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sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Covid-19 nos Bastidores da Globo: Funcionários são Testados Após Diagnóstico de Ana Maria Braga; Especialista Alerta para a Prevenção


Ana Maria Braga, apresentadora do programa "Mais Você", testou positivo para Covid-19 pela quinta vez. A notícia foi rapidamente acompanhada de uma série de medidas preventivas nos bastidores da Globo. Funcionários da equipe foram orientados a realizar testes para avaliar a possibilidade de transmissão do vírus, refletindo a postura da emissora em priorizar a segurança de sua equipe. 

Para entender melhor a importância das medidas adotadas e o papel da testagem em ambientes de trabalho, a Dra. Marcela Rodrigues, Diretora da Salus Imunizações, compartilhou sua perspectiva sobre o cenário da Covid-19 e os cuidados essenciais para prevenir a propagação do vírus.

 

Ana Maria Braga e o retorno da Covid-19 

O diagnóstico positivo de Ana Maria Braga para Covid-19 traz à tona a realidade de que, mesmo com a redução dos casos graves, o vírus ainda circula e impacta o cotidiano. A apresentadora, que já enfrentou o vírus em ocasiões anteriores, está isolada e em recuperação, enquanto a produção do programa segue tomando as devidas precauções para garantir a segurança dos demais envolvidos.

 

Testagem em massa: Segurança para todos 

Assim que o diagnóstico de Ana Maria foi confirmado, a Globo implementou protocolos de testagem em massa para os funcionários da produção. Esse processo de testagem é fundamental, segundo a Dra. Marcela Rodrigues, para "garantir que não haja uma cadeia de contágio no ambiente de trabalho." Ela explica que "a realização de testes periódicos, especialmente após um diagnóstico positivo, é uma das melhores maneiras de identificar precocemente possíveis casos e isolar aqueles que estão infectados, reduzindo a transmissão."

 

A prevenção como ferramenta essencial

Dra. Marcela enfatiza que o cenário atual exige uma abordagem responsável quanto à prevenção. Embora a gravidade da Covid-19 tenha reduzido, a transmissibilidade continua alta, especialmente em ambientes fechados. A especialista também salienta a importância da vacinação para reduzir o impacto do vírus, "garantindo que, mesmo se infectadas, as pessoas enfrentem sintomas mais leves e com menos complicações graves."

A vacinação, aliada ao uso de máscaras em casos de surtos e à testagem, ajuda a reduzir as chances de transmissão e protege os indivíduos mais vulneráveis. "É fundamental que os profissionais da saúde e da mídia continuem conscientizando a população sobre esses cuidados. A testagem é uma etapa essencial para a detecção precoce, mas a vacinação e as práticas de prevenção ainda são as melhores ferramentas para enfrentar o vírus", afirma Dra. Marcela.

 

Ações da Globo como exemplo de responsabilidade

A postura da Globo, que prontamente realizou a testagem de seus funcionários e adotou medidas de segurança nos bastidores, serve como exemplo de responsabilidade empresarial. A resposta ágil demonstra a importância de estabelecer protocolos preventivos robustos para enfrentar surtos de doenças infecciosas no ambiente de trabalho. "Empresas que priorizam a saúde de seus colaboradores através de medidas preventivas não só protegem sua equipe como contribuem para o controle da Covid-19 no país", reforça Dra. Marcela Rodrigues.

 

O que o público pode fazer?

A pandemia ensinou lições valiosas sobre a importância da higiene, do distanciamento em situações de risco e, principalmente, da empatia. Ana Maria Braga, ao informar o diagnóstico, reforçou a necessidade de responsabilidade e prevenção, tanto para o público quanto para os colegas de trabalho.  

 


Para se manter seguro, Dra. Marcela recomenda:

 

1. Atualizar a Vacinação – As vacinas são o maior aliado na prevenção de casos graves.

 

2. Realizar Testes ao Primeiro Sintoma – Testar-se rapidamente ao sentir sintomas ajuda a proteger outras pessoas.

 

3. Evitar aglomerações e utilizar máscaras quando necessário – Principalmente em casos de surtos ou locais fechados.

 

Conclusão 

O diagnóstico de Covid-19 de Ana Maria Braga e as ações subsequentes nos bastidores da Globo reforçam que a prevenção ainda é crucial no enfrentamento da Covid-19. A ação rápida da emissora em realizar testes nos funcionários é um exemplo de responsabilidade que todas as empresas deveriam adotar. 

Com o apoio de especialistas, como a Dra. Marcela Rodrigues, a sociedade se mantém informada sobre os cuidados necessários, reiterando que a prevenção e a testagem permanecem fundamentais para garantir a saúde e o bem-estar de todos.

 

Salus Imunizações



Câncer colorretal: hábitos simples e exames de rotina podem evitar a doença, alerta especialista

Terceiro câncer mais incidente no Brasil tem bons níveis de cura se identificado precocemente; gastroenterologista do Hospital IGESP destaca alimentação e estilo de vida saudáveis como forma de prevenção

 

O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino grosso, é o terceiro tipo mais frequente no Brasil, atrás apenas dos de mama e próstata. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o país registra aproximadamente 44 mil casos anuais da doença, o que corresponde a uma incidência de 21,10 casos por 100 mil habitantes - 70% dos diagnósticos estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste. 

Esse tipo de neoplasia surge a partir da multiplicação desordenada das células do cólon e do reto, o que gera o surgimento de pólipos (pequenas massas que crescem na parede do intestino) que, por sua vez, podem evoluir para o câncer. 

“Na maioria dos casos, o câncer de intestino grosso apresenta um prognóstico positivo e pode ser tratado quando diagnosticado nos estágios iniciais. Mas, para isso, é importante conhecer os fatores de risco e estar atento aos sintomas para que as medidas de prevenção sejam efetivas. Alteração do hábito intestinal, sangue nas fezes e emagrecimento sem explicação, são sinais de alerta e devem ser relatados ao médico”, explica Ricardo Guilherme Viebig, diretor técnico do Núcleo de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia (MoDiNe) do hospital IGESP. 

