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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Dez tipos de câncer que podem ser prevenidos

Segundo o oncologista André Sasse, do Vera Cruz Oncologia, em Campinas (SP), mudanças de hábitos podem reduzir de forma significativa os riscos de desenvolver a doença

 

Cerca de 40% dos casos de câncer poderiam ser prevenidos evitando fatores de risco, geralmente associados a comportamento e alimentação. A informação é da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A cada ano, conforme o National Cancer Institute (NCI), são registrados 20 milhões de novos casos de câncer no mundo e 9,7 milhões resultam em mortes. E as projeções não são otimistas, o NCI estima que até 2040 o número de novos casos de câncer por ano aumente para 29,9 milhões e 15,3 milhões de mortes. E fevereiro é uma oportunidade de difundir informações sobre prevenção e controle da doença, uma vez que traz várias datas consigo: dia 4 é o Dia Mundial de Combate ao Câncer; dia 05 é o Dia Nacional da Mamografia; e dia 15 é o Dia Mundial de Luta contra o Câncer na Infância. 

Compreender que a mudança de alguns hábitos pode significar a proteção contra uma doença tão agressiva é essencial para mudar a realidade. O médico oncologista André Sasse, do Vera Cruz Oncologia, em Campinas (SP), explica que 1/3 das mortes pela patologia tem o tabagismo como principal causa externa; que 30% dos tipos são decorrentes de maus hábitos alimentares e obesidade; 5% são causados pelo consumo de bebida alcoólica; e 5% são causados por vírus para os quais existem vacinas. 

O quê você pode fazer para se prevenir contra certos tipos de câncer? Confira as orientações do especialista:

 

Pulmão – os principais cuidados devem ser evitar o tabagismo, evitar a exposição ao fumo passivo, não se expor a substâncias nocivas como amianto, radônio, arsênio e poluição sem os devidos mecanismos de proteção (especialmente no ambiente de trabalho). 

Bexiga – evitar o tabagismo, ingerir bastante água, evitar exposição a produtos químicos nocivos, como substâncias usadas em tintas, borracha e couro (somente com o uso de proteção); atente à presença de sangue na urina ou vontade de urinar com frequência. 

Pele – usar protetor solar e evitar a exposição excessiva ao sol. 

Colo de Útero – tomar a vacina contra o HPV, realizar exames regulares (Papanicolau) e usar preservativo nas relações sexuais. 

Fígado – vacina conta hepatite B, evitar consumo excessivo de álcool, não usar anabolizantes e tratar infecções hepáticas. 

Esôfago – evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. 

Estômago – alimentação saudável (evitar alimentos processados e ricos em sal) e evitar o cigarro. 

Mama – manter o peso saudável, praticar atividade física, evitar consumo excessivo de álcool, fazer exames preventivos regulares e controle de reposição hormonal. 

Próstata – evitar o consumo de álcool excessivo, praticar atividade física, ter alimentação saudável e evitar a obesidade, fazer exames preventivos regulares. 

Endométrio – ter bons hábitos alimentares, ricos em nutrientes, vitaminas e sais minerais, manter o peso saudável, praticar atividade física e controle de reposição hormonal.

 

Grupo SOnHe
www.sonhe.med.br


Vera Cruz Hospital


Câncer de mama e mamografia: a saga continua

Médicos e autoridades da saúde seguem divergindo quanto a faixa etária e a periodicidade da realização do exame 

 

As divergências que já vêm de longa data voltaram à tona há alguns dias, quando a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fez consulta pública sobre as atualizações do Manual de Boas Práticas em Atenção Oncológica, usado no Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde. Órgão regulador dos planos de saúde, cabe à ANS fiscalizar o serviço prestado e criar normas e outras iniciativas que melhorem o atendimento à população. Para autoridades públicas, como o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o ideal é que a mamografia seja feita a cada dois anos por todas as mulheres entre 50 e 69 anos. Entretanto, algumas entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), preconiza que o exame seja anual a partir dos 40 anos.

De acordo com a Dra. Maria Julia Gregorio Calas, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Rio de Janeiro, há décadas a realização da mamografia é motivo de preocupação, pois, historicamente o rastreamento mamográfico no país, tendo a mamografia como exame mais eficaz para o diagnóstico precoce do câncer de mama, se mantém abaixo dos 70% de cobertura populacional, preconizado pela Organização Mundial de Saúde. “Não foram poucos os levantamentos feitos ao longo dos anos que comprovaram esse déficit. O acesso é um problema crônico e a discussão da periodicidade é tudo que não precisamos, pois primeiro temos que potencializar a acessibilidade das mulheres ao exame”, alerta a mastologista.

Maria Julia lembra um levantamento realizado pela Dr. Sandra Gigoia, membro da SBM Rio, através do DataSus, constatando que a cobertura nacional era baixa. Nas Regiões Sul e Sudeste a piora dos resultados no período de 2013 a 2018 foram notórias. Segundo ela, teoricamente são duas regiões que deveriam servir de exemplo para o resto do país, pois contam com grandes centros de atendimento e detêm um corpo médico muito maior, além de contemplarem maior distribuição de mamógrafos. “É inacreditável grandes centros amargarem um índice baixo de realização desse exame tão importante para as mulheres em pleno século XXI”, afirma indignada.

