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quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Entenda como os hormônios influenciam no processo de emagrecimento

Especialista alerta sobre a importância do equilíbrio hormonal como aliado esquecido na batalha contra a obesidade

 

Os hormônios desempenham um papel crucial na regulação do metabolismo, do apetite e da distribuição de gordura, influenciando diretamente o processo de perda de peso e a saúde geral.

Desde que a obesidade foi classificada como doença crônica pela Associação Médica Americana, em 2013, e, posteriormente, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o entendimento sobre suas causas e tratamentos evoluiu. Essa mudança traz um olhar mais científico e menos culpabilizante, mostrando que emagrecer vai além da simples combinação de “fechar a boca e praticar atividade física.”

No Brasil, dados são alarmantes: 56% dos adultos estão com excesso de peso, sendo 34% obesos e 22% com sobrepeso. Uma projeção recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indica que, mantidos os hábitos alimentares atuais, cerca de 130 milhões de brasileiros adultos poderão ter sobrepeso ou obesidade em 2044. Desses, 83 milhões estarão obesos e 47 milhões com sobrepeso.


Hormônios e emagrecimento: o papel de um equilíbrio ignorado

De acordo com a Dra. Cynthia Abdalla, médica especialista em longevidade e coloproctologia, o processo de emagrecimento envolve uma complexa interação entre mecanismos biológicos e comportamentais, nos quais os hormônios têm um papel central. “Hormônios como cortisol, insulina, tireoidianos e sexuais precisam ser sempre considerados no processo de emagrecimento. Alterações hormonais podem influenciar o ganho de peso e a dificuldade em perdê-lo, mas isso costuma ser ignorado”, alerta a médica.

Com o passar dos anos, a produção natural de hormônios sexuais, como estrogênio e testosterona, diminui gradualmente, o que pode desacelerar o metabolismo e aumentar a tendência ao ganho de peso, especialmente nas mulheres. "A partir dos 30 anos, os níveis de testosterona nas mulheres começam a cair cerca de 2% ao ano, intensificando-se após os 40. Na menopausa, a queda acentuada de hormônios como testosterona, estradiol e progesterona afeta diretamente o organismo, reduzindo a queima calórica, favorecendo o acúmulo de gordura abdominal e diminuindo a massa muscular", explica Abdalla.

Para os homens, a diminuição dos níveis de testosterona também inicia por volta dos 40 anos, com uma queda média de 1,6% ao ano, intensificando-se aos 50. Essa redução pode levar ao aumento da gordura abdominal e à perda de massa muscular, dificultando a manutenção de um peso saudável.


O impacto dos hormônios no comportamento e na prática de atividade física
 

A queda hormonal não afeta apenas o metabolismo, mas também influencia o comportamento alimentar e a disposição para a prática de atividades físicas. “Sabemos hoje que mudanças hormonais podem desencadear quadros de depressão e ansiedade, que frequentemente levam a um aumento do consumo de açúcares e ao sedentarismo, ambos fatores que favorecem o ganho de peso”, comenta a especialista.

Compreender e tratar as alterações hormonais pode ser uma das chaves para o combate eficaz à obesidade, enfatiza a Dra. Cynthia. A abordagem passa por uma avaliação detalhada dos níveis hormonais e por tratamentos que restabeleçam o equilíbrio, o que potencializa os efeitos de outras intervenções no emagrecimento, como a alimentação balanceada e a atividade física.

Essa perspectiva reforça a importância de um acompanhamento multidisciplinar para que pacientes possam lidar com a obesidade de maneira mais eficiente e com um suporte menos simplista, que inclua tanto a saúde física quanto mental.


Técnicas de saúde complementar combatem melancolia do Natal

 

Especialistas explicam por que muitas pessoas sofrem mais no mês de dezembro e dão dicas para aliviar a tristeza e o estresse gerado pelas festas de fim de ano 

As festas de fim de ano geralmente são associadas a comemorações alegres, troca de presentes, e um período para estar mais em contato com a família e amigos. Mas não é assim para todos. Algumas pessoas sofrem mais entre os meses de novembro a janeiro, com aumento de estresse e melancolia. De acordo com uma pesquisa realizada pela American Psychological Association (Estados Unidos), 38% das pessoas disseram que o estresse costuma aumentar durante a temporada de festas – o que pode levar a doenças físicas, depressão, ansiedade e abuso de substâncias. Os motivos apresentados incluem falta de tempo, exigências profissionais, pressão financeira, troca de presentes e contato mais próximo com familiares. 

No Reino Unido, uma em cada quatro pessoas acha a época de Natal mais desafiadora do que o resto do ano. Se sentir mais melancólico ou triste perto do Natal e do Réveillon é especialmente comum entre pessoas desempregadas (38%), divorciadas (35%) ou viúvas (31%). É menos comum, mas não incomum, para pais que moram com seus filhos (23%). Portanto, as crianças acabam sendo envolvidas em ambientes por vezes inquietantes. Na opinião da psicóloga Beatriz Leite Machado, especialista em psicologia hospitalar, “um imaginário de comunhão com a família e amigos, de um amor incondicional mágico, bastante distante da realidade, faz parte em maior ou menor medida das expectativas de cada um nessa época do ano”. 

Beatriz afirma que pessoas maduras podem sentir algumas perdas de forma mais profunda neste período. “É uma época em que muita gente põe na balança suas perdas, seja de status profissional, de padrão de vida, do grupo de amigos, e às vezes até de saúde. Quando há perdas de pessoas muito próximas e familiares, a tristeza precisa ser bem trabalhada para que ela continue encontrando motivações para ser feliz” – diz a psicóloga, indicando terapia e atividades em grupo (dança, ginástica, hobbies e viagens) para combater a tristeza e a solidão. 