Assim como grande parte dos cânceres, o colorretal não tem uma causa definida, e os fatores genéticos são indicadores - ou seja, caso o indivíduo tenha histórico familiar, deve ficar atento às chances de desenvolver a doença. Também há relação com outros problemas intestinais que o paciente pode ter apresentado, como pólipos e lesões na parede do intestino, ou doenças inflamatórias intestinais. Pessoas com esse histórico clínico têm mais chances de desenvolver esse câncer. 

Segundo Viebig, a alimentação saudável é uma excelente maneira de prevenção. “O consumo de alimentos ricos em fibras ajuda a cuidar da saúde intestinal e auxilia na manutenção da flora. Logo, uma dieta pobre em fibras, associada ao consumo excessivo de industrializados e carne vermelha, especialmente gordurosas, é considerada propulsora desse tipo de câncer”, ressalta. 

Além da alimentação, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, a falta de atividades físicas, a obesidade e a falta de cuidado com a saúde bucal são fatores de risco que devem ser considerados. 

Em grande parte dos casos, o câncer colorretal se desenvolve de forma silenciosa, sem que o paciente apresente quaisquer sinais no estágio inicial. Porém, quando surgem, os sintomas podem variar conforme o tamanho e a região afetada, alterando o funcionamento do intestino. Alguns deles são: sangue e alteração da aparência das fezes, anemia, fadiga e cansaço, diarreia ou constipação, inchaço ou presença de massa no abdômen, cólica, dor ou desconforto abdominal, perda de peso e sensação de que as fezes não foram eliminadas mesmo após a evacuação.

 

Diagnóstico e tratamento

A maneira mais eficaz apontada como método de diagnóstico do câncer colorretal é a pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia. O médico do Hospital IGESP pontua que esses exames são capazes de identificar e remover os pólipos antes mesmo de se tornarem cancerígenos. “A colonoscopia é muito eficaz no combate e na prevenção, isso porque é capaz de identificar precocemente a incidência do câncer, o que é de extrema importância para a cura. Ela detecta e remove os pólipos sem precisar de cirurgia e, se houver tumores pequenos, também são removidos, muitas vezes, sem complicações”, explica. 

O especialista ressalta que, quando realizada regularmente, a colonoscopia contribui significativamente para a redução da mortalidade. “Costumava-se indicar que a primeira colonoscopia fosse realizada assim que a pessoa completasse 55 anos. Mas, nos últimos anos, a incidência da doença em pessoas com idades de 20 a 39 vem crescendo entre 1 e 2,4%. Portanto, o ideal é que o exame seja realizado já a partir dos 45 anos”, alerta. “Quando o câncer é detectado em estágio inicial, tem grande chance de ser tratado com sucesso, confirmando a importância do rastreamento e detecção precoce”, completa. 

O tratamento para o câncer colorretal depende de inúmeros fatores, como localização, tamanho, extensão, se há metástase, se é indicada a retirada dos pólipos, radioterapia, quimioterapia ou intervenção cirúrgica. O câncer de cólon avançado não tratado pode ser fatal. Mesmo quando tratada, pode impactar significativamente a qualidade de vida do paciente devido aos efeitos colaterais do tratamento ou da cirurgia.

  

Hospital IGESP


Novembro Azul: sete mitos sobre exames e tratamento do câncer de próstata

O especialista em urologia, Dr. Samuel Juncal, explica os erros presentes nessas crenças e a importância de procurar auxílio médico regular.

 

Tema central do Novembro Azul, o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer que mais acomete os homens no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Mesmo com alta incidência, a doença ainda não recebe a devida atenção por parte dos homens, principalmente devido a estigmas e mitos associados aos exames e tratamento. 

Um mito bastante difundido entre os homens é “o exame de próstata é destinado apenas a homens mais velhos”. Tal crença, contudo, além de perigosa, está desconectada com a realidade, uma vez que, apesar de aumentar com a idade, homens jovens podem sim desenvolver a doença. Então, a prática de exames regulares não deve ser descartada, principalmente a partir dos 45 anos. 

Outra crença infundada muito comum é “apenas homens com sintomas precisam de exames de próstata”. De acordo com o médico urologista, Dr. Samuel Juncal, esse é um mito que precisa ser quebrado, uma vez que o câncer de próstata pode ser assintomático na fase inicial. “O cuidado regular por parte da população masculina é essencial. Quando falamos de câncer de próstata, é necessário considerar que a doença pode apresentar estágio assintomático, tornando mais difícil a detecção. Por isso a recomendação por exames regulares”. 

Em relação ao exame de toque retal em si, ainda há muito preconceito, levando ao senso comum ideias como “o exame de próstata é doloroso”, “o exame de toque retal é o único método para detectar o câncer de próstata” e “o exame de próstata afeta a masculinidade”. Essas crenças afetam a procura dos homens por cuidados médicos, principalmente devido ao machismo ainda presente na sociedade. Em 2023, por exemplo, menos de 40% dos homens com mais de 50 anos realizaram exames de próstata, de acordo com estudo da farmacêutica Apsen em parceria com as seccionais da Sociedade Brasileira de Urologia no Rio de Janeiro e em São Paulo. 

“É importante quebrarmos algumas crenças. Primeiro, o exame de toque retal dura apenas alguns segundos e pode haver um pequeno desconforto, mas não causa dor intensa. Outro ponto é que existe outro exame para detecção da doença como o teste de PSA, Antígeno Prostático Específico, que aumenta as chances de detecção precoce. Já em relação a ‘afetar a masculinidade’, é uma ideia absurda. O exame é essencial para a saúde masculina e isso deve estar acima de preconceitos. Cuidar de si não faz de uma pessoa menos homem, muito pelo contrário”, explica Juncal.