Maria Julia sugere alguns caminhos para os gestores públicos aumentarem a cobertura mamográfica de forma organizada. Primeiro a conscientização da população sobre a mastologia enquanto especialidade que cuida da saúde das mamas (mais de 70% da população não sabe disso), segundo ajustar o fluxo do atendimento, diminuindo o tempo para a realização da mamografia, do diagnóstico (biópsia) e do início de tratamento. “Não precisamos mais de leis, mas, sim, que as existentes sejam cumpridas. Todo cidadão tem direito à saúde. Está na Constituição. Tem lei que garante a mulher o direito de realizar a mamografia. Lei que prevê o início do tratamento em até 60 dias após o diagnóstico, entre outras. Mas, infelizmente, não é bem isso que acontece”, alerta novamente a médica. 

A presidente da SBM Rio lembra que a introdução do rastreamento mamográfico organizado tem diminuído drasticamente a mortalidade por câncer de mama em muitos países. Para ela, pelas dimensões territoriais do Brasil, há uma complexidade, porém, com ações coordenadas é possível melhorar o acesso das mulheres à prevenção e o tratamento. “A nossa dificuldade não é em relação ao número de mamógrafos, pois há equipamentos em número suficiente, embora a grande maioria seja de tecnologia ultrapassada (CR). O que precisamos é aumentar a cobertura, através de organização, com melhor fluxo para a navegação das pacientes e capacitação contínua dos profissionais. Isso otimizaria os recursos já existentes e proporcionaria resultados significativos com melhor eficiência, menor impacto financeiro e, acima de tudo, minimizando a mortalidade”, conclui.

 

Mais de 1 milhão de estudantes retornam para as aulas na Rede Municipal nesta quarta-feira (05)

Mais de 1 milhão de estudantes retornam para as aulas na Rede Municipal nesta quarta-feira (05)

 

Esta quarta-feira (05) marca o início do ano letivo na Rede Municipal de Ensino da capital paulista. Mais de 1 milhão de bebês, crianças, jovens e adultos retornam para as atividades nas mais de 4 mil unidades educacionais desde a Educação Infantil até a Educação de Jovens e Adultos. Com a volta às aulas também são retomados todos os serviços e atividades nas unidades como os projetos de contraturno, recuperação de aprendizagens e serviços como o Transporte Escolar Gratuito. 

 

Também serão retomadas as ações de Busca Ativa como o trabalho das Mães Guardiãs para a proteção do direito à escolarização com o apoio no acompanhamento da frequência escolar e as visitas domiciliares nos casos de frequência irregular. Além do trabalho das Mães Guardiãs da Alimentação Escolar apoiando nos cuidados com as hortas pedagógicas e conscientização dos estudantes sobre hábitos alimentares saudáveis. 

O Secretário Municipal de Educação, Fernando Padula, destacou que neste ano serão reforçadas as ações de garantia das aprendizagens dos estudantes e formação continuada dos profissionais. “Vamos continuar unindo esforços com toda a comunidade escolar para garantir a educação integral e o pleno desenvolvimento das potencialidades de cada um dos nossos estudantes”, enfatizou o Secretário.  

As famílias também podem continuar utilizando os créditos para aquisição de material e uniforme que foram disponibilizados desde o dia 02 de janeiro no CPF do responsável legal pelo estudante por meio do aplicativo Kit Escolar DUEPAY, disponível para dispositivos Android e IOS.  O valor para o material é disponibilizado para todos os estudantes variando de acordo com o ciclo, desde a educação infantil até o ensino médio, incluindo Educação de Jovens e Adultos (EJA) e os alunos dos Centros de Estudos de Línguas Paulistanos (CELPs). 

 

Os responsáveis pela compra têm autonomia para escolher os itens necessários dentro dos kits e dos valores disponibilizados pela Prefeitura em mais de 700 lojas credenciadas para uniforme e 800 para material em todas as regiões da capital paulista. A maioria dos fornecedores são pequenos comerciantes e empreendedores. Para o uniforme são contemplados somente os alunos da educação infantil, a partir dos 4 anos, até o Ensino Fundamental. Cada estudante tem direito ao auxílio no valor de R$ 560,97, sendo R$ 445,63 para as roupas e R$ 115,34 para os tênis.


 

Uso de celulares


A Secretaria Municipal de Educação (SME) divulgou nesta terça-feira (04) a Instrução Normativa (IN) nº 5 de 03 de fevereiro de 2025 com orientações sobre a utilização dos celulares e aparelhos eletrônicos nas unidades educacionais da Rede Municipal de Ensino da capital paulista. A normativa reforça e vem ao encontro do que já tem sido praticado na rede em atendimento à Lei Municipal 14.974/2009. As orientações já passam a valer para a volta às aulas que acontece amanhã (05). 

 

A restrição ao uso de celulares é prevista durante as aulas, recreios, intervalos entre as aulas e demais atividades desenvolvidas nas unidades educacionais. A utilização é permitida em casos de fins pedagógicos, atendimento às condições de saúde dos estudantes, na chegada ou saída do estudante e para garantia de acessibilidade, inclusão e dos direitos fundamentais. Nesses casos a equipe gestora deve analisar e pode solicitar manifestação das equipes do CEFAI (Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão) e NAAPA (Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem). 