Na opinião da farmacêutica e aromaterapeuta Vanessa Ramalho, o uso seguro de óleos essenciais dentro da prática da aromaterapia holística pode ajudar a melhorar a perspectiva emocional geral e complementar outras modalidades tradicionais e alternativas que visam combater a melancolia e a depressão. “A aromaterapia é uma modalidade de saúde complementar muito eficiente. Os óleos essenciais têm potencial para aliviar alguns problemas emocionais, mas seu uso não deve substituir cuidados médicos adequados” – adverte a especialista. “Os benefícios se estendem muito além de seus aromas agradáveis, atuando em um nível holístico e influenciando a mente e o corpo para promover o bem-estar emocional”. 

Segundo Vanessa, muitos óleos essenciais têm propriedades antibacterianas, anti-inflamatórias e de reforço imunológico, que podem ajudar na manutenção da saúde durante a temporada de festas. “Com essa compreensão de como os óleos essenciais influenciam as emoções e promovem o bem-estar, é possível destacar os benefícios de sete óleos essenciais que podem ajudar a dissipar a melancolia do Natal: bergamota (Citrus bergamia), laranja doce (Citrus sinensis), camomila romana (Anthemis nobilis), lavanda francesa (Lavandula angustifolia), olíbano (Boswellia carterii), ylang-ylang (Cananga odorata) e mandarina vermelha (Citrus nobilis)”. Durante a jornada emocional das comemorações de fim de ano, segundo a farmacêutica, esses óleos podem ser utilizados em difusores, sprays de ambientes, aromatizadores de automóveis, almofadas, travesseiros etc. – lembrando que, somente quando misturados a cremes e óleos carreadores, podem ser aplicados diretamente na pele. 

Na opinião de Inês Telma Citelli, criadora do projeto Via Dandhara, uma das mais importantes escolas brasileiras de Reiki (cura pela imposição das mãos), apesar da expectativa coletiva de alegria, esta época do ano pode intensificar o estresse, a solidão e o sofrimento pelos mais variados motivos. “Seja pela pressão de atender às expectativas da sociedade, o temor de perder o emprego ou de ter de refazer o ano letivo, pela ausência de entes queridos ou pela tensão de navegar em dinâmicas familiares complexas, enfrentar desafios emocionais durante o Natal é mais comum do que se imagina. Por isso é tão importante oferecer estratégias para lidar e superar esses desafios”. 

Para quem sabe que não poderá evitar o encontro com pessoas de difícil convivência, daquelas que fazem disparar o gatilho da ansiedade, da contrariedade ou de emoções descontroladas, a mestre Reiki propõe um exercício mental. A pessoa deve se imaginar cercada por uma bolha de energia Reiki dourada e, ao mesmo tempo, imaginar a outra pessoa numa outra bolha de energia Reiki. Ao se sentir segura dentro da sua bolha, a pessoa deve dizer tudo o que a faz se sentir melhor para a outra pessoa. Pode desabafar, se queixar, se justificar e até mesmo fazer perguntas. Quando já tiver dito tudo o que precisa dizer, a pessoa deve imaginar as duas bolhas se afastando uma da outra, deixando de ter qualquer ligação energética. “Nesse processo, é fundamental sentir que está perdoando a pessoa por qualquer mal que ela tenha feito e observar a bolha dela flutuando para longe, ambos em paz”, diz Inês. 

Outra dica da terapeuta é cultivar momentos para acalmar a mente, seja nadando ou caminhando de manhã, ou ainda meditando antes de dormir. “Ouvir música, desenhar, fazer ioga ou qualquer outra atividade que ocupe a mente são decisões válidas quando o assunto é cuidar do emocional. Sem esquecer que sempre há tempo para o autocuidado e, principalmente, para pedir ajuda de um profissional especializado”. 

Hoje, as práticas integrativas e complementares (PICs) utilizam recursos naturais para tratar diferentes tipos de desconforto, com o intuito de melhorar a saúde, estabelecer um reequilíbrio físico e emocional, diminuir tensões e estresses do cotidiano. Algumas das técnicas mais utilizadas são Aromaterapia, Cromoterapia, Musicoterapia, Reiki e Yoga. Mas, desde 2018, existem 29 PICs no Sistema Único de Saúde – o que torna o Brasil uma referência mundial nesse segmento da atenção básica. Segundo o Ministério da Saúde, essas práticas são investimento em prevenção de doenças.


Do berço à terceira idade: Especialista revela quantas vacinas tomamos ao longo da vida

Freepik
Manter a saúde ao longo da vida requer escolhas constantes e um acompanhamento médico cuidadoso, que inclui a atualização regular do calendário de imunização, conforme destaca o Dr. Fábio Argenta, diretor médico da Saúde Livre Vacinas, há um conjunto essencial de imunizantes que desempenham um papel preventivo desde a infância até a terceira idade. “Assim como cuidamos da alimentação e praticamos atividades físicas, as vacinas são parte fundamental do bem-estar e da prevenção. Ela nos protege contra doenças graves e é recomendada em momentos específicos de cada fase da vida”, explica.

O médico conta que o número total de vacinas que tomamos ao longo da vida pode variar conforme o calendário de cada país, condições de saúde individuais e recomendações médicas específicas. Em média, uma pessoa pode receber entre 15 e 20 diferentes no decorrer dos anos, considerando as doses e reforços indicados. 