Devido ao histórico familiar, também é comum acreditar que a doença não pode ser prevenida. Contudo, por mais que o histórico aumente os riscos de desenvolver um câncer de próstata, exames regulares e um estilo de vida saudável podem ajudar na detecção precoce e redução de riscos. “Embora não eliminem o risco, manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios regularmente pode ajudar na manutenção da saúde da próstata”, explica o urologista.

Em casos de confirmação da doença, os sentimentos podem ser conflitantes, sendo comum o desespero inicial. A partir daí, surge a ideia de que esse câncer é sempre fatal e não há mais resolução, contudo, tal ideia não condiz com a realidade. “Quando diagnosticado precocemente, o câncer de próstata tem altas taxas de tratamento bem-sucedido. É possível viver uma vida com qualidade e dignidade após a detecção. Lógico que é necessário um acompanhamento médico regular, mas é totalmente possível realizar um tratamento eficaz e ter qualidade de vida. Muitos homens vivem por muitos anos após o diagnóstico”, conclui o médico.


Deep learning: uma revolução para as imagens médicas


A área da saúde testemunha uma revolução tecnológica sem precedentes, com o aprendizado profundo emergindo como um divisor de águas nas imagens médicas. Essa tecnologia inovadora, capaz de ensinar máquinas a aprenderem com o cérebro humano, está transformando a maneira como diagnosticamos e tratamos doenças. 

A tecnologia de Inteligência Artificial por deep learning está otimizando a qualidade das imagens médicas, tornando-as mais nítidas, detalhadas e precisas. Essa evolução representa um avanço comparável à invenção da tomografia computadorizada em 1979 e tem contribuído com a GE HealthCare no desenvolvimento de diversas tecnologias pioneiras em todas as modalidades de diagnóstico por imagem: do ultrassom, imagem molecular, tomografia computadorizada até a ressonância magnética. Não sem motivo, atualmente somos o player de Healthcare com mais patentes de IA deep learning em todo mundo. 

O impacto do aprendizado profundo se manifesta em três frentes principais: planejamento, digitalização e diagnóstico. Essa tecnologia inteligente enfrenta os desafios relacionados à qualidade da imagem, como ruídos e movimentos do paciente durante os exames – e, além disso, otimiza o fluxo de trabalho, reduzindo atrasos, amenizando os impactos da falta de pessoal e da escassez de conhecimento clínico. 

Em um cenário de custos crescentes na saúde e desafios de sustentabilidade, o aprendizado profundo surge como uma solução poderosa para otimizar recursos e melhorar a eficiência. Como exemplo disso, mundialmente estamos nos aproximando dos 30 milhões de scans feitos com uma das nossas soluções, a AIR Recon DL, o que permite uma redução de, aproximadamente, 50% no tempo de aquisição de imagens, acelerando a rotina operacional de técnicos e radiologistas. Outros benefícios podem ser medidos como a obtenção de imagens mais nítidas e fidedignas, e o conforto para o paciente pelo tempo reduzido de exame como, por exemplo, a ressonância magnética. 

As redes neurais artificiais, inspiradas na estrutura do cérebro humano, permitem que os computadores processem grandes volumes de dados de forma similar à nossa capacidade de aprendizado. Essa abordagem em camadas possibilita a criação de um panorama completo e detalhado a partir de diversas imagens, preenchendo lacunas e reconstruindo áreas afetadas por movimentos do paciente, respiração ou tosse. A análise apurada permite a detecção de anomalias sutis, imperceptíveis ao olho humano, abrindo um novo horizonte para o diagnóstico precoce e preciso.

 

Impacto multimodal

A influência do aprendizado profundo se estende por todas as modalidades de imagem médica, incluindo ressonância magnética, tomografia computadorizada e imagem molecular. A experiência do paciente é significativamente aprimorada com exames mais rápidos, confortáveis e com menor margem de erro. A automatização de tarefas repetitivas, como segmentação e medição de imagens, libera os radiologistas para o essencial: o cuidado e a interação com o paciente. 

É importante destacar, porém, que a inteligência artificial não substitui o profissional de saúde - isso não é uma possibilidade cogitada. Em vez disso, a tecnologia atua como um "assistente inteligente", minimizando a carga de trabalho, reduzindo o risco de esgotamento profissional e aumentando a confiança no diagnóstico.

 

Aprimorando a Precisão e a Acessibilidade

Na ressonância magnética, o aprendizado profundo mitiga as limitações tradicionais, como os longos tempos de exame e a baixa resolução espacial. A tecnologia permite a aquisição de imagens em alta velocidade, corrigindo artefatos de movimento e tornando os exames mais rápidos e confortáveis, especialmente para pacientes com dificuldades de respiração.

A redução do tempo de exame impacta positivamente a produtividade, otimizando o fluxo de trabalho e aumentando a disponibilidade do equipamento para novos exames e consultas. A sustentabilidade também é beneficiada, com a redução do consumo de energia e das emissões de CO2.

 

Planejamento, Diagnóstico e Novas Fronteiras

As aplicações do deep learning transcendem as imagens médicas, expandindo-se para o planejamento e o diagnóstico. A automação no agendamento de pacientes, a configuração do equipamento e a experiência do paciente durante o exame são alguns exemplos.

A inteligência artificial generativa surge como uma ferramenta poderosa para auxiliar os médicos no diagnóstico, especialmente em casos complexos: a notificação automatizada de resultados agiliza o processo, enquanto a pesquisa avança na identificação de biomarcadores e na padronização de protocolos clínicos.

Na neurociência, o aprendizado profundo permite investigar o cérebro humano com uma profundidade sem precedentes, abrindo caminhos para o diagnóstico e tratamento de doenças neurológicas complexas, como a doença de Alzheimer.