Cardioneuroablação ganha espaço como solução eficaz para problemas cardíacos no Brasi

O Brasil reafirma sua posição de destaque na medicina cardiovascular com o crescente uso da cardioneuroablação, procedimento inovador que vem transformando o tratamento de arritmias e síncopes vasovagais. Criada no final dos anos 1990 pelo Prof. José Carlos Pachón Mateos e colaboradores, no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, a técnica ganha ainda mais relevância com o trabalho do Dr. Ricardo Ferreira, especialista em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica e Invasiva, que, hoje, é o médico brasileiro que mais realiza o procedimento, atrás somente da equipe que fundou a técnica. 

A cardioneuroablação utiliza radiofrequência para modular o sistema nervoso autônomo que regula a frequência cardíaca, reduzindo os efeitos excessivos do nervo vago no coração. Essa intervenção minimamente invasiva tem sido cada vez mais utilizada no Brasil como uma alternativa eficiente para pacientes que sofrem com bradiarritmias, síncopes refratárias e outras condições que poderiam levar à necessidade de implante de marcapassos. 

“O procedimento oferece uma solução moderna e menos invasiva para condições que antes demandavam intervenções mais complexas”, explica Dr. Ricardo Ferreira. O médico destaca que muitos pacientes apresentam melhora clínica significativa, com redução dos sintomas e recuperação da qualidade de vida. 

Além disso, diferente do marcapasso que necessita de manutenções com intervenção cirúrgica em um intervalo de, no mínimo, 10 anos, a cardioneuroablação torna-se uma opção muito mais prática ao paciente, que não precisará se submeter a tantos procedimentos ao longo da vida. Outra vantagem está na eliminação do desconforto em casos de queda abrupta da frequência cardíaca. 

De acordo com o Dr. Ricardo, a técnica realizada por meio da veia femoral, sem cortes e com ondas de rádio de alta frequência, consiste em isolar eletricamente os gânglios parassimpáticos, o que resulta na regulação da resposta cardíaca ao estímulo vagal, eliminando, assim, os excessos que causam a síncopes. 

Desde sua introdução no HCor (Hospital do Coração), em São Paulo, sob a liderança do Prof. José Carlos Pachón Mateos, a cardioneuroablação tem registrado resultados impressionantes. Estudos apontam taxas de sucesso superiores a 80%, refletindo o impacto positivo da técnica. O Dr. Ricardo Ferreira, agora à frente dessa inovação, reforça o papel do Brasil na adoção de soluções tecnológicas de ponta na área da cardiologia. 

“Estamos vivendo um momento de transformação no cuidado cardiovascular. A cardioneuroablação não apenas melhora a qualidade de vida dos pacientes, como reduz a dependência de tratamentos mais invasivos, como os marcapassos”, destaca o cardiologista. 

A popularização do procedimento reflete um movimento global em busca de soluções menos invasivas e mais eficazes. A expectativa é de que a cardioneuroablação se torne uma opção ainda mais acessível, beneficiando um número crescente de pacientes em todo o país. 

Dr. Ricardo Ferreira Silva - graduado em medicina pela Universidade de Uberaba (MG), fez residência em Cardiologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, em 2011, e se especializou em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo, em 2014 - título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial. Além de ter especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva no Hospital do Coração de São Paulo e concluído seu Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2018. 

Já em 2017, Dr. Ricardo fundou o Centro Cardiológico em sua cidade natal, Uberaba, para levar o que havia de mais moderno em tratamento de arritmia cardíaca para o interior do estado. Em pouco tempo, com a evolução do serviço e a necessidade de facilitar o acesso aos pacientes de outras localidades do país, expandiu para São Paulo. Hoje, está presente também dentro de hospitais como Beneficência Portuguesa, Samaritano e São Camilo – em São Paulo.


Prefeitura de SP abre 1.900 novas vagas para o programa Mães Guardiãs

As mães de alunos e mulheres da comunidade escolar podem se inscrever pelo Portal Cate nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro. As selecionadas irão atuar na Rede Municipal de Ensino por meio do Programa Operação Trabalho. 

 

A Prefeitura de São Paulo recebe inscrições nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro para 1.900 vagas para participar do Programa Operação Trabalho – POT Mães Guardiãs. As mães de alunos e mulheres da comunidade escolar devem se cadastrar no Portal Cate, seguindo critérios como estar desempregadas, sem receber benefícios como seguro-desemprego, e ter entre 18 e 59 anos. As selecionadas irão compor as equipes do programa, que atuam na Rede Municipal de Ensino em equipamentos como EMEIS, CEIS, CEMEIs, EMEFs e entre outros. 

“O programa Mães Guardiãs entra no seu quinto ano de atuação, sendo um pilar importante na Rede Municipal de Ensino. Mais de 11 mil mulheres já passaram pela iniciativa da Prefeitura de São Paulo, tendo a oportunidade de gerar renda para suas famílias. Muitas aproveitam a qualificação profissional proporcionada e voltam para o mercado de trabalho, inclusive na área da pedagogia, motivadas pela experiência durante sua permanência no POT”, salienta o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Rodrigo Goulart. 

As novas oportunidades são vagas de substituição para beneficiárias que estão em fase final de permanência no Programa Operação Trabalho. O POT Mães Guardiãs conta com 7 mil vagas. As participantes contam com bolsa auxílio no valor de R$ 1.593,90 e desempenham atividades de segunda a sexta-feira, com carga horária de 30 horas semanais, sendo seis por dia. 

