, o tecido mamário passa por mudanças naturais, tornando a avaliação clínica e por imagem mais complexa. A mamografia, por utilizar radiação ionizante, não é o exame de primeira escolha para gestantes, sendo recomendada apenas em situações específicas.

 

Para o Dr. Gil Facina, Mastologista, “a ultrassonografia mamária é o exame complementar inicial, por ser seguro e eficaz, e permite avaliar possíveis nódulos e alterações suspeitas. Já a  ressonância magnética não é recomendada, pois para a avaliação de tumores mamários haveria necessidade do uso de contraste, porém este não deve ser usado em gestantes.” Afirma o especialista. 

 

Embora a mamografia possa ser realizada durante a amamentação, algumas precauções são recomendadas para melhorar a qualidade da imagem e garantir o conforto da paciente. Especialistas indicam que esvaziar as mamas antes do exame, por meio da amamentação ou extração do leite, pode facilitar a visualização do tecido mamário. A radiação utilizada é mínima e não afeta a composição do leite materno, permitindo que a amamentação continue normalmente após o procedimento.

 

A detecção precoce do câncer de mama melhora significativamente as chances de sucesso no tratamento. Para isso, especialistas recomendam que mulheres gestantes e lactantes fiquem atentas a sinais como caroços persistentes, retração da pele, secreção sanguinolenta pelo mamilo e dor localizada ininterrupta. O acompanhamento pré-natal deve incluir avaliações regulares da saúde mamária, e a amamentação pode ser mantida, salvo contraindicação médica.

 

O Dia Nacional da Mamografia é um lembrete essencial para que todas as mulheres, independentemente do momento de vida, priorizem a saúde das mamas e busquem acompanhamento médico regular. O acesso à informação e ao diagnóstico precoce pode salvar vidas.

 

Vacina é a melhor maneira de proteger crianças e gestantes da coqueluche

A coqueluche é uma doença causada pela bactéria Bordetella Pertussis, uma infecção respiratória que teve os seus primeiros registros ainda na Idade Média. Apesar dos avanços da Medicina, em 2024, o Brasil registrou um aumento de casos e, de acordo com os dados do Ministério da Saúde, as notificações da doença aumentaram 2.702% em relação ao ano de 2023. 

O pneumologista Valter Eduardo Kusnir, do hospital Santa Casa de Mauá, explica que a coqueluche é altamente transmissível e cíclica. “O aumento dos casos está atrelado aos baixos índices de vacinação e à diminuição da sua imunidade em razão dos anos. A melhor forma de prevenir a doença é por meio da vacina e do isolamento dos pacientes. Mesmo as pessoas vacinadas podem ser acometidas pela doença, porém com sintomas mais fracos e parecidos com uma gripe”. 

A transmissão ocorre pelo contato com um doente (no caso de não vacinado) e também por meio de objetos contaminados, porém é menos frequente. As pessoas mais suscetíveis são aquelas que não foram vacinadas e com comorbidades. É importante destacar que as gestantes sejam vacinadas a fim de transferir anticorpos ao recém-nascido. “Ainda que a mãe já tenha sido vacinada em outra gestação é importante ter um reforço na atual”, alerta o pneumologista, Valter Eduardo Kusnir. 

Entre os principais sintomas estão as crises de tosse seca e intensa, falta de ar, febre, coriza e mal-estar. A coqueluche ocorre em três fases: a inicial, similar a uma gripe, com sintomas leves; a fase de tosse intensa, forte e incontrolável, com febre e crises de tosse; fase de recuperação, quando a tosse diminui, mas pode persistir por até seis semanas. 

Como os sintomas são muito similares aos de um resfriado e de outras doenças respiratórias, o diagnóstico correto pode ser tardio, mas a tosse é um forte indicador de coqueluche. Entre alguns dos exames que podem ser solicitados estão materiais de nasofaringe, PCR, hemograma e radiografia do tórax. 

Com o tratamento adequado é possível se recuperar da coqueluche sem complicações. Nas crianças, o início imediato é ainda mais importante para evitar consequências como infecções de ouvido, pneumonia, parada respiratória, convulsão e, em casos mais graves, pode ser fatal. 

A maior letalidade da doença é entre as crianças de até um ano. “Os bebês até seis meses precisam de cuidados redobrados, com hospitalização, isolamento e procedimentos especializados”, orienta o especialista.

 


Hospital Santa Casa de Mauá
Avenida Dom José Gaspar, 1374 - Vila Assis - Mauá - fone (11) 2198-8300.
https://santacasamaua.org.br/


Dermatite atópica: A doença silenciosa que atinge desde crianças a adultos


 A dermatite atópica é uma doença genética de caráter crônico, que geralmente tem início na infância. É caracterizada por lesões de pele associada a ressecamento e prurido intenso. Embora seja uma doença de pele, o eczema atópico pode afetar psicologicamente os indivíduos, desde sintomas como ansiedade e depressão, até problemas mais sérios como prejudicar o desenvolvimento neurológico.