 

Um futuro promissor

Estamos presenciando o começo de uma nova era. As possibilidades do uso da IA estão se expandindo em escala exponencial a cada dia e dando novos passos na jornada do paciente. Seja no prontuário digital, no histórico genético, no diagnóstico por imagem, até mesmo no auxílio cirúrgico. O Brasil tem aderido muito bem à chegada dessa tecnologia pois grande parte das instituições de renome nas 5 regiões do país já operam com nossos equipamentos e com inteligência artificial no fluxo de exames, o que possibilita o acesso à tecnologia de ponta de cidades de pequeno e médio porte presente nos grandes centros médicos mundiais. Nós, como empresa focada em criar um mundo onde os cuidados com a saúde não têm limites, estamos explorando cada vez mais como usar essas tecnologias em favor da vida, por meio do diagnóstico por imagem, com o compromisso de oferecer cada vez mais novidades da IA para a saúde.

 

Leonardo Packer - Diretor da Modalidade de Ressonância Magnética da GE HealthCare América Latina.



Sociedade Brasileira de Reumatologia chama atenção para o Lúpus, uma doença que pode afetar mulheres jovens

A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) estima que o Lúpus afeta entre 150 mil a 300 mil pessoas no Brasil, principalmente mulheres jovens. É também uma das principais causas de internação hospitalar entre as doenças reumáticas, 

Sociedade Brasileira de Reumatologia chama atenção para o Lúpus, uma doença que pode afetar mulheres jovens 

 

A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) estima que o Lúpus afeta entre 150 mil a 300 mil pessoas no Brasil, principalmente mulheres jovens. É também uma das principais causas de internação hospitalar entre as doenças reumáticas, ainda que não exista nenhum mapeamento oficial nacional que revele os números da doença no país


Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ou simplesmente Lúpus é uma doença inflamatória, autoimune e crônica, cuja principal característica é a ampla variedade de suas manifestações clínicas. Frequentemente, se manifesta em mulheres jovens, com idade entre 20 e 45 anos, podendo comprometer também adolescentes.  Embora a maioria das pessoas apresentem manifestações cutâneas e articulares, os sintomas podem surgir em diversos outros órgãos, de forma lenta e progressiva (meses) ou mais rapidamente (em semanas) e variam com fases de atividade e de remissão.

Por ser uma doença complexa e por vezes de difícil diagnóstico, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) alerta que o controle e o tratamento começam pela conscientização do paciente sobre a doença e seus sintomas. A precocidade do diagnóstico é extremamente importante para um tratamento adequado, e pode determinar uma melhor resposta clínica”, de acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). No Brasil, não há números exatos da prevalência da doença. A SBR estima que o Lúpus já afeta entre 150 mil e 300 mil pessoas no país.

São reconhecidos dois tipos principais de Lúpus: um exclusivo de pele ou Lúpus cutâneo, que tem como sintomas manchas na pele (geralmente avermelhadas ou eritematosas), principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar (rosto, orelhas, colo e braços) e o outro Lúpus sistêmico, no qual múltiplos órgãos podem ser acometidos, além de quadros cutâneos e articulares. Alguns sintomas gerais do Lúpus são febre, emagrecimento, perda de apetite, fraqueza e desânimo. Outros, são específicos de cada órgão acometido, como dor nas juntas, manchas na pele, inflamação na pleura, hipertensão e/ou problemas nos rins. 

O tratamento do Lúpus depende muito do tipo de manifestação apresentada pela doença e deve ser individualizado. A pessoa com Lúpus tem, habitualmente, fases em que apresenta mais sintomas, chamados de `períodos de atividade´ da inflamação e, outros momentos, nos quais a pessoa fica sem nenhum tipo de manifestação da doença, chamado de `período de remissão´.


Sintomas do LES

O Lúpus pode apresentar sintomas em vários órgãos, sendo esses decorrentes de uma inflamação, ocasionada por um desequilíbrio no sistema imunológico da paciente, fazendo com que ela produza uma quantidade aumentada de anticorpos. O aparecimento da doença depende de uma herança genética, isto é, existe uma predisposição genética, mas que pode ser desencadeada por fatores ambientais como a irradiação ultravioleta, dentre outros.

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), desencadeia sintomas, que podem surgir em diversos órgãos de forma lenta e progressiva (meses) ou mais rapidamente (em semanas). Nas fases iniciais do LES, os sintomas que mais incomodam são desânimo, cansaço e perda de apetite. A maioria das pessoas com LES na sua fase inicial apresentam dor nas juntas, às vezes, também com inchaço. Além disso, podem também apresentar quadros cutâneos da doença, principalmente no rosto e em áreas expostas ao sol, que agravam sobremaneira as lesões. Na pele do rosto, a pessoa pode ficar com marcas e por isso, estigmatizada, o que determina diminuição da autoestima, principalmente para as mulheres.

Qualquer outro órgão ou tecido pode ser envolvido pela inflamação que ocorre no Lúpus, mas alguns são particularmente preocupantes. Um grande problema da doença, que afeta aproximadamente 50% dos pacientes, é a inflamação nos rins, que não determina dor, mas leva a uma perda da sua função, com perda de proteínas na urina, inchaço nas pernas e no rosto, hipertensão arterial e, nos casos mais graves levar a insuficiência renal com necessidade de hemodiálise.

Manifestações podem aparecer no coração, pulmões, sistema nervos e no sangue. As manifestações renais incidem em 70%, com gravidade em alguns casos.


Coração – Inflamação da membrana que envolve o coração (pericárdio) pode acontecer (pericardite) e pode se a primeira manifestação do Lúpus em 5% dos pacientes. A miocardite, inflamação do musculo do coração, pode apresentar maior frequência dos batimentos cardíacos com sinais clínicos de insuficiência cardíaca aguda.

 

 Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico do LES é feito pelo reconhecimento dos sintomas e sinais da doença pelo médico, em associação com alguns exames laboratoriais. É importante a avaliação de alguns exames gerais como hemograma e os que medem a função renal além de alguns exames mais específicos que confirmam a possibilidade de lúpus como a identificação dos distúrbios imunológicos próprios da doença, como a presença de autoanticorpos no sangue. Neste sentido, é extremamente importante a avaliação do reumatologista para ajudar e confirmar a possibilidade da doença. 