A iniciativa é realizada pelas secretarias municipais de Educação (SME) e de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET) e teve início em 2021, durante a volta às aulas na Rede Municipal de Ensino, na fase crítica da pandemia, com o objetivo de garantir a aplicação dos protocolos de saúde aos alunos. O programa passou por readequação das atividades e as beneficiárias foram direcionadas para atividades de busca ativa escolar a fim de combater a evasão escolar.  

Também atuam como Guardiãs da Alimentação Escolar, com atuação no apoio das atividades escolares nas hortas mantidas pedagógicas, contribuindo com a conscientização dos alunos sobre questões de sustentabilidade, além de melhoria de hábitos alimentares saudáveis. Elas também atuam na disseminação de uma cultura de paz e não violência, acolhimento dos estudantes e estreitamento de laços entre unidades educacionais e comunidades. 

“A atuação das Mães Guardiãs é um dos pilares fundamentais na rotina das unidades, seja nas ações de busca ativa ou no apoio com as hortas pedagógicas. Elas também são um elo que aproxima a comunidade do entorno da unidade, visto que moram no entorno e conhecem as necessidades de cada território. Essa é uma política pública de sucesso que mostra que uma educação de qualidade se constroi com a participação de toda a sociedade”, enfatizou o Secretário Municipal de Educação, Fernando Padula. 


Inscrições

Até o próximo sábado, 8 de fevereiro, as mulheres interessadas em participar do Programa Operação Trabalho – POT Mães Guardiãs podem se cadastrar no Portal Cate. No formulário será necessário fornecer os dados pessoais, indicar a região de moradia e local que deseja trabalhar a fim de facilitar o cruzamento de informações pela equipe do Cate.

 Após o recebimento das informações, a equipe do Cate realizará uma triagem para poder convocar as mulheres que atenderem às exigências do POT. Nessa ocasião, as pré-selecionadas entregam os documentos exigidos, comprovando as informações necessárias para a assinatura do termo de compromisso e responsabilidade nas unidades do Cate.

 

Requisitos

As interessadas precisam seguir critérios como ser mãe de aluno matriculado na Rede Municipal ou da comunidade escolar (avós, cuidadoras e responsáveis legais pelos bebês, crianças e adolescentes matriculados na rede municipal), ter entre 18 e 59 anos, residir na cidade de São Paulo, estar desempregada há seis meses e não estar recebendo seguro-desemprego, FGTS, entre outros; ter renda familiar de até meio salário-mínimo para pessoas que vivem sozinhas e um salário-mínimo per capita para famílias.

Também serão analisados a escolaridade a partir do ensino fundamental incompleto, comprovantes de vacinação contra Covid-19, entre outros documentos. As mulheres atuarão no projeto pelo período de 12 meses, com possibilidade de renovação por mais seis meses. As beneficiárias que passarem na seleção irão atuar em equipamentos como EMEIs, CEIs, EMEFS, Ciejas e entre outros distribuídos em 13 Diretorias Regionais de Educação na Capital, num raio de dois quilômetros entre a residência e o local das atividades.

A nova turma vai receber capacitação on-line pelo Portal do Cate e Centros POT, além de apoio na formação em temáticas ligadas à área pela Secretaria Municipal de Educação.

 

Serviço

Inscrição para o POT Mães Guardiãs


Dias:
 6, 7 e 8 de fevereiro, até 23h59

Link: Portal Cate

 

Perfil

Ser mãe de aluno matriculado na Rede Municipal de Ensino ou da comunidade escolar

•          Ter entre 18 e 59 anos

•          Residir na cidade de São Paulo

•          Desempregada há seis meses e não estar recebendo seguro-desemprego, FGTS, entre outros

•          Ter renda familiar de até meio salário-mínimo para pessoas que vivem sozinhas e um salário-mínimo per capita para famílias

 

Começa hoje prazo para enviar documento de matrícula às Fatecs

Fatecs disponibilizam computador com acesso à internet a quem precisar de apoio para fazer a matrícula

Convocado na primeira chamada do Vestibular deve enviar itens solicitados entre hoje (5) e sexta-feira (7), por meio de sistema remoto; orientações detalhadas estão disponíveis no Manual do Candidato

 

A partir desta quarta-feira (5), as Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs) recebem os documentos de matrícula dos convocados na primeira chamada do processo seletivo. Os itens solicitados devem ser encaminhados de forma online, até sexta-feira (7), por sistema remoto de matrícula. Perderá o direito à vaga quem não fizer a matrícula na data determinada ou deixar de apresentar os documentos exigidos.

As Fatecs disponibilizam computador com acesso à internet a quem precisar de apoio para fazer a matrícula.


Classificação geral

A classificação geral do Vestibular das Fatecs considera as notas finais obtidas pelos participantes, em ordem decrescente, conforme opção de curso, período e unidade. A informação está disponível para consulta no site vestibular.fatec.sp.gov.br e contém o nome de todos os inscritos e suas respectivas classificações.


Documentos

O candidato convocado na primeira chamada de matrículas deve anexar a documentação solicitada em formato digital (PDF, JPEG, JPG ou PNG), no sistema de matrícula indicado anteriormente. Confira os documentos:

• Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou equivalente;

• Histórico Escolar completo do Ensino Médio ou equivalente;

• Documento de identidade com foto, dentro da validade;

• CPF ou documento de identidade contendo o número de CPF;

• Uma foto 3X4 recente, com fundo neutro;

• Documento de quitação com o serviço militar ou Certificado de Dispensa de Incorporação (CDI), para o candidato brasileiro maior de 18 anos, do sexo masculino.