O eczema atópico tem, em sua maior parte, início na infância, e por se tratar de uma fase de desenvolvimento o tratamento correto e suporte psicológico se tornam imprescindíveis. Pessoas com essa patologia, geralmente se mostram mais ansiosas e depressivas, devido às lesões de pele e coceira, afetando tanto atividades diárias, como escolar, social e laboral (no caso dos adultos). Os principais sintomas são coceira e ressecamento intensos que acometem principalmente dobras do corpo como braços, joelhos e pescoço.

“E essa condição muitas vezes atrapalha o paciente no seu dia a dia, seja nas suas tarefas diárias, seja durante o sono, que é afetado devido ao incomodo causado pelo prurido e ressecamento” diz a médica Gabriela Morales.

Além disso, estudos mostram que a prevalência de TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) em crianças com Dermatite atópica é mais alta do que naquelas sem a condição e problemas de sono são muito comuns prejudicando o desenvolvimento cognitivo.

Sendo assim, estar atento aos sinais e sintomas da Dermatite atópica é imprescindível, pois apesar de se tratar de uma doença crônica, ela tem controle. “O paciente diagnosticado com dermatite atópica precisa de uma avaliação tanto física quanto psicológica, em alguns casos. Pois, a depender da intensidade da doença, seus sinais e sintomas podem acarretar problemas psíquicos no doente”. Afirma Gabriela.

O tratamento, na maioria dos casos, é feito com medicamentos tópicos como corticoide, derivados da calcineurina, fototerapia, e o uso de hidratantes. Em casos mais graves, é necessário o uso de medicação via oral que podem ser imunossupressores, corticoide oral e também imunobiológicos.

Segundo Gabriela, além dos medicamentos, a educação do paciente sobre a condição e a importância da adesão ao tratamento e mudanças no estilo de vida são cruciais.

“O conhecimento sobre gatilhos ambientais e alimentares também pode ajudar os pacientes a evitarem surtos. A consulta regular com médico e outros profissionais de saúde é essencial “conclui a médica.


DESINFORMAÇÃO E FALTA DE ACESSO À INFORMAÇÃO SÃO DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER

A Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) também alerta que a falta de patologistas, a infraestrutura insuficiente e a baixa remuneração pagam pelos procedimentos diagnósticos no Sistema Único de Saúde (SUS) agravam o cenário de combate à doença.

 

Na era da globalização e das redes sociais, a disseminação de informações incorretas se tornou um desafio no combate ao câncer. Quem nunca ouviu falar que determinado alimento poderia curar ou causar câncer? Ou que o uso de certos equipamentos eletrônicos aumentaria o risco de tumores? Tais informações, muitas vezes sem base científica, circulam amplamente, dificultando a tomada de decisões corretas por parte da população. É o que chama a atenção a pela Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), entidade que representa os especialistas responsáveis pelo diagnóstico do câncer e pelo suporte aos médicos oncologistas na definição do tratamento mais adequado para os pacientes. 

Segundo a Drª Gisele Iguma, coordenadora do Departamento de Comunicação Social da SBP, a desinformação, impulsionada pelo crescimento das fake news, se soma à dificuldade histórica de acesso à informação confiável em diversas regiões do Brasil. 

“Por isso, a SBP tem investido em canais de comunicação, como as redes sociais, incluindo o Instagram (@sbpatologia), e plataformas como o Spotify, onde criamos o podcast O Patologista em Podcast, com o objetivo de esclarecer e informar a população sobre temas relevantes em diagnóstico e câncer”, explica a especialista. 

A Drª Gisele também orienta que a população busque informação em fontes oficiais e confiáveis, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde, o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e o portal Oncoguia. Além dessas, hospitais especializados no diagnóstico e tratamento do câncer frequentemente disponibilizam informações seguras em seus sites e redes sociais. 

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Cancerologia (RBC) reforça que a desinformação na saúde é um problema global, e que fatores como estado emocional e grau de escolaridade tornam os pacientes mais vulneráveis a informações falsas. Isso pode levar a decisões prejudiciais, como a adesão a tratamentos sem comprovação científica ou a recusa de terapias eficazes, impactando negativamente o prognóstico.

 

Diagnóstico Tardio - A Dra. Ivana de Menezes, também membro do Departamento de Comunicação Social da SBP, reforça que a desinformação pode fazer com que pacientes demorem a procurar auxílio médico: “Muitas vezes, o paciente recorre à automedicação ou tratamentos alternativos sem comprovação. Quando, finalmente, recebe um diagnóstico e acesso ao tratamento correto, pode ser tarde demais”. 