O tratamento medicamentoso do Lúpus depende do tipo de manifestação apresentada e deve ser individualizado. O objetivo é reequilibrar o sistema imunológico, além de controlar dor e inflamação. E o tratamento começa pela conscientização da doença pelo paciente e manter a aderência aos medicamentos prescritos – “etapas fundamentais” para o sucesso na avaliação do especialista.

São fundamentais para o reequilíbrio imunológico da pessoa com Lúpus medidas de proteção da irradiação solar (com o uso de fotoprotetores) ou calor, suspensão do tabagismo quando presente, afastamento de condições de estresse, alimentação balanceada, repouso adequado e atividade física regular.

Na atualidade, ainda não é possível falar em cura do Lúpus, mas em controle da doença. A maioria dos portadores irá precisar de um acompanhamento regular, a cada três ou seis meses com um reumatologista, pois, em caso de uma reativação dos sintomas da doença, esses devem ser controlados logo no início, permitindo que a pessoa rapidamente reequilibre o seu sistema imunológico e recupere sua saúde.

É consenso entre os especialistas da SBR que quanto mais se conhece sobre os mecanismos envolvidos no desenvolvimento do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), maior a chance de controle da doença e maior a chance de se ter medicamentos com maior eficácia e menos efeitos adversos.

A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) disponibiliza gratuitamente uma cartilha com foco no esclarecimento e orientação sobre a doença Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), com linguagem simples e informativa para leigos. O material para download está disponível no site: www.reumatologia.org.br


 Cenário da doença:

  • Estima-se que entre 150 mil a 300 mil pessoas no Brasil têm Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES).
  • A prevalência da doença é mais alta em mulheres, principalmente, na faixa etária entre 20 e 45 anos. Porém pode ocorrer em pessoas de qualquer idade e raça.
  • São reconhecidos dois tipos principais de Lúpus: exclusivo de pele ou Lúpus cutâneo, que tem como sintomas o de manchas na pele (geralmente avermelhadas ou eritematosas) e Lúpus sistêmico, no qual múltiplos órgãos podem ser acometidos.
  • O diagnóstico do LES é feito pelo médico reumatologista, que reconhece os sintomas característicos da doença, com associação a exames específicos, principalmente os distúrbios imunológicos próprios da doença.
  • O melhor controle da doença depende da conscientização do paciente e sua aderência ao tratamento proposto.
  • O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) não é contagioso.

 

Sociedade Brasileira de Reumatologia – SBR
www.reumatologia.org.br
@sociedadereumatologia | @reumatologinsta

 

Micropigmentação e riscos nas sobrancelhas preocupam oftalmologistas

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Falta de acompanhamento médico para procedimentos estéticos pode ocasionar doenças oportunistas

 

A estética é uma das principais áreas alinhadas à saúde mental de uma pessoa. Além de corrigir pequenas desconformidades da pele, os procedimentos estéticos ajudam na busca de um corpo “perfeito”. Uma das correções mais procuradas é a da sobrancelha “Quando acordamos, a primeira preocupação que temos é com a aparência do nosso rosto. Os olhos indicam como foi o sono da noite anterior, e as sobrancelhas exercem um papel fundamental, protegendo a região ocular. Assim, retificar as imperfeições dessa região traz um sentimento de aceitação, por mais que não tenha benefício direto para os olhos”, explica a Dra. Cristiane Okazaki, gestora da especialidade de plástica do H.Olhos - Hospital de Olhos, da Vision One. 

A técnica de micropigmentação de sobrancelhas consiste na aplicação de pigmentos na pele ao redor da sobrancelha, preenchendo os espaço que a região possui. “Ao realizar esse procedimento, é necessário acompanhamento oftalmológico para verificar se a técnica realizada foi bem-sucedida, já que a tinta utilizada perfura a pele, podendo causar irritação ocular e, em alguns casos, conjuntivite química (inflamação da conjuntiva, a membrana que reveste o branco dos olhos e o interior das pálpebras). Além disso, caso ocorra contato do produto com a córnea, pode levar a condições irreversíveis, como à cegueira”, diz Okazaki. 

Outro hábito, especialmente entre os jovens, é fazer riscos nas sobrancelhas ao cortar o cabelo, e, segundo a especialista do H.Olhos, essa prática pode ser prejudicial aos olhos.” Cortar as sobrancelhas pode abrir espaço para infecções ou inflamações que afetam tanto a pele quanto os olhos, especialmente se os materiais usados ​​não forem devidamente higienizados. Algumas doenças oculares podem ser provocadas pelo corte dessa região, como foliculite (inflamação dos folículos pilosos causada ​​por bactérias, que pode se estender e causar desconforto próximo aos olhos, além de levar à formação de pústulas), blefarite (inflamação na borda das pálpebras e na base dos cílios, facilitando a proliferação de bactérias e gerando uma sensação de areia nos olhos) e, em alguns casos, conjuntivite bacteriana (infecção da membrana que cobre a parte interna do olho, causada por bactérias)”, discorre a Dra. Cristiane. 

Por fim, o acompanhamento médico possibilita a identificação precoce de qualquer sinal de infecção garantindo que o tratamento adequado seja realizado imediatamente e prevenindo complicações mais graves. 