A matrícula somente será efetivada após a verificação e validação das informações enviadas pelos candidatos.

Quem utilizou o Sistema de Pontuação Acrescida pelo item escolaridade pública deve apresentar histórico escolar ou declaração escolar, comprovando que cursou integralmente o Ensino Médio ou Educação de Jovens e Adultos (EJA), na rede pública municipal, estadual ou federal, com detalhamento das escolas onde estudou.

As especificações sobre os documentos e formatos devem ser conferidas no Manual do Candidato e na Portaria do Vestibular.


Orientações

• É responsabilidade dos candidatos acompanhar as listas de convocação e os prazos para matrícula.
• A matrícula com uso de nome social poderá ser feita no ato do requerimento, preenchendo a opção no sistema.
• Candidatos que tenham indicado uma segunda opção de curso serão convocados apenas após a chamada de todos os candidatos classificados para a primeira opção.

O cronograma completo pode ser consultado no site do processo seletivo. 

Outras informações pelos telefones (11) 4270-2739 (Capital e Grande São Paulo), 0800 878 2696 (demais localidades) ou pelo site vestibular.fatec.sp.gov.br



Centro Paula Souza 


BOLETIM DAS RODOVIAS

Motoristas encontram tráfego tranquilo no início desta tarde

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta quarta-feira (5). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Apostas online podem custar seu emprego: entenda como empresas lidam com funcionários apostadores


O avanço da tecnologia e a popularização das apostas online trouxeram um novo desafio para o ambiente corporativo. Com a facilidade de acesso a plataformas de jogos de azar, muitos trabalhadores utilizam parte do expediente para realizar apostas. No entanto, essa prática pode acarretar a demissão por justa causa, conforme prevê a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

De acordo com o artigo 482, inciso "l", da CLT, a prática constante de jogos de azar pode configurar motivo para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador. No entanto, a legislação estabelece que essa prática deve ser habitual para caracterizar a justa causa, além de haver comprovação de que o empregado tinha o objetivo de lucro.

O impacto das apostas online vai além do ambiente corporativo e tem consequências financeiras para os trabalhadores. Um levantamento nacional realizado pelo Instituto DataSenado aponta que 42% dos brasileiros que dizem ter gastado alguma quantia em apostas esportivas ao longo de um mês e estavam endividados. Segundo a pesquisa, divulgada no fim de 2024, esse percentual representa apostadores com contas atrasadas há mais de 90 dias. No total, cerca de 20,3 milhões de pessoas com mais de 16 anos afirmam ter apostado nas chamadas "bets", que ainda estão passando por um processo de regulamentação no Brasil. Esse número, conforme a pesquisa, equivale a 13% da população brasileira nessa faixa etária.

A prática de apostas online tem gerado preocupação entre os empregadores, pois afeta diretamente a produtividade dos funcionários. Além do tempo dedicado ao jogo, há relatos de atrasos, descumprimento de tarefas e até mesmo pedidos recorrentes de adiantamento salarial para cobrir perdas financeiras. Quando o trabalhador atua em instituições financeiras ou tem acesso a recursos da empresa, os riscos são ainda maiores, podendo resultar em situações de improbidade.



Demissões por jogos online


Para a advogada Caren Benevento, sócia do Benevento Advocacia e pesquisadora do Grupo de Estudos de Direito Contemporâneo do Trabalho e da Seguridade Social da USP, a demissão por justa causa exige uma abordagem cuidadosa. "A justa causa é uma medida extrema e deve ser aplicada com base em provas concretas e inquestionáveis. As cortes trabalhistas tendem a adotar uma visão protetiva ao trabalhador, exigindo que a empresa demonstre a habitualidade da conduta e sua gravidade. Além disso, a imediatidade na aplicação da punição é essencial, pois a demora pode ser interpretada como um perdão tácito da empresa".


Riscos jurídicos da demissão por justa causa

As apostas causam dependência e problemas psiquiátricos. O jogo patológico é um distúrbio psiquiátrico reconhecido pela OMS através da CID F-63.0. Os principais sinais do Jogo Patológico (ludopatia) incluem a obsessão com jogos de azar, a necessidade crescente de apostar quantias cada vez maiores para alcançar a mesma satisfação e a experiência de sintomas de abstinência quando não se joga. Essas características podem afetar a vida cotidiana do indivíduo, prejudicando relacionamentos e responsabilidades profissionais.

Mesmo quando há comprovação da prática, a reversão da demissão por justa causa na Justiça do Trabalho não é incomum. “Um dos fatores que podem levar à anulação da dispensa é o diagnóstico de ludopatia, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um transtorno psiquiátrico. Quando a empresa demite um funcionário diagnosticado com esse distúrbio sem oferecer suporte ou tratamento, pode ser acusada de dispensa discriminatória”, explica a advogada.

Outro ponto de atenção é a necessidade de seguir corretamente o procedimento disciplinar. Aplicar múltiplas punições para o mesmo ato, como primeiro advertir e alguns dias depois demitir por justa causa, pode invalidar a rescisão. Além disso, tribunais costumam exigir provas robustas, como registros de acessos às plataformas, depoimentos de testemunhas e documentos que comprovem a frequência da prática.