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), realizada em 2019, revelou que o tempo para confirmação do diagnóstico pode chegar a 200 dias. Segundo o Ministério da Saúde, 56% dos pacientes só recebem o diagnóstico quando o câncer já está em estágio avançado, reduzindo significativamente as opções terapêuticas e piorando o prognóstico.

 

Falta de Patologistas e Infraestrutura Deficiente - O Dr. Gerônimo Jr., presidente da SBP, alerta que a falta de médicos patologistas no Brasil também é um fator crítico para o diagnóstico tardio do câncer, especialmente em regiões mais remotas. 

Atualmente, o país conta com apenas 3.824 médicos patologistas, o que representa 0,8% do total de especialistas. Para efeito de comparação, existem 56.979 clínicos médicos (11,5%), 48.654 pediatras (9,8%) e 41.547 cirurgiões gerais (8,4%), evidenciando um grande déficit na especialidade responsável pelos exames diagnósticos. 

“Sabemos que o Brasil e o mundo enfrentam uma carência de patologistas. No Brasil, temos cerca de 1,6 patologistas para cada 100 mil habitantes, mas em algumas regiões, como a Norte, esse número é ainda menor, chegando a menos de um patologista por 100 mil habitantes”, explica o presidente da SBP. 

Além da escassez de profissionais, a infraestrutura insuficiente e a baixa remuneração dos procedimentos diagnósticos também comprometem a qualidade e a rapidez dos diagnósticos. Hoje o Sistema Único de Saúde (SUS) paga apenas R$ 40,78 por exame patológico, um valor considerado incompatível com a complexidade do trabalho.

 

Perspectivas e Soluções - Desde a auditoria do TCU, a SBP tem trabalhado junto ao governo federal para buscar soluções para esses desafios. Segundo o Dr. Gerônimo Jr., há avanços na discussão com o Ministério da Saúde, e um Termo de Cooperação Técnica deve ser firmado em breve. 

“O Ministério da Saúde está sensível a essa problemática, e a SBP está colaborando ativamente para encontrar soluções que melhorem o acesso ao diagnóstico e o tratamento precoce do câncer no Brasil”, conclui o presidente da entidade.

 

Excessos podem ser tão prejudiciais quanto a deficiência


Chás, vitaminas e suplementos parecem inofensivos porque são considerados naturais, mas, impulsionado pelo desejo de melhorar a saúde e reforçar a imunidade, muitos consumidores desconhecem um fato essencial: o excesso de vitaminas e compostos naturais pode ser tão prejudicial quanto a deficiência. O farmacêutico homeopata Jamar Tejada (Tejard), da capital paulista, alerta que a ideia de que “se faz bem, mais é melhor” pode levar a sérios problemas de saúde. 

Segundo o especialista, as vitaminas e minerais são essenciais, mas em doses excessivas podem ser tóxicos. “A superdosagem pode causar sobrecarga hepática, problemas renais e até afetar o funcionamento do coração”, explica. 

Entre os casos mais comuns de toxicidade Jamar destaca que os mais consumidos pela maioria da população são os que carregam mais perigos dos excessos. “A vitamina D, por exemplo, pode levar ao acúmulo de cálcio no sangue, aumentando o risco de pedras nos rins e calcificação de artérias. Já a vitamina A pode provocar náuseas, tonturas, danos ao fígado e até risco de má formação fetal em gestantes”, alerta. 

O zinco também entra na lista de atenção. “Por ser um dos queridinhos para aumentar a imunidade, as doses elevadas podem causar desequilíbrios no cobre e fazer o efeito contrário, enquanto o Ferro, se consumido sem necessidade pode aumentar o risco de danos hepáticos e oxidativos”, diz. 

O mesmo também pode acontecer com os ‘inofensivos’ chás. “Algumas plantas possuem princípios ativos potentes e podem interagir negativamente com medicamentos ou causar reações adversas por conter resíduos químicos perigosos que, em longo prazo, podem afetar a saúde do fígado e do sistema nervoso, ou por ser mal armazenadas e assim criarem fungos, que liberam toxinas”, alerta Jamar. 

O farmacêutico reforça que a melhor forma de garantir a segurança no consumo de suplementos e vitaminas é buscar orientação e fazer exames e entender quais nutrientes realmente estão em déficit antes de iniciar qualquer suplementação – mesmo que seja natural.
  

 

Jamar Tejada - Farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (ULBRA), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (FAPES), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total - Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da ANJO DA GUARDA Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008.
www.tejardiando.com.br
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