A Dra. Cristiane Okazaki alerta ainda sobre a importância de sempre buscar profissionais capacitados para procedimentos estéticos e de seguir cuidados de higiene rigorosos para evitar contaminações. "Os olhos são extremamente sensíveis, e qualquer lesão próxima à região ocular pode impactar a saúde dos olhos. Por isso, é essencial procurar orientação médica sempre que haja alterações ou desconfortos após o procedimento", finaliza


Novembro Azul: Adesão às consultas clínicas cresce 43% em 2023, e PSA registra aumento para 17,8% em 2024, revela levantamento da Wellbe

Crescimento nas consultas clínicas reflete maior conscientização, embora queda nos hemogramas reforce a necessidade de atenção contínua 

 

O mês de novembro chega ressaltando mais uma vez a importância da conscientização sobre a saúde masculina, especialmente no combate ao câncer de próstata. De acordo com dados da Wellbe, healthtech startup de gestão de saúde corporativa, a realização de consultas clínicas por homens acima de 18 anos teve um crescimento expressivo de 43% em 2023, passando de 29,1% para 41,6%. Já em relação ao ano de 2024, levantamento preliminar mostra que 39,9% dos homens já realizaram consultas clínicas e 17,8% realizaram o exame PSA, número ainda baixo, mas já significativamente superior aos 10,5% de 2023.

O exame PSA, essencial para o diagnóstico precoce do câncer de próstata, vinha apresentando índices preocupantes nos últimos anos. A adesão ao teste foi de 8,2% em 2022 e 10,5% em 2023. No entanto, os números de 2024 indicam um avanço importante, com 17,8% dos homens realizando o exame até o momento, ou seja, até o mês de agosto, sinalizando maior conscientização e engajamento com a saúde preventiva. 

A análise da Wellbe também aponta uma oscilação na realização de exames de rotina. Em 2023, 18,3% dos homens realizaram o exame, enquanto em 2024 esse índice está em 13,15%, mostrando uma leve queda que requer atenção. “Os números mostram que estamos avançando, especialmente com o aumento nas consultas e no PSA, mas ainda há muito a ser feito. A queda no número de hemogramas e as oscilações ao longo dos anos revelam que muitos homens ainda resistem ao cuidado preventivo contínuo”, afirma Ana Luísa Seleme, head de Gestão de Saúde e sócia da Wellbe.

Outro ponto importante a ser levantado é a necessidade de maior envolvimento das empresas e instituições públicas na promoção da saúde masculina. Programas de saúde ocupacional, campanhas internas e mutirões de exames têm mostrado bons resultados para ampliar a adesão. “O engajamento de ambientes corporativos na conscientização dos colaboradores facilita o acesso aos exames e combate o estigma que ainda afasta muitos homens dos cuidados preventivos”, ressalta Ana Luísa Seleme.


Sobre o Novembro Azul

A campanha busca promover a prevenção como a principal ferramenta para salvar vidas. Ao incentivar consultas regulares e exames preventivos, a campanha visa alertar sobre a necessidade de cuidados contínuos para evitar complicações futuras e detectar doenças precocemente, garantindo melhores chances de tratamento e cura.

  

Wellbe

 

25% das pessoas com diabetes desenvolvem retinopatia diabética, doença que pode levar à cegueira

Glicose e pressão arterial elevadas, além de outros fatores de risco aumentam a probabilidade de desenvolver a doença


A retinopatia diabética é uma das principais complicações do diabetes, afetando diretamente a visão e podendo levar à cegueira se não tratada adequadamente. A condição ocorre quando altos níveis de açúcar no sangue danificam os vasos sanguíneos da retina, o que pode resultar em perda parcial ou total da visão. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 25% das pessoas com diabetes desenvolvem retinopatia diabética em algum momento da vida. A forma mais grave, a retinopatia proliferativa, afeta aproximadamente um em cada 20 diabéticos. 

Neste mês marcado pela conscientização ao Dia Mundial do Diabetes, Simone Vieira dos Santos, oftalmologista da Eye Clinic, centro oftalmológico de referência em São Paulo, alerta para a prevenção e o tratamento precoce para evitar o agravamento da doença. “A detecção inicial contribui para evitar complicações graves. Para isso, os exames regulares, o controle do diabetes e o acompanhamento contínuo são imprescindíveis para minimizar os riscos e garantir uma melhor qualidade de vida aos pacientes”, afirma. 

O acompanhamento médico regular é uma das principais recomendações para os pacientes diabéticos. Mesmo que não apresentem sintomas visuais, é essencial que realizem consultas periódicas com um oftalmologista. "O grande problema da retinopatia diabética é que, no início, ela pode ser assintomática. Quando os sinais começam a aparecer, muitas vezes a condição já está em estágio avançado", alerta a especialista. 

Em relação aos tratamentos, atualmente, são indicados a fotocoagulação a laser e injeções intraoculares que, de acordo com especialistas, têm mostrado excelentes resultados na estabilização da retinopatia diabética. Em casos mais avançados, há indicações de cirurgias vitrectomia que são realizadas para evitar a perda definitiva da visão.

 

Eye Clinic

 

Apenas 55% dos latino-americanos se sentem bem mental e fisicamente

De acordo com estudo da Kantar, estresse é o principal fator negativo no gerenciamento da saúde e do bem-estar 

Quando o assunto é saúde e bem-estar, apenas pouco mais da metade (55%) dos latino-americanos diz se sentir bem tanto mental quanto fisicamente. A pesquisa Decoding Wellness – #BodyMindPlanet Latam Edition 2024, realizada pela Kantar, líder em dados, insights e consultoria, aponta que esses números variam significativamente na região, indo de 68% na Colômbia para 39% na Argentina. O Brasil aparece na média, com 56%. 

Independentemente da sua percepção, os latino-americanos têm clareza que eles mesmos são responsáveis por sua saúde. Tanto é que 86% declaram que seu bem-estar está em suas próprias mãos. Quando se trata de agir, no entanto, os dados apresentam um desafio: apenas 58% dizem se envolver proativamente com sua saúde mental. E ainda menos (55%) investem esforços na saúde física. 

O principal motivo para as pessoas não agirem nesse sentido é o custo. Embora os consumidores na América Latina estejam ansiosos para adotar estilos de vida mais saudáveis, 52% sentem que estão sendo impedidos de fazer as escolhas certas por causa dos altos valores praticados. Eles ainda apontam a variedade limitada (37%) e a dificuldade de encontrar produtos nas lojas (25%) como obstáculos. 