Medidas preventivas para as empresas

Para evitar situações que possam gerar litígios trabalhistas, as empresas podem adotar algumas medidas preventivas, tais como:

Incluir regras sobre apostas no ambiente de trabalho nos códigos de conduta e políticas internas;

Promover a conscientização dos colaboradores sobre os impactos da prática;

Treinar gestores para identificar comportamentos que indiquem envolvimento excessivo com jogos de azar;

Em casos extremos, conduzir uma investigação interna rigorosa antes de aplicar a justa causa;

Caso um funcionário apresente sinais de dependência, considerar oferecer suporte psiquiátrico antes de decidir pela demissão.

“O crescimento do setor de apostas online impõe desafios para empresas e trabalhadores. Manter uma política clara e bem estruturada sobre o tema pode evitar conflitos e minimizar riscos trabalhistas, garantindo um ambiente corporativo mais produtivo e equilibrado”, avalia Benevento. 


Caren Benevento – Advogada, especializada em processos judiciais e negociações trabalhistas no setor bancário, além de gerenciamento de passivo judicial. Há 15 anos, assessora empresas em questões consultivas e contenciosas, com foco em relações de trabalho, áreas empresarial, societária e de governança corporativa. Possui certificação pela International Association of Privacy Professionals (CIPM) e auxilia empresas na conformidade com a LGPD. É pesquisadora do Grupo de Estudos do Direito Contemporâneo do Trabalho e da Seguridade Social da Universidade de São Paulo (GETRAB-USP). Também possui especializações em Direito Empresarial pela FGV Direito SP, Proteção de Dados pela FMP, Negociações Empresariais pela FGV Direito SP, e Compliance Trabalhista pela FGV Direito SP, entre outras formações.

 

Cinco tendências que vão nortear o setor de call center no Brasil em 2025


Nos últimos anos, o cenário de atendimento ao cliente no Brasil tem experimentado uma transformação significativa, impulsionada pelas mudanças de hábitos, e pela adoção de novos canais de interação com as empresas. Mais do que isso, a rápida adoção, por parte dos consumidores, das novas tecnologias usadas para o atendimento aponta que a direção principal é a integração da inovação, sem perder a empatia e o toque humano no atendimento. 

No Brasil, isso ainda significa uma jornada de migração do call center dos sistemas on-premise para as plataformas digitais baseadas na nuvem. Por isso, a principal tendência para o próximo ano é a substituição do legado por novas tecnologias. Esse é um movimento que tem acontecido nos últimos três anos e, embora não existam números oficiais no Brasil, pesquisas sobre adoção de inteligência artificial e soluções baseadas na nuvem indicam que menos de 40% das empresas brasileiras já migraram para plataformas de call center neste modelo. 

O problema é que as plataformas legadas estão se tornando obsoletas e não recebem mais suporte ou atualizações por parte de seus fornecedores. Na medida em que esses sistemas se tornam menos confiáveis ​​e mais difíceis de manter, as empresas estão cada vez mais se voltando para soluções baseadas em nuvem para modernização do contact center – que oferece recursos avançados e suporte contínuo, além de atualizações tecnológicas mais rápidas.

 

CCaaS é o foco da estratégia para 2025

Uma das maneiras pelas quais as organizações estão capitalizando a tecnologia de nuvem é por meio da implementação do Contact Center como um serviço (CCaaS) – que fornece todas as funções essenciais para uma operação de atendimento, por meio de um modelo de assinatura. Esse modelo tem crescido no mundo e no Brasil: um estudo da Juniper Research aponta que a receita global do setor deve atingir US$ 15,6 bilhões até 2027, um aumento de 216% em relação aos US$ 4,9 bilhões registrados em 2022. 

No contexto brasileiro, a pandemia de COVID-19 acelerou a adoção de soluções de contact center baseadas em nuvem. Empresas de diversos setores buscaram alternativas para atender à crescente demanda por serviços digitais e ao aumento do comércio eletrônico. Essa tendência posicionou o Brasil como o segundo maior mercado mundial para implantações de bots de chat e voz. 

Além disso, a flexibilidade e escalabilidade oferecidas pelas soluções CCaaS têm atraído empresas que buscam melhorar a experiência do cliente e reduzir custos operacionais. A integração de canais de comunicação, como chat, voz, e-mail e redes sociais, em uma única plataforma, permite um atendimento mais eficiente e personalizado.

 

Estratégia omnichanel para múltiplos pontos de contato

Os consumidores brasileiros, cada vez mais conectados, estão interagindo com os contact centers das empresas por meio de uma variedade de canais. Estudos indicam que, atualmente, os clientes utilizam uma média de oito canais diferentes para se comunicar com as empresas, incluindo chat, voz, e-mail, redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas. Essa diversidade de canais reflete a tendência de um atendimento omnichannel, onde as interações são integradas e centralizadas, proporcionando uma experiência mais coesa e personalizada. 

Pesquisas apontam que o atendimento digital via aplicativos de mensagens – como o WhatsApp – é o que mais cai no gosto dos brasileiros – com uma preferência entre 60% e 90%. Nas redes sociais, a plataforma escolhida é o Instagram, com uma preferência de cerca de 60%. Os meios tradicionais não ficam para trás, com o telefone sendo usado ainda por quase 60% dos clientes. 

Velocidade e capacidade de resposta também são prioridades para o consumidor moderno. Um estudo realizado nos Estados Unidos revela que ao menos 50% dos clientes têm menos probabilidade de gastar dinheiro com uma empresa que é muito lenta em responder – e o ponto é que, a cada ano, a expectativa de velocidade só aumenta.