A recomendação de vacinação começa logo após o nascimento, com doses iniciais contra hepatite B, BCG (para tuberculose), além da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e poliomielite. “Essas vacinas atuam como uma proteção inicial contra doenças que podem comprometer seriamente a saúde das crianças e têm impacto direto no controle de epidemias”, comenta.

Na adolescência, há os reforços de algumas vacinas da infância e novos imunizantes, como contra o HPV (papilomavírus humano),  fundamental para prevenir doenças infecciosas e até alguns tipos de câncer. “O HPV é um exemplo de como a vacinação vai muito além das doenças comuns, atingindo áreas como a prevenção do câncer de colo do útero, garganta e ânus,” enfatiza.

Na fase adulta, as vacinas para hepatite B, difteria, tétano e coqueluche são reforçadas, além de novas indicações como a proteção contra o herpes zóster e a gripe. E, para os idosos, a prevenção vai se intensificando, com prevenção para pneumonia e reforços anuais contra a gripe, além da atualização das doses de tétano. 

Vale ressaltar, que algumas vacinas apesar de não fazerem parte do calendário básico de vacinação, são recomendadas para oferecer proteção contra doenças específicas, especialmente em regiões e épocas de maior risco. Como a imunização contra a dengue, é indicada em áreas endêmicas e pode reduzir significativamente o risco de complicações graves. Outro exemplo, é a vacina contra a COVID-19, embora tenha começado em caráter emergencial, hoje é recomendada para manter a imunidade, devido à sua eficácia na prevenção de formas graves da doença. 

Para o Dr. Fábio Argenta, o acesso à informação sobre vacinação e a conscientização das pessoas sobre a importância de um calendário atualizado são essenciais. “O conhecimento sobre a vacinação ao longo da vida pode reduzir internações e aumentar a qualidade de vida de forma significativa. Cada fase da vida tem uma lista recomendada, e nosso compromisso na Saúde Livre Vacinas é ajudar cada paciente e proteger a comunidade ao seu redor”, finaliza.

 

Saúde Livre Vacinas



Dia Mundial da Diabetes: tratamentos com laser e LED podem ser aliados na cicatrização

Especialista explica como a tecnologia pode minimizar cicatrizes, ajudando também a combater infecções
 

O Dia Mundial da Diabetes é celebrado no dia 14 de novembro, para conscientizar e informar a população sobre o diagnóstico e tratamento da doença. Quando não é controlada, a diabetes traz diversas complicações. Segundo a Federação Internacional de Diabetes, por exemplo, complicações do pé diabético e das extremidades inferiores afetam de 40 a 60 milhões de pessoas em todo o mundo. A tecnologia estética vem contribuindo para minimizar algumas dessas sequelas. 

“Diversas alterações podem ocorrer nos pés dos diabéticos não controlados, como infecções, problemas na circulação e surgimento de lesões e feridas que não cicatrizam. A cicatrização irregular é capaz de gerar alterações que resultam em um aspecto disforme, além de prejudicar a função do tecido e em alguns casos resultar na perda total ou parcial do membro. Hoje, procedimentos terapêuticos são excelentes recursos para minimizar as sequelas da diabetes, tratando a área lesionada e contribuindo com a minimização destas cicatrizes”, comenta Endrick da HTM Eletrônica, indústria referência no desenvolvimento e fabricação de equipamentos eletromédicos e estéticos. 

Entre as técnicas aplicadas, está a fotobiomodulação - aplicação de laser e LED – que tem sido utilizada com sucesso no tratamento de feridas cutâneas. “Um tratamento não-invasivo, indolor e seguro que aumenta o metabolismo celular e melhora a oxigenação e saúde dos tecidos da pele, acelerando o processo de cicatrização e prevenindo futuras complicações. O procedimento é capaz de promover diversos benefícios, como é o caso do Fluence, equipamento da HTM Eletrônica que trata esse tipo de lesão, por exemplo”, explica Endrick. 

O especialista ressalta que algumas terapias combinadas, além de atuarem no processo de cicatrização, ajudam a combater infecções na região tratada. “Alguns equipamentos possibilitam terapias combinadas com correntes terapêuticas, que contribuem com o alinhamento das fibras de colágeno, restabelecem a bioeletricidade tecidual e atuam na destruição de microrganismos que podem causar infecções no local, atuando diretamente no reparo tecidual”. 

Contudo, Endrick ainda alerta que a utilização de recursos terapêuticos em pacientes com diabetes exige um cuidado maior, pois há métodos contra indicados,principalmente relacionado a descompensação da doença ou ao ressecamento da pele e falta de sensibilidade local associada à condição - cerca de 1/3 dos pacientes tende a ter algum problema de pele, segundo a Sociedade Norte-Americana de Diabetes. “É muito importante consultar o profissional para saber a que tipos de tratamento a pessoa pode se submeter”.
 

 HTM Eletrônica


O açúcar é o grande vilão da saúde bucal infantil?

Esse e outros mitos especialista responde abaixo

 

A saúde bucal é um aspecto fundamental do desenvolvimento infantil, impactando não apenas a dentição, mas também a nutrição e a autoestima das crianças. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 43% dos pequenos apresentam cáries no início da infância. Esse dado mostra o quão importante é abordar o tema com os pais para que eles estejam atentos aos cuidados bucais desde os primeiros meses de vida.