Fatores comportamentais também entram nessa equação e impedem o público de ter uma qualidade de vida melhor. O estresse é o principal impacto negativo, atingindo 59% dos latino-americanos e 46% dos brasileiros. O consumo de tabaco (53%) e de álcool (52%) e a privação de sono (48%) aparecem logo em seguida na região. 

Com menor intensidade, mas ainda relevante, 24% declaram preocupação com o meio ambiente, uma vez que já entendem seu impacto na saúde. É possível ver na medição da Kantar um aumento de 8 pontos percentuais de brasileiros no segmento de pessoas muito comprometidas com o planeta. 

É válido destacar que, mesmo que os indivíduos aceitem a maior parte da responsabilidade por sua saúde, eles também apontam a necessidade de ajuda de terceiros. Por exemplo, 52% afirmam que esperam apoio do governo para um melhor bem-estar, enquanto 50% dizem que as marcas devem desempenhar um papel na garantia de uma vida mais saudável. 

A pesquisa Decoding Wellness – #BodyMindPlanet Latam Edition 2024 é o primeiro e mais abrangente relatório da Kantar a respeito de saúde e bem-estar na América Latina. O estudo contempla mais de 15 mil entrevistas em oito mercados – América Central (Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá), Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México e Peru.

 

Kantar
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Sacropenia: como evitar doença associada a menopausa

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De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, aproximadamente 15% dos brasileiros têm sarcopenia a partir dos 60 anos, chegando a 46% após os 80 anos


A sarcopenia é uma condição que gera perda de massa e força muscular, bastante comum em mulheres na menopausa. Durante essa fase, a diminuição de estrogênio, hormônio essencial para o metabolismo muscular, intensifica a perda de massa magra, contribuindo para a fragilidade, risco de quedas e diminuição da qualidade de vida.  

Para evitar essa doença, é fundamental tomar medidas preventivas focadas em alimentação, exercício físico e suplementação – ações que podem garantir o fortalecimento de músculos e a preservação da saúde.

 

Corpo em movimento

A prática regular de exercícios físicos, principalmente os de resistência como musculação e treino funcional, desempenha um papel crucial no combate à sarcopenia. Essas atividades estimulam o desenvolvimento e a preservação dos músculos, além de ajudar no fortalecimento dos ossos. 

O recomendado é incluir, pelo menos, de duas a três sessões semanais de treino de resistência, complementadas por atividades aeróbicas, que também melhoram a capacidade cardiovascular e o controle de peso. A supervisão de um profissional pode maximizar os resultados e garantir que os exercícios sejam realizados de forma segura. 

 

Comer bem faz bem

Uma alimentação rica em proteínas é outro fator essencial no combate à sarcopenia. As proteínas são nutrientes fundamentais para recuperação e manutenção muscular, e o consumo diário adequado é necessário para promover a síntese proteica no organismo. 

Fontes de proteínas como carnes magras, ovos, laticínios e leguminosas devem estar sempre  presentes nas refeições diárias, atendendo às necessidades nutricionais de cada organismo. Além disso, nutrientes como cálcio e vitamina D, presentes em leite e derivados, folhas verdes e oleaginosas, auxiliam na saúde óssea e muscular, e são importantes para mulheres que estão passando pela menopausa.

 

Suplementação auxilia

A suplementação com whey protein pode ser uma aliada importante para as mulheres que buscam prevenir a sarcopenia. Esse suplemento é uma proteína de alta qualidade, extraída do soro do leite, que possui rápida absorção e elevado valor biológico, o que favorece o reparo muscular pós-exercício.  

Estudos indicam que o consumo de whey protein junto de exercícios físicos de resistência é eficaz na preservação e no ganho de massa muscular em adultos e idosos. Por ser uma fonte de proteína concentrada, o whey protein facilita o alcance das necessidades diárias de proteína, especialmente para mulheres que podem ter dificuldades em obter a quantidade ideal apenas com a alimentação. 

Portanto, a prevenção da sarcopenia na menopausa passa por uma combinação de práticas saudáveis: exercícios regulares, alimentação balanceada e, quando indicado, o uso de suplementos proteicos como o whey protein. Além de fortalecer a musculatura, essas medidas contribuem para o bem-estar geral, promovendo maior longevidade e qualidade de vida.


Médica especialista explica a diferença entre os tipos de pílulas do dia seguinte disponíveis no mercado

A de dose única deve ser tomada o mais breve possível após a relação sexual desprotegida, não ultrapassando 72 horas para alcançar 98% de eficácia; a de duas doses tem eficácia de 95% quando tomada nas primeiras 24 horas após o ato sexual


A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência recomendado quando há falhas em outros métodos já adotados pela mulher. 

Conforme explica Dra. Liliane de Melo Guimarães, médica ginecologista e consultora da DKT South America, empresa fornecedora de soluções voltadas para o planejamento familiar, empresa fornecedora de soluções voltadas para o planejamento familiar, ela deve ser usada em situações como ruptura do preservativo no momento da ejaculação, esquecimento da pílula anticoncepcional convencional e também em casos de violência sexual. 

“O principal objetivo da pílula do dia seguinte é inibir a ovulação e, assim, dificultar a incidência de

gravidez. Caso a mulher não tenha ovulado, o anticoncepcional de emergência deverá impedir ou retardar a liberação do óvulo, evitando a fertilização”, explica a médica, lembrando que há dois tipos de pílulas do dia seguinte: de dose única e de duas doses. Ambas são administradas por via oral, mas há algumas diferenças entre elas. 

A primeira deve ser tomada o mais breve possível após a relação sexual desprotegida, não ultrapassando 72 horas. “Quando a paciente faz o uso do medicamento corretamente, a eficácia da pílula de dose única é de 98%”, esclarece Dra. Ao passar das 72 horas, ocorre diminuição da eficácia, uma vez que quanto mais longe do momento do sexo desprotegido for a administração do remédio, menos eficaz ele será. 