 

Personalização e automação com IA

A personalização tem sido essencial para marcas que buscam construir relacionamentos duradouros com seus clientes, e essa tendência não deve desaparecer tão cedo. Estudos do mercado brasileiro apontam que mais de 80% dos consumidores esperam que as empresas conheçam seus hábitos de compra e que ofereçam recomendações personalizadas. 

 

Mais do que um desejo do consumidor, o avanço na tecnologia tem permitido um ajuste fino na personalização. As soluções baseadas em IA podem analisar grandes volumes de dados em tempo real. Isso permite interações dinâmicas e personalizadas, com base no perfil exclusivo de cada cliente. Como resultado, os contact centers podem oferecer uma experiência mais personalizada, reduzindo a necessidade de intervenção humana em consultas de rotina e, ao mesmo tempo, melhorando a satisfação geral do cliente. 

 

Análises aprofundadas devem impulsionar os resultados comerciais

Cada interação com o cliente em vários canais oferece insights valiosos que podem ser usados ​​para identificar pontos problemáticos e refinar estratégias de serviço. Isso significa estender a análise para voz, e-mail, chat e WhatsApp, avaliando sentimentos e o tom emocional das conversas, permitindo que as empresas entendam as reações dos clientes de maneira mais aprofundada, e ajustem suas estratégias de atendimento.  

Dentro desse contexto, as ferramentas de Speech Analytics transformam dados de voz em inteligência acionável, impulsionando o desempenho do contact center e a experiência do cliente, enquanto reduz custos e melhora a eficiência operacional. 

Sustentar a conexão humana em um mundo automatizado é fundamental

Apesar dos avanços tecnológicos e da automação crescente nos contact centers, a interação humana continua sendo crucial para proporcionar um atendimento de qualidade e construir relações de confiança com os clientes.  

A automação pode melhorar a eficiência e a personalização do atendimento, mas há situações em que a empatia e a compreensão humana são indispensáveis para resolver problemas complexos e atender às necessidades emocionais dos clientes. 

Manter essa conexão humana significa equilibrar o uso de tecnologia com a presença de agentes qualificados que possam intervir quando necessário, oferecendo um toque pessoal que as máquinas não conseguem replicar. Essa abordagem híbrida ajuda a garantir que os clientes se sintam valorizados e compreendidos, o que é essencial para a satisfação e a lealdade a longo prazo. 

A chave para o sucesso dos contact centers estará em encontrar o equilíbrio perfeito entre automação eficiente e a essência do toque humano. Ao integrar inteligentemente a IA com a empatia dos agentes, as empresas não apenas vão conseguir atender às expectativas de seus clientes, mas também vão criar experiências memoráveis e duradouras. A inovação tecnológica deve sempre caminhar lado a lado com a valorização das relações humanas, garantindo que, mesmo em um mundo automatizado, o cliente continue sendo o centro de todas as estratégias.  



Rafael Brych - Gerente de Inovação e Marketing da Selbetti Tecnologia

Selbetti Tecnologia


PESQUISAS APONTAM FALTA DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL COMO PRINCIPAL RISCO PARA OS NEGÓCIOS EM 2O25, ESPECIALISTA ALERTA QUE EDUCAÇÃO É O CAMINHO

Segundo Mariana Achutti, o desenvolvimento de talentos é a chave para a inovação e o crescimento sustentável das empresas
 

A transformação do mercado de trabalho está se transformando em ritmo acelerado, e a qualificação profissional se tornou uma das maiores preocupações para as empresas. Dois estudos recentes reforçam essa realidade: o Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2025, do Fórum Econômico Mundial, e a 28ª edição da Global CEO Survey, da PwC. Ambos mostram que a escassez de talentos qualificados já é um dos maiores desafios para as organizações de todo o mundo. 

Os dados do Fórum Econômico Mundial e da PwC deixam um recado claro: o aprendizado contínuo não é mais uma opção, mas sim uma estratégia central para prosperar no futuro do trabalho. As macrotendências globais – como avanços tecnológicos, mudanças demográficas e a transição verde – criarão 170 milhões de novos empregos até 2030, mas também eliminarão 92 milhões de posições atuais, aumentando a necessidade de adaptação contínua. A pesquisa da PwC, que ouviu mais de 4.700 líderes empresariais, revelou que 23% dos CEOs globais consideram a falta de profissionais qualificados o maior risco para seus negócios em 2025 – no Brasil, esse índice sobe para 30%. 

Para Mariana Achutti, CEO da Newnew, esses dados são um alerta para empresas e profissionais. "Se os próprios CEOs enxergam a escassez de talentos como uma ameaça, o que estamos esperando para agir? O desenvolvimento de competências não pode ser apenas uma iniciativa pontual, mas uma estratégia de longo prazo para garantir a sustentabilidade dos negócios", afirma a especialista em desenvolvimento e educação corporativa. 

As pesquisas também evidenciam um ponto fundamental: habilidades humanas continuam sendo um diferencial essencial, mesmo com o avanço da tecnologia. "O mercado valoriza cada vez mais competências como pensamento analítico, liderança, colaboração e curiosidade. Não adianta apenas investir em tecnologia se não tivermos pessoas preparadas para usá-la de forma estratégica", destaca Mariana. 