A ortodontista Dra. Luiza Rebelo Roth Ayub, explica sobre a importância de cuidar da boca desde os primeiros meses de vida e desmistifica algumas crenças populares sobre o assunto.“A saúde bucal é essencial não apenas para garantir dentes saudáveis, mas também para a nutrição e o desenvolvimento geral da criança. O cuidado com a saúde bucal começa antes mesmo da erupção dos dentes. Uma boa higiene previne cáries, gengivite e outras doenças bucais, além de estabelecer hábitos saudáveis para a vida toda”, explica.


4 mitos e verdades sobre a saúde bucal infantil

  1. Cáries em dentes de leite não são importantes!  “Isso é uma falácia. As cáries podem afetar os dentes permanentes que estão se formando e também impactar a autoestima da criança”, alerta Dra. Luiza. A dentista recomenda que a primeira visita ao dentista ocorra entre 6 meses e 1 ano de idade. “Levar a criança ao dentista desde cedo ajuda a criar familiaridade e evita medos futuros.”
  2. Meu filho sempre escovou os dentes sozinho! Os pais desempenham um papel importante na manutenção da saúde bucal dos filhos. Dra. Luiza enfatiza a importância da supervisão durante a escovação e do uso do fio dental. 
  3. A alimentação interfere para uma saúde bucal saudável?  “O açúcar não é o vilão, mas uma dieta equilibrada é fundamental para prevenir cáries, além de garantir que a criança receba todos os nutrientes necessários para um crescimento saudável”. 
  4. A saúde bucal interfere na saúde geral? A dentista também destaca as consequências de uma má higiene bucal, que podem incluir cáries, gengivite e até impactos na fala e na mastigação. “A saúde bucal tem um papel significativo na saúde geral da criança. Infecções bucais podem afetar a nutrição e o desenvolvimento físico, além de impactar a saúde emocional”, explica Dra. Luiza.

Sinais de problemas dentários, como dor de dente, gengiva inflamada e mau hálito persistente, não devem ser ignorados. “Esses podem ser indícios de problemas que precisam ser tratados. Cuidar da saúde bucal é garantir que nossos pequenos cresçam com sorrisos saudáveis e autoestima elevada. Iniciar essa jornada desde cedo pode fazer toda a diferença no futuro”, conclui a especialista. 


Novos dados do Instituto Cactus indicam que 45% dos brasileiros percebem efeitos negativos das redes sociais na saúde mental

A 3ª Coleta do ‘Panorama da Saúde Mental’ apresenta, pela primeira vez, uma análise sobre hábitos de consumo nas redes sociais e revela que 15% dos jovens de 16 a 24 anos sentem um impacto muito negativo em sua saúde mental devido às plataformas digitais 


Novos dados do ‘Panorama da Saúde Mental’, monitoramento dinâmico sobre a saúde mental dos brasileiros, foram disponibilizados nesta quarta-feira (06/11) pelo Instituto Cactus - entidade independente referência em prevenção e promoção de saúde mental no Brasil, em parceria com a AtlasIntel - empresa de tecnologia especializada em inteligência de dados.

Os dados coletados no 1º Semestre de 2024, com base em um questionário online respondido por 4.381 pessoas de diferentes regiões do país e com idade acima de 16 anos, são traduzidos pelo Índice Contínuo de Avaliação da Saúde Mental (ICASM), análise subdividida em três dimensões: confiança, foco e vitalidade, que

reflete em uma escala de zero a 1.000 pontos o estado geral da saúde mental da população brasileira.

A 3ª coleta do Panorama apresentou, pela primeira vez, dados que analisam como os hábitos de consumo de conteúdo nas redes sociais podem influenciar a saúde mental dos usuários. Ao serem questionados sobre o impacto das redes sociais em sua saúde mental nos últimos 15 dias, 45% relataram uma percepção de impacto negativo, sendo que 10% desses indicaram um impacto muito negativo. Essa percepção é ainda mais acentuada entre os jovens de 16 a 24 anos, com 15% deles expressando essa sensação. Além disso, os usuários que utilizam o Twitter/X apresentaram o menor ICASM (458) em comparação com outras redes sociais usadas com a mesma frequência. Outros ICASM baixos foram observados no LinkedIn (495) e no Instagram (542). Quem utiliza o Facebook com a mesma frequência, apresenta o maior ICASM de 758.

Na análise do tipo de conteúdo consumido, 46% dos entrevistados afirmam preferir vídeos curtos, como reels e TikToks, enquanto apenas 14% optam por textos. Os consumidores de vídeos curtos apresentam um ICASM médio de 602, inferior à média de 636 registrada por aqueles que consomem textos. Além disso, 87% dos participantes assistem a notícias e 64% buscam entretenimento e humor. Aqueles que consomem notícias sobre celebridades e fofocas têm o menor ICASM médio (565), seguidos pelos consumidores de conteúdo adulto (577). Em contrapartida, os fãs de esportes apresentam o maior ICASM, alcançando 645.

O estudo também examinou os períodos de maior atividade nas redes sociais, revelando que aproximadamente 58% dos participantes usam essas plataformas principalmente à noite. Entre os 4% que se destacam como mais ativos durante a madrugada, 53% relataram ter dormido menos de seis horas em três ou mais dias nas últimas duas semanas.

“As redes sociais desempenham um papel importante em nosso cotidiano, especialmente na rotina dos jovens, influenciando as preferências de conteúdo e impactando a saúde mental. Os dados enfatizam a necessidade de promover uma reflexão sobre o uso consciente e equilibrado dessas plataformas, com o objetivo de reduzir impactos negativos e criar um ambiente digital mais saudável", comenta Maria Fernanda Resende Quartiero, fundadora e diretora-presidente do Instituto Cactus.