Já a administração da pílula do dia seguinte de dois comprimidos é diferente: a primeira dose deve ser tomada logo após a relação sexual, e a segunda, 12 horas depois da primeira. Assim, elas diminuem drasticamente a chance de fecundação do óvulo, atingindo eficácia de 95% quando tomada nas primeiras 24 horas após o ato sexual. A médica lembra que, se administrada entre 24 e 48 horas depois do sexo desprotegido, sua eficácia é de cerca de 85%; 49 e 72 horas após o ato sexual, cai para 58%. 

“Uma das principais vantagens da pílula do dia seguinte é que ela funciona mesmo no período fértil, já que ela tem um mecanismo para impedir a gravidez. Entretanto, é importante lembrar que é um método de emergência e é fundamental que a mulher adote outras formas de evitar a gravidez”, ressalta a ginecologista. Ela lembra ainda sobre a importância de se utilizar o preservativo para prevenir ISTs. 

A médica salienta ainda que a DKT Brasil oferece uma pílula de emergência, de dose única, capaz de evitar a gravidez em 98% dos casos. Mas ela reforça que, como qualquer pílula do dia seguinte, trata-se de um método com alta dose hormonal que não deve ser usado com frequência.





DKT South America
Para saber mais, acesse o site e conheça também as demais plataformas de DKT: DKT Salú, DKT Academy e Use Prudence.

 

Regras de sustentabilidade do mercado internacional afetam as empresas brasileiras

A partir do próximo ano, mesmo as pequenas e médias empresas (PMEs) devem se adequar às novas exigências para continuarem economicamente ativas 

 

O cenário econômico nacional e os desdobramentos internacionais, com destaque para o conflito Ucrânia e Rússia e as ofensivas no Oriente Médio, comprometem o abastecimento de insumos e matérias-primas e sinalizam um novo ano desafiador para as empresas brasileiras. Além disso, em 2025, as organizações precisam se preparar para atender às tendências de sustentabilidade do mercado internacional, previstas a partir de novas leis. Essas exigências vão afetar não apenas as grandes corporações, mas também as pequenas e médias empresas (PMEs).

A partir de 2026, as empresas de capital aberto deverão, obrigatoriamente, incorporar as normas IFRS S1 e IFRS S2, que definem “requisitos gerais para divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade”. As regras foram desenvolvidas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB) e fazem parte da estrutura do International Financial Reporting Standards (IFRS).

“A norma S1 foi criada para fornecer um framework globalmente consistente e comparável para a divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade”, explica Fernanda Toledo, CEO da IntelliGente Consult, empresa de consultoria e mentoria especializada em estratégias, programas e projetos empresariais. A norma S2, segundo a executiva, associa referências financeiras e mudanças climáticas.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entidade vinculada ao Ministério da Economia com a função de disciplinar, fiscalizar e desenvolver o mercado de valores mobiliários no Brasil, já conta em suas normas e diretrizes de sustentabilidade com alguns indicadores desses frameworks. Desta forma, as empresas têm apenas o ano que vem para ajustarem processos que serão obrigatórios em 2026.

“Isso afeta também pequenas e médias empresas e concorrentes de capital fechado”, ressalta Fernanda Toledo. “As PMEs são fornecedoras e precisam se adequar para continuarem com seus clientes. As concorrentes diretas, se não demonstrarem o cuidado na gestão com os riscos de sustentabilidade e ESG em operações e produtos, podem se tornar empresas de maior risco e, consequentemente, terão dificuldade para atrair investidores e obter financiamentos bancários.”

Diante das exigências que vêm por aí, a CEO da IntelliGente Consult alerta que é preciso correr contra o tempo. De acordo com Fernanda, uma medida profilática para as empresas é manter um caixa em tempos de desaceleração econômica. “O segundo passo, não menos importante, é planejar investimentos para iniciar o processo de adequação ESG. Neste caso, a previsão do recurso financeiro no orçamento de 2025 é desejável”, diz.

Para direcionar recursos em ações de sustentabilidade corporativa e ESG, a executiva recomenda que a empresa elabore um plano e defina o tema que se conecta com o impacto de seu negócio, produto ou público-alvo.

Entre os temas prioritários estão os Riscos Climáticos, que estão associados à escassez de insumos e matérias primas. “Para se antecipar às dificuldades, as empresas devem mapear todos os impactos e oportunidades ESG das suas cadeias, e conectá-los ao mapa de riscos corporativos. Em seguida, buscar alternativas e se antever aos possíveis desafios”, recomenda.

A Educação para o ESG é outro tema em destaque. “Neste ponto, é imprescindível preparar os colaboradores, especialmente a alta direção, para lidar com adversidades em meio à realização das ações”, diz.

Na Cadeia de Fornecimento, o escopo 3 (fornecedores), segundo Fernanda Toledo, será fundamental para a demonstração de resultados do IFRS S2. “Portanto, é imprescindível estudar o impacto que a cadeia de fornecimento tem na operação da empresa, considerando o mapeamento de riscos ESG.”

Sobre o tema Direitos Humanos e Saúde Mental, a executiva observa que a agenda de inclusão, diversidade e equidade continuará em evidência, mas com um acréscimo ainda maior nos cuidados com a saúde dos colaboradores, especialmente a saúde mental.

Um dos assuntos prioritário, IA e Inovação trará mudanças no perfil das profissões, o que deve levar as empresas a pensarem em investimentos de capacitação e preparação de mão de obra. “Ainda sobre este tema, somado aos riscos climáticos, é importante que as empresas pensem em inovação de produtos e melhorias de processos, para enfrentar desafios com a falta de matéria-prima ou pensar em formas de agregar valor ao produto”, pontua.

No período que se antecipa às novas normas, Fernanda Toledo reforça a importância de as empresas contarem com um especialista em todas as etapas do processo de adequação. “Este trabalho vai permitir um melhor direcionamento dos investimentos e a otimização dos impactos nos negócios”, conclui a executiva da IntelliGente Consult.

 

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