Ela também reforça a importância do conceito de Lifelong Learning, ou aprendizado contínuo, que aparece entre as competências mais valorizadas até 2030 no relatório do Fórum Econômico Mundia "Curiosidade e aprendizado contínuo não são mais diferenciais, mas sim fatores essenciais para navegar neste cenário de mudanças rápidas. Empresas que entenderem isso e estruturarem programas de desenvolvimento para seus times sairão na frente", pontua.
 

O Desafio da Qualificação Profissional

O Relatório do Fórum Econômico Mundial estima que 40% das habilidades exigidas no trabalho devem mudar até 2030, e 63% dos empregadores já identificam a lacuna de qualificação como o maior obstáculo para a transformação dos negócios. "Essa é uma realidade alarmante. Hoje, 120 milhões de pessoas correm o risco de perder seus empregos por falta de qualificação. A solução passa por reskilling e upskilling, combinando competências técnicas e humanas, como criatividade e liderança, com foco em aprendizado contínuo", explica Mariana. 

Ela reforça que superar essa barreira exige um esforço conjunto. "O Fórum Econômico Mundial deixa claro que o caminho para reduzir essa lacuna passa por estratégias colaborativas entre setores público, privado e educacional. Empresas que não priorizarem isso podem enfrentar dificuldades sérias para se manterem competitivas", alerta. 

Diante desse cenário, Mariana destaca que o futuro do trabalho exigirá mais do que adaptação: será necessário pioneirismo. "Empresas que investirem em auditorias de habilidades, programas internos de treinamento e parcerias educacionais estarão mais preparadas para enfrentar as transformações do mercado. O aprendizado contínuo precisa ser incorporado à cultura organizacional, com orçamento e tempo dedicados a isso", conclui.

Acesso ao auxílio-aluguel para vítimas de violência deve crescer em SP

Corregedoria de Justiça orienta delegacias e unidades judiciais a informarem mulheres sobre o benefício

 

A Corregedoria Geral da Justiça de São Paulo emitiu, nesta semana, um comunicado às delegacias e unidades judiciais do estado orientando os servidores a informar as mulheres vítimas de violência doméstica sobre o auxílio-aluguel concedido pelo governo do estado.  

O benefício, estabelecido pela Lei nº 17.626/2023, prevê o pagamento mensal de R$ 500,00 durante o prazo de seis meses, que podem ser prorrogáveis mediante avaliação, para que as mulheres consigam se sustentar longe de seus agressores. A prioridade é para mulheres com dois ou mais filhos menores.  

Na avaliação da advogada criminalista Giovana Cristina Casemiro Garcia, do escritório Campagnollo Bueno & Nascimento Advogados, o comunicado deve fazer crescer a procura pelo benefício em todo estado. "A disseminação de informações sobre o benefício é uma importante ferramenta para ajudar a reduzir a violência doméstica. Orientar as delegacias a informar as vítimas sobre seus direitos, tem o potencial de salvar vidas e oferecer uma saída concreta para mulheres em situação de vulnerabilidade. É preciso ter em mente que milhões de brasileiras não denunciam a violência que sofrem por não terem como garantir a sobrevivência fora da relação", comenta Giovana. 

 

Casos de feminicídio cresceram 14% em SP no ano passado  
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Violência crescente

O cenário da violência contra a mulher no estado é alarmante. Em 2024, São Paulo registrou um número recorde de feminicídios, com 253 casos, uma alta de 14% em relação ao ano anterior. Os dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ressaltam a urgência de medidas efetivas de proteção às mulheres. "Ao facilitar o acesso à informação e ao auxílio aluguel, as mulheres contam com uma importante proteção contra a violência. Esta medida não apenas oferece suporte financeiro, mas também empodera as vítimas, dando-lhes uma chance real de reconstruir suas vidas longe de seus agressores", comenta a advogada.

 

Requisitos para o benefício

Para ter acesso ao auxílio-aluguel, as mulheres devem atender a critérios específicos. Ter renda familiar de até dois salários-mínimos antes da separação; obter uma medida protetiva emitida pelo Poder Judiciário estadual; morar no estado e comprovar a situação de vulnerabilidade. A advogada detalha a amplitude do conceito de vulnerabilidade: "A lei reconhece diversas formas de vulnerabilidade, desde dificuldades financeiras até barreiras para reinserção no mercado de trabalho. Um exemplo comum são mães solo que não conseguem emprego fixo devido aos cuidados com os filhos pequenos, que não têm acesso a educação integral." 

A advogada faz um alerta importante. "É fundamental ressaltar que falsas comunicações para obtenção do benefício podem resultar em consequências criminais, tanto para o suposto agressor quanto para quem tenta fraudar o Estado", observa.

 

Caminho para a medida protetiva

Para obter uma medida protetiva, vá à delegacia mais próxima e registre um Boletim de Ocorrência relatando detalhadamente os fatos. Formalize a denúncia e solicite a medida protetiva ao delegado. A delegacia enviará os documentos ao juiz, que decidirá sobre a concessão ou não. “Utilize delegacias especializadas para um atendimento mais acolhedor e busque assistência jurídica, caso necessário. A mulher também poderá requerer atendimento no Ministério Público. A medida protetiva pode incluir proibição de contato, afastamento do agressor do lar e até suporte patrimonial, como medidas de proteção a bens e provisões financeiras emergenciais”, completa Giovana.


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