Em relação ao recorte de gênero, o novo relatório indica, mais uma vez, que os jovens de 16 a 24 anos apresentam ICASM menor entre todas as faixas etárias analisadas, 575 pontos, ressaltando a necessidade urgente de atenção à saúde mental desse grupo. As mulheres têm um ICASM médio de 669 pontos, inferior ao dos homens, que alcançaram 695 pontos, indicando níveis de bem-estar e saúde mental geral mais baixos entre as respondentes do sexo feminino. Enquanto isso, a faixa etária de 60 a 100 anos obteve o ICASM mais alto, com 772 pontos, refletindo um bem-estar elevado entre a população mais madura. 

"Os dados reforçam a necessidade urgente de direcionar esforços para a prevenção e promoção da saúde mental dos jovens. Metade das condições de saúde mental se manifesta pela primeira vez em indivíduos com até 14 anos, e esse percentual sobe para 75% entre aqueles com até 24 anos. Atualmente, crianças e jovens de até 24 anos representam 35% da população brasileira, o que destaca ainda mais a importância de investir em ações voltadas para essa faixa etária”, explica Maria Fernanda. 

Quanto aos aspectos sociais e questões econômicas, alinhando-se a coletas anteriores, a situação financeira permanece como a principal preocupação dos brasileiros, com 81% dos entrevistados expressando inquietação em relação às suas finanças nas duas últimas semanas.


Acesso ao relatório na íntegra:
Panorama da Saúde Mental

APENDICITE: QUANDO A DOR ABDOMINAL PODE INDICAR UM PROBLEMA GRAVE

Você já sentiu uma dor abdominal intensa e persistente e se perguntou se poderia ser algo sério? Se a dor é localizada no lado direito inferior do abdômen, pode ser um sinal de apendicite.

 

Uma dor abdominal forte e persistente nem sempre é apenas um desconforto passageiro. Quando surge no lado inferior direito do abdômen, pode ser um alerta de algo mais grave: a apendicite. “A apendicite é uma inflamação que, se não tratada, pode levar a complicações sérias, como a ruptura do apêndice”, explica o Dr. Lucas Nacif, cirurgião gastrointestinal e membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD). 

Embora o apêndice seja muitas vezes visto como dispensável, ele desempenha um papel mais importante do que se imagina. Com cerca de 10 cm, essa pequena estrutura entre o intestino delgado e o grosso contribui para o equilíbrio do organismo. “O apêndice abriga tecidos linfáticos que produzem anticorpos e servem como um reservatório de bactérias benéficas para o intestino”, afirma o especialista. 

O Dr. Nacif também destaca que, em casos de infecções intestinais, o apêndice ajuda a restaurar a flora bacteriana, permitindo que as bactérias "boas" repovoem o intestino com mais rapidez após uma infecção
 

Como a apendicite acontece?

A apendicite ocorre quando o apêndice fica inflamado, geralmente devido a uma obstrução que impede a drenagem do muco produzido pelo próprio órgão. Esse acúmulo de muco leva à dilatação do apêndice, comprime os vasos sanguíneos e causa a morte das células locais. Se não tratado, o quadro pode evoluir para uma apendicite supurada, em que o apêndice se rompe e libera seu conteúdo na cavidade abdominal, aumentando o risco de infecção grave, o que pode levar ao óbito. 

Segundo o especialista, nos jovens, essa inflamação pode estar relacionada a respostas do tecido linfático a infecções virais ou bacterianas. Em pacientes mais velhos, as causas comuns incluem fezes endurecidas, tumores e até vermes intestinais. “Em todos os casos, a apendicite costuma se manifestar inicialmente com uma dor ao redor do umbigo, que depois se desloca para o lado inferior direito do abdômen, ficando mais intensa ao caminhar ou tossir. Além da dor abdominal, é comum que surjam febre, perda de apetite, náuseas, endurecimento do abdômen e até alterações intestinais, como constipação ou diarreia frequente”, explica Nacif. 

Ele acrescenta que é importante que o paciente observe a evolução da dor, que tende a aumentar progressivamente. “Se uma dor abdominal intensa persistir por mais de quatro horas, é essencial procurar um serviço de emergência o mais rápido possível”, alerta
 

A cirurgia é a única opção de tratamento? e quais os cuidados na recuperação?

A cirurgia é o tratamento padrão para apendicite e costuma ser a única opção viável para remover o apêndice inflamado, evitando que a infecção se espalhe. Existem duas abordagens principais: a apendicectomia aberta, que envolve uma incisão maior, e a laparoscópica, que utiliza três pequenas incisões de aproximadamente um centímetro cada. “A laparoscopia tem se mostrado eficaz e oferece menos desconforto no pós-operatório”, explica o cirurgião gastrointestinal. Esse método tende a proporcionar uma recuperação mais rápida e com menor risco de infecção e dor. 

Após a cirurgia, a recuperação exige repouso, uma dieta leve e uso de antibióticos para prevenir infecções. “O tempo de recuperação varia de quatro a seis semanas, e é essencial seguir todas as orientações médicas, como manter a área da incisão limpa e evitar atividades físicas intensas”, reforça. 

O Dr. Nacif lembra ainda que, embora seja um órgão pequeno e frequentemente removido sem maiores complicações, o apêndice possui uma função no organismo, contribuindo para a saúde intestinal. “Isso nos lembra que cada estrutura em nosso corpo desempenha um papel importante, mesmo que nem sempre seja evidente” conclui.

 

Lucas Nacif - Especialista em cirurgia geral, e do aparelho digestivo, o Dr. Lucas Nacif é reconhecido por sua expertise em cirurgias hepato bilio pancreática e transplante de fígado, utilizando técnicas avançadas minimamente invasivas por laparoscopia e robótica. Além de suas contribuições no campo da cirurgia, o Dr. Nacif é membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD) e da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Internacionalmente, ele é membro da ILTS (International Liver Transplantation Society), TTS (The Transplantation Society) e AHPBA (Americas Hepato-Pancreato-Biliary Association). O Dr. Nacif dedica-se integralmente à promoção da saúde digestiva, buscando não apenas a cura, mas também uma melhoria substancial na qualidade de vida de seus pacientes. Para saber mais, visite: www.lucasnacif.com eLink


Nutricionista desvenda mitos e verdades sobre a suplementação e a nutrição na gravidez

Durante a gravidez, a nutrição desempenha um papel fundamental no desenvolvimento saudável do bebê e no bem-estar da mãe. No entanto, com tantas informações disponíveis, é comum surgirem dúvidas sobre o que é realmente importante durante esse período. Para esclarecer o tema, Priscila Gontijo, nutricionista da Puravida, empresa que promove a saúde através da nutrição fala sobre as verdades e os mitos das afirmações que permeiam a mídia sobre suplementação e nutrição na gestação. Confira: 


Toda gestante precisa de suplementação de vitaminas e minerais. 

Verdade: A suplementação nem sempre é necessária para todas as gestantes. O uso de vitaminas e minerais deve ser orientado por um profissional de saúde, após a avaliação das necessidades individuais da mulher. Embora muitos médicos recomendem o uso de ácido fólico, ferro e vitamina D, o ideal é que a maior parte dos nutrientes venha de uma dieta balanceada. Alimentos ricos em alimentos, como frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras, são essenciais para garantir o bom desenvolvimento do feto. 


Ômega 3 não é necessário na gravidez. 

Mito: O ômega 3, especialmente o DHA (ácido docosa-hexaenoico), é fundamental durante a gestação. Estudos mostram que o adequado consumo de ômega 3 está associado à melhora do desenvolvimento cognitivo da criança e a prevenção do parto prematuro. Durante a gravidez, a gestante pode obter o ômega 3 de fontes naturais, como peixes gordurosos (salmão, sardinha), ou suplementos de óleo de peixe, como os que temos na Puravida. Os suplementos geralmente são mais recomendados por profissionais da saúde, devido a praticidade que eles entregam para garantir o consumo diário em quantidades adequadas e de forma segura, pois há um grande risco de consumo de peixes contaminados quando não conseguimos saber a procedência deles.   


A grávida deve "comer por dois." 

Mito: O conceito de "comer por dois" é um mito perigoso. O que a gestante realmente precisa é garantir uma nutrição de qualidade, e não de quantidade excessiva. O ganho de peso deve ser monitorado para evitar complicações, como diabetes gestacional e hipertensão. A recomendação é aumentar gradualmente a ingestão calórica, especialmente no segundo e terceiro trimestres, mas sempre priorizando alimentos ricos em nutrientes e não calorias vazias. Uma dieta balanceada, rica em fibras, proteínas, vitaminas e minerais, é muito mais benéfica do que simplesmente aumentar o consumo calórico. 

 

Puravida
www.puravida.com.br


Dia do Radiologista: O papel deste profissional na transformação do cuidado à saúde


No dia 8 de novembro, celebramos o Dia do Radiologista e também o da Radiologia, uma data que vai muito além da homenagem a esses profissionais; é uma oportunidade de reconhecer a contribuição essencial que a radiologia oferece para a saúde moderna. A cada ano, a radiologia se torna mais relevante em nossa sociedade, destacando-se como uma área vital não apenas para diagnósticos precisos, mas também para tratamentos personalizados e a prevenção de inúmeras doenças. 

A evolução dos diagnósticos por imagem colocou o radiologista em uma posição central dentro das equipes médicas. Graças à expertise desses profissionais, hoje conseguimos detectar doenças em estágios iniciais, o que aumenta significativamente as chances de tratamentos eficazes e melhora a qualidade de vida de milhões de pessoas. A detecção precoce é, sem dúvida, uma das maiores vantagens que a radiologia proporciona, permitindo intervenções mais assertivas e menos invasivas. Em casos de doenças complexas como câncer e doenças cardiovasculares, os exames de imagem realizados e interpretados pelos radiologistas representam um diferencial decisivo para a abordagem terapêutica mais adequada. 

É importante destacar também que, ao longo das últimas décadas, as tecnologias de diagnóstico por imagem passaram por um avanço exponencial. Ferramentas como ressonância magnética, tomografia computadorizada e ultrassonografia se tornaram ainda mais sofisticadas e precisas, possibilitando análises cada vez mais detalhadas. Entretanto, mesmo com a melhor tecnologia, o conhecimento e a habilidade do radiologista continuam sendo insubstituíveis. Eles são os profissionais que, com um olhar crítico e profundo conhecimento, interpretam as imagens, traduzindo dados complexos em informações claras e práticas que guiam o trabalho de outras especialidades médicas. 

Neste Dia do Radiologista, é preciso reiterar a importância de investirmos continuamente em inovação e em uma formação sólida para esses profissionais. A radiologia é o ponto de partida para muitas jornadas de tratamento, e valorizar essa área é valorizar a saúde como um todo. Em um mundo onde o envelhecimento da população e a prevalência de doenças crônicas demandam soluções cada vez mais eficazes e personalizadas, o radiologista continuará sendo uma figura imprescindível para assegurar diagnósticos rápidos e certeiros. 

Que possamos não apenas parabenizar, mas reconhecer e apoiar continuamente o desenvolvimento desta área e de seus profissionais, que, com competência e dedicação, revolucionam a prática médica e o cuidado com a saúde.


Augusto Oliveira - CEO da Alko do Brasil


Vasinhos: estética ou doença?

Os vasinhos são comumente vistos como um problema estético, mas na realidade, esses pequenos vasos visíveis representam um sinal inicial de uma condição de saúde mais séria, conhecida como doença venosa crônica (DVC). Com os avanços tecnológicos em diagnóstico vascular, hoje é possível identificar de maneira muito mais precisa a relação entre vasinhos e problemas venosos. Neste artigo, vamos explorar por que os vasinhos vão além da aparência e como a saúde das suas pernas pode estar em jogo.

 

 

O que são vasinhos?

 

Os vasinhos, ou telangiectasias, são pequenos vasos sanguíneos visíveis na superfície da pele, geralmente nas pernas. Embora pareçam inofensivos, esses vasinhos são o resultado direto da doença venosa crônica (DVC). Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) https://www.sbacv.org.br/, a presença de vasinhos está associada ao comprometimento do fluxo sanguíneo nas veias das pernas. É fundamental um diagnóstico detalhado para entender a real condição venosa e evitar que o problema se agrave ao longo do tempo.

 

 

Estética ou doença?

 

Apesar de muitos pensarem que os vasinhos são apenas uma questão estética, a verdade é que eles são um sinal claro de doença venosa crônica (DVC). Com o avanço das tecnologias de diagnóstico, como o ultrassom Doppler, sabemos que os vasinhos não devem ser ignorados e podem ser o primeiro indício de problemas venosos mais sérios. Um diagnóstico detalhado é essencial para entender a condição venosa de cada paciente.

 

 

A evolução no diagnóstico venoso

 

Nas últimas décadas, a tecnologia transformou o diagnóstico de problemas vasculares. Exames como o ultrassom Doppler permitem mapear com precisão o sistema venoso, identificando varizes e problemas venosos que antes passariam despercebidos. Esses avanços ajudam a identificar a extensão do problema e a necessidade de tratamento. Segundo estudos da Mayo Clinic https://www.mayoclinic.org/ a DVC, se não tratada, pode evoluir para varizes maiores e até úlceras venosas. Esse conhecimento ajuda pacientes a buscarem tratamentos eficazes e a entenderem a real relação entre vasinhos e saúde venosa.

 

 

Consequências de ignorar os vasinhos

 

Ao ignorar os vasinhos, há o risco de que a condição piore. Sem tratamento, o problema pode evoluir para varizes maiores, sensação de peso nas pernas, inchaço e até úlceras. A DVC, que começa com esses pequenos vasos visíveis, pode afetar seriamente a qualidade de vida dos pacientes.

 

 

Tratamento e benefícios para a saúde

 

Atualmente, o tratamento de condições venosas vai muito além da estética, abrangendo técnicas avançadas que podem proporcionar alívio significativo de sintomas como cansaço e sensação de peso nas pernas. Métodos como a escleroterapia com espuma ecoguiada e o uso de ultrassom anti-inflamatório são baseados em diagnósticos detalhados da condição venosa de cada paciente, possibilitando um tratamento mais preciso. Esses procedimentos não apenas melhoram a aparência das pernas, mas também ajudam a prevenir a progressão da doença venosa crônica (DVC).

 

 

Conclusão

 

Os pequenos vasos visíveis nas pernas são mais do que um incômodo estético: eles podem ser um sinal inicial de doença venosa crônica. Com os avanços na tecnologia de diagnóstico, é possível identificar e tratar essas condições de forma eficaz, o que contribui para a saúde das pernas e previne complicações futuras. Para quem percebe esses sinais ou sente desconforto nas pernas, um diagnóstico preciso pode fazer toda a diferença. Procurar uma avaliação especializada é um passo importante para entender e cuidar da saúde das suas pernas.




Fonte: Dr. Eduardo Toledo de Aguiar, Professor Livre Docente em Cirurgia Vascular - FMUSP, Diretor Médico da Spaço Vascular, Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.


Novembro Azul

Câncer de Pênis provocado pelo HPV, além do câncer de próstata, também merece atenção alerta mestre em oncologia


A taxa de infecção pelo HPV (papiloma vírus humano) na região genital atinge 54,4% das mulheres e 41,6% dos homens. Os resultados são da pesquisa nacional sobre o tema, encomendada pelo Ministério da Saúde e feita por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS). O cenário reforça a importância da vacinação contra o HPV, política pública em que a pasta vem redobrando investimentos desde o início da atual gestão.

 

Mais de 90% dos casos de câncer de colo de útero são causados pela infecção pelo HPV. A vacinação contra o HPV pode levar o câncer de colo de útero a ser extinto do nosso meio.

 

Outros tipos de cânceres são também associados ao HPV, entre eles, câncer de pênis, câncer de vagina, de vulva, de canal anal, boca e orofaringe.

O mestre e Ph.D. em Oncologia, Dr. Wesley Pereira Andrade, adverte que o mês de conscientização para a prevenção do câncer de próstata também deveria abordar uma maior conscientização contra o HPV e também estimular a vacinação contra esse vírus. 

 

“Além das prevenções usuais como uso de preservativos, há uma vacina contra o Papilomavírus que previne os cânceres relacionados ao HPV. A vacinação, em geral, se inicia antes do início das atividades sexuais.

O novo protocolo do Ministério da Saúde que começou a vigorar em 2024 estabelece a vacinação em dose única (antes eram duas doses) para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos.

 

A recomendação de dose única segue as novas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), com base em diversos estudos que observaram a importante proteção alcançada com apenas uma aplicação da vacina. Outros 37 países passaram a aplicar essa mesma conduta de imunização com dose única. A expectativa, com dose única para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, é aumentar o número de pessoas imunizadas contra o vírus.

 

Para as meninas, a idade da vacinação é a partir dos nove anos. Já para os meninos, a partir de 11 anos. Os efeitos mais satisfatórios vão até os 45 anos. Após os 45 anos a vacina também poderá ser realizada, entretanto, quanto mais idade o indivíduo tiver, menor eficácia tem esta vacinação”, alertou o oncologista.

 

O médico destacou a saúde integral dos homens, que além das doenças oncológicas, podem ter naturalmente, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares como Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ou seja, nesse mês precisamos chamar a atenção para a saúde integral do homem. 

 

“Os homens precisam se cuidar mais. Só para termos uma ideia da diferença da expectativa de vida entre homens e mulheres, a de vida dos homens é de 73,1 anos, enquanto que a das mulheres é de 80,1 anos. Isto é, as mulheres vivem, em média, sete anos a mais que os homens”, afirma o oncologista.

O câncer de pênis tem baixa prevalência na população masculina em geral, correspondendo a cerca de 2% de todos os casos de câncer que afetam os homens. “A doença tem uma das maiores incidências no mundo nas regiões norte e nordeste do Brasil devido a alguns hábitos comportamentais locais”, adverte o médico que frisa, “muitos pacientes com câncer de pênis irão necessitar de amputação do pênis quando descoberto em fases avançadas, o que traz sérias consequências físicas, urinárias, sexuais e psicológicas ao homem”.

 

Os principais fatores de risco são infecção pelo HPV (vírus transmitido pelo ato sexual), bem como questões referentes à higiene do pênis, circuncisão e tabagismo.

 

As medidas mais efetivas na prevenção do câncer de pênis são: vacinação contra o HPV, uso de preservativo, melhores práticas de higiene local e parada/suspensão do tabagismo.

 

Dr. Wesley Pereira Andrade - CRM-SP 122593 - Ph.D.,em Oncologia, além de mastologista e cirurgião oncologista. Dr. Wesley Pereira Andrade é médico titular da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e médico titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).


Tecnologia é pilar fundamental da qualidade da saúde

A integração de soluções digitais é fundamental para aprimorar o atendimento, promovendo eficiência e satisfação no setor de saúde

 

A gestão em saúde é um campo em constante evolução. De acordo com Avedis Donabedian, médico libanês radicado nos EUA e considerado o pai da qualidade no setor da saúde, existem sete princípios fundamentais para a excelência no atendimento. E a implementação bem-sucedida desses sete pilares da qualidade na gestão em saúde é potencializada pelo uso estratégico da tecnologia, sendo fundamental para aprimorar a experiência do paciente. 

Os sete princípios citados por Donabedian são: eficácia, efetividade, eficiência, otimização, aceitabilidade, legitimidade e equidade. Estes pilares são cruciais para que as instituições de saúde melhorem continuamente seus serviços e garantam a satisfação dos pacientes. "Qualidade na gestão em saúde é essencial para atender às necessidades dos pacientes de forma eficaz. 

A integração de tecnologias como o Prontuário Eletrônico do Paciente se torna um hub central de informações que potencializa a eficiência operacional e a satisfação do paciente, além de facilitar o monitoramento da qualidade dos serviços e fortalecer a confiança dos pacientes no atendimento recebido", afirma Valmir Júnior, Diretor da Unidade de Negócios Hospitalar da MV, multinacional brasileira líder da América Latina no desenvolvimento de softwares para a saúde. 

Nesse contexto, a revolução tecnológica tem desempenhado um papel crucial na otimização dos processos e no aprimoramento da assistência, integrando-se de maneira harmoniosa aos fundamentos essenciais. 

 Ela se torna uma aliada eficaz na aplicação dos seguintes princípios: 

Eficácia Tecnológica: Sistemas de informação avançados e soluções de gestão integrada garantem a eficácia no acompanhamento de pacientes e na execução de processos médicos. 

Eficiência na Automação: A automação de tarefas repetitivas e a integração de sistemas reduzem custos e tempo, aumentando a eficiência operacional. 

Efetividade por Meio da Análise de Dados: Ferramentas analíticas e big data possibilitam uma avaliação aprofundada de dados clínicos, contribuindo para a efetividade no diagnóstico e tratamento. 

Otimização com Sistemas Integrados: A implementação de sistemas integrados de gestão hospitalar otimiza a coordenação entre diferentes departamentos, reduzindo atividades desnecessárias. 

Aceitabilidade Ampliada por Comunicação Digital: Canais de comunicação digital entre pacientes e profissionais de saúde fortalecem a aceitabilidade, permitindo maior interação e compreensão das necessidades individuais. 

Legitimidade por meio da Transparência Digital: Plataformas digitais transparentes, como prontuários eletrônicos, promovem a legitimidade ao garantir o registro preciso e acessível das informações do paciente. 

Equidade na Acessibilidade Digital: Tecnologias de telessaúde contribuem para a equidade, proporcionando acesso a serviços de saúde de qualidade, independentemente da localização geográfica. 

A inteligência artificial também está emergindo como uma ferramenta poderosa para identificar áreas de melhoria e prevenir problemas, contribuindo para uma gestão mais proativa e eficiente. Essa abordagem permite mapear e eliminar as causas de problemas, ajudando na redução de custos e na melhoria da qualidade.


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